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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Bola De Neve Gerada Pelo Sedentarismo


A cada dia que passa surgem novas pesquisas enfatizando a importância da prática da atividade física e alertando para os males da falta dela. Cientistas começam até a nomear os efeitos negativos acumulativos da inatividade física.
Em recente pesquisa realizada na Universidade de Copenhagen – Dinamarca, um cientista publicou que a Diabetes Tipo 2, doenças cardiovasculares, câncer de cólon, câncer de mama, demência e depressão formam um conjunto de doenças que segundo ele se denominam a “doençoma” da inatividade física.

A falta de atividade física e a obesidade abdominal – refletindo na acumulação de gordura visceral – estão associadas com a ocorrência de doenças que fazem parte da “doençoma”. De acordo com esse cientista, a falta de atividade física parece ser um fator de risco forte e independente na acumulação da gordura visceral, que é uma fonte de inflamação sistêmica.
Uma inflamação crônica está envolvida na patogênese da resistência à insulina, na aterosclerose, na degeneração neural e no crescimento de tumores.

Há evidências suficientes que mostram que o efeito preventivo/protetor do exercício pode, até certo ponto, ser explicado pelo efeito anti-inflamatório que a prática regular da atividade física proporciona, que pode ser mediado através de uma redução na gordura visceral e/ou pela indução de um “ambiente anti-inflamatório” com cada sessão de treinamento.

Segundo descobertas recentes a contração muscular produz e libera uma substância chamada “miocina” ou “miokina” que produz efeitos benéficos em vários órgãos de nosso corpo.

Desta forma, o exercício faz com que esse mecanismo de produção e liberação da “miocina” ou “miokina” através da contração muscular exerça efeitos endócrinos na gordura visceral. Além disso, elas podem também trabalhar localmente dentro dos músculos, auxiliando nos caminhos que trabalham na queima de gordura.
Dicas do Professor:

Por mais que esse post contenha alguns termos técnicos, é importante voltarmos nossa atenção para as novas descobertas sobre os benefícios de praticarmos regularmente algum tipo de atividade física e os problemas que aparecem quando NÃO nos exercitamos.

O estudo citado acima não foi desenvolvido por cientistas do esporte e sim pelo departamento de inflamação e metabolismo da Universidade de Copenhagen, ou seja, a bioquímica, a biomedicina e a própria medicina através de seus estudos estão cada vez mais se rendendo aos benefícios advindos da prática da atividade física, tanto na reabilitação como na prevenção de doenças das mais diversas origens, tanto físicas, como psicológicas.

Fonte: J Physiol. 2009 Sep 14. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Hipertensão Pode Apresentar Um Sintoma Nada Silencioso


A hipertensão já afeta mais de 20% dos brasileiros. Novos estudos apontam mais um vilão para a doença; a apnéia obstrutiva do sono.

Além dos aspectos contribuintes para a hipertensão já conhecidos; excesso de sal e gordura na alimentação, sedentarismo e tabagismo, um novo aspecto surgiu para aumentar a lista: a apnéia obstrutiva do sono.

Ela é uma pausa respiratória de dez ou mais segundos durante o sono, com queixas freqüentes de ronco.

Vários estudos têm mostrado que 50% dos pacientes com apnéia são hipertensos, o que não significa que toda pessoa que ronca sofre de apnéia, é claro.

Segundo os médicos, uma média de cinco pausas respiratórias por hora já é preocupante, mas alguns pacientes chegam a ter 30 pausas nesse intervalo de tempo. A apnéia causa aumento na freqüência cardíaca e na pressão arterial. Isso acontece porque, com as freqüentes paradas respiratórias, o sangue é menos oxigenado, assim como o cérebro. Logo, o coração dispara, e a pressão sobe. Por isso, é bom estarmos alerta em caso de ronco excessivo.

Dicas do Professor

A chave é a prevenção. Parece redundante, porém vale reforçar: a prática regular de atividade física (orientada por um professor de Educação Física regulamentado), uma alimentação balanceada, descanso suficiente e saúde mental em dia são ingredientes fundamentais para um ótimo nível de saúde.

Para aqueles que já são hipertensos, uma mudança de hábitos (com os ingredientes citados acima) se faz essencial. Essa mudança deve ser acompanhada por um controle constante de exames clínicos para que seja possível observar o comportamento e status atual de sua pressão arterial e outros indicadores de saúde.

Fonte: Fleury Saúde Em Dia, 2009.




segunda-feira, 27 de julho de 2009

Lesões No Joelho Em Consequência Da Corrida


O número de corredores cresce muito cada ano e uma grande parte desses novos corredores praticam essa atividade sem o menor acompanhamento, sem informação e sem nenhum tipo de instrução em vários âmbitos. Resultado; o número de lesões tem aumentado, também. Sendo que o joelho é uma das estruturas mais afetadas, sabe por quê?
Pesquisadores da Wake Forest University – EUA foram atrás da resposta, pois, apesar do mundo científico conhecer bem as lesões decorrentes da corrida, pouco se sabe sobre os fatores de risco que as trazem.

Vários adultos foram avaliados em diversos aspectos físicos e psicológicos que podem aumentar a chance de lesões.

Após todos os testes e suas respectivas análises, os cientistas puderam observar que o peso corporal, a distância percorrida semanalmente e a força (concêntrica) dos quadríceps estavam todos correlacionados com a força compressiva tíbio-femoral. Sendo que a distância percorrida semanalmente e a força dos quadríceps tinham correlações positivas com a força patelo-femoral.

Eles concluíram que uma flexibilidade ruim nos isquiotibiais (posterior da coxa), maior peso corporal, maior distância percorrida semanalmente e muita força nos quadríceps fazem com que haja uma carga maior na articulação do joelho, podendo levar a lesões nessa estrutura.

Dicas do Professor:

Nosso organismo se adapta muito rapidamente, ou seja, quando começamos a praticar atividade física depois de muito tempo inativo, qualquer estímulo será prontamente respondido pelo nosso corpo. Isso não é diferente da caminhada/corrida, é claro! Logo que começamos a andar nos sentimos bem e queremos correr. Porém, as respostas metabólicas (coração, pulmão, etc.) normalmente são mais rápidas que as estruturais (ossos, tendões, etc.), daí a sensação e vontade de correr. Pergunta: será que em tão pouco tempo já posso sair correndo muitos quilômetros por aí, seja na esteira ou nas ruas cheias de desníveis e buracos? Resposta: bom, levando em consideração a explicação que antecedeu a pergunta, acho que vocês já sabem a resposta.

Para evitar as lesões, é imprescindível uma preparação física adequada, que vai prepará-lo progressivamente para a corrida. Portanto, um acompanhamento de um profissional especializado e atualizado é mais do que necessário.

Correr é ótimo, mas exige preparo!

Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2008 Nov;40(11):1873-9.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Treinamento De Força Em Superfície Instável


Você já treinou assim? Sabe da importância?

Há vários exemplos, seja na vida diária ou em atividades esportivas, em que exercemos força em superfícies não muito estáveis para o nosso corpo.

Segundo pesquisa realizada no Canadá, a instabilidade pode diminuir o resultado da força de um músculo, porém mantém o músculo altamente ativado.

A manutenção dessa alta ativação muscular no tronco e nos membros enquanto fazemos força em superfícies instáveis, aumenta as funções estabilizadoras de nossos músculos. O aumento nesse estresse associado com a instabilidade promove maiores adaptações neuromusculares, como diminuição das co-contrações, melhora na coordenação muscular e maior confiança na realização de determinada tarefa.

Além disso, o aumento na ativação muscular com menos estresse nas articulações e nos músculos também pode ser benéfica para a saúde músculo-esquelética, como também para reabilitação.

No entanto, a menor produção de força em decorrência da superfície instável pode funcionar de forma negativa para ganhos absolutos de força quando praticamos o treinamento de força. Ainda, alguns estudos mostraram um aumento da co-contração durante o treinamento em superfícies instáveis.

Os efeitos positivos do treinamento em superfícies instáveis para melhora de performance em determinado esporte em específico, segundo os autores, ainda precisam ser melhor quantificados.

Segundo esses autores, a literatura sugere que quando estamos planejando um programa de treinamento de força para saúde dos músculos ou para reabilitação, devemos incluir exercícios em superfícies estáveis e instáveis. Isso proporcionará uma ênfase tanto na força (superfície estável), quanto no equilíbrio e coordenação (superfície instável), estressando o sistema neuromuscular de maneira eficaz e completa.

Fonte: J Strength Cond Res. 2006 Aug;20(3):716-22.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Exercícios Aeróbios Melhoram A Flexibilidade Cognitiva


A prática da atividade física também tem sua influência positiva no cérebro.

Acredita-se que a atividade física previne o declínio cognitivo e pode melhorar a atividade do lóbulo frontal do cérebro. Para testar essa hipótese, cientistas do Masley Optimal Health Center, em São Petersburgo – EUA, recrutaram quase 100 indivíduos e os testaram durante 10 semanas.

Eles foram divididos em 2 grupos, o grupo controle, aonde os participantes eram aerobicamente ativos durante 0 à 2 dias na semana, e o grupo de intervenção, subdividido e 2; metade eram ativos durante 3 à 4 dias na semana e a outra metade durante 5 À 7 dias na semana.

Foram mensurados fatores como memória, velocidade mental, tempo de reação, atenção e flexibilidade cognitiva.

A análise inicial já mostrou melhora significativa na velocidade mental, atenção e flexibilidade cognitiva. Após ajustes para idade, sexo, nível de escolaridade e mudanças na velocidade psicomotora, apenas a flexibilidade cognitiva mostrou melhora significativa.

Os pesquisadores concluíram então que após essas 10 semanas de intervenção, o aumento na freqüência do exercício aeróbio demonstrou estar associado com melhoras no desempenho cognitivo, especialmente na flexibilidade cognitiva.

Fonte: J Clin Psychol Med Settings. 2009 Jun;16(2):186-93. Epub 2009 Mar 28.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Tempo De Reação E Percepção Visual Em Atletas Masculinos E Femininos


Você sabe a diferença nesses aspectos entre os sexos? E entre esportes individuais e coletivos?

Cientistas Turcos realizaram dois testes em uma tentativa de responder tais questões. Os testes foram realizados em quase 50 atletas das seguintes modalidades: Basquete, Handebol, Futebol, Voleibol, Ginástica, Esgrima e Natação.

Os resultados dos testes indicaram que a quantidade de respostas incorretas a dados estímulos pelos atletas masculinos foi menor quando comparado com atletas do sexo feminino.

Foi também constatado que o número de respostas omissas pelos atletas de esportes individuais foi maior do que a dos atletas de esportes coletivos.

Além disso, dependendo da característica específica de cada esporte, o número de respostas omissas foi significantemente diferente entre atletas do sexo masculino e atletas do sexo feminino.

Os resultados desse estudo, segundo os autores, também reforçam a importância do tempo de reação quando em relação à característica de cada esporte.

Fonte: J Sports Med Phys Fitness. 2009 Mar;49(1):91-6.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Avaliação De Fatores Relacionados Ao Prazer Em Se Exercitar


Exercite-se sob a “influência externa” de diferentes fatores, e descubra qual (ou quais) desses fatores o motiva mais.

Todos sabem que a prática da atividade física resulta em diversos efeitos positivos tanto físicos como psicológicos. Mas apesar de estarmos muito ciente disso, a maioria das pessoas não começam a praticar qualquer atividade física e muitas que começam acabam por cessarem pouco tempo depois.

Intrigados com esse cenário, pesquisadores da Western Kentucky University – EUA, levantaram a seguinte questão: “O que motiva uma pessoa a aderir a um programa de atividade física?”
Alguns estudos quantitativos e qualitativos têm mostrado que o prazer em determinada atividade física é um aspecto importante na aderência ao exercício. Apesar dessas descobertas, há, atualmente, poucas pesquisas investigando os fatores que contribuem para o prazer na atividade física.

Os pesquisadores Americanos, então, desenvolveram um estudo que buscou examinar as variáveis que as pessoas acreditam contribuírem para isso, tais variáveis foram:

- A música usada durante a prática da atividade
- Satisfação com o profissional/instrutor/professor/personal trainer
- Identificação com certa atividade física específica

Quase 300 pessoas participaram do estudo.

A maior variância (21%) para o prazer em realizar a atividade física foi pela música usada, seguido pela satisfação com o professor (8%) e por último a identificação com certa atividade física específica (4%).

Portanto, é necessário analisar com mais profundidade os fatores música e satisfação com o professor para que possamos quantificar melhorar a aderência das pessoas seja qual for a atividade física por ela praticada.

Fonte: J Music Ther. 2003 Spring;40(1):57-73.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Efeitos De Um Treinamento De Força De Improvisação Em Dançarinas


O estudo detalhado abaixo é de importância para aqueles que levam a dança a sério


Cientistas do Departamento de Recreação e Dança da Northwest Missouri State University, Maryville, Missouri – EUA desenvolveram um treinamento de força manual para dançarinos que exige improviso dos mesmos. O treinamento que contava com os conceitos básicos de treinamento de força manual, foi uma aplicação da improvisação de contato em um sistemático programa de desenvolvimento de força.


Os cientistas procuraram descobrir os efeitos desse tipo particular na força muscular, nas medidas de circunferência e na porcentagem de gordura corporal de 10 dançarinas em comparação com um grupo controle de 8 dançarinas.


O programa durou 8 semanas, aonde as dançarinas realizavam as atividades 3 vezes por semana. Cada sessão teve a duração de 1 hora.


Após as 8 semanas de intervenção com testes e re-testes, os cientistas concluíram que esse programa, apesar de não alterar significantemente a porcentagem de gordura corporal das dançarinas, permitiu que as mesmas aumentassem sua força muscular geral e também diminuíssem suas (medidas) circunferências.


Fonte: J Strength Cond Res. 2009 May;23(3):718-28.


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Maratonistas: Cuidado Com O Aumento Da Temperatura Corporal E Seus Efeitos!


Você sabia que a desidratação é um dos maiores (se não o maior) inimigos dos maratonistas?

A maratona impõe um desafio mental e físico enorme em atletas de qualquer nível. Aliada ao calor e a alta humidade do ar, não só o desempenho é prejudicado, mas a saúde e o bem-estar também correm sérios riscos.

Os efeitos do calor e do estado de hidratação nos sistemas cardiovascular e termoregulatório são bem conhecidos e explicados pela ciência. Tais efeitos explicam o declínio no desempenho e a sensação de esforço aumentado sob essas circunstâncias de competir no calor. Os praticantes passam por uma elevação da freqüência cardíaca e da temperatura corporal na mesma intensidade em que estão acostumados a correr.

A desidratação em decorrência dessa situação resulta na diminuição do Volume Sistólico, do Débito Cardíaco e da Pressão Arterial, como também faz com que o fluxo sanguíneo para a musculatura mais exigida seja reduzido.

Todo esse cenário afeta diretamente Sistema Nervoso Central (SNC) e, portanto, o cérebro pode contribuir para a fadiga durante a atividade física prolongada debaixo do calor.

Portanto, é imprescindível que os praticantes de maratona estejam bem preparados para uma hidratação eficiente antes, durante e após as provas. Desta forma, evitarão a fadiga mais rápida e até mesmo conseqüências mais séries resultantes de um aumento elevado na temperatura corporal, que pode até levar a morte.

Fonte: Sports Med. 2007;37(4-5):396-9.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Depressão Aumenta A Barriga


Estudo americano explica por que a doença contribui para o acúmulo de gordura no abdômen e males cardiovasculares

Dezenas de pesquisas comprovam: a depressão está associada ao risco de problemas cardiovasculares, como derrames e infartos. A doença, aliás, já é considerada pelos médicos um estopim para os males que atacam o peito. E esse elo estaria relacionado aos quilinhos a mais que se instalam na região abdominal.

É o que confirma um trabalho americano que será publicado na edição de maio do periódico Psychosomatic Medicine. Mais do que constatar o vínculo entre o transtorno psicológico e as artérias entupidas, pesquisadores do Centro Médico da Universidade Rush, nos Estados Unidos, tentam explicar o mecanismo por trás dele.

Segundo Lynda Powell, que conduziu a pesquisa, a culpa seria de componentes inflamatórios produzidos pelo organismo dos deprimidos. Essas substâncias facilitam o acúmulo da gordura visceral, aquela que fica impregnada entre os órgãos do abdômen. Além disso, a depressão faz subir os níveis do hormônio cortisol, aumentando as taxas de glicose no sangue. Ou seja: muito mais gordura estocada – e risco cardiovascular nas alturas.

O pior é que quem sofre do transtorno acaba entrando em um labirinto: a depressão favorece a barriga protuberante, que, por sua vez, ajuda a agravar o quadro depressivo, bagunçando o trabalho de neurotransmissores por trás do bem-estar.

O estudo foi realizado com 409 mulheres que participaram do Women in the South Side Health Project (WISH), um trabalho sobre as alterações que ocorrem no organismo feminino durante a menopausa.


Fonte: abril.com.br


segunda-feira, 11 de maio de 2009

Alguns Refrigerantes Contêm Substância Cancerígena


Os casos mais preocupantes foram o da Sukita Zero, que tinha 20 microgramas, e o da Fanta Light, com 7,5 microgramas. Os outros cinco produtos estavam abaixo desse limite. São eles: Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet, Fanta Laranja, Sprite Zero e Sukita.

Fernanda Ribeiro, técnica da Pro Teste, diz que é difícil estudar a relação direta entre o benzeno e o câncer em humanos, mas que já se sabe que a substância tem alto potencial carcinogênico e que, se consumida regularmente, pode favorecer tumores. "Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não há limite seguro para ingestão dessa substância", diz.

A química Arline Abel Arcuri, pesquisadora da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) e integrante da Comissão Nacional Permanente do Benzeno, diz que o composto vem sendo relacionado especialmente a leucemias e, mais recentemente, também ao linfoma.

O fato de entrar em contato com o benzeno não significa necessariamente que a pessoa vá ter câncer --há organismos mais e menos suscetíveis. "Mas não somos um tubo de ensaio para saber se resistimos ou não, e não há limites seguros de tolerância. O ideal, então, é não consumir", diz Arcuri.

O benzeno está presente no ambiente, decorrente principalmente da fumaça do cigarro e da queima de combustível. Na indústria, é matéria-prima de produtos como detergente, borracha sintética e náilon.

Nesse caso, não contamina o consumidor por se transformar em outros compostos. A principal preocupação é proteger o trabalhador da indústria.

O efeito do benzeno é lento, mas, quanto maior o tempo de exposição e a quantidade do composto, maior a probabilidade de desenvolver o tumor.

Fonte: Folha On-line

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Os “Madrugadores” Se Cansam Mais Rápido


Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica, e pela Universidade de Basiléia, na Suíça, mostrou que as pessoas que acordam cedo, os chamados madrugadores, cansam antes daqueles que dormem até mais tarde ao realizar atividades durante longos períodos de tempo.

Com a pesquisa, cientistas esperam ajudar a explicar porque algumas pessoas acordam com mais facilidade e estão mais atentas às primeiras horas da manhã enquanto outras precisam dormir mais e funcionam melhor no período da tarde.

Os cientistas, liderados por Christina Schmidt, relatam que a capacidade de atenção e concentração das pessoas é afetada tanto pela quantidade de tempo uma pessoa está acordada quanto pela hora do dia, porque o ritmo circadiano funciona de acordo com um ciclo de luz e escuridão.

Os pesquisadores usaram exames de ressonância magnética para acompanhar a atividade cerebral de indivíduos dos dois perfis - madrugadores e de outros que dormem até mais tarde - que passavam duas noites consecutivas em um laboratório do sono realizando periodicamente trabalhos que exigiam atenção.

Após dez horas acordados, os madrugadores mostravam menor atividade em áreas cerebrais associadas à atenção, em comparação com os que dormiam até mais tarde. Estas pessoas também se sentiram mais sonolentas e tendiam a realizar as tarefas mais lentamente.

Os resultados mostraram que as pessoas que dormem até mais tarde tem maior capacidade de manterem-se atentas, e por períodos maiores de tempo, antes de sucumbirem à fadiga mental.

As áreas do cérebro associadas à atenção incluem a que controla o ritmo circadiano. A atividade nesta área diminuiu com o aumento do tempo em que os voluntários ficavam acordados.

De acordo com os pesquisadores, isso sugere que a diferença de comportamento entre os que acordam mais cedo e os que acordam mais tarde é resultado da interação entre as regiões cerebrais que controlam a pressão do sono e ritmo circadiano.

Os resultados do trabalho foram publicados na revista Science.

Fonte: Portal da Educação Física

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Tai Chi Chuan Como Terapia Para O AVC


Pacientes que sofreram AVC melhoraram equilíbrio e apoio do corpo.


Pesquisadores afirmam que a prática do tai chi é capaz de melhorar o equilíbrio de pacientes vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), reduzindo, dessa forma, o risco de quedas. Em artigos publicados na revista especializada "Neurorehabilitation and Neural Repair", pesquisadores relataram uma melhora nos voluntários após somente seis semanas de treinamento. A principal autora foi Stephanie S.Y. Au-Yeung, da Universidade Politécnica de Hong Kong.



Em pesquisas anteriores, um dos co-autores do artigo, Christina W.Y. Hui-Chan, descobriu que o tai chi melhorava o equilíbrio entre idosos. Já nesta pesquisa, os pesquisadores quiseram analisar se o mesmo efeito aconteceria entre pacientes com derrames. Eles usaram 136 pessoas que apresentaram AVC há seis meses ou mais, dividindo-os em dois grupos. Durante doze semanas, um grupo praticou exercícios gerais, e o outro uma versão modificada de tai chi.



O grupo do tai chi se encontrava uma vez por semana durante uma hora. Pedia-se que praticassem cerca de três horas por semana em casa. Enquanto o grupo dos exercícios mostrou pouca melhora no equilíbrio, o grupo de tai chi demonstrou ganhos significativos quando testado em troca de peso do corpo, alcance de objetos, e o quão bem eles conseguiam manter a estabilidade numa plataforma em movimento, como no caso de um ônibus.



Segundo os pesquisadores, o benefício do tai chi é que, uma vez dominadas as formas, elas podem ser feitas sem supervisão. Ainda assim, eles afirmam, alguns pacientes interromperam suas práticas depois do fim do treinamento. Eles poderiam ter mais chances de continuar melhorando se o tai chi fosse disponibilizado em locais como centros comunitários.



Fonte: Portal da Educação Física


segunda-feira, 4 de maio de 2009

Corrida Previne Problemas De Visão, Sugerem Estudos


Correr pode reduzir o risco de desenvolver catarata e degeneração macular relacionada à idade, sugerem novos estudos da Universidade de Berkeley (EUA). Os maiores ganhos foram verificados em atletas, mas mesmo pessoas que correm distâncias menores foram beneficiadas.


Um dos trabalhos analisou informações de mais de 40 mil corredores durante sete anos e verificou que os homens que correram cerca de 64 km semanais tiveram 35% menos chance de ter catarata do que aqueles que corriam menos de 16 km por semana.


Os pesquisadores compararam ainda os dados dos homens com melhor condição cardiorrespiratória aos dos menos preparados e viram que os atletas mais velozes apresentaram menos queixas da doença.


A corrida também foi benéfica em distâncias menores. Outro estudo realizado na mesma universidade analisou 152 homens e mulheres e constatou que aqueles que correram entre 2 km e 3,8 km por dia estavam 19% menos suscetíveis a ter degeneração macular do que as que se exercitaram por menos de 2 km diários.


Para o pesquisador em oftalmologa esportiva Marinho Scarpi, os resultados sugerem que a corrida pode ajudar na prevenção da catarata e da degeneração macular por evitar problemas como hipertensão, diabetes e obesidade, que são fatores de risco para as duas doenças.


Estudos anteriores já apontavam que outras atividades físicas podem reduzir tais fatores, mas exercícios vigorosos como a corrida se mostraram mais eficazes. "Com exceção da exposição à luz solar, os atletas, em geral, cuidam mais de si mesmos e de sua alimentação."


Segundo ele, a prática também ajuda no controle do metabolismo do açúcar e reduz o consumo de cigarro e álcool entre seus praticantes, fatores de proteção já conhecidos.


O ponto alto dos estudos de Berkeley, avalia Scarpi, é a indicação de que mesmo quem não alcança tão longas distâncias pode ser beneficiado. "Não é necessário correr 10 km por dia para reduzir os riscos",


Outro estudo, feito em 2006 na Universidade de Medicina de Kaunas, na Lituânia, testou 210 pacientes com cerca de 60 anos internados para cirurgias de catarata e verificou que o aumento da opacidade das lentes oculares foi maior em pessoas sedentárias.


Os pesquisadores creditam o resultado, entre outros fatores, ao acúmulo de radicais livres, presentes em maior concentração no organismo de quem não pratica atividades físicas.


Gosto Pelo Esporte


Décio Oliveira Castro, 72, correu pela primeira vez em uma São Silvestre, em 1953. "Sem treino e descalço", conta. Tomou gosto pelo esporte e hoje percorre 76 km semanais. Nos fins de semana, corre cerca de 23 km diários, incluindo subidas no percurso. Ao contrário de outros membros de sua família, Castro não sofre de hipertensão, de diabetes ou de problemas de visão. "Leio qualquer coisa sem ajuda de óculos. Remédios, só para dor muscular, comuns após maratonas."


Rubens Belfort Júnior, oftalmologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), afirma que o estudo traz dados interessantes, que podem sugerir novas investigações. "Talvez a exposição à luz ultravioleta, que é geralmente tida como agravante, não afete tanto seu surgimento", diz.


A degeneração macular e a catarata estão entre as principais causas de cegueira em adultos no mundo. No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, 350 mil pessoas precisam fazer a cirurgia de catarata todos os anos.


Fonte: Folha On-line

sábado, 11 de abril de 2009

Vitamina D e risco de gripe


A deficiência de vitamina D pode aumentar o risco de contrair gripes e resfriados, segundo estudo publicado na edição de 23 de fevereiro da revista Archives of Internal Medicine.

O mais abrangente estudo sobre a associação entre vitamina D e infecções respiratórias já feito foi conduzido por pesquisadores da Universidade do Colorado e dos hospitais Geral de Massachusetts e Infantil de Boston, nos Estados Unidos.

A pesquisa examinou quase 19 mil adultos e adolescentes e verificou que aqueles que tinham menores níveis de vitamina D no sangue apresentaram casos de resfriados e gripes com mais freqüência. Os riscos foram ainda maiores para quem tinha problemas respiratórios crônicos, como asma ou enfisema.

A vitamina C é usada na prevenção de resfriados e de outros problemas respiratórios há décadas – seu mais famoso defensor foi Linus Pauling (1901-1994), um dos mais importantes cientistas do século 20 –, mas essa eficiência é sustentada por pouca literatura científica.

Enquanto isso, evidências do papel da vitamina D – que costuma ser mais associada à saúde óssea – no sistema imunológico passaram a se acumular. Estudos anteriores apontaram a relação do aumento de resfriados e gripes no inverno com a produção mais baixa de vitamina D devido à menor exposição ao Sol (que desencadeia a produção da vitamina na pele).

Na nova pesquisa, os participantes com menores níveis de vitamina D no sangue – menos de 10 nano gramas por mililitro – apresentaram 40% mais casos recentes de infecções respiratórias do que aqueles com níveis superiores a 30 nano gramas.

Pacientes com asma e com baixos níveis de vitamina D tiveram cinco vezes mais casos de infecções respiratórias recentes.

Os autores destacam que os resultados do estudo precisam ser confirmados por outras pesquisas e por testes clínicos antes que a vitamina D possa ser recomendada na prevenção de gripes e resfriados. O mesmo grupo planeja iniciar testes clínicos em breve.

Fontes naturais de vitamina D são: salmão, sardinhas, óleo de fígado de bacalhau e alimentos fortificados como leite e alguns tipos de cereais, além da produção da vitamina na pele, através da exposição ao sol.

Fonte: Archives of Internal Medicine

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Pára-quedistas: Lesões Relacionadas A Um Comportamento De Risco


A análise de comportamento de risco vem demonstrando ser uma ferramenta extremamente útil na determinação de lesão em jovens adultos.



Baseados nessa análise, cientistas Australianos buscaram clarificar a relação entre 2 elementos chave no comportamento de risco; (1) Avaliação do Risco e (2) Aceitação do Risco, em pára-quedistas federados.



Foram reunidos 215 pára-quedistas em 3 lugares propícios para a prática do pára-quedismo na Austrália. Eles responderam um questionário analisando 9 lugares aonde um salto de pára-quedas poderia ocorrer. Eles deveriam analisar os lugares e as condições e responderem se saltariam ou não sob tais condições.



Durante a análise dos dados, os cientistas puderam observar que as variáveis que prediziam individualmente a avaliação do risco dos pára-quedistas foram idade, sexo e detalhes dos lugares para o salto.



A avaliação do risco mostrou-se um indicador estatisticamente significante na decisão de saltar, sendo que os homens se mostraram 19% mais propícios a saltarem do que as mulheres, depois de serem divididos e controlados por idade, experiência e avaliação do risco.



Segundo os cientistas, a importância desses resultados é que, através da quantificação da relação entre os 2 elementos chave no comportamento de risco é possível facilitar a formulação de uma discussão mais bem informada sobre o possível papel do comportamento de risco nas causas de lesões oriundas desse esporte.



Fonte: J Sci Med Sport. 2003 Jun;6(2):166-75.


quinta-feira, 9 de abril de 2009

Aulas de natação precoces podem reduzir afogamentos de crianças



Um novo estudo reforça o argumento de que colocar crianças de 1 a 4 anos em aulas de natação pode reduzir a probabilidade de afogamento.

A ideia parece óbvia, mas alguns especialistas em segurança levantaram dúvidas acerca do risco de se ensinar crianças pequenas a nadar.

Eles diziam que o ensino precoce poderia ser perigoso, pois diminuiria nas crianças o medo natural da água ou faria com que os pais ficassem confiantes demais.

A Academia Americana de Pediatria, por exemplo, recomenda aulas de natação para crianças a partir dos cinco anos, mas não assume uma posição sobre aulas para crianças mais novas, pois não se sabe o suficiente sobre seus efeitos.

O estudo, que aparece na publicação especializada "The Archives of Pediatric & Adolescent Medicine", examinou as mortes por afogamento em crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos, naturais de seis estados americanos, durante dois anos. Pesquisadores compararam a experiência em nado das vítimas com aquela de crianças em idades similares do mesmo estado.

Comandados por Ruth A. Brenner, do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano, eles descobriram que as aulas de natação não aumentavam o risco de afogamento para crianças mais novas – na verdade, elas pareciam reduzi-lo. Todavia, os autores avisam que as aulas de natação, sozinhas, “não evitam o afogamento, e que mesmo os nadadores mais experientes podem se afogar”.

Fonte: Ciência & Saúde

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Comportamento Fisiológico De Pilotos De Corrida Em Resposta A Condições De Calor



Apesar do desafio térmico do piloto em desempenhar seu papel em condições de muito calor em seu cockpit, as respostas fisiológicas a tal estresse ainda não são totalmente claras.


Devido a esse cenário, pesquisadores Australianos procuraram descrever os estresses termais, cardiovasculares e perceptivos em pilotos de corrida da categoria V8 Supercar durante competições sob muito calor.


Utilizando de diversas ferramentas para a medição dos aspectos citados acima, foi possível observar a possível mudança antes e após as corridas:


Antes


Temperatura Corporal: 37 a 38.2 ºC
Freqüência Cardíaca: 160 bpm


Após


Temperatura Corporal: 38.4 a 39.7ºC
Freqüência Cardíaca: 170 bpm


Além dos valores acima, houve um aumento significativo no suor e na desidratação dos pilotos.
Todos relataram desconforto com o calor, sendo que a percepção do calor entre os pilotos variou entre muito difícil até muito, muito difícil depois das corridas.


Foi concluído então que, apesar do sistema de resfriamento, os pilotos dessa categoria sofrem muito nos aspectos termais, cardiovasculares e de percepção de esforço mesmo durante corridas de breve duração em ambientes quentes.


Fonte: Int J Sports Physiol Perform. 2007 Jun;2(2):182-91.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Design De Calçados Para Prevenção De Lesões Em Alpinistas


Lesões e deformações nos pés de alpinistas são ocorrências bastante freqüentes no alpinismo de elite.


Infelizmente, esses fenômenos são aceitos como inevitáveis devido ao fato de que as pessoas envolvidas nesse esporte presumirem que, para uma performance adequada em alto nível, é pré-requisito que se use um calçado que é extremamente apertado e não possuí formato natural para os pés dos atletas.


Isso foi um fator de preocupação de cientistas Holandeses, que, baseados em uma análise biomecânica, apresentaram uma abordagem diferente no design de calçados específicos para o alpinismo.


Eles desenvolveram um calçado mais fino na região da sola dos pés, aonde a flexão e extensão dos dedos são extremamente facilitadas. Além disso, a forma do calçado se adapta naturalmente à forma dos pés dos alpinistas. Foi desenvolvido também um tipo diferente e eficaz de fechamento do calçado, assim como um sistema para medir o calçado de acordo com o pé do usuário.


Após o teste dos protótipos, os cientistas concluíram que esse novo calçado pode contribuir para a prevenção de lesões e deformações nos pés dos alpinistas de elite.


Fonte: Appl Ergon. 2001 Aug;32(4):379-87.

domingo, 5 de abril de 2009

Óleo de peixe ajuda a tratar crianças acima do peso, afirma estudo

Ele aumenta níveis de 'colesterol bom' e diminui gorduras e triglicérides.
Efeito não aparece se meninos e meninas só fizerem exercícios e dieta.

Atualmente quase não se fala no óleo de fígado de bacalhau que foi amplamente utilizado desde o século XVIII. Cientistas da Universidade de Nevada (EUA) descobriram que a ingestão de óleo de peixes, rico em ômega-3, pode auxiliar no tratamento de crianças acima do peso.

A epidemia de obesidade que atinge o mundo ocidental vem se estendendo para as crianças. Estimativas atuais apontam que cerca de 15% das crianças americanas estão com peso corporal acima do ideal. O excesso de peso das crianças se traduz por alterações nos níveis de gordura no sangue que, muitas vezes, são semelhantes às de adultos. Em outros países, as crianças que apresentam comportamento social semelhante terminarão por apresentar o mesmo problema. O que está em jogo é o risco do aparecimento de problemas cardiovasculares no futuro.

A pesquisa avaliou o efeito do óleo com ômega-3 sobre o perfil de gorduras no sangue em crianças acima do peso. As crianças e adolescentes estudados, que tinham entre dez e 18 anos, fizeram dieta e exercícios regulares. Um grupo recebeu, além das orientações, doses diárias de óleo de peixe.

Aquelas que receberam o óleo de peixe melhoraram seu perfil de gorduras no sangue de forma significativa, baixaram os níveis de triglicerídeos e aumentaram o colesterol HDL, o bom colesterol. As que não utilizaram o suplemento, apesar da dieta e dos exercícios, melhoraram o peso, porém não os níveis de gorduras sanguíneas.

Fonte: g1