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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Exercício E Educação Alimentar Melhoram O Mecanismo De Respiração Em Homens Obesos



Sabemos que a obesidade altera o mecanismo de respiração durante o exercício. Mas o efeito que a perda de peso, ou, mais precisamente, a perda de massa gorda tem sobre esse mecanismo de respiração ainda é pouco entendida.


Foi por esse motivo que cientistas do Texas – EUA desenvolveram um estudo com vários indivíduos obesos que, durante um período de tempo sofreram uma intervenção rigorosa de exercícios aliados a uma alimentação balanceada.


Apesar das perdas usuais de circunferência, peso absoluto e massa gorda, a distribuição de gordura se manteve igual. Porém, através dos cálculos obtidos sobre os diversos aspectos que foram medidos e avaliados, os cientistas puderam concluir que “a perda modesta de peso e gordura corporal melhorou o mecanismo de respiração durante o exercício dos indivíduos obesos que praticaram atividade física regular e mantiveram uma boa alimentação”. Eles ainda explicam que tal melhora se deve a um acumulo de perda de gordura na região peitoral.


Dicas do Professor:


Às vezes, devido à idade e anos de sedentarismo, um indivíduo obeso pode achar difícil perder muitos quilos (peso absoluto). Porém, os benefícios da perda - mesmo que modesta - de peso e gordura são significativos como aponta o estudo citado acima.


A princípio, tais perdas podem parecer sem importância, mas trazem e continuarão proporcionando benefícios ímpares para a saúde e o bem-estar do obeso a curto, médio e longo prazo.


Esse estudo foca em um benefício mecânico/metabólico do exercício aliado a uma boa alimentação. Não podemos esquecer também dos benefícios funcionais desse bom hábito.


Fonte: Chest. 2011 Jan 27. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Redução de Lesões em Obesos Devido à Caminhada

Recentemente, houve um aumento de indivíduos obesos que deixaram suas vidas sedentárias e começaram algum tipo de atividade física. Uma das atividades físicas mais recomendadas é a caminhada.


Houve, porém, um aumento substancial de lesões nas articulações dos membros inferiores desses indivíduos devido a diversos motivos. Cientistas estão buscando alternativas para prevenir tais lesões.



Pesquisadores americanos estudaram mais de 20 indivíduos obesos no intuito de achar uma alternativa para a caminhada e suas lesões.


Eles mediram diversos aspectos fisiológicos e biomecânicos desses indivíduos e descobriram uma alternativa para a caminhada plana.


Segundo esses cientistas, uma caminhada leve em uma subida (ou inclinação) moderada diminui o risco de lesões nas articulações dos membros inferiores, reduzindo cargas mais severas nos músculos extensores dos joelhos e adutores em 19% e 26%, respectivamente.


Foi concluído, também, que essa estratégia, além de prevenir lesões, ainda fornece um estímulo cardíaco adequado a esses indivíduos.


Dicas do Professor:


Além do descoberto e escrito acima, devemos avaliar e, portanto, conhecer muito bem para quem estamos prescrevendo a caminhada, seja ela no plano, subida ou descida. Nenhuma das alternativas é melhor ou pior que as outras. Todas servem um propósito e devem ser prescritas em seu devido tempo.


A importância do profissional de Educação Física nessas horas é primordial, já que só ele possui o conhecimento do momento exato para prescrever esse ou aquele exercício, desse ou daquele modo.


Devemos nos lembrar também do volume (nesse caso, o tempo) do exercício. Se exagerarmos, até a caminhada leve numa subida moderada que parece inofensiva poderá causar lesões. Parece básico e redundante, mas o número de indivíduos que sofrem lesões por altos volumes é muito grande.


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Qualidade De Vida Dos Adolescentes Obesos


Basta sairmos nas ruas de nossas cidades para notarmos a quantidade de adolescentes que visualmente estão acima de seus pesos ideais. Uma pesquisa feita em São Paulo analisou diversos fatores relacionados à qualidade de vida desses adolescentes e sugere estratégias para mudarmos esse cenário.

Esse estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e avaliou as consequencias – negativas - físicas, sociais e econômicas que a obesidade exerce na qualidade de vida desses adolescentes.


82 adolescentes obesos foram avaliados e tiveram seus hábitos e estilos de vida modificados durante 24 semanas nesses aspectos.


As mudanças, dentre alguns outros aspectos, contou com programas médicos, de nutrição, atividade física regular e acompanhamento psicológico.


Vários questionários cientificamente reconhecidos foram utilizados para avaliação dos seguintes aspectos:


Ansiedade
Depressão
Gula
Insatisfação com o próprio corpo
Qualidade de Vida


Após o período de 24 semanas de intervenção, os pesquisadores concluíram que, nas adolescentes, houve redução nos níveis de depressão e gula, e melhora na satisfação com o próprio corpo e na qualidade de vida. Já nos adolescentes, uma diminuição da ansiedade, gula e melhora na qualidade de vida foi observado.


Foi concluído então que uma mudança interdisciplinar no estilo de vida dos adolescentes obesos é uma maneira eficiente de controlar aspectos psicológicos e para a melhora da qualidade de vida dos mesmos.

Dicas do Professor:


Já sabemos que o número de adolescentes obesos tem crescido nos últimos anos. O mais alarmante é que isso se extrapola para as crianças também. Parte desse fenômeno é advinda da “educação” familiar, ou seja, o que é permitido como alimento dentro de casa, o quanto os pais aceitam o sedentarismo de seus filhos, etc. Já no caso de pais obesos isso se torna mais complicado, já que eles servem de exemplo/referência para seus filhos. O importante é que o filho seja instruído desde cedo sobre os riscos da má alimentação e do sedentarismo e que tenha bons exemplos a serem seguidos de seus próprios pais.

Fonte: Health Qual Life Outcomes. 2009 Jul 3;7:61.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Condicionamento, Adiposidade E Mortalidade Em Hipertensos



Sabendo-se dos variados benefícios oriundos da prática da atividade física, será que um bom condicionamento cardiorrespiratório é um atenuante do risco de mortalidade em homens obesos hipertensos? Um longo estudo americano afirma que sim.


Cientistas da Winston-Salem State University, na Carolina do Norte – EUA acompanharam mais de 13.000 homens com tais características durante 29 anos. Esses homens foram divididos e classificados dentro dos seguintes parâmetros:


1 – Condicionamento Cardiorrespiratório: Baixo, Moderado, Alto
2 – Obesidade: Índice de Massa Corporal (IMC), Circunferência da Cintura, Porcentagem de Gordura Corporal
Durante esse período ocorreram 883 mortes, sendo que 335 delas aconteceram em decorrência de doenças cardiovasculares.
Curiosamente, na análise dos resultados, os cientistas observaram que os indivíduos obesos e hipertensos com o condicionamento cardiorrespiratório alto; fossem eles com o IMC, a circunferência da cintura alta ou a porcentagem de gordura elevados, não apresentaram risco maior de mortalidade quando comparados com indivíduos normais com o condicionamento físico alto.
Conclusão dessa pesquisa: O condicionamento físico é um modificador muito poderoso na associação da adiposidade com a mortalidade em homens obesos hipertensos, anulando todo o risco de mortalidade devido a doenças cardiovasculares.
Dicas do Professor:
Realmente os benefícios de se possuir um nível elevado de condicionamento cardiorrespiratório são indiscutíveis. Esse estudo eleva – individualmente - ainda mais a importância do fitness para a saúde.
Porém, o IMC, a circunferência da cintura, a relação cintura quadril, o índice de conicidade e a porcentagem de gordura quando analisados em conjunto são excelentes indicadores do risco coronariano.
Apesar de o estudo afirmar que o condicionamento físico alto pode anular risco de mortalidade devido a doenças cardiovasculares em obesos hipertensos, devemos saber o que é “condicionamento físico alto” e também lembrar que o fator hereditário também conta muito para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.
Portanto, além de um bom condicionamento físico, devemos sim buscar níveis adequados em todos os outros aspectos relacionados à saúde, nos cercando de todas as variáveis possíveis em nosso caminho ao bem-estar.

Fonte: Am J Hypertens. 2009 Jul 16. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Mulheres Obesas Têm Dificuldade Em Encontrar Prazer Na Atividade Física


Todos sabem dos benefícios oriundos da atividade física, inclusive as mulheres obesas. Mas há, claramente, uma dificuldade encontrada por esse grupo, não tanto para começar a praticar qualquer tipo de atividade física, mas, principalmente, para continuar a atividade por um longo período, sendo que apenas 3% das obesas dão continuidade à sua atividade física. Motivo de tudo isso pode ser parcialmente explicado pela ansiedade, aponta estudo.

Uma pesquisa realizada pela Iowa State University – EUA testou e comparou 2 grupos, um grupo com mulheres dentro do peso ideal e um outro com mulheres obesas. Os objetivos dos cientistas foram:

1 – Analisar a resposta/sentimento emocional geral que o exercício causou nas mulheres.

2 – A relação desse sentimento com a ansiedade.

De maneira interessante, foi descoberto após os testes e re-testes que o sentimento emocional geral não foi diferente entre as mulheres dentro do peso normal e as mulheres obesas. Porém, foi constatado que as mulheres obesas apresentaram valores menores de prazer conforme a intensidade do exercício aumentava, assim como níveis mais baixos de energia logo após o teste quando comparadas com as mulheres dentro do peso.

Além disso, levando em considerações os 2 grupos de mulheres, quanto maior foi o nível de prazer na atividade, menor foi o nível de ansiedade e vice-versa.

Portanto, os baixos níveis de prazer e energia apresentados pelas mulheres obesas devido, em parte, a altos níveis de ansiedade, podem explicar a baixa participação e a adesão dessas mulheres em qualquer tipo de atividade física.

Dicas do professor:

A mudança de hábito/estilo de vida não é um processo imediato. Salvo raras exceções, é extremamente difícil uma pessoa sair de um estado de total sedentarismo e hábitos não muitos saudáveis como beber, fumar e má alimentação e, de repente, querer mudar tudo de uma só vez.

Isso afeta o estado psicológico da pessoa, que acaba se desmotivando rapidamente e retornando aos maus hábitos.

A mudança deve ser gradativa e informativa, dentro dos níveis individuais de tolerância – que também é um aspecto treinável – de cada um. Não é preciso nenhuma medida radical, mas é imprescindível uma dose de força de vontade, disciplina, paciência e mente aberta para melhorar seu autoconhecimento, tudo no seu tempo.

Quando menos perceber, você já está saudável!

Fonte: Obesity (Silver Spring). 2009 Jun 25. [Epub ahead of print]

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Cuidado com os pés diminui risco de amputação entre diabéticos

Região é vulnerável a infecções, perda de sensibilidade e fluxo de sangue.

Medicação que controla nível de gordura no sangue minimiza problemas.

Os diabéticos sabem que devem cuidar de seus pés. Infelizmente ainda vemos muitos casos de amputações nas extremidades inferiores, dedos e pés. Em nosso país a doença é a primeira causa das amputações não traumáticas de membros inferiores.

Segundo o Ministério da Saúde, o diabetes atinge 5,2% dos adultos acima dos 18 anos, correspondendo a aproximadamente 6 milhões de pessoas. As causas principais das amputações são as infecções e os pequenos ferimentos. Os diabéticos apresentam diminuição da sensibilidade e diminuição da irrigação sanguínea. Esses fatores facilitam a instalação das infecções e dificultam o tratamento.

A prevenção do diabetes e seu tratamento adequado poderiam diminuir o número de pacientes que precisam passar por essas cirurgias mutiladoras. Pesquisadores descobriram que pacientes diabéticos, portadores de diabetes tipo 2, o mais comum, agora têm nova arma contra esse problema. Usar um tipo de medicação que ajuda a controlar as gorduras do sangue chamadas de fenofibratos diminui o risco de amputações nesses pacientes.

A conclusão veio após o acompanhamento de mais de 10 mil diabéticos por cinco anos. A utilização dos fenofibratos cortou em 36% o risco de amputações nos participantes do estudo.

Os especialistas recomendam que, além do tratamento medicamentoso, os diabéticos tomem muito cuidado com seus pés. Após a higiene rigorosa, os pés devem ser mantidos secos e os calçados devem ser sempre confortáveis e bem ajustados.

Fonte: www.g1.com

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Treinamento De Força Pode Alterar Positivamente A Composição Corporal De Crianças Obesas


Estudo Australiano comprova essa tese.


Durante 8 semanas, cientistas Australianos recrutaram e estudaram as respostas de um treinamento periodizado de força em 48 crianças, sendo 26 meninas e 22 meninos.


As crianças treinaram 3 vezes por semana, supervisionadas por profissionais especializados.


Os cientistas mediram as seguintes variáveis:


Composição corporal; antropometria; força; potência.


Após o período de 8 semanas de intervenção, foi constatado uma diminuição média na porcentagem de gordura corporal de 2.6%, sendo que a massa magra apresentou um aumento médio de 5.3%.


Não houve mudança significativa na altura, peso absoluto, índice de massa corporal (IMC), massa de gordura total, e conteúdo mineral ósseo.


A força e potência das crianças também melhoraram significantemente.


Esses resultados demonstraram que um programa de treinamento resistido para crianças obesas altera significantemente a composição corporal, força e potência das mesmas. Os autores enfatizaram que as atividades foram muito bem toleradas por todos os participantes.


É importante frisar, porém, que esse tipo de treinamento para crianças deve ser prescrito apenas por profissionais altamente qualificados nesse quesito.


Fonte: J Strength Cond Res. 2009 Jan;23(1):80-5.


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Treinamento De Força No Tratamento De Diabetes E Obesidade


Uma revisão científica de vários estudos comprova a eficácia do Treinamento de Força em indivíduos nessas condições.

Cientistas da University School Of Medicine de Boston – EUA, realizaram uma pesquisa que teve como objetivo a coleta do maior número possível de artigos científicos que tratassem do treinamento resistido (treinamento de força) no tratamento da Diabetes e da Obesidade.

O estudo desses cientistas buscou, principalmente, artigos que explicassem em detalhes os mecanismos biológicos por trás dos benefícios do treinamento de força para essa população.

Foi descoberto por eles que o treinamento resistido parece mesmo aumentar a sensibilidade à insulina e a melhorar a tolerância à glicose em vários desses estudos.

Além disso, os estudos comprovam que o consumo de glicose não é uma mera conseqüência do típico aumento da massa magra associado ao treinamento resistido, mas sim é um resultado de mudanças qualitativas no músculo treinado nessa modalidade.

Há também provas substanciais de que o treinamento resistido pode alterar de maneira eficaz a composição corporal nos homens e nas mulheres. Esse tipo de treinamento aumenta a massa magra total, força muscular, taxa metabólica basal e, preferencialmente, mobiliza o tecido adiposo visceral e subcutâneo na região abdominal.

Os pesquisadores reforçam a necessidade e a importância do treinamento resistido (além do treinamento aeróbio) para diabéticos e obesos.

Fonte: J Cardiopulm Rehabil Prev. 2009 Mar-Apr;29(2):67-75.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Depressão Aumenta A Barriga


Estudo americano explica por que a doença contribui para o acúmulo de gordura no abdômen e males cardiovasculares

Dezenas de pesquisas comprovam: a depressão está associada ao risco de problemas cardiovasculares, como derrames e infartos. A doença, aliás, já é considerada pelos médicos um estopim para os males que atacam o peito. E esse elo estaria relacionado aos quilinhos a mais que se instalam na região abdominal.

É o que confirma um trabalho americano que será publicado na edição de maio do periódico Psychosomatic Medicine. Mais do que constatar o vínculo entre o transtorno psicológico e as artérias entupidas, pesquisadores do Centro Médico da Universidade Rush, nos Estados Unidos, tentam explicar o mecanismo por trás dele.

Segundo Lynda Powell, que conduziu a pesquisa, a culpa seria de componentes inflamatórios produzidos pelo organismo dos deprimidos. Essas substâncias facilitam o acúmulo da gordura visceral, aquela que fica impregnada entre os órgãos do abdômen. Além disso, a depressão faz subir os níveis do hormônio cortisol, aumentando as taxas de glicose no sangue. Ou seja: muito mais gordura estocada – e risco cardiovascular nas alturas.

O pior é que quem sofre do transtorno acaba entrando em um labirinto: a depressão favorece a barriga protuberante, que, por sua vez, ajuda a agravar o quadro depressivo, bagunçando o trabalho de neurotransmissores por trás do bem-estar.

O estudo foi realizado com 409 mulheres que participaram do Women in the South Side Health Project (WISH), um trabalho sobre as alterações que ocorrem no organismo feminino durante a menopausa.


Fonte: abril.com.br


domingo, 10 de maio de 2009

Reduzir calorias para melhorar a memória


Um estudo feito por um grupo de cientistas da Universidade de Münster, na Alemanha, verificou que uma dieta com menos calorias resultou na melhoria da memória. A pesquisa foi publicada no site na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O trabalho foi feito em 50 pessoas com idade média de 60 anos e confirmou resultados de testes anteriores feitos em animais. Veronica Witte, do Departamento de Neurologia da universidade alemã, e colegas dividiram os participantes em três grupos, que foram acompanhados por três meses.

O primeiro teve reduzida a ingestão de calorias em 30%. O segundo grupo teve aumentado o consumo de ácidos graxos insaturados em 20%. O terceiro grupo, de controle, não teve alteração no padrão alimentar anterior.

Em experimentos anteriores feitos com ratos, os pesquisadores identificaram melhoria na memória dos animais que passaram por restrição calórica e aumento no consumo de ácidos graxos insaturados, como os encontrados em azeite e em peixes.

No estudo feito com humanos, o grupo de dieta com restrição calórica apresentou um aumento nas notas dos testes de memória dados pelos pesquisadores, enquanto os outros dois grupos não mostraram alterações.

Os pesquisadores verificaram no grupo que teve melhoria nos testes de memória diminuição nos níveis de insulina e nos marcadores de inflamação. Segundo eles, os resultados fornecem também um caminho para explorar o papel da insulina e da inflamação no declínio cognitivo em idosos.

O Artigo poderá ser lido no link abaixo:

Caloric restriction improves memory in elderly humans


sexta-feira, 17 de abril de 2009

Apenas Um Pouco De Musculação Melhora O Gasto Energético E A Queima De Gordura Diária


É sabido que o praticante de muitos anos do treinamento resistido, cronicamente, aumenta seu gasto diário de energia, como também a queima diária de gordura a um nível suficiente para manter o balanço energético e para prevenir o ganho de peso.



No entanto, ainda não sabemos se o efeito será o mesmo para aqueles que praticam esse mesmo tipo de treinamento, porém de maneira reduzida e há menos tempo.



Para o melhor entendimento dessa questão, cientistas da Universidade de Massachusetts – Boston avaliaram uma população de universitários com sobrepeso, um grupo com alta probabilidade de desenvolver obesidade.



Eles foram divididos em 2 grupos (grupo praticante do treinamento de força e grupo não praticante) e foram avaliados em vários aspectos relacionados a gasto energético e queima de gordura durante 6 meses.



Os cientistas observaram que um programa mínimo de treinamento de força que durava em média 11 minutos por sessão resultou em um aumento crônico no gasto energético diário.


Essa adaptação no gasto energético pode ter um impacto favorável no balanço energético e na queima de gordura suficiente para ajudar na prevenção da obesidade para essa população.


Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2009 Apr 3. [Epub ahead of print]


sábado, 11 de abril de 2009

Vitamina D e risco de gripe


A deficiência de vitamina D pode aumentar o risco de contrair gripes e resfriados, segundo estudo publicado na edição de 23 de fevereiro da revista Archives of Internal Medicine.

O mais abrangente estudo sobre a associação entre vitamina D e infecções respiratórias já feito foi conduzido por pesquisadores da Universidade do Colorado e dos hospitais Geral de Massachusetts e Infantil de Boston, nos Estados Unidos.

A pesquisa examinou quase 19 mil adultos e adolescentes e verificou que aqueles que tinham menores níveis de vitamina D no sangue apresentaram casos de resfriados e gripes com mais freqüência. Os riscos foram ainda maiores para quem tinha problemas respiratórios crônicos, como asma ou enfisema.

A vitamina C é usada na prevenção de resfriados e de outros problemas respiratórios há décadas – seu mais famoso defensor foi Linus Pauling (1901-1994), um dos mais importantes cientistas do século 20 –, mas essa eficiência é sustentada por pouca literatura científica.

Enquanto isso, evidências do papel da vitamina D – que costuma ser mais associada à saúde óssea – no sistema imunológico passaram a se acumular. Estudos anteriores apontaram a relação do aumento de resfriados e gripes no inverno com a produção mais baixa de vitamina D devido à menor exposição ao Sol (que desencadeia a produção da vitamina na pele).

Na nova pesquisa, os participantes com menores níveis de vitamina D no sangue – menos de 10 nano gramas por mililitro – apresentaram 40% mais casos recentes de infecções respiratórias do que aqueles com níveis superiores a 30 nano gramas.

Pacientes com asma e com baixos níveis de vitamina D tiveram cinco vezes mais casos de infecções respiratórias recentes.

Os autores destacam que os resultados do estudo precisam ser confirmados por outras pesquisas e por testes clínicos antes que a vitamina D possa ser recomendada na prevenção de gripes e resfriados. O mesmo grupo planeja iniciar testes clínicos em breve.

Fontes naturais de vitamina D são: salmão, sardinhas, óleo de fígado de bacalhau e alimentos fortificados como leite e alguns tipos de cereais, além da produção da vitamina na pele, através da exposição ao sol.

Fonte: Archives of Internal Medicine

terça-feira, 7 de abril de 2009

Dias de descanso após malhação aumentam gordura no organismo


Depois da malhação todos querem descanso, muitas vezes merecido. Porém, segundo pesquisadores da Universidade de Missouri-Columbia, esse descanso não deve ser muito grande. Logo após o exercício, o corpo volta a estocar energia sob a forma de gordura nas células adiposas. E, se não voltamos a nos exercitar, essas células voltam a mudar de forma e crescer de novo.


Para avaliar o comportamento das células de gordura e o crescimento de ratos de laboratório, os cientistas acompanharam as mudanças das células após os animais serem submetidos a exercícios físicos e períodos de descanso diferenciados. Durante os períodos de descanso logo após os exercícios, a composição corporal dos ratinhos começava a se modificar.


As mudanças eram muito rápidas. Cinco horas após o término dos exercícios, as células de gordura estavam emitindo sinais para iniciar o depósito de gordura. Em 48 horas, o crescimento das células era de 19%, e o peso do estômago dos ratos estava quase 50% maior.


Segundo os cientistas, essa é uma herança da evolução das espécies. No início, a quantidade de comida disponível era menor, o que levava à necessidade do acúmulo de energia disponível para evitar o desperdício. O problema dos seres humanos começa quando a necessidade de esforço físico diminuiu com a vida moderna e o gasto calórico diário caiu, levando ao aumento da gordura corporal.


Comemos de forma regular, porém não mantemos a atividade física constante. Portanto, nada de descanso de dois dias. O segredo para diminuir a quantidade de gordura no corpo, se é que isso existe, é um só: atividade física diária.


Fonte: g1


domingo, 5 de abril de 2009

Óleo de peixe ajuda a tratar crianças acima do peso, afirma estudo

Ele aumenta níveis de 'colesterol bom' e diminui gorduras e triglicérides.
Efeito não aparece se meninos e meninas só fizerem exercícios e dieta.

Atualmente quase não se fala no óleo de fígado de bacalhau que foi amplamente utilizado desde o século XVIII. Cientistas da Universidade de Nevada (EUA) descobriram que a ingestão de óleo de peixes, rico em ômega-3, pode auxiliar no tratamento de crianças acima do peso.

A epidemia de obesidade que atinge o mundo ocidental vem se estendendo para as crianças. Estimativas atuais apontam que cerca de 15% das crianças americanas estão com peso corporal acima do ideal. O excesso de peso das crianças se traduz por alterações nos níveis de gordura no sangue que, muitas vezes, são semelhantes às de adultos. Em outros países, as crianças que apresentam comportamento social semelhante terminarão por apresentar o mesmo problema. O que está em jogo é o risco do aparecimento de problemas cardiovasculares no futuro.

A pesquisa avaliou o efeito do óleo com ômega-3 sobre o perfil de gorduras no sangue em crianças acima do peso. As crianças e adolescentes estudados, que tinham entre dez e 18 anos, fizeram dieta e exercícios regulares. Um grupo recebeu, além das orientações, doses diárias de óleo de peixe.

Aquelas que receberam o óleo de peixe melhoraram seu perfil de gorduras no sangue de forma significativa, baixaram os níveis de triglicerídeos e aumentaram o colesterol HDL, o bom colesterol. As que não utilizaram o suplemento, apesar da dieta e dos exercícios, melhoraram o peso, porém não os níveis de gorduras sanguíneas.

Fonte: g1

terça-feira, 10 de março de 2009

Cirurgia de redução de estômago aumenta 542% no país



A oferta de cirurgia de diminuição do tamanho do estômago para perda de peso nos hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 542% desde 2001, quando o procedimento passou a ser realizado pela rede pública, segundo levantamento feito pelo Ministério da Saúde.

Somente em 2008, no Brasil, foram realizadas 3.195 cirurgias bariátricas, a um custo de R$ 15,736 milhões para o SUS. Em 2001 foram gastos R$ 1,237 milhão para 497 procedimentos como esse. O investimento cresceu 1.765%. Também aumentou a quantidade de estabelecimentos habilitados para realizar a operação, passando de 18 em 2001, para 58 unidades pelo Brasil neste ano.

O estado que realizou o maior numero de cirurgias foi São Paulo, com 1.068 procedimentos, seguido do Paraná (954) e Santa Catarina (344). O maior número de procedimentos é realizado em mulheres: em 2008 foram 2.639 cirurgias entre elas e 556 entre homens, cinco vezes menos.

Estima-se que o Brasil tenha 3,73 milhões de obesos mórbidos, conforme dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica. Muitos deles já são atendidos pelo Sistema Único de Saúde em programas de emagrecimento, formados por equipe multidisciplinar, com participação de nutricionistas que prescrevem dietas.

A indicação de atividades físicas também é recomendada para prevenção da obesidade. Antes de fazer a cirurgia, o paciente deve passar por uma avaliação clínica e cirúrgica e um acompanhamento com equipe multidisciplinar durante dois anos. Nesse período, ele é submetido a uma dieta e, se os resultados não forem positivos, a cirurgia é recomendada.

A cirurgia bariátrica é recomendada quando o índice de massa corporal (IMC), ou seja, a razão entre o peso e o quadrado da altura, é maior que 40kg/m² em indivíduos com idade superior 18 anos, de qualquer sexo. Também pode ser realizada se o IMC estiver entre 35kg/m² e 40 kg/m² e o paciente apresentar diabetes, hipertensão arterial, apneia do sono, hérnia de disco ou outras doenças associadas e a ausência de distúrbios psiquiátricos.

Fonte: www.g1.globo.com

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Gordura atrai gordura



Quem aprecia uma picanha malpassada e principalmente a camada branca de gordura que a envolve talvez se inquiete.


Um tipo de gordura – os ácidos graxos saturados de cadeia longa, encontrados principalmente em carnes vermelhas – pode ser uma das causas da obesidade.


De acordo com experimentos realizados em camundongos, essas moléculas acionam uma inflamação no hipotálamo, na base do cérebro, que leva à destruição dos neurônios que controlam o apetite e a queima de calorias.


Talvez isso possa tentar explicara a dificuldade das pessoas obesas controlarem a fome e perderem peso, mesmo que adotem dietas severas para emagrecer dizem os pesquisadores desse estudo, publicado em janeiro na revista científica Journal of Neuroscience.

Estudos anteriores haviam mostrado que a obesidade era uma doença que começava no cérebro ou nos músculos, induzida por dietas com excesso de açúcares ou de gorduras. Esse excesso gerava resistência ao hormônio insulina, que carrega a glicose para as células, onde é transformada em energia, e induz ao consumo contínuo de alimentos .


Testes com animais já haviam mostrado que dietas ricas em gordura em geral danificavam o hipotálamo mais intensamente que as ricas em açúcares.


Para ver qual tipo de gordura era mais danoso, os pesquisadores injetaram diferentes tipos de ácidos graxos de origem animal ou vegetal no hipotálamo de camundongos. Os encontrados no óleo de soja mostraram um efeito tênue sobre o cérebro, enquanto os encontrados em gorduras animais e em proporção menor no óleo de amendoim apresentaram ação mais danosa.

As moléculas de ácido graxo saturado se ligam a proteínas de superfície chamadas TLR-2 e TLR-4 de um tipo de células chamadas microglias, que protegem os neurônios do hipotálamo contra vírus e bactérias.


Uma vez acionadas, a TLR-2 e, em maior intensidade, a TLR-4 estimulam a produção de outras proteínas, conhecidas como citocinas. Normalmente, em outras partes do corpo, as citocinas estimulam a produção de anticorpos e de células especializados em combater vírus, bactérias e tumores. No hipotálamo, as citocinas produzidas desse modo destroem neurônios que controlam o apetite e a queima de calorias.


O que não se sabia era o que poderia disparar essa inflamação que leva à morte de neurônios.


A TLR-4 era um alvo antigo. Em experimentos anteriores, camundongos dotados de uma mutação genética que desliga essa proteína engordaram menos, sem desenvolver resistência à insulina, mesmo quando submetidos a uma dieta com excesso de lipídeos (gorduras).


O acionamento da TLR-4 explica também um fenômeno: a produção mais intensa que o normal de enzimas que impedem o funcionamento da insulina. Essa proteína representa agora a conexão entre dietas ricas em gorduras e o desenvolvimento da resistência à insulina, que pode facilitar o desenvolvimento de obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares. Até mesmo câncer pode se desenvolver mais facilmente em pessoas com peso acima do considerado saudável.


Uma pessoa é considerada com sobrepeso quando apresenta índice de massa corporal (IMC, obtido pela divisão do peso pelo quadrado da altura) de 25 a 29,9 kg/m2 e obesa com IMC igual ou superior a 30 kg/m2: assim, por exemplo, uma pessoa com 1,70 metro de altura é obesa se tiver mais de 87 quilos. De acordo com um levantamento do IBGE com base na população de 2003, 41,1% dos homens e 40% das mulheres apresentam sobrepeso e 8,9% dos homens e 13,1% das mulheres são obesos no Brasil.


Quem gosta de comer carne com gordura deve estar se perguntando o que fazer para evitar essa situação. Certamente, reduzir o consumo de gorduras pode ajudar, mas, outra vez, não há informação sobre qual a quantidade de gorduras começa a matar neurônios nem se essa cascata de reações pode ser contida ou revertida.


O obeso, cujo organismo refaz continuamente o ponto de equilíbrio, corre o risco de nunca mais voltar ao equilíbrio anterior, com peso estável.


A saída ainda distante seria encontrar medicamentos anti-inflamatórios capazes de agir somente no hipotálamo e em resposta a estímulos gerados apenas por ácidos graxos saturados de cadeia longa, para evitar que as células de defesa deixem de reagir quando apareça algum vírus ou bactéria.


Fonte: Revista Pesquisa Fapesp

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Dieta para emagrecer reduz resistência a gripe, diz estudo

Fazer regime para emagrecer durante o inverno pode afetar a habilidade do organismo de combater o vírus da gripe, adverte um novo estudo realizado nos Estados Unidos.
Cientistas da Universidade Estadual do Michigan descobriram que ratos de laboratório que se submeteram a uma dieta de baixa caloria tiveram maior dificuldade em debelar a infecção do que os que haviam sido colocados em uma dieta normal.

Segundo a equipe, mesmo os ratos submetidos à dieta especial que receberam uma quantidade adequada de vitaminas e minerais ainda não conseguiram produzir a quantidade de glóbulos brancos do sistema imunológico necessárias para combater uma infecção.

Além de uma maior probabilidade de morrer vítima da contaminação por um vírus, os ratos - que consumiam cerca de 40% das calorias dadas aos submetidos a uma dieta normal - levaram mais tempo para se recuperar, perderam mais peso e tiveram outros sintomas de saúde precária.

"Nossa pesquisa mostra que ter um organismo disposto a combater um vírus vai levar a uma recuperação mais rápida e efeitos menos severos que do que se ele está tendo calorias restringidas", disse a autora do estudo.

Vacina

Os especialistas recomendam que mesmo as pessoas vacinadas deveriam evitar dietas para emagrecer quando o clima é frio.

"Se uma variedade de gripe infecta uma pessoa e é diferente da variedade incluída na vacina, então seu corpo vê como uma infecção primária e pode produzir os anticorpos para lutar (contra a infecção)", afirmou Gardner.

Os cientistas afirmam que a pesquisa não deve representar uma carta branca para que as pessoas evitem dietas durante todo o ano, mas para se concentrem na perda de peso nos outros oito meses do ano, quando o vírus da gripe não se prolifera tão facilmente.

Para o professor John Oxford, especialista em gripe da Escola de Medicina e Odontologia Queen Mary, em Londres, o "bom senso" deve prevalecer no inverno.

"Existem muitos vírus e, embora pudesse ser melhor evitar aqueles doces de Natal, esse (o inverno) não é o momento para pensar em dieta", afirmou.

A pesquisa foi publicada na revista especializada Journal of Nutrition.
Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Chocante: Pais Perdem Filhos Para A Obesidade


Nos dias atuais, os adventos da chamada vida moderna nos proporcionam muito conforto, mesmo para abrir o vidro de um carro basta apertar um simples botão, os espaços para brincadeiras de criança estão cada dia mais restritos, tanto como conseqüência da urbanização, quanto pelo medo da violência por parte dos pais.


As crianças brincam dentro de casa ou dos minúsculos apartamentos em frente aos videogames e computadores, comendo uma tigela de pipoca ou um pacote de bolacha recheada acompanhado de um refrigerante.


Os alimentos mais consumidos por elas são industrializados com grande teor calórico e pouco valor nutritivo, ou seja, os hábitos cultivados por esta geração infanto-juvenil convergem para o acúmulo de gordura corporal, desencadeando o sobrepeso e a obesidade em idades cada vez menores.


Depois de instalada, a obesidade deixa portas abertas para outras morbidades, o colesterol, a hipertensão e o diabetes são os mais preocupantes, pois agem de maneira assintomática por um longo período, danificando órgãos fundamentais. E a convivência com uma dessas co-morbidades da obesidade pode provocar sérias complicações com o passar dos anos.


Uma criança obesa aos oito anos de idade, por exemplo, que desenvolve uma complicação associada ao excesso de peso, não irá perceber os sintomas de imediato, mas seus efeitos maléficos certamente estarão presentes, dificultando o funcionamento de órgãos importantes como rins e coração. Essa mesma pessoa quando estiver com quarenta anos de idade, se não tiver mudado seus hábitos, terá sofrido os efeitos da obesidade e suas complicações por trinta e dois anos consecutivos.


Nas gerações passadas onde a vida sedentária não imperava entre as crianças e a oferta de alimentos industrializados não era exagerada, problemas como hipertensão e colesterol alto se manifestavam por volta da sexta década de vida, sendo inclusive, mais facilmente tratados.
Se atitudes práticas não forem tomadas imediatamente, logo estaremos vivendo uma geração onde muitos filhos morrerão antes dos pais em conseqüência de problemas relacionados á obesidade.


Como diz a música: “alguma coisa está fora da ordem”. É realmente chocante, mas também é uma realidade cada vez mais presente na família brasileira. Esse problema no Brasil já é de saúde pública, ações preventivas se fazem necessárias, inclusive por parte dos governantes.


A consciência do que se deve fazer para evitar o acúmulo de gordura nas crianças é de conhecimento da população em geral, o que falta são ações efetivamente práticas. A obesidade é um problema comportamental, na grande maioria dos casos, portanto não se pode resolvê-la apenas na teoria e sim com mudanças no comportamento.


Fonte: Portal da Educação Física

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Exercício aeróbico inibe apetite, diz estudo



Segundo a pesquisa, publicada na revista da Sociedade Americana de Fisiologia, passar 60 minutos na esteira afeta a liberação de dois dos principais hormônios reguladores do apetite, enquanto 90 minutos de musculação afetam apenas um deles.


O principal autor do estudo, David J. Stensel, da Universidade de Loughborough, diz que a descoberta pode levar a novos e mais eficientes métodos para usar os exercícios físicos no controle do peso.


Há vários hormônios que ajudam a regular o apetite, mas os pesquisadores se concentraram em dos dois principais, o peptídeo YY e a ghrelina. O primeiro inibe o apetite, e o segundo é o único hormônio conhecido por estimulá-lo.
Hormônios


Na experiência britânica, 11 homens jovens realizaram várias rotinas de exercícios, com intervalos de descanso, ao longo de vários dias.


Em vários estágios de cada sessão de exercícios, eles preenchiam um questionário sobre o grau de fome que sentiam, e os cientistas mediam os níveis de ghrelina e de peptídeo YY em cada voluntário.


Os pesquisadores descobriram que as sessões na esteira provocavam uma queda da ghrelina, indicando a supressão do apetite. Os níveis de peptídeo YY não se alterava significativamente.
Apenas com base nos questionários sobre a fome, os cientistas perceberam que tanto os exercícios aeróbicos quanto os anaeróbicos inibiam o apetite, mas o primeiro tipo de atividade apresentavam uma inibição mais duradoura.


Estudos anteriores foram inconclusivos quanto ao grau de produção ou inibição da ghrelina.
Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Verme Mutante Pode Ser a Chave Para A Cura Da Obesidade


Uma mutação previamente desconhecida em um nematóide comum e que faz com que ele consuma rapidamente sua própria gordura pode abrir caminho para novos tratamentos para a obesidade em seres humanos, dizem pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá.


Os cientistas estudaram o comportamento de vermes da espécie Caenorhabiditis elegans para verificar como eles reagem a períodos de escassez de alimentos.


Normalmente um verme normal reage a períodos prolongados de fome entrando em um estado de quase animação suspensa que torna seu metabolismo mais lento e permite que ele sobreviva por longos períodos sem comida."Eles paralisam tudo o que consome energia, que inclui a busca por alimentos, divisão celular e reprodução, disse Richard Roy, pesquisador do Departamento de Biologia da Universidade McGill.


Ao contrário de outros organismos que hibernam, a Caenorhabidis elegant mantém um grau de mobilidade durante o período de desaceleração metabólica armazenando energia na forma de gorduras (ou lipídios) que são depositadas em células especiais."Isto permite que elas vivam até seis meses sem comer, ao invés das duas semanas que normalmente teriam", explicou Roy.


Já os nematóides com a mutação não conseguem ajustar seu metabolismo como os animais normais da espécie e, embora armazenem lipídios para se manter por seis meses, logo que entram nesse estado de animação suspensa, eles consomem toda a gordura em poucos dias. E acabam morrendo em poucos dias.


Os cientistas explicam que os nematóides mutantes não possuem uma enzima que supostamente regule a lipase, substância responsável pela quebra das moléculas da gordura ingerida. Sem essa regulação, a lipase queima toda a gordura no organismo do verme rapidamente."Eles não conseguem ajustar seu metabolismo corretamente (...) sem esta regulação, a lipase queima toda a gordura que encontra e destrói as reservas de energia do verme", disse Roy.


O próximo passo, dizem os pesquisadores, é começar a observar como esta enzima funciona no organismo humano, e verificar se podem desenvolver drogas que impeçam temporariamente a enzima de regular a lipase, permitindo que a lipase queime rapidamente a gordura acumulada.
Roy e seu colega de equipe, Patrick Narbonne, acreditam, contudo, que antes disso será necessário um volume considerável de pesquisa adicional. O seu estudo foi publicado na revista especializada Nature.

Fonte: BBC Brasil