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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Ajuda Do Exercício Na Luta Contra O Câncer De Mama



Dentre os diversos benefícios que a prática regular da atividade física fornece, está sua importância para prevenir ou ajudar durante o tratamento do câncer, inclusive o câncer de mama.


Cientistas da escola de medicina de Harvard, em Boston, estudaram uma série de mulheres acometidas com câncer de mama e também fizeram uma revisão das informações científicas relacionadas às reações do organismo à prática de exercícios físicos durante e após o tratamento do câncer de mama.


Eles descobriram que as mulheres que se mantém ativas depois de diagnosticadas com câncer de mama têm de 30% a 50% de chance a menos de terem recorrência ou de virem a óbito por esse tipo de câncer quando comparada às mulheres sedentárias com câncer de mama.


Por esses motivos científicos, grandes entidades como a Sociedade Americana de Câncer e o Colégio Americano de Medicina do Esporte têm encorajado as mulheres com essa doença a se engajarem em atividades físicas de uma maneira segura – ou seja, sempre acompanhada de um profissional de Educação Física capacitado – visando a melhora da qualidade de vida, aumentando assim, a longevidade dessas mulheres.


Dicas do Professor:


O maior empecilho para qualquer pessoa quando diagnosticada com câncer é o medo e o desânimo, que pode levar à depressão. Por isso, e pelo que foi descoberto acima, é de muita importância que as mulheres com câncer de mama considerem a prática assídua de qualquer atividade física – controlada – que as traga prazer, não apenas visando a melhora física, mas também a melhora mental dessas mulheres.


Desta forma, haverá um ganho enorme da auto-estima e do bem-estar, o que facilitará imensamente o tratamento e a recuperação dessas mulheres.


Fonte: J Natl Compr Canc Netw. 2011 Feb;9(2):251-6.


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Bola De Neve Gerada Pelo Sedentarismo


A cada dia que passa surgem novas pesquisas enfatizando a importância da prática da atividade física e alertando para os males da falta dela. Cientistas começam até a nomear os efeitos negativos acumulativos da inatividade física.
Em recente pesquisa realizada na Universidade de Copenhagen – Dinamarca, um cientista publicou que a Diabetes Tipo 2, doenças cardiovasculares, câncer de cólon, câncer de mama, demência e depressão formam um conjunto de doenças que segundo ele se denominam a “doençoma” da inatividade física.

A falta de atividade física e a obesidade abdominal – refletindo na acumulação de gordura visceral – estão associadas com a ocorrência de doenças que fazem parte da “doençoma”. De acordo com esse cientista, a falta de atividade física parece ser um fator de risco forte e independente na acumulação da gordura visceral, que é uma fonte de inflamação sistêmica.
Uma inflamação crônica está envolvida na patogênese da resistência à insulina, na aterosclerose, na degeneração neural e no crescimento de tumores.

Há evidências suficientes que mostram que o efeito preventivo/protetor do exercício pode, até certo ponto, ser explicado pelo efeito anti-inflamatório que a prática regular da atividade física proporciona, que pode ser mediado através de uma redução na gordura visceral e/ou pela indução de um “ambiente anti-inflamatório” com cada sessão de treinamento.

Segundo descobertas recentes a contração muscular produz e libera uma substância chamada “miocina” ou “miokina” que produz efeitos benéficos em vários órgãos de nosso corpo.

Desta forma, o exercício faz com que esse mecanismo de produção e liberação da “miocina” ou “miokina” através da contração muscular exerça efeitos endócrinos na gordura visceral. Além disso, elas podem também trabalhar localmente dentro dos músculos, auxiliando nos caminhos que trabalham na queima de gordura.
Dicas do Professor:

Por mais que esse post contenha alguns termos técnicos, é importante voltarmos nossa atenção para as novas descobertas sobre os benefícios de praticarmos regularmente algum tipo de atividade física e os problemas que aparecem quando NÃO nos exercitamos.

O estudo citado acima não foi desenvolvido por cientistas do esporte e sim pelo departamento de inflamação e metabolismo da Universidade de Copenhagen, ou seja, a bioquímica, a biomedicina e a própria medicina através de seus estudos estão cada vez mais se rendendo aos benefícios advindos da prática da atividade física, tanto na reabilitação como na prevenção de doenças das mais diversas origens, tanto físicas, como psicológicas.

Fonte: J Physiol. 2009 Sep 14. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Alimentação Rica Em Gordura Afeta Aspecto Motor/Cognitivo


Estudo destaca as conseqüências negativas de uma dieta abundante em gordura no desempenho físico/motor, como também na função cognitiva de ratos. Cientistas transferem as conclusões do estudo para humanos.


Pesquisadores da universidade de Oxford – Inglaterra explicam que a eficiência é definida como a quantidade de trabalho produzido por certa quantidade de oxigênio consumido e que é determinante para a capacidade aeróbia, podendo ser alterada pelo fornecimento de substratos metabólicos, aonde os ácidos graxos (gorduras) são menos eficientes que a oxidação da glicose (carboidrato).

Porém, eles afirmam que ainda não é muito claro se o consumo de uma dieta rica em gordura é prejudicial ou benéfica à capacidade de endurance. Eles afirmam, também, que uma dieta rica em gordura, pode, depois de vários meses, levar a um enfraquecimento cognitivo.


O estudo conduzido por esses cientistas demonstrou que ratos que estavam em uma dieta rica em gordura percorreram uma distância menor do que aqueles que estavam em uma dieta com pouca gordura. Além disso, os ratos em dieta rica em gordura realmente tiveram um enfraquecimento cognitivo em um teste de labirinto.


O mais interessante - esses ratos não estavam nessa dieta rica em gordura por vários meses, e sim apenas por 9 dias. Na conclusão do estudo, os cientistas ingleses reiteram a importância de aperfeiçoarmos nossa alimentação para melhorarmos não só nosso desempenho físico, como também nossa função cognitiva.


Dicas do Professor:


Em nosso cotidiano muitas vezes nos sentimos mais estressados, com pouco poder de concentração e absorção de novas informações, nos sentimos mais cansados e com variações de humor, sem nenhum motivo externo aparente. Pois é, às vezes a sua alimentação pode ser a resposta.


Indivíduos ativos, que possuem uma alimentação balanceada e adequada durante a semana e que resolvem “sair da linha” em um dado fim de semana, aumentando a quantidade de gordura ingerida, podem ser vítimas de tais sintomas logo no começo da semana subseqüente. Esses indivíduos acabam sentindo mais o “choque” dessa mudança de hábitos repentina, já que se regram durante a semana.


Já aqueles indivíduos sedentários, cuja alimentação é desbalanceada e contém muita gordura podem não sentir esse “choque” tão intensamente, porém estão, a cada dia que passa e gradualmente, – por isso não percebem tanto os sintomas – a caminho de algum mal maior seja para sua saúde física, mental ou ambas.


Fonte: FASEB J. 2009 Aug 10. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Condicionamento, Adiposidade E Mortalidade Em Hipertensos



Sabendo-se dos variados benefícios oriundos da prática da atividade física, será que um bom condicionamento cardiorrespiratório é um atenuante do risco de mortalidade em homens obesos hipertensos? Um longo estudo americano afirma que sim.


Cientistas da Winston-Salem State University, na Carolina do Norte – EUA acompanharam mais de 13.000 homens com tais características durante 29 anos. Esses homens foram divididos e classificados dentro dos seguintes parâmetros:


1 – Condicionamento Cardiorrespiratório: Baixo, Moderado, Alto
2 – Obesidade: Índice de Massa Corporal (IMC), Circunferência da Cintura, Porcentagem de Gordura Corporal
Durante esse período ocorreram 883 mortes, sendo que 335 delas aconteceram em decorrência de doenças cardiovasculares.
Curiosamente, na análise dos resultados, os cientistas observaram que os indivíduos obesos e hipertensos com o condicionamento cardiorrespiratório alto; fossem eles com o IMC, a circunferência da cintura alta ou a porcentagem de gordura elevados, não apresentaram risco maior de mortalidade quando comparados com indivíduos normais com o condicionamento físico alto.
Conclusão dessa pesquisa: O condicionamento físico é um modificador muito poderoso na associação da adiposidade com a mortalidade em homens obesos hipertensos, anulando todo o risco de mortalidade devido a doenças cardiovasculares.
Dicas do Professor:
Realmente os benefícios de se possuir um nível elevado de condicionamento cardiorrespiratório são indiscutíveis. Esse estudo eleva – individualmente - ainda mais a importância do fitness para a saúde.
Porém, o IMC, a circunferência da cintura, a relação cintura quadril, o índice de conicidade e a porcentagem de gordura quando analisados em conjunto são excelentes indicadores do risco coronariano.
Apesar de o estudo afirmar que o condicionamento físico alto pode anular risco de mortalidade devido a doenças cardiovasculares em obesos hipertensos, devemos saber o que é “condicionamento físico alto” e também lembrar que o fator hereditário também conta muito para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.
Portanto, além de um bom condicionamento físico, devemos sim buscar níveis adequados em todos os outros aspectos relacionados à saúde, nos cercando de todas as variáveis possíveis em nosso caminho ao bem-estar.

Fonte: Am J Hypertens. 2009 Jul 16. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Idosos – Treinamento De Força Na Pressão Arterial

Estudo revela os efeitos do treinamento de força (musculação) na função cardiovascular de idosos.


Pesquisadores Australianos testaram diversos idosos (faixa etária entre 70 e 80 anos de idade) para saber quais os efeitos que um programa de treinamento de força com duração de 16 semanas teria sobre o sistema cardiovascular dos mesmos.
Mais de 20 idosos foram selecionados e divididos em 2 grupos; grupo do treinamento de força e grupo controle (que não realizou nenhuma atividade física).
Várias variáveis foram testadas e comparadas antes e após os testes.

Os pesquisadores puderam então concluir que após as 16 semanas de um programa de treinamento de força houve uma redução significante na resposta da pressão arterial durante uma atividade aeróbia sub-máxima. Portanto, o treinamento de força (musculação) para essa população, não apenas serviu para um ganho de força e hipertrofia, como também fornece benefícios cardiovasculares significantes para essa faixa etária.
Dicas do Professor:

Esse estudo é apenas mais uma prova de que o treinamento de força (musculação) é benéfico em vários aspectos. Os professores de Educação Física mais atualizados estão em uma luta constante para desmistificar muitas idéias errôneas e que infelizmente estão enraizadas na mente das pessoas sobre a musculação.

O treinamento de força não existe apenas para os “fortões”, ou para te deixar “grande” e “musculoso”, há uma série de outros objetivos relacionados à saúde (melhora da postura, aumento de força, etc.) que também são alcançados através do treinamento de força.

A verdade é que, quando bem “explorado”, adequadamente manipulado e utilizado para cada caso, o treinamento de força é um integrante benéfico e valioso na busca pelo fitness e o bem-estar, seja qual for a sua idade.

Fonte: Blood Press Monit. 2009 Aug;14(4):137-44.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Treinamento De Força Em Superfície Instável


Você já treinou assim? Sabe da importância?

Há vários exemplos, seja na vida diária ou em atividades esportivas, em que exercemos força em superfícies não muito estáveis para o nosso corpo.

Segundo pesquisa realizada no Canadá, a instabilidade pode diminuir o resultado da força de um músculo, porém mantém o músculo altamente ativado.

A manutenção dessa alta ativação muscular no tronco e nos membros enquanto fazemos força em superfícies instáveis, aumenta as funções estabilizadoras de nossos músculos. O aumento nesse estresse associado com a instabilidade promove maiores adaptações neuromusculares, como diminuição das co-contrações, melhora na coordenação muscular e maior confiança na realização de determinada tarefa.

Além disso, o aumento na ativação muscular com menos estresse nas articulações e nos músculos também pode ser benéfica para a saúde músculo-esquelética, como também para reabilitação.

No entanto, a menor produção de força em decorrência da superfície instável pode funcionar de forma negativa para ganhos absolutos de força quando praticamos o treinamento de força. Ainda, alguns estudos mostraram um aumento da co-contração durante o treinamento em superfícies instáveis.

Os efeitos positivos do treinamento em superfícies instáveis para melhora de performance em determinado esporte em específico, segundo os autores, ainda precisam ser melhor quantificados.

Segundo esses autores, a literatura sugere que quando estamos planejando um programa de treinamento de força para saúde dos músculos ou para reabilitação, devemos incluir exercícios em superfícies estáveis e instáveis. Isso proporcionará uma ênfase tanto na força (superfície estável), quanto no equilíbrio e coordenação (superfície instável), estressando o sistema neuromuscular de maneira eficaz e completa.

Fonte: J Strength Cond Res. 2006 Aug;20(3):716-22.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Treinamento De Força Pode Alterar Positivamente A Composição Corporal De Crianças Obesas


Estudo Australiano comprova essa tese.


Durante 8 semanas, cientistas Australianos recrutaram e estudaram as respostas de um treinamento periodizado de força em 48 crianças, sendo 26 meninas e 22 meninos.


As crianças treinaram 3 vezes por semana, supervisionadas por profissionais especializados.


Os cientistas mediram as seguintes variáveis:


Composição corporal; antropometria; força; potência.


Após o período de 8 semanas de intervenção, foi constatado uma diminuição média na porcentagem de gordura corporal de 2.6%, sendo que a massa magra apresentou um aumento médio de 5.3%.


Não houve mudança significativa na altura, peso absoluto, índice de massa corporal (IMC), massa de gordura total, e conteúdo mineral ósseo.


A força e potência das crianças também melhoraram significantemente.


Esses resultados demonstraram que um programa de treinamento resistido para crianças obesas altera significantemente a composição corporal, força e potência das mesmas. Os autores enfatizaram que as atividades foram muito bem toleradas por todos os participantes.


É importante frisar, porém, que esse tipo de treinamento para crianças deve ser prescrito apenas por profissionais altamente qualificados nesse quesito.


Fonte: J Strength Cond Res. 2009 Jan;23(1):80-5.


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Treinamento De Força No Tratamento De Diabetes E Obesidade


Uma revisão científica de vários estudos comprova a eficácia do Treinamento de Força em indivíduos nessas condições.

Cientistas da University School Of Medicine de Boston – EUA, realizaram uma pesquisa que teve como objetivo a coleta do maior número possível de artigos científicos que tratassem do treinamento resistido (treinamento de força) no tratamento da Diabetes e da Obesidade.

O estudo desses cientistas buscou, principalmente, artigos que explicassem em detalhes os mecanismos biológicos por trás dos benefícios do treinamento de força para essa população.

Foi descoberto por eles que o treinamento resistido parece mesmo aumentar a sensibilidade à insulina e a melhorar a tolerância à glicose em vários desses estudos.

Além disso, os estudos comprovam que o consumo de glicose não é uma mera conseqüência do típico aumento da massa magra associado ao treinamento resistido, mas sim é um resultado de mudanças qualitativas no músculo treinado nessa modalidade.

Há também provas substanciais de que o treinamento resistido pode alterar de maneira eficaz a composição corporal nos homens e nas mulheres. Esse tipo de treinamento aumenta a massa magra total, força muscular, taxa metabólica basal e, preferencialmente, mobiliza o tecido adiposo visceral e subcutâneo na região abdominal.

Os pesquisadores reforçam a necessidade e a importância do treinamento resistido (além do treinamento aeróbio) para diabéticos e obesos.

Fonte: J Cardiopulm Rehabil Prev. 2009 Mar-Apr;29(2):67-75.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Exercícios Aeróbios Melhoram A Flexibilidade Cognitiva


A prática da atividade física também tem sua influência positiva no cérebro.

Acredita-se que a atividade física previne o declínio cognitivo e pode melhorar a atividade do lóbulo frontal do cérebro. Para testar essa hipótese, cientistas do Masley Optimal Health Center, em São Petersburgo – EUA, recrutaram quase 100 indivíduos e os testaram durante 10 semanas.

Eles foram divididos em 2 grupos, o grupo controle, aonde os participantes eram aerobicamente ativos durante 0 à 2 dias na semana, e o grupo de intervenção, subdividido e 2; metade eram ativos durante 3 à 4 dias na semana e a outra metade durante 5 À 7 dias na semana.

Foram mensurados fatores como memória, velocidade mental, tempo de reação, atenção e flexibilidade cognitiva.

A análise inicial já mostrou melhora significativa na velocidade mental, atenção e flexibilidade cognitiva. Após ajustes para idade, sexo, nível de escolaridade e mudanças na velocidade psicomotora, apenas a flexibilidade cognitiva mostrou melhora significativa.

Os pesquisadores concluíram então que após essas 10 semanas de intervenção, o aumento na freqüência do exercício aeróbio demonstrou estar associado com melhoras no desempenho cognitivo, especialmente na flexibilidade cognitiva.

Fonte: J Clin Psychol Med Settings. 2009 Jun;16(2):186-93. Epub 2009 Mar 28.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Tempo De Reação E Percepção Visual Em Atletas Masculinos E Femininos


Você sabe a diferença nesses aspectos entre os sexos? E entre esportes individuais e coletivos?

Cientistas Turcos realizaram dois testes em uma tentativa de responder tais questões. Os testes foram realizados em quase 50 atletas das seguintes modalidades: Basquete, Handebol, Futebol, Voleibol, Ginástica, Esgrima e Natação.

Os resultados dos testes indicaram que a quantidade de respostas incorretas a dados estímulos pelos atletas masculinos foi menor quando comparado com atletas do sexo feminino.

Foi também constatado que o número de respostas omissas pelos atletas de esportes individuais foi maior do que a dos atletas de esportes coletivos.

Além disso, dependendo da característica específica de cada esporte, o número de respostas omissas foi significantemente diferente entre atletas do sexo masculino e atletas do sexo feminino.

Os resultados desse estudo, segundo os autores, também reforçam a importância do tempo de reação quando em relação à característica de cada esporte.

Fonte: J Sports Med Phys Fitness. 2009 Mar;49(1):91-6.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Efeitos De Um Treinamento De Força De Improvisação Em Dançarinas


O estudo detalhado abaixo é de importância para aqueles que levam a dança a sério


Cientistas do Departamento de Recreação e Dança da Northwest Missouri State University, Maryville, Missouri – EUA desenvolveram um treinamento de força manual para dançarinos que exige improviso dos mesmos. O treinamento que contava com os conceitos básicos de treinamento de força manual, foi uma aplicação da improvisação de contato em um sistemático programa de desenvolvimento de força.


Os cientistas procuraram descobrir os efeitos desse tipo particular na força muscular, nas medidas de circunferência e na porcentagem de gordura corporal de 10 dançarinas em comparação com um grupo controle de 8 dançarinas.


O programa durou 8 semanas, aonde as dançarinas realizavam as atividades 3 vezes por semana. Cada sessão teve a duração de 1 hora.


Após as 8 semanas de intervenção com testes e re-testes, os cientistas concluíram que esse programa, apesar de não alterar significantemente a porcentagem de gordura corporal das dançarinas, permitiu que as mesmas aumentassem sua força muscular geral e também diminuíssem suas (medidas) circunferências.


Fonte: J Strength Cond Res. 2009 May;23(3):718-28.


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Maratonistas: Cuidado Com O Aumento Da Temperatura Corporal E Seus Efeitos!


Você sabia que a desidratação é um dos maiores (se não o maior) inimigos dos maratonistas?

A maratona impõe um desafio mental e físico enorme em atletas de qualquer nível. Aliada ao calor e a alta humidade do ar, não só o desempenho é prejudicado, mas a saúde e o bem-estar também correm sérios riscos.

Os efeitos do calor e do estado de hidratação nos sistemas cardiovascular e termoregulatório são bem conhecidos e explicados pela ciência. Tais efeitos explicam o declínio no desempenho e a sensação de esforço aumentado sob essas circunstâncias de competir no calor. Os praticantes passam por uma elevação da freqüência cardíaca e da temperatura corporal na mesma intensidade em que estão acostumados a correr.

A desidratação em decorrência dessa situação resulta na diminuição do Volume Sistólico, do Débito Cardíaco e da Pressão Arterial, como também faz com que o fluxo sanguíneo para a musculatura mais exigida seja reduzido.

Todo esse cenário afeta diretamente Sistema Nervoso Central (SNC) e, portanto, o cérebro pode contribuir para a fadiga durante a atividade física prolongada debaixo do calor.

Portanto, é imprescindível que os praticantes de maratona estejam bem preparados para uma hidratação eficiente antes, durante e após as provas. Desta forma, evitarão a fadiga mais rápida e até mesmo conseqüências mais séries resultantes de um aumento elevado na temperatura corporal, que pode até levar a morte.

Fonte: Sports Med. 2007;37(4-5):396-9.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Treinamento De Força Ajuda Os Hipertensos, Dizem Estudos


Músculos mais fortes diminuem esforço do coração para bombear sangue. Para começar os exercícios, contudo, é bom consultar um médico.


Será que levantar peso é ruim para a pressão sanguínea? Sabe-se que exercícios aeróbicos regulares podem melhorar a circulação e reduzir a pressão do sangue. Porém, o que dizer da musculação?


Durante anos, pessoas com hipertensão foram alertadas a não praticar o esporte, pois os médicos temiam que picos de pressão sanguínea, provocados durante o levantamento de peso vigoroso, pudessem causar problemas perigosos e, no longo prazo, aumentar a pressão. No entanto, estudos não oferecem muitas evidências em relação a isso. Nos últimos anos, grandes pesquisas descobriram o contrário: a musculação reduz a pressão sanguínea, pois, com músculos mais fortes, exige-se menos do coração para as atividades do dia-a-dia.


Por exemplo, uma análise, publicada no periódico "Hypertension", observou 11 exames clínicos comparando 182 adultos praticantes de musculação várias vezes por semana e 138 não praticantes deste tipo de exercício. No geral, o estudo descobriu que a musculação diminuiu a pressão sanguínea sistólica (o maior número num exame de pressão) em até 2%, e a pressão diastólica em cerca de 4% - pequenos benefícios capazes de melhorar enormemente a saúde cardiovascular.


Outro relatório da American Heart Association, publicado na revista científica "Circulation", revelou que apenas duas ou três sessões de levantamento de peso por semana – com exercícios de flexões e pressões – eram suficientes para diminuir a pressão sanguínea.


A associação afirma que o treinamento de resistência pode também beneficiar pacientes cardíacos, mas recomenda uma consulta inicial com um médico, para orientação.
Portanto, o levantamento de peso pode diminuir a pressão sanguínea.


Fonte: G1

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Apenas Um Pouco De Musculação Melhora O Gasto Energético E A Queima De Gordura Diária


É sabido que o praticante de muitos anos do treinamento resistido, cronicamente, aumenta seu gasto diário de energia, como também a queima diária de gordura a um nível suficiente para manter o balanço energético e para prevenir o ganho de peso.



No entanto, ainda não sabemos se o efeito será o mesmo para aqueles que praticam esse mesmo tipo de treinamento, porém de maneira reduzida e há menos tempo.



Para o melhor entendimento dessa questão, cientistas da Universidade de Massachusetts – Boston avaliaram uma população de universitários com sobrepeso, um grupo com alta probabilidade de desenvolver obesidade.



Eles foram divididos em 2 grupos (grupo praticante do treinamento de força e grupo não praticante) e foram avaliados em vários aspectos relacionados a gasto energético e queima de gordura durante 6 meses.



Os cientistas observaram que um programa mínimo de treinamento de força que durava em média 11 minutos por sessão resultou em um aumento crônico no gasto energético diário.


Essa adaptação no gasto energético pode ter um impacto favorável no balanço energético e na queima de gordura suficiente para ajudar na prevenção da obesidade para essa população.


Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2009 Apr 3. [Epub ahead of print]


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Treinamento De Sprint vs Treinamento De Sprint Com Coordenação Para Jogadores De Futebol Adolescentes


Os métodos de treinamento para jovens jogadores de futebol são muitas vezes aqueles que são utilizados para treinar os profissionais adultos.



Na contramão dessa prática, muitos especialistas advogam que o treinamento para os pré-adolescentes deveriam conter apenas aspectos coordenativos.



Isto posto, pesquisadores Italianos procuraram investigar as diferenças entre um treinamento de sprint com coordenação e um treinamento de sprint simples com repetições. E qual o efeito de tais treinamentos no tempo que os atletas demoram a percorrer 20 metros, com ou sem a bola.


Dezesseis jogadores foram divididos em 2 grupo, o grupo de treinou apenas sprint simples com repetições e o grupo que treinou sprint com coordenação.



Os treinamentos ocorreram 2 vezes na semana durante 12 semanas. O primeiro grupo treinavam 20 repetições de sprints de 20 e 10 metros. Enquanto o segundo grupo treinou com a mesma duração, porém com exercícios que exigiam coordenação (ex. subida em escadas).



Ambos os grupos melhoraram o tempo no sprint de 20 metros sem a bola, sem diferenças de desempenho entre os grupos. Os 2 grupos também melhoraram o sprint com a bola, porém o grupo que treinou sprint com coordenação apresentou melhora maior no sprint com a bola do que a melhora apresentada pelo grupo que treinou sprints simples.



Segundo os cientistas, os resultados sugerem que o treino coordenativo melhora a velocidade com a bola mais do que o tradicional treino de sprint simples, provavelmente devido ao aspecto coordenativo que o correr com a bola exige.



Fonte: Int J Sports Physiol Perform. 2008 Dec;3(4):558-62.


quarta-feira, 8 de abril de 2009

Comportamento Fisiológico De Pilotos De Corrida Em Resposta A Condições De Calor



Apesar do desafio térmico do piloto em desempenhar seu papel em condições de muito calor em seu cockpit, as respostas fisiológicas a tal estresse ainda não são totalmente claras.


Devido a esse cenário, pesquisadores Australianos procuraram descrever os estresses termais, cardiovasculares e perceptivos em pilotos de corrida da categoria V8 Supercar durante competições sob muito calor.


Utilizando de diversas ferramentas para a medição dos aspectos citados acima, foi possível observar a possível mudança antes e após as corridas:


Antes


Temperatura Corporal: 37 a 38.2 ºC
Freqüência Cardíaca: 160 bpm


Após


Temperatura Corporal: 38.4 a 39.7ºC
Freqüência Cardíaca: 170 bpm


Além dos valores acima, houve um aumento significativo no suor e na desidratação dos pilotos.
Todos relataram desconforto com o calor, sendo que a percepção do calor entre os pilotos variou entre muito difícil até muito, muito difícil depois das corridas.


Foi concluído então que, apesar do sistema de resfriamento, os pilotos dessa categoria sofrem muito nos aspectos termais, cardiovasculares e de percepção de esforço mesmo durante corridas de breve duração em ambientes quentes.


Fonte: Int J Sports Physiol Perform. 2007 Jun;2(2):182-91.