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domingo, 5 de abril de 2009

Óleo de peixe ajuda a tratar crianças acima do peso, afirma estudo

Ele aumenta níveis de 'colesterol bom' e diminui gorduras e triglicérides.
Efeito não aparece se meninos e meninas só fizerem exercícios e dieta.

Atualmente quase não se fala no óleo de fígado de bacalhau que foi amplamente utilizado desde o século XVIII. Cientistas da Universidade de Nevada (EUA) descobriram que a ingestão de óleo de peixes, rico em ômega-3, pode auxiliar no tratamento de crianças acima do peso.

A epidemia de obesidade que atinge o mundo ocidental vem se estendendo para as crianças. Estimativas atuais apontam que cerca de 15% das crianças americanas estão com peso corporal acima do ideal. O excesso de peso das crianças se traduz por alterações nos níveis de gordura no sangue que, muitas vezes, são semelhantes às de adultos. Em outros países, as crianças que apresentam comportamento social semelhante terminarão por apresentar o mesmo problema. O que está em jogo é o risco do aparecimento de problemas cardiovasculares no futuro.

A pesquisa avaliou o efeito do óleo com ômega-3 sobre o perfil de gorduras no sangue em crianças acima do peso. As crianças e adolescentes estudados, que tinham entre dez e 18 anos, fizeram dieta e exercícios regulares. Um grupo recebeu, além das orientações, doses diárias de óleo de peixe.

Aquelas que receberam o óleo de peixe melhoraram seu perfil de gorduras no sangue de forma significativa, baixaram os níveis de triglicerídeos e aumentaram o colesterol HDL, o bom colesterol. As que não utilizaram o suplemento, apesar da dieta e dos exercícios, melhoraram o peso, porém não os níveis de gorduras sanguíneas.

Fonte: g1

quarta-feira, 25 de março de 2009

Anabolizantes maquiados


Um estudo feito no Estado de São Paulo pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) concluiu que um em cada quatro produtos comercializados em academias de ginástica como suplementos nutricionais para praticantes de atividade física tem substâncias de natureza esteroidal não declaradas nos rótulos.

O trabalho analisou 111 produtos comercializados na capital e no interior paulista, apreendidos pelos serviços de vigilância sanitária locais. As análises, realizadas por meio de técnica conhecida por screening por cromatografia em camada delgada, foram realizadas no Laboratório de Antibióticos e Hormônios do Instituto Adolfo Lutz, órgão vinculado à Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.
Do total de 28 amostras (25,5%) que apresentaram substâncias esteroidais destinadas ao desenvolvimento de massa muscular, 7% tinham sais de testosterona em suas fórmulas. A identificação dos sais indica que esses produtos contêm esteróides anabolizantes e estão sendo vendidos ilegalmente. 
Em contrapartida, 18,5% dos suplementos analisados também apresentaram substâncias de natureza esteroidal, mas que não pudemos identificar com precisão devido à falta de padrões de comparação com outras substâncias puras.
Esteróides anabolizantes são drogas fabricadas para substituir a testosterona, o hormônio masculino fabricado pelos testículos que ajuda no crescimento dos músculos (efeito anabólico) e no desenvolvimento das características sexuais masculinas (efeito androgênico).
A importância do estudo está na demonstração dos riscos que muitos atletas no Brasil correm ao consumir substâncias desconhecidas, ainda mais se tratando de drogas perigosas que oferecem efeitos colaterais muito variados.
O levantamento também apontou que 85,6% dos suplementos analisados não apresentavam informações de procedência e, das demais amostras, 5,4% eram nacionais e 9%, importadas. O trabalho mostrou ainda que a forma mais frequente de apresentação dos produtos foi a de cápsula, representando 41% do total de amostras analisadas, por apresentar uma maior facilidade na manipulação e incorporação de outras substâncias farmacologicamente ativas. 

Consumo popular
De acordo com o trabalho, alguns dos fatores que contribuem para a explosão de consumo dessas substâncias são o apelo da publicidade, a prática do fisiculturismo e o culto exagerado ao corpo, que enfatiza o desenvolvimento muscular conhecido como vigorexia.

Além disso, a disponibilidade e o livre acesso pela internet aos suplementos nutricionais no comércio internacional e, no Brasil, o consumo nas academias de ginásticas sem orientação de profissionais de saúde resultaram na popularização do uso desses produtos por atletas profissionais e amadores.

Segundo o Dietary Supplement Health and Education (DSHEA) os suplementos dietéticos são aqueles que suprem as necessidades de um ou mais nutrientes, como vitaminas, minerais e enzimas. Além dessas substâncias, são permitidos extratos vegetais, aminoácidos, melatonina e precursores da testosterona, chamados de pró-hormônios, entre os quais a androsteniona, a dehidroepiandrosterona e o androstenediol.
Os pesquisadores destacam que, quando ingeridas sem orientação médica, essas substâncias podem causar problemas como impotência sexual, desordens menstruais, insônia, dor de cabeça, acne, aumento dos níveis de colesterol, problemas cardíacos, crescimento indevido de pelos, aumento de agressividade, engrossamento da voz, aumento da pressão sanguínea e até infarto do miocárdio. 

Fonte: Revista Fapesp

segunda-feira, 9 de março de 2009

Avaliação Do Risco De Lesão Em Gestantes Em Atividades Cotidianas


É recomendado que as gestantes pratiquem atividade física, porém não há dados disponíveis que indiquem o risco da perda do bebê associado com o nível do exercício praticado.


Em busca dessa quantificação, pesquisadores do Centro de Lesões Biomecânicas nos Estados Unidos avaliaram o risco dessa perda através de uma simulação de exercícios utilizando um modelo – validado - computadorizado baseado em simular e calcular níveis de exercícios para gestantes de 30 semanas.


Para a simulação, mulheres não-gestantes foram recrutadas nesse estudo e desempenharam 6 atividades distintas; Sentar normalmente na cadeira, Caminhar, Correr, Polichinelo, Salto Vertical (máximo), Pular de um step de 20cm.


Com a análise dos dados foi possível descobrir que o risco médio de perda do bebê entre essas atividades foi baixo (4%), sendo que o menor risco encontrado foi na caminhada (3,1%) e o maior na corrida (18,8%).


Foi concluído então que existe um risco de perda do bebê em atividades de alto impacto, porém, nas atividades de baixo impacto o risco é extremamente baixo ou até nulo.


Fonte: Biomed Sci Instrum. 2008;44:183-8.