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sábado, 28 de junho de 2008

Exercícios ou "meios"- Cadeira Extensora


Na linguagem desportiva, o termo “meio” significa o que se utiliza, e o termo “método”, como se utiliza o meio no processo de obtenção do objetivo da preparação. Dessa forma o exercício físico representa o meio e o modo de sua utilização representa o método (Gomes, 2002).

Na qualidade de meio da preparação física, levarei em consideração os aparelhos especiais para o trabalho de força, comuns nas academias (musculação).

Os exercícios ou meios de força, com suas variações, são amplamente utilizados na terapêutica, prevenção ou preparação física desportiva, tal como é possível observar em determinados espaços profissionais em que tem sido empregado.

Sendo assim, pode-se supor que um dos problemas centrais na aplicação cotidiana desses exercícios, talvez resida na forma inadequada de operar sua sistematização individualizada para obtenção dos efeitos morfofuncionais desejados.

Apresentarei aqui no Álvaro Rosa - Condicionamento Físico e performance, a descrição de uma série de exercícios básicos, no tocante a forma de execução, fases do movimento, músculos envolvidos, velocidade de execução e outras observações que achamos pertinentes para maximizar o conteúdo dos profissionais que o utilizam e minimizar os acidentes, agudos e crônicos, causados por uma má execução.

O interesse disso é gerar discussão, científica e prática, entre nós profissionais e a consolidação do conhecimento.

Para abrir essa série de descrições de meios, iniciarei com o exercício abaixo:


Nome do aparelho: Cadeira Extensora (movimento completo bilateral)


Posição inicial: Sentado, com o “arco dos pés” ou dorso apoiados no implemento do aparelho, joelhos flexionados aproximadamente 90º (determinado pelo aparelho) e tronco totalmente apoiado no encosto. As coxas deverão estar apoiadas no acento até a articulação do joelho. Os braços estarão no prolongamento do corpo, junto ao tronco e mãos apoiadas no apoio.

Movimento: Partindo da posição inicial, o movimento começará com o executante fazendo a extensão máxima (180º) das duas pernas simultaneamente (fase de superação). A volta à posição inicial, de uma maneira lenta e controlada é chamada de fase cedente do movimento.

Músculos envolvidos: Quadríceps femoral, constituído do reto femoral, vasto lateral, vasto medial e vasto intermédio. Estudos demonstram que entre 120 e 165 graus de extensão do joelho foi registrado a maior força e os músculos vastos medial e lateral apresentaram maiores potenciais de ação com 150 graus de extensão (Eloranta 1989)

Tipo de respiração: Recomenda-se para este exercício a respiração “passiva” com expiração na fase de superação e inspiração na fase cedente.

Velocidade de execução: Recomenda-se uma velocidade moderada onde o movimento seja conduzido e não lançado (chutar). Isso dependerá muito dos objetivos e da fase de treinamento.

Erros comuns: Projetar o tronco à frente na fase de superação, velocidade e controle de movimento fora do padrão, elevar o quadril na fase de superação, respiração descontrolada ou apnéia respiratória, movimento muito brusco ou “chutar”, entre outros.

Auxílio do professor: O treinador deverá demonstrar a execução do movimento, utilizando-se do auxílio visual (demonstrativo), auxílio verbal para salientar a velocidade e o controle do mesmo.

Algumas possíveis variações:
Movimento completo bilateral, Movimento completo unilateral, Movimento Curto e Lento (M.C.L.) bilateral (últimos 15 a 20 graus de extensão, M.C.L. bilateral com rotação externa, M.C.L. bilateral com rotação interna, M.C.L. unilateral, M.C.L. unilateral com rotação externa, M.C.L. unilateral com rotação interna.


Referências:

Gomes, A.C. Treinamento desportivo: estruturação e periodização. Porto Alegre: Artimed, 2002
Eloranta, V. Coordination of the thigth muscle in static leg extention. Eletromyog Clin Neurophysiol, v. 29, p227-33, 1989.

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domingo, 11 de maio de 2008

Métodos de Treinamento Aeróbio : Contínuo Uniforme ou Constante



Os métodos de treinamento são as diferentes formas de como os exercícios podem ser realizados.

Segundo Gomes (1999) apud Monteiro (2000), compreendem os vários procedimentos tomados para sistematizar os meios que devem garantir os resultados almejados.

Como exemplo, a corrida pode ser organizada de vários métodos diferentes, dependendo da etapa de treinamento e dos objetivos.

Métodos de treinamento cardiorrespiratório

Método Contínuo

Características:

• Realizam-se sem pausas intermediárias de recuperação
• Têm como finalidade o treinamento da capacidade e potência aeróbia ( volume e intensidade )
• Duas formas: Uniforme e variado

O método contínuo, também chamado de método de duração (Weineck, 1999), apud Monteiro(2000) tem em primeiro plano a melhora da capacidade aeróbia e, dependendo da abrangência e intensidade da carga de resistência, diferentes efeitos são objetivados por esse método.

Sendo fundamental para as atividades ciclicas de longa duração (natação, corrida e ciclismo) e para desenvolver a resistência de base em outras modalidades, utilizando grandes volumes de treino, baixa intensidade e ausência de intervalos.

De acordo com a intensidade, mensurada pelo comportamento da frequência cardíaca (FC), os métodos contínuos podem ser utilizados nas sessões de treinamento de duas formas:

1. Ritmo Constante ou Uniforme
2. Ritmo Variado ou Variativo

Método Contínuo de Ritmo Constante ou Contínuo Uniforme

Esta forma procura manter a intensidade durante toda a realização do exercício. Por exemplo, caminhar 30 minutos, mantendo a intensidade a 140 bpm do início ao final da atividade. Este método admite 3 variantes em relação ao ritmo de execução, podendo ser trabalhado de forma “lenta” (Contínuos extensivo), “Média” e “Rápida” (contínuos intensivos), dependendo da energia exigida em tais modalidades e períodos de treinos.

Métodos Contínuos de Ritmo Uniforme Extensivo “lentos”

Características: Lento, Contínuo extensivo
Duração: 1h até 4 h
Distâncias:
• Corredores de fundo: 15 a 30 km
• Natatação: 2 a 5 km
• Ciclismo: 40 a 80 km

Intensidade:
• 60 a 65% da VAM (Velocidade Aeróbia Máxima)
• Aeróbico ligeiro: RLD(Resistência de Longa Duração) III ;
• 50 a 70% do VO2 MÁX.
• 60 A 80% do LA (limiar Anaeróbio)
• Lactato 1.5 a 4.0 mmol / l
• F.C. 130 – 160 bpm

Objetivo:

Este método tem como objetivo, utilização dos acidos graxos, melhora da circulação periférica, maior porcentagem de fibras ST, maior número de mitocôndria: trabalho regenerativo

Métodos contínuos de ritmo uniforme “ Médios”

Características: médio
Duração: 45 a 90 minutos
Distâncias:
• Corredores de fundo: até 20 km
• Natatação: 2 a 4 km
• Ciclismo: 30 a 60km

Intensidade:
• Até 75% da VAM
• Aeróbico médio; RLD II;
• 70 a 75% do VO2 MÁX.
• 80 a 85 % do LA
• Lactato 3.0 a 7.0 mmol/l
• F.C. 150 – 170 bpm
• Zona de transição aeróbia/Anaeróbia

Objetivo:

Este método tem como objetivo melhorar a capacidade e a potência aeróbia
Cuidados: Esgotamento das reservas de Hidratos de Carbono- Atentar-se às recuperações das sessões

Métodos contínuos de ritmo uniforme “Rápidos”

Características: Rápidos; Contínuo intensivo
Duração: 20 a 45 minutos
Distâncias:
• Corredores de fundo: 6 a 12 km
• Natação: 1 a 2 km
• Ciclismo: 15 a 30km

Intensidade:

• 100% da VAM
• 90 a 100% da VC (velocidade de competição)
• Potência aeróbia e metabolismo anaeróbio (capacidade anaeróbia lática)
• + 80% do VO2 MÁX.
• 85 - 95% do LA
• Lactato: Superior a 7 mmol/l
• F.C: Superior a 170 bpm

Objetivo:

O objetivo deste método é melhorar a potência aeróbia e a capacidade anaeróbia lática. Elevação do limiar anaeróbio, hipertrofia do músculo cardíaco e aumentar a capilarização do músculo esquelético.
Cuidados: Overtraining

Fonte: Monteiro, Artur Guerrini, Treinamento Personalizado: Uma abordagem Didático Metodológica. São Paulo, Phorte, 2000