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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Redução de Lesões em Obesos Devido à Caminhada

Recentemente, houve um aumento de indivíduos obesos que deixaram suas vidas sedentárias e começaram algum tipo de atividade física. Uma das atividades físicas mais recomendadas é a caminhada.


Houve, porém, um aumento substancial de lesões nas articulações dos membros inferiores desses indivíduos devido a diversos motivos. Cientistas estão buscando alternativas para prevenir tais lesões.



Pesquisadores americanos estudaram mais de 20 indivíduos obesos no intuito de achar uma alternativa para a caminhada e suas lesões.


Eles mediram diversos aspectos fisiológicos e biomecânicos desses indivíduos e descobriram uma alternativa para a caminhada plana.


Segundo esses cientistas, uma caminhada leve em uma subida (ou inclinação) moderada diminui o risco de lesões nas articulações dos membros inferiores, reduzindo cargas mais severas nos músculos extensores dos joelhos e adutores em 19% e 26%, respectivamente.


Foi concluído, também, que essa estratégia, além de prevenir lesões, ainda fornece um estímulo cardíaco adequado a esses indivíduos.


Dicas do Professor:


Além do descoberto e escrito acima, devemos avaliar e, portanto, conhecer muito bem para quem estamos prescrevendo a caminhada, seja ela no plano, subida ou descida. Nenhuma das alternativas é melhor ou pior que as outras. Todas servem um propósito e devem ser prescritas em seu devido tempo.


A importância do profissional de Educação Física nessas horas é primordial, já que só ele possui o conhecimento do momento exato para prescrever esse ou aquele exercício, desse ou daquele modo.


Devemos nos lembrar também do volume (nesse caso, o tempo) do exercício. Se exagerarmos, até a caminhada leve numa subida moderada que parece inofensiva poderá causar lesões. Parece básico e redundante, mas o número de indivíduos que sofrem lesões por altos volumes é muito grande.


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Os Efeitos Do Treinamento De Força Na Musculatura Do Ombro


Sabemos que muitas pessoas, treinadas ou não, sofrem de dores/incômodos nos ombros. Traduzindo em números 7 à 27% dos indivíduos abaixo dos 70 anos de idade e 13.2 à 26% dos indivíduos acima dos 70 anos de idade sofrem desse problema. O treinamento de força pode ser usado tanto para prevenir como reabilitar algumas lesões oriundas dessa região.


Cientistas Australianos testaram várias pessoas que nunca executaram exercícios específicos para a musculatura dos ombros (especificamente o manguito rotador – conjunto de 4 músculos que ajudam na estabilização dessa região). Essas pessoas foram divididas em 2 grupos; um grupo que treinou 3 vezes por semana especificamente para o manguito rotador e um grupo que não treinou especificamente para essa musculatura.


Os pesquisadores também tinham como objetivo avaliar a perda de força nessa musculatura após um período de redução desse treino específico. O treinamento durou 12 semanas e foi seguido de um período de redução que também durou 12 semanas.


Os testes aconteceram antes, durante e depois desses períodos. Os resultados mostraram que o grupo que não treinou especificamente para o manguito rotador não mostrou ganhos de força nessa região, sendo que o grupo que realizou o treinamento específico obteve melhoras de força nessa musculatura.


A diminuição de 3 para apenas 1 vez por semana de treino específico (redução do treinamento específico) foi capaz de manter os ganhos de força obtidos durante o período em que o treinamento ocorreu com uma freqüência de 3 vezes na semana.


Os pesquisadores concluíram que tal programa específico serve para ganho e manutenção de força, além de prevenirem contra lesões, que são muito comuns nessa região, como também contribuírem na reabilitação da musculatura dessa região.


Dicas do Professor:


Como mencionado previamente nesse blog, muitas pessoas ativas sofrem de dores no ombro, dores que evoluem para lesões mais sérias e que muitas vezes tornam-se casos cirúrgicos.


Isso se dá devido ao fato de que o treinamento dessas pessoas ignora uma construção de um alicerce mais estável nas regiões mais susceptíveis a lesões, como é o caso do ombro.


Um trabalho de estabilização no manguito rotador e ganho de flexibilidade na articulação do ombro deve preceder um trabalho mais intenso de força. Isso fará com que o ombro suporte, de maneira mais segura, cargas mais intensas.


Está sentindo alguma dor e/ou incômodo no ombro avise imediatamente seu professor. Não permita que essa dor e/ou incômodo evolua.


Fontes:


Clin Biomech (Bristol, Avon). 2000;15 Suppl 1:S42-5.


Reumatismo. 2009 Apr-Jun;61(2):84-9.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Tendinopatia No Tendão De Aquiles De Corredores


Comparações entre corredores com tendinopatia no tendão de Aquiles e corredores sem tendinopatia mostram, biomecanicamente, diferenças significativas em algumas estruturas-chave colaborativas para esse tipo de lesão. Treinamento adequado para tais estruturas serve como prevenção.

Cientistas americanos dividiram corredores em 2 grupos; (1) grupo de corredores que tiveram tendinopatia. (2) grupo controle de corredores que nunca tiveram tendinopatia.

Após diversas medidas e análises biomecânicas com utilização de câmeras específicas, os cientistas puderam constatar, através de cálculos estatísticos, que os corredores com histórico de tendinopatia no tendão de Aquiles mostraram menor mobilidade na tíbia e no joelho.

Isso se dá, segundo os cientistas, pela diminuição na função dos músculos responsáveis pela mobilidade dessas estruturas, resultando em grande estresse sobre o tendão de Aquiles.

Os cientistas finalizam o estudo sugerindo que uma prescrição de treino que enfatize o fortalecimento dos membros inferiores, como também uma melhora do controle da tíbia, pode reduzir o risco do desenvolvimento da tendinopatia no tendão de Aquiles ou a melhora nessa estrutura para aqueles indivíduos que estão se reabilitando de tal tendinopatia.

Dicas do Professor:

O tendão de Aquiles é uma das estruturas mais lesionadas por aumento de volume nos corredores. Excessiva pronação pode levar a forças rotacionais contraditórias que agem diretamente no tendão de Aquiles. Movimentos conflitantes inter-articulações podem acentuar a rotação desse tendão.

Então, a conclusão dos cientistas se faz importante; é preciso um programa de exercícios que leve em consideração a flexibilidade, estabilização, força e resistência de diversas estruturas direta ou indiretamente ligadas à mecânica de corrida.

Portanto, previna-se antes de correr, principalmente se for correr altos volumes.

Fonte: J Orthop Sports Phys Ther. 2008 Dec;38(12):761-7.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Lesões No Joelho Em Consequência Da Corrida


O número de corredores cresce muito cada ano e uma grande parte desses novos corredores praticam essa atividade sem o menor acompanhamento, sem informação e sem nenhum tipo de instrução em vários âmbitos. Resultado; o número de lesões tem aumentado, também. Sendo que o joelho é uma das estruturas mais afetadas, sabe por quê?
Pesquisadores da Wake Forest University – EUA foram atrás da resposta, pois, apesar do mundo científico conhecer bem as lesões decorrentes da corrida, pouco se sabe sobre os fatores de risco que as trazem.

Vários adultos foram avaliados em diversos aspectos físicos e psicológicos que podem aumentar a chance de lesões.

Após todos os testes e suas respectivas análises, os cientistas puderam observar que o peso corporal, a distância percorrida semanalmente e a força (concêntrica) dos quadríceps estavam todos correlacionados com a força compressiva tíbio-femoral. Sendo que a distância percorrida semanalmente e a força dos quadríceps tinham correlações positivas com a força patelo-femoral.

Eles concluíram que uma flexibilidade ruim nos isquiotibiais (posterior da coxa), maior peso corporal, maior distância percorrida semanalmente e muita força nos quadríceps fazem com que haja uma carga maior na articulação do joelho, podendo levar a lesões nessa estrutura.

Dicas do Professor:

Nosso organismo se adapta muito rapidamente, ou seja, quando começamos a praticar atividade física depois de muito tempo inativo, qualquer estímulo será prontamente respondido pelo nosso corpo. Isso não é diferente da caminhada/corrida, é claro! Logo que começamos a andar nos sentimos bem e queremos correr. Porém, as respostas metabólicas (coração, pulmão, etc.) normalmente são mais rápidas que as estruturais (ossos, tendões, etc.), daí a sensação e vontade de correr. Pergunta: será que em tão pouco tempo já posso sair correndo muitos quilômetros por aí, seja na esteira ou nas ruas cheias de desníveis e buracos? Resposta: bom, levando em consideração a explicação que antecedeu a pergunta, acho que vocês já sabem a resposta.

Para evitar as lesões, é imprescindível uma preparação física adequada, que vai prepará-lo progressivamente para a corrida. Portanto, um acompanhamento de um profissional especializado e atualizado é mais do que necessário.

Correr é ótimo, mas exige preparo!

Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2008 Nov;40(11):1873-9.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Por que temos cãibra enquanto dormimos ou descansamos?



Ataques de cãibra à noite são bastante comuns, especialmente em pessoas mais velhas. Eles podem ser muito dolorosos, apesar de não serem, em geral, perigosos. Na maioria dos casos, não existe causa aparente para as fisgadas nos músculos, geralmente na panturrilha, que não estejam associadas a exercícios vigorosos, dizem autoridades médicas.


A maioria das cãibras noturnas não está associada a doenças graves por trás, mas diabetes e problemas circulatórios estão entre as condições que devem ser excluídas por um médico, especialmente se a cãibra for freqüente e severa. A cãibra também pode ser um efeito colateral de algum remédio prescrito.

Uma explicação popular para as contrações involuntárias envolve redes de nervos superativas nos grandes músculos da perna. Todavia, não existem evidências conclusivas de que isso é verdade, ou quais causas poderiam estar associadas.

Outros pesquisadores sugerem que as cãibras são um efeito da desidratação, conhecida por envolver espasmos após a prática de exercícios. O senso comum sugere beber água o suficiente durante o dia e antes de deitar-se, assim como evitar cobertores pesados que impeçam os dedos do pé de ficarem estirados.


Dicas do professor:

Se você desenvolver cãibra, pode relaxar o músculo fisgado com um leve alongamento e uma massagem; caminhar ou ficar de pé, se você agüentar; e talvez um banho morno.

Tenho observado, entre meus alunos, que as queixas diminuem proporcionalmente com o aumento da aptidão física, portanto um bom plano de treino envolvendo exercícios de alongamento e fortalecimento, dentre outros, podem ajudar na diminuição deste desconforto.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Aumento De Força Nos Músculos Da Região Do Quadril Diminui O Risco De Lesão Na Corrida



Essa pergunta vai para você, praticante de corrida: Você se utiliza do treinamento de força para, além de melhorar sua corrida, ajudar na prevenção de lesões?

Pois bem, um estudo realizado pela University of Northern Iowa – EUA examinou minuciosamente os movimentos e a atividade muscular na região do quadril em uma tentativa de determinar se um aumento de força nos músculos dessa região afetaria (e de que forma) a mecânica de corrida nos membros inferiores.


Fizeram parte do estudo 15 mulheres saudáveis que foram testadas antes, durante e após um período de intervenção tanto quanto na força, como na amplitude de articulação do quadril.

A intervenção consistiu em um programa de treinamento para o fortalecimento do quadril como também no ganho de amplitude dessa articulação.

Foi apresentado um aumento de força e de amplitude articular nos abdutores e rotadores externos do quadril o que conseqüentemente levou a uma mudança (re-distribuição mais eficiente) de carga nessa articulação, o que, segundo os autores, pode reduzir o risco de lesão.

Tal intervenção pode também, segundo eles, ser usada na reabilitação de lesões nos membros inferiores.

Fonte: Clin Biomech (Bristol, Avon). 2009 Jan;24(1):26-34. Epub 2008 Nov 14.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Pára-quedistas: Lesões Relacionadas A Um Comportamento De Risco


A análise de comportamento de risco vem demonstrando ser uma ferramenta extremamente útil na determinação de lesão em jovens adultos.



Baseados nessa análise, cientistas Australianos buscaram clarificar a relação entre 2 elementos chave no comportamento de risco; (1) Avaliação do Risco e (2) Aceitação do Risco, em pára-quedistas federados.



Foram reunidos 215 pára-quedistas em 3 lugares propícios para a prática do pára-quedismo na Austrália. Eles responderam um questionário analisando 9 lugares aonde um salto de pára-quedas poderia ocorrer. Eles deveriam analisar os lugares e as condições e responderem se saltariam ou não sob tais condições.



Durante a análise dos dados, os cientistas puderam observar que as variáveis que prediziam individualmente a avaliação do risco dos pára-quedistas foram idade, sexo e detalhes dos lugares para o salto.



A avaliação do risco mostrou-se um indicador estatisticamente significante na decisão de saltar, sendo que os homens se mostraram 19% mais propícios a saltarem do que as mulheres, depois de serem divididos e controlados por idade, experiência e avaliação do risco.



Segundo os cientistas, a importância desses resultados é que, através da quantificação da relação entre os 2 elementos chave no comportamento de risco é possível facilitar a formulação de uma discussão mais bem informada sobre o possível papel do comportamento de risco nas causas de lesões oriundas desse esporte.



Fonte: J Sci Med Sport. 2003 Jun;6(2):166-75.


quarta-feira, 25 de março de 2009

Efeitos Antecipatórios Na Carga Sobre A Articulação Do Joelho Durante A Corrida E Mudanças Bruscas De Direção


Cientistas do Esporte Australianos estudaram como a performance esportiva que exige mudanças bruscas de direção afetou a carga na articulação do joelho e seu potencial risco para uma lesão ligamentar.


Utilizando-se de modelos biomecânicos avançados, eles analisaram a corrida com mudanças bruscas de direção durante atividades que eram previamente explicadas para os sujeitos e também durante atividades inesperadas, em que o sujeito não podia antecipar o que iria acontecer, tendo assim que reagir bruscamente de maneira imediata para responder ao estímulo externo.


Eles observaram que a flexão e extensão dos joelhos não diferiram nas duas atividades. No entanto, a magnitude dos momentos varos e valgos e das rotações internas e externas era dobrada nas atividades inesperadas quando comparadas com as atividades já pré-estabelecidas e conhecidas pelos sujeitos.


Esse fenômeno aumenta o risco de lesão sem contato no ligamento do joelho. Isso provavelmente ocorre devido ao tempo reduzido que essa tarefa permite para a reação do praticante, ou seja, há pouco tempo para um ajuste postural adequado a fim de se executar o movimento de maneira mais segura, como a posição do pé no chão em relação ao centro da massa do corpo.


Portanto, o treinamento para esse tipo de atividade inesperada deve envolver rotinas que familiarizem o praticante com esse perfil de movimentos e estímulos inesperados. As sessões de treino também devem ser compostas de treinamento pliométrico, como também focadas na melhora da interpretação dos estímulos visuais para aumentar o tempo disponível para planejar o próximo movimento de maneira mais adequada e segura.


Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2001 Jul;33(7):1176-81.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Reabilitação Do Equilíbrio Dos Músculos Ao Redor Da Escápula


Vários exercícios para os músculos da escápula são utilizados no tratamento da disfunção escápulo-toráxica que estão relacionadas à lesão do ombro.


Tendo em vista os desequilíbrios intra-musculares e inter-musculares em pacientes com essa condição, os exercícios que promovem ativação da porção inferior do trapézio, da porção média do trapézio, do serrátil anterior e com ativação mínima da porção superior do trapézio são recomendados.


Foram utilizados e analisados - com a utilização de eletromiografia - 12 exercícios comumente prescritos para o fortalecimento do trapézio.


Levando em consideração a ativação recomendada acima, 4 exercícios foram considerados como principais para a reabilitação do equilíbrio dos músculos ao redor da escápula pelos cientistas. São eles:


1 – Rotação Externa de Ombros em Decúbito Lateral
2 – Flexão Frontal em Decúbito Lateral
3 – Abdução Horizontal de Braços em Decúbito Ventral com Rotação Externa
4 – Hiperextensão de Ombros em Decúbito Ventral


Fonte: Am J Sports Med. 2007 Oct;35(10):1744-51. Epub 2007 Jul 2.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O Papel De Um Programa De Estabilização Integrado Em Pacientes com Dor Lombar


Devido a resultados inconstantes em pesquisas relacionadas a programas de treinamento de estabilização em decorrência da variação de métodos usados nesses experimentos, cientistas britânicos resolveram avaliar a eficácia de um programa de estabilização integrado em pacientes com dor lombar.


Tal programa contou com uma progressão de exercícios que começa com o trabalho isolado dos músculos estabilizadores, passando para exercícios mais complexos com a utilização simultânea e coordenada de dois ou mais músculos estabilizadores.


57 sujeitos divididos em 2 grupos: grupo controle e grupo de intervenção, participaram do estudo. Sendo que o grupo controle não participou de nenhum exercício específico para estabilização e o grupo de intervenção participou, durante 6 semanas, de um programa de treinamento de estabilização de 3 estágios de maneira individualizada.


No primeiro estágio a ênfase foi dada em exercícios posturais e ativação dos músculos estabilizadores. O segundo estágio buscou progressão dos exercícios para os músculos estabilizadores. Finalmente, o terceiro estágio enfatizou técnicas específicas.


Os cientistas puderam concluir no final do experimento, que o programa de estabilização integrado reduziu significantemente a dor e a limitação de movimentos dos sujeitos pertencentes ao grupo de intervenção. Sendo que tais participantes descreveram que a experiência foi extremamente positiva.

Complement Ther Clin Pract. 2008 Nov;14(4):255-63. Epub 2008 Jul 26.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Relação Entre Fatores Mecânicos E A Incidência Da Dor Lombar


Pesquisadores Iranianos buscaram investigar a associação de 17 aspectos mecânicos com a ocorrência de dores lombares. Várias características físicas, baseadas em hipóteses, descobertas clínicas e experimentos científicos vêm sendo associados com o surgimento de dores lombares.


Porém, ainda há controvérsia em relação ao grau de associação entre algumas dessas características físicas e o surgimento de dores lombares. Portanto, informações relacionadas ao grau de associação de cada fator ao surgimento de dores lombares se fazem necessárias para uma prevenção efetiva e estratégias apropriadas de tratamento.


Os pesquisadores analisaram 600 indivíduos divididos em 4 grupos; (1) Homens saudáveis, (2) Mulheres saudáveis, (3) Homens com dores lombares e (4) Mulheres com dores lombares. Os 17 aspectos mecânicos e suas associações com o aparecimento de dores lombares foram avaliados.


Dentre todos os fatores testados, a resistência dos músculos extensores da coluna possuiu a maior relação com o surgimento de dores lombares. Outros fatores como o comprimento dos músculos extensores da coluna, a força dos flexores do quadril, dos adutores e dos músculos abdominais também tiveram associações significantes com a dor lombar.


Os pesquisadores concluíram que a fraqueza muscular ou a resistência muscular estão associadas com a ocorrência (ou não) de dores lombares, enquanto que fatores estruturais como o tamanho da lordose lombar, dos desvios pélvicos, discrepâncias de comprimento entre: as pernas, isquiotibiais e o músculo iliopsoas não estão associados com a ocorrência de dores lombares.


Fonte: J Orthop Sports Phys Ther. 2002 Sep;32(9):447-60.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Fatores De Risco E Mecanismos De Lesões No Joelho De Corredores



Milhões de pessoas participam de provas de rua todos os anos. Só nos EUA, o número de participantes chega a 36 milhões a cada ano, sendo que 100 milhões correm, pelo menos, 100 dias por ano.

Apesar das lesões advindas da corrida serem bem entendidas pela medicina do esporte, os fatores potenciais de risco não são. Isto exposto, um estudo americano buscou investigar fatores de risco comportamentais e fisiológicos que influenciam os mecanismos para o potencial de lesão no joelho, incluindo forças de articulação e momentum do joelho.

Vinte indivíduos com a idade entre 20 e 55 anos foram submetidos a testes de flexibilidade nos isquiotibiais (posterior da coxa), quadríceps, além do peso e altura para ajustes. A carga na articulação do joelho também foi medida, assim como a força concêntrica e excêntrica da extensão do joelho.

Depois das correlações e dos cálculos estatísticos, foi concluído que os joelhos cujas cargas em suas articulações foram maiores estavam relacionados com os seguintes fatores:

- Maior peso corporal
- Pouca flexibilidade nos isquiotibiais (posterior da coxa)
- Maior força muscular
- Maior distância percorrida por semana

A maioria dos fatores de risco citados acima poderia ser potencialmente modificada para reduzir a aumento da carga na articulação do joelho, reduzindo assim o risco de lesão nessa região.

Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2008 Oct 8. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Lesões No Ombro De Praticantes de Atividade Física: Um Problema Constante



Problemas no ombro decorrentes da prática inadequada da atividade física são constantemente relatados na literatura e é comum observamos isso em praticantes de academia. Foi pensando nesse problema que cientistas da Flórida – EUA sentiram que havia necessidade de estudar e descrever os riscos de lesões no ombro pertinentes à prática da atividade física.


A articulação e as características dos músculos do ombro de indivíduos freqüentadores de academia foram investigadas para determinar adaptações específicas relacionadas a riscos que podem ocorrer para esses participantes.


Noventa pessoas participaram do estudo, sendo que 60 foram submetidas a diversos exercícios para membros superiores e as outras 30 não foram submetidas a nenhum exercício ou estresse para essa mesma região do corpo.


As variáveis analisadas pelos cientistas foram:


- Amplitude de movimento na articulação do ombro
- Tensão na parte posterior do ombro
- Peso corporal ajustado para os valores de força
- Comparação de força dos músculos agonistas/antagonistas entre os grupos de pessoas


Após a análise estatística dos dados constatou-se:


1 – O grupo de 60 pessoas que participaram de exercícios para os membros superiores diminuiu a mobilidade de todos os movimentos dos ombros (exceto na rotação externa, que foi maior para o grupo de 60 pessoas), comparado com o grupo das outras 30 pessoas.


2 – Os músculos agonistas/antagonistas se apresentaram mais fortes para o grupo de 60 pessoas, porém demonstraram desequilíbrios musculares maiores do que os apresentados para o grupo que não se exercitou.


Tais fatores sugerem que os participantes de atividade física que se exercitam inadequadamente estão predispostos a desequilíbrios de força e mobilidade no ombro como resultado de seus treinamentos. Tais desequilíbrios estão relacionados com problemas/lesões no ombro de indivíduos “normais” ativos e também nos atletas. Então, esses desequilíbrios colocam essas pessoas em risco de lesão no ombro.


Esse problema todo recai no tipo de treinamento que é prescrito a esses indivíduos. A maioria dos treinamentos contém exercícios para grandes grupos musculares, feito de forma multi-articular (ex. Supino), e, na maioria dos casos, o treinamento para os músculos estabilizadores dessa região (ex. Manguito Rotador) é totalmente inexistente.


Portanto, a seleção dos exercícios de uma maneira progressiva é de extrema importância. Não significa que a pessoa não possa estar executando o Supino, por exemplo, significa apenas que ela deve se preparar para poder executar esse (e outros mais complexos) exercício de forma segura.


Deve-se optar, então, por exercícios que atenuam esse desequilíbrio de força e mobilidade visando a prevenção de lesões.


Os responsáveis pela prescrição do treino devem considerar os estresses biomecânicos e as adaptações associadas aos não-atletas praticantes de atividade física quando estão prescrevendo-lhes exercícios, principalmente para as regiões mais suscetíveis a lesões, como a região do ombro.


Fonte: J Strength Cond Res. 2009 Jan;23(1):148-57

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Core Training: Uma Estratégia Eficiente No Diagnóstico E Na Prevenção De Lesão



Atualmente, vêm sendo observado um aumento da ausência de trabalhadores em decorrência a diversos tipos de lesões, pois realizam suas funções em posições desconfortáveis e posturas inadequadas.


Tendo em vista tal cenário, pesquisadores da University of Arizona, realizaram um estudo para avaliar se o Core Training ajudaria na prevenção de tais lesões decorrentes de posturas inadequadas.


Uma bateria de testes para movimentos funcionais foi aplicada em mais de 400 bombeiros. Os testes de movimentos funcionais foram correlacionados com as lesões desse grupo. A partir daí, eles criaram e aplicaram treinos físicos para a melhora da flexibilidade e força nos músculos estabilizadores.


Os pesquisadores constataram que o tempo perdido com as lesões foi diminuído em 62% e o número de lesões em 42% em apenas 12 meses. Esses dados foram comparados com um grupo controle de muitos anos.


Esses resultados sugerem, portanto, que a melhora na flexibilidade e força dos músculos estabilizadores através de treinamento físico específico para esse propósito previne lesões em trabalhadores cujas funções envolvem estarem em posições e posturas inadequadas.


Fonte: J Occup Med Toxicol. 2007 Apr 11;2:3

sábado, 27 de dezembro de 2008

Dedo mindinho dá 50% da força à mão, afirma fisioterapeuta


O dedo mindinho, o humilde dedo número cinco da mão, há muito tempo é visto como um acessório decorativo, um dedinho para levantar delicadamente enquanto tomamos uma xícara de chá. O que perderíamos se não tivéssemos esse dedinho?

"Você perderia facilmente 50% da força da sua mão", afirmou Laurie Rogers, terapeuta ocupacional e terapeuta de mão certificada do Hospital Nacional de Reabilitação em Washington. Ela explicou que apesar dos dedos indicadores e médios, junto com o polegar, funcionarem para pinçar e agarrar objetos – fechando zípers, abotoando botões – os dedos mínimos se juntam ao anelares para dar força à mão.

Aprendi isso sozinha no último mês de abril, quando tropecei enquanto fazia jogging e minha figura de 60 quilos esmagou o osso na base do meu mindinho direito, um osso da largura de um lápis. Eu quebrei minha articulação metacarpofalangeana, MCP, onde o dedo se liga à mão.

Cinco meses depois, o dedinho ainda não era capaz de dobrar sozinho. Não conseguia fechar a mão, manusear uma raquete de tênis com controle, segurar direito um pesinho de musculação ou um aspirador de pó. Pelo fato da lesão ter ocorrido na minha mão dominante, escrever era uma tarefa difícil.

Problema comum

Minha situação estava longe de ser especial. Fraturas do dedo mindinho e do seu metacarpo – o osso que se estende da base do dedo até a mão – são duas vezes mais freqüentes que fraturas em qualquer outra parte do dedo ou do metacarpo, incluindo o polegar. Existem poucos dados confiáveis que monitoram lesões no dedo mindinho nos Estados Unidos; as estatísticas são de um estudo de 2003 do "The Journal of Hand Surgery" (volume britânico e europeu) que analisou o equivalente a um ano de dados de uma emergência hospitalar em Amsterdã, Holanda.

A alta incidência de fraturas pode ser atribuída ao status do mindinho, junto com o dedo indicador, como "dedo de fronteira", um "apoio para livros" em relação aos dedos anelares e médios, explicou Dr. Steven Z. Glickel, diretor do C.V. Starr Hand Surgery Center do t. Luke's-Roosevelt Hospital Center em Nova York e presidente da Sociedade Americana de Cirurgia de Mão.

Apesar do dedo indicador "ser, pelo menos, um pouco protegido por estar adjacente ao polegar", continuou o médico, "o dedo mínimo praticamente não tem nenhuma proteção".

Os ossos do dedo mínimo – as falanges distal, média e próximal – são geralmente quebrados em quedas ou quando o dedo é atingido por algo, como uma bola de basquete.

Apesar da rigidez e do inchaço, muitas pessoas não percebem que o dedo está quebrado, então não procuram tratamento.
Fratura oculta

"As pessoas pensam que se não sentem dor e podem mover o dedo, ele não está quebrado", disse Scott G. Edwards, diretor de cirurgia de mão e cotovelo do Georgetown University Hospital. "Isso simplesmente não é verdade."

Os reparos a um dedo mindinho quebrado podem significar pinos, parafusos e placas. Oito dias após minha queda, dois pinos foram colocados através da minha articulação MCP. O procedimento, realizado por Edwards em cirurgia ambulatorial, conectou novamente minha falange próxima e reforçou a articulação central do mindinho, conhecida como articulação interfalangeal próxima, ou PIP. Um gesso foi aplicado da ponta dos dedos até o cotovelo.

Doze dias depois, o gesso foi removido e a reabilitação foi iniciada. Nunca tinha ouvido falar em terapia de dedo, mas ela existe – e é dolorosa.

"Terapeutas de mão fazem com que pareçamos bonzinhos", disse Leon S. Benson, diretor de cirurgia de mão do Evanston Northwestern Healthcare em Illinois. "Estou no consultório, feliz e contente, então digo ao paciente: 'Agora você vai descer para ver Mary Beth, a terapeuta que vai machucar você'."

Os tratamentos incluem aplicação de calor, ultra-som, estímulos neuromusculares, talas e exercícios manuais. Começar a reabilitação logo – dentro de alguns dias ou semanas após a cirurgia – é de extrema importância; sem isso, o tecido cicatrizado pode se expandir e a inchação pode piorar.

Comecei minha terapia rapidamente, mas o terapeuta que me ajudava era gentil demais para manipular meu dedo. Quando finalmente encontrei um substituto competente, meu dedo estava rígido e a cicatrização parecia estar avançando.

O tecido de cicatrização, um tecido conectivo fibroso formador da ferida, é mais proeminente e problemático nos dedos porque praticamente não existe músculo ali, logo os tendões se acomodam diretamente no osso. Acumular tecido de cicatrização no dedo mindinho é como "injetar cola dentro de um relógio", disse Benson. "Trava tudo".

O inchaço também pode retardar a recuperação. "É como tentar dobrar uma grande salsicha", comparou Edwards.

Um exame de ressonância magnética do meu dedo foi realizado depois dos pinos terem sido removidos. O resultado confirmou que o tecido de cicatrização tinha imobilizado os tendões flexores – eles ficam permitem que os dedos se dobrem, como se fôssemos dar um soco. Além de não receber tratamento eficaz rapidamente, a genética pode ter contribuído, já que algumas pessoas formam tecido de cicatrização mais facilmente que outras. De qualquer forma, meu dedo estava travado.

Em outubro, passei por uma tenólise do tendão flexor, durante a qual Edwards conseguiu meticulosamente liberar os tendões. No dia seguinte à cirurgia, comecei a fazer terapia com Rogers. No início do mês, concluí meu tratamento; meu dedinho agora dobra facilmente e a força voltou à minha mão.

Agora, o dedo mindinho tem todo o meu respeito.


Fonte: www.g1.com.br

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Dor Atinge 71,2% Dos Corredores Amadores No Brasil


Dados da Corpore, a maior organizadora de corridas da América Latina, comprovam o que pode ser visto nas ruas: correr é um esporte cada vez mais popular. Nos últimos cinco anos, aumentou 155% o número de inscrições em provas da instituição --são 4 milhões de corredores no Brasil.
Mas um estudo feito com 7.731 corredores amadores mostra que a maioria tem muitas dores e lesões devido à atividade --e não sabe se prevenir nem se cuidar corretamente.


É a maior pesquisa com corredores amadores do país, que será apresentada hoje no Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, em Porto Alegre. O levantamento foi feito pelo Núcleo de Estudos em Esporte e Ortopedia, com a Corpore e a Sociedade Brasileira de Traumatologia Desportiva, a partir de perguntas por e-mail.

Os resultados mostraram que 71,2% dos entrevistados já sentiram dor em decorrência do esporte e não procuraram um médico e que 53,1% já tiveram lesões, especialmente no joelho, no pé e no tornozelo --tendinite e fascite plantar estão entre as mais citadas.

Quando a dor vem, quase metade diz que só coloca gelo na região, 42% param de correr temporariamente e --o dado que mais assustou os especialistas-- 30,6% já tomaram antiinflatórios sem receita médica. "São remédios que exigem prescrição. Seu uso crônico pode levar a problemas gastrointestinais e cardiovasculares", diz o autor do estudo, o ortopedista Rogério Teixeira da Silva.

Segundo ele, o gelo é um ótimo analgésico, mas o perigo é recorrer a ele sempre e deixar de procurar o médico quando necessário. "A dor pode ser uma manifestação inicial de uma lesão pior", afirma.

O educador físico Mário Sérgio Andrade Silva, diretor técnico da assessoria esportiva Run & Fun, acredita que muita gente não vai ao médico por achar que ele vai suspender o treino. "É inegável que a pessoa, quando toma gosto pelo esporte, não quer ficar sem correr. Muita gente não pensa a longo prazo e se automedica."

Ele diz que muitas pessoas ficam tão motivadas quando começam a correr que acabam querendo pular, por exemplo, de uma prova de 10 km para outra de 15 km imediatamente. "A corrida é muito sedutora. Emagrece, condiciona, favorece a interação, tem eventos bonitos. Mas é um exercício de impacto e, como todo esporte, exige um tempo para evoluir. Ninguém começa a jogar futebol ou a nadar com seis anos e está na Olimpíada aos dez."


Orientação

Segundo Rogério Silva, outro dado ajuda a explicar o alto índice de lesões e dores: mais de 60% correm sem orientação técnica. Aqueles que tinham um técnico de corrida acertaram mais a hora de "aposentar" o tênis, por exemplo.

Enquanto a maioria disse que troca de tênis quando a sola está gasta, só 15,3% seguem a orientação correta: mudar o calçado após percorrer de 500 km a 700 km com ele.

O empresário Gilberto Tarantino, 46, que corre desde 2001, diz que antes de ter orientação comprava tênis "pela moda". "Agora sei que não preciso do mais caro, mas que tem que ser bom para meu tipo de pisada. E que tem vida útil."

Ele conta que chegou a ter dores todo mês e que vivia no fisioterapeuta. "Achava que quem corria tinha que sentir bastante dor. Minha dor "andava" pelo corpo, da perna para a lombar, de lá para outro local."

Gilberto também diz que fazer musculação o ajuda a prevenir problemas --neste ano, não teve lesões-- e conta que aprendeu a "ouvir o próprio corpo". "Se estou muito cansado, treino outro dia. Antes, ia até o fim mesmo com dor."

Para Rogério Silva, o estudo mostra que é preciso informar melhor os corredores, os treinadores e os médicos. "Quando é feita de forma adequada, a corrida é uma atividade muito benéfica e saudável."


Fonte: Folha On-line

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Idosos Possuem Padrões De Movimentos Diferentes Ao Correr


Ao aderir à corrida de rua para aumentar a qualidade de vida, a população idosa naturalmente adota padrões de movimentos bem diferentes dos adultos mais jovens, que, somados às alterações teciduais decorrentes do envelhecimento biológico, podem deixá-los mais suscetíveis à ocorrência de lesões.


A conclusão é de dissertação de mestrado de Reginaldo Fukuchi, defendida na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP). Um artigo com os resultados do trabalho foi publicado na revista inglesa Journal of Sports Sciences.


Com o objetivo de comparar a cinemática da corrida em adultos e idosos, foram analisados 34 corredores, 17 adultos e 17 idosos com mais de 65 anos de idade. Ao correr em uma esteira ergométrica com diferentes velocidades, eles foram filmados por quatro câmeras de vídeo e o pesquisador realizou, a partir das imagens captadas, a reconstrução das coordenadas em pontos digitalizados.


“As principais diferenças são que os idosos apresentaram maior frequência e menor comprimento de passada, além de terem menor mobilidade nas articulações para flexionar o joelho, menor rotação interna da tíbia [rotação da perna de fora para dentro], que ocorre normalmente quando apoiamos o pé no chão para andar ou correr, e menor coordenação entre os movimentos do tornozelo e do joelho”, disse Fukuchi à Agência FAPESP.


Segundo ele, há um sincronismo de movimentos entre o tornozelo e o joelho quando se apóia o pé no chão para correr. “Esse sincronismo é necessário justamente para evitar lesões no começo do apoio e para ajudar na performance no final do apoio, quando o corredor começa a tirar o pé do chão. Nesse caso, o estudo mostra que os idosos apresentaram menos movimento em alguns planos e menor coordenação entre o joelho e o tornozelo”, disse.


Como a corrida é um dos esportes que mais conquistaram adeptos entre os idosos, que buscam melhor qualidade de vida, Fukuchi aponta que a prescrição de exercícios e as estratégias de prevenção de lesões em idosos corredores devem considerar as diferenças no padrão de corrida identificadas em seu trabalho.


“O aumento do número de idosos praticando corrida de rua também tem levado ao crescimento do número de lesões no Brasil. Em detrimento de alterações teciduais já conhecidas nos idosos, como a perda de força muscular e a diminuição da mobilidade das articulações, o padrão de corrida tem sido alterado também”, explicou.


“Esse resultados são importantes, pois podem direcionar o treinamento desses corredores e ajudar a entender por que eles se lesionam mais do que os adultos”, afirma Fukuchi, que também é pesquisador do Laboratório de Biomecânica do Instituto Vita.


Análise Cinemática Tridimensional


A coleta de dados foi realizada por meio de uma análise cinemática tridimensional dos movimentos dos membros inferiores dos indivíduos durante a corrida. Para isso, foram fixadas marcas pelo corpo do corredor que, com o uso das câmeras de vídeo, puderam ser vistas a partir de diferentes pontos.


Depois de processar as imagens de cada câmera, o pesquisador as reconstruiu por meio de um software próprio de análise de movimento. “Dessa forma, conseguimos conhecer, de modo bastante preciso, os movimentos das articulações em todos os planos”, disse.


De acordo com o pesquisador, já se sabia que alterações teciduais provocam diminuição na mobilidade das articulações. “Ainda não se sabia, no entanto, se tais alterações realmente provocavam mudanças no padrão de movimento da corrida, fato que conseguimos observar no estudo”, afirmou.


"O fato de os idosos serem mais susceptíveis a lesão do que os adultos não quer dizer que eles não devam correr", ressalta Fukuchi. “Pelo contrário, diversos estudos mostram que a prática da corrida ajuda a diminuir a morbidade e prevenir as doenças relacionadas ao envelhecimento.”


Mas, segundo ele, é importante destacar que a abordagem com os idosos corredores deve ser diferente em relação aos mais jovens, principalmente no treinamento. “Outros estudos mostraram, por exemplo, que corredores mais velhos são menos capazes de absorver os impactos e que os calçados para esses corredores deveriam suprir esse quesito”, disse.


Fonte: Agência FAPESP

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Cientistas Britânicos Desenvolvem "Osso Injetável"


Cientistas da Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha, desenvolveram um material que pode ser injetado em ossos fraturados para ajudar em sua recuperação. A substância tem a textura de um creme dental e forma uma espécie de "molde" biodegradável ao redor do qual o tecido ósseo cresce e se recompõe.

Segundo os pesquisadores, a nova técnica poderia substituir os dolorosos enxertos ósseos que acontecem em muitos casos.

Eles agora devem iniciar os primeiros testes com pacientes na Grã-Bretanha, com esperança de começar a usar o material regularmente nos Estados Unidos dentro dos próximos 18 meses.

Sem cirurgia

De acordo com os cientistas, a vantagem da nova técnica em relação aos preenchimentos tradicionais está no processo de enrijecimento.

O preenchimento convencional esquenta enquanto endurece, destruindo as células próximas, o que impede o seu uso em algumas partes do corpo. Já o polímero desenvolvido na Grã-Bretanha começa a endurecer apenas quando entra em contato com a temperatura do corpo.

Além disso, o próprio processo de inserção é mais fácil, pois não necessita uma incisão cirúrgica, segundo o chefe da pesquisa, Kevin Shakesheff.

Os enxertos tradicionais utilizam pedaços de ossos retirados de outra parte do corpo para preencher as fraturas. "Hoje em dia, além de sofrerem uma cirurgia, os pacientes ficam com uma parte do corpo relativamente danificada. Nosso método evitaria isso", explicou Shakesheff.

"Acreditamos que podemos apenas inserir uma agulha, levá-la ao ponto certo e injetar o polímero, que então vai preencher a área fraturada e endurecer em poucos minutos. Como ele não esquenta, as células ósseas ao redor sobrevivem e conseguem recompor o tecido."

Futuro

O cientista reconhece, no entanto, que o material tem limitações, como a maneira como "cola" ao osso.

Segundo ele, uma fratura grave na perna, por exemplo, ainda necessitaria de pinos para evitar um colapso quando o paciente tentar andar.

Mas Shakesheff lembra que o fato de o polímero não esquentar possibilita que no futuro ele seja usado em outros tipos de processos reparatórios em várias partes do corpo, inclusive o coração.

O novo material rendeu à equipe de Nottingham o prêmio Medical Futures, que honra as invenções médicas mais importantes do ano.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Unifesp recruta voluntários com dor na região lombar


O Ambulatório da Dor, ligado à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), recruta pessoas com dores na região lombar.

Os interessados podem ser de ambos os sexos e não apresentar hérnia de disco. Somente pacientes que tenham 18 anos completos poderão participar do estudo.

Todos os inscritos passarão por uma triagem e, após avaliação, serão convocados. O tratamento é uma combinação de medicamentos e fisioterapia, além de alongamentos específicos para a região.

A pesquisa terá duração de três meses. As inscrições devem ser feitas, ás quartas-feiras, das 09h às 15h, no telefone 5084-7463, com André ou Simone.

Vale a pena participar!!! É uma oportunidade de conhecer mais sobre o assunto e, unindo o útil ao agradável, ter seu quadro de dor diminuído!!!

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Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Assessoria de ImprensaTel.: (11) 5579-1328/ 5085-0279/ 5539-4746/ 5571-4359

Ricardo Viveiros – Oficina de Comunicação Outubro/2008


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Maior perigo de contusão no basquete é no rebote, diz estudo


A forma mais fácil de se machucar em um jogo de basquete é tentar um rebote.

Esta é a conclusão de pesquisadores que observaram níveis de lesões durante dois anos em cem escolas por todo o país.

O rebote, descobriram os pesquisadores, foram responsáveis por um quarto das lesões. Depois, vieram jogadas em geral e a defesa, com jogadores nessa posição com maior probabilidade de sofrer lesões.

O estudo, que está disponível online no "The American Journal of Sports Medicine, foi realizado por pesquisadores do Nationwide Children's Hospita"l em Columbus, Ohio. O autor responsável é Laurel A. Borowski, da Universidade Estadual de Ohio.

Colisões causam a maior parte das lesões, mas jogadores também se machucaram quando pularam e depois pisaram no chão após o salto, quando foram pisados por colegas, quando colegas caíram por cima ou chutaram os atletas.

O estudo descobriu que o tornozelo e o pé foram os que mais sofreram, com 40% das lesões, especialmente nos ligamentos.

À medida que o basquete feminino tem se tornado mais popular, o número de jovens garotas com lesões tem aumentado. Mas existem diferenças nas lesões entre jogadores do sexo masculino e feminino.

As garotas tiveram mais probabilidade de se machucarem, e tiveram duas vezes mais probabilidade de sofrer concussão*** – possivelmente resultantes de pescoços mais frágeis, segundo os pesquisadores. Os garotos tiveram mais chances de sofrer fraturas.

R. Dawn Comstock, do Nationwide, disse que também poderia ser o caso de que os jogadores do sexo masculino tenham menor probabilidade de relatar casos de concussão***, e não que as garotas sofram mais esse tipo de lesão.


***Concussão encefálica
(Comoção Cerebral; Concussão Cerebral; Comoção Encefálica)


Termo não-específico usado para descrever alterações transitórias ou perda de consciência após traumatismos cranianos fechados A duração da inconsciência, geralmente dura alguns segundos, porém podendo persistir por várias horas. As concussões podem ser classificadas como leve, intermediária e severa. Os períodos prolongados de inconsciência (geralmente definidos como maior que 6 horas de duração) podem ser referidos como aoma pós-traumatismo na cabeça

Fonte: Rowland, Merritt's Textbook of Neurology, 9th ed, p418