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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Hipertensão Pode Apresentar Um Sintoma Nada Silencioso


A hipertensão já afeta mais de 20% dos brasileiros. Novos estudos apontam mais um vilão para a doença; a apnéia obstrutiva do sono.

Além dos aspectos contribuintes para a hipertensão já conhecidos; excesso de sal e gordura na alimentação, sedentarismo e tabagismo, um novo aspecto surgiu para aumentar a lista: a apnéia obstrutiva do sono.

Ela é uma pausa respiratória de dez ou mais segundos durante o sono, com queixas freqüentes de ronco.

Vários estudos têm mostrado que 50% dos pacientes com apnéia são hipertensos, o que não significa que toda pessoa que ronca sofre de apnéia, é claro.

Segundo os médicos, uma média de cinco pausas respiratórias por hora já é preocupante, mas alguns pacientes chegam a ter 30 pausas nesse intervalo de tempo. A apnéia causa aumento na freqüência cardíaca e na pressão arterial. Isso acontece porque, com as freqüentes paradas respiratórias, o sangue é menos oxigenado, assim como o cérebro. Logo, o coração dispara, e a pressão sobe. Por isso, é bom estarmos alerta em caso de ronco excessivo.

Dicas do Professor

A chave é a prevenção. Parece redundante, porém vale reforçar: a prática regular de atividade física (orientada por um professor de Educação Física regulamentado), uma alimentação balanceada, descanso suficiente e saúde mental em dia são ingredientes fundamentais para um ótimo nível de saúde.

Para aqueles que já são hipertensos, uma mudança de hábitos (com os ingredientes citados acima) se faz essencial. Essa mudança deve ser acompanhada por um controle constante de exames clínicos para que seja possível observar o comportamento e status atual de sua pressão arterial e outros indicadores de saúde.

Fonte: Fleury Saúde Em Dia, 2009.




sexta-feira, 8 de maio de 2009

Os “Madrugadores” Se Cansam Mais Rápido


Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica, e pela Universidade de Basiléia, na Suíça, mostrou que as pessoas que acordam cedo, os chamados madrugadores, cansam antes daqueles que dormem até mais tarde ao realizar atividades durante longos períodos de tempo.

Com a pesquisa, cientistas esperam ajudar a explicar porque algumas pessoas acordam com mais facilidade e estão mais atentas às primeiras horas da manhã enquanto outras precisam dormir mais e funcionam melhor no período da tarde.

Os cientistas, liderados por Christina Schmidt, relatam que a capacidade de atenção e concentração das pessoas é afetada tanto pela quantidade de tempo uma pessoa está acordada quanto pela hora do dia, porque o ritmo circadiano funciona de acordo com um ciclo de luz e escuridão.

Os pesquisadores usaram exames de ressonância magnética para acompanhar a atividade cerebral de indivíduos dos dois perfis - madrugadores e de outros que dormem até mais tarde - que passavam duas noites consecutivas em um laboratório do sono realizando periodicamente trabalhos que exigiam atenção.

Após dez horas acordados, os madrugadores mostravam menor atividade em áreas cerebrais associadas à atenção, em comparação com os que dormiam até mais tarde. Estas pessoas também se sentiram mais sonolentas e tendiam a realizar as tarefas mais lentamente.

Os resultados mostraram que as pessoas que dormem até mais tarde tem maior capacidade de manterem-se atentas, e por períodos maiores de tempo, antes de sucumbirem à fadiga mental.

As áreas do cérebro associadas à atenção incluem a que controla o ritmo circadiano. A atividade nesta área diminuiu com o aumento do tempo em que os voluntários ficavam acordados.

De acordo com os pesquisadores, isso sugere que a diferença de comportamento entre os que acordam mais cedo e os que acordam mais tarde é resultado da interação entre as regiões cerebrais que controlam a pressão do sono e ritmo circadiano.

Os resultados do trabalho foram publicados na revista Science.

Fonte: Portal da Educação Física

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Chocolate amargo tira o sono antes de dormir, dizem especialistas


O chocolate pode trazer conforto e despertar as papilas gustativas, mas algumas pessoas se questionam se isso pode ter um efeito negativo: mantê-las acordadas à noite.

Chocolate contém cafeína, como muitos sabem, mas em quantidades que variam de acordo com o tipo. Uma barra de chocolate ao leite de 450 gramas, por exemplo, contém 9 miligramas, cerca de três vezes mais cafeína que uma xícara de café descafeinado. Porém, uma barra de chocolate amargo tem muito mais: cerca de 30 miligramas. Isso equivale a uma xícara de chá instantâneo, e um pouco menos que uma xícara de chá a granel, cerca de 40 miligramas.

Em outras palavras, um chocolate amargo, ingerido tarde da noite, pode deixá-lo contando ovelhinhas por horas.

Além disso, o chocolate tem outros estimulantes. Um deles é a teobromina, um composto que torna o chocolate perigoso para cães e gatos, pois eles o metabolizam de forma muito lenta. A teobromina aumenta os batimentos cardíacos, causa insônia e é encontrada em pequenas quantidades no chocolate, especialmente o amargo. A Fundação Nacional do Sono recomenda não consumir chocolate – assim como café, chá e refrigerante – antes de dormir.

No entanto, existe uma alternativa. O chocolate branco não contém nada de teobromina e possui uma quantidade insignificante de cafeína.

Fonte: WWW.G1.com.br

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Descanso Inadequado = Desempenho Ruim


Parece bem óbvio o que diz o título dessa postagem. Alias, é obvio! Porém, mesmo sabendo disso, a sociedade parece não se importar com as conseqüências de não descansarmos ou dormirmos em uma quantidade satisfatória. Isso afeta sim nosso desempenho e humor seja em qualquer setor ou ramo de atividade.

E quando as pessoas que sofrem desse mal ocupam cargos e desempenham funções que podem salvar vidas? Complicado, não é mesmo?!

Pois é, um estudo – pioneiro – realizado por pesquisadores da Nova Zelândia realizou testes em médicos e médicos residentes, cuja especialidade é Anestesia, para saberem se os plantões e poucas horas de sono estavam afetando diretamente seus desempenhos nessa função importantíssima e delicada.

Foi descoberto um declínio inversamente proporcional à quantidade de horas de sono e descanso no tempo de reação, fadiga e desempenho dos médicos e dos residentes, principalmente em turnos diurnos normais após os plantões noturnos.

Um exemplo dentre vários (caminhoneiros, bombeiros, policiais, e por ai vai!).

Óbvio?! Mas ainda há uma irresponsável indiferença e isso pode custar vidas!

Fonte: Chronobiol Int. 2008 Nov;25(6):1077-91

domingo, 2 de novembro de 2008

Horário de verão aumenta risco de infarto, diz estudo

Adiantar os relógios em uma hora por causa horário de verão aumenta o risco de infartos, alerta um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Karolinska da Suécia

Seguno o estudo, publicado no New England Journal of Medicine, os casos de infarto do miocárdio aumentam cerca de 5% na semana seguinte ao ajuste dos relógios - principalmente nos três primeiros dias.

"A hora de sono perdida e os conseqüentes distúrbios de sono que isto provoca são as explicações mais prováveis", disse Imre Janszky, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

Em entrevista à agência de notícias sueca TT, outro cientista ligado ao estudo chegou a sugerir o fim dos ajustes anuais dos relógios.

"Talvez seja melhor adotar o horário de verão durante todo o ano, em vez de ajustar os relógios duas vezes por ano. Este é um debate que está ocorrendo atualmente", disse o Dr. Rickard Ljung.

Com base no registro de infartos na Suécia desde 1987, os cientistas do Instituto Karolinska chegaram às conclusões do estudo após examinar as variações na incidência de ataques cardíacos durante os períodos de ajuste dos relógios, no início e no fim do horário de verão.

Sono a mais



Os cientistas também observaram que o reajuste dos relógios no fim do horário de verão (que na Suécia ocorre sempre no último domingo do mês de outubro), que é sempre seguido por um dia de uma hora extra de sono, representa uma leve redução do risco de infartos na segunda-feira seguinte.


A redução no índice de ataques cardíacos durante toda a semana que se inicia, no entanto, é significativamente menor do que o aumento registrado no início do horário de verão.


Estudos anteriores demonstram que a ocorrência de infartos é mais comum às segundas-feiras. Segundo os cientistas do Instituto Karolinska, o ajuste dos relógios no horário de verão oferece outra explicação para este fato


"Sempre se pensou que a causa da maior incidência de infartos às segundas-feiras fosse principalmente o estresse relacionado ao início de uma nova semana de trabalho. Mas, talvez outro fator seja a alteração dos padrões de sono ocorrida durante o fim de semana", observou o Dr. Janszky


Os cientistas explicam que os distúrbios do sono produzem efeitos negativos no organismo humano e alertam que níveis elevados de estresse podem desencadear um ataque cardíaco nas pessoas que se situam em grupos de risco.


"Pessoas mais propensas a sofrer um infarto devem viver de maneira saudável, e isto inclui ciclos regulares de sono durante toda a semana", diz Rickard Ljung. "Como um cuidado extra, podem talvez também relaxar mais nas manhãs de segunda-feira", acrescentou ele.


Os cientistas suecos esperam que o estudo possa aumentar a compreensão sobre os impactos que as alterações dos ritmos diários do organismo podem ter sobre a saúde humana.


"Cerca de 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo são expostas todos os anos aos ajustes dos relógios, mas é difícil generalizar a ocorrência de infartos do miocárdio que isto pode provocar", observou Ljung.


domingo, 26 de outubro de 2008

Estudo traça as principais causas da enxaqueca infanto-juvenil



Predisposição genética, dieta, alterações hormonais e até mesmo privação de sono estão entre as principais causas de uma doença muito mais freqüente em crianças do que se imagina: a enxaqueca.

Essa constatação é de uma pesquisa realizada no Ambulatório de Cefaléia na Infância do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. O autor é o neurologista Marco Antônio Arruda, um dos pioneiros no estudo das cefaléias na infância do País. Em 1999, concluiu sua tese de doutorado, que consiste no levantamento feito com 417 crianças e adolescentes que sofriam de dor de cabeça.

Durante mais de três anos, a partir do acompanhamento de meninos e meninas, com idade entre 6 e 16 anos, que apresentavam queixas recorrentes de dor de cabeça, o especialista constatou que 94% tinham enxaqueca e apenas 1% dos avaliados apresentava problemas visuais, como por exemplo, miopia e astigmatismo.

Essa dor de cabeça, após longos períodos de esforço visual, era vista por professores, pais e até mesmo pelos médicos, como sendo desencadeada por problemas oftalmológicos, quando que na verdade, eles se mostraram raros no ranking de causas.

Mais de 80% dos pais das crianças que foram estudadas na amostra, também apresentavam enxaquecas, mostrando aí o “peso” da hereditariedade.

Devemos observar as crianças em suas atividades diárias: geralmente as crianças param de pular ou correr quando sentem dor de cabeça. “Há indícios de que as crises costumam ser mais breve na infância, com duração de meia hora ou até menos”, descreve Arruda, orientando que o melhor a fazer nesses momentos é colocar a criança para descansar em um lugar bem ventilado, escuro e silencioso.

Se fizermos um paralelo com os sintomas de enxaqueca relatados em postagens anteriores, notaremos semelhanças. Logo, a batalha começa quando os pais tentam identificar a sua real causa, a intensidade e local dessa dor, coisa que para a criança, é de difícil entendimento.

Fonte: Agência USP de Notícias

domingo, 19 de outubro de 2008

A famosa "ENXAQUECA"

Muitas pessoas já se depararam ou, literalmente, convivem com uma dor muito incômoda na região da cabeça, na região próxima aos olhos e por aí vai...

Segundo estimativas da Academia Brasileira de Neurologia, a enxaqueca atinge cerca de 18% da população do País.

Essa doença provoca alterações químicas no cérebro que tornarão esse órgão mais sensível a uma série de fatores internos e externos, que acabam por desencadear as crises de dor de cabeça típicas dessa doença.

Entre os fatores externos destacam-se os excessos de luminosidade, determinados alimentos (álcool, chocolate, condimentos e derivados do leite), odores e esforço visual.

Como exemplos de fatores internos, temos as emoções (tanto negativas quanto positivas), a menstruação e as variações do ciclo do sono (privação ou excesso do sono), tão freqüentes hoje em dia nas crianças e adolescentes.

Sintomas: dor breve e pulsante

Os principais sintomas são dores concentradas em um lado da cabeça, náuseas, vômitos, palidez e maior sensibilidade à luz e barulho. É uma dor que pulsa, lateja e piora com o esforço físico.

O que fazer?

Devemos, sempre que possível, “olharmos” para nosso corpo de uma forma íntegra, detectando qual a possível causa dessa tal dor de cabeça.

A procura por um médico ou um bom bate papo com quem sofre desse mesmo mal, é sempre uma boa opção, assim como a realização de algo que lhe traga muito prazer. Faça um teste, é uma experiência fantástica, eu confesso.

Fonte: agência usp de notícias
www.enxaqueca.com.br

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Principais causas do desequilíbrio metabólico


É muito comum as pessoas falarem em metabolismo. Mas, afinal, qual o significado dessa palavra? Se você imaginar que o seu corpo é um carro, pode comparar o metabolismo ao motor. E os alimentos, ao combustível.

O metabolismo transforma os alimentos em energia para você se movimentar, pensar, ler, trabalhar, digerir o que comeu, fazer atividades físicas.

À noite, durante o sono, o ritmo de trabalho é reduzido e o corpo só precisa de energia para suprir o chamado metabolismo basal - para manter o coração, a respiração e os rins funcionando.

O metabolismo é comandado pelo sistema nervoso e pelas glândulas. Eles controlam tudo, dos batimentos cardíacos à renovação celular, passando pela respiração, transpiração, tônus muscular, fome e sede.

Quando algo não vai bem, o ritmo metabólico se altera. Um exemplo é o que ocorre com quem sofre de distúrbios da glândula tireóide.

Quem tem hipotireoidismo apresenta a atividade diminuída e as funções corporais mais lentas. A pessoa fica apática, sonolenta e engorda, porque a redução de gasto energético favorece o acúmulo de gordura.
No hipertireoidismo, ao contrário, o metabolismo se acelera e há um desgaste energético maior. Com isso, ocorre perda de peso, mesmo se a pessoa se alimentar normalmente.

Causas do desequilíbrio:

Idade: À medida que o tempo passa, a massa muscular de quem não pratica atividade física diminui. Quanto menos músculos, menor o metabolismo. O biomédico Roberto Burini explica que, com massa muscular diminuída, o organismo precisa de menos energia para se manter ativo.

Inflamações: quando o corpo sofre com uma inflamação acompanhada de febre, também tem o metabolismo alterado. Isso porque a alta temperatura consome mais energia.

Doenças: determinadas enfermidades, como diabetes, interferem no aproveitamento de nutrientes e, quando isso ocorre, o metabolismo fica acelerado para driblar o prejuízo.

Alterações hormonais: no período pré-menstrual pode acontecer de a mulher sentir mais fome e esse aumento de apetite afeta o metabolismo.

Medicamentos: certos remédios interferem no metabolismo, aumentando a queima de calorias.

Gravidez: nesse período a mulher apresenta um gasto calórico extra, pois precisa formar o bebê. O gasto de energia também aumenta durante a amamentação.

Estresse: acelera o metabolismo, fazendo com que o organismo consuma as reservas de energia

Fumo e álcool: o excesso de bebida alcoólica sobrecarrega o fígado. A nicotina libera substâncias que são produzidas em situações de estresse. Em ambos os casos, o metabolismo é acelerado.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Cochilo neural - Aprendizado está relacionado com bom sono

Depois de muitas horas sem dormir, o cérebro parece se tornar incapaz de aprender e absorver - mas depois de várias horas de sono ele volta ao normal.
A maioria das pessoas já passou tal experiência. Mas só agora cientistas conseguiram esclarecer o fenômeno.

Pesquisadoras da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, afirmam que o sono tem um papel fundamental na capacidade do cérebro para reagir ao ambiente. Essa capacidade, conhecida como plasticidade, é central para o aprendizado.

No estudo, publicado na edição on-line da revista Nature Neuroscience, os cientistas utilizaram diversas técnicas para mostrar que as sinapses - conexões entre células nervosas cruciais para a plasticidade cerebral - eram mais fortes em roedores quando eles estavam acordados e mais fracas durante o sono.

A descoberta reforça a hipótese, defendida pelos autores da pesquisa, de que as pessoas dormem para que as sinapses possam diminuir e prepará-las para uma nova rodada de aprendizado e fortalecimento sináptico.

O cérebro humano gasta até 80% de sua energia com as sinapses, constantemente acrescentando e fortalecendo conexões em resposta a todos os tipos de estímulos, de acordo com a autora principal do estudo, Chiara Cirelli, professora associada de psiquiatria.

Como cada um dos milhões de neurônios no cérebro humano realiza milhares de sinapses, esse dispêndio de energia "é imenso e não pode ser mantido."

"Nós precisamos de um período de desligamento em que não fiquemos expostos ao ambiente para, assim, diminuirmos as sinapses", disse Chiara. "Acreditamos que é por isso que todos os organismos vivos dormem. Sem sono, o cérebro chega a um ponto de saturação que cobra seu preço da capacidade de aprendizado", disse.

Para testar a teoria, os pesquisadores realizaram estudos moleculares e eletrofisiológicos em ratos para avaliar a potenciação (fortalecimento) e a depressão (enfraquecimento) das sinapses, acompanhando os estados de sono e vigília.

Numa bateria de experimentos, eles avaliaram fatias do cérebro para medir o número de receptores específicos que se moveram para as sinapses. "Pesquisas recentes mostraram que, enquanto a atividade sináptica aumenta, mais desses receptores glutamatérgicos entram nas sinapses e as deixam maiores e mais fortes", explicou Chiara.

O grupo de Wisconsin ficou surpreso ao descobrir que ratos tinham um aumento de quase 50% dos receptores depois de um período em vigília, em comparação com ratos que haviam dormido.

Homeostase sináptica
Num segundo experimento molecular, os cientistas examinaram como vários dos receptores sofreram fosforilação - outro indicador de potenciação sináptica. Eles encontraram níveis de fosforilação muito mais altos durante a vígilia que durante o sono. Os resultados foram os mesmos quando foram medidas outras enzimas que normalmente estão ativas durante a potenciação sináptica.

Para fortalecer as conclusões, a equipe também realizou estudos em ratos vivos para avaliar sinais elétricos que refletem mudanças sinápticas em diferentes momentos. Esse teste, semelhante à eletroencefalografia, envolveu o estímulo de um lado do cérebro de cada rato com um eletrodo durante o sono e a vigília para medir a "resposta evocada" no lado oposto.

Os estudos novamente mostraram que, com os mesmos níveis de estímulo, as respostas foram mais fortes após um longo período de vigília e mais fracas após o sono, sugerindo que as sinapses devem ter se fortalecido.

"Em conjunto, essas mensurações corroboram satisfatoriamente a idéia de que os circuitos do nosso cérebro ficam progressivamente mais fortes quando estamos acordados e que o sono ajuda a recalibrá-los", disse a pesquisadora.

A teoria desenvolvida e defendida pelo grupo, conhecida como hipótese da homeostase sináptica, contradiz a visão de muitos cientistas sobre como o sono afeta o aprendizado. A noção mais popular autalmente, segundo Chiara, é que durante o sono as sinapses trabalham da mesma maneira, repassando toda a informação adquirida durante as horas anteriores ao sono, consolidando essa informação e ficando ainda mais fortes.

"É diferente do que achamos. Acreditamos que o aprendizado ocorre apenas quando se está acordado e a principal função do sono é manter nosso cérebro e todas as suas sinapses mais eficientes", disse a professora.

Publicado em: 21/01/2008



quarta-feira, 11 de junho de 2008

Estudo indica que 40% dos portadores de apnéia do sono são diabéticos

Doenças causam enormes prejuízos não só à saúde como também à economia global.
Dormir mal pode induzir a obesidade, um dos fatores de risco do diabetes.


Federação Internacional de Diabetes, durante o Congresso da Associação Americana de Diabetes apresentou os resultados da comissão que estudou a relação entre Apnéia do Sono e diabetes.

Os especialistas chamaram a atenção para o fato de que as evidências científicas são de que 40% dos portadores de apnéia do sono sejam diabéticos.

As duas doenças causam enormes prejuízos não só à saúde como também à economia global. Estima-se que o diabetes custe aos Estados Unidos, China, Japão e Índia mais de US$ 200 bilhões por ano.

O custo da apnéia do sono ainda não foi computado pelas autoridades de saúde. Se pensarmos que a doença diminuiu a produtividade e é fator de risco para o aparecimento de várias doenças crônicas esse custo pode ser muito grande.

Trabalhos científicos têm mostrado que o tratamento da apnéia do sono pode diminuir a glicemia de jejum e facilitar o controle a longo prazo do diabetes. A baixa qualidade do sono, nos portadores de apnéia obstrutiva, aumenta o impacto e realimenta dois fatores de risco para o diabetes, a obesidade e as alterações psiquiátricas.

Indivíduos que não dormem bem não conseguem se exercitar e ficam obesos com mais facilidade. E a qualidade do sono é fator desencadeante de stress e depressão que por sua vez podem aumentar a risco da obesidade.

A Federação Internacional do Diabetes recomenda que os pacientes com diabetes tipo 2 tenham seu padrão de sono avaliado para que se possa diagnosticar corretamente a existência de apnéia do sono. Da mesma forma os portadores de Apnéia do Sono devem ser investigados quanto a presença do diabetes.

Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,5603,00.html

sábado, 22 de março de 2008

Atividade física para a regulação de distúrbios do sono

Aproximadamente um terço da população tem problemas para dormir. Nas pessoas de 60 anos essa cota aumenta para mais de 50%.

Pessoas mais velhas dormem pior do que os mais jovens e o número de distúrbios do sono aumenta com o aumento da idade.

Uma variedade de fatores pode ser como causa possível para o surgimento e para a existência de distúrbios do sono.

Junto aos chamados fatores exógenos (barulho, ambiente pouco familiar, condições alteradas de espaço, luz, temperatura, etc.), as cargas psíquicas (preocupação, tristeza, medo de prova, etc.), as doenças corporais (diferentes doenças do sistema cardiovascular, problemas dos rins, doenças neurológicas, etc.) e também a falta crônica de atividade física representam um papel importante.

Não são todas as atividades físicas que servem para eliminar os distúrbios do sono. Em primeiro plano é muito importante um trabalho aeróbio moderado e um programa suave de ginástica que envolva exercícios de alongamento e relaxamento, os quais não produzem nenhum estresse psicofísico e conduzem a uma estabilização geral que favorece o sono e o relaxamento.

Fonte:Weineck Jurgen, Atividade Física e esporte: Para quê? Barueri, SP: Manole, 2003.

domingo, 16 de março de 2008

E o sono, ajuda na atividade física?

* Efeitos positivos:
- Recuperação muscular e celular, proporcionando ganhos de condicionamento, evitando possíveis quedas de rendimento por descanso insuficiente;
- Liberação do Hormônio do Crescimento (GH), estimulando o crescimento e a recuperação muscular, a construção óssea e a queima de gordura. Atletas que não dormem adequadamente tem a sua produção diminuída;
- Manutenção da performance aeróbia: um déficit prolongado (mais de 36 horas acumuladas) pode reduzir a performance cardiovascular em até 11%;
- Processamento das informações, melhorando a performance mental;

* Efeitos negativos:
- Possíveis distúrbios do sono podem reduzir a performance, tais como: insônia, sonolência diurna excessiva, apnéia, sono insuficiente e etc.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u3864.shtml

A atividade física ajuda o sono?

Dentre os benefícios que a atividade física nos proporciona, o American College of Sports Medicine cita a melhora da qualidade do sono, assim como a American Sleep Disorders Association reconhece o exercício físico como uma “intervenção não farmacológica para a melhora do padrão do sono”.

* Efeitos positivos:
- Regula a temperatura corporal e os neurotransmissores do cérebro, minimizando eventuais distúrbios do sono;
- Maior facilidade para adormecer e maior profundidade do sono;
- Sensação de bem-estar e mais disposição pela manhã.Tratamento indireto da apnéia com a redução de peso.

* Efeitos negativos:
- Aumentou proporcionalmente à intensidade do treino.

Pesquisas mostram que a atividade física no começo da noite é mais benéfica para o sono, e os Japoneses recomendam: uma hora de treino, com intensidades de 20 a 60% do VO máx. no começo da noite.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u3864.shtml

As fases do sono

O SONO: UMA PARTE IMPORTANTE DA VIDA

Está aí o objeto de pesquisa de muitos especialistas: decifrar qual o papel do sono no nosso dia a dia e entender o que acontece quando dormimos, afinal, passamos um terço de nossas vidas nessa condição “confortável” para uns, ou “desagradável” para outros. Cientistas em unanimidade relatam: o exercício físico afeta e pode tornar noites mas tranqüilas e relaxantes, ou mais agitadas.


As fases do sono

Não-REM (Rapid Eyes Moviment):
- Estágio 1: Respiração fica mais profunda, sono leve.
Duração: 10´´ a 10´.
- Estágio 2: Ficamos alheios a estímulos sonoros e visuais.
Duração: 10´ a 20´.
- Estágio 3 e 4: Liberação do Hormônio do crescimento e recuperação muscular.
Duração: Depois de 30´ a 40´ no estágio 4, regride-se para o 3 e 2, entrando em REM.
REM:
- “Sonhos”: Fluxo sanguíneo, freqüência cardíaca, respiração, temperatura e pressão sanguínea aumentam, os olhos se movem rapidamente. É o estágio em que sonhamos.
Duração: ocorre dos 70´a 110´, durando de 5´a 15´, aumentando progressivamente enquanto os estágios3 e 4 ficam menores.

Fontes:

Hartmann, E. The Functions of Sleep (1973).

Jouvet, M. El sueño y los sueños. Fondo de Cultura Económica, México, 1998 (1992)

Kleitman, N. Sleep and Wakefulness, rev. and enl. ed. (1963).
Site:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u3864.shtml