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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Hipertensão Pode Apresentar Um Sintoma Nada Silencioso


A hipertensão já afeta mais de 20% dos brasileiros. Novos estudos apontam mais um vilão para a doença; a apnéia obstrutiva do sono.

Além dos aspectos contribuintes para a hipertensão já conhecidos; excesso de sal e gordura na alimentação, sedentarismo e tabagismo, um novo aspecto surgiu para aumentar a lista: a apnéia obstrutiva do sono.

Ela é uma pausa respiratória de dez ou mais segundos durante o sono, com queixas freqüentes de ronco.

Vários estudos têm mostrado que 50% dos pacientes com apnéia são hipertensos, o que não significa que toda pessoa que ronca sofre de apnéia, é claro.

Segundo os médicos, uma média de cinco pausas respiratórias por hora já é preocupante, mas alguns pacientes chegam a ter 30 pausas nesse intervalo de tempo. A apnéia causa aumento na freqüência cardíaca e na pressão arterial. Isso acontece porque, com as freqüentes paradas respiratórias, o sangue é menos oxigenado, assim como o cérebro. Logo, o coração dispara, e a pressão sobe. Por isso, é bom estarmos alerta em caso de ronco excessivo.

Dicas do Professor

A chave é a prevenção. Parece redundante, porém vale reforçar: a prática regular de atividade física (orientada por um professor de Educação Física regulamentado), uma alimentação balanceada, descanso suficiente e saúde mental em dia são ingredientes fundamentais para um ótimo nível de saúde.

Para aqueles que já são hipertensos, uma mudança de hábitos (com os ingredientes citados acima) se faz essencial. Essa mudança deve ser acompanhada por um controle constante de exames clínicos para que seja possível observar o comportamento e status atual de sua pressão arterial e outros indicadores de saúde.

Fonte: Fleury Saúde Em Dia, 2009.




segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Condicionamento, Adiposidade E Mortalidade Em Hipertensos



Sabendo-se dos variados benefícios oriundos da prática da atividade física, será que um bom condicionamento cardiorrespiratório é um atenuante do risco de mortalidade em homens obesos hipertensos? Um longo estudo americano afirma que sim.


Cientistas da Winston-Salem State University, na Carolina do Norte – EUA acompanharam mais de 13.000 homens com tais características durante 29 anos. Esses homens foram divididos e classificados dentro dos seguintes parâmetros:


1 – Condicionamento Cardiorrespiratório: Baixo, Moderado, Alto
2 – Obesidade: Índice de Massa Corporal (IMC), Circunferência da Cintura, Porcentagem de Gordura Corporal
Durante esse período ocorreram 883 mortes, sendo que 335 delas aconteceram em decorrência de doenças cardiovasculares.
Curiosamente, na análise dos resultados, os cientistas observaram que os indivíduos obesos e hipertensos com o condicionamento cardiorrespiratório alto; fossem eles com o IMC, a circunferência da cintura alta ou a porcentagem de gordura elevados, não apresentaram risco maior de mortalidade quando comparados com indivíduos normais com o condicionamento físico alto.
Conclusão dessa pesquisa: O condicionamento físico é um modificador muito poderoso na associação da adiposidade com a mortalidade em homens obesos hipertensos, anulando todo o risco de mortalidade devido a doenças cardiovasculares.
Dicas do Professor:
Realmente os benefícios de se possuir um nível elevado de condicionamento cardiorrespiratório são indiscutíveis. Esse estudo eleva – individualmente - ainda mais a importância do fitness para a saúde.
Porém, o IMC, a circunferência da cintura, a relação cintura quadril, o índice de conicidade e a porcentagem de gordura quando analisados em conjunto são excelentes indicadores do risco coronariano.
Apesar de o estudo afirmar que o condicionamento físico alto pode anular risco de mortalidade devido a doenças cardiovasculares em obesos hipertensos, devemos saber o que é “condicionamento físico alto” e também lembrar que o fator hereditário também conta muito para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.
Portanto, além de um bom condicionamento físico, devemos sim buscar níveis adequados em todos os outros aspectos relacionados à saúde, nos cercando de todas as variáveis possíveis em nosso caminho ao bem-estar.

Fonte: Am J Hypertens. 2009 Jul 16. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Idosos – Treinamento De Força Na Pressão Arterial

Estudo revela os efeitos do treinamento de força (musculação) na função cardiovascular de idosos.


Pesquisadores Australianos testaram diversos idosos (faixa etária entre 70 e 80 anos de idade) para saber quais os efeitos que um programa de treinamento de força com duração de 16 semanas teria sobre o sistema cardiovascular dos mesmos.
Mais de 20 idosos foram selecionados e divididos em 2 grupos; grupo do treinamento de força e grupo controle (que não realizou nenhuma atividade física).
Várias variáveis foram testadas e comparadas antes e após os testes.

Os pesquisadores puderam então concluir que após as 16 semanas de um programa de treinamento de força houve uma redução significante na resposta da pressão arterial durante uma atividade aeróbia sub-máxima. Portanto, o treinamento de força (musculação) para essa população, não apenas serviu para um ganho de força e hipertrofia, como também fornece benefícios cardiovasculares significantes para essa faixa etária.
Dicas do Professor:

Esse estudo é apenas mais uma prova de que o treinamento de força (musculação) é benéfico em vários aspectos. Os professores de Educação Física mais atualizados estão em uma luta constante para desmistificar muitas idéias errôneas e que infelizmente estão enraizadas na mente das pessoas sobre a musculação.

O treinamento de força não existe apenas para os “fortões”, ou para te deixar “grande” e “musculoso”, há uma série de outros objetivos relacionados à saúde (melhora da postura, aumento de força, etc.) que também são alcançados através do treinamento de força.

A verdade é que, quando bem “explorado”, adequadamente manipulado e utilizado para cada caso, o treinamento de força é um integrante benéfico e valioso na busca pelo fitness e o bem-estar, seja qual for a sua idade.

Fonte: Blood Press Monit. 2009 Aug;14(4):137-44.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Treinamento De Força Ajuda Os Hipertensos, Dizem Estudos


Músculos mais fortes diminuem esforço do coração para bombear sangue. Para começar os exercícios, contudo, é bom consultar um médico.


Será que levantar peso é ruim para a pressão sanguínea? Sabe-se que exercícios aeróbicos regulares podem melhorar a circulação e reduzir a pressão do sangue. Porém, o que dizer da musculação?


Durante anos, pessoas com hipertensão foram alertadas a não praticar o esporte, pois os médicos temiam que picos de pressão sanguínea, provocados durante o levantamento de peso vigoroso, pudessem causar problemas perigosos e, no longo prazo, aumentar a pressão. No entanto, estudos não oferecem muitas evidências em relação a isso. Nos últimos anos, grandes pesquisas descobriram o contrário: a musculação reduz a pressão sanguínea, pois, com músculos mais fortes, exige-se menos do coração para as atividades do dia-a-dia.


Por exemplo, uma análise, publicada no periódico "Hypertension", observou 11 exames clínicos comparando 182 adultos praticantes de musculação várias vezes por semana e 138 não praticantes deste tipo de exercício. No geral, o estudo descobriu que a musculação diminuiu a pressão sanguínea sistólica (o maior número num exame de pressão) em até 2%, e a pressão diastólica em cerca de 4% - pequenos benefícios capazes de melhorar enormemente a saúde cardiovascular.


Outro relatório da American Heart Association, publicado na revista científica "Circulation", revelou que apenas duas ou três sessões de levantamento de peso por semana – com exercícios de flexões e pressões – eram suficientes para diminuir a pressão sanguínea.


A associação afirma que o treinamento de resistência pode também beneficiar pacientes cardíacos, mas recomenda uma consulta inicial com um médico, para orientação.
Portanto, o levantamento de peso pode diminuir a pressão sanguínea.


Fonte: G1

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Genética da hipertensão



Um novo estudo internacional acaba de identificar as primeiras variantes genéticas envolvidas na hipertensão. As variantes podem representar uma estratégia para lidar com o problema.

Pressão alta (hipertensão arterial) é um dos principais fatores de risco de doenças cardiovasculares e de outros problemas graves, como derrame e insuficiência renal.

Os autores do trabalho: Thomas Wang e colegas, do Instituto Nacional de Coração, Pulmão e Sangue, realizaram uma ampla análise genômica de indivíduos europeus e identificaram duas variantes comuns que afetam a pressão sanguínea.

Essas variantes estão localizadas em genes que codificam proteínas produzidas pelo coração e pelos vasos sanguíneos, chamadas peptídeos natriuréticos, que regulam o processo de excreção de sal pela urina.

Desde a descoberta de que o coração secreta uma família de hormônios que atuam no relaxamento de vasos sanguíneos e promovem a remoção do excesso de sal – em uma resposta cardiovascular a algum tipo de estresse –, tem-se especulado que os peptídeos natriuréticos possam estar envolvidos na regulagem da pressão sanguínea em humanos.

Segundo a nova pesquisa, os efeitos que as variantes genéticas (chamadas NPPA e NPPB) podem ter na pressão sanguínea é muito significativo. Agentes terapêuticos que possam atuar no sistema de produção de peptídeos natriuréticos e que, portanto, resultem em tratamento eficiente contra a hipertensão já estão sendo avaliados na continuação do estudo.

Estudos feitos com animais em que o gene NPPA foi “nocauteado”, deixando de funcionar, apontaram um aumento na pressão sanguínea.

Segundo os autores, a hipertensão é comum entre pessoas de uma mesma família e algumas síndromes genéticas raras que elevam a pressão sanguínea já foram identificadas. Mas tem sido difícil estabelecer as bases genéticas comuns para esse problema que afeta 1 bilhão de pessoas em todo o mundo.

O estudo alerta que, ainda é cedo para dizer que o exame de níveis de peptídeos natriuréticos ou de variantes genéticas possa diagnosticar o risco de hipertensão, mas no futuro poderá ser possível tratar pessoas com deficiência dessas proteínas com terapias que possam restaurar seus níveis normais e, com isso, reduzir o risco.

Provavelmente serão descobertos muitos outros genes que contribuem para alterações na pressão sanguínea. O maior desafio será compreender os mecanismos por trás desses efeitos.

Fonte: Association of common variants in NPPA and NPPB with circulating natriuretic peptides and blood pressure.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Estudo inglês comprova que comer vegetais faz baixar pressão arterial


A pesquisa realizada por cientistas do Imperial College de Londres avaliou dezessete grupos populacionais diferentes em quatro países da Europa, América do Norte e Ásia. Foram mais de 4.600 participantes entrevistados com relação a sua dieta diária e de quem foram colhidas amostras de sangue e urina. Os participantes eram homens e mulheres entre os 40 e os 59 nove anos de idade.

O foco principal da pesquisa foi a quantidade e a fonte das proteínas ingeridas pelos participantes. As proteínas são elementos essenciais à formação e à manutenção das estruturas do corpo humano, podendo ser obtidas através da ingestão de produtos animais ou vegetais. Pesquisas anteriores haviam mostrado que as pessoas que comiam mais proteínas de origem animal apresentavam mais frequentemente hipertensão arterial.


A pesquisa inglesa, publicada na revista "Archives of Internal Medicine", não confirmou esses resultados, não existindo relação entre o consumo de carne e a ocorrência de hipertensão, porém mostrou que a preferência por vegetais pode ajudar a baixar a pressão sanguínea.


Os indivíduos que consumiam proteínas de origem vegetal preferencialmente tinham níveis de pressão arterial mais baixo do que os que preferiam as carnes. Os pesquisadores acreditam que os aminoácidos, componentes básicos das proteínas, estão por trás do efeito benéfico da ingestão de vegetais. Outro elemento da dieta que pode estar envolvido na regulação da pressão arterial, segundo os cientistas, é o magnésio.


De qualquer forma os resultados reforçam as recomendações por uma dieta equilibrada e rica em vegetais para manter a saúde.

Fonte: Saúde em Foco

sábado, 3 de janeiro de 2009

Caminhada melhora a qualidade de vida dos cães e de seus donos


Todos sabem que a prática de caminhadas contribui para a prevenção de doenças, auxilia no combate à obesidade, ajuda no controle da pressão arterial, diminui o estresse, auxilia no reforço muscular e ósseo, além de melhorar a auto-estima. Poucos sabem, no entanto, que caminhar ao lado do cão pode ajudar um indivíduo a manter a saúde e a forma física. Uma pesquisa realizada pela University New South Wales, na Austrália, mostrou isso.


O estudo apontou que 41% dos proprietários de cães caminham 18% a mais do que os sem-cachorro. Naquele país, 40% da população têm cães, o que significa um total de 3,1 milhões de caninos, mostrou o levantamento. O simples fato de ter um cachorro, para muita gente, já representa uma melhora significativa no dia-a-dia. A troca de afeto e a convivência com o animal representam, muitas vezes, o ânimo que faltava para conduzir tarefas simples do cotidiano como sair de casa, conversar com vizinhos sobre assuntos amenos e fazer amigos. Os cães unem pessoas numa espécie de confraria.

Deve-se observar que, levar o cão para passear e caminhar, no entanto, são coisas completamente distintas. Enquanto passear é sair com o animal alguns minutos para que faça suas necessidades, caminhar ao lado do animal, especialmente aqueles que vivem em apartamentos, ajuda no processo de socialização, combate à obesidade, osteoartrite, doenças cardiovasculares, doenças hepática e mesmo na resistência à insulina. No animal e no dono.

Exames para ambos antes de sair para as caminhadas, recomendam os especialistas, é necessário que dono e animal passem por avaliações médicas - incluindo exames como eletrocardiograma e hemograma - com atenção especial para diabéticos e hipertensos. Os cães devem ser levados a um veterinário para fazer um eletrocardiograma. Esse exame vai determinar o ritmo das passadas e a condição física do animal. Animais com mais de sete anos, que são considerados idosos, assim como obesos, devem ser submetidos a avaliações criteriosas para checar a existência de doenças pertinentes à condição, como displasia coxo-femural, problemas de coluna e cardíacos.

Há ainda outros cuidados que devem ser tomados, como a escolha do horário mais indicado, de preferência num momento de pouco sol, já que o calor pode machucar as patas dos animais. A respiração ofegante do cão e a resistência em continuar o trajeto devem ser respeitadas.

Para mostrar ao cão a diferença entre passeio e caminhada, é preciso adotar uma postura séria, com comandos mais firmes. As paradas do cão, tão comuns nos passeios, devem ser abolidas para que se mantenha um ritmo adequado ao cachorro e ao dono. Nas caminhadas, fique atento para evitar acidentes com crianças e pessoas idosas. Use sempre os equipamentos de segurança, como coleiras e, no caso de determinadas raças, focinheiras. Manter a vacinação em dia se faz necessário e recolher as fezes do animal é um ato de educação e convívio social.

Para garantir o bem-estar de seu melhor amigo, é importante fazer com que ele beba água em pequenas quantidades e urine antes de começar a caminhada. É importante o dono segurar a coleira de maneira firme, do lado esquerdo, e manter a postura ereta. Não deixe de recompensar o cão após a caminhada com um petisco canino para condicionar o bom comportamento.

Como dicas básicas para os donos, estão o uso de roupas confortáveis e tênis, alongamento antes e depois da caminhada; hidratação antes, durante e após a prática, e a escolha de um local adequado para a caminhada, longe de calçadas esburacadas e ruas movimentadas. O ideal é manter a meta de 30 minutos por caminhada, cinco vezes por semana, pelo menos.

Sedentários devem começar caminhando três vezes por semana, por 30 minutos, para que o corpo se ajuste à nova rotina de exercícios. A partir da segunda semana, o praticante deve aumentar o tempo em 10 minutos, para que, após um mês do início da atividade, chegue a 60 minutos de caminhada por dia.

Lembrem-se: A busca de orientação especializada, se faz necessária, tanto no âmbito clínico como no técnico!


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Cortar 10% do sal na comida pode salvar milhares de vidas, mostra estudo


A diminuição em torno de 10% da quantidade de sal ingerida por dia pode salvar a vida de dezenas de milhares de pessoas a cada ano.

Pesquisadores ingleses realizaram uma extensa revisão da literatura médica com relação aos benefícios da redução do sal sobre as doenças cardiovasculares. Os cientistas descobriram que, se a quantidade de sal da dieta diária diminuísse apenas um grama, 52 mil mortes por ano seriam evitadas no Reino Unido.

A pesquisa dos cientistas do Hospital St.George, em Londres, encontra eco em uma campanha, idealizada por ONGs britânicas, que busca mover a indústria de alimentos no sentido de diminuir a quantidade de sal nos produtos industrializados. A quantidade diária ideal de sal está definida em seis gramas. Segundo a mesma pesquisa, no Reino Unido, o consumo médio diário, naquele país está em torno de 11 a 12 gramas.

As doenças cardiovasculares matam milhões de pessoas no mundo a cada ano, vítimas de infartos e acidentes vasculares cerebrais. A conclusão dos médicos britânicos mostra como uma pequena mudança nos hábitos diários pode repercutir no impacto social das doenças cardiovasculares.

Que tal rever a sua ingestão diária de sal? Preste bastante atenção nas embalagens, pois naquelas tabelas está descrito o conteúdo de sal daquele alimento.

O homem descobriu muito cedo na história que o sal poderia ser utilizado para preservação dos alimentos. Essa continua sendo uma de suas aplicações, por isso alem de procurar a quantidade de cloreto de sódio procure também pelos acidulantes pois esses produtos entram na conta do sal presente naquele produto.

Cuide de sua saúde, especialmente nessa época do ano quando os excessos são freqüentes e os eventos lotam nossas agendas.

Fonte: www.g1.com.br/ciencias & saude

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Dieta ocidental é a que mais traz riscos de infarto, diz estudo

Um estudo canadense sobre hábitos alimentares identificou a dieta ocidental como sendo a que mais traz riscos de problemas cardíacos.

Conduzido por pesquisadores da Universidade McMaster e publicado na edição desta terça-feira da revista científica "Circulation", o estudo analisou a dieta de 16 mil pessoas em 52 países e identificou três padrões alimentares globais.

A típica dieta ocidental, rica em gordura, sal e carne, seria responsável por um aumento de 30% no risco de desenvolver doenças cardíacas em qualquer população.

A dieta oriental, rica em tofu, soja e molhos, não teve nenhum impacto no risco de desenvolver problemas do coração.

Já a chamada dieta "prudente", rica em frutas e verduras, reduziria o risco em até 33%.


Riscos

Para realizar o estudo, os pesquisadores formularam um questionário que avaliava as dietas com base em 19 grupos de alimentos.

O questionário foi então respondido por cerca de 5,5 mil pacientes que haviam sofrido ataques cardíacos e 10 mil pessoas saudáveis.

De acordo com os resultados, as pessoas que seguiam a dieta ocidental apresentavam um risco 35% maior de sofrer um ataque cardíaco do que aquelas que comiam pouco ou nenhuma fritura ou carnes.

Estudos anteriores já haviam relacionado a dieta ocidental com o risco de desenvolver doenças cardíacas. O sal presente na dieta pode provocar um aumento na pressão sangüínea e algumas gorduras podem bloquear as veias e artérias.

No entanto, os pesquisadores ressaltam que as mesmas relações entre a dieta e o risco de doenças cardíacas observadas nos países ocidentais existem ainda em outras regiões do mundo.

"Cerca de 30% do risco de doenças cardíacas em uma população pode ser relacionado a uma dieta pobre", disse Romania Iqbal, que coordenou o estudo.

Segundo ela, apesar de alguns componentes da dieta oriental serem prejudiciais ao coração - como o sal no molho de soja, por exemplo - esses elementos são neutralizados por outros que protegem o corpo.

Para Ellen Mason, da Fundação Britânica do Coração, o importante é cuidar da dieta.

"O estudo demonstra que não importa se você mora em Mumbai ou na Inglaterra, ou se você come a culinária britânica, caribenha ou asiática. O vital é reduzir o consumo de comidas salgadas, fritas e gordurosas ao mínimo e aumentar a quantidade de frutas e verduras que você come", afirmou Mason.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Comportamento da Pressão Arterial e da Freqüência Cardíaca em Fumantes


É sabido, muito divulgado e mais do que comprovado cientificamente que o cigarro, além de causar câncer, é também um fator de risco para doenças cardiovasculares e coronarianas.

Um estudo realizado em Milão – Itália (1) resolveu estudar o comportamento da Pressão Arterial em jovens adultos e adultos fumantes. Para a mesma população, pesquisadores do Instituto Tecnológico Federal da Suíça em Zurique (2) observaram, além da Pressão Arterial, o comportamento da Freqüência cardíaca dos fumantes.

Ambos os estudos detectaram um aumento prolongado na Pressão Arterial dos indivíduos fumantes, tal aumento se estendeu por até 1 hora após o último cigarro.

No estudo Suíço foi observado também um aumento similar na Freqüência Cardíaca dos fumantes, sendo que houve uma diminuição nesse aumento após um período de abstinência.

Isso explica parcialmente o porquê dos riscos cardiovasculares e coronarianos oriundos do hábito de fumar e nos faz reforçar a importância de buscarmos longevidade através de uma vida com hábitos mais saudáveis como a prática regular de atividade física e uma alimentação balanceada, nos distanciando de vícios como o cigarro.

(1)J Hypertens. 1992 May;10(5):495-9

(2) Psychopharmacology (Berl). 1992;106(1):39-44

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Os riscos da “Falsa Magreza” e a importância da avaliação da composição corporal


Devemos nos atentar e tomar muito cuidado com a interpretação, muitas vezes errônea, do nosso peso corporal total. O seu peso corporal expressado em quilos (kg) na balança, assim como uma boa silhueta, pode não refletir com precisão a real composição corporal do seu corpo.

São vários os estudos comprovando que as pessoas ditas estarem dentro do peso considerado “normal” podem desenvolver doenças oriundas do sobrepeso e da obesidade, como diabetes, colesterol, hipertensão e doenças coronarianas.

Uma má alimentação, fatores genéticos bem como uma vida sedentária contribuem para um aumento importante da gordura corporal em indivíduos magros. Sendo que os fatores genéticos determinam aonde tal gordura se depositará no corpo. Em geral, a gordura se acumula em maior quantidade nos membros inferiores, culote, glúteos e coxas nas mulheres (o que pode acarretar no aparecimento de varizes e/ou celulite), e o predomínio de gordura se dá na região abdominal nos homens.

Portanto, é de fundamental importância uma avaliação da composição corporal no intuito de sabermos exatamente a quantidade de gordura e massa magra em nosso corpo.

O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma ferramenta bastante utilizada pelos profissionais da área da saúde para classificar o indivíduo levando em consideração apenas seu peso corporal e estatura. Porém, o IMC pode mascarar algumas informações importantes, um lutador de boxe, por exemplo; seu IMC provavelmente o colocaria na classificação de sobrepeso ou obeso, quando na verdade, tal indivíduo possui muito pouca gordura corporal, mas uma massa muscular muito bem desenvolvida.

É recomendável então que, além do IMC, seja feita medição da circunferência de vários segmentos corporais, assim como o cálculo da porcentagem de gordura corporal utilizando um método simples, rápido, barato e cientificamente comprovado que é o das dobras cutâneas.

Tais avaliações auxiliarão em uma prescrição adequada de uma atividade física. Sendo assim, uma vida mais ativa aliada a uma alimentação balanceada diminuirá a gordura corporal do indivíduo, prevenindo doenças sérias e muitas vezes irreversíveis.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Fatores emocionais têm influência em cardiopatias.

Projeto de pesquisa revela que 36,5% de 100 casos de cardiopatia atendidos entre março e setembro de 2007 na Enfermaria da Divisão de Cardiologia do Hospital são influenciados por fatores emocionais.

Esses dados são da pesquisa das psicólogas Fernanda Rizzi Bitondi e Giovana Bovo Facchini intitulado Caracterização Sócio-Demográfica e Psicológica de Pacientes na Enfermaria de Cardiologia do HCFMRP-USP e Avaliação Clínica do Efeito de Intervenção Psicológica.

A metodologia utilizada foi a avaliação de dados sobre hábitos de vida, antecedentes da doença, conhecimento dos fatores de risco e tratamento psicológicos e/ou psiquiátricos prévios, utilizando-se da aplicação do instrumento HAD (Hospital Anxiety and Depression Scale), para sintomas depressivos e ansiosos.

Fatores como estilo de vida, estresse no trabalho, dificuldades em casa e ocorrências de outras doenças, também foram relatados como fazendo parte dos fatores desencadeadores das doenças cardíacas.

O que podemos concluir é que levar uma vida sedentária, inadequada ao bem-estar, com diversos fatores que nos tiram do nosso equilíbrio emocional, além de nos trazer problemas no âmbito cardíaco, nos leva à outros vícios como por exemplo o comer, beber e fumar demasiadamente. Estes, certamente virão carregados de conseqüências difíceis de serem controladas, como a obesidade, os problemas pulmonares, hepáticos e etc.

Fonte:
www.saúdeemmovimento.com.br

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Prescrição de exercício físico para indivíduos que fazem uso de betabloqueadores

Considerando-se o fato de os betabloqueadores serem bastante utilizados para o tratamento de diversas cardiopatias, a prescrição do exercício físico para os usuários desses medicamentos deve ser feita sempre com muita cautela.

Como a prescrição da intensidade do exercício físico utilizada em programas de prevenção e reabilitação cardíacas baseia-se principalmente na freqüência cardíaca como indicador de intensidade de esforço, deve-se ter maior cuidado com usuários de betabloqueadores, pois estes atuam diretamente na freqüência cardíaca(1, 2), reduzindo-a, ou seja, a freqüência cardíaca máxima em um teste ergométrico e a freqüência cardíaca de repouso de usuários de betabloqueadores estão sempre diminuídas.

Além disso, a competência cronotrópica durante o exercício físico também está diminuída.

Assim, para não haver erro na prescrição do exercício físico para esses indivíduos, é importante que seja realizado teste de esforço sob o uso de betabloqueadores, para que o médico possa avaliar o comportamento das variáveis cardiovasculares durante o esforço e, posteriormente, o professor de educação física possa prescrever adequadamente a intensidade de exercício a ser realizado e a faixa de freqüência cardíaca a ser controlada nas sessões de condicionamento físico.

Dessa forma, o comportamento da freqüência cardíaca durante o treinamento físico será equivalente ao do teste de esforço.

O efeito que o medicamento exerce sobre a freqüência cardíaca durante o teste de esforço, modulando seu aumento, será reproduzido quando o indivíduo estiver se exercitando, fazendo com que, dessa forma, a prescrição esteja adequada.

Depois de obtidos os valores da freqüência cardíaca em repouso e no exercício físico máximo dos usuários de betabloqueadores, a prescrição de treinamento físico pela freqüência cardíaca se dá como citado no texto de 11 de junho de 2008 –Prescrição do exercício físico pela freqüência cardíaca -, ou seja, pela porcentagem da freqüência cardíaca máxima ou reserva (Ver tabela abaixo).

Vale a pena ressaltar que, em portadores de doença cardiovascular, mesmo com bom condicionamento físico, a prescrição de exercício físico deve ser equivalente à de um indivíduo de mesma idade sedentário saudável, ou seja, a intensidade não deve ultrapassar 50% a 70% da freqüência cardíaca de reserva.

Tabela 1. Exemplos de betabloqueadores utilizados na clínica e suas ações.

1ª Geração
Medicamento: Propranolol
Ação: Betabloqueador não-seletivo.

2ª Geração

Medicamento: Bisoprolol, Metoprolol
Ação: Betabloqueadores seletivos para receptores adrenérgicos do subtipo β1.

3ª Geração

Medicamento: Carvedilol, Bucindolol
Ação: Betabloqueadores não-seletivos e com ação vasodilatadora (bloqueio dos receptores α1-adrenérgicos).


É importante salientar o trabalho multidisciplinar nos testes de esforço, em que estão presentes o médico, detectando possíveis anormalidades, o professor de educação física, efetuando a prescrição do exercício físico baseado nos parâmetros obtidos no teste, além de outros profissionais da saúde.

Esses profissionais, trabalhando de forma conjunta, auxiliarão tanto na prevenção como no tratamento das doenças cardiovasculares.

Fonte:

1. Gordon MF, Dunkan JJ. Effect of beta-blockers on exercise physiology: complications for exercise training. Med Sci Sports Exerc. 1991;23:668-76.

2. Wilmore JH, Freund BJ, Joyner MJ, et al. Acute response to submaximal and maximal exercise consequent to beta-adrenergic blockade: implications for the prescription of exercise. Am J Cardiol. 1985;55:135D- 141D.

domingo, 15 de junho de 2008

Entenda os rótulos dos adoçantes

"Anvisa restringiu uso de sacarina e ciclamato devido à presença de sódio. De acordo com a Anvisa, o sódio é inserido nas fórmulas de adoçantes para realçar o sabor dos alimentos. Com isso, o consumo em grandes quantidades seria prejudicial à saúde, principalmente aos hipertensos. A sacarina é proibida no Canadá e o ciclamato nos Estados Unidos"

"A agência autorizou o uso no País dos edulcorantes taumatina, eritritol (ambos adoçantes naturais) e o neotame (adoçante químico artificial) em alimentos. As três novas substâncias juntam-se a outros tipos de adoçantes já utilizados no Brasil, como o aspartame, sucralose (ambos químicos artificiais), frutose e stévia (estes naturais)".

A redução da quantidade máxima de uso de sacarina e ciclamato em alimentos e bebidas do tipo diet e light, determinada recentemente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é um indicativo de que o governo pode estar seguindo regras de outros países com relação ao consumo desses adoçantes químicos artificiais. A sacarina, por exemplo, é proibida no Canadá, e o ciclamato, nos Estados Unidos.

Uma das principais razões que levou à adoção dessa medida pelo órgão foi a alta presença de sódio em ambos os edulcorantes. A substância é condenada pela OMS (Organização Mundial de Saúde). De acordo com a Anvisa, o sódio é inserido nas fórmulas desses adoçantes para realçar o sabor dos alimentos. Com isso, o consumo em grandes quantidades seria prejudicial à saúde, principalmente aos hipertensos.

Adoçantes

Na esteira da restrição de uso da sacarina e do ciclamato, a agência autorizou o uso no País dos edulcorantes taumatina, eritritol (ambos adoçantes naturais) e o neotame (adoçante químico artificial) em alimentos. As três novas substâncias juntam-se a outros tipos de adoçantes já utilizados no Brasil, como o aspartame, sucralose (ambos químicos artificiais), frutose e stévia (estes naturais).

Essa gama de adoçantes no mercado brasileiro é mais uma prova do aumento do consumo no País de produtos mais saudáveis alojados na categoria diet e light - calcula-se em 10% o crescimento anual do consumo de alimentos e bebidas nessa classe de itens.

De fato, a população tem-se preocupado mais, nas últimas décadas, com os alimentos que consome, embora isso não signifique que a grande maioria das pessoas esteja com o peso corporal adequado. Pelo contrário, cresce o número de obesos.

A grande verdade é que, embora preocupadas com o que estão ingerindo, as pessoas também estão mais sedentárias - o que acarreta inevitável ganho de peso. Porém, isso não invalida a preocupação em escolher produtos que contenham edulcorantes.

O adoçante é uma realidade para se ter uma vida mais saudável. E no conjunto de adoçantes disponíveis no mercado, aqueles essencialmente naturais tornam-se ainda mais adequados na busca de melhor qualidade de vida. É o caso da stévia. Na década de 80, o Brasil desenvolveu bastante a extração do poder desta planta, um adoçante natural, fazendo com que ela conquistasse mercado entre os edulcorantes e passasse a ser até exportado para outros países.

Neste universo crescente de adoçantes dietéticos, começa a ser relevante distinguir aqueles que podem ser mais completos à sua saúde. As diferenças estão cada vez mais visíveis.

Fonte: Helena Meneguetti Hizo, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento de um empresa que produz adoçantes
http://www1.uol.com.br/vyaestelar/adocantes01.htm

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Segredo contra hipertensão pode ser manter a cuca fresca

Pesquisadores acompanharam cinco mil pessoas desde 1985.
Os que eram mais estressados foram os que desenvolveram hipertensão.


Hipertensão e stress? O segredo pode estar em se manter a cuca fresca.

Alguns fatores que determinam se um indivíduo será ou não hipertenso, já são conhecidos: sexo, idade, raça, obesidade e sedentarismo são bons exemplos.

Mas será que existe um fator que possa predizer o aparecimento da doença desde a juventude, independente dos já citados?

Na busca desse marcador uma equipe de pesquisadores da Universidade de Pittsburgh vem acompanhando desde 1985 um grupo de mais de cinco mil pessoas.

Em 1987, três quartos dos participantes apresentavam níveis normais de pressão arterial, tinham entre 18 e 30 anos de idade e foram submetidos a testes que avaliavam as alterações da pressão arterial quando submetidos a stress.Os resultados foram registrados e arquivados.

Treze anos após, do grupo estudado mais de trezentos participantes haviam desenvolvido hipertensão.

Os participantes que haviam apresentado maiores variações da pressão arterial ao stress, estavam entre os que desenvolveram hipertensão mais tarde.

A influência do stress no aparecimento e manutenção da hipertensão arterial já é reconhecida pelos médicos e as práticas redutoras de stress ajudam efetivamente no tratamento da pressão alta.

O que está se propondo é que talvez uma resposta hipertensiva precoce ao stress seja um preditor do seu aparecimento no decorrer da vida.

De uma forma ou de outra, procurar manter um estilo de vida mais calmo diante das dificuldades do dia a dia pode ajudar a prevenir o surgimento da pressão alta.

Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL591893-5603,00.html

quarta-feira, 11 de junho de 2008

PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO FÍSICO PELA FREQÜÊNCIA CARDÍACA

A freqüência cardíaca apresenta relação linear com o aumento da intensidade do exercício físico.

Em conseqüência disso, é uma variável muito útil para o controle da intensidade de treino, ressaltando sua fácil mensuração durante o exercício físico, tanto pela palpação do pulso (método palpatório) como pela utilização de freqüencímetros, cujo custo é acessível à maioria das pessoas.

Para uma prescrição de exercício eficaz, faz-se necessária a utilização da freqüência cardíaca obtida no teste ergométrico, a partir da qual obtém-se a freqüência cardíaca máxima de cada indivíduo, que, muitas vezes, pode ser superior ou inferior à predita para a idade.

Além disso, em casos de testes positivos (como, por exemplo, isquemia) a freqüência a ser utilizada como máxima para prescrição deve ser a de positivação do teste.

Por isso, o teste de esforço é altamente recomendável e indispensável para portadores de doenças cardiovasculares.

Basicamente existem duas formas de se prescrever a intensidade do exercício físico pela freqüência cardíaca, segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte(6):

a) por meio do cálculo da porcentagem da freqüência cardíaca máxima obtida no teste;e
b) por meio do cálculo da porcentagem da freqüência cardíaca de reserva.

A prescrição pela porcentagem da freqüência cardíaca máxima é realizada pelo valor obtido no teste ergométrico, a partir do qual, após a obtenção da freqüência cardíaca máxima, calcula-se a porcentagem recomendada para cada população:

de 55% a 65% para cardiopatas,
de 60% a 75% para sedentários, e
de 70% a 85% para indivíduos fisicamente ativos.

A prescrição pela porcentagem da freqüência cardíaca de reserva se dá também pela obtenção da freqüência máxima durante o teste ergométrico, porém devem ser levados em consideração os valores da freqüência cardíaca de repouso para cálculo da intensidade do exercício físico.

A fórmula para o cálculo é a que se segue:

FC de reserva

FC treino = [(FC máx - FC repouso) x porcentual desejado] + FC repouso, em que FC = freqüência cardíaca.

A porcentagem da freqüência cardíaca de reserva recomendada para sedentários é de 50% a 70% e para ativos, de 60% a 80%.

Abaixo observa-se o exemplo de prescrição de exercício físico para indivíduo sedentário de 20 anos de idade, com freqüência cardíaca máxima de 210 bpm e freqüência cardíaca de repouso de 60 bpm.

A freqüência cardíaca de treinamento determinada a partir da fórmula da freqüência cardíaca máxima foi de 126 bpm a 158 bpm e por meio do cálculo da freqüência cardíaca de reserva foi de 135 bpm a 165 bpm.

As faixas de freqüência cardíaca de treino variam dependendo da fórmula utilizada. Recomenda-se, no entanto, o uso da fórmula da freqüência cardíaca de reserva, pois a mesma leva em consideração a freqüência cardíaca de repouso, que sofre influência tanto do condicionamento físico do indivíduo como do uso de betabloqueadores.

Para os exemplos a seguir, considere um indivíduo sedentário aos 20 anos de idade. A freqüência cardíaca (FC) de repouso era de 60 bpm e a máxima atingida no teste ergométrico era de 210 bpm.

Exemplo 1. Prescrição de exercício físico por meio da freqüência cardíaca máxima segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM).

Prescrição pela Prescrição pela freqüência cardíaca máxima
Intensidade recomendada: 60%-75% da FC máxima
Limite inferior: 60% da FC máxima
Limite superior: 75% da FC máxima
FC de treino: 126-158 bpm FC de treino: 135-165 bpm

Exemplo 2. Prescrição de exercício físico por meio da freqüência cardíaca de reserva segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM).

Prescrição pela Prescrição pela freqüência cardíaca de reserva
Intensidade recomendada: 50%-70% da FC de reserva
Limite inferior: [(FC máxima – 210 x 0,6 = 126 bpm FC de repouso) x 0,5] + FC de repouso
[(210 – 60) x 0,5] + 60 = 135 bpm
Limite superior:: [(FC máxima – 210 x 0,75 = 158 bpm FC de repouso) x 0,7] + FC de repouso
[(210 – 60) x 0,7] + 60 = 165 bpm
FC de treino: 126-158 bpm FC de treino: 135-165 bpm

Fonte:
American College of Sports Medicine – ACSM. Manual para Teste de Esforço e Prescrição de Exercício. Rio de Janeiro: Revinter; 2000. p. 3-10.

sábado, 7 de junho de 2008

Hipertensão arterial - consumo excessivo de sal nos alimentos industrializados

Alimentos enlatados, embutidos e molhos em geral contêm alta quantidade de sódio e devem ser evitados, pois podem levar ao aumento da pressão sangüínea.

É preciso conscientizar e alertar a população sobre os riscos da hipertensão arterial, - mais conhecida como o mal da vida moderna e a doença que mais mata no país.

Segundo dados da OMS – Organização Mundial da Saúde – a doença pode atingir aproximadamente 3,5 milhões de crianças e adolescentes no Brasil. A taxa de incidência da hipertensão é de 30% na população brasileira e, como a doença não apresenta sintomas, metade dos hipertensos não sabem que têm o problema.

Atualmente, a hipertensão existe em qualquer idade e atinge 65 em cada 100 idosos, e o seu controle reduz em 40% os riscos de derrame e em 20% o risco de enfarte.

Ela está associada às doenças cérebro-vascular e coronariana - principais causas de morte no Brasil -, com aproximadamente 300 mil óbitos por ano, isto é, a cada dois minutos, ocorre um óbito em função desta doença.

Estudos da OMS revelam, ainda, que a DAC (Doença Arterial Coronária) cresce anualmente devido ao inadequado controle dos principais fatores de riscos cardiovasculares como a hipertensão, diabete e o aumento do colesterol.

E muito importante controlar os fatores de riscos bem como evitar o consumo em excesso de alimentos processados, embutidos e industrializados.

Pessoas que consomem muitos produtos processados (com alto teor de sal) e alguns tipos de fast food, apresentam maior risco de desenvolver hipertensão arterial, pois trocam os alimentos naturais pelos industrializados. E quando se alimentam adequadamente abusam dos saleiros disponíveis nas mesas, o que favorece o aumento da pressão arterial.

Estudos mostram ainda que entre as populações que consomem pouco sal, a pressão arterial não aumenta conforme a idade.

Portanto, fica evidente a necessidade de orientar a população, além de educar continuamente as crianças para consumirem pouco sal desde pequenos.

Atualmente, o sal é consumido numa quantidade duas vezes maior do que o recomendado pelos médicos (4 a 6g) distribuídos por todas as refeições.

Ao contrário disso, consome-se em média, cerca de 12 a 15 gramas por dia, chegando a uma quantidade superior em alguns Estados do Nordeste.

A hipertensão está aumentando progressivamente com a idade, e chega a mais de 50% após os 60 anos, além de aumentar em quatro vezes os riscos de doenças arteriais coronárias quando comparado às mulheres com pressão arterial normal.

Em indivíduos com predisposição genética e estilo de vida inadequado (sedentarismo, dieta hipersódica, hipercalórica e hipergordurosa) a doença se dá mais precocemente e com características de maior resistência ao tratamento.

Havendo um acompanhamento médico e uma dieta adequada pode-se prevenir ou retardar o desenvolvimento da doença.

É importante evitar os alimentos enlatados (ervilhas, massa de tomate, etc), embutidos (salame, salsicha, entre outros), envidrados (palmito, azeitona e molhos em geral), queijos e pães.

Todos estes alimentos contêm sódio (composição do sal de cozinha) e a elevada ingestão dele faz o organismo reter mais líquidos, podendo levar ao aumento da pressão sangüínea e causar a hipertensão - responsável por infarto e acidente vascular cerebral -, além de afetar os rins.

Recomenda-se a utilização do sal somente no preparo dos alimentos, mas com moderação, e retirar os saleiros da mesa. A medida diária de sal fica em torno de 4 a 6 gramas por dia.

Dicas para combater a hipertensão:
• manutenção do peso ideal;
• prática regular de atividade física;
• redução da ingestão de sal;
• evitar a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas;
• seguir dieta saudável que deve conter baixo teor de gordura (principalmente saturadas), baixo teor de colesterol e elevado teor de fibras;
• checar sempre a pressão arterial com um profissional da área de saúde.

sábado, 26 de abril de 2008

Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

Hoje é dia de prevenção e combate a hipertensão, reuni aqui algumas informações interessantes a respeito desse problema que atinge uma ampla maioria da população e que é praticamente invisível, só apresentando sintomas quando o problema já esta grave. Portanto ter cuidado e informação é sempre bom!

A hipertensão arterial é a chamada pressão alta. Ocorre quando há um aumento da força com que o sangue circula nos vasos sangüíneos. A hipertensão freqüentemente está associada à obesidade, pois o excesso de peso significa mais esforço para os órgãos.

Na maioria dos casos, a pressão alta não apresenta sintomas. Entretanto, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, dor no peito, sangramento nasal e fraqueza podem ser sinais de alerta. Quando não controlada, pode causar problemas no coração, nos rins, na visão e no cérebro.

Fatores de Risco:

  • O consumo excessivo de sal pode causar o aumento da pressão arterial.
  • O aparecimento da hipertensão é mais comum na fase adulta e em pessoas idosas.
  • O consumo de álcool pode aumentar a pressão arterial, além de dificultar o tratamento.
  • O fumo aumenta o risco de problemas cardiovasculares, principalmente em pessoas hipertensas.
  • A obesidade prejudica o controle da pressão arterial e faz o coração trabalhar mais.
  • Uma vida com stress pode levar a pessoa a desenvolver a hipertensão.
  • A falta de atividade física contribui para o aumento da pressão arterial.
  • Os portadores de diabetes estão mais propensos a desenvolver a hipertensão.

Hipertensão no Brasil: Diagnóstico médico prévio de hipertensão arterial

No sexo masculino, as maiores freqüências foram observadas em Recife (22,5%), Belo Horizonte (22,7%) e Vitória (23,1%) e as menores em Florianópolis (14,9%), Palmas (14,9%) e Brasília (15,5%). Entre mulheres, as maiores freqüências foram observadas em Recife (26,8%), Salvador (27,3%) e Rio de Janeiro (28,0%) e as menores em Palmas (15,3%), Teresina (18,4%) e Manaus (19,2%).

Gênero

O levantamento aponta que mais mulheres (24,4%) do que homens (18,4%) referem o diagnóstico médico prévio de hipertensão arterial. Em ambos os sexos, o diagnóstico de hipertensão arterial se torna mais comum com a idade, alcançando cerca de 5% dos indivíduos entre os 18 e os 24 anos de idade e mais de 50% na faixa etária de 65 anos ou mais de idade.

Dicas para melhorar sua alimentação:

  • Reduzir o consumo de sal, inclusive para as crianças. Retire o saleiro da mesa.
  • Dê preferência aos alimentos frescos, como frutas, legumes e verduras.
  • Utilize temperos naturais, como tomate, cebola, alho cheiro verde, orégano e louro.
  • Evite frituras, alimentos industrializados, salgadinhos.
  • Ao usar adoçante, evite os ciclamatos e sacarinas, porque contém sódio.
  • Verifique sempre o rótulo dos alimentos e observe a presença e quantidade de sódio.

Outras dicas para uma vida mais saudável:

  • Controle seu peso. Procure um nutricionista.
  • Não fume, pois o cigarro aumenta o risco de doenças cardiovasculares.
  • Reduza a ingestão de bebidas alcoólicas, pois o excesso faz a pressão arterial subir.
  • Beba no mínimo dois litros de líquidos por dia, água sem gás, sucos ou refrescos, porém fora das refeições.
  • Faça atividade física regularmente, a caminhada pode ajudar, consulte um profissional habilitado.
  • Não tome remédios e não interrompa sua medicação sem orientação médica.
  • Evite o uso de produtos com bicarbonato de sódio (antiácidos).
  • Coma alimentos ricos em potássio, caso esteja usando medicamento diurético.
  • O stress pode agravar a hipertensão, desta forma, procure uma atividade de relaxamento que lhe dê prazer. Bom humor faz bem a saúde. Sorria!
Fontes:
Ministério da Saúde: “Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão”
Servidor Público.net: “26 de abril dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão

sexta-feira, 25 de abril de 2008

I.M.C versus R.C.Q.


Um amplo estudo tipo caso-controle, envolvendo 27 mil pessoas de 52 países, de todos os continentes, mostrou que a relação cintura-quadril (RCQ) é preditora mais forte do risco de infarto do miocárdio do que o índice de massa corpórea (IMC), mais usado internacionalmente.

O trabalho canadense mostrou que em qualquer etnia, nível de desenvolvimento do país, ou seja, qual for a característica do indivíduo, a RCQ é o marcador mais fortemente relacionado com o evento do primeiro infarto do miocárdio.

O índice de massa corpórea é um bom preditor de risco para doença cardiovascular.

No entanto, para análise do risco de infarto do miocárdio especificamente, a medida da cintura e, principalmente, a razão entre as medidas da cintura e do quadril (a RCQ) correlacionou-se mais fortemente com os eventos de infarto, não importando nem o sexo, nem a idade, região de origem e nem outros marcadores de risco para doença cardiovascular, como os encontrados em exames laboratoriais.

As pessoas com medidas da RCQ no maior quintil tinham 2,52 vezes mais chances de ter infarto, comparados com os que tinham medidas no primeiro quintil (p> 0,0001).

“Já o IMC estava apenas ligeiramente maior nos casos de infarto que nos controles”, comentaram os autores. Isso quer dizer que, além do peso inadequado para a altura, o lugar onde a gordura se deposita é importante.

“Nosso trabalho mostra que a RCQ é a medida antropométrica mais fortemente associada com o risco de infarto, e substancialmente melhor que o IMC. Nossos resultados sugerem que novas análises são necessárias sobre a importância da obesidade para a doença cardiovascular nas diferentes regiões do mundo”.

Fonte :

Yusuf S, Hawken S, Ounpuu S, Bautista L, Franzosi MG, Commerford P, et al. Obesity and the risk of myocardial infarction in 27,000 participants from 52 countries: a case-control study. Lancet. 2005;366(9497):1640-9.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Reabilitação cardíaca

Segundo a Organização Mundial da Saúde, reabilitação cardíaca é o somatório das atividades necessárias para garantir aos pacientes portadores de cardiopatia as melhores condições física, mental e social, de forma que eles consigam, pelo seu próprio esforço, reconquistar uma posição normal na comunidade e levar uma vida ativa e produtiva.

Há quatro décadas, quando esta definição foi estabelecida, os pacientes acometidos de infarto do miocárdio apresentavam grande perda da capacidade funcional, mesmo após serem submetidos ao tratamento daquela época, que implicava até 60 dias de repouso no leito.

Por ocasião da alta hospitalar, os pacientes encontravam-se fisicamente mal condicionados, sem condições para retornar às suas atividades familiares, sociais e profissionais.

 Os programas de reabilitação cardíaca foram desenvolvidos com o propósito de trazer esses pacientes de volta às suas atividades diárias habituais, com ênfase na prática do exercício físico, acompanhada por ações educacionais voltadas para mudanças no estilo de vida.

Atualmente, as novas técnicas terapêuticas permitem que a maioria dos pacientes tenha alta hospitalar precocemente após infarto, sem perder a capacidade funcional.

Excluem-se desta condição os pacientes com comprometimento miocárdico grave e instabilidade hemodinâmica, distúrbios importantes do ritmo cardíaco, necessidade de cirurgia de revascularização miocárdica ou outras complicações não-cardíacas.

 Nos últimos anos, foram descritos inúmeros benefícios do exercício regular para portadores de cardiopatia, além da melhora na capacidade funcional.

 A Sociedade Brasileira de Cardiologia em sua “Diretriz de reabilitação cardíaca” aborda o papel da reabilitação cardíaca com especial ênfase no treinamento físico, ressaltando os seus efeitos cardiovasculares e metabólicos, os seus benefícios, indicações e contra-indicações (ver referência).

Em relação aos aspectos operacionais da reabilitação cardíaca, recomendo a leitura da recente publicação da Sociedade Brasileira de Cardiologia “Normatização dos equipamentos e técnicas da reabilitação cardiovascular supervisionada” 

Fonte:

Arquivos Brasileiros de Cardiologia - Volume 84, nº 5, Maio 2005