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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Proteínas Que Recuperam Ossos



Pesquisa brasileira desenvolve proteínas recombinantes para uso na produção de um novo medicamento para a regeneração de fraturas, que poderá chegar ao mercado brasileiro em até cinco anos. Pesquisadores do Núcleo de Terapia Celular e Molecular (Nucel) da Universidade de São Paulo (USP) produziram em laboratório duas proteínas recombinantes que deverão ser utilizadas na formulação de um novo biofármaco destinado ao tratamento de fraturas ósseas.


De acordo com a coordenadora do Nucel e da pesquisa, a professora do Instituto de Química da universidade, Mari Cleide Sogayar, as proteínas BMP2 e BMP7 estimulam a formação de tecido ósseo em reparos tanto em ortopedia como em odontologia. "Identificamos as seqüências de DNA que codificam para essas duas proteínas a partir dos bancos de cDNA do Projeto Transcriptoma da FAPESP, conhecido como Transcript Finishing Initiative, em que foram obtidas amostras de vários tipos de linhagens celulares, de diferentes tecidos humanos como estômago, fígado e próstata. Foram quase seis anos de pesquisa e desenvolvimento até chegarmos a essas duas proteínas recombinantes", disse Mari Cleide à Agência FAPESP.


O Projeto Transcriptoma, resultado de parceria entre a FAPESP e o Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, foi conduzido de 2000 a 2003 dentro do Projeto Genoma Humano do Câncer.


O cDNA, ou DNA complementar, é o DNA sintetizado por uma molécula de RNA mensageiro em uma reação catalisada pela enzima transcriptase reversa. Quando inseridos em células, cDNAs podem levar ao aumento dos níveis da proteína codificada. "No banco do Projeto Transcriptoma encontramos dois cDNAs que permitiram amplificar as seqüências da BMP2 e da BMP7. Com as seqüências de DNA que codificam para as BMPs em mãos, clonamos essas seqüências, utilizando células de ovário de hamster e também células de rim embrionário humano, para produzir as duas proteínas recombinantes", explicou Mari Cleide.


O estudo, também correspondeu à tese de doutorado de Juan Carlos Bustos Valenzuela. Segundo a professora, o trabalho deve gerar dentro de poucos anos a formulação de um medicamento para reparos de fraturas e traumas ósseos decorrentes, por exemplo, de osteoporose ou implantes dentários. "Para criar um biofármaco precisamos de células que produzam as duas proteínas de interesse em larga escala. Em nosso laboratório temos algumas células superprodutoras, mas ainda as estamos aperfeiçoando para que purifiquem e produzam em maior quantidade, em meio de cultura, tanto a BMP2 como a BMP7", disse.


O medicamento, segundo a pesquisadora, poderá chegar ao mercado dentro de até cinco anos. "Estamos em processo de aperfeiçoamento das células superprodutoras. Em seguida, vamos iniciar a transferência de tecnologia para uma empresa farmacêutica nacional que já demonstrou interesse em produzir o biofármaco", afirmou. Medicamentos semelhantes, mas importados, estão disponíveis em clínicas odontológicas e ortopédicas no país, ainda que em baixa quantidade devido aos altos custos. "Nossa expectativa é que esse novo biofármaco seja mais de 50% mais barato do que os importados", disse Mari Cleide.


O desenvolvimento das proteínas no Nucel também contou com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento do Ensino Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP.


Fonte: Agência FAPESP

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Proteína Em Células-Tronco Musculares Pode Ser Caminho Para Tratar Distrofias


Células-Tronco Musculares


Experiências realizadas in vitro mostraram que a proteína eIF5A (fator de início de tradução de eucariotos 5A) está envolvida com o processo de diferenciação de células-tronco presentes na musculatura esquelética - músculos ligados aos ossos que são responsáveis pela locomoção.
"Diferenciação celular é o processo em que uma célula sofre alterações moleculares e celulares em associação ao desenvolvimento de um novo tipo celular", explica o farmacêutico e bioquímico Augusto Ducati Luchessi.

"Após a ocorrência de uma lesão muscular essas células-tronco, também chamadas de células satélites, são ativadas e se diferenciam para regenerar o tecido lesionado", complementa. Seu estudo acaba de ser publicado no Journal of Cellular Physiology e pode ser um caminho para o tratamento das distrofias musculares.


Proteína Enigmática

Ainda pouco estudada, a proteína eIF5A é conhecida no meio científico como "enigmática", pois é a única descrita na natureza que possui em sua composição um resíduo de aminoácido chamado hipusina.
"A proteína eIF5A foi descoberta em 1976 e está envolvida com o processo de síntese protéica, mas sua função exata ainda é desconhecida", conta Luchessi.

A hipusina é essencial para a atividade de eIF5A e é formada por uma via bioquímica chamada hipusinação, que consiste na transformação enzimática de um resíduo específico do aminoácido lisina em hipusina. Neste processo, é essencial a participação de um composto chamado espermidina.


Diferenciação de Células-Tronco

"Nós levantamos a hipótese de que esta proteína "enigmática" poderia desempenhar uma função importante no controle da diferenciação de células-tronco musculares após tomar conhecimento que a espermidina está envolvida na diferenciação de uma linhagem celular de mioblastos", explica Luchessi.

Para a realização dos testes in vitro, Luchessi removeu alguns músculos esqueléticos de ratos e isolou as células-tronco presentes nestes tecidos. Inicialmente, foi comparado o conteúdo de eIF5A entre as células satélites e o tecido muscular dos animais. Como resultado, foi observado que o tecido muscular apresentava maior quantidade de eIF5A.

Em seguida, as células satélites foram submetidas à diferenciação in vitro e foi verificado que a expressão de eIF5A intensificava-se ao longo do processo de diferenciação. Posteriormente, as células satélites foram tratadas com um composto inibidor da hipusinação (GC7) e foi constatado um bloqueio reversível da diferenciação.


Distrofia Muscular

Luchessi relata que um estudo anterior demonstrou que a suplementação de camundongos distróficos com L-arginina causou uma melhora significativa da doença em função de um possível aumento na produção de óxido nítrico. A suplementação das células satélites com o aminoácido L-arginina causou uma supressão parcial dos efeitos inibitórios de GC7.

"Uma vez que L-arginina é uma molécula precursora de espermidina, essa suplementação também pode aumentar a disponibilidade de espermidina e alterar o padrão de ativação de eIF5A via hipusinação", explica. Segundo o biquímico, esses resultados possibilitam a elaboração de outros estudos, inclusive com vistas ao tratamento das distrofias musculares.

Para o pesquisador, esses achados revelam um importante papel fisiológico de eIF5A no processo de diferenciação muscular.


Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Teste Nos EUA Pode Identificar Potencial Esportivo Em Crianças


Uma empresa americana está oferecendo um teste que, segundo ela, pode prever as habilidades de uma criança para os esportes.

Por US$ 149 (cerca de R$ 340), a Atlas Sports Genetics, com sede em Boulder, no Estado do Colorado, coleta amostras de células da boca da criança e identifica que variações ela apresenta do gene ACTN3, que, segundo uma pesquisa de 2003, teria um papel importante no desenvolvimento atlético.

Segundo a empresa, dependendo do tipo de gene, a criança teria mais habilidades em esportes de força (como o levantamento de peso) ou de resistência (como a maratona), ou ainda uma combinação dos dois (como o futebol).

"A descoberta de um talento olímpico pode demorar anos. Mas e se nós soubéssemos parte da resposta já no nascimento?", diz a Atlas em seu site.
A empresa alega que o teste poderia ser feito em crianças a partir de um ano de idade.

Preocupação

Especialistas, no entanto, expressaram preocupação com o fato de o resultado acabar incentivando pais a forçar seus filhos a se especializar em um esporte muito cedo ou treinar demais para sua idade.

"Acho preocupante porque muitos pais não terão discernimento em relação a isso", disse William Morgan, autor do livro Why Sports Morally Matter ("Por que os esportes são moralmente importantes", em tradução livre), ao jornal The New York Times. "Esse tipo de teste apenas contribui para a loucura em torno dos esportes."

Outros especialistas acrescentam que são necessários muito mais estudos sobre o ACTN3, e que os resultados de testes como os da Atlas representam apenas parte da equação, na qual outros genes também estão envolvidos no desempenho atlético.

O presidente da empresa, Kevin Reilly, disse ao jornal que esperava que o teste fosse provocar polêmica e reconheceu que ele é apenas uma das inúmeras ferramentas para ajudar a criança a atingir seu potencial nos esportes.

"Não é assim que vamos descobrir o próximo Michael Johnson, mas se você esperar até a adolescência, pode ser tarde demais. O objetivo é identificar as crianças com mais potencial e ajudar os pais a escolher o melhor caminho para elas", afirmou.

Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Dermatoglifia - Características pessoais através da impressão digital


É o estudo científico das impressões digitais, pelo qual é possível analisar o potencial genético do indivíduo. Através dessa análise é possível descobrir as aptidões esportivas e algumas patologias e defeitos do desenvolvimento. O Estudo da dermatoglifia é realizado com três tipos de desenhos encontrados nas digitais dos dez dedos do indivíduo: arco, presilha e verticilo.

A dermatoglifia vem sendo bastante utilizada na área do desporto, pois através dessa é possível analisar as qualidades físicas de um atleta através das digitais. Dessa forma, é possível direcionar o atleta para a área ou posição que ele tem maior aptidão, entre outros. Para o desporto, os desenhos das digitais têm os seguintes significados:

- Arco: muita força, porém baixo nível de coordenação motora.








- Presilhas: velocidade e explosão.










- Verticilo (rodamoinho): força, velocidade e resistência.










Fonte: http://www.brasilescola.com/curiosidades/dermatoglifia.htm