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segunda-feira, 16 de março de 2009

Mortalidade por infartos caiu 50% nos Estados Unidos, afirma estudo



A mortalidade por infartos, bem como a ocorrência de complicações graves dos infartos, vem caindo nos Estados Unidos.

Essas são as conclusões de uma análise estatística do Estudo de Framingham, que vem acompanhando por mais de quatro décadas quase 10 mil pessoas. A prevenção primária é a principal responsável pela diminuição entre 40% e 50% das mortes por doença cardiovascular de 1968 a 2000.

A descoberta dos fatores de risco e da importância de seu controle são os frutos mais importantes do estudo de Framingham. As campanhas de prevenção e a mobilização das sociedades científicas parecem ter conseguido levar a informação ao público americano.

Outro estudo, publicado na mesma edição da revista "Circulation", mostra a evolução da principal complicação do infartos do coração. Essa pesquisa avaliou mais de 13 mil pacientes de infarto agudo internados na região de Worchester. Nesse grupo a ocorrência do choque cardiogênico também vem declinando nos últimos 30 anos. Essa medida mostra o sucesso do tratamento adequado e precoce do infarto, especialmente com a utilização das técnicas de revascularização por angioplastia.

Uma surpresa, ficou por conta do número de internações por infartos, que se mantém estável e até mesmo crescendo nesse período de tempo. Uma análise mais atenta constatou que o método de diagnóstico dos infartos, com a descoberta dos marcadores de infarto no sangue é o responsável por esse efeito. A utilização do eletrocardiograma como critério único de diagnóstico passou a ser complementada pelas dosagens de enzimas no sangue e pelo ecocardiograma precoce.

Essa pesquisa, que está publicada na revista "Circulation", mostra a importância da prevenção e a organização dos serviços de atendimento de emergência cardiológica para salvarmos vidas.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Caminhada melhora a qualidade de vida dos cães e de seus donos


Todos sabem que a prática de caminhadas contribui para a prevenção de doenças, auxilia no combate à obesidade, ajuda no controle da pressão arterial, diminui o estresse, auxilia no reforço muscular e ósseo, além de melhorar a auto-estima. Poucos sabem, no entanto, que caminhar ao lado do cão pode ajudar um indivíduo a manter a saúde e a forma física. Uma pesquisa realizada pela University New South Wales, na Austrália, mostrou isso.


O estudo apontou que 41% dos proprietários de cães caminham 18% a mais do que os sem-cachorro. Naquele país, 40% da população têm cães, o que significa um total de 3,1 milhões de caninos, mostrou o levantamento. O simples fato de ter um cachorro, para muita gente, já representa uma melhora significativa no dia-a-dia. A troca de afeto e a convivência com o animal representam, muitas vezes, o ânimo que faltava para conduzir tarefas simples do cotidiano como sair de casa, conversar com vizinhos sobre assuntos amenos e fazer amigos. Os cães unem pessoas numa espécie de confraria.

Deve-se observar que, levar o cão para passear e caminhar, no entanto, são coisas completamente distintas. Enquanto passear é sair com o animal alguns minutos para que faça suas necessidades, caminhar ao lado do animal, especialmente aqueles que vivem em apartamentos, ajuda no processo de socialização, combate à obesidade, osteoartrite, doenças cardiovasculares, doenças hepática e mesmo na resistência à insulina. No animal e no dono.

Exames para ambos antes de sair para as caminhadas, recomendam os especialistas, é necessário que dono e animal passem por avaliações médicas - incluindo exames como eletrocardiograma e hemograma - com atenção especial para diabéticos e hipertensos. Os cães devem ser levados a um veterinário para fazer um eletrocardiograma. Esse exame vai determinar o ritmo das passadas e a condição física do animal. Animais com mais de sete anos, que são considerados idosos, assim como obesos, devem ser submetidos a avaliações criteriosas para checar a existência de doenças pertinentes à condição, como displasia coxo-femural, problemas de coluna e cardíacos.

Há ainda outros cuidados que devem ser tomados, como a escolha do horário mais indicado, de preferência num momento de pouco sol, já que o calor pode machucar as patas dos animais. A respiração ofegante do cão e a resistência em continuar o trajeto devem ser respeitadas.

Para mostrar ao cão a diferença entre passeio e caminhada, é preciso adotar uma postura séria, com comandos mais firmes. As paradas do cão, tão comuns nos passeios, devem ser abolidas para que se mantenha um ritmo adequado ao cachorro e ao dono. Nas caminhadas, fique atento para evitar acidentes com crianças e pessoas idosas. Use sempre os equipamentos de segurança, como coleiras e, no caso de determinadas raças, focinheiras. Manter a vacinação em dia se faz necessário e recolher as fezes do animal é um ato de educação e convívio social.

Para garantir o bem-estar de seu melhor amigo, é importante fazer com que ele beba água em pequenas quantidades e urine antes de começar a caminhada. É importante o dono segurar a coleira de maneira firme, do lado esquerdo, e manter a postura ereta. Não deixe de recompensar o cão após a caminhada com um petisco canino para condicionar o bom comportamento.

Como dicas básicas para os donos, estão o uso de roupas confortáveis e tênis, alongamento antes e depois da caminhada; hidratação antes, durante e após a prática, e a escolha de um local adequado para a caminhada, longe de calçadas esburacadas e ruas movimentadas. O ideal é manter a meta de 30 minutos por caminhada, cinco vezes por semana, pelo menos.

Sedentários devem começar caminhando três vezes por semana, por 30 minutos, para que o corpo se ajuste à nova rotina de exercícios. A partir da segunda semana, o praticante deve aumentar o tempo em 10 minutos, para que, após um mês do início da atividade, chegue a 60 minutos de caminhada por dia.

Lembrem-se: A busca de orientação especializada, se faz necessária, tanto no âmbito clínico como no técnico!


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Funções Do Ergoespirométrico Mais Moderno Do Mundo Em SP


O que há de mais moderno e sofisticado no mundo para a realização do teste ergoespirométrico – ou cardiopulmonar – está disponível aos pacientes do Hospital São José, unidade integrante do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, maior complexo hospitalar privado da América Latina.


A última versão internacional adquirida do equipamento para a realização do teste ergoespirométrico permite avaliar com precisão digital, e a cada respiração, o desempenho do organismo para as atividades físicas, desde as cotidianas até as de elevado nível atlético.


Durante o teste, além da análise contínua do eletrocardiograma, dos sintomas, da pressão arterial e dos batimentos cardíacos antes, durante e após o exercício. Esta sofisticada tecnologia de precisão verifica diretamente, em cada respiração, o consumo de oxigênio, a produção de gás carbônico e a ventilação pulmonar. Paralelamente, avançados softwares permitem identificar a eficiência ventilatória, o rendimento cardíaco e o tipo de metabolismo utilizado nas diferentes fases do exercício, possibilitando individualizar a melhor prescrição de exercícios, otimizando a performance para as diferentes modalidades esportivas.


Classificado como “padrão ouro”, o exame também é essencial para quem pratica esportes de forma amadora. Afinal, todos devem deixar o sedentarismo de lado, mas com total segurança, e o teste viabiliza a prática criteriosa e eficiente de exercícios físicos. “Com tanta gente morrendo por falta de orientação adequada, o teste ergoespirométrico é a melhor opção para se prevenir muitas tragédias”, lembra o Dr. Almir, que classifica este novo exame como a evolução atual do teste ergométrico clássico que tem limitações diagnósticas.


Mas os benefícios deste teste vão muito além do contexto esportivo. Indispensável em situações de pré e pós-transplante cardíaco, ele também propicia diagnósticos precisos de inúmeras doenças cardíacas, pulmonares, musculares e até psicogênicas que possam interferir na capacidade física e na qualidade de vida das pessoas.


Quando o Teste é Indicado?


- Avaliação e programação de treinamento físico para atletas amadores e profissionais;
- Avaliação do grau de comprometimento físico e metabólico em insuficiência cardíaca;
- Programação de reabilitação cardiovascular em doenças cardíacas;
- Avaliação funcional de doenças pulmonares obstrutivas e restritivas;
- Medida objetiva e direta do consumo de oxigênio em qualquer situação, fornecendo ferramentas para correções e melhorias na sua utilização pelo organismo;
- Diagnóstico diferencial das dispnéias “falta de ar”.

Fonte: Portal da Educação Física

domingo, 30 de novembro de 2008

Índice de Conicidade (Índice “C”)





O Índice C é baseado na idéia de que o corpo humano muda do formato de um cilindro para o de um “cone duplo”, com o acúmulo de gordura ao redor da cintura (veja foto ilustrativa).




No início da década de 90, foi proposto o índice de conicidade (índice C) para avaliação da obesidade e distribuição da gordura corporal, considerando que a obesidade central, mais do que a obesidade generalizada, está associada às doenças cardiovasculares, entre elas doença arterial coronariana.

Este índice é determinado com as medidas do peso, da estatura e da circunferência da cintura. É baseado na idéia de que pessoas que acumulam gordura em volta da região central do tronco têm a forma do corpo parecida com um duplo cone, ou seja, dois cones com uma base comum, dispostos um sobre o outro, enquanto aquelas com menor quantidade de gordura na região central teriam a aparência de um cilindro.

Desde a época em que este índice foi proposto, alguns estudos têm sido conduzidos na expectativa de confirmar a possível associação entre o índice C e variáveis consideradas como risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, sobretudo a doença arterial coronariana.

Apesar de existirem algumas controvérsias, o índice C é reconhecido como um bom indicador de obesidade central: a maior limitação para o seu uso como preditor de doenças coronarianas é a inexistência de pontos de corte que possam discriminar alto risco coronariano.

Mais investigações são necessárias para determinar a viabilidade do uso do Índice C para predizer a obesidade abdominal e o risco para a saúde.

O Índice Conicidade tem várias vantagens sobre outras medidas:

  • Tem uma faixa teórica esperada (1,0 a 1,73).

  • Compara a circunferência da cintura do indivíduo à circunferência de um cone perfeito com o mesmo volume corporal, portanto fornece uma medida relativa da obesidade abdominal.

  • Os Índices C dos indivíduos que diferem em peso corporal e altura podem ser comparados.

  • Não requer a medida da circunferência do quadril. Entretanto, até que normas sejam estabelecidas, o Índice C tem aplicabilidade limitada nos ambientes clínicos.



Fonte: Heyward, V.H., Stolarczyk, LM. Applied Body Composition Assessment. Human Kinetics, 1996.


quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Estudo Liga Tamanho da Cintura à Morte Prematura


As gordurinhas em volta da cintura podem aumentar dramaticamente o risco de morrer mais jovem, mesmo que o peso total da pessoa seja normal, segundo pesquisadores britânicos.

Um estudo envolvendo quase 360 mil pessoas de nove países europeus e publicado na revista acadêmica New England Journal of Medicine descobriu que o tamanho da cintura é um "indicador poderoso" de risco.

Os pesquisadores sugerem que os médicos deveriam medir a cintura de seus pacientes regularmente como uma maneira rápida e barata de avaliar a sua saúde.

A ligação entre gordura ao redor da cintura e problemas de saúde foi estabelecida há algum tempo, mas o tamanho do estudo dá aos cientistas um quadro mais preciso.

Os pesquisadores, incluindo alguns do Imperial College, em Londres, acompanharam voluntários, que tinham em média 51 anos no início da pesquisa, por 10 anos. Nesse período, 14.723 deles morreram.

Massa Corporal e Cintura

A medida padrão de obesidade, o Índice de Massa Corporal (IMC), continua sendo um dado importante ao analisar os riscos à saúde, e, segundo os pesquisadores, aqueles com um índice alto são mais propensos a morrer de doenças cardiovasculares ou câncer.

Mas tanto a proporção quadril/cintura - número produzido ao se dividir o tamanho da cintura pela medida do quadril -, como apenas a medida da cintura, parecem ser bons indicadores para descobrir quem tem um risco ainda maior.

Na pesquisa, algumas pessoas que tinham um IMC normal, mas uma cintura maior do que a média, tinham um risco maior de morte prematura. Nos pontos extremos dos resultados, homens com cinturas com mais de 119 cm tinham o dobro da taxa de mortalidade comparado com aqueles com cinturas com menos de 80 cm.

Um dado semelhante foi verificado em mulheres com cinturas com mais de 99 cm comparado com as que tinham uma cintura com menos de 64,7 cm.

Um aumento do risco de morte podia ser verificado cada vez que a medida aumentava em 5 cm - comparando duas pessoas com o mesmo IMC, cada 5 cm aumentava o risco em 17% em homens e em 13% em mulheres.

"Nós ficamos surpresos de ver que o tamanho da cintura tem um impacto tão poderoso na saúde das pessoas e na morte prematura. Não há muitas características individuais que podem aumentar o risco de uma pessoa ter morte prematura, além de fumar e beber", afirmou.

Um porta-voz da British Heart Foundation disse que os resultados batem com outras pesquisas que concluíram que o risco de doenças do coração é maior quando a gordura está concentrada ao redor da cintura.

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A Importância da Especificidade da Avaliação Física e do Treinamento


Pesquisadores Australianos realizaram um estudo com mineradores de resgate em Queensland. O objetivo dos cientistas foi de analisar, através de testes físicos gerais e específicos, se as capacidades físicas dos mineradores de resgate (que não eram submetidos à nenhum tipo de treino específico) eram suficientemente adequadas para suprir suas necessidades em caso de um evento de resgate. Foram realizados 10 testes para capacidades físicas gerais e 3 testes específicos de resgate em minas.

Os resultados dos testes gerais mostraram, surpreendentemente, que as capacidades físicas gerais dos mineradores de resgate, que deveriam ser acima da média quando comparadas à de indivíduos “normais”, estavam na média, ou pior, abaixo da média da população normal. Já os testes dos resultados específicos comprovaram que as tarefas específicas de resgate eram extremamente exigentes para a condição física atual desses mineradores.

O estudo concluiu, portanto, que, além do treinamento para capacidades físicas gerais, era de suma importância que os mineradores de resgate treinassem ESPECIFICAMENTE para sua tarefa principal, que é o resgate – SALVAR VIDAS.

Nunca é demais reforçar então que, em muitas ocasiões, uma estratégia correta na avaliação e prescrição de um dado treinamento pode salvar vidas.

Fonte: J Occup Med Toxicol. 2008 Oct 12;3(1):22. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Os riscos da “Falsa Magreza” e a importância da avaliação da composição corporal


Devemos nos atentar e tomar muito cuidado com a interpretação, muitas vezes errônea, do nosso peso corporal total. O seu peso corporal expressado em quilos (kg) na balança, assim como uma boa silhueta, pode não refletir com precisão a real composição corporal do seu corpo.

São vários os estudos comprovando que as pessoas ditas estarem dentro do peso considerado “normal” podem desenvolver doenças oriundas do sobrepeso e da obesidade, como diabetes, colesterol, hipertensão e doenças coronarianas.

Uma má alimentação, fatores genéticos bem como uma vida sedentária contribuem para um aumento importante da gordura corporal em indivíduos magros. Sendo que os fatores genéticos determinam aonde tal gordura se depositará no corpo. Em geral, a gordura se acumula em maior quantidade nos membros inferiores, culote, glúteos e coxas nas mulheres (o que pode acarretar no aparecimento de varizes e/ou celulite), e o predomínio de gordura se dá na região abdominal nos homens.

Portanto, é de fundamental importância uma avaliação da composição corporal no intuito de sabermos exatamente a quantidade de gordura e massa magra em nosso corpo.

O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma ferramenta bastante utilizada pelos profissionais da área da saúde para classificar o indivíduo levando em consideração apenas seu peso corporal e estatura. Porém, o IMC pode mascarar algumas informações importantes, um lutador de boxe, por exemplo; seu IMC provavelmente o colocaria na classificação de sobrepeso ou obeso, quando na verdade, tal indivíduo possui muito pouca gordura corporal, mas uma massa muscular muito bem desenvolvida.

É recomendável então que, além do IMC, seja feita medição da circunferência de vários segmentos corporais, assim como o cálculo da porcentagem de gordura corporal utilizando um método simples, rápido, barato e cientificamente comprovado que é o das dobras cutâneas.

Tais avaliações auxiliarão em uma prescrição adequada de uma atividade física. Sendo assim, uma vida mais ativa aliada a uma alimentação balanceada diminuirá a gordura corporal do indivíduo, prevenindo doenças sérias e muitas vezes irreversíveis.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Teste ergométrico é altamente eficaz para detectar problemas de coração

Baixo condicionamento físico é sinal de perigo, diz estudo.

Resultados trazem mais uma boa razão para se exercitar.

O teste ergométrico em esteira rolante ou em bicicleta já vem sendo utilizado há muito tempo para avaliar o risco cardiológico dos pacientes. Em tempos de tecnologias que se atualizam muito rápido, esse teste, relativamente simples, vem perdendo espaço para exames mais sofisticados e mais caros.

Um trabalho realizado por cientistas da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, mostra que o teste ergométrico pode ser muito eficaz em detectar o risco da ocorrência de problemas cardíacos em mulheres. O trabalho mostra o acompanhamento por um tempo prolongado, em média por 20 anos, de mais de 2 mil mulheres americanas com idades variando entre 30 anos a 80 anos, sem doenças cardíacas no início do estudo.


A base do teste ergométrico é submeter um paciente a um esforço controlado e acompanhar as mudanças de freqüência cardíaca, pressão arterial e eventuais alterações do eletrocardiograma, que é registrado continuamente durante o exame.

Resultados

O resultado dos testes ergométricos mostrou que a incidência de doenças cardíacas nas mulheres se correlacionava com resultados alterados. Mais do que alterações eletrocardiográficas, parâmetros simples como capacidade aeróbica e o retorno do ritmo cardíaco ao normal após o esforço, sinais de condicionamento físico, podiam prever quais mulheres tem um risco aumentado de sofrer problemas nas artérias do coração.


Aquelas com resultados ruins no aspecto do condicionamento físico nos testes tinham até 13 vezes mais chance de sofrer do coração do que as que se mostraram condicionadas. A relação estatística era tão forte que, quanto menos condicionadas fisicamente, maior o risco.


Essa é mais uma razão para que todas as mulheres não percam tempo e comecem já a praticar exercícios e se condicionar do ponto de vista cardiovascular.


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Prescrição de exercício físico para indivíduos que fazem uso de betabloqueadores

Considerando-se o fato de os betabloqueadores serem bastante utilizados para o tratamento de diversas cardiopatias, a prescrição do exercício físico para os usuários desses medicamentos deve ser feita sempre com muita cautela.

Como a prescrição da intensidade do exercício físico utilizada em programas de prevenção e reabilitação cardíacas baseia-se principalmente na freqüência cardíaca como indicador de intensidade de esforço, deve-se ter maior cuidado com usuários de betabloqueadores, pois estes atuam diretamente na freqüência cardíaca(1, 2), reduzindo-a, ou seja, a freqüência cardíaca máxima em um teste ergométrico e a freqüência cardíaca de repouso de usuários de betabloqueadores estão sempre diminuídas.

Além disso, a competência cronotrópica durante o exercício físico também está diminuída.

Assim, para não haver erro na prescrição do exercício físico para esses indivíduos, é importante que seja realizado teste de esforço sob o uso de betabloqueadores, para que o médico possa avaliar o comportamento das variáveis cardiovasculares durante o esforço e, posteriormente, o professor de educação física possa prescrever adequadamente a intensidade de exercício a ser realizado e a faixa de freqüência cardíaca a ser controlada nas sessões de condicionamento físico.

Dessa forma, o comportamento da freqüência cardíaca durante o treinamento físico será equivalente ao do teste de esforço.

O efeito que o medicamento exerce sobre a freqüência cardíaca durante o teste de esforço, modulando seu aumento, será reproduzido quando o indivíduo estiver se exercitando, fazendo com que, dessa forma, a prescrição esteja adequada.

Depois de obtidos os valores da freqüência cardíaca em repouso e no exercício físico máximo dos usuários de betabloqueadores, a prescrição de treinamento físico pela freqüência cardíaca se dá como citado no texto de 11 de junho de 2008 –Prescrição do exercício físico pela freqüência cardíaca -, ou seja, pela porcentagem da freqüência cardíaca máxima ou reserva (Ver tabela abaixo).

Vale a pena ressaltar que, em portadores de doença cardiovascular, mesmo com bom condicionamento físico, a prescrição de exercício físico deve ser equivalente à de um indivíduo de mesma idade sedentário saudável, ou seja, a intensidade não deve ultrapassar 50% a 70% da freqüência cardíaca de reserva.

Tabela 1. Exemplos de betabloqueadores utilizados na clínica e suas ações.

1ª Geração
Medicamento: Propranolol
Ação: Betabloqueador não-seletivo.

2ª Geração

Medicamento: Bisoprolol, Metoprolol
Ação: Betabloqueadores seletivos para receptores adrenérgicos do subtipo β1.

3ª Geração

Medicamento: Carvedilol, Bucindolol
Ação: Betabloqueadores não-seletivos e com ação vasodilatadora (bloqueio dos receptores α1-adrenérgicos).


É importante salientar o trabalho multidisciplinar nos testes de esforço, em que estão presentes o médico, detectando possíveis anormalidades, o professor de educação física, efetuando a prescrição do exercício físico baseado nos parâmetros obtidos no teste, além de outros profissionais da saúde.

Esses profissionais, trabalhando de forma conjunta, auxiliarão tanto na prevenção como no tratamento das doenças cardiovasculares.

Fonte:

1. Gordon MF, Dunkan JJ. Effect of beta-blockers on exercise physiology: complications for exercise training. Med Sci Sports Exerc. 1991;23:668-76.

2. Wilmore JH, Freund BJ, Joyner MJ, et al. Acute response to submaximal and maximal exercise consequent to beta-adrenergic blockade: implications for the prescription of exercise. Am J Cardiol. 1985;55:135D- 141D.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO FÍSICO PELA FREQÜÊNCIA CARDÍACA

A freqüência cardíaca apresenta relação linear com o aumento da intensidade do exercício físico.

Em conseqüência disso, é uma variável muito útil para o controle da intensidade de treino, ressaltando sua fácil mensuração durante o exercício físico, tanto pela palpação do pulso (método palpatório) como pela utilização de freqüencímetros, cujo custo é acessível à maioria das pessoas.

Para uma prescrição de exercício eficaz, faz-se necessária a utilização da freqüência cardíaca obtida no teste ergométrico, a partir da qual obtém-se a freqüência cardíaca máxima de cada indivíduo, que, muitas vezes, pode ser superior ou inferior à predita para a idade.

Além disso, em casos de testes positivos (como, por exemplo, isquemia) a freqüência a ser utilizada como máxima para prescrição deve ser a de positivação do teste.

Por isso, o teste de esforço é altamente recomendável e indispensável para portadores de doenças cardiovasculares.

Basicamente existem duas formas de se prescrever a intensidade do exercício físico pela freqüência cardíaca, segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte(6):

a) por meio do cálculo da porcentagem da freqüência cardíaca máxima obtida no teste;e
b) por meio do cálculo da porcentagem da freqüência cardíaca de reserva.

A prescrição pela porcentagem da freqüência cardíaca máxima é realizada pelo valor obtido no teste ergométrico, a partir do qual, após a obtenção da freqüência cardíaca máxima, calcula-se a porcentagem recomendada para cada população:

de 55% a 65% para cardiopatas,
de 60% a 75% para sedentários, e
de 70% a 85% para indivíduos fisicamente ativos.

A prescrição pela porcentagem da freqüência cardíaca de reserva se dá também pela obtenção da freqüência máxima durante o teste ergométrico, porém devem ser levados em consideração os valores da freqüência cardíaca de repouso para cálculo da intensidade do exercício físico.

A fórmula para o cálculo é a que se segue:

FC de reserva

FC treino = [(FC máx - FC repouso) x porcentual desejado] + FC repouso, em que FC = freqüência cardíaca.

A porcentagem da freqüência cardíaca de reserva recomendada para sedentários é de 50% a 70% e para ativos, de 60% a 80%.

Abaixo observa-se o exemplo de prescrição de exercício físico para indivíduo sedentário de 20 anos de idade, com freqüência cardíaca máxima de 210 bpm e freqüência cardíaca de repouso de 60 bpm.

A freqüência cardíaca de treinamento determinada a partir da fórmula da freqüência cardíaca máxima foi de 126 bpm a 158 bpm e por meio do cálculo da freqüência cardíaca de reserva foi de 135 bpm a 165 bpm.

As faixas de freqüência cardíaca de treino variam dependendo da fórmula utilizada. Recomenda-se, no entanto, o uso da fórmula da freqüência cardíaca de reserva, pois a mesma leva em consideração a freqüência cardíaca de repouso, que sofre influência tanto do condicionamento físico do indivíduo como do uso de betabloqueadores.

Para os exemplos a seguir, considere um indivíduo sedentário aos 20 anos de idade. A freqüência cardíaca (FC) de repouso era de 60 bpm e a máxima atingida no teste ergométrico era de 210 bpm.

Exemplo 1. Prescrição de exercício físico por meio da freqüência cardíaca máxima segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM).

Prescrição pela Prescrição pela freqüência cardíaca máxima
Intensidade recomendada: 60%-75% da FC máxima
Limite inferior: 60% da FC máxima
Limite superior: 75% da FC máxima
FC de treino: 126-158 bpm FC de treino: 135-165 bpm

Exemplo 2. Prescrição de exercício físico por meio da freqüência cardíaca de reserva segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM).

Prescrição pela Prescrição pela freqüência cardíaca de reserva
Intensidade recomendada: 50%-70% da FC de reserva
Limite inferior: [(FC máxima – 210 x 0,6 = 126 bpm FC de repouso) x 0,5] + FC de repouso
[(210 – 60) x 0,5] + 60 = 135 bpm
Limite superior:: [(FC máxima – 210 x 0,75 = 158 bpm FC de repouso) x 0,7] + FC de repouso
[(210 – 60) x 0,7] + 60 = 165 bpm
FC de treino: 126-158 bpm FC de treino: 135-165 bpm

Fonte:
American College of Sports Medicine – ACSM. Manual para Teste de Esforço e Prescrição de Exercício. Rio de Janeiro: Revinter; 2000. p. 3-10.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

A importância de uma avaliação física bem planejada e conduzida

Infelizmente, é muito comum observarmos, em diversos centros de atividade física, certo
descaso com as rotinas de avaliação física.

Os problemas são muitos, mas os mais importantes são: imprecisão na coleta das medidas; equívocos na seleção dos testes, protocolos e fórmulas de cálculo; erros na interpretação dos resultados; utilização inadequada dos dados obtidos.

Em muitos casos, a avaliação física é utilizada apenas como mais uma maneira de aumentar os lucros,não havendo nenhum benefício ao aluno tampouco aos professores que prescreverão seu treino.

Freqüentemente, a pouca importância dada à avaliação física revela-se na precariedade de salas e
equipamentos: salas pequenas, barulhentas, abafadas e desconfortáveis aos alunos podem resultar em alterações nas suas respostas fisiológicas que certamente interferirão nos resultados da avaliação física.

Obviamente, uma avaliação física imprecisa poderá comprometer a eficácia do treinamento ou dificultar a avaliação de seu progresso.

Do mesmo modo, instrumentos de baixa qualidade, mal calibrados ou cuja manutenção não é feita de forma rigorosa também podem prejudicar sobremaneira a acurácia e precisão de uma avaliação física.

A avaliação física inicial é fundamental para averiguar as condições do aluno, suas necessidades, potencialidades e limitações. Somente com base nesses resultados um programa de exercícios sério e efetivo poderá ser planejado.

Sem a avaliação inicial, torna-se impossível definir objetivos, metas e traçar estratégias para alcançá-los. Sem a avaliação inicial,também não há como definir parâmetros chave de qualquer treinamento, como tipo predominante de atividade prescrita, volume, intensidade e sua periodização.

De maneira semelhante, as reavaliações periódicas são imprescindíveis para que seja possível verificar se o treino prescrito está sendo efetivo e se os objetivos estão sendo alcançados. Assim, tem-se uma base concreta para que eventuais mudanças nas variáveis do treino sejam realizadas.

A avaliação física deve ser cuidadosamente planejada e executada. Os cuidados devem envolver desde a escolha do espaço (sala razoavelmente ampla, silenciosa e climatizada), até os equipamentos (boa qualidade, equipamentos testados e validados na literatura científica, manutenção correta) e o treinamento dos avaliadores (devem saber realizar as medidas, interpretá-las e explicá-las aos alunos).

É claro que a avaliação física pode ser uma fonte geradora de recursos, mas não se pode esquecer que a principal função dela é fornecer base científica para o trabalho dos professores,além de permitir ao próprio aluno avaliar se os serviços que ele está contratando estão sendo realmente efetivos. Portanto, vale a pena investir mais na avaliação física para que ela possa melhorar a qualidade dos serviços prestados pelos profissionais de educação física, garantir maior satisfação aos alunos e retorno financeiro.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

A orientação personalizada evita riscos à saúde.

Nos últimos anos, os exercícios físicos vêm sendo recomendados para prevenir e combater diversos tipos de doenças, que vão do estresse ao câncer e doenças do coração.

Apesar dos benefícios que a atividade física regular oferece a indivíduos de qualquer faixa etária, ultrapassando a dimensão física e biológica, é importante haver uma prescrição cuidadosa, além de acompanhamento e avaliação periódica.

Uma grande parte das lesões de quadril e joelho, entre outras, se agravam após esforços intensos por parte de atletas “de ocasião”.

O risco é ainda maior quando acreditam que a dor intensa que sentem no dia seguinte se deve apenas à falta de hábito ou ao fato de estarem “enferrujados”. A essa altura, já pode ter havido algum deslocamento ou comprometimento mais grave que está sendo negligenciado e precisa de cuidados urgentes.

A decisão de praticar exercícios nunca deve ser tomada de uma hora para outra.

Antes de uma pessoa definir o tipo de treinamento físico que pretende adotar, é preciso definir junto a um profissional habilitado o programa mais adequado à sua saúde, capacidade física e, inclusive, levar em conta seus fatores genéticos.

É fundamental que esse profissional levante o histórico de saúde da pessoa, ponderando sobre eventuais lesões que este já tenha sofrido, doenças existentes, fatores de risco e, por fim, com que objetivo ela precisa de um programa de treinamento físico.

A individualização do programa de treino é importante, pois alguns exercícios podem servir para um e não servir para outro.

Um treinamento envolvendo caminhada para um idoso sedentário certamente trará benefícios para sua aptidão cardiovascular, mas não trará melhoras para um indivíduo já condicionado para esse tipo de exercício, que necessitará de uma intensidade maior, característica de um
trote ou corrida.

Considerando esse mesmo idoso, será que a caminhada será suficiente para reverter perda de massa muscular e óssea (sarcopenia), ou perda de flexibilidade?

Portanto, se faz necessário que o treino seja individualizado e diversificado de forma a atender os diversos componentes da aptidão física para a saúde, como a condição cardiovascular, força muscular, flexibilidade e composição corporal.

Hoje em dia, o trabalho de um personal trainer tem de estar totalmente inserido em um contexto multidisciplinar, já que a “prescrição” de exercícios deve estar alinhada com médicos e fisioterapeutas que eventualmente acompanhem o paciente.

sábado, 26 de abril de 2008

Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

Hoje é dia de prevenção e combate a hipertensão, reuni aqui algumas informações interessantes a respeito desse problema que atinge uma ampla maioria da população e que é praticamente invisível, só apresentando sintomas quando o problema já esta grave. Portanto ter cuidado e informação é sempre bom!

A hipertensão arterial é a chamada pressão alta. Ocorre quando há um aumento da força com que o sangue circula nos vasos sangüíneos. A hipertensão freqüentemente está associada à obesidade, pois o excesso de peso significa mais esforço para os órgãos.

Na maioria dos casos, a pressão alta não apresenta sintomas. Entretanto, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, dor no peito, sangramento nasal e fraqueza podem ser sinais de alerta. Quando não controlada, pode causar problemas no coração, nos rins, na visão e no cérebro.

Fatores de Risco:

  • O consumo excessivo de sal pode causar o aumento da pressão arterial.
  • O aparecimento da hipertensão é mais comum na fase adulta e em pessoas idosas.
  • O consumo de álcool pode aumentar a pressão arterial, além de dificultar o tratamento.
  • O fumo aumenta o risco de problemas cardiovasculares, principalmente em pessoas hipertensas.
  • A obesidade prejudica o controle da pressão arterial e faz o coração trabalhar mais.
  • Uma vida com stress pode levar a pessoa a desenvolver a hipertensão.
  • A falta de atividade física contribui para o aumento da pressão arterial.
  • Os portadores de diabetes estão mais propensos a desenvolver a hipertensão.

Hipertensão no Brasil: Diagnóstico médico prévio de hipertensão arterial

No sexo masculino, as maiores freqüências foram observadas em Recife (22,5%), Belo Horizonte (22,7%) e Vitória (23,1%) e as menores em Florianópolis (14,9%), Palmas (14,9%) e Brasília (15,5%). Entre mulheres, as maiores freqüências foram observadas em Recife (26,8%), Salvador (27,3%) e Rio de Janeiro (28,0%) e as menores em Palmas (15,3%), Teresina (18,4%) e Manaus (19,2%).

Gênero

O levantamento aponta que mais mulheres (24,4%) do que homens (18,4%) referem o diagnóstico médico prévio de hipertensão arterial. Em ambos os sexos, o diagnóstico de hipertensão arterial se torna mais comum com a idade, alcançando cerca de 5% dos indivíduos entre os 18 e os 24 anos de idade e mais de 50% na faixa etária de 65 anos ou mais de idade.

Dicas para melhorar sua alimentação:

  • Reduzir o consumo de sal, inclusive para as crianças. Retire o saleiro da mesa.
  • Dê preferência aos alimentos frescos, como frutas, legumes e verduras.
  • Utilize temperos naturais, como tomate, cebola, alho cheiro verde, orégano e louro.
  • Evite frituras, alimentos industrializados, salgadinhos.
  • Ao usar adoçante, evite os ciclamatos e sacarinas, porque contém sódio.
  • Verifique sempre o rótulo dos alimentos e observe a presença e quantidade de sódio.

Outras dicas para uma vida mais saudável:

  • Controle seu peso. Procure um nutricionista.
  • Não fume, pois o cigarro aumenta o risco de doenças cardiovasculares.
  • Reduza a ingestão de bebidas alcoólicas, pois o excesso faz a pressão arterial subir.
  • Beba no mínimo dois litros de líquidos por dia, água sem gás, sucos ou refrescos, porém fora das refeições.
  • Faça atividade física regularmente, a caminhada pode ajudar, consulte um profissional habilitado.
  • Não tome remédios e não interrompa sua medicação sem orientação médica.
  • Evite o uso de produtos com bicarbonato de sódio (antiácidos).
  • Coma alimentos ricos em potássio, caso esteja usando medicamento diurético.
  • O stress pode agravar a hipertensão, desta forma, procure uma atividade de relaxamento que lhe dê prazer. Bom humor faz bem a saúde. Sorria!
Fontes:
Ministério da Saúde: “Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão”
Servidor Público.net: “26 de abril dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão

sexta-feira, 25 de abril de 2008

I.M.C versus R.C.Q.


Um amplo estudo tipo caso-controle, envolvendo 27 mil pessoas de 52 países, de todos os continentes, mostrou que a relação cintura-quadril (RCQ) é preditora mais forte do risco de infarto do miocárdio do que o índice de massa corpórea (IMC), mais usado internacionalmente.

O trabalho canadense mostrou que em qualquer etnia, nível de desenvolvimento do país, ou seja, qual for a característica do indivíduo, a RCQ é o marcador mais fortemente relacionado com o evento do primeiro infarto do miocárdio.

O índice de massa corpórea é um bom preditor de risco para doença cardiovascular.

No entanto, para análise do risco de infarto do miocárdio especificamente, a medida da cintura e, principalmente, a razão entre as medidas da cintura e do quadril (a RCQ) correlacionou-se mais fortemente com os eventos de infarto, não importando nem o sexo, nem a idade, região de origem e nem outros marcadores de risco para doença cardiovascular, como os encontrados em exames laboratoriais.

As pessoas com medidas da RCQ no maior quintil tinham 2,52 vezes mais chances de ter infarto, comparados com os que tinham medidas no primeiro quintil (p> 0,0001).

“Já o IMC estava apenas ligeiramente maior nos casos de infarto que nos controles”, comentaram os autores. Isso quer dizer que, além do peso inadequado para a altura, o lugar onde a gordura se deposita é importante.

“Nosso trabalho mostra que a RCQ é a medida antropométrica mais fortemente associada com o risco de infarto, e substancialmente melhor que o IMC. Nossos resultados sugerem que novas análises são necessárias sobre a importância da obesidade para a doença cardiovascular nas diferentes regiões do mundo”.

Fonte :

Yusuf S, Hawken S, Ounpuu S, Bautista L, Franzosi MG, Commerford P, et al. Obesity and the risk of myocardial infarction in 27,000 participants from 52 countries: a case-control study. Lancet. 2005;366(9497):1640-9.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Reabilitação cardíaca

Segundo a Organização Mundial da Saúde, reabilitação cardíaca é o somatório das atividades necessárias para garantir aos pacientes portadores de cardiopatia as melhores condições física, mental e social, de forma que eles consigam, pelo seu próprio esforço, reconquistar uma posição normal na comunidade e levar uma vida ativa e produtiva.

Há quatro décadas, quando esta definição foi estabelecida, os pacientes acometidos de infarto do miocárdio apresentavam grande perda da capacidade funcional, mesmo após serem submetidos ao tratamento daquela época, que implicava até 60 dias de repouso no leito.

Por ocasião da alta hospitalar, os pacientes encontravam-se fisicamente mal condicionados, sem condições para retornar às suas atividades familiares, sociais e profissionais.

 Os programas de reabilitação cardíaca foram desenvolvidos com o propósito de trazer esses pacientes de volta às suas atividades diárias habituais, com ênfase na prática do exercício físico, acompanhada por ações educacionais voltadas para mudanças no estilo de vida.

Atualmente, as novas técnicas terapêuticas permitem que a maioria dos pacientes tenha alta hospitalar precocemente após infarto, sem perder a capacidade funcional.

Excluem-se desta condição os pacientes com comprometimento miocárdico grave e instabilidade hemodinâmica, distúrbios importantes do ritmo cardíaco, necessidade de cirurgia de revascularização miocárdica ou outras complicações não-cardíacas.

 Nos últimos anos, foram descritos inúmeros benefícios do exercício regular para portadores de cardiopatia, além da melhora na capacidade funcional.

 A Sociedade Brasileira de Cardiologia em sua “Diretriz de reabilitação cardíaca” aborda o papel da reabilitação cardíaca com especial ênfase no treinamento físico, ressaltando os seus efeitos cardiovasculares e metabólicos, os seus benefícios, indicações e contra-indicações (ver referência).

Em relação aos aspectos operacionais da reabilitação cardíaca, recomendo a leitura da recente publicação da Sociedade Brasileira de Cardiologia “Normatização dos equipamentos e técnicas da reabilitação cardiovascular supervisionada” 

Fonte:

Arquivos Brasileiros de Cardiologia - Volume 84, nº 5, Maio 2005

terça-feira, 15 de abril de 2008

Importância das curvaturas fisiológicas da coluna vertebral

As curvaturas fisiológicas da coluna tem a função de aumentar a flexibilidade e a capacidade de absorver choques e, ao mesmo tempo manter a tensão e a estabilidade adequada das articulações intervertebrais.

Em posição ereta normal a gravidade é suportada pelos arcos anteriores das vértebras, enquanto os arcos posteriores ficam livres de todo o peso, ou seja, o arco anterior tem a função de sustentação.

Sendo assim uma diminuição da curva lombar tem-se uma menor resistência à carga, que é descarregada nos arcos anteriores e nos discos intervertebrais, que ficam sobrecarregados e podem diminuir de espessura.

As curvaturas fisiológicas da coluna aumentam a resistência aos esforços de compressão axial; pois temos que a resistência de uma coluna é proporcional ao quadrado do número de curvaturas mais um.

Possuímos em nossa coluna vertebral três curvaturas móveis (lordose cervical, cifose torácica e lordose lombar) então sua resistência é dez vezes maior que uma coluna retilínea.

Outra forma de medir a importância das curvas fisiológicas da coluna é por meio do índice raquidiano de Delmas, que consiste na relação do comprimento entre o platô da primeira vértebra sacral até o atlas, e a altura entre o platô superior de S1 e o atlas.

Uma coluna vertebral com curvaturas normais possui um índice raquidiano de Delmas de 95%. Uma coluna que possua curvaturas acentuadas (indicativo de tipo funcional dinâmico) possui índice raquidiano de Delmas menor que 94%; e uma coluna com curvaturas pouco acentuadas (caracteriza um tipo funcional estático) possui índice de Delmas maior que 96%.

As curvas se tornam mais móveis quanto mais exageradas, e mais rígidas quanto mais retificadas e existe consenso na literarura que as vértebras de transição entre as curvaturas são normalmente as de maior mobilidade e mais susceptíveis à lesões.

No plano sagital existe quatro curvaturas na coluna vertebral: A mais superior é a lordose cervical, de concavidade posterior; em seguida temos a cifose torácica, de convexidade posterior; e a lordose lombar, de concavidade posterior; por último, temos a curvatura sacral fixa de concavidade anterior.

As cifoses têm a função de proteger os órgãos. Como é o caso da cifose craniana que protege o encéfalo, a cifose torácica que protege os órgãos da caixa torácica, cifose sacral que protege os órgãos da pelve menor, e por último temos a cifose do calcâneo.

As lordoses são diferentes das cifoses, e tem a função de movimento. Por esse motivo, anteriormente, nas lordoses existem músculos potentes. Como é o caso do reto abdominal na frente da lordose lombar, dos músculos flexores do pescoço na frente da lordose cervical, e dos quadríceps na frente do joelho.

As cifoses por serem regiões de pouca mobilidade, servem como ponto fixo das cadeias musculares, ou seja, quando os músculos se contraem eles se fixam nas cifoses para movimentar as lordoses, ou são encarregados de controlar os movimentos das lordoses.

Fontes: 

Okuno, Emico - Desenvolvendo a física do corpo humano. Barueri, SP: Manole, 2003

Settineri, L.C.I - Biomecânica. Noções Gerais. Rio de Janeiro, RJ: Atheneu, 1988

Wirhed, R. - Atlas de anatomia do movimento.  São Paulo, SP: Manole, 1986

Kapandji AI. Coluna Lombar. Fisiologia Articular vol. 3. 5ª ed. São Paulo: Guanabrara Koogan 2000

terça-feira, 8 de abril de 2008

Qual o efeito desejado?

Uma das mais importantes tendências contemporâneas na área de atividade física é a do planejamento do treinamento levando em conta as características do indivíduo e de suas atividades do cotidiano, avaliando as exigências diárias e prescrevendo exercícios que tenham impacto positivo sobre as diferentes capacidades necessárias para fazerem frente a essas demandas.

Dentre as diferentes capacidades neuromotoras, a FORÇA MUSCULAR é uma das mais importantes, e deve fazer parte de todo programa de treinamento.

Desnecessário dizer que mesmo nas atividades do cotidiano realizadas por indivíduos não envolvidos com esportes de competição, a força muscular tem um papel central.

Mas todo treinamento de força provoca efeitos similares?

Na verdade, há diferentes MANIFESTAÇÕES DA FORÇA MUSCULAR, cada qual respondendo de maneira diferente a um determinado estímulo de treinamento.

Se considerarmos um continuum que vai da força máxima à força reativa, poderíamos encontrar ao menos seis zonas claramente distintas, representando essas diferentes manifestações.

O que é interessante é a ausência de relação entre elas, o que faz com que a análise das demandas funcionais seja extremamente importante para que se selecione o tipo de treinamento de força mais adequado para cada pessoa.

Particular atenção deve ser dada à técnica de execução, monitoramento do tempo de execução, amplitude de movimento, sequência de exercícios, volume, repouso, respiração, postura correta, entre outras, pois as manifestações desta capacidade se diferenciam através desses fatores.

Qual a posição correta do meu corpo frente ao exercício realizado?

Em que velocidade devo executar tal exercício, em toda sua amplitude de movimento?

Estou respirando corretamente?

Qual o objetivo de três séries de 10 repetições?

Alguém já se preocupou com tais questões?


sábado, 5 de abril de 2008

Índice de Massa Corporal (IMC) e risco de doenças

O IMC, porém, apesar de ter uma acurácia razoável na determinação da presença ou do grau de obesidade frente a inquéritos populacionais, apresenta alguns problemas quando utilizado individualmente.

O IMC não é capaz de distingüir gordura central de gordura periférica, o IMC não distingue massa gordurosa de massa magra, podendo superestimar o grau de obesidade em indivíduos musculosos e mesmo edemaciados (Tabela 1).

De modo geral, esses problemas são facilmente contornados, uma vez que a inspeção e exame físico do aluno cabalmente denotarão se o aumento de massa deve-se a hipertrofia de musculatura ou edema.

Algumas populações asiáticas apresentam aumento de adiposidade e agregam fatores de risco cardiovasculares mesmo na presença de IMC normal.

Por isso, é necessário e prudente obter os limites entre subnutrição, peso saudável e os diversos graus de obesidade para cada população, particularmente frente a diferentes grupos étnicos que podem apresentar biotipo e conformação corpórea distintos.

Tabela 1. Classificação da obesidade segundo o índice de massa corpórea (IMC) e risco de doença (Organização Mundial da Saúde).

IMC (kg/m2)

Classificação

Obesidade grau

Risco de doença

<18,5>

Magreza

0

Elevado

18,5-24,9

Normal

0

Normal

25-29,9

Sobrepeso

I

Elevado

30-39,9

Obesidade

II

Muito elevado

>40,0

Obesidade grave

III

Muitíssimo elevado

Fonte:OBESO – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Sindrome Metabólica.