
Uma inflamação crônica está envolvida na patogênese da resistência à insulina, na aterosclerose, na degeneração neural e no crescimento de tumores.
Há evidências suficientes que mostram que o efeito preventivo/protetor do exercício pode, até certo ponto, ser explicado pelo efeito anti-inflamatório que a prática regular da atividade física proporciona, que pode ser mediado através de uma redução na gordura visceral e/ou pela indução de um “ambiente anti-inflamatório” com cada sessão de treinamento.
Segundo descobertas recentes a contração muscular produz e libera uma substância chamada “miocina” ou “miokina” que produz efeitos benéficos em vários órgãos de nosso corpo.
Desta forma, o exercício faz com que esse mecanismo de produção e liberação da “miocina” ou “miokina” através da contração muscular exerça efeitos endócrinos na gordura visceral. Além disso, elas podem também trabalhar localmente dentro dos músculos, auxiliando nos caminhos que trabalham na queima de gordura.
Por mais que esse post contenha alguns termos técnicos, é importante voltarmos nossa atenção para as novas descobertas sobre os benefícios de praticarmos regularmente algum tipo de atividade física e os problemas que aparecem quando NÃO nos exercitamos.
O estudo citado acima não foi desenvolvido por cientistas do esporte e sim pelo departamento de inflamação e metabolismo da Universidade de Copenhagen, ou seja, a bioquímica, a biomedicina e a própria medicina através de seus estudos estão cada vez mais se rendendo aos benefícios advindos da prática da atividade física, tanto na reabilitação como na prevenção de doenças das mais diversas origens, tanto físicas, como psicológicas.
Fonte: J Physiol. 2009 Sep 14. [Epub ahead of print]

















