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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Redução de Lesões em Obesos Devido à Caminhada

Recentemente, houve um aumento de indivíduos obesos que deixaram suas vidas sedentárias e começaram algum tipo de atividade física. Uma das atividades físicas mais recomendadas é a caminhada.


Houve, porém, um aumento substancial de lesões nas articulações dos membros inferiores desses indivíduos devido a diversos motivos. Cientistas estão buscando alternativas para prevenir tais lesões.



Pesquisadores americanos estudaram mais de 20 indivíduos obesos no intuito de achar uma alternativa para a caminhada e suas lesões.


Eles mediram diversos aspectos fisiológicos e biomecânicos desses indivíduos e descobriram uma alternativa para a caminhada plana.


Segundo esses cientistas, uma caminhada leve em uma subida (ou inclinação) moderada diminui o risco de lesões nas articulações dos membros inferiores, reduzindo cargas mais severas nos músculos extensores dos joelhos e adutores em 19% e 26%, respectivamente.


Foi concluído, também, que essa estratégia, além de prevenir lesões, ainda fornece um estímulo cardíaco adequado a esses indivíduos.


Dicas do Professor:


Além do descoberto e escrito acima, devemos avaliar e, portanto, conhecer muito bem para quem estamos prescrevendo a caminhada, seja ela no plano, subida ou descida. Nenhuma das alternativas é melhor ou pior que as outras. Todas servem um propósito e devem ser prescritas em seu devido tempo.


A importância do profissional de Educação Física nessas horas é primordial, já que só ele possui o conhecimento do momento exato para prescrever esse ou aquele exercício, desse ou daquele modo.


Devemos nos lembrar também do volume (nesse caso, o tempo) do exercício. Se exagerarmos, até a caminhada leve numa subida moderada que parece inofensiva poderá causar lesões. Parece básico e redundante, mas o número de indivíduos que sofrem lesões por altos volumes é muito grande.


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Os Efeitos Do Treinamento De Força Na Musculatura Do Ombro


Sabemos que muitas pessoas, treinadas ou não, sofrem de dores/incômodos nos ombros. Traduzindo em números 7 à 27% dos indivíduos abaixo dos 70 anos de idade e 13.2 à 26% dos indivíduos acima dos 70 anos de idade sofrem desse problema. O treinamento de força pode ser usado tanto para prevenir como reabilitar algumas lesões oriundas dessa região.


Cientistas Australianos testaram várias pessoas que nunca executaram exercícios específicos para a musculatura dos ombros (especificamente o manguito rotador – conjunto de 4 músculos que ajudam na estabilização dessa região). Essas pessoas foram divididas em 2 grupos; um grupo que treinou 3 vezes por semana especificamente para o manguito rotador e um grupo que não treinou especificamente para essa musculatura.


Os pesquisadores também tinham como objetivo avaliar a perda de força nessa musculatura após um período de redução desse treino específico. O treinamento durou 12 semanas e foi seguido de um período de redução que também durou 12 semanas.


Os testes aconteceram antes, durante e depois desses períodos. Os resultados mostraram que o grupo que não treinou especificamente para o manguito rotador não mostrou ganhos de força nessa região, sendo que o grupo que realizou o treinamento específico obteve melhoras de força nessa musculatura.


A diminuição de 3 para apenas 1 vez por semana de treino específico (redução do treinamento específico) foi capaz de manter os ganhos de força obtidos durante o período em que o treinamento ocorreu com uma freqüência de 3 vezes na semana.


Os pesquisadores concluíram que tal programa específico serve para ganho e manutenção de força, além de prevenirem contra lesões, que são muito comuns nessa região, como também contribuírem na reabilitação da musculatura dessa região.


Dicas do Professor:


Como mencionado previamente nesse blog, muitas pessoas ativas sofrem de dores no ombro, dores que evoluem para lesões mais sérias e que muitas vezes tornam-se casos cirúrgicos.


Isso se dá devido ao fato de que o treinamento dessas pessoas ignora uma construção de um alicerce mais estável nas regiões mais susceptíveis a lesões, como é o caso do ombro.


Um trabalho de estabilização no manguito rotador e ganho de flexibilidade na articulação do ombro deve preceder um trabalho mais intenso de força. Isso fará com que o ombro suporte, de maneira mais segura, cargas mais intensas.


Está sentindo alguma dor e/ou incômodo no ombro avise imediatamente seu professor. Não permita que essa dor e/ou incômodo evolua.


Fontes:


Clin Biomech (Bristol, Avon). 2000;15 Suppl 1:S42-5.


Reumatismo. 2009 Apr-Jun;61(2):84-9.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Tendinopatia No Tendão De Aquiles De Corredores


Comparações entre corredores com tendinopatia no tendão de Aquiles e corredores sem tendinopatia mostram, biomecanicamente, diferenças significativas em algumas estruturas-chave colaborativas para esse tipo de lesão. Treinamento adequado para tais estruturas serve como prevenção.

Cientistas americanos dividiram corredores em 2 grupos; (1) grupo de corredores que tiveram tendinopatia. (2) grupo controle de corredores que nunca tiveram tendinopatia.

Após diversas medidas e análises biomecânicas com utilização de câmeras específicas, os cientistas puderam constatar, através de cálculos estatísticos, que os corredores com histórico de tendinopatia no tendão de Aquiles mostraram menor mobilidade na tíbia e no joelho.

Isso se dá, segundo os cientistas, pela diminuição na função dos músculos responsáveis pela mobilidade dessas estruturas, resultando em grande estresse sobre o tendão de Aquiles.

Os cientistas finalizam o estudo sugerindo que uma prescrição de treino que enfatize o fortalecimento dos membros inferiores, como também uma melhora do controle da tíbia, pode reduzir o risco do desenvolvimento da tendinopatia no tendão de Aquiles ou a melhora nessa estrutura para aqueles indivíduos que estão se reabilitando de tal tendinopatia.

Dicas do Professor:

O tendão de Aquiles é uma das estruturas mais lesionadas por aumento de volume nos corredores. Excessiva pronação pode levar a forças rotacionais contraditórias que agem diretamente no tendão de Aquiles. Movimentos conflitantes inter-articulações podem acentuar a rotação desse tendão.

Então, a conclusão dos cientistas se faz importante; é preciso um programa de exercícios que leve em consideração a flexibilidade, estabilização, força e resistência de diversas estruturas direta ou indiretamente ligadas à mecânica de corrida.

Portanto, previna-se antes de correr, principalmente se for correr altos volumes.

Fonte: J Orthop Sports Phys Ther. 2008 Dec;38(12):761-7.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Andar Ou Correr Na Rua É O Mesmo Que Na Esteira?


Muito se discute sobre as diferenças entre andar/correr na rua e na esteira. Cientistas advogam que, em termos de biomecânica, não há diferença.


Dois estudos distintos conduzidos pela mesma universidade (University of Virginia – EUA) testaram diversos sujeitos andando (estudo 1) e correndo (estudo 2) na rua e na esteira e utilizaram da tecnologia para tentar detectar possíveis diferenças entre essas duas superfícies, nos seguintes aspectos:


· Passada
· Reação do Solo
· Parâmetros Cinemáticos e Cinéticos


Foram encontradas algumas diferenças em alguns desses parâmetros. Porém, quando analisadas estatisticamente, tais diferenças mostraram-se insignificantes.


Os pesquisadores puderam observar que o caminhar ou andar na esteira é, quantitativamente e qualitativamente, muito parecido com o caminhar ou andar na rua e concluíram que a análise biomecânica do andar ou do correr pode ser feita em um ambiente de laboratório (utilizando a esteira), que reproduzirá de maneira eficaz o andar ou caminhar na rua.


Dicas do Professor:


Deve ficar claro que os artigos expostos acima estão tratando apenas de análise biomecânica do movimento de andar ou de correr. É importante sabermos disso para efeito do tipo de pisada para o tipo de calçado a ser utilizado, etc. Mas não podemos confundir o real objetivo dos estudos e expandir, erroneamente, a conclusão dos cientistas.


Outros fatores como os desníveis (buraco, asfalto irregular), pequenas subidas e descidas, eventuais obstáculos, mudança de ambiente, etc. influenciam outros aspectos de seu desempenho como equilíbrio/estabilização, demanda aeróbia, concentração, etc. Assim, aspectos como estes devem ser levados em consideração na diferenciação do caminhar e do correr na rua e na esteira para a utilização de ambos de maneira proveitosa nos treinos.


Fontes:


Gait Posture. 2007 Jun;26(1):17-24. Epub 2006 Aug 14.

Med Sci Sports Exerc. 2008 Jun;40(6):1093-100.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Lesões No Joelho Em Consequência Da Corrida


O número de corredores cresce muito cada ano e uma grande parte desses novos corredores praticam essa atividade sem o menor acompanhamento, sem informação e sem nenhum tipo de instrução em vários âmbitos. Resultado; o número de lesões tem aumentado, também. Sendo que o joelho é uma das estruturas mais afetadas, sabe por quê?
Pesquisadores da Wake Forest University – EUA foram atrás da resposta, pois, apesar do mundo científico conhecer bem as lesões decorrentes da corrida, pouco se sabe sobre os fatores de risco que as trazem.

Vários adultos foram avaliados em diversos aspectos físicos e psicológicos que podem aumentar a chance de lesões.

Após todos os testes e suas respectivas análises, os cientistas puderam observar que o peso corporal, a distância percorrida semanalmente e a força (concêntrica) dos quadríceps estavam todos correlacionados com a força compressiva tíbio-femoral. Sendo que a distância percorrida semanalmente e a força dos quadríceps tinham correlações positivas com a força patelo-femoral.

Eles concluíram que uma flexibilidade ruim nos isquiotibiais (posterior da coxa), maior peso corporal, maior distância percorrida semanalmente e muita força nos quadríceps fazem com que haja uma carga maior na articulação do joelho, podendo levar a lesões nessa estrutura.

Dicas do Professor:

Nosso organismo se adapta muito rapidamente, ou seja, quando começamos a praticar atividade física depois de muito tempo inativo, qualquer estímulo será prontamente respondido pelo nosso corpo. Isso não é diferente da caminhada/corrida, é claro! Logo que começamos a andar nos sentimos bem e queremos correr. Porém, as respostas metabólicas (coração, pulmão, etc.) normalmente são mais rápidas que as estruturais (ossos, tendões, etc.), daí a sensação e vontade de correr. Pergunta: será que em tão pouco tempo já posso sair correndo muitos quilômetros por aí, seja na esteira ou nas ruas cheias de desníveis e buracos? Resposta: bom, levando em consideração a explicação que antecedeu a pergunta, acho que vocês já sabem a resposta.

Para evitar as lesões, é imprescindível uma preparação física adequada, que vai prepará-lo progressivamente para a corrida. Portanto, um acompanhamento de um profissional especializado e atualizado é mais do que necessário.

Correr é ótimo, mas exige preparo!

Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2008 Nov;40(11):1873-9.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Design De Calçados Para Prevenção De Lesões Em Alpinistas


Lesões e deformações nos pés de alpinistas são ocorrências bastante freqüentes no alpinismo de elite.


Infelizmente, esses fenômenos são aceitos como inevitáveis devido ao fato de que as pessoas envolvidas nesse esporte presumirem que, para uma performance adequada em alto nível, é pré-requisito que se use um calçado que é extremamente apertado e não possuí formato natural para os pés dos atletas.


Isso foi um fator de preocupação de cientistas Holandeses, que, baseados em uma análise biomecânica, apresentaram uma abordagem diferente no design de calçados específicos para o alpinismo.


Eles desenvolveram um calçado mais fino na região da sola dos pés, aonde a flexão e extensão dos dedos são extremamente facilitadas. Além disso, a forma do calçado se adapta naturalmente à forma dos pés dos alpinistas. Foi desenvolvido também um tipo diferente e eficaz de fechamento do calçado, assim como um sistema para medir o calçado de acordo com o pé do usuário.


Após o teste dos protótipos, os cientistas concluíram que esse novo calçado pode contribuir para a prevenção de lesões e deformações nos pés dos alpinistas de elite.


Fonte: Appl Ergon. 2001 Aug;32(4):379-87.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Efeitos Antecipatórios Na Carga Sobre A Articulação Do Joelho Durante A Corrida E Mudanças Bruscas De Direção


Cientistas do Esporte Australianos estudaram como a performance esportiva que exige mudanças bruscas de direção afetou a carga na articulação do joelho e seu potencial risco para uma lesão ligamentar.


Utilizando-se de modelos biomecânicos avançados, eles analisaram a corrida com mudanças bruscas de direção durante atividades que eram previamente explicadas para os sujeitos e também durante atividades inesperadas, em que o sujeito não podia antecipar o que iria acontecer, tendo assim que reagir bruscamente de maneira imediata para responder ao estímulo externo.


Eles observaram que a flexão e extensão dos joelhos não diferiram nas duas atividades. No entanto, a magnitude dos momentos varos e valgos e das rotações internas e externas era dobrada nas atividades inesperadas quando comparadas com as atividades já pré-estabelecidas e conhecidas pelos sujeitos.


Esse fenômeno aumenta o risco de lesão sem contato no ligamento do joelho. Isso provavelmente ocorre devido ao tempo reduzido que essa tarefa permite para a reação do praticante, ou seja, há pouco tempo para um ajuste postural adequado a fim de se executar o movimento de maneira mais segura, como a posição do pé no chão em relação ao centro da massa do corpo.


Portanto, o treinamento para esse tipo de atividade inesperada deve envolver rotinas que familiarizem o praticante com esse perfil de movimentos e estímulos inesperados. As sessões de treino também devem ser compostas de treinamento pliométrico, como também focadas na melhora da interpretação dos estímulos visuais para aumentar o tempo disponível para planejar o próximo movimento de maneira mais adequada e segura.


Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2001 Jul;33(7):1176-81.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Cinética Da Articulação Patelo-Femoral Durante O Agachamento Com Ou Sem Carga Externa


O agachamento, apesar de muito usado na reabilitação, principalmente com pouca profundidade para evitar forças maiores sobre a articulação associadas com o aumento na flexão dos joelhos, necessita de critérios objetivos sobre quais angulações devemos usar para esse exercício ainda não foram bem estabelecidos.


Foi pensando nesse cenário que cientistas americanos testaram indivíduos na execução do agachamento nas seguintes condições:


(1) Fase concêntrica à 90 a 0 graus de flexão
(2) Fase excêntrica à 0 a 90 graus de flexão


O exercício foi executado sem carga e também com carga externa de 35% do peso corporal do indivíduo.


Eles então mediram vários aspectos como força de reação do solo e modelos biomecânicos da articulação patelo-femoral em uma tentativa de quantificar o estresse sobre essa articulação em vários ângulos de execução do agachamento.


Nas duas fases (concêntrica e excêntrica) a reação de força patelo-femoral, o comportamento dos extensores do joelho e o estresse na articulação patelo-femoral cresceram significantemente na medida em que os ângulos de execução foram aumentando, sendo que o estresse maior ocorreu no ângulo de 90 graus.


O estresse sobre essa articulação nos ângulos de 45, 60, 75 e 90 graus durante a flexão de joelhos na fase excêntrica, e nos ângulos de 75 e 90 graus na fase concêntrica foi significantemente maior com a carga externa do que quando o exercício foi executado sem carga alguma.


Essas descobertas sugerem que para limitarmos o estresse na articulação patelo-femoral durante o agachamento, devemos considerar impormos um limite para a angulação maior (no caso, 90 graus), como também na carga externa.


Fonte: J Orthop Sports Phys Ther. 2002 Apr;32(4):141-8.

sexta-feira, 20 de março de 2009

A Influência Do Core Training Na Cinética Da Corrida, Na Estabilidade Da Parte Inferior Do Corpo E No Desempenho De Corredores De 5k


Apesar de muitos acreditarem que os músculos estabilizadores ajudam no desempenho atlético, poucos estudos científicos foram realizados para a identificação da efetividade do Core Training no desempenho esportivo.


Pesquisadores da Barry University, nos Estados Unidos, buscaram estudar os efeitos de 6 semanas de Core Training nos seguintes aspectos:



(1) Força de Reação do Solo
(2) Estabilidade da Parte Inferior do Corpo
(3) Desempenho de Corrida


Para o estudo foram recrutados 28 indivíduos saudáveis e ativos, sendo aleatoriamente distribuídos em 2 grupos; (1) Grupo do Core Training (realizaram o Core Training durante 6 semanas e (2) Grupo Controle (não realizaram nenhum treinamento específico para o Core).


Após o período de 6 semanas, os pesquisadores puderam concluir que o Grupo do Core Training mostrou tempos mais rápidos na corrida de 5k, apesar de não haver direrença entre a força de reação do solo e a estabilidade da parte inferior do corpo entre os dois grupos.


Foi concluído também que o Core Training pode ser um método efetivo de treino para melhorar o desempenho de corredores.


Fonte: J Strength Cond Res. 2009 Jan;23(1):133-40.


sexta-feira, 13 de março de 2009

Um Modelo Neuromuscular Biomecânico Para Entender A Carga No Ligamento Do Joelho


Esse foi o título de um estudo realizado por pesquisadores Australianos sobre o uso da Eletromiografia na identificação dos mecanismos de estabilização do joelho.



A eletromiografia pode ser utilizada para estabelecer quais padrões de ativação as pessoas usam para estabilizarem seus joelhos. O que, no entanto, não revela a efetividade desses padrões. Os modelos baseados na eletromiografia fornecem comparações quantitativas da efetividade de diferentes padrões de ativação da estabilização do joelho.



Nesse estudo os pesquisadores conseguiram observar padrões específicos de ativação muscular para suportar momentos varos e valgos dos joelhos.



O padrão de mais potente para estabilizar o joelho é quando os quadríceps ou os isquiotibiais são exigidos nos movimentos de extensão e flexão de joelho, respectivamente. Sendo que o segundo padrão mais potente ocorre na co-contração desses mesmos músculos, nesses mesmos movimentos.



Os pequenos músculos bi-articulares do joelho forneceram o menor suporte para os momentos varos e valgos.



Foi também possível observar que os músculos representam a defesa principal contra lesões ligamentares no joelho, especialmente em atividades esportivas de deslocamento brusco e repentino.



Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2005 Nov;37(11):1939-47.


sábado, 15 de novembro de 2008

Identifique e corrija erros posturais na corrida

Braços e tronco bem-posicionados são fundamentais para sua mecânica de corrida ser eficiente.

A cada prova de corrida de longa distância que acompanho ao vivo ou pela televisão, ou mesmo em parques bem movimentados aos finais de semana, tenho observado o quão diferente é a movimentação de tronco e membros de cada indivíduo em sua prática de corrida.

A individualidade dos movimentos e a biomecânica de cada atleta é uma espécie de impressão digital da corrida. É difícil encontrar dois corredores com os movimentos exatamente iguais. E isso não é motivo para preocupação. Afinal, a corrida deve estimular a naturalidade do corpo.

Para correr bem não é preciso fazer força. Os movimentos não devem ser contraídos, afirmou Mário Sérgio Silva, diretor técnico da Run&Fun.

Ainda que a corrida ideal tenha que ser algo natural e harmônico, existem os erros mais comuns cometidos pelos corredores. Uns são causados por vícios de movimentos, outros por desvios posturais, mas para todos eles existe solução.

Seja por meio de exercícios educativos, estímulo da consciência corporal ou mesmo musculação, é possível melhorar. Muitos corredores ignoram a importância do trabalho de força para melhorar na corrida.

A questão da postura correta é um dos principais motivos para que os exercícios de musculação sejam feitos, disse o Mário Sérgio. O treinador citou como exemplo o fortalecimento do abdômen para melhorar a posição do tronco. Além disso, músculos mais resistentes evitam lesões e protegem o atleta.

Veja quais são os erros de postura mais cometidos pelos corredores e como se livrar deles:

  • Colocar muita força na mão: correr com a mão tensionada, ou seja, fechada com muita força, não é recomendado. Isso faz com que o atleta gaste energia desnecessariamente.O correto é manter a mão relaxada, nem muito fechada nem aberta. Para saber a medida, imagine que está segurando uma garrafa de modo que o dedão fique como se estivesse tampando o gargalo, explicou o treinador.
  • Rotação lateral do tronco: é quando o atleta balança o tronco de um lado para o outro, com o movimento que se assemelha a um lutador de boxe. Esse "gingado" é prejudicial ao rendimento, pois o deslocamento na corrida deve ser para frente e não para os lados. Além disso, a quantidade elevada de repetições deste movimento predispõe a lesões no quadril, alerta Luciane Macias, assistente de conteúdo técnico da O2 e treinadora da assessoria esportiva Infinitum. Para corrigir esse erro, Luciane indica os educativos de corrida. Como, em sua maioria, esses exercícios exigem que se mantenha o quadril alinhado e o tronco completamente ereto, eles ajudam a melhorar a postura nesses casos, completou.
  • Correr sem movimentar os braços: os braços devem formar um pêndulo ao lado do corpo. Quando esses membros não se mexem de maneira harmônica, não há um aproveitamento adequado do movimento. Os braços auxiliam no equilíbrio e até na impulsão da corrida. Como solução para esse problema, o treinador indica que o corredor fique na frente do espelho e faça o movimento da corrida, como se estivesse correndo parado. Os braços devem ficar paralelos ao corpo como se duas linhas puxassem um de cada vez para frente e para trás. Isso melhora a consciência corporal e ajuda o atleta a executar corretamente na hora do treino ou prova.
  • Alinhamento do tronco: a posição correta do tronco durante a corrida é ligeiramente inclinado para frente e não totalmente ereto. Aqueles que correm com o tronco ereto, ou até um pouco para trás, vão contra a mecânica natural do corpo e fazem muito mais esforço, explicou Mário Sérgio. O corredor deve ficar atento à sua postura e se projetar um pouco para frente, mas com a coluna reta. Muitos, na tentativa de corrigir essa posição, acabam por incidir em outro erro que será descrito a seguir.
  • Ombros projetados à frente: em vez de jogar todo o tronco para frente com a coluna alinhada, alguns atletas projetam apenas os ombros, fechando o tórax. Na intenção de corrigir a postura, esse atleta comete outro erro. Além de tensionar desnecessariamente a região do trapézio, o peitoral mais fechado dificulta a captação de oxigênio.
Essas são algumas dicas que tornarão seus treinos ainda mais rendáveis.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/
O2 por minuto - Corrida -

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Biomecânica de Corrida: Calcanhar Mais Curto = Melhor Economia


Essa foi a descoberta (e o título) de uma pesquisa realizada por cientistas holandeses em corredores de elite de longa distância.

A investigação girou em torno da curiosidade em saber o porquê da variação na economia de corrida entre esses corredores de elite. Os pesquisadores advogam que tais variações podem ocorrer devido à variação no armazenamento e na re-utilização da energia elástica nos tendões. Eles constataram que a quantidade de energia armazenada nos tendões durante um dado movimento depende mais criticamente no braço de momento(1) do que em propriedades mecânicas do tendão, com a quantidade de energia armazenada aumentando na medida em que o braço de momento(1) diminui.

Então, partindo do pressuposto de que há um link entre a re-utilização da energia elástica e o custo metabólico total da corrida, um braço de momento(1) menor deverá, portanto, ser associado com uma economia de corrida superior.

A teoria acima foi comprovada quando 15 corredores de elite de longa distância tiveram seus tendões de Aquiles testados e comparados com suas respectivas economias de corrida, medida em taxa metabólica de consumo de energia na esteira. Os pesquisadores encontraram uma forte correlação entre o braço de momento(1) do tendão de Aquiles e a economia de corrida. Menores braços de momento(1) para um dado músculo correlacionaram com menores taxas metabólicas de consumo de energia.

(1) Braço de Alavanca – A menor distância perpendicular entre a linha de força de ação e o eixo de rotação. Em uma alavanca, o braço de momento da força é frequentemente denominado braço de força e o braço de momento da resistência, braço de resistência.

Fontes: J Exp Biol. 2008 Oct;211(Pt 20):3266-71

Oxford Dictionary of Sports Science and Medicine (2005)