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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Tendinopatia No Tendão De Aquiles De Corredores


Comparações entre corredores com tendinopatia no tendão de Aquiles e corredores sem tendinopatia mostram, biomecanicamente, diferenças significativas em algumas estruturas-chave colaborativas para esse tipo de lesão. Treinamento adequado para tais estruturas serve como prevenção.

Cientistas americanos dividiram corredores em 2 grupos; (1) grupo de corredores que tiveram tendinopatia. (2) grupo controle de corredores que nunca tiveram tendinopatia.

Após diversas medidas e análises biomecânicas com utilização de câmeras específicas, os cientistas puderam constatar, através de cálculos estatísticos, que os corredores com histórico de tendinopatia no tendão de Aquiles mostraram menor mobilidade na tíbia e no joelho.

Isso se dá, segundo os cientistas, pela diminuição na função dos músculos responsáveis pela mobilidade dessas estruturas, resultando em grande estresse sobre o tendão de Aquiles.

Os cientistas finalizam o estudo sugerindo que uma prescrição de treino que enfatize o fortalecimento dos membros inferiores, como também uma melhora do controle da tíbia, pode reduzir o risco do desenvolvimento da tendinopatia no tendão de Aquiles ou a melhora nessa estrutura para aqueles indivíduos que estão se reabilitando de tal tendinopatia.

Dicas do Professor:

O tendão de Aquiles é uma das estruturas mais lesionadas por aumento de volume nos corredores. Excessiva pronação pode levar a forças rotacionais contraditórias que agem diretamente no tendão de Aquiles. Movimentos conflitantes inter-articulações podem acentuar a rotação desse tendão.

Então, a conclusão dos cientistas se faz importante; é preciso um programa de exercícios que leve em consideração a flexibilidade, estabilização, força e resistência de diversas estruturas direta ou indiretamente ligadas à mecânica de corrida.

Portanto, previna-se antes de correr, principalmente se for correr altos volumes.

Fonte: J Orthop Sports Phys Ther. 2008 Dec;38(12):761-7.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Andar Ou Correr Na Rua É O Mesmo Que Na Esteira?


Muito se discute sobre as diferenças entre andar/correr na rua e na esteira. Cientistas advogam que, em termos de biomecânica, não há diferença.


Dois estudos distintos conduzidos pela mesma universidade (University of Virginia – EUA) testaram diversos sujeitos andando (estudo 1) e correndo (estudo 2) na rua e na esteira e utilizaram da tecnologia para tentar detectar possíveis diferenças entre essas duas superfícies, nos seguintes aspectos:


· Passada
· Reação do Solo
· Parâmetros Cinemáticos e Cinéticos


Foram encontradas algumas diferenças em alguns desses parâmetros. Porém, quando analisadas estatisticamente, tais diferenças mostraram-se insignificantes.


Os pesquisadores puderam observar que o caminhar ou andar na esteira é, quantitativamente e qualitativamente, muito parecido com o caminhar ou andar na rua e concluíram que a análise biomecânica do andar ou do correr pode ser feita em um ambiente de laboratório (utilizando a esteira), que reproduzirá de maneira eficaz o andar ou caminhar na rua.


Dicas do Professor:


Deve ficar claro que os artigos expostos acima estão tratando apenas de análise biomecânica do movimento de andar ou de correr. É importante sabermos disso para efeito do tipo de pisada para o tipo de calçado a ser utilizado, etc. Mas não podemos confundir o real objetivo dos estudos e expandir, erroneamente, a conclusão dos cientistas.


Outros fatores como os desníveis (buraco, asfalto irregular), pequenas subidas e descidas, eventuais obstáculos, mudança de ambiente, etc. influenciam outros aspectos de seu desempenho como equilíbrio/estabilização, demanda aeróbia, concentração, etc. Assim, aspectos como estes devem ser levados em consideração na diferenciação do caminhar e do correr na rua e na esteira para a utilização de ambos de maneira proveitosa nos treinos.


Fontes:


Gait Posture. 2007 Jun;26(1):17-24. Epub 2006 Aug 14.

Med Sci Sports Exerc. 2008 Jun;40(6):1093-100.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Condicionamento cardiovascular pode salvar vidas


Indivíduos com baixos índices de capacidade aeróbica têm um risco de mortalidade geral 70% maior do que os treinados. Se pensarmos somente na doença cardiovascular, o aumento de risco é de cerca de 60%, novamente em comparação com os indivíduos com boa capacidade aeróbica.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores japoneses realizaram uma ampla revisão dos trabalhos já publicados sobre esse tema. Foram identificados mais de 30 artigos científicos, envolvendo mais de 100 mil pessoas. Os participantes tinham idades entre 37 e 57 anos, e o acompanhamento nas pesquisas chegava a 26 anos de duração.

Escala


A capacidade aeróbica é avaliada através de testes de esforço onde se consegue determinar seu máximo e pode ser quantificada em uma unidade chamada MET. Confira a chamada escala de índice de atividade de Duke abaixo:


1 a 4 MET
Atividades caseiras diárias.
Caminhar ao redor da casa.
Caminhar com 1-2 obstáculos no plano a 3-5 km/h.


5 - 9 MET
Subir escadas, caminhar no morro.
Caminhar no plano > 6 km/h.
Correr curtas distâncias.
Atividades moderadas (golfe, dançar, caminhar na montanha).


10 - MET
Esportes extremos (natação, tênis, bicicleta).
Trabalho pesado.


Usando essa padronização os pesquisadores conseguiram definir 3 faixas de condicionamento e seu impacto sobre o risco de morrer. Abaixo de 7,0 MET estava a baixa capacidade aeróbica, de 8,0 a 10 MET estava a faixa intermediária e acima de 10,9 MET estavam os mais condicionados.

Saudáveis, mas sedentários


Indivíduos saudáveis, porém com baixa capacidade aeróbica tem um risco 40% maior de morrer de qualquer causa do que os com capacidade intermediária. O risco de morte por doença cardiovascular é 47% mais alto para os sedentários do que os com capacidade intermediária.


Uma importante descoberta dessa revisão foi a quantificação da melhora de capacidade aeróbica sobre a saúde dos indivíduos. Para cada aumento de 1 MET na capacidade máxima a circunferência abdominal dos indivíduos diminui sete centímetros (7 cm), a pressão arterial sistólica se reduz em 5 mmHg. Os triglicerídeos caem, bem como a glicose em jejum, e ocorre um aumento do colesterol HDL, o bom colesterol.


Como a capacidade aeróbica pode ser determinada por um teste de esforço cardiológico, essa pode ser uma boa ferramenta para os médicos acompanharem seus pacientes, demonstrando os benefícios para motivá-los.

Dicas do professor:

· A Mortalidade de indivíduos sedentários é até 70% maior do que os treinados.

· O ideal é ter atividade física mais intensa, e não mera caminhada. Para isso é importante o acompanhamento de um profissional em educação física.

· É esse profissional que prescreverá os exercícios físicos com suas respectivas intensidades de acordo com as necessidades de cada indivíduo.

· Como a capacidade aeróbica pode ser determinada por um teste de esforço cardiológico, essa pode ser uma boa ferramenta para os professores acompanharem seus alunos, demonstrando os benefícios para motivá-los.

· Testes de campo e avaliações , aplicados pelo professor, indicarão tal intensidade e direcionarão ao objetivo traçado em comum acordo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Lesões No Joelho Em Consequência Da Corrida


O número de corredores cresce muito cada ano e uma grande parte desses novos corredores praticam essa atividade sem o menor acompanhamento, sem informação e sem nenhum tipo de instrução em vários âmbitos. Resultado; o número de lesões tem aumentado, também. Sendo que o joelho é uma das estruturas mais afetadas, sabe por quê?
Pesquisadores da Wake Forest University – EUA foram atrás da resposta, pois, apesar do mundo científico conhecer bem as lesões decorrentes da corrida, pouco se sabe sobre os fatores de risco que as trazem.

Vários adultos foram avaliados em diversos aspectos físicos e psicológicos que podem aumentar a chance de lesões.

Após todos os testes e suas respectivas análises, os cientistas puderam observar que o peso corporal, a distância percorrida semanalmente e a força (concêntrica) dos quadríceps estavam todos correlacionados com a força compressiva tíbio-femoral. Sendo que a distância percorrida semanalmente e a força dos quadríceps tinham correlações positivas com a força patelo-femoral.

Eles concluíram que uma flexibilidade ruim nos isquiotibiais (posterior da coxa), maior peso corporal, maior distância percorrida semanalmente e muita força nos quadríceps fazem com que haja uma carga maior na articulação do joelho, podendo levar a lesões nessa estrutura.

Dicas do Professor:

Nosso organismo se adapta muito rapidamente, ou seja, quando começamos a praticar atividade física depois de muito tempo inativo, qualquer estímulo será prontamente respondido pelo nosso corpo. Isso não é diferente da caminhada/corrida, é claro! Logo que começamos a andar nos sentimos bem e queremos correr. Porém, as respostas metabólicas (coração, pulmão, etc.) normalmente são mais rápidas que as estruturais (ossos, tendões, etc.), daí a sensação e vontade de correr. Pergunta: será que em tão pouco tempo já posso sair correndo muitos quilômetros por aí, seja na esteira ou nas ruas cheias de desníveis e buracos? Resposta: bom, levando em consideração a explicação que antecedeu a pergunta, acho que vocês já sabem a resposta.

Para evitar as lesões, é imprescindível uma preparação física adequada, que vai prepará-lo progressivamente para a corrida. Portanto, um acompanhamento de um profissional especializado e atualizado é mais do que necessário.

Correr é ótimo, mas exige preparo!

Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2008 Nov;40(11):1873-9.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Maratonistas: Cuidado Com O Aumento Da Temperatura Corporal E Seus Efeitos!


Você sabia que a desidratação é um dos maiores (se não o maior) inimigos dos maratonistas?

A maratona impõe um desafio mental e físico enorme em atletas de qualquer nível. Aliada ao calor e a alta humidade do ar, não só o desempenho é prejudicado, mas a saúde e o bem-estar também correm sérios riscos.

Os efeitos do calor e do estado de hidratação nos sistemas cardiovascular e termoregulatório são bem conhecidos e explicados pela ciência. Tais efeitos explicam o declínio no desempenho e a sensação de esforço aumentado sob essas circunstâncias de competir no calor. Os praticantes passam por uma elevação da freqüência cardíaca e da temperatura corporal na mesma intensidade em que estão acostumados a correr.

A desidratação em decorrência dessa situação resulta na diminuição do Volume Sistólico, do Débito Cardíaco e da Pressão Arterial, como também faz com que o fluxo sanguíneo para a musculatura mais exigida seja reduzido.

Todo esse cenário afeta diretamente Sistema Nervoso Central (SNC) e, portanto, o cérebro pode contribuir para a fadiga durante a atividade física prolongada debaixo do calor.

Portanto, é imprescindível que os praticantes de maratona estejam bem preparados para uma hidratação eficiente antes, durante e após as provas. Desta forma, evitarão a fadiga mais rápida e até mesmo conseqüências mais séries resultantes de um aumento elevado na temperatura corporal, que pode até levar a morte.

Fonte: Sports Med. 2007;37(4-5):396-9.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Corrida Previne Problemas De Visão, Sugerem Estudos


Correr pode reduzir o risco de desenvolver catarata e degeneração macular relacionada à idade, sugerem novos estudos da Universidade de Berkeley (EUA). Os maiores ganhos foram verificados em atletas, mas mesmo pessoas que correm distâncias menores foram beneficiadas.


Um dos trabalhos analisou informações de mais de 40 mil corredores durante sete anos e verificou que os homens que correram cerca de 64 km semanais tiveram 35% menos chance de ter catarata do que aqueles que corriam menos de 16 km por semana.


Os pesquisadores compararam ainda os dados dos homens com melhor condição cardiorrespiratória aos dos menos preparados e viram que os atletas mais velozes apresentaram menos queixas da doença.


A corrida também foi benéfica em distâncias menores. Outro estudo realizado na mesma universidade analisou 152 homens e mulheres e constatou que aqueles que correram entre 2 km e 3,8 km por dia estavam 19% menos suscetíveis a ter degeneração macular do que as que se exercitaram por menos de 2 km diários.


Para o pesquisador em oftalmologa esportiva Marinho Scarpi, os resultados sugerem que a corrida pode ajudar na prevenção da catarata e da degeneração macular por evitar problemas como hipertensão, diabetes e obesidade, que são fatores de risco para as duas doenças.


Estudos anteriores já apontavam que outras atividades físicas podem reduzir tais fatores, mas exercícios vigorosos como a corrida se mostraram mais eficazes. "Com exceção da exposição à luz solar, os atletas, em geral, cuidam mais de si mesmos e de sua alimentação."


Segundo ele, a prática também ajuda no controle do metabolismo do açúcar e reduz o consumo de cigarro e álcool entre seus praticantes, fatores de proteção já conhecidos.


O ponto alto dos estudos de Berkeley, avalia Scarpi, é a indicação de que mesmo quem não alcança tão longas distâncias pode ser beneficiado. "Não é necessário correr 10 km por dia para reduzir os riscos",


Outro estudo, feito em 2006 na Universidade de Medicina de Kaunas, na Lituânia, testou 210 pacientes com cerca de 60 anos internados para cirurgias de catarata e verificou que o aumento da opacidade das lentes oculares foi maior em pessoas sedentárias.


Os pesquisadores creditam o resultado, entre outros fatores, ao acúmulo de radicais livres, presentes em maior concentração no organismo de quem não pratica atividades físicas.


Gosto Pelo Esporte


Décio Oliveira Castro, 72, correu pela primeira vez em uma São Silvestre, em 1953. "Sem treino e descalço", conta. Tomou gosto pelo esporte e hoje percorre 76 km semanais. Nos fins de semana, corre cerca de 23 km diários, incluindo subidas no percurso. Ao contrário de outros membros de sua família, Castro não sofre de hipertensão, de diabetes ou de problemas de visão. "Leio qualquer coisa sem ajuda de óculos. Remédios, só para dor muscular, comuns após maratonas."


Rubens Belfort Júnior, oftalmologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), afirma que o estudo traz dados interessantes, que podem sugerir novas investigações. "Talvez a exposição à luz ultravioleta, que é geralmente tida como agravante, não afete tanto seu surgimento", diz.


A degeneração macular e a catarata estão entre as principais causas de cegueira em adultos no mundo. No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, 350 mil pessoas precisam fazer a cirurgia de catarata todos os anos.


Fonte: Folha On-line

sexta-feira, 20 de março de 2009

A Influência Do Core Training Na Cinética Da Corrida, Na Estabilidade Da Parte Inferior Do Corpo E No Desempenho De Corredores De 5k


Apesar de muitos acreditarem que os músculos estabilizadores ajudam no desempenho atlético, poucos estudos científicos foram realizados para a identificação da efetividade do Core Training no desempenho esportivo.


Pesquisadores da Barry University, nos Estados Unidos, buscaram estudar os efeitos de 6 semanas de Core Training nos seguintes aspectos:



(1) Força de Reação do Solo
(2) Estabilidade da Parte Inferior do Corpo
(3) Desempenho de Corrida


Para o estudo foram recrutados 28 indivíduos saudáveis e ativos, sendo aleatoriamente distribuídos em 2 grupos; (1) Grupo do Core Training (realizaram o Core Training durante 6 semanas e (2) Grupo Controle (não realizaram nenhum treinamento específico para o Core).


Após o período de 6 semanas, os pesquisadores puderam concluir que o Grupo do Core Training mostrou tempos mais rápidos na corrida de 5k, apesar de não haver direrença entre a força de reação do solo e a estabilidade da parte inferior do corpo entre os dois grupos.


Foi concluído também que o Core Training pode ser um método efetivo de treino para melhorar o desempenho de corredores.


Fonte: J Strength Cond Res. 2009 Jan;23(1):133-40.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Desempenho Dos Músculos Inspiratórios Dos Atletas De Endurance e De Sedentários


Pesquisadores Australianos procuraram avaliar se um treinamento de resistência geral estava associado com um aumento na força e na resistência dos músculos inspiratórios.


Seis maratonistas e seis indivíduos sedentários foram mensurados nas seguintes valências: Força dos músculos respiratórios; pressão inspiratória máxima e resistência (limiar progressivo de carga dos músculos inspiratórios).


Eles constataram que a pressão inspiratória máxima foi similar entre esses dois grupos, mas o limiar de pressão máxima foi maior nos maratonistas. Durante o aumento de intensidade (limiar progressivo de carga dos músculos inspiratórios), os maratonistas respiravam em uma freqüência menor, com um volume de ar maior, e tinham tempos de inspiração e expiração mais longos.


Quando a intensidade foi máxima para os dois grupos (com a utilização da escala de Borg), a saturação arterial de 02 foi mais baixa nos maratonistas, sendo que a eficiência dos músculos respiratórios foi similar entre os dois grupos.


Foi concluído então que o aumento aparente na resistência dos músculos respiratórios dos atletas de endurance nada mais é do que uma conseqüência da diferença entre os padrões (ritmos) de respiração adotados por cada indivíduo conforme a intensidade do exercício aumenta, ao invés de uma maior força ou eficiência dos músculos respiratórios.


Portanto, isso implica que o mecanismo sensório - e não o condicionamento dos músculos respiratórios - se mostra um mecanismo importante pelo qual a resistência geral é melhorada.


Fonte: Respirology. 2001 Jun;6(2):95-104.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Fatores De Risco E Mecanismos De Lesões No Joelho De Corredores



Milhões de pessoas participam de provas de rua todos os anos. Só nos EUA, o número de participantes chega a 36 milhões a cada ano, sendo que 100 milhões correm, pelo menos, 100 dias por ano.

Apesar das lesões advindas da corrida serem bem entendidas pela medicina do esporte, os fatores potenciais de risco não são. Isto exposto, um estudo americano buscou investigar fatores de risco comportamentais e fisiológicos que influenciam os mecanismos para o potencial de lesão no joelho, incluindo forças de articulação e momentum do joelho.

Vinte indivíduos com a idade entre 20 e 55 anos foram submetidos a testes de flexibilidade nos isquiotibiais (posterior da coxa), quadríceps, além do peso e altura para ajustes. A carga na articulação do joelho também foi medida, assim como a força concêntrica e excêntrica da extensão do joelho.

Depois das correlações e dos cálculos estatísticos, foi concluído que os joelhos cujas cargas em suas articulações foram maiores estavam relacionados com os seguintes fatores:

- Maior peso corporal
- Pouca flexibilidade nos isquiotibiais (posterior da coxa)
- Maior força muscular
- Maior distância percorrida por semana

A maioria dos fatores de risco citados acima poderia ser potencialmente modificada para reduzir a aumento da carga na articulação do joelho, reduzindo assim o risco de lesão nessa região.

Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2008 Oct 8. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Comparação No Enrijecimento Da Sola do Calcanhar Entre Corredores e Ciclistas



O objetivo desse estudo realizado por pesquisadores da Pennsylvania State University – EUA, foi de comparar as propriedades mecânicas das solas dos calcanhares de corredores, que repetitivamente sobrecarregam as solas de seus calcanhares durante os treinos, e de ciclistas que não sobrecarregam essa mesma parte do corpo durante seus treinamentos.


Os cientistas usaram da ultrasonografia para avaliarem a rigidez das solas dos calcanhares dos sujeitos.


Não houve diferença na espessura da sola do calcanhar entre os grupos, quando ajustadas pela altura. Também não houve diferença entre os grupos no que diz respeito à porcentagem de energia perdida durante a sobrecarga.


Porém, o enrijecimento na sola dos pés dos corredores foi estatística e significantemente menor do que nos ciclistas.


Esses resultados indicam que a natureza da atividade praticada pelo indivíduo pode influenciar na propriedade da sola dos pés dos mesmos.


Fonte: J Appl Biomech. 2008 Nov;24(4):377-81

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Dor Atinge 71,2% Dos Corredores Amadores No Brasil


Dados da Corpore, a maior organizadora de corridas da América Latina, comprovam o que pode ser visto nas ruas: correr é um esporte cada vez mais popular. Nos últimos cinco anos, aumentou 155% o número de inscrições em provas da instituição --são 4 milhões de corredores no Brasil.
Mas um estudo feito com 7.731 corredores amadores mostra que a maioria tem muitas dores e lesões devido à atividade --e não sabe se prevenir nem se cuidar corretamente.


É a maior pesquisa com corredores amadores do país, que será apresentada hoje no Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, em Porto Alegre. O levantamento foi feito pelo Núcleo de Estudos em Esporte e Ortopedia, com a Corpore e a Sociedade Brasileira de Traumatologia Desportiva, a partir de perguntas por e-mail.

Os resultados mostraram que 71,2% dos entrevistados já sentiram dor em decorrência do esporte e não procuraram um médico e que 53,1% já tiveram lesões, especialmente no joelho, no pé e no tornozelo --tendinite e fascite plantar estão entre as mais citadas.

Quando a dor vem, quase metade diz que só coloca gelo na região, 42% param de correr temporariamente e --o dado que mais assustou os especialistas-- 30,6% já tomaram antiinflatórios sem receita médica. "São remédios que exigem prescrição. Seu uso crônico pode levar a problemas gastrointestinais e cardiovasculares", diz o autor do estudo, o ortopedista Rogério Teixeira da Silva.

Segundo ele, o gelo é um ótimo analgésico, mas o perigo é recorrer a ele sempre e deixar de procurar o médico quando necessário. "A dor pode ser uma manifestação inicial de uma lesão pior", afirma.

O educador físico Mário Sérgio Andrade Silva, diretor técnico da assessoria esportiva Run & Fun, acredita que muita gente não vai ao médico por achar que ele vai suspender o treino. "É inegável que a pessoa, quando toma gosto pelo esporte, não quer ficar sem correr. Muita gente não pensa a longo prazo e se automedica."

Ele diz que muitas pessoas ficam tão motivadas quando começam a correr que acabam querendo pular, por exemplo, de uma prova de 10 km para outra de 15 km imediatamente. "A corrida é muito sedutora. Emagrece, condiciona, favorece a interação, tem eventos bonitos. Mas é um exercício de impacto e, como todo esporte, exige um tempo para evoluir. Ninguém começa a jogar futebol ou a nadar com seis anos e está na Olimpíada aos dez."


Orientação

Segundo Rogério Silva, outro dado ajuda a explicar o alto índice de lesões e dores: mais de 60% correm sem orientação técnica. Aqueles que tinham um técnico de corrida acertaram mais a hora de "aposentar" o tênis, por exemplo.

Enquanto a maioria disse que troca de tênis quando a sola está gasta, só 15,3% seguem a orientação correta: mudar o calçado após percorrer de 500 km a 700 km com ele.

O empresário Gilberto Tarantino, 46, que corre desde 2001, diz que antes de ter orientação comprava tênis "pela moda". "Agora sei que não preciso do mais caro, mas que tem que ser bom para meu tipo de pisada. E que tem vida útil."

Ele conta que chegou a ter dores todo mês e que vivia no fisioterapeuta. "Achava que quem corria tinha que sentir bastante dor. Minha dor "andava" pelo corpo, da perna para a lombar, de lá para outro local."

Gilberto também diz que fazer musculação o ajuda a prevenir problemas --neste ano, não teve lesões-- e conta que aprendeu a "ouvir o próprio corpo". "Se estou muito cansado, treino outro dia. Antes, ia até o fim mesmo com dor."

Para Rogério Silva, o estudo mostra que é preciso informar melhor os corredores, os treinadores e os médicos. "Quando é feita de forma adequada, a corrida é uma atividade muito benéfica e saudável."


Fonte: Folha On-line

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Exercício aeróbico inibe apetite, diz estudo



Segundo a pesquisa, publicada na revista da Sociedade Americana de Fisiologia, passar 60 minutos na esteira afeta a liberação de dois dos principais hormônios reguladores do apetite, enquanto 90 minutos de musculação afetam apenas um deles.


O principal autor do estudo, David J. Stensel, da Universidade de Loughborough, diz que a descoberta pode levar a novos e mais eficientes métodos para usar os exercícios físicos no controle do peso.


Há vários hormônios que ajudam a regular o apetite, mas os pesquisadores se concentraram em dos dois principais, o peptídeo YY e a ghrelina. O primeiro inibe o apetite, e o segundo é o único hormônio conhecido por estimulá-lo.
Hormônios


Na experiência britânica, 11 homens jovens realizaram várias rotinas de exercícios, com intervalos de descanso, ao longo de vários dias.


Em vários estágios de cada sessão de exercícios, eles preenchiam um questionário sobre o grau de fome que sentiam, e os cientistas mediam os níveis de ghrelina e de peptídeo YY em cada voluntário.


Os pesquisadores descobriram que as sessões na esteira provocavam uma queda da ghrelina, indicando a supressão do apetite. Os níveis de peptídeo YY não se alterava significativamente.
Apenas com base nos questionários sobre a fome, os cientistas perceberam que tanto os exercícios aeróbicos quanto os anaeróbicos inibiam o apetite, mas o primeiro tipo de atividade apresentavam uma inibição mais duradoura.


Estudos anteriores foram inconclusivos quanto ao grau de produção ou inibição da ghrelina.
Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Idosos Possuem Padrões De Movimentos Diferentes Ao Correr


Ao aderir à corrida de rua para aumentar a qualidade de vida, a população idosa naturalmente adota padrões de movimentos bem diferentes dos adultos mais jovens, que, somados às alterações teciduais decorrentes do envelhecimento biológico, podem deixá-los mais suscetíveis à ocorrência de lesões.


A conclusão é de dissertação de mestrado de Reginaldo Fukuchi, defendida na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP). Um artigo com os resultados do trabalho foi publicado na revista inglesa Journal of Sports Sciences.


Com o objetivo de comparar a cinemática da corrida em adultos e idosos, foram analisados 34 corredores, 17 adultos e 17 idosos com mais de 65 anos de idade. Ao correr em uma esteira ergométrica com diferentes velocidades, eles foram filmados por quatro câmeras de vídeo e o pesquisador realizou, a partir das imagens captadas, a reconstrução das coordenadas em pontos digitalizados.


“As principais diferenças são que os idosos apresentaram maior frequência e menor comprimento de passada, além de terem menor mobilidade nas articulações para flexionar o joelho, menor rotação interna da tíbia [rotação da perna de fora para dentro], que ocorre normalmente quando apoiamos o pé no chão para andar ou correr, e menor coordenação entre os movimentos do tornozelo e do joelho”, disse Fukuchi à Agência FAPESP.


Segundo ele, há um sincronismo de movimentos entre o tornozelo e o joelho quando se apóia o pé no chão para correr. “Esse sincronismo é necessário justamente para evitar lesões no começo do apoio e para ajudar na performance no final do apoio, quando o corredor começa a tirar o pé do chão. Nesse caso, o estudo mostra que os idosos apresentaram menos movimento em alguns planos e menor coordenação entre o joelho e o tornozelo”, disse.


Como a corrida é um dos esportes que mais conquistaram adeptos entre os idosos, que buscam melhor qualidade de vida, Fukuchi aponta que a prescrição de exercícios e as estratégias de prevenção de lesões em idosos corredores devem considerar as diferenças no padrão de corrida identificadas em seu trabalho.


“O aumento do número de idosos praticando corrida de rua também tem levado ao crescimento do número de lesões no Brasil. Em detrimento de alterações teciduais já conhecidas nos idosos, como a perda de força muscular e a diminuição da mobilidade das articulações, o padrão de corrida tem sido alterado também”, explicou.


“Esse resultados são importantes, pois podem direcionar o treinamento desses corredores e ajudar a entender por que eles se lesionam mais do que os adultos”, afirma Fukuchi, que também é pesquisador do Laboratório de Biomecânica do Instituto Vita.


Análise Cinemática Tridimensional


A coleta de dados foi realizada por meio de uma análise cinemática tridimensional dos movimentos dos membros inferiores dos indivíduos durante a corrida. Para isso, foram fixadas marcas pelo corpo do corredor que, com o uso das câmeras de vídeo, puderam ser vistas a partir de diferentes pontos.


Depois de processar as imagens de cada câmera, o pesquisador as reconstruiu por meio de um software próprio de análise de movimento. “Dessa forma, conseguimos conhecer, de modo bastante preciso, os movimentos das articulações em todos os planos”, disse.


De acordo com o pesquisador, já se sabia que alterações teciduais provocam diminuição na mobilidade das articulações. “Ainda não se sabia, no entanto, se tais alterações realmente provocavam mudanças no padrão de movimento da corrida, fato que conseguimos observar no estudo”, afirmou.


"O fato de os idosos serem mais susceptíveis a lesão do que os adultos não quer dizer que eles não devam correr", ressalta Fukuchi. “Pelo contrário, diversos estudos mostram que a prática da corrida ajuda a diminuir a morbidade e prevenir as doenças relacionadas ao envelhecimento.”


Mas, segundo ele, é importante destacar que a abordagem com os idosos corredores deve ser diferente em relação aos mais jovens, principalmente no treinamento. “Outros estudos mostraram, por exemplo, que corredores mais velhos são menos capazes de absorver os impactos e que os calçados para esses corredores deveriam suprir esse quesito”, disse.


Fonte: Agência FAPESP

sábado, 15 de novembro de 2008

Identifique e corrija erros posturais na corrida

Braços e tronco bem-posicionados são fundamentais para sua mecânica de corrida ser eficiente.

A cada prova de corrida de longa distância que acompanho ao vivo ou pela televisão, ou mesmo em parques bem movimentados aos finais de semana, tenho observado o quão diferente é a movimentação de tronco e membros de cada indivíduo em sua prática de corrida.

A individualidade dos movimentos e a biomecânica de cada atleta é uma espécie de impressão digital da corrida. É difícil encontrar dois corredores com os movimentos exatamente iguais. E isso não é motivo para preocupação. Afinal, a corrida deve estimular a naturalidade do corpo.

Para correr bem não é preciso fazer força. Os movimentos não devem ser contraídos, afirmou Mário Sérgio Silva, diretor técnico da Run&Fun.

Ainda que a corrida ideal tenha que ser algo natural e harmônico, existem os erros mais comuns cometidos pelos corredores. Uns são causados por vícios de movimentos, outros por desvios posturais, mas para todos eles existe solução.

Seja por meio de exercícios educativos, estímulo da consciência corporal ou mesmo musculação, é possível melhorar. Muitos corredores ignoram a importância do trabalho de força para melhorar na corrida.

A questão da postura correta é um dos principais motivos para que os exercícios de musculação sejam feitos, disse o Mário Sérgio. O treinador citou como exemplo o fortalecimento do abdômen para melhorar a posição do tronco. Além disso, músculos mais resistentes evitam lesões e protegem o atleta.

Veja quais são os erros de postura mais cometidos pelos corredores e como se livrar deles:

  • Colocar muita força na mão: correr com a mão tensionada, ou seja, fechada com muita força, não é recomendado. Isso faz com que o atleta gaste energia desnecessariamente.O correto é manter a mão relaxada, nem muito fechada nem aberta. Para saber a medida, imagine que está segurando uma garrafa de modo que o dedão fique como se estivesse tampando o gargalo, explicou o treinador.
  • Rotação lateral do tronco: é quando o atleta balança o tronco de um lado para o outro, com o movimento que se assemelha a um lutador de boxe. Esse "gingado" é prejudicial ao rendimento, pois o deslocamento na corrida deve ser para frente e não para os lados. Além disso, a quantidade elevada de repetições deste movimento predispõe a lesões no quadril, alerta Luciane Macias, assistente de conteúdo técnico da O2 e treinadora da assessoria esportiva Infinitum. Para corrigir esse erro, Luciane indica os educativos de corrida. Como, em sua maioria, esses exercícios exigem que se mantenha o quadril alinhado e o tronco completamente ereto, eles ajudam a melhorar a postura nesses casos, completou.
  • Correr sem movimentar os braços: os braços devem formar um pêndulo ao lado do corpo. Quando esses membros não se mexem de maneira harmônica, não há um aproveitamento adequado do movimento. Os braços auxiliam no equilíbrio e até na impulsão da corrida. Como solução para esse problema, o treinador indica que o corredor fique na frente do espelho e faça o movimento da corrida, como se estivesse correndo parado. Os braços devem ficar paralelos ao corpo como se duas linhas puxassem um de cada vez para frente e para trás. Isso melhora a consciência corporal e ajuda o atleta a executar corretamente na hora do treino ou prova.
  • Alinhamento do tronco: a posição correta do tronco durante a corrida é ligeiramente inclinado para frente e não totalmente ereto. Aqueles que correm com o tronco ereto, ou até um pouco para trás, vão contra a mecânica natural do corpo e fazem muito mais esforço, explicou Mário Sérgio. O corredor deve ficar atento à sua postura e se projetar um pouco para frente, mas com a coluna reta. Muitos, na tentativa de corrigir essa posição, acabam por incidir em outro erro que será descrito a seguir.
  • Ombros projetados à frente: em vez de jogar todo o tronco para frente com a coluna alinhada, alguns atletas projetam apenas os ombros, fechando o tórax. Na intenção de corrigir a postura, esse atleta comete outro erro. Além de tensionar desnecessariamente a região do trapézio, o peitoral mais fechado dificulta a captação de oxigênio.
Essas são algumas dicas que tornarão seus treinos ainda mais rendáveis.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/
O2 por minuto - Corrida -

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Viver na altitude e treinar ao nível do mar pode melhorar o desempenho de corrida


Por quase 40 anos, cientistas vêm investigando o uso da altitude em uma tentativa de melhorar o desempenho de corredores de elite.

Muitos desses estudos, no entanto, produziram resultados equivocados quanto aos benefícios fisiológicos de tal procedimento. Porém, novos estudos sobre altitude e desempenho estão surgindo novamente. Tais estudos avaliam atletas que vivem na altitude (acima de 2000m e um mínimo de 20 horas ao dia por 4 semanas), mas treinam ao nível do mar, o chamado “live high, train low” (do inglês - viva no alto, treine embaixo).

Esse modelo demonstrou melhora significante no número de glóbulos vermelhos, consumo máximo de oxigênio e consumo de oxigênio no limiar ventilatório - e conseqüente diminuição no tempo total de corrida - em atletas de elite dos 3000m e 5000m.

Os pesquisadores descobriram (através de modelos matemáticos de desempenho em maratonas) que essas melhoras, em decorrência desse tipo de treino, podem também melhorar o tempo de corrida de maratonistas de elite (com uma economia de corrida típica) em 8.5 minutos (ou aproximadamente 5%) em média.

Fonte: Medicina (Kaunas). 2008;44(9):687-93

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Biomecânica de Corrida: Calcanhar Mais Curto = Melhor Economia


Essa foi a descoberta (e o título) de uma pesquisa realizada por cientistas holandeses em corredores de elite de longa distância.

A investigação girou em torno da curiosidade em saber o porquê da variação na economia de corrida entre esses corredores de elite. Os pesquisadores advogam que tais variações podem ocorrer devido à variação no armazenamento e na re-utilização da energia elástica nos tendões. Eles constataram que a quantidade de energia armazenada nos tendões durante um dado movimento depende mais criticamente no braço de momento(1) do que em propriedades mecânicas do tendão, com a quantidade de energia armazenada aumentando na medida em que o braço de momento(1) diminui.

Então, partindo do pressuposto de que há um link entre a re-utilização da energia elástica e o custo metabólico total da corrida, um braço de momento(1) menor deverá, portanto, ser associado com uma economia de corrida superior.

A teoria acima foi comprovada quando 15 corredores de elite de longa distância tiveram seus tendões de Aquiles testados e comparados com suas respectivas economias de corrida, medida em taxa metabólica de consumo de energia na esteira. Os pesquisadores encontraram uma forte correlação entre o braço de momento(1) do tendão de Aquiles e a economia de corrida. Menores braços de momento(1) para um dado músculo correlacionaram com menores taxas metabólicas de consumo de energia.

(1) Braço de Alavanca – A menor distância perpendicular entre a linha de força de ação e o eixo de rotação. Em uma alavanca, o braço de momento da força é frequentemente denominado braço de força e o braço de momento da resistência, braço de resistência.

Fontes: J Exp Biol. 2008 Oct;211(Pt 20):3266-71

Oxford Dictionary of Sports Science and Medicine (2005)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Atletas 'queimam mais calorias' mesmo em repouso

Músculos de quem tem bom preparo físico têm metabolismo mais acelerado.

Atletas que têm um bom preparo físico queimam mais calorias do que quem não faz exercícios regularmente mesmo quando estão descansando, segundo um estudo publicado pela revista acadêmica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Isso porque, segundo pesquisadores da Yale University, em Connecticut, nos Estados Unidos, quem passa por treinamento intensivo de resistência têm um metabolismo muscular mais acelerado do que as pessoas que não têm um bom preparo físico mesmo quando não estão se exercitando.

Os pesquisadores compararam os níveis de oxidação e de síntese de ATP (trifosfato de adenosina, molécula responsável por armazenar energia nas células) nos músculos da panturrilha de corredores de longa distância e de pessoas sedentárias durante períodos em que os dois grupos estavam de repouso.

Embora a oxidação tenha se mostrado em média 54% maior nos atletas, as taxas de síntese de ATP durante o descanso eram parecidas nos dois grupos. A oxidação é o processo pelo qual as mitocôndrias, cuja principal função é a geração de energia por meio das moléculas de ATP, consomem material que será transformado em energia - processo também conhecido como a queima de calorias.

O resultado é que, apesar de não produzirem mais energia nos momentos de descanso, os atletas queimam mais calorias. Segundo os pesquisadores, o estudo indica que os músculos dos atletas convertem constantemente mais energia em calor do que os de indivíduos sedentários.

O experimento contou com a participação de oito voluntários que não fazem exercícios físicos regularmente e de sete atletas. A comparação foi feita levando em conta a idade, o peso e a altura dos participantes.

Os resultados também sugerem que exercícios têm ainda mais benefícios contra o diabetes do que se pensava anteriormente.

O treinamento aeróbico intenso é capaz de reverter a resistência à insulina, um fator importante para o desenvolvimento de diabetes.

Segundo os pesquisadores, a nova pesquisa indica que a dissociação da oxidação e da produção de ATP pode representar uma outra forma pela qual o exercício aumenta a sensibilidade à insulina e a queima de calorias em excesso.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Lesões mais comuns em praticantes de caminhada e corredores


As caminhadas e as corridas tornaram-se uma das mais populares formas de treinamento e de condicionamento físico. Uma consequência indesejada e negativa decorrente do aumento do interesse tem sido a elevação das lesões relacionadas com essas atividades, principalmente quando realizadas de maneira inadequada.

O uso de calçados inadequados, erros de treinamento, questões ambientais e anormalidades anatômicas que podem predispor os praticantes a certos traumas são algumas das causas mais comuns que levam às lesões.

Com uma orientação correta e adoção dos cuidados recomendados, é possível prevenir entre 60% e 70% desses casos. De início, é sempre necessário realizar um exame médico especializado, verificar as possibilidades e eventuais limites do praticante, orientando o treinador e, principalmente, garantindo que a atividade seja feita com segurança.

As lesões mais comuns em praticantes de caminhada e corredores são:


Nos pés:

Fascite plantar: Inflamação de estrutura de sustentação da sola dos pés. É a principal causa de dor no calcanhar.

Metatarsalgia: Dor na região anterior da sola dos pés.

Fraturas de fadiga: Também chamadas de fraturas de estresse, são ocasionadas por uso repetitivo e sobrecarga de treinamento. O praticante pode apresentar dor insidiosa e persistente, que aos poucos pode se acentuar e impedi-lo até mesmo de andar.

Tendinite o tibial posterior: Inflamação de um tendão na face lateral interna do calcanhar.


Nas pernas:

Fraturas de fadiga: Semelhantes às descritas para os pés.

Síndromes compartimentais: Aumento da pressão em um compartimento muscular da perna, proporcionado por excesso de uso e aumento de volume sanguíneo nesse compartimento.

Tendinite no tendão calcâneo: Os aumentos de milhagem, corrida e os treinamentos em subidas podem desencadeá-la.

Canelite: Ou periostite, nome popular para dor na face anterior da perna.


Nos joelhos:

Dor patelofemoral: Dor de origem insidiosa na patela (rótula) e nos tendões próximos. Uma das queixas mais frequentes em corredores.

Desarranjos internos: Lesões de meniscos, lesões de cartilagem, etc.

Tendinites: Inflamação dos tendões ao redor do joelho.


Na coxa e quadril:

Bursitis: Inflamação da bursa (bolsa) na face lateral do quadril, entre os músculos e o fêmur.

Estiramento dos isquiotibiais: Estiramento (distenção) dos músculos posteriores da coxa.


Na coluna:

Ciática: Dor de comprometimento do nervo ciático, em geral consequente à dor lombar. Pode indicar uma lesão do disco (hérnia) intervertebral.

Entorse lombar: Dor e espasmo em músculos da região lombar.

Estenose de canal: Estreitamento do canal espinal. Caracteriza-se por dor após distância percorrida. Incide em faixa etária mais tardia.

Portanto, procurem sempre a orientação de um profissional de Educação Física formado e com registro no CREF, para que tais lesões não se manifestem em decorrência de orientações inadequadas.


Fonte: Hospital do Coração (HCor - São Paulo).


Corrida pode prevenir aumento não-cancerígeno da próstata, diz estudo

Quanto maior a distância percorrida, menor o risco do problema.
Médicos recomendam exercício para evitar crescimento do órgão.

O aumento begnino da próstata atinge cerca de 50% dos homens acima dos 50 anos e 90% dos que tem mais de 70 anos. A causa do crescimento da glândula até hoje não está completamente esclarecido. As mudanças nos níveis de produção hormonal que acontecem de maneira natural com o envelhecimento parecem estar por trás desse processo.

Uma pesquisa, publicada na edição de outubro da revista "Medicine & Science in Sports & Exercise", mostrou que talvez exista algo que o homens possam fazer para diminuir seu risco de sofrer do problema. Os especialistas acompanharam mais de 28 mil homens durante 8 anos em média para avaliar o impacto da corrida sobre a hiperplasia begnina da próstata. Para evitar a interferência de outros possíveis fatores, todos os participantes eram não-fumantes, não-diabéticos e não-vegetarianos.

A análise da ocorrência de problemas de saúde nos indivíduos participantes no estudo mostrou que existia uma relação direta entre corrida e aumento da próstata. Os participantes que corriam apresentavam um risco diminuído de sofrer do crescimento da próstata. O risco diminuía quanto maior a distancia percorrida por semana e também quanto melhor a performance em um teste de 10 quilômetros.

Aqueles corredores que estavam mais bem condicionados do ponto de vista cardiovascular apresentaram diminuição do risco. Entre os corredores, os mais rápidos diminuíram seu risco em 32% quando comparados aos mais lentos. Um aspecto importante levantado foi que nem idade, índice de massa corporal ou padrões dietéticos eram capazes de modificar o resultado. Fica então o recado para os homens: consulte seu médico e comece a treinar. Seu corpo agradece.

Fonte: Saúde em fóco
Veja o Resumo do estudo

domingo, 28 de setembro de 2008

Quebra de recorde mundial na maratona em Berlim


O etíope, Haile Gebrselassie, que desistiu de disputar a prova nas Olimpíadas de Pequim, supera própria marca e é o primeiro do mundo a correr abaixo de 2h04m.

Ele quebrou o recorde mundial da maratona ao correr a distância em Berlim em 2h03m59s. É a primeira vez que um atleta consegue percorrer os 42,195 km da prova abaixo das 2h04m.


Gebrselassie, de 35 anos de idade, que desistiu de disputar a prova nas Olimpíadas de Pequim, por conta da poluição do ar da capital chinesa, melhorou seu próprio recorde - conquistado há um ano também na capital alemã - que era de 2m04s26. Ele teve a companhia no pódio dos quenianos James Kwambai e Charles Chamati.

No feminino, a alemã Irina Mikitenko fez a festa da torcida local ao vencer com o tempo de 2h19m18s. A etíope Askala Magarsa ficou em segundo, enquanto a queniana Helene Kirop terminou em terceiro lugar.