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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Ajuda Do Exercício Na Luta Contra O Câncer De Mama



Dentre os diversos benefícios que a prática regular da atividade física fornece, está sua importância para prevenir ou ajudar durante o tratamento do câncer, inclusive o câncer de mama.


Cientistas da escola de medicina de Harvard, em Boston, estudaram uma série de mulheres acometidas com câncer de mama e também fizeram uma revisão das informações científicas relacionadas às reações do organismo à prática de exercícios físicos durante e após o tratamento do câncer de mama.


Eles descobriram que as mulheres que se mantém ativas depois de diagnosticadas com câncer de mama têm de 30% a 50% de chance a menos de terem recorrência ou de virem a óbito por esse tipo de câncer quando comparada às mulheres sedentárias com câncer de mama.


Por esses motivos científicos, grandes entidades como a Sociedade Americana de Câncer e o Colégio Americano de Medicina do Esporte têm encorajado as mulheres com essa doença a se engajarem em atividades físicas de uma maneira segura – ou seja, sempre acompanhada de um profissional de Educação Física capacitado – visando a melhora da qualidade de vida, aumentando assim, a longevidade dessas mulheres.


Dicas do Professor:


O maior empecilho para qualquer pessoa quando diagnosticada com câncer é o medo e o desânimo, que pode levar à depressão. Por isso, e pelo que foi descoberto acima, é de muita importância que as mulheres com câncer de mama considerem a prática assídua de qualquer atividade física – controlada – que as traga prazer, não apenas visando a melhora física, mas também a melhora mental dessas mulheres.


Desta forma, haverá um ganho enorme da auto-estima e do bem-estar, o que facilitará imensamente o tratamento e a recuperação dessas mulheres.


Fonte: J Natl Compr Canc Netw. 2011 Feb;9(2):251-6.


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Exercício E Educação Alimentar Melhoram O Mecanismo De Respiração Em Homens Obesos



Sabemos que a obesidade altera o mecanismo de respiração durante o exercício. Mas o efeito que a perda de peso, ou, mais precisamente, a perda de massa gorda tem sobre esse mecanismo de respiração ainda é pouco entendida.


Foi por esse motivo que cientistas do Texas – EUA desenvolveram um estudo com vários indivíduos obesos que, durante um período de tempo sofreram uma intervenção rigorosa de exercícios aliados a uma alimentação balanceada.


Apesar das perdas usuais de circunferência, peso absoluto e massa gorda, a distribuição de gordura se manteve igual. Porém, através dos cálculos obtidos sobre os diversos aspectos que foram medidos e avaliados, os cientistas puderam concluir que “a perda modesta de peso e gordura corporal melhorou o mecanismo de respiração durante o exercício dos indivíduos obesos que praticaram atividade física regular e mantiveram uma boa alimentação”. Eles ainda explicam que tal melhora se deve a um acumulo de perda de gordura na região peitoral.


Dicas do Professor:


Às vezes, devido à idade e anos de sedentarismo, um indivíduo obeso pode achar difícil perder muitos quilos (peso absoluto). Porém, os benefícios da perda - mesmo que modesta - de peso e gordura são significativos como aponta o estudo citado acima.


A princípio, tais perdas podem parecer sem importância, mas trazem e continuarão proporcionando benefícios ímpares para a saúde e o bem-estar do obeso a curto, médio e longo prazo.


Esse estudo foca em um benefício mecânico/metabólico do exercício aliado a uma boa alimentação. Não podemos esquecer também dos benefícios funcionais desse bom hábito.


Fonte: Chest. 2011 Jan 27. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Redução de Lesões em Obesos Devido à Caminhada

Recentemente, houve um aumento de indivíduos obesos que deixaram suas vidas sedentárias e começaram algum tipo de atividade física. Uma das atividades físicas mais recomendadas é a caminhada.


Houve, porém, um aumento substancial de lesões nas articulações dos membros inferiores desses indivíduos devido a diversos motivos. Cientistas estão buscando alternativas para prevenir tais lesões.



Pesquisadores americanos estudaram mais de 20 indivíduos obesos no intuito de achar uma alternativa para a caminhada e suas lesões.


Eles mediram diversos aspectos fisiológicos e biomecânicos desses indivíduos e descobriram uma alternativa para a caminhada plana.


Segundo esses cientistas, uma caminhada leve em uma subida (ou inclinação) moderada diminui o risco de lesões nas articulações dos membros inferiores, reduzindo cargas mais severas nos músculos extensores dos joelhos e adutores em 19% e 26%, respectivamente.


Foi concluído, também, que essa estratégia, além de prevenir lesões, ainda fornece um estímulo cardíaco adequado a esses indivíduos.


Dicas do Professor:


Além do descoberto e escrito acima, devemos avaliar e, portanto, conhecer muito bem para quem estamos prescrevendo a caminhada, seja ela no plano, subida ou descida. Nenhuma das alternativas é melhor ou pior que as outras. Todas servem um propósito e devem ser prescritas em seu devido tempo.


A importância do profissional de Educação Física nessas horas é primordial, já que só ele possui o conhecimento do momento exato para prescrever esse ou aquele exercício, desse ou daquele modo.


Devemos nos lembrar também do volume (nesse caso, o tempo) do exercício. Se exagerarmos, até a caminhada leve numa subida moderada que parece inofensiva poderá causar lesões. Parece básico e redundante, mas o número de indivíduos que sofrem lesões por altos volumes é muito grande.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mulheres Protegidas! Até quando?





Estima-se que em 2050, 17,5 milhões de pessoas morrerão de doenças cardiovasculares, representando 30% de todas as mortes do mundo (OMS). As mulheres estão em vantagem quando o assunto são as doenças cardiovasculares. Mas atenção. A proteção dura por um período determinado.

O organismo feminino produz naturalmente os hormônios progesterona e estrógeno. Eles agem no endotélio, a camada que reveste os vasos sanguíneos internamente e impedem a formação de coágulos. Com isso a mulher fica protegida contra obstruções nas artérias. Porém, com a chegada da menopausa esses hormônios deixam de ser fabricados pelo organismo e elas ficam expostas aos mesmos riscos que os homens.

Dados da organização mundial de saúde (OMS) revelam que as doenças cardiovasculares são responsáveis por um terço de todas as mortes de mulheres no mundo, um total de 8,5 milhões de óbitos anualmente. Entre as brasileiras com mais de 40 anos, o índice chega a 30% das mortes.

Isso sem falar que a mulher assumiu hábitos de vida que contribuem para os riscos de doença do coração, tais como dupla jornada de trabalho e conseqüente aumento do estresse, hipertensão e dieta desequilibrada, o consumo de pílulas anticoncepcionais (que, se associadas ao fumo, aumentam problemas cardíacos), menopausa precoce e sedentarismo. Por essa razão, a preocupação com a saúde do coração deve ocupar o mesmo espaço que a prevenção de outras doenças, como o câncer de útero e mama, por exemplo.

Dicas do professor:

  • Os eventos cardíacos reduzem 50% em pessoas que param de fumar e o risco de desenvolver doenças cardiovasculares também diminuem significativamente nos primeiros dois anos após o abandono do cigarro.

  • Pelo menos 30 minutos de atividades físicas regulares, de intensidade moderada, de 3 a 5 dias na semana, reduzem o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, câncer de cólon e mama.
  • Frutas e vegetais consumidos diariamente podem ajudar a prevenir doenças cardiovasculares e determinados tipos de câncer. Estima-se que 2,7 milhões de vidas possam ser salvas a cada ano se o consumo de frutas for aumentadas suficientemente.



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Bola De Neve Gerada Pelo Sedentarismo


A cada dia que passa surgem novas pesquisas enfatizando a importância da prática da atividade física e alertando para os males da falta dela. Cientistas começam até a nomear os efeitos negativos acumulativos da inatividade física.
Em recente pesquisa realizada na Universidade de Copenhagen – Dinamarca, um cientista publicou que a Diabetes Tipo 2, doenças cardiovasculares, câncer de cólon, câncer de mama, demência e depressão formam um conjunto de doenças que segundo ele se denominam a “doençoma” da inatividade física.

A falta de atividade física e a obesidade abdominal – refletindo na acumulação de gordura visceral – estão associadas com a ocorrência de doenças que fazem parte da “doençoma”. De acordo com esse cientista, a falta de atividade física parece ser um fator de risco forte e independente na acumulação da gordura visceral, que é uma fonte de inflamação sistêmica.
Uma inflamação crônica está envolvida na patogênese da resistência à insulina, na aterosclerose, na degeneração neural e no crescimento de tumores.

Há evidências suficientes que mostram que o efeito preventivo/protetor do exercício pode, até certo ponto, ser explicado pelo efeito anti-inflamatório que a prática regular da atividade física proporciona, que pode ser mediado através de uma redução na gordura visceral e/ou pela indução de um “ambiente anti-inflamatório” com cada sessão de treinamento.

Segundo descobertas recentes a contração muscular produz e libera uma substância chamada “miocina” ou “miokina” que produz efeitos benéficos em vários órgãos de nosso corpo.

Desta forma, o exercício faz com que esse mecanismo de produção e liberação da “miocina” ou “miokina” através da contração muscular exerça efeitos endócrinos na gordura visceral. Além disso, elas podem também trabalhar localmente dentro dos músculos, auxiliando nos caminhos que trabalham na queima de gordura.
Dicas do Professor:

Por mais que esse post contenha alguns termos técnicos, é importante voltarmos nossa atenção para as novas descobertas sobre os benefícios de praticarmos regularmente algum tipo de atividade física e os problemas que aparecem quando NÃO nos exercitamos.

O estudo citado acima não foi desenvolvido por cientistas do esporte e sim pelo departamento de inflamação e metabolismo da Universidade de Copenhagen, ou seja, a bioquímica, a biomedicina e a própria medicina através de seus estudos estão cada vez mais se rendendo aos benefícios advindos da prática da atividade física, tanto na reabilitação como na prevenção de doenças das mais diversas origens, tanto físicas, como psicológicas.

Fonte: J Physiol. 2009 Sep 14. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Qualidade De Vida Dos Adolescentes Obesos


Basta sairmos nas ruas de nossas cidades para notarmos a quantidade de adolescentes que visualmente estão acima de seus pesos ideais. Uma pesquisa feita em São Paulo analisou diversos fatores relacionados à qualidade de vida desses adolescentes e sugere estratégias para mudarmos esse cenário.

Esse estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e avaliou as consequencias – negativas - físicas, sociais e econômicas que a obesidade exerce na qualidade de vida desses adolescentes.


82 adolescentes obesos foram avaliados e tiveram seus hábitos e estilos de vida modificados durante 24 semanas nesses aspectos.


As mudanças, dentre alguns outros aspectos, contou com programas médicos, de nutrição, atividade física regular e acompanhamento psicológico.


Vários questionários cientificamente reconhecidos foram utilizados para avaliação dos seguintes aspectos:


Ansiedade
Depressão
Gula
Insatisfação com o próprio corpo
Qualidade de Vida


Após o período de 24 semanas de intervenção, os pesquisadores concluíram que, nas adolescentes, houve redução nos níveis de depressão e gula, e melhora na satisfação com o próprio corpo e na qualidade de vida. Já nos adolescentes, uma diminuição da ansiedade, gula e melhora na qualidade de vida foi observado.


Foi concluído então que uma mudança interdisciplinar no estilo de vida dos adolescentes obesos é uma maneira eficiente de controlar aspectos psicológicos e para a melhora da qualidade de vida dos mesmos.

Dicas do Professor:


Já sabemos que o número de adolescentes obesos tem crescido nos últimos anos. O mais alarmante é que isso se extrapola para as crianças também. Parte desse fenômeno é advinda da “educação” familiar, ou seja, o que é permitido como alimento dentro de casa, o quanto os pais aceitam o sedentarismo de seus filhos, etc. Já no caso de pais obesos isso se torna mais complicado, já que eles servem de exemplo/referência para seus filhos. O importante é que o filho seja instruído desde cedo sobre os riscos da má alimentação e do sedentarismo e que tenha bons exemplos a serem seguidos de seus próprios pais.

Fonte: Health Qual Life Outcomes. 2009 Jul 3;7:61.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Hipertensão Pode Apresentar Um Sintoma Nada Silencioso


A hipertensão já afeta mais de 20% dos brasileiros. Novos estudos apontam mais um vilão para a doença; a apnéia obstrutiva do sono.

Além dos aspectos contribuintes para a hipertensão já conhecidos; excesso de sal e gordura na alimentação, sedentarismo e tabagismo, um novo aspecto surgiu para aumentar a lista: a apnéia obstrutiva do sono.

Ela é uma pausa respiratória de dez ou mais segundos durante o sono, com queixas freqüentes de ronco.

Vários estudos têm mostrado que 50% dos pacientes com apnéia são hipertensos, o que não significa que toda pessoa que ronca sofre de apnéia, é claro.

Segundo os médicos, uma média de cinco pausas respiratórias por hora já é preocupante, mas alguns pacientes chegam a ter 30 pausas nesse intervalo de tempo. A apnéia causa aumento na freqüência cardíaca e na pressão arterial. Isso acontece porque, com as freqüentes paradas respiratórias, o sangue é menos oxigenado, assim como o cérebro. Logo, o coração dispara, e a pressão sobe. Por isso, é bom estarmos alerta em caso de ronco excessivo.

Dicas do Professor

A chave é a prevenção. Parece redundante, porém vale reforçar: a prática regular de atividade física (orientada por um professor de Educação Física regulamentado), uma alimentação balanceada, descanso suficiente e saúde mental em dia são ingredientes fundamentais para um ótimo nível de saúde.

Para aqueles que já são hipertensos, uma mudança de hábitos (com os ingredientes citados acima) se faz essencial. Essa mudança deve ser acompanhada por um controle constante de exames clínicos para que seja possível observar o comportamento e status atual de sua pressão arterial e outros indicadores de saúde.

Fonte: Fleury Saúde Em Dia, 2009.




sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Condicionamento cardiovascular pode salvar vidas


Indivíduos com baixos índices de capacidade aeróbica têm um risco de mortalidade geral 70% maior do que os treinados. Se pensarmos somente na doença cardiovascular, o aumento de risco é de cerca de 60%, novamente em comparação com os indivíduos com boa capacidade aeróbica.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores japoneses realizaram uma ampla revisão dos trabalhos já publicados sobre esse tema. Foram identificados mais de 30 artigos científicos, envolvendo mais de 100 mil pessoas. Os participantes tinham idades entre 37 e 57 anos, e o acompanhamento nas pesquisas chegava a 26 anos de duração.

Escala


A capacidade aeróbica é avaliada através de testes de esforço onde se consegue determinar seu máximo e pode ser quantificada em uma unidade chamada MET. Confira a chamada escala de índice de atividade de Duke abaixo:


1 a 4 MET
Atividades caseiras diárias.
Caminhar ao redor da casa.
Caminhar com 1-2 obstáculos no plano a 3-5 km/h.


5 - 9 MET
Subir escadas, caminhar no morro.
Caminhar no plano > 6 km/h.
Correr curtas distâncias.
Atividades moderadas (golfe, dançar, caminhar na montanha).


10 - MET
Esportes extremos (natação, tênis, bicicleta).
Trabalho pesado.


Usando essa padronização os pesquisadores conseguiram definir 3 faixas de condicionamento e seu impacto sobre o risco de morrer. Abaixo de 7,0 MET estava a baixa capacidade aeróbica, de 8,0 a 10 MET estava a faixa intermediária e acima de 10,9 MET estavam os mais condicionados.

Saudáveis, mas sedentários


Indivíduos saudáveis, porém com baixa capacidade aeróbica tem um risco 40% maior de morrer de qualquer causa do que os com capacidade intermediária. O risco de morte por doença cardiovascular é 47% mais alto para os sedentários do que os com capacidade intermediária.


Uma importante descoberta dessa revisão foi a quantificação da melhora de capacidade aeróbica sobre a saúde dos indivíduos. Para cada aumento de 1 MET na capacidade máxima a circunferência abdominal dos indivíduos diminui sete centímetros (7 cm), a pressão arterial sistólica se reduz em 5 mmHg. Os triglicerídeos caem, bem como a glicose em jejum, e ocorre um aumento do colesterol HDL, o bom colesterol.


Como a capacidade aeróbica pode ser determinada por um teste de esforço cardiológico, essa pode ser uma boa ferramenta para os médicos acompanharem seus pacientes, demonstrando os benefícios para motivá-los.

Dicas do professor:

· A Mortalidade de indivíduos sedentários é até 70% maior do que os treinados.

· O ideal é ter atividade física mais intensa, e não mera caminhada. Para isso é importante o acompanhamento de um profissional em educação física.

· É esse profissional que prescreverá os exercícios físicos com suas respectivas intensidades de acordo com as necessidades de cada indivíduo.

· Como a capacidade aeróbica pode ser determinada por um teste de esforço cardiológico, essa pode ser uma boa ferramenta para os professores acompanharem seus alunos, demonstrando os benefícios para motivá-los.

· Testes de campo e avaliações , aplicados pelo professor, indicarão tal intensidade e direcionarão ao objetivo traçado em comum acordo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Condicionamento, Adiposidade E Mortalidade Em Hipertensos



Sabendo-se dos variados benefícios oriundos da prática da atividade física, será que um bom condicionamento cardiorrespiratório é um atenuante do risco de mortalidade em homens obesos hipertensos? Um longo estudo americano afirma que sim.


Cientistas da Winston-Salem State University, na Carolina do Norte – EUA acompanharam mais de 13.000 homens com tais características durante 29 anos. Esses homens foram divididos e classificados dentro dos seguintes parâmetros:


1 – Condicionamento Cardiorrespiratório: Baixo, Moderado, Alto
2 – Obesidade: Índice de Massa Corporal (IMC), Circunferência da Cintura, Porcentagem de Gordura Corporal
Durante esse período ocorreram 883 mortes, sendo que 335 delas aconteceram em decorrência de doenças cardiovasculares.
Curiosamente, na análise dos resultados, os cientistas observaram que os indivíduos obesos e hipertensos com o condicionamento cardiorrespiratório alto; fossem eles com o IMC, a circunferência da cintura alta ou a porcentagem de gordura elevados, não apresentaram risco maior de mortalidade quando comparados com indivíduos normais com o condicionamento físico alto.
Conclusão dessa pesquisa: O condicionamento físico é um modificador muito poderoso na associação da adiposidade com a mortalidade em homens obesos hipertensos, anulando todo o risco de mortalidade devido a doenças cardiovasculares.
Dicas do Professor:
Realmente os benefícios de se possuir um nível elevado de condicionamento cardiorrespiratório são indiscutíveis. Esse estudo eleva – individualmente - ainda mais a importância do fitness para a saúde.
Porém, o IMC, a circunferência da cintura, a relação cintura quadril, o índice de conicidade e a porcentagem de gordura quando analisados em conjunto são excelentes indicadores do risco coronariano.
Apesar de o estudo afirmar que o condicionamento físico alto pode anular risco de mortalidade devido a doenças cardiovasculares em obesos hipertensos, devemos saber o que é “condicionamento físico alto” e também lembrar que o fator hereditário também conta muito para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.
Portanto, além de um bom condicionamento físico, devemos sim buscar níveis adequados em todos os outros aspectos relacionados à saúde, nos cercando de todas as variáveis possíveis em nosso caminho ao bem-estar.

Fonte: Am J Hypertens. 2009 Jul 16. [Epub ahead of print]

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Por que temos cãibra enquanto dormimos ou descansamos?



Ataques de cãibra à noite são bastante comuns, especialmente em pessoas mais velhas. Eles podem ser muito dolorosos, apesar de não serem, em geral, perigosos. Na maioria dos casos, não existe causa aparente para as fisgadas nos músculos, geralmente na panturrilha, que não estejam associadas a exercícios vigorosos, dizem autoridades médicas.


A maioria das cãibras noturnas não está associada a doenças graves por trás, mas diabetes e problemas circulatórios estão entre as condições que devem ser excluídas por um médico, especialmente se a cãibra for freqüente e severa. A cãibra também pode ser um efeito colateral de algum remédio prescrito.

Uma explicação popular para as contrações involuntárias envolve redes de nervos superativas nos grandes músculos da perna. Todavia, não existem evidências conclusivas de que isso é verdade, ou quais causas poderiam estar associadas.

Outros pesquisadores sugerem que as cãibras são um efeito da desidratação, conhecida por envolver espasmos após a prática de exercícios. O senso comum sugere beber água o suficiente durante o dia e antes de deitar-se, assim como evitar cobertores pesados que impeçam os dedos do pé de ficarem estirados.


Dicas do professor:

Se você desenvolver cãibra, pode relaxar o músculo fisgado com um leve alongamento e uma massagem; caminhar ou ficar de pé, se você agüentar; e talvez um banho morno.

Tenho observado, entre meus alunos, que as queixas diminuem proporcionalmente com o aumento da aptidão física, portanto um bom plano de treino envolvendo exercícios de alongamento e fortalecimento, dentre outros, podem ajudar na diminuição deste desconforto.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Treinamento De Força Pode Alterar Positivamente A Composição Corporal De Crianças Obesas


Estudo Australiano comprova essa tese.


Durante 8 semanas, cientistas Australianos recrutaram e estudaram as respostas de um treinamento periodizado de força em 48 crianças, sendo 26 meninas e 22 meninos.


As crianças treinaram 3 vezes por semana, supervisionadas por profissionais especializados.


Os cientistas mediram as seguintes variáveis:


Composição corporal; antropometria; força; potência.


Após o período de 8 semanas de intervenção, foi constatado uma diminuição média na porcentagem de gordura corporal de 2.6%, sendo que a massa magra apresentou um aumento médio de 5.3%.


Não houve mudança significativa na altura, peso absoluto, índice de massa corporal (IMC), massa de gordura total, e conteúdo mineral ósseo.


A força e potência das crianças também melhoraram significantemente.


Esses resultados demonstraram que um programa de treinamento resistido para crianças obesas altera significantemente a composição corporal, força e potência das mesmas. Os autores enfatizaram que as atividades foram muito bem toleradas por todos os participantes.


É importante frisar, porém, que esse tipo de treinamento para crianças deve ser prescrito apenas por profissionais altamente qualificados nesse quesito.


Fonte: J Strength Cond Res. 2009 Jan;23(1):80-5.


terça-feira, 2 de junho de 2009

Cor da pele afeta o armazenamento da nicotina pelo organismo, diz estudo




Quanto mais escura a pele, maior a absorção de nicotina . Estudo foi feito com poucas pessoas e é tido como "preliminar".

Um novo estudo descobriu que fumantes com pele mais escura podem ser mais afetados pela nicotina do que aqueles de pele mais clara.

Pesquisadores disseram ser possível que a nicotina no tabaco se ligue à melanina, composto que dá cor à pele. Quanto mais escura a pele, maior a quantidade de melanina – e talvez mais nicotina seja armazenada.

Os pesquisadores, cujo estudo aparece na publicação "Pharmacology, Biochemistry and Behavior", apontaram o pequeno número de pessoas utilizadas no estudo e disseram que as descobertas deveriam ser consideradas preliminarmente.

Porém, a pesquisa pode esclarecer o porquê de algumas pessoas aparentemente serem mais afetadas pela nicotina do que outras.

Para o estudo, os pesquisadores, comandados por Gary King, professor de saúde bio-comportamental na Universidade Penn State, examinaram 150 fumantes afro-americanos.

Eles mediram os níveis de melanina e cotinina, um subproduto da nicotina. Eles também fizeram algumas perguntas aos voluntários, para avaliar o quão forte era o hábito de fumar em cada um.

Descobriu-se que as pessoas com mais melanina fumavam mais tinham mais cotinina em seu sistema, além do maior nível de dependência em tabaco, disseram os pesquisadores.

Fonte:

Link between facultative melanin and tobacco use among African Americans


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Treinamento De Força No Tratamento De Diabetes E Obesidade


Uma revisão científica de vários estudos comprova a eficácia do Treinamento de Força em indivíduos nessas condições.

Cientistas da University School Of Medicine de Boston – EUA, realizaram uma pesquisa que teve como objetivo a coleta do maior número possível de artigos científicos que tratassem do treinamento resistido (treinamento de força) no tratamento da Diabetes e da Obesidade.

O estudo desses cientistas buscou, principalmente, artigos que explicassem em detalhes os mecanismos biológicos por trás dos benefícios do treinamento de força para essa população.

Foi descoberto por eles que o treinamento resistido parece mesmo aumentar a sensibilidade à insulina e a melhorar a tolerância à glicose em vários desses estudos.

Além disso, os estudos comprovam que o consumo de glicose não é uma mera conseqüência do típico aumento da massa magra associado ao treinamento resistido, mas sim é um resultado de mudanças qualitativas no músculo treinado nessa modalidade.

Há também provas substanciais de que o treinamento resistido pode alterar de maneira eficaz a composição corporal nos homens e nas mulheres. Esse tipo de treinamento aumenta a massa magra total, força muscular, taxa metabólica basal e, preferencialmente, mobiliza o tecido adiposo visceral e subcutâneo na região abdominal.

Os pesquisadores reforçam a necessidade e a importância do treinamento resistido (além do treinamento aeróbio) para diabéticos e obesos.

Fonte: J Cardiopulm Rehabil Prev. 2009 Mar-Apr;29(2):67-75.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Depressão Aumenta A Barriga


Estudo americano explica por que a doença contribui para o acúmulo de gordura no abdômen e males cardiovasculares

Dezenas de pesquisas comprovam: a depressão está associada ao risco de problemas cardiovasculares, como derrames e infartos. A doença, aliás, já é considerada pelos médicos um estopim para os males que atacam o peito. E esse elo estaria relacionado aos quilinhos a mais que se instalam na região abdominal.

É o que confirma um trabalho americano que será publicado na edição de maio do periódico Psychosomatic Medicine. Mais do que constatar o vínculo entre o transtorno psicológico e as artérias entupidas, pesquisadores do Centro Médico da Universidade Rush, nos Estados Unidos, tentam explicar o mecanismo por trás dele.

Segundo Lynda Powell, que conduziu a pesquisa, a culpa seria de componentes inflamatórios produzidos pelo organismo dos deprimidos. Essas substâncias facilitam o acúmulo da gordura visceral, aquela que fica impregnada entre os órgãos do abdômen. Além disso, a depressão faz subir os níveis do hormônio cortisol, aumentando as taxas de glicose no sangue. Ou seja: muito mais gordura estocada – e risco cardiovascular nas alturas.

O pior é que quem sofre do transtorno acaba entrando em um labirinto: a depressão favorece a barriga protuberante, que, por sua vez, ajuda a agravar o quadro depressivo, bagunçando o trabalho de neurotransmissores por trás do bem-estar.

O estudo foi realizado com 409 mulheres que participaram do Women in the South Side Health Project (WISH), um trabalho sobre as alterações que ocorrem no organismo feminino durante a menopausa.


Fonte: abril.com.br


segunda-feira, 11 de maio de 2009

Início do mal de Alzheimer impede que pessoas priorizem suas lembranças


Em teste, idosos tinham de memorizar palavras mais e menos importantes. Pessoas com fases iniciais da doença tiveram dificuldade para conseguir.

Mesmo antes de começar a ter sérios problemas envolvendo a memória em geral, pessoas com os estágios iniciais da doença de Alzheimer aparentam ter dificuldades em tomar boas decisões sobre o que se lembrar, relata um novo estudo. Em texto publicado na revista científica "Neuropsychology" pesquisadores afirmam que esses pacientes têm problemas em determinar quais partes da informação são mais importante que outras.

Os cientistas, conduzidos por Alan D. Castel, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, basearam suas conclusões a partir de um estudo envolvendo 109 pessoas com uma média de idade de 75 anos. Algumas delas estavam em estágios iniciais de Alzheimer, enquanto outras estavam cognitivamente saudáveis.

Os voluntários foram solicitados a memorizar uma série de palavras, cada uma com um valor associado. Quanto maior o valor da palavra, mais importante era lembrar-se dela, dizia a regra. Mais tarde, os participantes tiveram 30 segundos para relembrar a maior quantidade de palavras "valiosas" que conseguissem. O objetivo era ganhar o maior número de pontos.

Apesar de voluntários com e sem a doença de Alzheimer terem se lembrado de mais palavras valiosas do que palavras com baixos pontos associados, aqueles com a doença não se saíram tão bem em sua pontuação geral.

Os pesquisadores disseram que, provavelmente, nos estágios iniciais da doença de Alzheimer, o cérebro já estava se tornando menos eficiente em relação à aprendizagem e memorização. Eles acrescentaram ainda a possibilidade de treinar pacientes, a fim de melhorar suas estratégias de memorização.

Leiam o artigo na integra – acesse o link abaixo:

“Memory Efficiency and the Strategic Control of Attention at Encoding:
Impairments of Value-Directed Remembering in Alzheimer’s Disease

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Tai Chi Chuan Como Terapia Para O AVC


Pacientes que sofreram AVC melhoraram equilíbrio e apoio do corpo.


Pesquisadores afirmam que a prática do tai chi é capaz de melhorar o equilíbrio de pacientes vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), reduzindo, dessa forma, o risco de quedas. Em artigos publicados na revista especializada "Neurorehabilitation and Neural Repair", pesquisadores relataram uma melhora nos voluntários após somente seis semanas de treinamento. A principal autora foi Stephanie S.Y. Au-Yeung, da Universidade Politécnica de Hong Kong.



Em pesquisas anteriores, um dos co-autores do artigo, Christina W.Y. Hui-Chan, descobriu que o tai chi melhorava o equilíbrio entre idosos. Já nesta pesquisa, os pesquisadores quiseram analisar se o mesmo efeito aconteceria entre pacientes com derrames. Eles usaram 136 pessoas que apresentaram AVC há seis meses ou mais, dividindo-os em dois grupos. Durante doze semanas, um grupo praticou exercícios gerais, e o outro uma versão modificada de tai chi.



O grupo do tai chi se encontrava uma vez por semana durante uma hora. Pedia-se que praticassem cerca de três horas por semana em casa. Enquanto o grupo dos exercícios mostrou pouca melhora no equilíbrio, o grupo de tai chi demonstrou ganhos significativos quando testado em troca de peso do corpo, alcance de objetos, e o quão bem eles conseguiam manter a estabilidade numa plataforma em movimento, como no caso de um ônibus.



Segundo os pesquisadores, o benefício do tai chi é que, uma vez dominadas as formas, elas podem ser feitas sem supervisão. Ainda assim, eles afirmam, alguns pacientes interromperam suas práticas depois do fim do treinamento. Eles poderiam ter mais chances de continuar melhorando se o tai chi fosse disponibilizado em locais como centros comunitários.



Fonte: Portal da Educação Física


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Efeitos Do Exercício Aeróbio E Do Exercício De Força Nos Homens Em Tratamento Do Câncer De Próstata


A radioterapia no tratamento do câncer de próstata pode causar mudanças desfavoráveis na fadiga, qualidade de vida e condicionamento físico dos pacientes.


Na tentativa de buscar fatores amenizadores e/ou preventivos para esse cenário, pesquisadores canadenses avaliaram os pacientes entre os anos de 2003 e 2006, dividindo-os em 3 grupos:


(1) Tratamento Tradicional
(2) Tratamento Tradicional + Treinamento de Força
(3) Tratamento Tradicional + Treinamento Aeróbio

Os cientistas observaram os efeitos do tratamento em cada grupo nos seguintes aspectos:


- Fadiga
- Força
- Qualidade de vida
- Condicionamento físico
- Composição corporal
- Níveis de triglicéries
- Testosterona
- Hemoglobina
- Níveis de lipídeo

Comparados com o tratamento tradicional apenas, o treinamento de força e o treinamento aeróbio juntos melhoraram a qualidade de vida, condicionamento físico, força, níveis de triglicéries e de lipídeos e preveniu um aumento da gordura corporal.

Foi então possível que os cientistas concluíssem que em curto prazo, ambos o treinamento de força e o treinamento aeróbio reduziram a fadiga nesses pacientes, sendo que o treinamento de força gerou melhoras em longo prazo na qualidade de vida, força níveis de triglicéries e quantidade de gordura corporal.

Fonte: J Clin Oncol. 2009 Jan 20;27(3):344-51. Epub 2008 Dec 8.