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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Alimentação Rica Em Gordura Afeta Aspecto Motor/Cognitivo


Estudo destaca as conseqüências negativas de uma dieta abundante em gordura no desempenho físico/motor, como também na função cognitiva de ratos. Cientistas transferem as conclusões do estudo para humanos.


Pesquisadores da universidade de Oxford – Inglaterra explicam que a eficiência é definida como a quantidade de trabalho produzido por certa quantidade de oxigênio consumido e que é determinante para a capacidade aeróbia, podendo ser alterada pelo fornecimento de substratos metabólicos, aonde os ácidos graxos (gorduras) são menos eficientes que a oxidação da glicose (carboidrato).

Porém, eles afirmam que ainda não é muito claro se o consumo de uma dieta rica em gordura é prejudicial ou benéfica à capacidade de endurance. Eles afirmam, também, que uma dieta rica em gordura, pode, depois de vários meses, levar a um enfraquecimento cognitivo.


O estudo conduzido por esses cientistas demonstrou que ratos que estavam em uma dieta rica em gordura percorreram uma distância menor do que aqueles que estavam em uma dieta com pouca gordura. Além disso, os ratos em dieta rica em gordura realmente tiveram um enfraquecimento cognitivo em um teste de labirinto.


O mais interessante - esses ratos não estavam nessa dieta rica em gordura por vários meses, e sim apenas por 9 dias. Na conclusão do estudo, os cientistas ingleses reiteram a importância de aperfeiçoarmos nossa alimentação para melhorarmos não só nosso desempenho físico, como também nossa função cognitiva.


Dicas do Professor:


Em nosso cotidiano muitas vezes nos sentimos mais estressados, com pouco poder de concentração e absorção de novas informações, nos sentimos mais cansados e com variações de humor, sem nenhum motivo externo aparente. Pois é, às vezes a sua alimentação pode ser a resposta.


Indivíduos ativos, que possuem uma alimentação balanceada e adequada durante a semana e que resolvem “sair da linha” em um dado fim de semana, aumentando a quantidade de gordura ingerida, podem ser vítimas de tais sintomas logo no começo da semana subseqüente. Esses indivíduos acabam sentindo mais o “choque” dessa mudança de hábitos repentina, já que se regram durante a semana.


Já aqueles indivíduos sedentários, cuja alimentação é desbalanceada e contém muita gordura podem não sentir esse “choque” tão intensamente, porém estão, a cada dia que passa e gradualmente, – por isso não percebem tanto os sintomas – a caminho de algum mal maior seja para sua saúde física, mental ou ambas.


Fonte: FASEB J. 2009 Aug 10. [Epub ahead of print]

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Maratonistas: Cuidado Com O Aumento Da Temperatura Corporal E Seus Efeitos!


Você sabia que a desidratação é um dos maiores (se não o maior) inimigos dos maratonistas?

A maratona impõe um desafio mental e físico enorme em atletas de qualquer nível. Aliada ao calor e a alta humidade do ar, não só o desempenho é prejudicado, mas a saúde e o bem-estar também correm sérios riscos.

Os efeitos do calor e do estado de hidratação nos sistemas cardiovascular e termoregulatório são bem conhecidos e explicados pela ciência. Tais efeitos explicam o declínio no desempenho e a sensação de esforço aumentado sob essas circunstâncias de competir no calor. Os praticantes passam por uma elevação da freqüência cardíaca e da temperatura corporal na mesma intensidade em que estão acostumados a correr.

A desidratação em decorrência dessa situação resulta na diminuição do Volume Sistólico, do Débito Cardíaco e da Pressão Arterial, como também faz com que o fluxo sanguíneo para a musculatura mais exigida seja reduzido.

Todo esse cenário afeta diretamente Sistema Nervoso Central (SNC) e, portanto, o cérebro pode contribuir para a fadiga durante a atividade física prolongada debaixo do calor.

Portanto, é imprescindível que os praticantes de maratona estejam bem preparados para uma hidratação eficiente antes, durante e após as provas. Desta forma, evitarão a fadiga mais rápida e até mesmo conseqüências mais séries resultantes de um aumento elevado na temperatura corporal, que pode até levar a morte.

Fonte: Sports Med. 2007;37(4-5):396-9.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Jovens Ativos Estão Consumindo Suplementos Alimentares Sem Controle


Estudo aponta exagero no consumo de substâncias que provocam dano à saúde se ingeridas sem necessidade.

Pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que 62% dos frequentadores de academias na capital entre 15 e 25 anos consomem algum tipo de suplemento alimentar - substâncias desenvolvidas e indicadas para atletas que precisam repor nutrientes gastos em treinamentos intensos, como proteína, aminoácido e gel de carboidrato. Mais de 80% deles compram e ingerem os produtos sem recomendação médica ou nutricional.

Os dados, obtidos com base em entrevistas com 201 jovens de redes de academias de São Paulo, mostram erros e exageros de todos os tipos no consumo dessas substâncias, que provocam danos à saúde se ingeridas sem necessidade, em doses erradas e por um prazo muito longo - praticamente o que é feito por grande parte dos usuários pesquisados.

Para agravar o quadro, o levantamento indica que quanto mais jovem, maior é o uso de substâncias desse tipo. Homens tendem a consumir mais suplementos do que mulheres, sem contar que muitos deles relataram ter amigos ou familiares que também usam os produtos.

"Trabalhei por muitos anos como coordenadora nutricional de academias e via como o consumo de suplementos alimentares era descontrolado, as pessoas tomam coisas que nem sabem para o quê servem, e muitas delas sem nenhuma comprovação científica", explica a autora da pesquisa, a nutricionista Márcia Daskal. "O jovem que malha quatro vezes por semana, de uma a duas horas, em mais de 90% dos casos não precisa tomar suplemento. Com a própria alimentação ele supre as carências nutricionais."

Os diversos tipos de suplemento existentes no mercado, parte deles nacional, muitos importados e outros sem registro, são indicados para atletas profissionais que têm uma rotina de sete a nove horas de treino diário. No caso deles, que chegam a gastar mais de 5 mil calorias de uma só vez, a reposição por meio de suplementos auxilia a manter o desempenho no esporte de maneira equilibrada. É o caso de maratonistas, nadadores e corredores.

O problema, segundo especialistas, é que os jovens buscam um ideal de corpo muitas vezes inatingível, e para isso acham que a ingestão de suplementos é o melhor caminho. "Os garotos querem ganhar massa muscular rapidamente e as meninas querem emagrecer. Aí tomam esses suplementos que prometem queimar calorias. É comum demais isso", diz o professor de educação física Gessé Carlos Dias Júnior, coordenador de musculação de academia. "Infelizmente, a gente vê muito professor da academia indicando o uso, o que é proibido."

Fonte: estadão.com.br

domingo, 10 de maio de 2009

Reduzir calorias para melhorar a memória


Um estudo feito por um grupo de cientistas da Universidade de Münster, na Alemanha, verificou que uma dieta com menos calorias resultou na melhoria da memória. A pesquisa foi publicada no site na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O trabalho foi feito em 50 pessoas com idade média de 60 anos e confirmou resultados de testes anteriores feitos em animais. Veronica Witte, do Departamento de Neurologia da universidade alemã, e colegas dividiram os participantes em três grupos, que foram acompanhados por três meses.

O primeiro teve reduzida a ingestão de calorias em 30%. O segundo grupo teve aumentado o consumo de ácidos graxos insaturados em 20%. O terceiro grupo, de controle, não teve alteração no padrão alimentar anterior.

Em experimentos anteriores feitos com ratos, os pesquisadores identificaram melhoria na memória dos animais que passaram por restrição calórica e aumento no consumo de ácidos graxos insaturados, como os encontrados em azeite e em peixes.

No estudo feito com humanos, o grupo de dieta com restrição calórica apresentou um aumento nas notas dos testes de memória dados pelos pesquisadores, enquanto os outros dois grupos não mostraram alterações.

Os pesquisadores verificaram no grupo que teve melhoria nos testes de memória diminuição nos níveis de insulina e nos marcadores de inflamação. Segundo eles, os resultados fornecem também um caminho para explorar o papel da insulina e da inflamação no declínio cognitivo em idosos.

O Artigo poderá ser lido no link abaixo:

Caloric restriction improves memory in elderly humans


sábado, 11 de abril de 2009

Vitamina D e risco de gripe


A deficiência de vitamina D pode aumentar o risco de contrair gripes e resfriados, segundo estudo publicado na edição de 23 de fevereiro da revista Archives of Internal Medicine.

O mais abrangente estudo sobre a associação entre vitamina D e infecções respiratórias já feito foi conduzido por pesquisadores da Universidade do Colorado e dos hospitais Geral de Massachusetts e Infantil de Boston, nos Estados Unidos.

A pesquisa examinou quase 19 mil adultos e adolescentes e verificou que aqueles que tinham menores níveis de vitamina D no sangue apresentaram casos de resfriados e gripes com mais freqüência. Os riscos foram ainda maiores para quem tinha problemas respiratórios crônicos, como asma ou enfisema.

A vitamina C é usada na prevenção de resfriados e de outros problemas respiratórios há décadas – seu mais famoso defensor foi Linus Pauling (1901-1994), um dos mais importantes cientistas do século 20 –, mas essa eficiência é sustentada por pouca literatura científica.

Enquanto isso, evidências do papel da vitamina D – que costuma ser mais associada à saúde óssea – no sistema imunológico passaram a se acumular. Estudos anteriores apontaram a relação do aumento de resfriados e gripes no inverno com a produção mais baixa de vitamina D devido à menor exposição ao Sol (que desencadeia a produção da vitamina na pele).

Na nova pesquisa, os participantes com menores níveis de vitamina D no sangue – menos de 10 nano gramas por mililitro – apresentaram 40% mais casos recentes de infecções respiratórias do que aqueles com níveis superiores a 30 nano gramas.

Pacientes com asma e com baixos níveis de vitamina D tiveram cinco vezes mais casos de infecções respiratórias recentes.

Os autores destacam que os resultados do estudo precisam ser confirmados por outras pesquisas e por testes clínicos antes que a vitamina D possa ser recomendada na prevenção de gripes e resfriados. O mesmo grupo planeja iniciar testes clínicos em breve.

Fontes naturais de vitamina D são: salmão, sardinhas, óleo de fígado de bacalhau e alimentos fortificados como leite e alguns tipos de cereais, além da produção da vitamina na pele, através da exposição ao sol.

Fonte: Archives of Internal Medicine

domingo, 5 de abril de 2009

Óleo de peixe ajuda a tratar crianças acima do peso, afirma estudo

Ele aumenta níveis de 'colesterol bom' e diminui gorduras e triglicérides.
Efeito não aparece se meninos e meninas só fizerem exercícios e dieta.

Atualmente quase não se fala no óleo de fígado de bacalhau que foi amplamente utilizado desde o século XVIII. Cientistas da Universidade de Nevada (EUA) descobriram que a ingestão de óleo de peixes, rico em ômega-3, pode auxiliar no tratamento de crianças acima do peso.

A epidemia de obesidade que atinge o mundo ocidental vem se estendendo para as crianças. Estimativas atuais apontam que cerca de 15% das crianças americanas estão com peso corporal acima do ideal. O excesso de peso das crianças se traduz por alterações nos níveis de gordura no sangue que, muitas vezes, são semelhantes às de adultos. Em outros países, as crianças que apresentam comportamento social semelhante terminarão por apresentar o mesmo problema. O que está em jogo é o risco do aparecimento de problemas cardiovasculares no futuro.

A pesquisa avaliou o efeito do óleo com ômega-3 sobre o perfil de gorduras no sangue em crianças acima do peso. As crianças e adolescentes estudados, que tinham entre dez e 18 anos, fizeram dieta e exercícios regulares. Um grupo recebeu, além das orientações, doses diárias de óleo de peixe.

Aquelas que receberam o óleo de peixe melhoraram seu perfil de gorduras no sangue de forma significativa, baixaram os níveis de triglicerídeos e aumentaram o colesterol HDL, o bom colesterol. As que não utilizaram o suplemento, apesar da dieta e dos exercícios, melhoraram o peso, porém não os níveis de gorduras sanguíneas.

Fonte: g1

quarta-feira, 11 de março de 2009

Efeitos Do Estado De Hidratação E Do Treinamento De Força Em Marcadores De Dano Muscular


É sabido que o Treinamento de Força ocasiona danos musculares, porém o efeito do Treinamento de Força combinado com um estado do pouca hidratação nesses danos musculares não é conhecido.


A mioglobina e a creatina quinase são dois indicadores de danos musculares, sendo que esse fenômeno pode ser atenuado com a ingestão de líquido após o treinamento.


É devido a esses fatores que cientistas americanos resolveram examinar o efeito combinado do Treinamento de Força com o estado de hidratação das pessoas.


Eles examinaram indivíduos treinados em 3 estados diferentes de hidratação:


(1) Bem hidratado
(2) Pouco desidratado – 2.5% da massa corporal
(3) Desidratado – 5% da massa corporal


Com a medição da mioglobina e da creatina quinase antes e após as atividades, os cientistas concluíram que não houve qualquer diferença significativa no comportamento de ambas variáveis em qualquer estado de desidratação quando comparados ao estado hidratado.


Eles concluíram, portanto, que o estado de desidratação não aumenta o dano muscular e então é recomendável que o exercício seja feito em estado de hidratação, até para evitar outros danos decorrentes da desidratação.


Fonte: J Strength Cond Res. 2008 Sep;22(5):1387-93.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Idosos Portadores De Câncer vs. Atividade Física E Boa Alimentação



Pesquisadores Americanos avaliaram idosos (> 65 anos) portadores de Câncer de próstata ou de mama com o intuito de tentar quantificar se intervenções no estilo de vida dessas pessoas, principalmente a inclusão da prática de atividade física aliada a uma boa alimentação, teriam um impacto positivo na qualidade de vida dessas pessoas e na independência das mesmas.


Mais de 400 idosos foram observados durante um período de 6 meses. O grupo de intervenção participou, durante tal período, de exercícios físicos prescritos para serem realizados em casa mesmo, em conjunto com uma alimentação balanceada.


Já o grupo controle não participou de nenhuma atividade física, nem de uma rotina de alimentação adequada. Eles apenas receberam informações gerais sobre saúde.


Como era de se esperar, ao final do período de 6 meses, os pesquisadores observaram melhora significativa no comportamento, estilo de vida e independência das pessoas pertencentes ao grupo de intervenção.


Fonte: J Clin Oncol. 2006 Jul 20;24(21):3465-73

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

1/4 Dos Suplementos Alimentares Possuem Anabolizantes


Um em cada quatro suplementos vendidos para praticantes de atividade física possui em sua fórmula esteróides anabolizantes não declarados no rótulo. É o que aponta levantamento da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, realizado com base na análise de 111 amostras no Instituto Adolfo Lutz.



Os anabolizantes, quando tomados sem orientação médica, podem causar inúmeros efeitos negativos no organismo, como acne, impotência sexual, calvície, hipertensão arterial, esterilidade e problemas cardíacos Os produtos, comercializados na capital e no interior do Estado, foram apreendidos pela polícia e pelos serviços de vigilância sanitária locais durante o ano de 2007.



O levantamento também apontou que 85,6% dos suplementos não apresentavam qualquer informação de procedência. Das demais amostras, 5,4% eram nacionais e 9%, importadas. A legislação brasileira que regulamenta os alimentos para atletas exclui produtos que contenham substâncias farmacológicas estimulantes, hormônios e outras substâncias consideradas como dopping pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), embora não haja menção direta aos suplementos nutricionais.


Dos produtos analisados, 41% eram apresentações em cápsulas, provavelmente por apresentar maior facilidade na manipulação e incorporação de outras substâncias farmacologicamente ativas, além dos nutrientes. Outros 33% das amostras eram comprimidos e 16% tinham apresentação do produto em pó.


"A presença de substâncias proibidas em suplementos alimentares coloca os praticantes de atividades físicas em situação de grande risco. É importante ter em mente que não existem fórmulas mágicas para se entrar em forma e todo produto que prometa resultados milagrosos devem ser olhados com desconfiança", diz a pesquisadora de microbiologia de medicamentos do Adolfo Lutz, Adriana Bugno.


Os suplementos irregulares são interditados pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado São Paulo. Se há identificação do fabricante, as empresas são notificadas. Já as irregularidades encontradas em produtos importados ou sem identificação são relatadas ao importador e à Anvisa.


Os anabolizantes, quando tomados sem orientação médica, podem causar inúmeros efeitos negativos no organismo, como acne, impotência sexual, calvície, hipertensão arterial, esterilidade, insônia, dor de cabeça, aumento de colesterol ruim, problemas cardíacos, crescimento indevido de pêlos, engrossamento da voz e distúrbios testiculares e menstruais.


Fonte: UOL

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Dieta Rigorosa Pode Levar Ao Efeito Sanfona



O número de pessoas acima do peso vem crescendo. Em 1980, segundo dados do Ministério da Saúde, 12% dos brasileiros estavam de gordinhos a obesos. Hoje, são 24%. E certamente muitos já passaram pela frustrante experiência de chegar ao peso ideal, com dieta e exercício, mas voltar a engordar.


O famoso "efeito sanfona", ou "ioiô", muito mais do que problema estético, pode levar a doenças graves, como diabetes tipo 2 e hipertensão."O efeito sanfona ocorre porque as pessoas realizam longos períodos de jejum para emagrecer. Mas ninguém consegue resistir por muito tempo e volta a comer em dobro para saciar aquela fome exacerbada que criou", explica o endocrinologista Tércio Rocha. Ou seja, o efeito sanfona é uma espécie de "vingança" de um organismo submetido à dieta rigorosa. Daí a necessidade de se seguir um programa alimentar que inclua refeições a cada três horas, leves e saudáveis, para manter sempre a fome sob controle - a famosa reeducação alimentar."Trabalhando melhor a causa psicológica da saciedade, podemos definir uma linha de tratamento com reeducação alimentar gradual e até com o auxílio de antidepressivos, se for preciso", diz o especialista.


A nutricionista da academia Contours, Daniele Ferreira, conta que são comuns os casos de efeito sanfona. "Uma vez não se alimentando regularmente, o organismo se manifesta na tentativa de preservar o estoque de energia. Com isso, o gasto de energia fica cada vez menor. Quando voltamos a comer, ficamos mais propícios a ganhar peso com a desaceleração da queima de gordura", explica Daniele.


Tércio ressalta que esse vaivém na balança também causa estresse nas funções do pâncreas. "O organismo fica desregulado, estimulando grande produção de insulina, que logo é disparada no sangue.
Por fim, o fígado desenvolve resistência à insulina, que é o primeiro passo para o desenvolvimento de diabetes tipo 2."Depois de várias tentativas de rápido emagrecimento sem sucesso, a agente de viagens Aline Gomes conseguiu perder gradativamente 18kg em 7 meses. Para isso, buscou orientação de nutricionista e passou a malhar diariamente. "Após a gravidez engordei 22kg, mas com muita disciplina superei essa fase e até consegui promover reeducação alimentar dentro de casa. Com as novas receitas saudáveis, até meu marido já perdeu 4 kg", diz.


Aline acaba de comemorar seus 30 anos. No bolo, havia uma boneca gordinha e outra magrinha. "Meus antes e depois", brinca.


Coma Devagar e Seja Alegre


A atriz Fabíula Nascimento, que teve de engordar 7kg para interpretar uma gordinha sexy e gulosa no filme Estômago, do diretor Marcos Jorge, defende a atitude de tentar emagrecer de forma mais lenta, aprendendo a se alimentar melhor. "Para perder esses quilinhos a mais, precisei de um ano de reeducação alimentar, malhação e corrida", conta a atriz, que chegou a comer 18 coxinhas de galinha para realizar uma cena do filme.


Especialista em vida saudável, Gillian McKeith, autora do livro recém-lançado Você e sua Dieta - A Bíblia da Alimentação (editora Campus-Elsevier), revela que alguns cuidados simples promovem o bem-estar, como fazer boa digestão comendo devagar, controlar o nível de açúcar no sangue e até manter o bom-humor para ter mais imunidade.


Muitas vezes a sociedade condena os gordinhos por acreditar que eles não perdem peso por falta de disciplina. Mas uma linha de especialistas crê que pode haver uma causa genética relacionada à obesidade.


Um grupo de pesquisadores europeus e americanos descobriu seis variações genéticas associadas ao ganho excessivo de peso.Pessoas portadoras dessas características genéticas têm índice de massa corporal (IMC) aumentado. O estudo avaliou o perfil genético de mais de 90 mil pessoas de origem européia. E o que chamou a atenção foi o fato de as mutações genéticas alterarem as funções cerebrais ligadas à saciedade e à quantidade de alimentos ingeridos.

Fonte: Portal Terra

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Estudo inglês comprova que comer vegetais faz baixar pressão arterial


A pesquisa realizada por cientistas do Imperial College de Londres avaliou dezessete grupos populacionais diferentes em quatro países da Europa, América do Norte e Ásia. Foram mais de 4.600 participantes entrevistados com relação a sua dieta diária e de quem foram colhidas amostras de sangue e urina. Os participantes eram homens e mulheres entre os 40 e os 59 nove anos de idade.

O foco principal da pesquisa foi a quantidade e a fonte das proteínas ingeridas pelos participantes. As proteínas são elementos essenciais à formação e à manutenção das estruturas do corpo humano, podendo ser obtidas através da ingestão de produtos animais ou vegetais. Pesquisas anteriores haviam mostrado que as pessoas que comiam mais proteínas de origem animal apresentavam mais frequentemente hipertensão arterial.


A pesquisa inglesa, publicada na revista "Archives of Internal Medicine", não confirmou esses resultados, não existindo relação entre o consumo de carne e a ocorrência de hipertensão, porém mostrou que a preferência por vegetais pode ajudar a baixar a pressão sanguínea.


Os indivíduos que consumiam proteínas de origem vegetal preferencialmente tinham níveis de pressão arterial mais baixo do que os que preferiam as carnes. Os pesquisadores acreditam que os aminoácidos, componentes básicos das proteínas, estão por trás do efeito benéfico da ingestão de vegetais. Outro elemento da dieta que pode estar envolvido na regulação da pressão arterial, segundo os cientistas, é o magnésio.


De qualquer forma os resultados reforçam as recomendações por uma dieta equilibrada e rica em vegetais para manter a saúde.

Fonte: Saúde em Foco

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Chocolate amargo tira o sono antes de dormir, dizem especialistas


O chocolate pode trazer conforto e despertar as papilas gustativas, mas algumas pessoas se questionam se isso pode ter um efeito negativo: mantê-las acordadas à noite.

Chocolate contém cafeína, como muitos sabem, mas em quantidades que variam de acordo com o tipo. Uma barra de chocolate ao leite de 450 gramas, por exemplo, contém 9 miligramas, cerca de três vezes mais cafeína que uma xícara de café descafeinado. Porém, uma barra de chocolate amargo tem muito mais: cerca de 30 miligramas. Isso equivale a uma xícara de chá instantâneo, e um pouco menos que uma xícara de chá a granel, cerca de 40 miligramas.

Em outras palavras, um chocolate amargo, ingerido tarde da noite, pode deixá-lo contando ovelhinhas por horas.

Além disso, o chocolate tem outros estimulantes. Um deles é a teobromina, um composto que torna o chocolate perigoso para cães e gatos, pois eles o metabolizam de forma muito lenta. A teobromina aumenta os batimentos cardíacos, causa insônia e é encontrada em pequenas quantidades no chocolate, especialmente o amargo. A Fundação Nacional do Sono recomenda não consumir chocolate – assim como café, chá e refrigerante – antes de dormir.

No entanto, existe uma alternativa. O chocolate branco não contém nada de teobromina e possui uma quantidade insignificante de cafeína.

Fonte: WWW.G1.com.br

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Dieta para emagrecer reduz resistência a gripe, diz estudo

Fazer regime para emagrecer durante o inverno pode afetar a habilidade do organismo de combater o vírus da gripe, adverte um novo estudo realizado nos Estados Unidos.
Cientistas da Universidade Estadual do Michigan descobriram que ratos de laboratório que se submeteram a uma dieta de baixa caloria tiveram maior dificuldade em debelar a infecção do que os que haviam sido colocados em uma dieta normal.

Segundo a equipe, mesmo os ratos submetidos à dieta especial que receberam uma quantidade adequada de vitaminas e minerais ainda não conseguiram produzir a quantidade de glóbulos brancos do sistema imunológico necessárias para combater uma infecção.

Além de uma maior probabilidade de morrer vítima da contaminação por um vírus, os ratos - que consumiam cerca de 40% das calorias dadas aos submetidos a uma dieta normal - levaram mais tempo para se recuperar, perderam mais peso e tiveram outros sintomas de saúde precária.

"Nossa pesquisa mostra que ter um organismo disposto a combater um vírus vai levar a uma recuperação mais rápida e efeitos menos severos que do que se ele está tendo calorias restringidas", disse a autora do estudo.

Vacina

Os especialistas recomendam que mesmo as pessoas vacinadas deveriam evitar dietas para emagrecer quando o clima é frio.

"Se uma variedade de gripe infecta uma pessoa e é diferente da variedade incluída na vacina, então seu corpo vê como uma infecção primária e pode produzir os anticorpos para lutar (contra a infecção)", afirmou Gardner.

Os cientistas afirmam que a pesquisa não deve representar uma carta branca para que as pessoas evitem dietas durante todo o ano, mas para se concentrem na perda de peso nos outros oito meses do ano, quando o vírus da gripe não se prolifera tão facilmente.

Para o professor John Oxford, especialista em gripe da Escola de Medicina e Odontologia Queen Mary, em Londres, o "bom senso" deve prevalecer no inverno.

"Existem muitos vírus e, embora pudesse ser melhor evitar aqueles doces de Natal, esse (o inverno) não é o momento para pensar em dieta", afirmou.

A pesquisa foi publicada na revista especializada Journal of Nutrition.
Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Entenda a ressaca e outros 'sobressaltos' de fim de ano


É tempo de ressaca. E não estamos falando de previsões meteorológicas que parecem estar fora do habitual e sim do que comumente acontece nesses tempos de festas e exageros. Com certeza muitas confraternizações e festas estão programadas para os próximos dias com ampla oferta de álcool.

A ressaca é como o leigo costuma se referir aos efeitos indesejados do excesso de álcool sobre o nosso corpo, principalmente sobre o aparelho digestivo e o cérebro.

De uma vez por todas, vamos deixar de culpar o fígado, que quase sempre leva a culpa pelos sintomas, quando na verdade quem foi mais afetado pelo álcool e pelos excessos alimentares foi o estômago.

O álcool é um potente irritante da mucosa gástrica e pode causar de forma variável dor e náuseas após sua ingestão exagerada.

Após entendermos que o fígado não é o culpado, vamos desmascarar outro mito, o de que existem medicamentos capazes de proteger o fígado dos excessos e evitar os sintomas da ressaca.

Os ditos hepatoprotetores são na maioria das vezes uma associação de analgésicos e digestivos, e até mesmo de estimulantes, que podem diminuir os sintomas, porém muitas vezes agravar a irritação do estômago.

O segredo, se é que existe algum segredo para evitar a ressaca, primeiro é não exagerar na bebida: a sensibilidade ao álcool é individual, variando para cada um de nós. Tomar uma boa quantidade de água, enquanto estiver bebendo, pode ajudar. A alimentação deve ser baseada em alimentos leves e de fácil digestão.

Vamos então a algumas dicas para enfrentar esses dias repletos de eventos e comida farta.

Como encarar as mesas de final de ano com tantas coisas gostosas sem perder a linha?

Primeiro, não tente enganar seu corpo “pulando” refeições ou comendo muito pouco durante o dia para contrabalançar uma festa; chegar a uma festa com fome é igual a comer demais.

Não precisamos comer de tudo que estiver oferecido e muito menos comer muito de tudo. Coloque pequenas porções em seu prato e principalmente se afaste da mesa para diminuir a tentação.

Como estamos no verão e as temperaturas andam altas, cuidado com alimentos preparados com antecedência e que não tenham sido armazenados de forma adequada.

Não mude sua rotina, principalmente mantenha as atividades físicas regulares, pois as calorias a mais podem ser queimadas evitando o ganho de peso comum nessa época do ano.


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Cortar 10% do sal na comida pode salvar milhares de vidas, mostra estudo


A diminuição em torno de 10% da quantidade de sal ingerida por dia pode salvar a vida de dezenas de milhares de pessoas a cada ano.

Pesquisadores ingleses realizaram uma extensa revisão da literatura médica com relação aos benefícios da redução do sal sobre as doenças cardiovasculares. Os cientistas descobriram que, se a quantidade de sal da dieta diária diminuísse apenas um grama, 52 mil mortes por ano seriam evitadas no Reino Unido.

A pesquisa dos cientistas do Hospital St.George, em Londres, encontra eco em uma campanha, idealizada por ONGs britânicas, que busca mover a indústria de alimentos no sentido de diminuir a quantidade de sal nos produtos industrializados. A quantidade diária ideal de sal está definida em seis gramas. Segundo a mesma pesquisa, no Reino Unido, o consumo médio diário, naquele país está em torno de 11 a 12 gramas.

As doenças cardiovasculares matam milhões de pessoas no mundo a cada ano, vítimas de infartos e acidentes vasculares cerebrais. A conclusão dos médicos britânicos mostra como uma pequena mudança nos hábitos diários pode repercutir no impacto social das doenças cardiovasculares.

Que tal rever a sua ingestão diária de sal? Preste bastante atenção nas embalagens, pois naquelas tabelas está descrito o conteúdo de sal daquele alimento.

O homem descobriu muito cedo na história que o sal poderia ser utilizado para preservação dos alimentos. Essa continua sendo uma de suas aplicações, por isso alem de procurar a quantidade de cloreto de sódio procure também pelos acidulantes pois esses produtos entram na conta do sal presente naquele produto.

Cuide de sua saúde, especialmente nessa época do ano quando os excessos são freqüentes e os eventos lotam nossas agendas.

Fonte: www.g1.com.br/ciencias & saude

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Um ovo por dia aumenta risco de diabetes, diz estudo

Pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Harvard.
Risco aumenta em 58% para os homens e 77% para as mulheres.

O risco do diabetes aumenta progressivamente com o consumo de ovos por semana. O efeito é diferente entre homens e mulheres.

No grupo de maior consumo, com um ovo por dia em média, o risco aumenta em 58% para os homens e 77% para as mulheres.

Os ovos são a fonte mais importante de colesterol da dieta humana. Cada unidade contém cerca de 200 mg de colesterol, além de 1,5 g de gordura saturada. Apenas esses dois elementos já aumentam o risco de diabetes.

Esses dados vêm de dois estudos com um número expressivo de participantes. Foram analisados mais de 20 mil homens e 36 mil mulheres, todos profissionais de saúde, saudáveis no início da pesquisa e acompanhados por mais de 20 anos.

Nos dois grupos o número de casos de diabetes, durante o estudo, estava relacionado ao consumo de ovos e altos níveis de colesterol na dieta.

A relação entre os ovos e o diabetes se manteve, apesar dos outros fatores de risco habituais para a doença.

Uma dieta equilibrada está entre os hábitos saudáveis que podem prevenir o aparecimento de doenças crônicas.

Fonte: Diabetes Care

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Comer Barra de Cereais é um Hábito Saudável?


Não há como negar que as barrinhas de cereais caíram no gosto de muitas pessoas. Elas são fáceis de serem transportadas, podem ser levadas na bolsa, ficar por dias na sua gaveta do escritório, enfim, é um alimento que se adaptou muito bem à correria da vida moderna.

No entanto, é preciso ter cuidados, assim como qualquer outra fonte de energia, a barra de cereais tem que ser consumida com moderação e jamais ser usada para substituir refeições."A barra de cereais não tem qualidades nutritivas para substituir refeições", alerta a nutricionista e professora do Centro universitário São Camilo, Samantha Rhein.

A profissional destaca a propaganda enganosa de pacotes de dietas que prometem perder peso por meio da ingestão apenas de barrinhas salgadas e doces. "O melhor horário para comê-las é entre as refeições", explica Samantha.Assim como as frutas, iogurte ou, ainda, um pedaço de queijo branco, a barra de cereais é indicada para os lanchinhos como uma forma de variar na dieta. No entanto, Mariana Del Bosco Rodrigues, nutricionista da Abeso, ressalta a importância dos alimentos naturais. "Sempre que possível é preferível optar por um lanchinho natural. Isso não quer dizer que os produtos industrializados são ruins, mas é que houve uma inversão que leva a preferência apenas pelos industrializados".

A composição nutricional das barras de cereais depende muito de cada produto, uma vez que a variedade no mercado é bastante ampla. "De modo geral, elas são produtos energéticos, apropriados para o consumo anterior a atividade física, ou então rica em fibras, contribuindo para a regularização do trânsito intestinal. A dica é sempre analisar o rótulo (tabela de composição nutricional e lista de ingredientes)", ensina a nutricionista Adriana Alvarenga, Gerente de Informação Científica da Gold Nutrition.

Para Mariana Del Bosco Rodrigues, as barras de cereais não deveriam ter o rótulo de "produto saudável" uma vez que são fontes de açúcar e gordura. "O ideal de ingestão diária de fibras é entre 25 e 30g e a maioria das barrinhas não têm nem 1g", destaca.Mas, segundo Mariana, não dá para descartar a grande qualidade desse alimento: a praticidade.

A nutricionista Samantha Rhein destaca ainda outros pontos positivos da barra de cereais. "Pelo fato de possuir fibras, é preciso mastigar muito, o que sacia a sensação de fome. E também supre a vontade, principalmente das mulheres, de comer um docinho no meio do dia."Já os produtos indicados como light também possuem ressalvas. "A diferença entre o light e o normal é de cerca de 30 calorias, ou seja muito pouco e desnecessário para quem tem um hábito alimentar controlado", explica Samantha Rhein.

Fonte: Portal Terra

sábado, 8 de novembro de 2008

Satisfação menor, obesidade maior


Ao saborear um delicioso mikshake de chocolate, o cérebro responde de maneira diferente, dependendo da pessoa. E é essa diferença, cortesia dos genes receptores de dopamina, que pode ajudar a explicar por que alguns engordam e outros não.

Segundo um estudo publicado na revista Science, o cérebro de indivíduos obesos responde a alimentos saborosos com menos intensidade do que o de pessoas mais magras. Isso indicaria que os obesos tendem a comer mais, aumentando a quantidade para compensar a menor resposta na satisfação ao ingerir o alimento.

O estudo, feito por pesquisadores de instituições norte-americanas, indicou uma resposta mais lenta ao alimento em regiões no cérebro conhecidas como “centros de recompensa” em indivíduos com uma variante genética específica.

No cérebro, o estriado dorsal é responsável pela liberação do neurotransmissor dopamina em resposta à ingestão de comida. A quantidade de dopamina liberada corresponde ao grau de satisfação que o alimento traz. Mas em indivíduos obesos, essa resposta tende a ser mais lenta, devido à presença de menos receptores de dopamina.

Na pesquisa, feita com mulheres, as voluntárias com a variante Taq1A1 tinham menos receptores D2 e demoravam mais para se sentirem satisfeitas após a ingestão de um milkshake de chocolate.

Segundo a pesquisa, pessoas com menos receptores D2 necessitam de mais substâncias recompensadores, como alimentos ou drogas, para experimentar o mesmo nível de satisfação do que as demais

Segundo os pesquisadores, a descoberta poderá ajudar no tratamento da obesidade, por meio da identificação de pessoas com a variante Taq1A1, que estariam propensas a ingerir maiores quantidades de alimentos e, por conseqüência, a ganhar mais peso.

Fonte:

Relation between obesity and blunted striatal response to food is moderated by TaqlA1 A1 allele.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Radicais Livres


Freqüentemente associados ao envelhecimento precoce, os radicais livres são moléculas do organismo que apresentam um elétron instável em sua última camada. Quando um desses elétrons rouba outro elétron de uma molécula próxima, ocorre uma ação oxidativa, o que pode acelerar o envelhecimento ou ainda desencadear doenças.

Explicações científicas à parte, o que acontece é o seguinte: toda vez que há uma reação química oxidativa em nosso organismo, como o simples fato de respirarmos, uma quantia de energia sobra. Essa energia restante pode vir a formar os radicais livres, que causam agressões físicas diversas às células do corpo. "Os radicais livres fazem parte de reações normais do organismo. Quando você corta uma maçã e a deixa fora da geladeira, ela escurece. O que a deixa escura são os radicais livres", detalha a dermatologista Denise Steiner. Segundo a médica, o processo de envelhecimento está também ligado à produção dessas moléculas. "Existem várias implicações no envelhecimento, mas uma que se sabe mais detalhadamente é o processo oxidativo, via radicais livres", comenta Denise.

Quanto mais exposto a fatores que aumentam a produção dos radicais, mais o organismo é atacado por essas moléculas. "Um exemplo claro são os fumantes. A grande maioria tem umas ruginhas na região dos olhos devido ao processo dos radicais livres", explica o endocrinologista Cyro Masci. Mas além das implicações físicas que podem ser vistas a olho nu, como o envelhecimento precoce, a presença em excesso de radicais podem ainda criar um ambiente propício para o aparecimento de algumas doenças. "O câncer de pele é uma doença que pode surgir com o excesso de radicais livres", conta Masci. O sol, assim como o fumo e os poluentes químicos, pode funcionar como um catalisador na produção dos radicais, desequilibrando a quantia natural do organismo. Em excesso, eles estimulam o aparecimento da doença, daí a importância do uso de protetores solares (que funcionam como antioxidantes) e de se evitar uma exposição excessiva ao sol.


Aumentam a produção de radicais livres


- Água contaminada por metais pesados (principalmente mercúrio); - Alimentos com agrotóxicos; - Bolos e pães industrializados; - Carne vermelha e de porco; - Chocolate; - Cigarro (de tabaco); - Doenças; - Exercícios em excesso; - Exposição excessiva ao sol; - Gordura trans e vegetal hidrogenada; - Poluição; - Produtos de limpeza que contenham formol de aldeído.


Fontes de antioxidantes


Alguns alimentos têm a capacidade de neutralizar a formação de radicais livres pelo organismo. No entanto, a dermatologista Denise Steiner afirma que o melhor tratamento é a prevenção. "Deve-se evitar os fatores que estimulam a produção de radicais livres", salienta. No entanto, vale ter à mão uma relação de alimentos que podem lhe auxiliar a evitar essas temidas moléculas. Mesmo porque, as frutas e os vegetais são ótimas fontes de antioxidantes. "Deve-se fazer uma suplementação desses nutrientes diária, com cinco ou seis porções. Pessoas que vivem em cidades grandes e com uma rotina estressante precisam repor nutrientes, mesmo que mantenham uma alimentação balanceada", alerta Masci. Portanto, elencamos a seguir algumas fontes naturais de antioxidantes.


Confira


Castanha do Pará (fonte de vitamina E); - Chá verde; - Frutas descascadas; - Legumes crus; - Polifenóis presentes no vinho e na uva; - Salmão; - Vitamina C (frutas cítricas e vegetais verde-escuros); - Vitamina A (cenoura, abóbora e mamão); - Zinco (peixes, aves e leite).

Fonte: Portal Terra

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Açúcar ou Adocante?


Uma dieta saudável não deve abolir açúcares e adoçantes. Esta foi a conclusão a que chegaram especialistas internacionais em setembro de 2007 durante a conferência "Açúcar e adoçantes: seu papel em nossas vidas", organizada pela Oldways (fundação internacional sem fins lucrativos) em conjunto com a Federação Argentina de Graduados em Nutrição.


A novidade é que o açúcar acabou perdendo seu status de vilão entre os alimentos. "O consumo depende de cada caso. Para uma pessoa saudável, o aconselhável é realizar a redução de açúcares para que sejam consumidos de forma balanceada. Mas, se existe um quadro de doença, a opção pode ser por adoçantes", comenta a nutricionista da Unifesp, Veridiana De Rosso.


A especialista destaca que para uma vida saudável não há a necessidade de extinguir o açúcar refinado da dieta e ainda sugere mesclar com um adoçante. "Os açúcares são carboidratos que conferem sabor doce, além de serem a fonte de energia mais rápida porque são facilmente metabolizados pelo organismo. Já os adoçantes não engordam, então pode-se escolher um tipo de adoçante com tranqülidade", explica.
Segundo a nutricionista Mariana Del Bosco Rodrigues, da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), cada grama de açúcar possui quatro calorias. "As pessoas têm de ficar atentas em relação à quantidade consumida, pois os açúcares devem corresponder a 10% da ingestão do valor calórico diário total", explica.


Para exemplificar, Mariana toma como base uma dieta de 1.800 calorias por dia. Portanto, esta pessoa deverá ingerir 180 calorias de açúcares, o que corresponde a 45g. Mas se a preocupação é apenas por uma vida com mais saúde, a alimentação pode contemplar o açúcar refinado. O único cuidado é não exagerar na dose, porque ele é bastante calórico. O segredo é manter uma dieta equilibrada e praticar exercícios para que as calorias adquiridas correspondam às queimadas na atividade física. Os adoçantes podem ser aliados, já que, por não possuírem calorias, facilitam o controle de peso, evitando a obesidade e a diabete.


Vale ressaltar que existem diversos tipos de edulcorantes calóricos (substâncias que constituem os adoçantes), e o mais conhecido deles é o aspartame. "O poder de dulçor do aspartame é de 150 a 200 vezes maior que o açúcar refinado. Isso significa que a pessoa não engordará por consumi-lo já que a ingestão é muito pequena", explica a pesquisadora Lidiane Bataglia da Silva, do ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos).

Fonte: Portal Terra