quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Chocante: Pais Perdem Filhos Para A Obesidade


Nos dias atuais, os adventos da chamada vida moderna nos proporcionam muito conforto, mesmo para abrir o vidro de um carro basta apertar um simples botão, os espaços para brincadeiras de criança estão cada dia mais restritos, tanto como conseqüência da urbanização, quanto pelo medo da violência por parte dos pais.


As crianças brincam dentro de casa ou dos minúsculos apartamentos em frente aos videogames e computadores, comendo uma tigela de pipoca ou um pacote de bolacha recheada acompanhado de um refrigerante.


Os alimentos mais consumidos por elas são industrializados com grande teor calórico e pouco valor nutritivo, ou seja, os hábitos cultivados por esta geração infanto-juvenil convergem para o acúmulo de gordura corporal, desencadeando o sobrepeso e a obesidade em idades cada vez menores.


Depois de instalada, a obesidade deixa portas abertas para outras morbidades, o colesterol, a hipertensão e o diabetes são os mais preocupantes, pois agem de maneira assintomática por um longo período, danificando órgãos fundamentais. E a convivência com uma dessas co-morbidades da obesidade pode provocar sérias complicações com o passar dos anos.


Uma criança obesa aos oito anos de idade, por exemplo, que desenvolve uma complicação associada ao excesso de peso, não irá perceber os sintomas de imediato, mas seus efeitos maléficos certamente estarão presentes, dificultando o funcionamento de órgãos importantes como rins e coração. Essa mesma pessoa quando estiver com quarenta anos de idade, se não tiver mudado seus hábitos, terá sofrido os efeitos da obesidade e suas complicações por trinta e dois anos consecutivos.


Nas gerações passadas onde a vida sedentária não imperava entre as crianças e a oferta de alimentos industrializados não era exagerada, problemas como hipertensão e colesterol alto se manifestavam por volta da sexta década de vida, sendo inclusive, mais facilmente tratados.
Se atitudes práticas não forem tomadas imediatamente, logo estaremos vivendo uma geração onde muitos filhos morrerão antes dos pais em conseqüência de problemas relacionados á obesidade.


Como diz a música: “alguma coisa está fora da ordem”. É realmente chocante, mas também é uma realidade cada vez mais presente na família brasileira. Esse problema no Brasil já é de saúde pública, ações preventivas se fazem necessárias, inclusive por parte dos governantes.


A consciência do que se deve fazer para evitar o acúmulo de gordura nas crianças é de conhecimento da população em geral, o que falta são ações efetivamente práticas. A obesidade é um problema comportamental, na grande maioria dos casos, portanto não se pode resolvê-la apenas na teoria e sim com mudanças no comportamento.


Fonte: Portal da Educação Física

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Entenda a ressaca e outros 'sobressaltos' de fim de ano


É tempo de ressaca. E não estamos falando de previsões meteorológicas que parecem estar fora do habitual e sim do que comumente acontece nesses tempos de festas e exageros. Com certeza muitas confraternizações e festas estão programadas para os próximos dias com ampla oferta de álcool.

A ressaca é como o leigo costuma se referir aos efeitos indesejados do excesso de álcool sobre o nosso corpo, principalmente sobre o aparelho digestivo e o cérebro.

De uma vez por todas, vamos deixar de culpar o fígado, que quase sempre leva a culpa pelos sintomas, quando na verdade quem foi mais afetado pelo álcool e pelos excessos alimentares foi o estômago.

O álcool é um potente irritante da mucosa gástrica e pode causar de forma variável dor e náuseas após sua ingestão exagerada.

Após entendermos que o fígado não é o culpado, vamos desmascarar outro mito, o de que existem medicamentos capazes de proteger o fígado dos excessos e evitar os sintomas da ressaca.

Os ditos hepatoprotetores são na maioria das vezes uma associação de analgésicos e digestivos, e até mesmo de estimulantes, que podem diminuir os sintomas, porém muitas vezes agravar a irritação do estômago.

O segredo, se é que existe algum segredo para evitar a ressaca, primeiro é não exagerar na bebida: a sensibilidade ao álcool é individual, variando para cada um de nós. Tomar uma boa quantidade de água, enquanto estiver bebendo, pode ajudar. A alimentação deve ser baseada em alimentos leves e de fácil digestão.

Vamos então a algumas dicas para enfrentar esses dias repletos de eventos e comida farta.

Como encarar as mesas de final de ano com tantas coisas gostosas sem perder a linha?

Primeiro, não tente enganar seu corpo “pulando” refeições ou comendo muito pouco durante o dia para contrabalançar uma festa; chegar a uma festa com fome é igual a comer demais.

Não precisamos comer de tudo que estiver oferecido e muito menos comer muito de tudo. Coloque pequenas porções em seu prato e principalmente se afaste da mesa para diminuir a tentação.

Como estamos no verão e as temperaturas andam altas, cuidado com alimentos preparados com antecedência e que não tenham sido armazenados de forma adequada.

Não mude sua rotina, principalmente mantenha as atividades físicas regulares, pois as calorias a mais podem ser queimadas evitando o ganho de peso comum nessa época do ano.


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Visão Influencia Intensidade Da Dor, Diz Pesquisa


Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha indica que a sensação de dor aumenta ou diminui dependendo do estímulo visual que vier associado a ela. Ou seja, ver um ferimento torna a sensação mais desconfortável do que ela seria se não se visse nada.

No estudo realizado pela Universidade de Oxford, os cientistas pediram a pessoas com dor crônica e deficiências em um braço que observassem o membro enquanto faziam uma série de dez movimentos com a mão, de forma a sentir dor na região.

Os participantes do experimento fizeram o que foi pedido de quatro formas diferentes: com nenhum tipo de manipulação na forma como enxergavam o braço; olhando o membro através de lentes que não modificavam a dimensão do braço; usando lentes que duplicavam o tamanho aparente do braço e, por fim, usando lentes que diminuíam o tamanho aparente do membro.

A conclusão foi de que a dor que as pessoas disseram sentir durante os movimentos variou de acordo com o que elas viam.

Os participantes disseram que a dor era maior quando viam o braço maior e menor quando viam o membro visualmente reduzido.

O inchaço provocado pelo movimento também foi menor quando a pessoa olhava o braço através das lentes que o diminuíram.


Percepção de Perigo

Os cientistas não sabem ao certo por que isso acontece no nível das células do cérebro.
Mas uma possível explicação seria que as reações de proteção do corpo, inclusive a dor, são ativadas de acordo com a percepção implícita do cérebro de que há perigo.
"Se parece maior, parece mais dolorido e mais inchado", diz o pesquisador G. Lorimer Moseley, que participou do estudo. "O cérebro é capaz de muitas coisas maravilhosas baseadas na percepção de como o corpo está e dos riscos aos quais o corpo parece estar exposto."

A pesquisa foi divulgada na mais recente edição da publicação científica "Current Biology".

Fonte: BBC Brasil

sábado, 27 de dezembro de 2008

Dedo mindinho dá 50% da força à mão, afirma fisioterapeuta


O dedo mindinho, o humilde dedo número cinco da mão, há muito tempo é visto como um acessório decorativo, um dedinho para levantar delicadamente enquanto tomamos uma xícara de chá. O que perderíamos se não tivéssemos esse dedinho?

"Você perderia facilmente 50% da força da sua mão", afirmou Laurie Rogers, terapeuta ocupacional e terapeuta de mão certificada do Hospital Nacional de Reabilitação em Washington. Ela explicou que apesar dos dedos indicadores e médios, junto com o polegar, funcionarem para pinçar e agarrar objetos – fechando zípers, abotoando botões – os dedos mínimos se juntam ao anelares para dar força à mão.

Aprendi isso sozinha no último mês de abril, quando tropecei enquanto fazia jogging e minha figura de 60 quilos esmagou o osso na base do meu mindinho direito, um osso da largura de um lápis. Eu quebrei minha articulação metacarpofalangeana, MCP, onde o dedo se liga à mão.

Cinco meses depois, o dedinho ainda não era capaz de dobrar sozinho. Não conseguia fechar a mão, manusear uma raquete de tênis com controle, segurar direito um pesinho de musculação ou um aspirador de pó. Pelo fato da lesão ter ocorrido na minha mão dominante, escrever era uma tarefa difícil.

Problema comum

Minha situação estava longe de ser especial. Fraturas do dedo mindinho e do seu metacarpo – o osso que se estende da base do dedo até a mão – são duas vezes mais freqüentes que fraturas em qualquer outra parte do dedo ou do metacarpo, incluindo o polegar. Existem poucos dados confiáveis que monitoram lesões no dedo mindinho nos Estados Unidos; as estatísticas são de um estudo de 2003 do "The Journal of Hand Surgery" (volume britânico e europeu) que analisou o equivalente a um ano de dados de uma emergência hospitalar em Amsterdã, Holanda.

A alta incidência de fraturas pode ser atribuída ao status do mindinho, junto com o dedo indicador, como "dedo de fronteira", um "apoio para livros" em relação aos dedos anelares e médios, explicou Dr. Steven Z. Glickel, diretor do C.V. Starr Hand Surgery Center do t. Luke's-Roosevelt Hospital Center em Nova York e presidente da Sociedade Americana de Cirurgia de Mão.

Apesar do dedo indicador "ser, pelo menos, um pouco protegido por estar adjacente ao polegar", continuou o médico, "o dedo mínimo praticamente não tem nenhuma proteção".

Os ossos do dedo mínimo – as falanges distal, média e próximal – são geralmente quebrados em quedas ou quando o dedo é atingido por algo, como uma bola de basquete.

Apesar da rigidez e do inchaço, muitas pessoas não percebem que o dedo está quebrado, então não procuram tratamento.
Fratura oculta

"As pessoas pensam que se não sentem dor e podem mover o dedo, ele não está quebrado", disse Scott G. Edwards, diretor de cirurgia de mão e cotovelo do Georgetown University Hospital. "Isso simplesmente não é verdade."

Os reparos a um dedo mindinho quebrado podem significar pinos, parafusos e placas. Oito dias após minha queda, dois pinos foram colocados através da minha articulação MCP. O procedimento, realizado por Edwards em cirurgia ambulatorial, conectou novamente minha falange próxima e reforçou a articulação central do mindinho, conhecida como articulação interfalangeal próxima, ou PIP. Um gesso foi aplicado da ponta dos dedos até o cotovelo.

Doze dias depois, o gesso foi removido e a reabilitação foi iniciada. Nunca tinha ouvido falar em terapia de dedo, mas ela existe – e é dolorosa.

"Terapeutas de mão fazem com que pareçamos bonzinhos", disse Leon S. Benson, diretor de cirurgia de mão do Evanston Northwestern Healthcare em Illinois. "Estou no consultório, feliz e contente, então digo ao paciente: 'Agora você vai descer para ver Mary Beth, a terapeuta que vai machucar você'."

Os tratamentos incluem aplicação de calor, ultra-som, estímulos neuromusculares, talas e exercícios manuais. Começar a reabilitação logo – dentro de alguns dias ou semanas após a cirurgia – é de extrema importância; sem isso, o tecido cicatrizado pode se expandir e a inchação pode piorar.

Comecei minha terapia rapidamente, mas o terapeuta que me ajudava era gentil demais para manipular meu dedo. Quando finalmente encontrei um substituto competente, meu dedo estava rígido e a cicatrização parecia estar avançando.

O tecido de cicatrização, um tecido conectivo fibroso formador da ferida, é mais proeminente e problemático nos dedos porque praticamente não existe músculo ali, logo os tendões se acomodam diretamente no osso. Acumular tecido de cicatrização no dedo mindinho é como "injetar cola dentro de um relógio", disse Benson. "Trava tudo".

O inchaço também pode retardar a recuperação. "É como tentar dobrar uma grande salsicha", comparou Edwards.

Um exame de ressonância magnética do meu dedo foi realizado depois dos pinos terem sido removidos. O resultado confirmou que o tecido de cicatrização tinha imobilizado os tendões flexores – eles ficam permitem que os dedos se dobrem, como se fôssemos dar um soco. Além de não receber tratamento eficaz rapidamente, a genética pode ter contribuído, já que algumas pessoas formam tecido de cicatrização mais facilmente que outras. De qualquer forma, meu dedo estava travado.

Em outubro, passei por uma tenólise do tendão flexor, durante a qual Edwards conseguiu meticulosamente liberar os tendões. No dia seguinte à cirurgia, comecei a fazer terapia com Rogers. No início do mês, concluí meu tratamento; meu dedinho agora dobra facilmente e a força voltou à minha mão.

Agora, o dedo mindinho tem todo o meu respeito.


Fonte: www.g1.com.br

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Árbitros Podem Favorecer Atletas Que Vestem Vermelho


Há muito tempo torcidas rivais acusam os árbitros de favorecerem times como os ingleses Manchester United e Liverpool. Agora parece que eles podem ter alguma razão para a queixa - ambas as equipes usam uniformes vermelhos e um novo estudo na Alemanha sugere que isso pode lhes dar uma vantagem em decisões difíceis.


Pesquisadores da Universidade de Münster testaram sua teoria de que os árbitros favorecem incoscientemente competidores vestidos de vermelho em juízes que atuam em lutas de arte marcial do tipo taekwondo. Quarenta e dois árbitros assistiram a vídeos de disputas e deram pontos para a os competidores. Os atletas tinham desempenho muito semelhante e um usava roupa azul e o outro, vermelha. Em seguida, os pesquisadores submeteram novamente os vídeos aos árbitros, mas com as cores das roupas trocadas graças a um truque de computador. Eles deram 13% mais pontos aos atletas que vestiam vermelho, embora a sua atuação fosse exatamente a mesma de antes.


O estudo complementa pesquisa do biólogo que estuda evolução, Russel Hill, e que sugere que roupas vermelhas ajudam os atletas a ter melhor desempenho. Hill disse à BBC que este novo estudo vem de encontro aos resultados de outros esportes Olímpicos de combate, como luta greco-romana e boxe.


Os pesquisadores alemães acreditam que exista um favorecimento também no futebol, mas bem menor do que o verificado em esportes de combate.


Fonte: Portal da Educação Física

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Dor Atinge 71,2% Dos Corredores Amadores No Brasil


Dados da Corpore, a maior organizadora de corridas da América Latina, comprovam o que pode ser visto nas ruas: correr é um esporte cada vez mais popular. Nos últimos cinco anos, aumentou 155% o número de inscrições em provas da instituição --são 4 milhões de corredores no Brasil.
Mas um estudo feito com 7.731 corredores amadores mostra que a maioria tem muitas dores e lesões devido à atividade --e não sabe se prevenir nem se cuidar corretamente.


É a maior pesquisa com corredores amadores do país, que será apresentada hoje no Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, em Porto Alegre. O levantamento foi feito pelo Núcleo de Estudos em Esporte e Ortopedia, com a Corpore e a Sociedade Brasileira de Traumatologia Desportiva, a partir de perguntas por e-mail.

Os resultados mostraram que 71,2% dos entrevistados já sentiram dor em decorrência do esporte e não procuraram um médico e que 53,1% já tiveram lesões, especialmente no joelho, no pé e no tornozelo --tendinite e fascite plantar estão entre as mais citadas.

Quando a dor vem, quase metade diz que só coloca gelo na região, 42% param de correr temporariamente e --o dado que mais assustou os especialistas-- 30,6% já tomaram antiinflatórios sem receita médica. "São remédios que exigem prescrição. Seu uso crônico pode levar a problemas gastrointestinais e cardiovasculares", diz o autor do estudo, o ortopedista Rogério Teixeira da Silva.

Segundo ele, o gelo é um ótimo analgésico, mas o perigo é recorrer a ele sempre e deixar de procurar o médico quando necessário. "A dor pode ser uma manifestação inicial de uma lesão pior", afirma.

O educador físico Mário Sérgio Andrade Silva, diretor técnico da assessoria esportiva Run & Fun, acredita que muita gente não vai ao médico por achar que ele vai suspender o treino. "É inegável que a pessoa, quando toma gosto pelo esporte, não quer ficar sem correr. Muita gente não pensa a longo prazo e se automedica."

Ele diz que muitas pessoas ficam tão motivadas quando começam a correr que acabam querendo pular, por exemplo, de uma prova de 10 km para outra de 15 km imediatamente. "A corrida é muito sedutora. Emagrece, condiciona, favorece a interação, tem eventos bonitos. Mas é um exercício de impacto e, como todo esporte, exige um tempo para evoluir. Ninguém começa a jogar futebol ou a nadar com seis anos e está na Olimpíada aos dez."


Orientação

Segundo Rogério Silva, outro dado ajuda a explicar o alto índice de lesões e dores: mais de 60% correm sem orientação técnica. Aqueles que tinham um técnico de corrida acertaram mais a hora de "aposentar" o tênis, por exemplo.

Enquanto a maioria disse que troca de tênis quando a sola está gasta, só 15,3% seguem a orientação correta: mudar o calçado após percorrer de 500 km a 700 km com ele.

O empresário Gilberto Tarantino, 46, que corre desde 2001, diz que antes de ter orientação comprava tênis "pela moda". "Agora sei que não preciso do mais caro, mas que tem que ser bom para meu tipo de pisada. E que tem vida útil."

Ele conta que chegou a ter dores todo mês e que vivia no fisioterapeuta. "Achava que quem corria tinha que sentir bastante dor. Minha dor "andava" pelo corpo, da perna para a lombar, de lá para outro local."

Gilberto também diz que fazer musculação o ajuda a prevenir problemas --neste ano, não teve lesões-- e conta que aprendeu a "ouvir o próprio corpo". "Se estou muito cansado, treino outro dia. Antes, ia até o fim mesmo com dor."

Para Rogério Silva, o estudo mostra que é preciso informar melhor os corredores, os treinadores e os médicos. "Quando é feita de forma adequada, a corrida é uma atividade muito benéfica e saudável."


Fonte: Folha On-line

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Pessoas Que Roncam Muito Perdem Mais Calorias Ao Dormir


Uma nova pesquisa da Universidade da Califórnia, San Francisco indica que pessoas com problemas respiratórios e ronco pesado durante o sono queimam mais calorias enquanto dormem.
De acordo com os pesquisadores, as pessoas analisadas com os piores casos de apnéia do sono queimaram em média 373 calorias a mais por dia do que aquelas com apenas sintomas leves do problema.

Os cientistas americanos afirmam que mudanças no sistema nervoso desencadeadas pelo problema podem ser as responsáveis pela queima maior de calorias. O estudo foi publicado na revista Archives of Otolaryngology - Head and Neck Surgery.

Mas, apesar de gastar mais energia ao dormir, os pacientes que têm apnéia do sono compensam tudo ao sentir mais desejo por comida e mais preguiça na hora de fazer exercícios, segundo o especialista britânico John Stradling, do hospital John Radcliffe, em Oxford.


Problemas

Os autores da pesquisa, liderada por Eric Kezirian, afirmam que a energia a mais é usada pelo sistema nervoso para responder à baixa qualidade dos padrões de sono das pessoas que roncam muito. Mas o estudo não esclarece a razão por que pessoas obesas também sofrem de apnéia do sono.

A apnéia do sono - que causa o bloqueio parcial ou completo das vias aéreas - faz com que a pessoa não tenha uma boa noite de sono, o que deixa o paciente muito sonolento durante o dia. O problema também está ligado a um risco maior de problemas como pressão alta e doenças cardiovasculares.

Os cientistas da Universidade da Califórnia, San Francisco mediram o número de calorias queimadas "durante o descanso" em 212 pacientes. Em média, os voluntários gastaram 1.763 calorias por dia desta forma, mas aqueles com casos mais graves de apnéia do sono gastaram 1.999 calorias. Os que apresentavam o problema de uma forma menos grave gastaram uma média de 1.626 calorias.As calorias a mais consumidas são equivalentes a 30 minutos de exercício intenso na academia.

Razões

O especialista britânico John Stradling afirma que o estudo americano é "plausível" e combina com as experiências de seus pacientes, que afirmam ser difícil perder peso depois que os sintomas da apnéia melhoram. Para o professor britânico, existem alguns motivos que podem levar os pacientes com apnéia do sono a queimar mais calorias durante a noite.

Segundo Stradling, eles passam menos tempo no estágio de sono profundo, quando a temperatura do corpo cai naturalmente. Além disso, diz o especialista, eles podem gastar mais energia apenas lutando para respirar e, cada vez que o sono é interrompido por problemas respiratórios, o corpo dispara uma dose de adrenalina - queimando ainda mais calorias.

Mas Stradling afirma que os efeitos da apnéia do sono não são uma forma de perder peso. "Se você tem apnéia do sono, você se sente muito sonolento durante o dia e desmotivado para fazer qualquer tipo de exercício", diz o professor. "Também sabemos que a falta de sono aumenta o apetite e diminui a força de vontade."


Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Core Training Para O Swing Do Golfe


O Core Training está se tornando imprescindível entre golfistas profissionais, entre eles, o astro Tiger Woods


Randy Myers, que tem trabalhado com a pontuação de jogadores do PGA e LPGA e agora é diretor de fitness em um resort na Geórgia, EUA, ajudou a desenvolver o Programa GolfPilates no PGA Resort, em Palm Beach Gardens, Florida. Ele diz: “levantar 50 kg em 10 repetições vai proporcionar força e resistência, mas não do tipo necessário para fazer um jogador bater na bola”. Na verdade, músculos encurtados impedem o swing imprescindível para o golf.


Sean Cochran, Personal Trainer do golfista internacional Phil Mickelson, diz que esse tipo de treinamento junto com o levantamento de peso é bastante utilizada pelos jogadores de elite. Os melhores golfistas têm os membros inferiores fortes e estáveis e membros superiores flexíveis e móveis. O swing dos jogadores deve progredir partindo dos membros inferiores, passando pelo tronco, depois ombros e por último chega aos braços.


Para imitar essa seqüência, a maioria dos amadores geralmente precisa trabalhar os músculos e seu centro de força, o core. Faltando força e flexibilidade nessas áreas, o jogador amador compensa usando os braços, o que prejudica o movimento do swing.


A prática regular Core Training desenvolve o core e a força funcional necessária para jogar bem.


As pessoas realmente treinam duro no golfe, mas não melhoram se não trabalharem o desenvolvimento físico. Sem o desenvolvimento do controle físico o corpo não pode fazer o que deve ser feito para um bom swing.


Fonte: Digest Pilates

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Exercício aeróbico inibe apetite, diz estudo



Segundo a pesquisa, publicada na revista da Sociedade Americana de Fisiologia, passar 60 minutos na esteira afeta a liberação de dois dos principais hormônios reguladores do apetite, enquanto 90 minutos de musculação afetam apenas um deles.


O principal autor do estudo, David J. Stensel, da Universidade de Loughborough, diz que a descoberta pode levar a novos e mais eficientes métodos para usar os exercícios físicos no controle do peso.


Há vários hormônios que ajudam a regular o apetite, mas os pesquisadores se concentraram em dos dois principais, o peptídeo YY e a ghrelina. O primeiro inibe o apetite, e o segundo é o único hormônio conhecido por estimulá-lo.
Hormônios


Na experiência britânica, 11 homens jovens realizaram várias rotinas de exercícios, com intervalos de descanso, ao longo de vários dias.


Em vários estágios de cada sessão de exercícios, eles preenchiam um questionário sobre o grau de fome que sentiam, e os cientistas mediam os níveis de ghrelina e de peptídeo YY em cada voluntário.


Os pesquisadores descobriram que as sessões na esteira provocavam uma queda da ghrelina, indicando a supressão do apetite. Os níveis de peptídeo YY não se alterava significativamente.
Apenas com base nos questionários sobre a fome, os cientistas perceberam que tanto os exercícios aeróbicos quanto os anaeróbicos inibiam o apetite, mas o primeiro tipo de atividade apresentavam uma inibição mais duradoura.


Estudos anteriores foram inconclusivos quanto ao grau de produção ou inibição da ghrelina.
Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Idosos Possuem Padrões De Movimentos Diferentes Ao Correr


Ao aderir à corrida de rua para aumentar a qualidade de vida, a população idosa naturalmente adota padrões de movimentos bem diferentes dos adultos mais jovens, que, somados às alterações teciduais decorrentes do envelhecimento biológico, podem deixá-los mais suscetíveis à ocorrência de lesões.


A conclusão é de dissertação de mestrado de Reginaldo Fukuchi, defendida na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP). Um artigo com os resultados do trabalho foi publicado na revista inglesa Journal of Sports Sciences.


Com o objetivo de comparar a cinemática da corrida em adultos e idosos, foram analisados 34 corredores, 17 adultos e 17 idosos com mais de 65 anos de idade. Ao correr em uma esteira ergométrica com diferentes velocidades, eles foram filmados por quatro câmeras de vídeo e o pesquisador realizou, a partir das imagens captadas, a reconstrução das coordenadas em pontos digitalizados.


“As principais diferenças são que os idosos apresentaram maior frequência e menor comprimento de passada, além de terem menor mobilidade nas articulações para flexionar o joelho, menor rotação interna da tíbia [rotação da perna de fora para dentro], que ocorre normalmente quando apoiamos o pé no chão para andar ou correr, e menor coordenação entre os movimentos do tornozelo e do joelho”, disse Fukuchi à Agência FAPESP.


Segundo ele, há um sincronismo de movimentos entre o tornozelo e o joelho quando se apóia o pé no chão para correr. “Esse sincronismo é necessário justamente para evitar lesões no começo do apoio e para ajudar na performance no final do apoio, quando o corredor começa a tirar o pé do chão. Nesse caso, o estudo mostra que os idosos apresentaram menos movimento em alguns planos e menor coordenação entre o joelho e o tornozelo”, disse.


Como a corrida é um dos esportes que mais conquistaram adeptos entre os idosos, que buscam melhor qualidade de vida, Fukuchi aponta que a prescrição de exercícios e as estratégias de prevenção de lesões em idosos corredores devem considerar as diferenças no padrão de corrida identificadas em seu trabalho.


“O aumento do número de idosos praticando corrida de rua também tem levado ao crescimento do número de lesões no Brasil. Em detrimento de alterações teciduais já conhecidas nos idosos, como a perda de força muscular e a diminuição da mobilidade das articulações, o padrão de corrida tem sido alterado também”, explicou.


“Esse resultados são importantes, pois podem direcionar o treinamento desses corredores e ajudar a entender por que eles se lesionam mais do que os adultos”, afirma Fukuchi, que também é pesquisador do Laboratório de Biomecânica do Instituto Vita.


Análise Cinemática Tridimensional


A coleta de dados foi realizada por meio de uma análise cinemática tridimensional dos movimentos dos membros inferiores dos indivíduos durante a corrida. Para isso, foram fixadas marcas pelo corpo do corredor que, com o uso das câmeras de vídeo, puderam ser vistas a partir de diferentes pontos.


Depois de processar as imagens de cada câmera, o pesquisador as reconstruiu por meio de um software próprio de análise de movimento. “Dessa forma, conseguimos conhecer, de modo bastante preciso, os movimentos das articulações em todos os planos”, disse.


De acordo com o pesquisador, já se sabia que alterações teciduais provocam diminuição na mobilidade das articulações. “Ainda não se sabia, no entanto, se tais alterações realmente provocavam mudanças no padrão de movimento da corrida, fato que conseguimos observar no estudo”, afirmou.


"O fato de os idosos serem mais susceptíveis a lesão do que os adultos não quer dizer que eles não devam correr", ressalta Fukuchi. “Pelo contrário, diversos estudos mostram que a prática da corrida ajuda a diminuir a morbidade e prevenir as doenças relacionadas ao envelhecimento.”


Mas, segundo ele, é importante destacar que a abordagem com os idosos corredores deve ser diferente em relação aos mais jovens, principalmente no treinamento. “Outros estudos mostraram, por exemplo, que corredores mais velhos são menos capazes de absorver os impactos e que os calçados para esses corredores deveriam suprir esse quesito”, disse.


Fonte: Agência FAPESP

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Verme Mutante Pode Ser a Chave Para A Cura Da Obesidade


Uma mutação previamente desconhecida em um nematóide comum e que faz com que ele consuma rapidamente sua própria gordura pode abrir caminho para novos tratamentos para a obesidade em seres humanos, dizem pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá.


Os cientistas estudaram o comportamento de vermes da espécie Caenorhabiditis elegans para verificar como eles reagem a períodos de escassez de alimentos.


Normalmente um verme normal reage a períodos prolongados de fome entrando em um estado de quase animação suspensa que torna seu metabolismo mais lento e permite que ele sobreviva por longos períodos sem comida."Eles paralisam tudo o que consome energia, que inclui a busca por alimentos, divisão celular e reprodução, disse Richard Roy, pesquisador do Departamento de Biologia da Universidade McGill.


Ao contrário de outros organismos que hibernam, a Caenorhabidis elegant mantém um grau de mobilidade durante o período de desaceleração metabólica armazenando energia na forma de gorduras (ou lipídios) que são depositadas em células especiais."Isto permite que elas vivam até seis meses sem comer, ao invés das duas semanas que normalmente teriam", explicou Roy.


Já os nematóides com a mutação não conseguem ajustar seu metabolismo como os animais normais da espécie e, embora armazenem lipídios para se manter por seis meses, logo que entram nesse estado de animação suspensa, eles consomem toda a gordura em poucos dias. E acabam morrendo em poucos dias.


Os cientistas explicam que os nematóides mutantes não possuem uma enzima que supostamente regule a lipase, substância responsável pela quebra das moléculas da gordura ingerida. Sem essa regulação, a lipase queima toda a gordura no organismo do verme rapidamente."Eles não conseguem ajustar seu metabolismo corretamente (...) sem esta regulação, a lipase queima toda a gordura que encontra e destrói as reservas de energia do verme", disse Roy.


O próximo passo, dizem os pesquisadores, é começar a observar como esta enzima funciona no organismo humano, e verificar se podem desenvolver drogas que impeçam temporariamente a enzima de regular a lipase, permitindo que a lipase queime rapidamente a gordura acumulada.
Roy e seu colega de equipe, Patrick Narbonne, acreditam, contudo, que antes disso será necessário um volume considerável de pesquisa adicional. O seu estudo foi publicado na revista especializada Nature.

Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Funções Do Ergoespirométrico Mais Moderno Do Mundo Em SP


O que há de mais moderno e sofisticado no mundo para a realização do teste ergoespirométrico – ou cardiopulmonar – está disponível aos pacientes do Hospital São José, unidade integrante do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, maior complexo hospitalar privado da América Latina.


A última versão internacional adquirida do equipamento para a realização do teste ergoespirométrico permite avaliar com precisão digital, e a cada respiração, o desempenho do organismo para as atividades físicas, desde as cotidianas até as de elevado nível atlético.


Durante o teste, além da análise contínua do eletrocardiograma, dos sintomas, da pressão arterial e dos batimentos cardíacos antes, durante e após o exercício. Esta sofisticada tecnologia de precisão verifica diretamente, em cada respiração, o consumo de oxigênio, a produção de gás carbônico e a ventilação pulmonar. Paralelamente, avançados softwares permitem identificar a eficiência ventilatória, o rendimento cardíaco e o tipo de metabolismo utilizado nas diferentes fases do exercício, possibilitando individualizar a melhor prescrição de exercícios, otimizando a performance para as diferentes modalidades esportivas.


Classificado como “padrão ouro”, o exame também é essencial para quem pratica esportes de forma amadora. Afinal, todos devem deixar o sedentarismo de lado, mas com total segurança, e o teste viabiliza a prática criteriosa e eficiente de exercícios físicos. “Com tanta gente morrendo por falta de orientação adequada, o teste ergoespirométrico é a melhor opção para se prevenir muitas tragédias”, lembra o Dr. Almir, que classifica este novo exame como a evolução atual do teste ergométrico clássico que tem limitações diagnósticas.


Mas os benefícios deste teste vão muito além do contexto esportivo. Indispensável em situações de pré e pós-transplante cardíaco, ele também propicia diagnósticos precisos de inúmeras doenças cardíacas, pulmonares, musculares e até psicogênicas que possam interferir na capacidade física e na qualidade de vida das pessoas.


Quando o Teste é Indicado?


- Avaliação e programação de treinamento físico para atletas amadores e profissionais;
- Avaliação do grau de comprometimento físico e metabólico em insuficiência cardíaca;
- Programação de reabilitação cardiovascular em doenças cardíacas;
- Avaliação funcional de doenças pulmonares obstrutivas e restritivas;
- Medida objetiva e direta do consumo de oxigênio em qualquer situação, fornecendo ferramentas para correções e melhorias na sua utilização pelo organismo;
- Diagnóstico diferencial das dispnéias “falta de ar”.

Fonte: Portal da Educação Física

Cortar 10% do sal na comida pode salvar milhares de vidas, mostra estudo


A diminuição em torno de 10% da quantidade de sal ingerida por dia pode salvar a vida de dezenas de milhares de pessoas a cada ano.

Pesquisadores ingleses realizaram uma extensa revisão da literatura médica com relação aos benefícios da redução do sal sobre as doenças cardiovasculares. Os cientistas descobriram que, se a quantidade de sal da dieta diária diminuísse apenas um grama, 52 mil mortes por ano seriam evitadas no Reino Unido.

A pesquisa dos cientistas do Hospital St.George, em Londres, encontra eco em uma campanha, idealizada por ONGs britânicas, que busca mover a indústria de alimentos no sentido de diminuir a quantidade de sal nos produtos industrializados. A quantidade diária ideal de sal está definida em seis gramas. Segundo a mesma pesquisa, no Reino Unido, o consumo médio diário, naquele país está em torno de 11 a 12 gramas.

As doenças cardiovasculares matam milhões de pessoas no mundo a cada ano, vítimas de infartos e acidentes vasculares cerebrais. A conclusão dos médicos britânicos mostra como uma pequena mudança nos hábitos diários pode repercutir no impacto social das doenças cardiovasculares.

Que tal rever a sua ingestão diária de sal? Preste bastante atenção nas embalagens, pois naquelas tabelas está descrito o conteúdo de sal daquele alimento.

O homem descobriu muito cedo na história que o sal poderia ser utilizado para preservação dos alimentos. Essa continua sendo uma de suas aplicações, por isso alem de procurar a quantidade de cloreto de sódio procure também pelos acidulantes pois esses produtos entram na conta do sal presente naquele produto.

Cuide de sua saúde, especialmente nessa época do ano quando os excessos são freqüentes e os eventos lotam nossas agendas.

Fonte: www.g1.com.br/ciencias & saude

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Cientistas Britânicos Desenvolvem "Osso Injetável"


Cientistas da Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha, desenvolveram um material que pode ser injetado em ossos fraturados para ajudar em sua recuperação. A substância tem a textura de um creme dental e forma uma espécie de "molde" biodegradável ao redor do qual o tecido ósseo cresce e se recompõe.

Segundo os pesquisadores, a nova técnica poderia substituir os dolorosos enxertos ósseos que acontecem em muitos casos.

Eles agora devem iniciar os primeiros testes com pacientes na Grã-Bretanha, com esperança de começar a usar o material regularmente nos Estados Unidos dentro dos próximos 18 meses.

Sem cirurgia

De acordo com os cientistas, a vantagem da nova técnica em relação aos preenchimentos tradicionais está no processo de enrijecimento.

O preenchimento convencional esquenta enquanto endurece, destruindo as células próximas, o que impede o seu uso em algumas partes do corpo. Já o polímero desenvolvido na Grã-Bretanha começa a endurecer apenas quando entra em contato com a temperatura do corpo.

Além disso, o próprio processo de inserção é mais fácil, pois não necessita uma incisão cirúrgica, segundo o chefe da pesquisa, Kevin Shakesheff.

Os enxertos tradicionais utilizam pedaços de ossos retirados de outra parte do corpo para preencher as fraturas. "Hoje em dia, além de sofrerem uma cirurgia, os pacientes ficam com uma parte do corpo relativamente danificada. Nosso método evitaria isso", explicou Shakesheff.

"Acreditamos que podemos apenas inserir uma agulha, levá-la ao ponto certo e injetar o polímero, que então vai preencher a área fraturada e endurecer em poucos minutos. Como ele não esquenta, as células ósseas ao redor sobrevivem e conseguem recompor o tecido."

Futuro

O cientista reconhece, no entanto, que o material tem limitações, como a maneira como "cola" ao osso.

Segundo ele, uma fratura grave na perna, por exemplo, ainda necessitaria de pinos para evitar um colapso quando o paciente tentar andar.

Mas Shakesheff lembra que o fato de o polímero não esquentar possibilita que no futuro ele seja usado em outros tipos de processos reparatórios em várias partes do corpo, inclusive o coração.

O novo material rendeu à equipe de Nottingham o prêmio Medical Futures, que honra as invenções médicas mais importantes do ano.

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Teste Nos EUA Pode Identificar Potencial Esportivo Em Crianças


Uma empresa americana está oferecendo um teste que, segundo ela, pode prever as habilidades de uma criança para os esportes.

Por US$ 149 (cerca de R$ 340), a Atlas Sports Genetics, com sede em Boulder, no Estado do Colorado, coleta amostras de células da boca da criança e identifica que variações ela apresenta do gene ACTN3, que, segundo uma pesquisa de 2003, teria um papel importante no desenvolvimento atlético.

Segundo a empresa, dependendo do tipo de gene, a criança teria mais habilidades em esportes de força (como o levantamento de peso) ou de resistência (como a maratona), ou ainda uma combinação dos dois (como o futebol).

"A descoberta de um talento olímpico pode demorar anos. Mas e se nós soubéssemos parte da resposta já no nascimento?", diz a Atlas em seu site.
A empresa alega que o teste poderia ser feito em crianças a partir de um ano de idade.

Preocupação

Especialistas, no entanto, expressaram preocupação com o fato de o resultado acabar incentivando pais a forçar seus filhos a se especializar em um esporte muito cedo ou treinar demais para sua idade.

"Acho preocupante porque muitos pais não terão discernimento em relação a isso", disse William Morgan, autor do livro Why Sports Morally Matter ("Por que os esportes são moralmente importantes", em tradução livre), ao jornal The New York Times. "Esse tipo de teste apenas contribui para a loucura em torno dos esportes."

Outros especialistas acrescentam que são necessários muito mais estudos sobre o ACTN3, e que os resultados de testes como os da Atlas representam apenas parte da equação, na qual outros genes também estão envolvidos no desempenho atlético.

O presidente da empresa, Kevin Reilly, disse ao jornal que esperava que o teste fosse provocar polêmica e reconheceu que ele é apenas uma das inúmeras ferramentas para ajudar a criança a atingir seu potencial nos esportes.

"Não é assim que vamos descobrir o próximo Michael Johnson, mas se você esperar até a adolescência, pode ser tarde demais. O objetivo é identificar as crianças com mais potencial e ajudar os pais a escolher o melhor caminho para elas", afirmou.

Fonte: BBC Brasil

domingo, 7 de dezembro de 2008

Exercícios regulares podem reduzir necessidade de anestesia durante parto

Além de outros benefícios já conhecidos, um estudo revelou que exercícios durante a gravidez podem ajudar as mulheres a reduzir a necessidade de anestesia durante o parto.

Pesquisadores solicitaram a 34 mulheres grávidas que se exercitassem em um programa de aeróbica na água três vezes por semana, cada sessão com duração de 50 minutos, e que outras 37 mulheres grávidas permanecessem sedentárias em um grupo com idade, peso, grau de instrução, partos anteriores e massa corporal similares antes da gravidez.

As mulheres de ambos os grupos eram saudáveis e possuíam boa condição física em geral. O consumo de oxigênio e desempenho cardíaco foi mais elevado em ambos os grupos no segundo trimestre de gestação, retornando aos níveis pré-gravidez durante o terceiro trimestre. O estudo aparece na edição de 21 de novembro da publicação "Reproductive Health".

Não houve diferença entre os dois grupos em relação à duração ou tipo de parto ou saúde do recém-nascido, e o programa não mostrou nenhum efeito sobre a capacidade cardiovascular das mulheres. No entanto, somente 27% das grávidas que praticaram exercícios, em relação a 65% dos controles, tiveram a necessidade de receber medicamentos para dor durante o parto.

"Este estudo aponta uma pequena vantagem em relação à necessidade de anestesia peridural", afirmou a autora principal do estudo, Rosa I. Pereira, da Unicamp. "Mulheres sadias em gravidez de baixo risco devem praticar exercícios físicos moderados regularmente durante a gravidez."

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Massagem Cardíaca


1) Coloque a vitima deitada de costas sobre uma superfície dura.

2) Sem interromper a respiração boca-a-boca, comece a massagem.

3) Para determinar o local em que a massagem deve ser feita, encontre, no meio do tórax, o osso esterno. Ele começa acima do estômago. Sua mão deve ser posicionada na metade inferior (isto é, entre a metade e a base) do osso.

4) Abra suas mãos e coloque uma sobre a outra. Você vai usar só a palma, mantendo os dedos esticados para cima. Em crianças pequenas, ao contrário, use os dedos, apenas. Meça a força de acordo com o tamanho da vítima.

5) Aperte o tórax da vítima, pressionando seu coração, e solte em seguida. Mantenha o ritmo de uma compressão por segundo.

6) Para ajudar a colocar pressão na massagem, deixe seu braços estendidos.

7) A cada parada para fazer a respiração boca-a-boca, verifique se o pulso voltou. Para sentir a pulsação, coloque as pontas dos dedos indicador e médio na virilha ou no pescoço da vítima, ao lado da traquéia.

Fonte: Portal Terra

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Respiração Boca-a-Boca


1) Cheque se a via respiratória não está obstruída. Para que o ar possa passar: ponha uma mão na nuca e levante o pescoço; apóie a outra mão na testa e force a cabeça para trás.Em seguida, abra a boca, pressione a língua para baixo e veja se não há algum objeto ou secreção impedindo a passagem de ar. Remova-o com os dedos.

2) Se, com isso, a pessoa não voltar a respirar, afrouxe as roupas, mantenha estendido o pescoço da vítima e comece a respiração artificial.


3) Feche as narinas da vítima usando os dedos da mão que está sobre a testa.

4) Inspire fundo, abra sua boca e coloque-a sobre a boca da vitima (se for uma criança, cubra também o nariz com sua boca).

5) Sopre o ar até que o tórax da vítima se movimente, como em uma respiração normal. Use força com adultos, suavidade com crianças.

6) Retire sua boca, para que a pessoa possa expirar.

7) Mantenha o ritmo de 18 a 20 respirações por minuto, no caso de adultos, e 15 a 18,no caso de crianças. Verifique sempre se a vítima não está recuperando seus movimentos respiratórios.

8) Se vítima voltar a respirar, interrompa a respiração artificial, mas não desvie sua atenção. Ela pode parar de respirar novamente.

Fonte: Portal Terra

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Infarto ou Enfarte do Miocárdio? (terminologia)

Os termos enfarte e infarto tem sido empregados de forma alternativa para designar a necrose ocorrida em conseqüência da supressão de circulação de uma área vascular, e derivados do latim infarctus, que originalmente significava inchaço ou edema de alguma parte do corpo.

O uso da palavra infarto é mais comum no sul do país, com os cardiologistas e outros especialistas procurando adotá-lo oficialmente para a indexação de artigos de revistas científicas, livros e outros tipos de materiais e pesquisas.

Enquanto isso o termo enfarte é o mais usado em outras regiões do Brasil e, de forma quase exclusiva, em Portugal, onde a Associação Portuguesa de Documentação e Informação de Saúde (APDIS) determina a transposição do termo infarto para enfarte, salvaguardando assim as diferenças de terminologia usadas em Portugal e no Brasil.

No Vocabulário da Academia Brasileira de Letras, foi adotado apenas o termo enfarte, não consignando desta forma a palavra infarto, para essa designação.

Na 3ª edição (1960) do Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, editado pelo Ministério da Educação e Cultura, contando com a participação de professores da Universidade de São Paulo, foi dada prevalência ao termo enfarte com o mesmo significado de infarto, não havendo, entretanto, destaque ao último. Posteriormente, este dicionário, na 11ª edição (1980), inverteu sua posição e passou a dar prevalência ao termo infarto para designar a área hemorrágica ou necrótica por falta de circulação.

Os dicionários Houaiss e Aurélio registram ainda o termo enfarto com o mesmo significado de infarto e enfarte. O verbo infartar foi adotado no Houaiss enquanto enfartar foi consignado no Aurélio, com o significado de sofrer um enfarte.

Em Portugal, nos dicionários da Porto Ferreira e da Academia de Ciências de Lisboa, não existem os termos enfartar ou infartar.

A palavra infarte representa uma grafia incorreta de infarto ou enfarte.


Enfartante: um novo estágio, um novo termo!

À partir de 1972, com o desenvolvimento da Teoria Miogênica do Enfarte do Miocárdio por Quintiliano H. de Mesquita, um novo termo veio se juntar aos demais nessa qualificação pois, segundo esse médico e pesquisador, no quadro clínico habitualmente denominado como enfartado agudo, a terapêutica cardiotônica, baseada em sua teoria e prática médica, indicou que se passasse a denominá-lo como Quadro Clínico Enfartante – ou evolvente para o enfarte – uma vez que ele poderia ser evitado, sustado ou, pelo menos atenuado.

Fontes: Instituto de Combate ao Enfarte do Miocárdio;
Livro: Teoria Miogênica do Enfarte do Miocárdio

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Afogamento: Como agir?


1) Chame rapidamente o socorro médico. Lembre-se: no caso de afogamento, cada minuto perdido diminui muito a chance de recuperação.


2) Enquanto a ajuda não chega, coloque em decúbito dorsal (barriga para cima), em um declive, com a cabeça mais baixa que o corpo. Cuidado: não flexione, estenda ou vire o pescoço do afogado.


3) Não tente retirar a água dos pulmões.


4) Descubra se a pessoa está respirando: ouça sua respiração e observe se o tórax se movimenta.
5) Se a vítima não for capaz de respirar, comece, urgentemente, a respiração boca-a-boca.


6) Verifique também os batimentos cardíacos. Para sentir a pulsação, coloque as pontas dos dedos indicador e médio na virilha ou no pescoço da vítima, ao lado da traquéia.


7) Se a pulsação estiver ausente ou a pupila dilatada, o coração deve ter parado. É preciso fazer então uma massagem cardíaca.


8) Intercale duas respirações para cada 15 massagens cardíacas.


9) Insista na ressuscitação pelo máximo de tempo que você for capaz de agüentar. A vítima pode se recuperar mesmo após muito tempo nessa situação.


10) Quando a pessoa recuperar respiração e batimentos, deixe-a deitada de lado, com um braço abaixo da cabeça. Não permita que ela saia do repouso antes da chegada do socorro médico.


11) Aqueça a vítima. Se possível, leve o afogado para um local quente. Retire sua roupa molhada e cubra-a com cobertores, toalhas ou o que estiver à mão. Se a pessoa estiver consciente, ofereça uma bebida morna, doce e não alcoólica. Não tente aquecê-la rapidamente com um banho de água quente para evitar choque térmico. Friccionar braços e pernas pode ajudar a estimular a circulação.


Lembre-se que é preciso muita prática antes que um indivíduo possa agir em uma situação real. Portanto, muito cuidado!!!


Fonte: Portal Terra