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terça-feira, 2 de junho de 2009

Cor da pele afeta o armazenamento da nicotina pelo organismo, diz estudo




Quanto mais escura a pele, maior a absorção de nicotina . Estudo foi feito com poucas pessoas e é tido como "preliminar".

Um novo estudo descobriu que fumantes com pele mais escura podem ser mais afetados pela nicotina do que aqueles de pele mais clara.

Pesquisadores disseram ser possível que a nicotina no tabaco se ligue à melanina, composto que dá cor à pele. Quanto mais escura a pele, maior a quantidade de melanina – e talvez mais nicotina seja armazenada.

Os pesquisadores, cujo estudo aparece na publicação "Pharmacology, Biochemistry and Behavior", apontaram o pequeno número de pessoas utilizadas no estudo e disseram que as descobertas deveriam ser consideradas preliminarmente.

Porém, a pesquisa pode esclarecer o porquê de algumas pessoas aparentemente serem mais afetadas pela nicotina do que outras.

Para o estudo, os pesquisadores, comandados por Gary King, professor de saúde bio-comportamental na Universidade Penn State, examinaram 150 fumantes afro-americanos.

Eles mediram os níveis de melanina e cotinina, um subproduto da nicotina. Eles também fizeram algumas perguntas aos voluntários, para avaliar o quão forte era o hábito de fumar em cada um.

Descobriu-se que as pessoas com mais melanina fumavam mais tinham mais cotinina em seu sistema, além do maior nível de dependência em tabaco, disseram os pesquisadores.

Fonte:

Link between facultative melanin and tobacco use among African Americans


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Microsoft Cria Software Para Personal Trainer


A Microsoft apresenta, durante a 19ª Fitness Brasil Internacional, que acontece entre 30 de abril e 03 de maio em Santos-SP, o Personal S/A, software específico para profissionais da área de personal training.



A solução, que será levada à feira pela CompuBusiness, MS Gold Partner, permite controlar o relacionamento com clientes, além de organizar a área de finanças e possibilitar o acompanhamento do progresso dos alunos.



"O objetivo é fazer com que o profissional administre sua atividades como um negócio e aumente a rentabilidade, o relacionamento e as oportunidades", explica Denis Ferreira, diretor da CompuBusiness.


O Personal S/A pode ser acessado via Internet, além de funcionar como uma rede social entre os personal trainers e outros profissionais do segmento, como médicos e nutricionistas. "Seu funcionamento é similar ao do CRM, porém simplificado", afirma Ferreira.


Fonte: Baguete.com.br


sábado, 7 de março de 2009

É melhor se exercitar pela manhã? Cientistas esclarecem


Sem sombra de dúvida, algum exercício físico em qualquer hora do dia é melhor do que nenhum exercício. Porém, será que existem vantagens psicológicas em se exercitar de manhã ao invés da tarde, ou vice-versa?

Em diversos estudos, cientistas descobriram que os participantes tendem a se sair um pouco melhor em medições de desempenho físico – incluindo resistência, força, tempo de reação e capacidade aeróbica – entre quatro da tarde e sete da noite. As explicações são muitas: a temperatura do corpo e os níveis hormonais atingem o pico na parte da tarde, tornando os músculos mais flexíveis e produzindo a melhor proporção de testosterona (o hormônio construtor dos músculos) e cortisol (o hormônio que faz o inverso).

No entanto, essas variações apresentam apenas efeitos pequenos. Assim como uma pessoa pode se adaptar para acordar no mesmo horário todos os dias, estudos mostram que o corpo pode se adaptar ao horário do dia em que se pratica exercícios físicos. Em diversos estudos de longo prazo, por exemplo, cientistas dividiam arbitrariamente as pessoas em grupos e as instruíram a treinar somente pela manhã ou no final da tarde. No fim, os participantes da manhã, em geral, obtiveram melhores resultados em testes de desempenho físico realizados logo cedo, enquanto os participantes da tarde se saíram melhor em testes feitos à tarde.

Assim, as pesquisas sugerem que, em geral, o período ideal para se exercitar dependerá das possibilidades de cada um , embora as vantagens para um melhor desempenho em uma competição é organizar seus treinamentos, numa etapa anterior, para que possa ser realizado bem próximo do horário do evento.

Na prática, isso significa que, se você pretende correr uma maratona que começa de manhã, é melhor marcar seu treinamento para bem cedinho.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Governo estima que mais de 250 mil pessoas têm HIV e não sabem

O Ministério da Saúde estima que mais de 250 mil brasileiros têm o vírus HIV e não sabem. Essas pessoas não fizeram um teste que é simples, rápido e gratuito em todo o país.
O teste é feito com apenas uma picada rápida no dedo e o resultado sai em 15 minutos. Mas por medo, vergonha, falta de informação e confiança cega no parceiro, milhões de brasileiros com vida sexual ativa nunca fizeram o teste.
Em 1998, 24% da população com idade entre 15 e 54 anos fizeram o teste. Em 2008, o índice subiu para 40% - um percentual que o Ministério da Saúde ainda considera baixo. Neste ano, 3,3 milhões de kits para exames serão distribuídos.
“Quanto antes a pessoa sabe se ela tem o vírus HIV ou não, ela também pode ter cuidados mais precocemente e também interromper a cadeia de transmissão do vírus”, afirma Cristina Abbate, coordenadora do Programa DST/Aids de São Paulo. Silvia de Almeida descobriu há 12 anos a importância de fazer o teste HIV. O resultado deu positivo. Desde então, ela faz tratamento e se dedica a palestras e campanhas pelo uso da camisinha. O preservativo não era usado com o marido, de quem contraiu o vírus. “Precisa trazer o preservativo para a relação, tratar isso como uma coisa importante. Deixar de pensar que é uma coisa ruim. Não é uma coisa ruim, é proteção. E proteção é amor”, afirma. Segundo o Ministério da Saúde, 185 mil pessoas fazem tratamento contra a Aids no país. A estimativa é que 630 mil brasileiros tenham o vírus HIV.
Fonte: www.g1.com.br

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Entenda a ressaca e outros 'sobressaltos' de fim de ano


É tempo de ressaca. E não estamos falando de previsões meteorológicas que parecem estar fora do habitual e sim do que comumente acontece nesses tempos de festas e exageros. Com certeza muitas confraternizações e festas estão programadas para os próximos dias com ampla oferta de álcool.

A ressaca é como o leigo costuma se referir aos efeitos indesejados do excesso de álcool sobre o nosso corpo, principalmente sobre o aparelho digestivo e o cérebro.

De uma vez por todas, vamos deixar de culpar o fígado, que quase sempre leva a culpa pelos sintomas, quando na verdade quem foi mais afetado pelo álcool e pelos excessos alimentares foi o estômago.

O álcool é um potente irritante da mucosa gástrica e pode causar de forma variável dor e náuseas após sua ingestão exagerada.

Após entendermos que o fígado não é o culpado, vamos desmascarar outro mito, o de que existem medicamentos capazes de proteger o fígado dos excessos e evitar os sintomas da ressaca.

Os ditos hepatoprotetores são na maioria das vezes uma associação de analgésicos e digestivos, e até mesmo de estimulantes, que podem diminuir os sintomas, porém muitas vezes agravar a irritação do estômago.

O segredo, se é que existe algum segredo para evitar a ressaca, primeiro é não exagerar na bebida: a sensibilidade ao álcool é individual, variando para cada um de nós. Tomar uma boa quantidade de água, enquanto estiver bebendo, pode ajudar. A alimentação deve ser baseada em alimentos leves e de fácil digestão.

Vamos então a algumas dicas para enfrentar esses dias repletos de eventos e comida farta.

Como encarar as mesas de final de ano com tantas coisas gostosas sem perder a linha?

Primeiro, não tente enganar seu corpo “pulando” refeições ou comendo muito pouco durante o dia para contrabalançar uma festa; chegar a uma festa com fome é igual a comer demais.

Não precisamos comer de tudo que estiver oferecido e muito menos comer muito de tudo. Coloque pequenas porções em seu prato e principalmente se afaste da mesa para diminuir a tentação.

Como estamos no verão e as temperaturas andam altas, cuidado com alimentos preparados com antecedência e que não tenham sido armazenados de forma adequada.

Não mude sua rotina, principalmente mantenha as atividades físicas regulares, pois as calorias a mais podem ser queimadas evitando o ganho de peso comum nessa época do ano.


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Verme Mutante Pode Ser a Chave Para A Cura Da Obesidade


Uma mutação previamente desconhecida em um nematóide comum e que faz com que ele consuma rapidamente sua própria gordura pode abrir caminho para novos tratamentos para a obesidade em seres humanos, dizem pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá.


Os cientistas estudaram o comportamento de vermes da espécie Caenorhabiditis elegans para verificar como eles reagem a períodos de escassez de alimentos.


Normalmente um verme normal reage a períodos prolongados de fome entrando em um estado de quase animação suspensa que torna seu metabolismo mais lento e permite que ele sobreviva por longos períodos sem comida."Eles paralisam tudo o que consome energia, que inclui a busca por alimentos, divisão celular e reprodução, disse Richard Roy, pesquisador do Departamento de Biologia da Universidade McGill.


Ao contrário de outros organismos que hibernam, a Caenorhabidis elegant mantém um grau de mobilidade durante o período de desaceleração metabólica armazenando energia na forma de gorduras (ou lipídios) que são depositadas em células especiais."Isto permite que elas vivam até seis meses sem comer, ao invés das duas semanas que normalmente teriam", explicou Roy.


Já os nematóides com a mutação não conseguem ajustar seu metabolismo como os animais normais da espécie e, embora armazenem lipídios para se manter por seis meses, logo que entram nesse estado de animação suspensa, eles consomem toda a gordura em poucos dias. E acabam morrendo em poucos dias.


Os cientistas explicam que os nematóides mutantes não possuem uma enzima que supostamente regule a lipase, substância responsável pela quebra das moléculas da gordura ingerida. Sem essa regulação, a lipase queima toda a gordura no organismo do verme rapidamente."Eles não conseguem ajustar seu metabolismo corretamente (...) sem esta regulação, a lipase queima toda a gordura que encontra e destrói as reservas de energia do verme", disse Roy.


O próximo passo, dizem os pesquisadores, é começar a observar como esta enzima funciona no organismo humano, e verificar se podem desenvolver drogas que impeçam temporariamente a enzima de regular a lipase, permitindo que a lipase queime rapidamente a gordura acumulada.
Roy e seu colega de equipe, Patrick Narbonne, acreditam, contudo, que antes disso será necessário um volume considerável de pesquisa adicional. O seu estudo foi publicado na revista especializada Nature.

Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Funções Do Ergoespirométrico Mais Moderno Do Mundo Em SP


O que há de mais moderno e sofisticado no mundo para a realização do teste ergoespirométrico – ou cardiopulmonar – está disponível aos pacientes do Hospital São José, unidade integrante do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, maior complexo hospitalar privado da América Latina.


A última versão internacional adquirida do equipamento para a realização do teste ergoespirométrico permite avaliar com precisão digital, e a cada respiração, o desempenho do organismo para as atividades físicas, desde as cotidianas até as de elevado nível atlético.


Durante o teste, além da análise contínua do eletrocardiograma, dos sintomas, da pressão arterial e dos batimentos cardíacos antes, durante e após o exercício. Esta sofisticada tecnologia de precisão verifica diretamente, em cada respiração, o consumo de oxigênio, a produção de gás carbônico e a ventilação pulmonar. Paralelamente, avançados softwares permitem identificar a eficiência ventilatória, o rendimento cardíaco e o tipo de metabolismo utilizado nas diferentes fases do exercício, possibilitando individualizar a melhor prescrição de exercícios, otimizando a performance para as diferentes modalidades esportivas.


Classificado como “padrão ouro”, o exame também é essencial para quem pratica esportes de forma amadora. Afinal, todos devem deixar o sedentarismo de lado, mas com total segurança, e o teste viabiliza a prática criteriosa e eficiente de exercícios físicos. “Com tanta gente morrendo por falta de orientação adequada, o teste ergoespirométrico é a melhor opção para se prevenir muitas tragédias”, lembra o Dr. Almir, que classifica este novo exame como a evolução atual do teste ergométrico clássico que tem limitações diagnósticas.


Mas os benefícios deste teste vão muito além do contexto esportivo. Indispensável em situações de pré e pós-transplante cardíaco, ele também propicia diagnósticos precisos de inúmeras doenças cardíacas, pulmonares, musculares e até psicogênicas que possam interferir na capacidade física e na qualidade de vida das pessoas.


Quando o Teste é Indicado?


- Avaliação e programação de treinamento físico para atletas amadores e profissionais;
- Avaliação do grau de comprometimento físico e metabólico em insuficiência cardíaca;
- Programação de reabilitação cardiovascular em doenças cardíacas;
- Avaliação funcional de doenças pulmonares obstrutivas e restritivas;
- Medida objetiva e direta do consumo de oxigênio em qualquer situação, fornecendo ferramentas para correções e melhorias na sua utilização pelo organismo;
- Diagnóstico diferencial das dispnéias “falta de ar”.

Fonte: Portal da Educação Física

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Unifesp recruta voluntários com dor na região lombar


O Ambulatório da Dor, ligado à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), recruta pessoas com dores na região lombar.

Os interessados podem ser de ambos os sexos e não apresentar hérnia de disco. Somente pacientes que tenham 18 anos completos poderão participar do estudo.

Todos os inscritos passarão por uma triagem e, após avaliação, serão convocados. O tratamento é uma combinação de medicamentos e fisioterapia, além de alongamentos específicos para a região.

A pesquisa terá duração de três meses. As inscrições devem ser feitas, ás quartas-feiras, das 09h às 15h, no telefone 5084-7463, com André ou Simone.

Vale a pena participar!!! É uma oportunidade de conhecer mais sobre o assunto e, unindo o útil ao agradável, ter seu quadro de dor diminuído!!!

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Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Assessoria de ImprensaTel.: (11) 5579-1328/ 5085-0279/ 5539-4746/ 5571-4359

Ricardo Viveiros – Oficina de Comunicação Outubro/2008


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Diferenças nos cerébros do homem e da mulher


Mulheres têm menos sinapses


Mulheres e homens são diferentes também com relação às sinapses, o ponto de contato entre neurônios onde ocorre a transmissão de impulsos nervosos.


De acordo com um novo estudo, feito na Espanha, os homens têm maior densidade de sinapses em todas as camadas corticais do neocórtex temporal, região envolvida em funções como memória, linguagem e processamento visual. O trabalho será publicado na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).


Há muito tempo cientistas buscam por características anatômicas no cérebro humano que possam explicar diferenças cognitivas entre mulheres e homens, especialmente nas regiões corticais que controlam a percepção espacial e a linguagem.


Estudos anteriores revelaram diferenças na densidade de neurônios e outras particularidades nas células nervosas de cada gênero, mas nada havia sido relacionado a funções ou a comportamentos.


Na nova pesquisa, os autores do estudo usaram tecido removido logo em seguida a cirurgias realizadas em portadores de epilepsia para explorar as diferenças nos circuitos nervosos entre os sexos.


Os pesquisadores usaram microscópio de elétrons para analisar os tecidos e descobriram que no neocórtex temporal, que também está envolvido em processos sociais e emocionais, as mulheres apresentavam uma densidade sináptica “significativamente menor” que a dos homens.


Considerando todas as camadas da área do cérebro analisada, os homens mostraram uma densidade de sinapses 33% maior do que as mulheres. Em todas as camadas a diferença foi considerável, sendo que na camada de número 5 ela chegou a 57%.


Os pesquisadores espanhóis destacam que pouca atenção tem sido dada às diferenças anatômicas entre os gêneros no nível sináptico, a junção que permite a comunicação entre células. Segundo eles, mais estudos são necessários para entender como essas diferenças influenciam o funcionamento do cérebro.

Fonte: Agência FAPESP

domingo, 28 de setembro de 2008

Quebra de recorde mundial na maratona em Berlim


O etíope, Haile Gebrselassie, que desistiu de disputar a prova nas Olimpíadas de Pequim, supera própria marca e é o primeiro do mundo a correr abaixo de 2h04m.

Ele quebrou o recorde mundial da maratona ao correr a distância em Berlim em 2h03m59s. É a primeira vez que um atleta consegue percorrer os 42,195 km da prova abaixo das 2h04m.


Gebrselassie, de 35 anos de idade, que desistiu de disputar a prova nas Olimpíadas de Pequim, por conta da poluição do ar da capital chinesa, melhorou seu próprio recorde - conquistado há um ano também na capital alemã - que era de 2m04s26. Ele teve a companhia no pódio dos quenianos James Kwambai e Charles Chamati.

No feminino, a alemã Irina Mikitenko fez a festa da torcida local ao vencer com o tempo de 2h19m18s. A etíope Askala Magarsa ficou em segundo, enquanto a queniana Helene Kirop terminou em terceiro lugar.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

USP, Unicamp e Unesp irão compor universidade virtual

São Paulo irá receber nos próximos meses mais um reforço em seu sistema de ensino a distância: a Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo). O anúncio foi feito no último domingo, 14 de setembro, pelo presidente do comitê científico da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), Waldomiro Loyola. Ele representou o secretário de Ensino Superior do estado de São Paulo, Carlos Vogt, na cerimônia de abertura do 14° CIAED (Congresso Internacional ABED de Educação a Distância), em Santos.

Segundo Loyola, a Univesp não representa uma nova instituição, mas sim uma ação cooperativa que integra cursos de graduação e pós-graduação lato sensu a distância das universidades estaduais paulistas - USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) e Unicamp (Universidade de Campinas).
"O objetivo do projeto é expandir o ensino superior público do estado por meio do uso de tecnologias. Um crescimento não só no aumento das vagas, mas também na ampliação do alcance geográfico", explica ele. A iniciativa se assemelha ao Consórcio Cederj (Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro), órgão que reúne as universidades públicas fluminenses.

A formação da Univesp, de acordo com o presidente do comitê científico da Abed, será integrada. Enquanto a secretaria de Ensino Superior de São Paulo entra com recursos financeiros para que o projeto saia do papel, as instituições paulistas devem oferecer parte de seus recursos humanos, professores e colaboradores, para o desenvolvimento dos cursos que irão integrar a universidade.
"Cada universidade terá um comitê Univesp que será responsável pelo acompanhamento das propostas, suporte na elaboração e proposição dos novos cursos e serviços, e supervisão acadêmica", cita Loyola. "A autonomia das instituições também será preservada nesse projeto", acrescenta ele.

Entre 2007 e 2008, o governo do estado de São Paulo investiu R$ 25 milhões na Universidade Virtual. "Essa verba inclui os custos dos equipamentos para o lançamento do canal digital da TV Cultura, que ajudará disseminar o projeto e seus cursos a comunidade paulista", declara Loyola.
A Univesp, num primeiro momento, irá aproveitar a infra-estrutura já existente do estado. No entanto, as atividades presenciais não se restringirão às cidades onde as três universidades participantes atuam. "Os pólos estarão espalhados por 70 diferentes municípios, isso porque serão aproveitados os campi dos Centros Paula Souza", explica Loyola.

Loyola acredita que os primeiros vestibulares da Univesp serão lançados em breve. "Há alguns cursos que aguardam apenas aprovação do conselho administrativo da universidade para que possam sair do papel", alerta ele. Entre as propostas que esperam os trâmites burocráticos para a implantação estão quatro cursos de graduação: pedagogia (Unesp); Licenciatura em Ciências (USP), Licenciatura em Ciências Biológicas (USP) e Pedagogia (USP).
"Os conselhos universitários de uma universidade pública têm muitas facetas. Portanto, pode ser que a aprovação seja rápida ou pode ser que ainda leve mais algum tempo. Não existe uma previsão", diz o presidente. Ainda não se sabe quantas vagas a Univesp vai oferecer. "Essa é uma peculiaridade que vai depender dos projetos apresentados pelas universidades", declara Loyola.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Bebida à base de flocos de abóbora


Bebida à base de flocos de abóbora com inulina para suprir carências de vitamina A em crianças em idade pré-escolar é a alternativa estudada no Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A inulina (frutoligossacarídeo) é um açúcar que, diferentemente dos demais, não é digerido no estômago. De baixa contribuição calórica, seu uso é, em muitos casos, recomendado para diabéticos, uma vez que os frutoligossacarídeos não são aproveitados pelo organismo e, portanto, não aumentam o nível de açúcar no sangue.

Além de apresentar indícios de efeitos prebióticos (de fibras não digeríveis), o estudo revela também que as formulações testadas são adequadas para pequenas refeições de crianças entre 4 e 6 anos. O estudo objetivou testar a bebida e caracterizá-la quanto ao valor nutricional, à aceitação e ao efeito prebiótico nessa faixa etária.

Karina Correia da Silveira, autora do estudo, destaca que grande parte da população infantil e pré-escolar apresenta níveis de vitamina A circulante abaixo do normal.

A abóbora é um vegetal considerado boa fonte de várias frações de carotenóides, especialmente betacaroteno, que podem ser biologicamente transformados em vitamina A.

A inulina é considerada uma fibra dietética solúvel com comprovado efeito bifidogênico. Ela atua no crescimento e na manutenção da população bacteriana saudável e ainda melhora a biodisponibilidade de minerais como cálcio, magnésio e ferro.

A abóbora ou jerimum é a sétima na lista de vegetais mais consumidos no Nordeste e ocupa o quinto lugar em volume de comercialização em Pernambuco. A espécie testada (C. moschata) apresenta mais de 80% de sua composição de carotenóides da fração beta-caroteno além de alfacaroteno, luteína, licopeno, criptoxantina e cis-betacaroteno, precursoras de provitamina A.

O estudo concluiu que as formulações são nutricionalmente adequadas para os lanches das crianças. Pode-se afirmar que a bebida, segundo os autores, supera as recomendações para o lanche em idade pré-escolar.

Os resultados do trabalho foram publicados na Revista de Nutrição, em artigo assinado por Karina e outras cinco pesquisadoras da UFPE.

“A bebida tem muita proteína e alto valor biológico, pois é proveniente do leite integral. E é fonte de fibra, devido à contribuição da inulina, que favorece a melhor absorção de minerais e de vitamina A proveniente do betacaroteno na abóbora”, explicou Karina.

Aceitação por crianças

O estudo utilizou três formulações, a partir de uma fórmula base que consistiu de 6% de flocos de abóbora, 12% de leite em pó integral, 3% de açúcar refinado e 79% de água. Outras duas formulações experimentais (B e C) foram acrescidas, respectivamente, de 0,5 % e 1% de inulina.

Os testes físico-químicos demonstraram que as formulações pouco diferiram quanto à composição centesimal e que a ingestão 200 ml/dia das formulações contribuiu, em média, com 10,8%, 36%, 10,2%, 12,6%, 37,1% e 126,4% da recomendação de ingestão diária de energia, proteínas, carboidratos, lipídios, fibra alimentar e carotenóides, respectivamente.

Os testes de aceitação sensorial, realizados com 49 crianças de duas creches no Recife, com idade entre 4 e 6 anos, apontaram que não houve diferenças significativas. As formulações, segundo o estudo, tiveram a mesma aceitação nas duas creches analisadas, mas a aceitação das formulações na segunda foi superior à primeira.

“Esses resultados podem ser atribuídos às diferentes condições socioeconômicas das creches. Na segunda creche, o cardápio é menos diversificado e, assim, poderia contribuir para uma melhor aceitação de novos produtos”, disse Karina.

A pesquisadora destaca a viabilidade econômica do produto, “embora falte interesse da empresas de produtos infantis, por ser um produto regional”. Para produzir 200 ml da bebida, o custo da matéria não excede R$ 0,55. Com 40 quilos de abóbora pode-se produzir 8 quilos de flocos.

Karina conta que a pesquisa continua em andamento no grupo da UFPE. “Nesta primeira etapa, abordamos os efeitos prebióticos in vitro e a aceitação da bebida. Atualmente, estamos finalizando outra etapa com a avaliação do potencial prebiótico em animais. Posteriormente, pretendemos pesquisar melhor a embalagem e a forma de armazenamento do pó para bebida de modo a monitorar o conteúdo de betacaroteno”, disse.

Para ler o artigo Bebida à base de flocos de abóbora com inulina: características prebióticas e aceitabilidade, disponível na biblioteca on-line SciELO

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Estudo sugere que uso de escadas aumenta a expectativa de vida

Um estudo feito por cientistas da Suíça afirma que subir de escada em vez de usar o elevador no trabalho pode aumentar a expectativa de vida.

Abandonar o uso de elevadores e escadas-rolante pode melhorar a condição física, diminuir a gordura corporal, reduzir o tamanho da cintura e diminuir a pressão sangüínea, afirma a pesquisa feita com 69 pessoas.

Isso representaria uma redução de 15% na chance de se morrer prematuramente de qualquer doença, afirma a equipe de cientistas do Hospital Universitário de Genebra.

Os resultados do estudo foram divulgados em uma conferência da Sociedade Européia de Cardiologia, na Alemanha.

Antes do estudo, os 69 participantes tinham um estilo de vida sedentário, com menos de duas horas de exercício ou esporte por semana. Eles também subiam menos de 10 degraus por dia.

Ao longo de 12 semanas, os voluntários, que eram empregados do hospital universitário, usaram exclusivamente as escadas em vez do elevador.

Em média, o número de degraus subidos pelas pessoas aumentou para 23.

Depois de três meses de testes, os resultados mostraram melhor capacidade pulmonar, pressão sangüínea e níveis de colesterol.

O peso, a gordura corporal e a circunferência da cintura também caíram, com a melhora da capacidade aeróbica.

Os cientistas afirmam que a combinação destes resultados representa uma redução de 15% nas chances de se morrer jovem.

"Isso sugere que subir escadas pode ter um impacto significante na saúde pública", afirma Philippe Meyer, cientista que liderou a pesquisa.

Para o consultor em cardiologia britânico Adam Timmis, que assistiu à apresentação do trabalho do hospital universitário suíço, o estudo é pequeno, "mas valioso, porque fornece uma forma prática para pessoas ocupadas melhorarem a sua capacidade de fazer exercícios".

"Apesar de a quantidade de exercício parecer pequena, os benefícios são claros na melhora da condição física e redução da gordura corporal e pressão sangüínea."

Fonte: http://www.bbc.co.uk

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O que é uma alimentação saudável?

A alimentação não se delineia enquanto uma "receita" pré- concebida e universal para todos, pois deve respeitar alguns atributos coletivos e individuais impossíveis de serem quantificados de maneira prescritiva. Contudo identifica-se alguns príncipios básicos que devem reger essa relação entre as práticas alimentares e a promoção da saúde e a prevenção de doenças.

Segue nos "links" abaixo algumas dicas da série temática do ministério da saúde

" Os 10 passos para uma alimentação saudável"
  • Alimentação saudável para todos
http://dtr2004.saude.gov.br/nutricao/documentos/10passos_adultos.pdf

  • Alimentação saudável para crianças menores de 2 anos
http://dtr2004.saude.gov.br/nutricao/documentos/10passos_criancas_pequenas.pdf

  • Alimentação saudável para crianças
http://dtr2004.saude.gov.br/nutricao/documentos/10passos_criancas.pdf

  • Alimentação saudável para adolescentes
http://dtr2004.saude.gov.br/nutricao/documentos/10passos_adolescentes.pdf

  • Alimentação saudável para pessoas com mais de 60 anos
http://dtr2004.saude.gov.br/nutricao/documentos/10passos_idosos.pdf

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

HC recruta pessoas com diabetes para estudo

Projeto de pesquisa do Hospital das Clínicas (HC) e Faculdade de Saúde Pública (FSP), ambos da USP, convida pacientes com diabetes tipo II para testes. Serão selecionadas pessoas com sobrepeso, acima de 40 anos e que não sejam usuários de insulina.

Durante o estudo, os pacientes passarão fazer exercícios físicos e receberão suplementação de creatina. Nos primeiros três meses, os exercícios terão supervisão de professores de Educação Física. Após a pesquisa, os pacientes receberão orientações nutricionais e um programa de atividade física personalizados.

As atividades se realizarão no HC. Os interessados deverão ter disponibilidade para frequentar as aulas de atividade física três vezes por semana (manhã, tarde ou noite). Para participar do estudo, o interessado deve ligar para (11) 3069-8022 ou escrever para gualano@usp.brEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. . O HC fica na av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 255 - Cerqueira César, São Paulo.

Fonte: Universidade de São Paulo

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Mulheres e os jogos olímpicos

Mulheres brasileiras participam dos Jogos Olímpicos desde 1932, mas conseguiram primeira medalha apenas em 1996. Projeto de pesquisa analisa evolução da participação feminina, que em Pequim foi melhor do que a masculina, com dois ouros

A participação das mulheres brasileiras em Jogos Olímpicos começou em 1932, quando a nadadora Maria Lenk representou o país em Los Angeles. Mas a primeira medalha feminina veio apenas em Atlanta, em 1996. E a primeira de ouro em competições individuais demorou 76 anos. Veio somente na última sexta-feira (22/8), quando Maurren Maggi venceu a prova de salto em distância, tornando-se também a primeira brasileira a subir ao pódio no atletismo.

A principal razão para essa evolução ter sido tão lenta, segundo Katia Rubio, professora da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da Universidade de São Paulo (USP), é que as políticas esportivas sempre privilegiaram os homens. E esses privilégios ainda se mantêm, embora as atletas brasileiras venham ganhando mais espaço.

A professora coordena o projeto de pesquisa Mulheres olímpicas brasileiras que, por meio de entrevistas com atletas e ex-atletas, procura reconstruir a trajetória histórica feminina nacional nos Jogos. Um dos objetivos do projeto, que tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio Regular a Pesquisa, é compreender a defasagem da participação feminina no maior evento esportivo do planeta.

O projeto nasceu de um estudo anterior, também apoiado pela FAPESP, que originou o livro Heróis olímpicos brasileiros, lançado em 2004. Ao resgatar a história dos medalhistas brasileiros, Katia se surpreendeu com o fato de nenhuma mulher ter ganhado medalhas entre 1932 e 1996.

A primeira particularidade descoberta pelo estudo se refere à questão de políticas públicas para o esporte feminino. “As mulheres já foram privadas, por lei, de participar de determinadas provas, como lutas ou futebol. As delegações começaram a ter um número equilibrado de mulheres e homens apenas em Sidney, em 2000”, disse a pesquisadora.

De acordo com dados do Comitê Olímpico Internacional, em 1932 o Brasil participou com 67 homens e uma mulher. Em 1972, foram 87 para 4. Em 1996, 142 contra 66. Em 2000, 127 para 101. Este ano, foram 145 homens e 132 mulheres.

Preconceito e conformismo

Além do pouco incentivo, os investimentos sempre foram menores nos treinamentos das mulheres, assim como os prêmios pagos. “Com as entrevistas, estamos constatando que há uma certa acomodação das mulheres com essa situação. Elas tendem a achar natural o predomínio masculino nos jogos. Acham que o prêmio deles deve ser maior mesmo”, disse.

Segundo Katia, a história da mulher no esporte é diferente em outros países, como Estados Unidos ou Inglaterra. “Estamos vendo que essa história no Brasil tem relação direta com a própria compreensão do feminismo no país. As lutas da mulher não são caracterizadas como lutas políticas. Isso se reflete na postura das atletas, que não se referem a qualquer tipo de discriminação, exceto em relação à raça”, afirmou.

O único gesto de inconformismo vem das atletas do futebol, que mencionam episódios de discriminação nas entrevistas. Mas, para Katia, no caso do futebol a diferença de tratamento dada às seleções masculina e feminina é tão gritante que não poderia ser diferente.

“De maneira geral, o que surpreende é a dificuldade das mulheres em referir discriminação, que no entanto é patente. Queremos descobrir se fazem isso por medo de represálias ou se há um discurso de aceitação impregnado”, apontou.

Quando uma situação de exclusão é manifesta, segundo Katia, as mulheres particularizam o fato. “Uma das atletas chorou durante a entrevista, ao se lembrar de situações a que se viu submetida por capricho de um dirigente, que destruiu seu sonho de ir aos Jogos Olímpicos. Mas, em vez de atribuir o caso ao preconceito, ela acreditava que se tratava de uma rixa pessoal”, contou.

A metodologia baseada em histórias de vida, segundo ela, tem a vantagem de inserir no trabalho a dimensão da subjetividade. “Podemos avaliar o mesmo momento histórico sendo interpretado pelo repertório de diversas trajetórias pessoais”, disse Katia, que é presidente da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte.

Apesar das condições desiguais, o desempenho das brasileiras se mostra cada vez melhor. Em 1996 (Atlanta), vieram as primeiras medalhas: ouro e prata em vôlei de praia, prata em basquete e bronze em vôlei. Em 2000 (Sidney), prata e bronze em vôlei de praia e bronze em basquete e vôlei. Em 2004 (Atenas), prata em vôlei de praia e futebol. Em 2008 (Pequim), as mulheres ficaram à frente dos homens, com duas das três medalhas de ouro (salto em distância e vôlei feminino), além da prata no futebol e bronze em judô, taekwondo e vela.

“Olhando os resultados das brasileiras nessa Olimpíada – conquistaram seis das 15 medalhas, sendo duas de ouro e uma de prata – eu diria que as mulheres estão surpreendendo. Isso não quer dizer que elas terão melhores condições para trabalhar daqui em diante. Seria preciso que elas fossem tratadas pelo menos com o mesmo respeito dado ao esporte masculino, que ainda assim também tem muitas dificuldades”, afirmou.

De acordo com Katia, a exclusão das mulheres remonta à origem das Olimpíadas. “O barão de Coubertin, ao instituir os Jogos da era moderna, em 1894, proibiu a participação feminina argumentando que, na Grécia helênica, elas eram barradas por não serem cidadãs. Nas Olimpíadas de Paris, em 1900, com o vigor do movimento feminista, ele foi obrigado a aceitar as mulheres”, disse.

2012 já começou

A pesquisadora considera inadmissível dizer que os atletas brasileiros – homens e mulheres – não tiveram um bom desempenho nos Jogos de Pequim. “Em Olimpíadas não há milagres. Acontece o óbvio: ganham os melhores. Se o Brasil tem poucas medalhas em relação a determinados países, é porque os atletas desses países estão mais bem preparados. Erros e derrotas dramáticas acontecem com todos. Mas nossos atletas tiveram um desempenho coerente com a preparação que tiveram”, disse.

A falta de preparação, para Katia, é decorrente da política esportiva adotada no país. “E não falo apenas de investimento, mas de planejamento. Os Jogos Olímpicos de Pequim acabaram neste domingo. A partir de segunda-feira, os países que mais ganharam medalhas estarão se preparando para Londres em 2012. Mas, seguindo a política do Comitê Olímpico Brasileiro, nossa preparação começará apenas em julho de 2011”, criticou.

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/9324/especiais/metais-valiosos.htm

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Futuro sem engarrafamento

Tendo crescido sem um plano de mobilidade urbana, as grandes metrópoles sofrem hoje com o trânsito excessivo e com poucas alternativas de transporte público. Para evitar que as cidades médias tenham os mesmos problemas no futuro, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveram um sistema on-line que permite a participação da população no processo decisório de planejamento da mobilidade urbana.

O Sistema de Suporte à Decisão Espacial para o Planejamento Urbano e de Transportes Integrado e Sustentável (Planuts) é resultado da pesquisa de doutorado de Renata Cardoso Magagnin, professora do Departamento de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo da Unesp, em Bauru (SP).

A tese foi defendida no Departamento de Transportes da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, com orientação de Antonio Nelson Rodrigues da Silva. O sistema, projetado para cidades de pequeno e médio porte, está sendo testado em Bauru (SP), que tem 350 mil habitantes.

“A idéia é fazer com que os processos decisórios fiquem mais próximos da realidade da população. Com a ferramenta, os planos de mobilidade poderão ser elaborados com base em avaliações feitas por especialistas e por moradores”

O Planuts, segundo ela, poderá ser utilizado durante a fase de planejamento e desenvolvimento do plano diretor do município, servindo também, mais tarde, para a avaliação do plano implementado. A pesquisadora aponta que a ferramenta ajudará as cidades médias a se adequar à legislação.

“O Ministério das Cidades estabeleceu que todas as cidades com mais de 500 mil habitantes são obrigadas a ter um Plano Diretor de Mobilidade. E o Estatuto das Cidades também estimula a adoção de planos semelhantes por cidades com mais de 100 mil moradores”, afirmou.

A ferramenta permite que os moradores e especialistas avaliem os problemas, necessidades e prioridades da cidade em termos de mobilidade urbana, gerando uma série de indicadores que podem ser usados pelos gestores para traçar o planejamento.

“O sistema tem quatro módulos de avaliação da mobilidade: avaliação de categorias, escolha de indicadores, definição das prioridades e escolha dos cenários. No primeiro módulo são consideradas cinco categorias ligadas ao transporte: meio ambiente, infra-estrutura, planejamento, gestão e aspectos socioeconômicos”

Fonte: http://www.planuts.com.br/

sábado, 16 de agosto de 2008

De gordura a músculo

Com as patas dianteiras agarradas a um varal em miniatura, o camundongo ergue o corpo até que as traseiras também agarrem o arame, evitando assim a queda. O pequeno acrobata é a mais recente esperança do grupo da geneticista Mayana Zatz, do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão financiados pela FAPESP –, para combater a distrofia muscular, doença genética que atinge um em cada 2 mil brasileiros. Ainda sem cura, a distrofia muscular causa a degeneração progressiva dos músculos a partir da infância, levando à perda dos movimentos e à necessidade de aparelhos para auxiliar a respiração.

Nos últimos anos a equipe de Mayana vem testando diferentes tipos de células-tronco adultas, extraídas da gordura descartada na lipoaspiração, de dentes de leite e do cordão umbilical, em modelos animais que desenvolvem um problema semelhante à distrofia muscular humana.

No caso do camundongo acrobata, células-tronco de gordura humana fizeram jus à sua versatilidade e se transformaram em músculo. A equipe da USP usou 21 camundongos, divididos em três grupos. Um deles recebeu células-tronco indiferenciadas, que não foram manipuladas depois de extraídas do corpo humano. No segundo foram injetadas células um pouco mais maduras, tratadas em laboratório para se transformarem em células musculares. O terceiro grupo não recebeu tratamento e serviu para comparação com os outros dois.

O resultado foi surpreendente. A melhora mais marcante se deu nos animais tratados com as células indiferenciadas, segundo dados publicados na revista Stem Cells. “Parece que as células se desenvolvem melhor no organismo do que no laboratório”, comenta Mayana.

O efeito do tratamento pode ser notado até mesmo por quem não é pesquisador. Os camundongos do grupo de controle (não-tratados) permaneceram cerca de um minuto pendurados no varal antes de cair. Já os que receberam injeção de células-tronco se saíam bem no teste – esses animais apresentaram em média um aumento de 15% na força muscular.

Há ressalvas, porém, quanto a usar camundongos como modelo para investigar a distrofia muscular humana. Mutações no gene produtor de distrofina, proteína responsável pela maior parte dos casos da doença em seres humanos, não causam uma fraqueza visível nos roedores. Por isso a equipe da USP usou nos testes camundongos com distrofia muscular causada por deficiência na produção da proteína disferlina, que provoca nos animais os sintomas mais visíveis da doença humana. A melhora não foi só clínica: “As células-tronco humanas se transformaram em músculo e passaram a produzir todas as proteínas musculares, inclusive a disferlina e a distrofina”, conta a geneticista Natássia Vieira, autora principal do trabalho. É um indício de que as proteínas humanas cumprem sua função também em outros mamíferos.

A equipe de Mayana procura superar as restrições dos estudos com camundongos trabalhando, em parceria com o grupo de Maria Angélica Miglino, da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, com cães da raça golden retriever. Esses animais apresentam sinais de distrofia mais próximos aos das crianças que procuram o Centro de Estudos do Genoma Humano. Mas nem tudo é perfeito: os cachorros ocupam mais espaço, comem mais ração e não se reproduzem tão rapidamente quanto os roedores, motivo pelo qual o trabalho com eles é mais lento.

O avanço mais recente no tratamento dos cães já está disponível no site do Journal of Translational Medicine. Encabeçado pela geneticista Irina Kerkis, do Instituto Butantan, e pelo veterinário Carlos Ambrosio, da USP, o grupo comparou o efeito de duas formas distintas de aplicação de células-tronco: diretamente no músculo ou na corrente sangüínea. Irina e Ambrosio aplicaram injeções de células-tronco retiradas de dentes-de-leite humanos em quatro filhotes de golden retriever – dois machos e duas fêmeas – e constataram que as células injetadas no sangue têm mais chances de se incorporar ao músculo do animal afetado.

Mayana ainda não comemora o resultado. Dos quatro animais tratados, só um macho continua vivo e saudável após o final do estudo. “Ele pode estar vivo só por ser parente do Ringo”, reflete a geneticista, referindo-se ao cão que aos 5 anos de idade não tem sintomas apesar de geneticamente ter a doença. Descobrir o porquê pode mudar o combate à distrofia muscular.

Fonte: http://www.revistapesquisa.fapesp.br

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Correr atrasa efeitos do envelhecimento, diz estudo


Um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que correr com freqüência pode retardar os efeitos do envelhecimento.

A pesquisa analisou 500 idosos com mais de 50 anos que tinham o hábito de correr, durante um período de 20 anos e comparou a saúde e bem-estar físico desses participantes com um grupo similar de não-corredores.

Depois de 19 anos, os pesquisadores da Stanford University Medical Center identificaram que 34% dos idosos que não corriam haviam morrido, comparados com apenas 15% entre os que corriam com freqüência.

A pesquisa, publicada na edição desta semana da revista científica Archives of Internal Medicine, observou ainda que ambos os grupos passaram a ter mais deficiências físicas com o passar dos anos, mas o início destas deficiências começou 16 anos mais tarde para aqueles que praticavam a corrida.

“O estudo tem uma mensagem que incentiva o exercício. Se você precisa escolher uma coisa para fazer as pessoas ficarem mais saudáveis enquanto envelhecem, seria o exercício aeróbico”, afirmou o professor James Fries, principal autor do estudo.

Benefícios

No início da pesquisa, em 1984, os idosos do grupo dos corredores corriam cerca de quatro horas por semana. Depois de 21 anos, o tempo de corrida diminui para 76 minutos semanais.

Segundo o estudo, mesmo com a redução do tempo, os idosos puderam sentir os benefícios da prática do exercício na saúde e a diferença entre a saúde dos idosos corredores e não-corredores foi observada mesmo depois que os participantes passaram dos 90 anos de idade.

Além de diminuir o batimento cardíaco e as mortes relacionadas com problemas arteriais, a prática da corrida também foi associada com uma redução no número de mortes prematuras causadas por doenças neurológicas, câncer e infecções.

Os pesquisadores analisaram ainda os possíveis danos que correr com freqüência poderia causar nos idosos, como problemas nos ossos ou juntas. No entanto, a pesquisa sugere que não encontrou provas de que os idosos corredores tinham mais chances de sofrer com osteoporose ou problemas no joelho do que os não-corredores.

Segundo Fries, os benefícios do exercício físico “são maiores do que o esperado”.

Vida saudável

A ONG Age Concern, que trabalha com idosos, afirma que muitos não praticam exercícios o suficiente.

De acordo com a instituição, os dados revelam que mais de 90% dos idosos britânicos com mais de 75 anos não seguem a indicação de praticar meia hora de exercícios moderados pelo menos cinco vezes por semana.

“A pesquisa reconfirma os claros benefícios dos exercícios regulares para os idosos”, disse o diretor da ONG, Gordon Lishman.

“O exercício ajuda os idosos a continuarem móveis e independentes, garante a saúde cardíaca, mantém o peso e os níveis de estresse sob controle e ajuda a melhorar o sono”, afirmou.

“Enquanto os jovens recebem bastante incentivo para levar um estilo de vida saudável, as necessidades de saúde dos mais velhos são normalmente negligenciadas”, concluiu.

Fonte: http://www.bbc.co.uk

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Brócolis reduz risco de câncer agressivo na próstata, diz estudo


Comer brócolis e couve-flor regularmente reduz o risco de um homem desenvolver formas agressivas de câncer de próstata, sugere uma pesquisa feita nos Estados Unidos e publicada no Journal of the National Cancer Institute.

Após um estudo que envolveu 1,3 mil voluntários, os cientistas chegaram à conclusão de que essas duas verduras são as que oferecem maior proteção contra tumores agressivos na próstata.

A equipe do National Cancer Institute dos Estados Unidos e do Cancer Care de Ontário, no Canadá, questionou pacientes diganosticados com a doença sobre os seus hábitos alimentares.

De uma forma geral, eles observaram que não havia associação entre a ingestão de frutas e verduras e um decréscimo no risco de um homem ter câncer de próstata.

Por outro lado, eles notaram uma ligação entre um maior consumo de verduras de coloração verde escura e da família das crucíferas, especialmente o brócolis e a couve-flor - que pertencem a essa família, com a diminuição do risco de desenvolver tumores agressivos na próstata.

Uma porção semanal de couve-flor foi associada a uma queda de 52% no risco de desenvolver uma forma agressiva da doença; a mesma quantidade de brócolis levaria a uma queda de 45% nesse risco.

Dieta saudável

A ligação entre o consumo de verduras e a redução no risco de desenvolver câncer de próstata já havia sido demonstrada em outros estudos, mas ainda não haviam sido produzidos resultados consistentes.

Além disso, muitos estudos não haviam analisado especificamente as formas mais letais da doença.

Segundo os cientistas americanos e canadenses, o consumo de espinafre também pareceu estar associado a uma redução no risco de desenvolver câncer de próstata, mas a melhora não parece ter sido significativa para casos de câncer que se espalham para além da próstata.

"O câncer agressivo de próstata é biologicamente virulento e está associado com prognósticos ruins. Se a associação que nós observamos se revelar causal, uma possível forma de reduzir o impacto dessa doença pode ser a prevenção primária por meio do aumento do consumo de brócolis, couve-flor e possivelmente espinafre", disse a responsável pelo estudo, Victoria Kirsch, do Cancer Care Ontario.

Kirsch ressaltou, no entanto, que os homens que queiram prevenir o câncer não devem apenas comer brócolis e couve-flor, mas devem ter um estilo de vida mais saudável de forma geral.

Entidades ligadas à prevenção do câncer também alertaram para a necessidade de se manter uma dieta saudável e não atribuir importância excessiva a um alimento específico.

"Quando o assunto é comida, não há nenhuma 'superfruta' ou 'superverdura' em particular que vai proteger você do câncer"", disse Kat Arney, da britânica Cancer Research UK.

"Especialistas já provaram que a melhor forma de reduzir o seu risco de desenvolver vários tipos de câncer é comer uma dieta balanceada. Isso significa incluir pelo menos cinco porções diárias de uma variedade de fruta e verduras, incluindo brócolis e couve-flor."