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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Idosos – Treinamento De Força Na Pressão Arterial

Estudo revela os efeitos do treinamento de força (musculação) na função cardiovascular de idosos.


Pesquisadores Australianos testaram diversos idosos (faixa etária entre 70 e 80 anos de idade) para saber quais os efeitos que um programa de treinamento de força com duração de 16 semanas teria sobre o sistema cardiovascular dos mesmos.
Mais de 20 idosos foram selecionados e divididos em 2 grupos; grupo do treinamento de força e grupo controle (que não realizou nenhuma atividade física).
Várias variáveis foram testadas e comparadas antes e após os testes.

Os pesquisadores puderam então concluir que após as 16 semanas de um programa de treinamento de força houve uma redução significante na resposta da pressão arterial durante uma atividade aeróbia sub-máxima. Portanto, o treinamento de força (musculação) para essa população, não apenas serviu para um ganho de força e hipertrofia, como também fornece benefícios cardiovasculares significantes para essa faixa etária.
Dicas do Professor:

Esse estudo é apenas mais uma prova de que o treinamento de força (musculação) é benéfico em vários aspectos. Os professores de Educação Física mais atualizados estão em uma luta constante para desmistificar muitas idéias errôneas e que infelizmente estão enraizadas na mente das pessoas sobre a musculação.

O treinamento de força não existe apenas para os “fortões”, ou para te deixar “grande” e “musculoso”, há uma série de outros objetivos relacionados à saúde (melhora da postura, aumento de força, etc.) que também são alcançados através do treinamento de força.

A verdade é que, quando bem “explorado”, adequadamente manipulado e utilizado para cada caso, o treinamento de força é um integrante benéfico e valioso na busca pelo fitness e o bem-estar, seja qual for a sua idade.

Fonte: Blood Press Monit. 2009 Aug;14(4):137-44.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Início do mal de Alzheimer impede que pessoas priorizem suas lembranças


Em teste, idosos tinham de memorizar palavras mais e menos importantes. Pessoas com fases iniciais da doença tiveram dificuldade para conseguir.

Mesmo antes de começar a ter sérios problemas envolvendo a memória em geral, pessoas com os estágios iniciais da doença de Alzheimer aparentam ter dificuldades em tomar boas decisões sobre o que se lembrar, relata um novo estudo. Em texto publicado na revista científica "Neuropsychology" pesquisadores afirmam que esses pacientes têm problemas em determinar quais partes da informação são mais importante que outras.

Os cientistas, conduzidos por Alan D. Castel, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, basearam suas conclusões a partir de um estudo envolvendo 109 pessoas com uma média de idade de 75 anos. Algumas delas estavam em estágios iniciais de Alzheimer, enquanto outras estavam cognitivamente saudáveis.

Os voluntários foram solicitados a memorizar uma série de palavras, cada uma com um valor associado. Quanto maior o valor da palavra, mais importante era lembrar-se dela, dizia a regra. Mais tarde, os participantes tiveram 30 segundos para relembrar a maior quantidade de palavras "valiosas" que conseguissem. O objetivo era ganhar o maior número de pontos.

Apesar de voluntários com e sem a doença de Alzheimer terem se lembrado de mais palavras valiosas do que palavras com baixos pontos associados, aqueles com a doença não se saíram tão bem em sua pontuação geral.

Os pesquisadores disseram que, provavelmente, nos estágios iniciais da doença de Alzheimer, o cérebro já estava se tornando menos eficiente em relação à aprendizagem e memorização. Eles acrescentaram ainda a possibilidade de treinar pacientes, a fim de melhorar suas estratégias de memorização.

Leiam o artigo na integra – acesse o link abaixo:

“Memory Efficiency and the Strategic Control of Attention at Encoding:
Impairments of Value-Directed Remembering in Alzheimer’s Disease

domingo, 10 de maio de 2009

Reduzir calorias para melhorar a memória


Um estudo feito por um grupo de cientistas da Universidade de Münster, na Alemanha, verificou que uma dieta com menos calorias resultou na melhoria da memória. A pesquisa foi publicada no site na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O trabalho foi feito em 50 pessoas com idade média de 60 anos e confirmou resultados de testes anteriores feitos em animais. Veronica Witte, do Departamento de Neurologia da universidade alemã, e colegas dividiram os participantes em três grupos, que foram acompanhados por três meses.

O primeiro teve reduzida a ingestão de calorias em 30%. O segundo grupo teve aumentado o consumo de ácidos graxos insaturados em 20%. O terceiro grupo, de controle, não teve alteração no padrão alimentar anterior.

Em experimentos anteriores feitos com ratos, os pesquisadores identificaram melhoria na memória dos animais que passaram por restrição calórica e aumento no consumo de ácidos graxos insaturados, como os encontrados em azeite e em peixes.

No estudo feito com humanos, o grupo de dieta com restrição calórica apresentou um aumento nas notas dos testes de memória dados pelos pesquisadores, enquanto os outros dois grupos não mostraram alterações.

Os pesquisadores verificaram no grupo que teve melhoria nos testes de memória diminuição nos níveis de insulina e nos marcadores de inflamação. Segundo eles, os resultados fornecem também um caminho para explorar o papel da insulina e da inflamação no declínio cognitivo em idosos.

O Artigo poderá ser lido no link abaixo:

Caloric restriction improves memory in elderly humans


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Idosos Portadores De Câncer vs. Atividade Física E Boa Alimentação



Pesquisadores Americanos avaliaram idosos (> 65 anos) portadores de Câncer de próstata ou de mama com o intuito de tentar quantificar se intervenções no estilo de vida dessas pessoas, principalmente a inclusão da prática de atividade física aliada a uma boa alimentação, teriam um impacto positivo na qualidade de vida dessas pessoas e na independência das mesmas.


Mais de 400 idosos foram observados durante um período de 6 meses. O grupo de intervenção participou, durante tal período, de exercícios físicos prescritos para serem realizados em casa mesmo, em conjunto com uma alimentação balanceada.


Já o grupo controle não participou de nenhuma atividade física, nem de uma rotina de alimentação adequada. Eles apenas receberam informações gerais sobre saúde.


Como era de se esperar, ao final do período de 6 meses, os pesquisadores observaram melhora significativa no comportamento, estilo de vida e independência das pessoas pertencentes ao grupo de intervenção.


Fonte: J Clin Oncol. 2006 Jul 20;24(21):3465-73

sábado, 3 de janeiro de 2009

Caminhada melhora a qualidade de vida dos cães e de seus donos


Todos sabem que a prática de caminhadas contribui para a prevenção de doenças, auxilia no combate à obesidade, ajuda no controle da pressão arterial, diminui o estresse, auxilia no reforço muscular e ósseo, além de melhorar a auto-estima. Poucos sabem, no entanto, que caminhar ao lado do cão pode ajudar um indivíduo a manter a saúde e a forma física. Uma pesquisa realizada pela University New South Wales, na Austrália, mostrou isso.


O estudo apontou que 41% dos proprietários de cães caminham 18% a mais do que os sem-cachorro. Naquele país, 40% da população têm cães, o que significa um total de 3,1 milhões de caninos, mostrou o levantamento. O simples fato de ter um cachorro, para muita gente, já representa uma melhora significativa no dia-a-dia. A troca de afeto e a convivência com o animal representam, muitas vezes, o ânimo que faltava para conduzir tarefas simples do cotidiano como sair de casa, conversar com vizinhos sobre assuntos amenos e fazer amigos. Os cães unem pessoas numa espécie de confraria.

Deve-se observar que, levar o cão para passear e caminhar, no entanto, são coisas completamente distintas. Enquanto passear é sair com o animal alguns minutos para que faça suas necessidades, caminhar ao lado do animal, especialmente aqueles que vivem em apartamentos, ajuda no processo de socialização, combate à obesidade, osteoartrite, doenças cardiovasculares, doenças hepática e mesmo na resistência à insulina. No animal e no dono.

Exames para ambos antes de sair para as caminhadas, recomendam os especialistas, é necessário que dono e animal passem por avaliações médicas - incluindo exames como eletrocardiograma e hemograma - com atenção especial para diabéticos e hipertensos. Os cães devem ser levados a um veterinário para fazer um eletrocardiograma. Esse exame vai determinar o ritmo das passadas e a condição física do animal. Animais com mais de sete anos, que são considerados idosos, assim como obesos, devem ser submetidos a avaliações criteriosas para checar a existência de doenças pertinentes à condição, como displasia coxo-femural, problemas de coluna e cardíacos.

Há ainda outros cuidados que devem ser tomados, como a escolha do horário mais indicado, de preferência num momento de pouco sol, já que o calor pode machucar as patas dos animais. A respiração ofegante do cão e a resistência em continuar o trajeto devem ser respeitadas.

Para mostrar ao cão a diferença entre passeio e caminhada, é preciso adotar uma postura séria, com comandos mais firmes. As paradas do cão, tão comuns nos passeios, devem ser abolidas para que se mantenha um ritmo adequado ao cachorro e ao dono. Nas caminhadas, fique atento para evitar acidentes com crianças e pessoas idosas. Use sempre os equipamentos de segurança, como coleiras e, no caso de determinadas raças, focinheiras. Manter a vacinação em dia se faz necessário e recolher as fezes do animal é um ato de educação e convívio social.

Para garantir o bem-estar de seu melhor amigo, é importante fazer com que ele beba água em pequenas quantidades e urine antes de começar a caminhada. É importante o dono segurar a coleira de maneira firme, do lado esquerdo, e manter a postura ereta. Não deixe de recompensar o cão após a caminhada com um petisco canino para condicionar o bom comportamento.

Como dicas básicas para os donos, estão o uso de roupas confortáveis e tênis, alongamento antes e depois da caminhada; hidratação antes, durante e após a prática, e a escolha de um local adequado para a caminhada, longe de calçadas esburacadas e ruas movimentadas. O ideal é manter a meta de 30 minutos por caminhada, cinco vezes por semana, pelo menos.

Sedentários devem começar caminhando três vezes por semana, por 30 minutos, para que o corpo se ajuste à nova rotina de exercícios. A partir da segunda semana, o praticante deve aumentar o tempo em 10 minutos, para que, após um mês do início da atividade, chegue a 60 minutos de caminhada por dia.

Lembrem-se: A busca de orientação especializada, se faz necessária, tanto no âmbito clínico como no técnico!


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Idosos Possuem Padrões De Movimentos Diferentes Ao Correr


Ao aderir à corrida de rua para aumentar a qualidade de vida, a população idosa naturalmente adota padrões de movimentos bem diferentes dos adultos mais jovens, que, somados às alterações teciduais decorrentes do envelhecimento biológico, podem deixá-los mais suscetíveis à ocorrência de lesões.


A conclusão é de dissertação de mestrado de Reginaldo Fukuchi, defendida na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP). Um artigo com os resultados do trabalho foi publicado na revista inglesa Journal of Sports Sciences.


Com o objetivo de comparar a cinemática da corrida em adultos e idosos, foram analisados 34 corredores, 17 adultos e 17 idosos com mais de 65 anos de idade. Ao correr em uma esteira ergométrica com diferentes velocidades, eles foram filmados por quatro câmeras de vídeo e o pesquisador realizou, a partir das imagens captadas, a reconstrução das coordenadas em pontos digitalizados.


“As principais diferenças são que os idosos apresentaram maior frequência e menor comprimento de passada, além de terem menor mobilidade nas articulações para flexionar o joelho, menor rotação interna da tíbia [rotação da perna de fora para dentro], que ocorre normalmente quando apoiamos o pé no chão para andar ou correr, e menor coordenação entre os movimentos do tornozelo e do joelho”, disse Fukuchi à Agência FAPESP.


Segundo ele, há um sincronismo de movimentos entre o tornozelo e o joelho quando se apóia o pé no chão para correr. “Esse sincronismo é necessário justamente para evitar lesões no começo do apoio e para ajudar na performance no final do apoio, quando o corredor começa a tirar o pé do chão. Nesse caso, o estudo mostra que os idosos apresentaram menos movimento em alguns planos e menor coordenação entre o joelho e o tornozelo”, disse.


Como a corrida é um dos esportes que mais conquistaram adeptos entre os idosos, que buscam melhor qualidade de vida, Fukuchi aponta que a prescrição de exercícios e as estratégias de prevenção de lesões em idosos corredores devem considerar as diferenças no padrão de corrida identificadas em seu trabalho.


“O aumento do número de idosos praticando corrida de rua também tem levado ao crescimento do número de lesões no Brasil. Em detrimento de alterações teciduais já conhecidas nos idosos, como a perda de força muscular e a diminuição da mobilidade das articulações, o padrão de corrida tem sido alterado também”, explicou.


“Esse resultados são importantes, pois podem direcionar o treinamento desses corredores e ajudar a entender por que eles se lesionam mais do que os adultos”, afirma Fukuchi, que também é pesquisador do Laboratório de Biomecânica do Instituto Vita.


Análise Cinemática Tridimensional


A coleta de dados foi realizada por meio de uma análise cinemática tridimensional dos movimentos dos membros inferiores dos indivíduos durante a corrida. Para isso, foram fixadas marcas pelo corpo do corredor que, com o uso das câmeras de vídeo, puderam ser vistas a partir de diferentes pontos.


Depois de processar as imagens de cada câmera, o pesquisador as reconstruiu por meio de um software próprio de análise de movimento. “Dessa forma, conseguimos conhecer, de modo bastante preciso, os movimentos das articulações em todos os planos”, disse.


De acordo com o pesquisador, já se sabia que alterações teciduais provocam diminuição na mobilidade das articulações. “Ainda não se sabia, no entanto, se tais alterações realmente provocavam mudanças no padrão de movimento da corrida, fato que conseguimos observar no estudo”, afirmou.


"O fato de os idosos serem mais susceptíveis a lesão do que os adultos não quer dizer que eles não devam correr", ressalta Fukuchi. “Pelo contrário, diversos estudos mostram que a prática da corrida ajuda a diminuir a morbidade e prevenir as doenças relacionadas ao envelhecimento.”


Mas, segundo ele, é importante destacar que a abordagem com os idosos corredores deve ser diferente em relação aos mais jovens, principalmente no treinamento. “Outros estudos mostraram, por exemplo, que corredores mais velhos são menos capazes de absorver os impactos e que os calçados para esses corredores deveriam suprir esse quesito”, disse.


Fonte: Agência FAPESP

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Cortar 10% do sal na comida pode salvar milhares de vidas, mostra estudo


A diminuição em torno de 10% da quantidade de sal ingerida por dia pode salvar a vida de dezenas de milhares de pessoas a cada ano.

Pesquisadores ingleses realizaram uma extensa revisão da literatura médica com relação aos benefícios da redução do sal sobre as doenças cardiovasculares. Os cientistas descobriram que, se a quantidade de sal da dieta diária diminuísse apenas um grama, 52 mil mortes por ano seriam evitadas no Reino Unido.

A pesquisa dos cientistas do Hospital St.George, em Londres, encontra eco em uma campanha, idealizada por ONGs britânicas, que busca mover a indústria de alimentos no sentido de diminuir a quantidade de sal nos produtos industrializados. A quantidade diária ideal de sal está definida em seis gramas. Segundo a mesma pesquisa, no Reino Unido, o consumo médio diário, naquele país está em torno de 11 a 12 gramas.

As doenças cardiovasculares matam milhões de pessoas no mundo a cada ano, vítimas de infartos e acidentes vasculares cerebrais. A conclusão dos médicos britânicos mostra como uma pequena mudança nos hábitos diários pode repercutir no impacto social das doenças cardiovasculares.

Que tal rever a sua ingestão diária de sal? Preste bastante atenção nas embalagens, pois naquelas tabelas está descrito o conteúdo de sal daquele alimento.

O homem descobriu muito cedo na história que o sal poderia ser utilizado para preservação dos alimentos. Essa continua sendo uma de suas aplicações, por isso alem de procurar a quantidade de cloreto de sódio procure também pelos acidulantes pois esses produtos entram na conta do sal presente naquele produto.

Cuide de sua saúde, especialmente nessa época do ano quando os excessos são freqüentes e os eventos lotam nossas agendas.

Fonte: www.g1.com.br/ciencias & saude

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Atividade Física Para a Terceira Idade


O prolongamento da expectativa de vida exige, inevitavelmente, um cuidado especial com a qualidade de vida dos idosos. A prática regular de atividade física desempenha um importante papel na preservação da qualidade de vida e independência desses idosos, e não apenas na redução da taxa de doenças e mortalidade nessa faixa etária.

Um melhor entendimento desse aspecto nos permite criar diretrizes para a prática regular de atividade física para os idosos.

As reações à prática regular de atividade física nos idosos que não possuem doenças cardiovasculares são similares àquelas de jovens praticantes. Nos homens idosos, o mecanismo de adaptação cardiovascular em resposta ao exercício é principalmente central, enquanto que nas mulheres idosas esse mecanismo é mais periférico.

Já os idosos com doenças cardiovasculares, quando comparados com idosos saudáveis, sofrem de reduções no consumo de oxigênio e no débito cardíaco. Esses idosos se beneficiam de atividades físicas aeróbias, o que culmina na melhora do perfil de fatores de risco nessa idade. Portanto, a inclusão do Treinamento Aeróbio como uma parte integrativa do estilo de vida diário é recomendável.

O Treinamento de Força em idosos de ambos os sexos levam a valores similares ou até maiores para massa muscular e força, além auxiliar na redução da gordura corporal, peso corporal e preservar a massa tecidual ativa.

Vários estudos ainda listam outros benefícios para os idosos que praticam atividade física regular:

Melhora na postura e estabilidade
Melhora na flexibilidade e mobilidade
Melhora na função cognitiva
Nível menor de depressão

Para aqueles ainda mais idosos (acima de 80 anos de idade) e frágeis, a prática regular da atividade física contribui substancialmente para a qualidade de vida através de melhora nas adaptações; metabólicas, fisiológicas e funcionais, melhoras que muitas vezes não são alcançadas com nenhum outro tipo de tratamento.

Em suma, a participação em um programa regular de atividade física é um meio seguro e eficaz para evitar ou reduzir o declínio funcional associado com a idade, acarretando em uma melhora na qualidade de vida. O programa de exercício recomendável é multifatorial e inclui Treinamento Aeróbio e Treinamento de Força, além de exercícios de Propriocepção, Tempo de Reação, Flexibilidade e até Força Explosiva.

Fonte: Harefuah. 2002 Jul;141(7):646-50, 665, 664

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Remédio para osteoporose prejudica o coração, diz estudo

Um remédio recomendado para pessoas com osteoporose pode aumentar substancialmente as chances do paciente desenvolver uma doença cardíaca grave, a fibrilação atrial.


Segundo pesquisadores americanos, quem se trata com as drogas alendronato e ácido zoledrónico - que servem para desacelerar o avanço da osteoporose - tem duas vezes mais chances de ter problemas cardíacos desse tipo, responsável por fazer com que os batimentos do coração fiquem irregulares.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram três estudos que envolveram mais de 16.000 pacientes que tomavam essas drogas. A partir de análises, os pesquisadores descobriram que aqueles que tomaram a droga tinham duas vezes mais probabilidade de sofrer com fibrilação atrial do que aqueles que não tomavam o remédio.


Entre os sintomas mais conhecidos da doença estão dores no peito, dificuldades para respirar e palpitações. Com a fibrilação atrial o coração bate rápido e sem ritmo. Dessa forma, o sangue passa a ser bombeado de forma ineficaz, ficando acumulado nas câmaras do coração. Como conseqüência, aumenta-se o risco de coágulo sanguíneo, que pode vir a provocar embolia pulmonar, trombose nas pernas e até o acidente vascular cerebral.

De acordo com a Associação Americana do Coração, cerca de 15% dos derrames ocorrem em pessoas com fibrilação atrial. No total, 2,2 milhões de americanos têm esse tipo de arritmia.


Segundo os autores do estudo, a partir de agora, os médicos devem ter cuidado ao prescrever a medicação para pacientes com problemas no coração. A fibrilação atrial pode ser ainda mais grave em pessoas com doenças cardíacas pré-existentes ou pressão arterial elevada, disse a coordenadora do estudo, Jennifer Miranda, médica do Jackson Memorial Hospital, em Miami, nos Estados Unidos.

Fonte: http://www.educaçãofisica.com.br/

Veja online - Saúde

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Atividade física retarda declínio de força muscular respiratória no idoso

A senescência, processo natural de envelhecimento, envolve uma série de modificações fisiológicas no organismo que podem ser tão drásticas e intensas a ponto de se confundirem com eventos patológicos.

Muitas vezes é difícil a diferenciação exata, entre o declínio das funções orgânicas secundárias ao envelhecimento, e os sinais e sintomas de doenças prevalentes nesta fase da vida.


As reservas fisiológicas de importantes sistemas e órgãos, como o aparelho cardiovascular, respiratório, funções hepática e renal, sofrem um inexorável e progressivo declínio, fazendo com que o idoso seja menos complacente às agressões externas, e mais susceptível a complicações, mesmo diante de enfermidades que guardam pequena gravidade.


O avançar da idade também se associa com declínio da força e resistência da musculatura esquelética, incluindo os músculos da respiração, conforme afirmam pesquisadores norte americanos da Northeastern University e Warren Alpert School of Medicine at Brown University, que publicaram um estudo na revista Lung, em Dezembro de 2007.


Os autores defendem a hipótese de que o exercício físico regular, efetuado pelo idoso, atenua a perda da força muscular respiratória, relacionada ao avançar da idade.


Participaram da análise 24 indivíduos sadios, com idade superior a 65 anos, sendo 54% do sexo feminino. Eles foram divididos em dois grupos, com igual número de participantes, sendo um submetido à atividade física regular e o outro composto por idosos sedentários. Não houve diferença de significância estatística, quanto à composição etária dos grupos.


Os resultados apresentados demonstraram que a espessura diafragmática foi maior no grupo de idosos ativos, em comparação aos sedentários (p= 0,011). Da mesma forma, as provas de função pulmonar, como as pressões inspiratória e expiratória máximas, foram superiores no grupo de participantes que efetuava atividade física regular, em relação aos inativos.


O exercício físico regular está positivamente associado à desaceleração no declínio da força e da resistência muscular respiratória.
Lung 2007; 185 (6): 315 – 320 (December)

sábado, 25 de outubro de 2008

Como evitar acidentes na terceira idade

Acidentes na terceira idade são frequêntes e podem ter como consequência danos físicos graves e irrecuperáveis. Eles aumentam com a idade e, na maior parte dos casos, são quedas ao solo, que acontecem em casa, ao atravessar as ruas e nos ônibus (ao subir ou dentro deles).

As principais causas das quedas são a diminuição da visão, dos reflexos e da coordenação ( o que provoca uma maior tendência à síncopes - perdas súbitas e momentâneas da consciência), os efeitos adversos de medicamentos e o alcoolismo.
Além das quedas, os acidentes com idosos incluem também ferimentos com facas de cozinha, queimaduras e acidentes de trânsito.


Dicas para uma casa mais segura
  • A cama não deve ser muito alta, para que se possa firmar bem os pés antes de levantar.
  • Os interruptores precisam ficar próximos à cama para que não haja necessidade de se movimentar no escuro antes de acender a luz.
  • O piso precisa ser antiderrapante (evite encerá-los). Retire tapetes soltos, móveis baixos e obstáculos no chão.
  • O banheiro (vaso e dentro do box) deve possuir barras ou suportes.
  • Um banquinho no box ajuda na hora de se ensaboar e enxaguar os pés durante o banho.
  • As portas dos banheiros não devem ser trancadas, pois os acidentes são bastante comuns nesse recinto.
  • Adapte as cadeiras. Todas devem ter braços laterais de apoio e encosto.
  • As prateleiras não devem ser muito altas, nem muito baixas, evitando que a pessoa tenha que se esticar ou abaixar para pegar algo.
  • Os degraus devem ser trocados por rampas leves. Não sendo possível, toda escada deve ter corrimão e proteção antiderrapante. Os beirais dos degraus devem ser pintados com cores vivas. Além disso, o idoso deve ser orientado a descer as escadas de lado, sempre mantendo a mão mais firme no corrimão.
  • Ilumine bem todos os ambientes da casa.

Fonte: Coordenadoria do Idoso da Prefeitura Municipal de São Paulo

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Prevenção de quedas em idosos


A cada ano aproximadamente 30% dos idosos acima de 65 anos que vivem em asilos sofrem algum tipo de queda e apesar de menos de 1 a cada 10 quedas resultarem em fratura, pelo menos 4 em 10 exigem algum tipo de cuidado e atenção médica.

Munidos dessas informações, estudiosos da Inglaterra e da Austrália alertaram para a necessidade de um programa de intervenção (exercícios físicos) em uma tentativa de diminuir e prevenir os riscos de queda para essa faixa etária. Porém, esses pesquisadores desconfiavam que tais idosos, principalmente aqueles sedentários por um longo período, não estariam dispostos a se engajar em um programa “formal” de atividade física em uma academia.

Para terem certeza, eles conduziram uma pesquisa com mais de 5000 idosos e o resultado só veio a confirmar suas suspeitas; apenas 22.6% dos pesquisados se deslocariam para sessões de atividade física em uma academia, 36.4% considerariam realizar as atividades em seus lares e 41% realizariam as atividades em seus lares com absoluta certeza.

Solução Encontrada

Foi desenvolvido então um programa de intervenção baseado em exercícios (acompanhado por profissionais) feitos em casa para essa população. Tal programa, que contou com a participação de 163 idosos, durou 1 ano e focava na melhora do equilíbrio, força muscular e tempo de reação.

Após esse período foi provado que os idosos que participaram assiduamente do programa de intervenção reduziram as quedas em 40% quando comparados àqueles que continuaram sedentários.

Fonte:

Cochrane Database Syst Rev. 2003;(4):CD000340

Age Ageing. 2003 Jul;32(4):407-14

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Principais causas do desequilíbrio metabólico


É muito comum as pessoas falarem em metabolismo. Mas, afinal, qual o significado dessa palavra? Se você imaginar que o seu corpo é um carro, pode comparar o metabolismo ao motor. E os alimentos, ao combustível.

O metabolismo transforma os alimentos em energia para você se movimentar, pensar, ler, trabalhar, digerir o que comeu, fazer atividades físicas.

À noite, durante o sono, o ritmo de trabalho é reduzido e o corpo só precisa de energia para suprir o chamado metabolismo basal - para manter o coração, a respiração e os rins funcionando.

O metabolismo é comandado pelo sistema nervoso e pelas glândulas. Eles controlam tudo, dos batimentos cardíacos à renovação celular, passando pela respiração, transpiração, tônus muscular, fome e sede.

Quando algo não vai bem, o ritmo metabólico se altera. Um exemplo é o que ocorre com quem sofre de distúrbios da glândula tireóide.

Quem tem hipotireoidismo apresenta a atividade diminuída e as funções corporais mais lentas. A pessoa fica apática, sonolenta e engorda, porque a redução de gasto energético favorece o acúmulo de gordura.
No hipertireoidismo, ao contrário, o metabolismo se acelera e há um desgaste energético maior. Com isso, ocorre perda de peso, mesmo se a pessoa se alimentar normalmente.

Causas do desequilíbrio:

Idade: À medida que o tempo passa, a massa muscular de quem não pratica atividade física diminui. Quanto menos músculos, menor o metabolismo. O biomédico Roberto Burini explica que, com massa muscular diminuída, o organismo precisa de menos energia para se manter ativo.

Inflamações: quando o corpo sofre com uma inflamação acompanhada de febre, também tem o metabolismo alterado. Isso porque a alta temperatura consome mais energia.

Doenças: determinadas enfermidades, como diabetes, interferem no aproveitamento de nutrientes e, quando isso ocorre, o metabolismo fica acelerado para driblar o prejuízo.

Alterações hormonais: no período pré-menstrual pode acontecer de a mulher sentir mais fome e esse aumento de apetite afeta o metabolismo.

Medicamentos: certos remédios interferem no metabolismo, aumentando a queima de calorias.

Gravidez: nesse período a mulher apresenta um gasto calórico extra, pois precisa formar o bebê. O gasto de energia também aumenta durante a amamentação.

Estresse: acelera o metabolismo, fazendo com que o organismo consuma as reservas de energia

Fumo e álcool: o excesso de bebida alcoólica sobrecarrega o fígado. A nicotina libera substâncias que são produzidas em situações de estresse. Em ambos os casos, o metabolismo é acelerado.

domingo, 5 de outubro de 2008

Falta de B12 pode prejudicar ação do cérebro

A falta de vitamina B12 em idosos pode estar diretamente ligada ao encolhimento do cérebro.

De acordo com pesquisas inglesas, idosos com baixos níveis da vitamina, encontrada em carnes, peixes e leite, têm seis vezes mais chances de ter seus cérebros reduzidos de tamanho. Esse quadro pode ainda levar a pessoa à demência.

Na primeira fase do estudo, que durou cinco meses, os cientistas analisaram um grupo de idosos - entre 61 e 87 anos. Os voluntários foram divididos em três grupos, de acordo com seus níveis de vitamina B12 no organismo.

Os especialistas perceberam que o grupo com o menor nível da vitamina apresentou um encolhimento cerebral ao longo do tempo em que a pesquisa foi conduzida. Na próxima etapa, os cientistas pretendem tratar os idosos com vitamina B12 e observar se o suplemento poderá conter o encolhimento do cérebro.

A pesquisa está sendo vista na comunidade médica internacional como uma grande porta de esclarecimentos em tratamentos de doenças ligadas à senilidade, como o mal de Alzheimer.

Fonte: www.saudeemmovimento.com.br

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Dia Internacional do Idoso

Dia 27 de setembro, foi comemorado o dia nacional do idoso, hoje dia 01 de outubro é o dia internacional do idoso. Refletir sobre o idoso é pensar o preconceito em relação às pessoas da terceira idade. Analisarmos o sentimento que alimentamos pelos mais velhos, de forma determinada e corajosa, sem tapar o sol com a peneira.

    Trata-se de tarefa importante. Existe um adesivo de carro que, quem ainda não viu, deveria ter visto. Ele tem uma frase forte, irônica, e de uma inteligência a toda prova. Diz o seguinte: "Velho é o seu preconceito". E não é verdade? Existe coisa mais fora de propósito, mais cheirando a mofo do que isso?

    Devíamos, isso sim, tentar pegar dos mais velhos a experiência e sabedoria de vida que anos de luta e observação os ajudaram a ter. Que tal nos deixarmos contagiar por essa bagagem de conhecimento, para virmos a ser, quem sabe, jovens e adultos mais interessantes e respeitáveis? Respeitar e ouvir o idoso é respeitar a nós mesmos.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Hábitos saudáveis aumentam expectativa de vida de mulheres

E o que todo mundo já sabia foi cientificamente confirmado por uma das maiores pesquisas médicas feitas até agora no mundo.

Durante duas décadas, cientistas americanos e britânicos analisaram o estilo de vida do universo feminino.

Quase 78 mil mulheres entre 34 e 59 anos foram estudades durante 24 anos.

O objetivo não era saber, mas confirmar que as mulheres que evitam o cigarro, fazem exercícios regularmente, mantêm o peso sob controle e não consomem bebidas alcoólicas em excesso vivem mais.

A pesquisa conclui que todo cuidado é pouco, mas vale a pena. As mulheres que se cuidaram conseguiram cortar em 44% os riscos de terem qualquer tipo de câncer, e em 72% os riscos de morte por doenças cardiovasculares.

Das quase 78 mil mulheres estudadas, 8.900 morreram prematuramente durante a pesquisa. E 28% das mortes foram provocadas exclusivamente pelo fumo, 55% por uma combinação de cigarro, excesso de peso e de álcool e falta de exercícios.

Foi uma pesquisa num universo feminino, mas os cientistas britânicos admitem que o resultado serve também para os homens. Eles concluíram que ninguém precisa passar fome ou ficar horas levantando pesos para ter uma vida saudável e longa. Basta cuidar do próprio corpo.

Fonte: http://g1.globo.com

domingo, 14 de setembro de 2008

Idosas têm mais dificuldade para transformar proteína em massa muscular

Metabolismo da dieta muda para as mulheres com mais de 60 anos.

Exercícios contra resistência (pesos) são recomendados como paliativo.

As mulheres acima dos 65 anos devem malhar mais e comer mais proteínas. Esse é o recado dos pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra. Os cientistas descobriram que as mulheres acima dessa idade apresentam maior fragilidade e estão mais sujeitas a quedas e suas complicações.

Todos nós, homens e mulheres após os 50 anos, se formos sedentários, perderemos massa muscular progressivamente. A diminuição dos músculos diminui a força para as tarefas cotidianas e proteção das articulações e dos ossos contra as quedas. Pela primeira vez os especialistas demonstraram que as mulheres, quando atingem os 60 anos, passam a ter mais dificuldade na transformação das proteínas recebidas na dieta em massa muscular.

Essa diferença se torna mais perigosa a partir do fato que habitualmente as mulheres já têm menos massa muscular no corpo. Essas características as deixam perto do limite de segurança com a perda natural e dificuldade de desenvolvimento dos músculos. Portanto as mulheres passam a ter mais uma razão para tomarem mais cuidado com a dieta e ingerirem mais proteínas.

E para transformar a proteína da dieta em músculos só existe uma receita: exercícios físicos contra resistência, ou seja, musculação sob a supervisão de um profissional de educação física. Os benefícios vão além da manutenção de um corpo melhor. Os exercícios regulares atuam sobre o comportamento e sobre o padrão de socialização, fatores já conhecidos para a prevenção de quadros neurológicos, comuns nos idosos.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia


sábado, 6 de setembro de 2008

Exercício 'melhora memória de idosos', diz estudo

Exercícios físicos podem ajudar pessoas com 50 anos ou mais a melhorar a memória, sugere um novo estudo.


Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, fez testes com 138 voluntários nessa faixa etária com dificuldade de lembrar as coisas.

As pessoas desse grupo que seguiram um programa diário de atividades físicas apresentaram melhora na função cognitiva em comparação com os que não participaram do programa.

O foco do estudo eram pessoas com problemas moderados de memória – deficiências que não chegam a causar grandes problemas no dia-a-dia dos pacientes.

Cientistas acreditam que as pessoas com essa desordem têm mais risco de desenvolver demência.

Parte dos voluntários fez três seções de 50 minutos por semana de atividades moderadas, como caminhadas, ao longo de 24 semanas. Os outros voluntários não fizeram nenhuma atividade física específica.

No final, as pessoas que se exercitaram, além de obter resultados melhores em testes de cognição, também tiveram notas menores em uma prova que detecta sinais de demência.

Exames posteriores revelaram que os benefícios persistiram por mais 12 meses depois do fim do programa de exercícios.

Os cientistas dizem que a prática de atividades físicas ajuda o sistema cardiovascular a se manter sadio e pode melhorar funções cognitivas ao aumentar o fornecimento de sangue ao cérebro.

"Ao contrário de medicação - que se avaliou que não teve efeito significativo em problemas moderados de memória em 36 meses -, a atividade física traz benefícios de saúde que não estão restritos apenas às funções cognitivas, como sugerem pesquisas feitas sobre depressão, qualidade de vida, quedas, funções cardiovasculares e deficiências", afirma o estudo.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Exercícios para memória

Adultos com problemas de memória que participaram de um programa de atividade física em casa experimentaram uma melhoria na função cognitiva em comparação com aqueles que continuaram sedentários. A conclusão é de um estudo publicado esta semana no Journal of the American Medical Association (Jama).

Nicola Lautenschlager, da Universidade de Melbourne, na Austrália, e colegas conduziram um experimento controlado para verificar se a intervenção da atividade física seria capaz de reduzir o declínio cognitivo e o risco de demência entre 138 adultos com mais de 50 anos.

Todos os participantes haviam relatado problemas de memória e foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos, um de cuidados comuns e outro que incluía um programa de 24 semanas de atividades físicas.

O objetivo da intervenção, segundo os pesquisadores, era encorajar os participantes a realizar pelo menos 150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada, divididos em três dias. A atividade mais freqüentemente recomendada foi caminhar.

O programa resultou em 142 minutos a mais de atividades físicas por semana quando comparado com o outro grupo. As funções cognitivas foram medidas por meio de uma escala usada em pacientes com Alzheimer, composta por uma série de testes, durante 18 meses.

Os cientistas verificaram que, ao fim do período, os participantes do grupo que se exercitou apresentaram maiores notas na escala, conhecida como Adas-Cog. Também apresentaram menores notas do que o outro grupo em um índice para medir demência.

“Pelo que sabemos, esse é o primeiro estudo a demonstrar que o exercício melhora a função cognitiva em adultos mais velhos com pequenas perdas cognitivas. Os benefícios da atividade física eram aparentes após seis meses e persistiram por pelos menos 12 meses após a intervenção ter terminado”, descreveram os autores.

“A média de melhoria 0,69 ponto na escala Adas-Cog em 18 meses, em comparação com o outro grupo, é pequena, mas importante potencialmente quando consideramos a quantidade relativamente modesta de atividade física a que os participantes se submeteram”, afirmaram.

Segundo eles, ao contrário de medicamentos, a atividade física tem a vantagem dos benefícios à saúde que não se restringem apenas à função cognitiva, mas em outros pontos como depressão, qualidade de vida, diminuição de quedas e função cardiovascular.

O artigo Physical activity for older adults at risk for Alzheimer disease, de Nicola Lautenschlager e outros, pode ser lido por assinantes da

Jama em http://jama.ama-assn.org

domingo, 31 de agosto de 2008

Ossos artificiais

Um dos grandes desafios para o desenvolvimento de ossos artificiais é criar materiais que sejam o mais próximo possível do tecido ósseo natural.

As próteses devem ser réplicas não só na aparência como também nas propriedades biológicas e mecânicas. Essa é uma condição importante para o implante ser bem-sucedido e que não sofra rejeição por parte do organismo. Assim, dois novos materiais para a confecção de ossos artificiais desenvolvidos no campus da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, no interior paulista, se transformam em uma boa notícia para a área de implantes ósseos.

O principal diferencial dessas novas próteses cirúrgicas é sua estrutura superficial porosa e a presença de substâncias em sua composição que lhes conferem atividade biológica. Segundo os pesquisadores envolvidos na descoberta, essas características devem proporcionar a fabricação de implantes ósseos mais eficientes e duráveis.

Os materiais – estruturas cerâmicas de alumina e compostos poliméricos de polimetilmetacrilato (PMMA) – já foram submetidos, com sucesso, a testes in vitro e a ensaios com animais, os testes in vivo.

As primeiras cirurgias em seres humanos estão programadas para agosto. Os dois materiais trabalhados pelo grupo da USP já são conhecidos e homologados pelas autoridades médicas para uso em implantes.

São previsíveis em relação à sua ação no organismo e estáveis biologicamente. O que os pesquisadores fizeram foi modificar as propriedades da cerâmica de alumina e do PMMA.

“Criamos uma peça com diferentes níveis de densidade, com um núcleo denso integrado a uma superfície porosa. Essa porosidade é importante porque facilita a vascularização e acelera a adesão dos tecidos ósseos e musculares ao implante”, explica Benedito de Moraes Purquerio, da Escola de Engenharia de São Carlos da USP. Os poros existentes na superfície da prótese permitem que o osso cresça para dentro do implante, aderindo a ele.


Fonte: Revista Pesquisa FAPESP - Anatomia Humana - 20/08/2008