segunda-feira, 29 de junho de 2009

Mulheres Obesas Têm Dificuldade Em Encontrar Prazer Na Atividade Física


Todos sabem dos benefícios oriundos da atividade física, inclusive as mulheres obesas. Mas há, claramente, uma dificuldade encontrada por esse grupo, não tanto para começar a praticar qualquer tipo de atividade física, mas, principalmente, para continuar a atividade por um longo período, sendo que apenas 3% das obesas dão continuidade à sua atividade física. Motivo de tudo isso pode ser parcialmente explicado pela ansiedade, aponta estudo.

Uma pesquisa realizada pela Iowa State University – EUA testou e comparou 2 grupos, um grupo com mulheres dentro do peso ideal e um outro com mulheres obesas. Os objetivos dos cientistas foram:

1 – Analisar a resposta/sentimento emocional geral que o exercício causou nas mulheres.

2 – A relação desse sentimento com a ansiedade.

De maneira interessante, foi descoberto após os testes e re-testes que o sentimento emocional geral não foi diferente entre as mulheres dentro do peso normal e as mulheres obesas. Porém, foi constatado que as mulheres obesas apresentaram valores menores de prazer conforme a intensidade do exercício aumentava, assim como níveis mais baixos de energia logo após o teste quando comparadas com as mulheres dentro do peso.

Além disso, levando em considerações os 2 grupos de mulheres, quanto maior foi o nível de prazer na atividade, menor foi o nível de ansiedade e vice-versa.

Portanto, os baixos níveis de prazer e energia apresentados pelas mulheres obesas devido, em parte, a altos níveis de ansiedade, podem explicar a baixa participação e a adesão dessas mulheres em qualquer tipo de atividade física.

Dicas do professor:

A mudança de hábito/estilo de vida não é um processo imediato. Salvo raras exceções, é extremamente difícil uma pessoa sair de um estado de total sedentarismo e hábitos não muitos saudáveis como beber, fumar e má alimentação e, de repente, querer mudar tudo de uma só vez.

Isso afeta o estado psicológico da pessoa, que acaba se desmotivando rapidamente e retornando aos maus hábitos.

A mudança deve ser gradativa e informativa, dentro dos níveis individuais de tolerância – que também é um aspecto treinável – de cada um. Não é preciso nenhuma medida radical, mas é imprescindível uma dose de força de vontade, disciplina, paciência e mente aberta para melhorar seu autoconhecimento, tudo no seu tempo.

Quando menos perceber, você já está saudável!

Fonte: Obesity (Silver Spring). 2009 Jun 25. [Epub ahead of print]

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Por que temos cãibra enquanto dormimos ou descansamos?



Ataques de cãibra à noite são bastante comuns, especialmente em pessoas mais velhas. Eles podem ser muito dolorosos, apesar de não serem, em geral, perigosos. Na maioria dos casos, não existe causa aparente para as fisgadas nos músculos, geralmente na panturrilha, que não estejam associadas a exercícios vigorosos, dizem autoridades médicas.


A maioria das cãibras noturnas não está associada a doenças graves por trás, mas diabetes e problemas circulatórios estão entre as condições que devem ser excluídas por um médico, especialmente se a cãibra for freqüente e severa. A cãibra também pode ser um efeito colateral de algum remédio prescrito.

Uma explicação popular para as contrações involuntárias envolve redes de nervos superativas nos grandes músculos da perna. Todavia, não existem evidências conclusivas de que isso é verdade, ou quais causas poderiam estar associadas.

Outros pesquisadores sugerem que as cãibras são um efeito da desidratação, conhecida por envolver espasmos após a prática de exercícios. O senso comum sugere beber água o suficiente durante o dia e antes de deitar-se, assim como evitar cobertores pesados que impeçam os dedos do pé de ficarem estirados.


Dicas do professor:

Se você desenvolver cãibra, pode relaxar o músculo fisgado com um leve alongamento e uma massagem; caminhar ou ficar de pé, se você agüentar; e talvez um banho morno.

Tenho observado, entre meus alunos, que as queixas diminuem proporcionalmente com o aumento da aptidão física, portanto um bom plano de treino envolvendo exercícios de alongamento e fortalecimento, dentre outros, podem ajudar na diminuição deste desconforto.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Treinamento De Força Em Superfície Instável


Você já treinou assim? Sabe da importância?

Há vários exemplos, seja na vida diária ou em atividades esportivas, em que exercemos força em superfícies não muito estáveis para o nosso corpo.

Segundo pesquisa realizada no Canadá, a instabilidade pode diminuir o resultado da força de um músculo, porém mantém o músculo altamente ativado.

A manutenção dessa alta ativação muscular no tronco e nos membros enquanto fazemos força em superfícies instáveis, aumenta as funções estabilizadoras de nossos músculos. O aumento nesse estresse associado com a instabilidade promove maiores adaptações neuromusculares, como diminuição das co-contrações, melhora na coordenação muscular e maior confiança na realização de determinada tarefa.

Além disso, o aumento na ativação muscular com menos estresse nas articulações e nos músculos também pode ser benéfica para a saúde músculo-esquelética, como também para reabilitação.

No entanto, a menor produção de força em decorrência da superfície instável pode funcionar de forma negativa para ganhos absolutos de força quando praticamos o treinamento de força. Ainda, alguns estudos mostraram um aumento da co-contração durante o treinamento em superfícies instáveis.

Os efeitos positivos do treinamento em superfícies instáveis para melhora de performance em determinado esporte em específico, segundo os autores, ainda precisam ser melhor quantificados.

Segundo esses autores, a literatura sugere que quando estamos planejando um programa de treinamento de força para saúde dos músculos ou para reabilitação, devemos incluir exercícios em superfícies estáveis e instáveis. Isso proporcionará uma ênfase tanto na força (superfície estável), quanto no equilíbrio e coordenação (superfície instável), estressando o sistema neuromuscular de maneira eficaz e completa.

Fonte: J Strength Cond Res. 2006 Aug;20(3):716-22.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Cuidado com os pés diminui risco de amputação entre diabéticos

Região é vulnerável a infecções, perda de sensibilidade e fluxo de sangue.

Medicação que controla nível de gordura no sangue minimiza problemas.

Os diabéticos sabem que devem cuidar de seus pés. Infelizmente ainda vemos muitos casos de amputações nas extremidades inferiores, dedos e pés. Em nosso país a doença é a primeira causa das amputações não traumáticas de membros inferiores.

Segundo o Ministério da Saúde, o diabetes atinge 5,2% dos adultos acima dos 18 anos, correspondendo a aproximadamente 6 milhões de pessoas. As causas principais das amputações são as infecções e os pequenos ferimentos. Os diabéticos apresentam diminuição da sensibilidade e diminuição da irrigação sanguínea. Esses fatores facilitam a instalação das infecções e dificultam o tratamento.

A prevenção do diabetes e seu tratamento adequado poderiam diminuir o número de pacientes que precisam passar por essas cirurgias mutiladoras. Pesquisadores descobriram que pacientes diabéticos, portadores de diabetes tipo 2, o mais comum, agora têm nova arma contra esse problema. Usar um tipo de medicação que ajuda a controlar as gorduras do sangue chamadas de fenofibratos diminui o risco de amputações nesses pacientes.

A conclusão veio após o acompanhamento de mais de 10 mil diabéticos por cinco anos. A utilização dos fenofibratos cortou em 36% o risco de amputações nos participantes do estudo.

Os especialistas recomendam que, além do tratamento medicamentoso, os diabéticos tomem muito cuidado com seus pés. Após a higiene rigorosa, os pés devem ser mantidos secos e os calçados devem ser sempre confortáveis e bem ajustados.

Fonte: www.g1.com

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Treinamento De Força Pode Alterar Positivamente A Composição Corporal De Crianças Obesas


Estudo Australiano comprova essa tese.


Durante 8 semanas, cientistas Australianos recrutaram e estudaram as respostas de um treinamento periodizado de força em 48 crianças, sendo 26 meninas e 22 meninos.


As crianças treinaram 3 vezes por semana, supervisionadas por profissionais especializados.


Os cientistas mediram as seguintes variáveis:


Composição corporal; antropometria; força; potência.


Após o período de 8 semanas de intervenção, foi constatado uma diminuição média na porcentagem de gordura corporal de 2.6%, sendo que a massa magra apresentou um aumento médio de 5.3%.


Não houve mudança significativa na altura, peso absoluto, índice de massa corporal (IMC), massa de gordura total, e conteúdo mineral ósseo.


A força e potência das crianças também melhoraram significantemente.


Esses resultados demonstraram que um programa de treinamento resistido para crianças obesas altera significantemente a composição corporal, força e potência das mesmas. Os autores enfatizaram que as atividades foram muito bem toleradas por todos os participantes.


É importante frisar, porém, que esse tipo de treinamento para crianças deve ser prescrito apenas por profissionais altamente qualificados nesse quesito.


Fonte: J Strength Cond Res. 2009 Jan;23(1):80-5.


terça-feira, 2 de junho de 2009

Cor da pele afeta o armazenamento da nicotina pelo organismo, diz estudo




Quanto mais escura a pele, maior a absorção de nicotina . Estudo foi feito com poucas pessoas e é tido como "preliminar".

Um novo estudo descobriu que fumantes com pele mais escura podem ser mais afetados pela nicotina do que aqueles de pele mais clara.

Pesquisadores disseram ser possível que a nicotina no tabaco se ligue à melanina, composto que dá cor à pele. Quanto mais escura a pele, maior a quantidade de melanina – e talvez mais nicotina seja armazenada.

Os pesquisadores, cujo estudo aparece na publicação "Pharmacology, Biochemistry and Behavior", apontaram o pequeno número de pessoas utilizadas no estudo e disseram que as descobertas deveriam ser consideradas preliminarmente.

Porém, a pesquisa pode esclarecer o porquê de algumas pessoas aparentemente serem mais afetadas pela nicotina do que outras.

Para o estudo, os pesquisadores, comandados por Gary King, professor de saúde bio-comportamental na Universidade Penn State, examinaram 150 fumantes afro-americanos.

Eles mediram os níveis de melanina e cotinina, um subproduto da nicotina. Eles também fizeram algumas perguntas aos voluntários, para avaliar o quão forte era o hábito de fumar em cada um.

Descobriu-se que as pessoas com mais melanina fumavam mais tinham mais cotinina em seu sistema, além do maior nível de dependência em tabaco, disseram os pesquisadores.

Fonte:

Link between facultative melanin and tobacco use among African Americans


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Treinamento De Força No Tratamento De Diabetes E Obesidade


Uma revisão científica de vários estudos comprova a eficácia do Treinamento de Força em indivíduos nessas condições.

Cientistas da University School Of Medicine de Boston – EUA, realizaram uma pesquisa que teve como objetivo a coleta do maior número possível de artigos científicos que tratassem do treinamento resistido (treinamento de força) no tratamento da Diabetes e da Obesidade.

O estudo desses cientistas buscou, principalmente, artigos que explicassem em detalhes os mecanismos biológicos por trás dos benefícios do treinamento de força para essa população.

Foi descoberto por eles que o treinamento resistido parece mesmo aumentar a sensibilidade à insulina e a melhorar a tolerância à glicose em vários desses estudos.

Além disso, os estudos comprovam que o consumo de glicose não é uma mera conseqüência do típico aumento da massa magra associado ao treinamento resistido, mas sim é um resultado de mudanças qualitativas no músculo treinado nessa modalidade.

Há também provas substanciais de que o treinamento resistido pode alterar de maneira eficaz a composição corporal nos homens e nas mulheres. Esse tipo de treinamento aumenta a massa magra total, força muscular, taxa metabólica basal e, preferencialmente, mobiliza o tecido adiposo visceral e subcutâneo na região abdominal.

Os pesquisadores reforçam a necessidade e a importância do treinamento resistido (além do treinamento aeróbio) para diabéticos e obesos.

Fonte: J Cardiopulm Rehabil Prev. 2009 Mar-Apr;29(2):67-75.