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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Ajuda Do Exercício Na Luta Contra O Câncer De Mama



Dentre os diversos benefícios que a prática regular da atividade física fornece, está sua importância para prevenir ou ajudar durante o tratamento do câncer, inclusive o câncer de mama.


Cientistas da escola de medicina de Harvard, em Boston, estudaram uma série de mulheres acometidas com câncer de mama e também fizeram uma revisão das informações científicas relacionadas às reações do organismo à prática de exercícios físicos durante e após o tratamento do câncer de mama.


Eles descobriram que as mulheres que se mantém ativas depois de diagnosticadas com câncer de mama têm de 30% a 50% de chance a menos de terem recorrência ou de virem a óbito por esse tipo de câncer quando comparada às mulheres sedentárias com câncer de mama.


Por esses motivos científicos, grandes entidades como a Sociedade Americana de Câncer e o Colégio Americano de Medicina do Esporte têm encorajado as mulheres com essa doença a se engajarem em atividades físicas de uma maneira segura – ou seja, sempre acompanhada de um profissional de Educação Física capacitado – visando a melhora da qualidade de vida, aumentando assim, a longevidade dessas mulheres.


Dicas do Professor:


O maior empecilho para qualquer pessoa quando diagnosticada com câncer é o medo e o desânimo, que pode levar à depressão. Por isso, e pelo que foi descoberto acima, é de muita importância que as mulheres com câncer de mama considerem a prática assídua de qualquer atividade física – controlada – que as traga prazer, não apenas visando a melhora física, mas também a melhora mental dessas mulheres.


Desta forma, haverá um ganho enorme da auto-estima e do bem-estar, o que facilitará imensamente o tratamento e a recuperação dessas mulheres.


Fonte: J Natl Compr Canc Netw. 2011 Feb;9(2):251-6.


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Redução de Lesões em Obesos Devido à Caminhada

Recentemente, houve um aumento de indivíduos obesos que deixaram suas vidas sedentárias e começaram algum tipo de atividade física. Uma das atividades físicas mais recomendadas é a caminhada.


Houve, porém, um aumento substancial de lesões nas articulações dos membros inferiores desses indivíduos devido a diversos motivos. Cientistas estão buscando alternativas para prevenir tais lesões.



Pesquisadores americanos estudaram mais de 20 indivíduos obesos no intuito de achar uma alternativa para a caminhada e suas lesões.


Eles mediram diversos aspectos fisiológicos e biomecânicos desses indivíduos e descobriram uma alternativa para a caminhada plana.


Segundo esses cientistas, uma caminhada leve em uma subida (ou inclinação) moderada diminui o risco de lesões nas articulações dos membros inferiores, reduzindo cargas mais severas nos músculos extensores dos joelhos e adutores em 19% e 26%, respectivamente.


Foi concluído, também, que essa estratégia, além de prevenir lesões, ainda fornece um estímulo cardíaco adequado a esses indivíduos.


Dicas do Professor:


Além do descoberto e escrito acima, devemos avaliar e, portanto, conhecer muito bem para quem estamos prescrevendo a caminhada, seja ela no plano, subida ou descida. Nenhuma das alternativas é melhor ou pior que as outras. Todas servem um propósito e devem ser prescritas em seu devido tempo.


A importância do profissional de Educação Física nessas horas é primordial, já que só ele possui o conhecimento do momento exato para prescrever esse ou aquele exercício, desse ou daquele modo.


Devemos nos lembrar também do volume (nesse caso, o tempo) do exercício. Se exagerarmos, até a caminhada leve numa subida moderada que parece inofensiva poderá causar lesões. Parece básico e redundante, mas o número de indivíduos que sofrem lesões por altos volumes é muito grande.


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Tendinopatia No Tendão De Aquiles De Corredores


Comparações entre corredores com tendinopatia no tendão de Aquiles e corredores sem tendinopatia mostram, biomecanicamente, diferenças significativas em algumas estruturas-chave colaborativas para esse tipo de lesão. Treinamento adequado para tais estruturas serve como prevenção.

Cientistas americanos dividiram corredores em 2 grupos; (1) grupo de corredores que tiveram tendinopatia. (2) grupo controle de corredores que nunca tiveram tendinopatia.

Após diversas medidas e análises biomecânicas com utilização de câmeras específicas, os cientistas puderam constatar, através de cálculos estatísticos, que os corredores com histórico de tendinopatia no tendão de Aquiles mostraram menor mobilidade na tíbia e no joelho.

Isso se dá, segundo os cientistas, pela diminuição na função dos músculos responsáveis pela mobilidade dessas estruturas, resultando em grande estresse sobre o tendão de Aquiles.

Os cientistas finalizam o estudo sugerindo que uma prescrição de treino que enfatize o fortalecimento dos membros inferiores, como também uma melhora do controle da tíbia, pode reduzir o risco do desenvolvimento da tendinopatia no tendão de Aquiles ou a melhora nessa estrutura para aqueles indivíduos que estão se reabilitando de tal tendinopatia.

Dicas do Professor:

O tendão de Aquiles é uma das estruturas mais lesionadas por aumento de volume nos corredores. Excessiva pronação pode levar a forças rotacionais contraditórias que agem diretamente no tendão de Aquiles. Movimentos conflitantes inter-articulações podem acentuar a rotação desse tendão.

Então, a conclusão dos cientistas se faz importante; é preciso um programa de exercícios que leve em consideração a flexibilidade, estabilização, força e resistência de diversas estruturas direta ou indiretamente ligadas à mecânica de corrida.

Portanto, previna-se antes de correr, principalmente se for correr altos volumes.

Fonte: J Orthop Sports Phys Ther. 2008 Dec;38(12):761-7.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Andar Ou Correr Na Rua É O Mesmo Que Na Esteira?


Muito se discute sobre as diferenças entre andar/correr na rua e na esteira. Cientistas advogam que, em termos de biomecânica, não há diferença.


Dois estudos distintos conduzidos pela mesma universidade (University of Virginia – EUA) testaram diversos sujeitos andando (estudo 1) e correndo (estudo 2) na rua e na esteira e utilizaram da tecnologia para tentar detectar possíveis diferenças entre essas duas superfícies, nos seguintes aspectos:


· Passada
· Reação do Solo
· Parâmetros Cinemáticos e Cinéticos


Foram encontradas algumas diferenças em alguns desses parâmetros. Porém, quando analisadas estatisticamente, tais diferenças mostraram-se insignificantes.


Os pesquisadores puderam observar que o caminhar ou andar na esteira é, quantitativamente e qualitativamente, muito parecido com o caminhar ou andar na rua e concluíram que a análise biomecânica do andar ou do correr pode ser feita em um ambiente de laboratório (utilizando a esteira), que reproduzirá de maneira eficaz o andar ou caminhar na rua.


Dicas do Professor:


Deve ficar claro que os artigos expostos acima estão tratando apenas de análise biomecânica do movimento de andar ou de correr. É importante sabermos disso para efeito do tipo de pisada para o tipo de calçado a ser utilizado, etc. Mas não podemos confundir o real objetivo dos estudos e expandir, erroneamente, a conclusão dos cientistas.


Outros fatores como os desníveis (buraco, asfalto irregular), pequenas subidas e descidas, eventuais obstáculos, mudança de ambiente, etc. influenciam outros aspectos de seu desempenho como equilíbrio/estabilização, demanda aeróbia, concentração, etc. Assim, aspectos como estes devem ser levados em consideração na diferenciação do caminhar e do correr na rua e na esteira para a utilização de ambos de maneira proveitosa nos treinos.


Fontes:


Gait Posture. 2007 Jun;26(1):17-24. Epub 2006 Aug 14.

Med Sci Sports Exerc. 2008 Jun;40(6):1093-100.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Condicionamento, Adiposidade E Mortalidade Em Hipertensos



Sabendo-se dos variados benefícios oriundos da prática da atividade física, será que um bom condicionamento cardiorrespiratório é um atenuante do risco de mortalidade em homens obesos hipertensos? Um longo estudo americano afirma que sim.


Cientistas da Winston-Salem State University, na Carolina do Norte – EUA acompanharam mais de 13.000 homens com tais características durante 29 anos. Esses homens foram divididos e classificados dentro dos seguintes parâmetros:


1 – Condicionamento Cardiorrespiratório: Baixo, Moderado, Alto
2 – Obesidade: Índice de Massa Corporal (IMC), Circunferência da Cintura, Porcentagem de Gordura Corporal
Durante esse período ocorreram 883 mortes, sendo que 335 delas aconteceram em decorrência de doenças cardiovasculares.
Curiosamente, na análise dos resultados, os cientistas observaram que os indivíduos obesos e hipertensos com o condicionamento cardiorrespiratório alto; fossem eles com o IMC, a circunferência da cintura alta ou a porcentagem de gordura elevados, não apresentaram risco maior de mortalidade quando comparados com indivíduos normais com o condicionamento físico alto.
Conclusão dessa pesquisa: O condicionamento físico é um modificador muito poderoso na associação da adiposidade com a mortalidade em homens obesos hipertensos, anulando todo o risco de mortalidade devido a doenças cardiovasculares.
Dicas do Professor:
Realmente os benefícios de se possuir um nível elevado de condicionamento cardiorrespiratório são indiscutíveis. Esse estudo eleva – individualmente - ainda mais a importância do fitness para a saúde.
Porém, o IMC, a circunferência da cintura, a relação cintura quadril, o índice de conicidade e a porcentagem de gordura quando analisados em conjunto são excelentes indicadores do risco coronariano.
Apesar de o estudo afirmar que o condicionamento físico alto pode anular risco de mortalidade devido a doenças cardiovasculares em obesos hipertensos, devemos saber o que é “condicionamento físico alto” e também lembrar que o fator hereditário também conta muito para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.
Portanto, além de um bom condicionamento físico, devemos sim buscar níveis adequados em todos os outros aspectos relacionados à saúde, nos cercando de todas as variáveis possíveis em nosso caminho ao bem-estar.

Fonte: Am J Hypertens. 2009 Jul 16. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Lesões No Joelho Em Consequência Da Corrida


O número de corredores cresce muito cada ano e uma grande parte desses novos corredores praticam essa atividade sem o menor acompanhamento, sem informação e sem nenhum tipo de instrução em vários âmbitos. Resultado; o número de lesões tem aumentado, também. Sendo que o joelho é uma das estruturas mais afetadas, sabe por quê?
Pesquisadores da Wake Forest University – EUA foram atrás da resposta, pois, apesar do mundo científico conhecer bem as lesões decorrentes da corrida, pouco se sabe sobre os fatores de risco que as trazem.

Vários adultos foram avaliados em diversos aspectos físicos e psicológicos que podem aumentar a chance de lesões.

Após todos os testes e suas respectivas análises, os cientistas puderam observar que o peso corporal, a distância percorrida semanalmente e a força (concêntrica) dos quadríceps estavam todos correlacionados com a força compressiva tíbio-femoral. Sendo que a distância percorrida semanalmente e a força dos quadríceps tinham correlações positivas com a força patelo-femoral.

Eles concluíram que uma flexibilidade ruim nos isquiotibiais (posterior da coxa), maior peso corporal, maior distância percorrida semanalmente e muita força nos quadríceps fazem com que haja uma carga maior na articulação do joelho, podendo levar a lesões nessa estrutura.

Dicas do Professor:

Nosso organismo se adapta muito rapidamente, ou seja, quando começamos a praticar atividade física depois de muito tempo inativo, qualquer estímulo será prontamente respondido pelo nosso corpo. Isso não é diferente da caminhada/corrida, é claro! Logo que começamos a andar nos sentimos bem e queremos correr. Porém, as respostas metabólicas (coração, pulmão, etc.) normalmente são mais rápidas que as estruturais (ossos, tendões, etc.), daí a sensação e vontade de correr. Pergunta: será que em tão pouco tempo já posso sair correndo muitos quilômetros por aí, seja na esteira ou nas ruas cheias de desníveis e buracos? Resposta: bom, levando em consideração a explicação que antecedeu a pergunta, acho que vocês já sabem a resposta.

Para evitar as lesões, é imprescindível uma preparação física adequada, que vai prepará-lo progressivamente para a corrida. Portanto, um acompanhamento de um profissional especializado e atualizado é mais do que necessário.

Correr é ótimo, mas exige preparo!

Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2008 Nov;40(11):1873-9.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Exercícios Aeróbios Melhoram A Flexibilidade Cognitiva


A prática da atividade física também tem sua influência positiva no cérebro.

Acredita-se que a atividade física previne o declínio cognitivo e pode melhorar a atividade do lóbulo frontal do cérebro. Para testar essa hipótese, cientistas do Masley Optimal Health Center, em São Petersburgo – EUA, recrutaram quase 100 indivíduos e os testaram durante 10 semanas.

Eles foram divididos em 2 grupos, o grupo controle, aonde os participantes eram aerobicamente ativos durante 0 à 2 dias na semana, e o grupo de intervenção, subdividido e 2; metade eram ativos durante 3 à 4 dias na semana e a outra metade durante 5 À 7 dias na semana.

Foram mensurados fatores como memória, velocidade mental, tempo de reação, atenção e flexibilidade cognitiva.

A análise inicial já mostrou melhora significativa na velocidade mental, atenção e flexibilidade cognitiva. Após ajustes para idade, sexo, nível de escolaridade e mudanças na velocidade psicomotora, apenas a flexibilidade cognitiva mostrou melhora significativa.

Os pesquisadores concluíram então que após essas 10 semanas de intervenção, o aumento na freqüência do exercício aeróbio demonstrou estar associado com melhoras no desempenho cognitivo, especialmente na flexibilidade cognitiva.

Fonte: J Clin Psychol Med Settings. 2009 Jun;16(2):186-93. Epub 2009 Mar 28.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Maratonistas: Cuidado Com O Aumento Da Temperatura Corporal E Seus Efeitos!


Você sabia que a desidratação é um dos maiores (se não o maior) inimigos dos maratonistas?

A maratona impõe um desafio mental e físico enorme em atletas de qualquer nível. Aliada ao calor e a alta humidade do ar, não só o desempenho é prejudicado, mas a saúde e o bem-estar também correm sérios riscos.

Os efeitos do calor e do estado de hidratação nos sistemas cardiovascular e termoregulatório são bem conhecidos e explicados pela ciência. Tais efeitos explicam o declínio no desempenho e a sensação de esforço aumentado sob essas circunstâncias de competir no calor. Os praticantes passam por uma elevação da freqüência cardíaca e da temperatura corporal na mesma intensidade em que estão acostumados a correr.

A desidratação em decorrência dessa situação resulta na diminuição do Volume Sistólico, do Débito Cardíaco e da Pressão Arterial, como também faz com que o fluxo sanguíneo para a musculatura mais exigida seja reduzido.

Todo esse cenário afeta diretamente Sistema Nervoso Central (SNC) e, portanto, o cérebro pode contribuir para a fadiga durante a atividade física prolongada debaixo do calor.

Portanto, é imprescindível que os praticantes de maratona estejam bem preparados para uma hidratação eficiente antes, durante e após as provas. Desta forma, evitarão a fadiga mais rápida e até mesmo conseqüências mais séries resultantes de um aumento elevado na temperatura corporal, que pode até levar a morte.

Fonte: Sports Med. 2007;37(4-5):396-9.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Efeitos Do Exercício Aeróbio E Do Exercício De Força Nos Homens Em Tratamento Do Câncer De Próstata


A radioterapia no tratamento do câncer de próstata pode causar mudanças desfavoráveis na fadiga, qualidade de vida e condicionamento físico dos pacientes.


Na tentativa de buscar fatores amenizadores e/ou preventivos para esse cenário, pesquisadores canadenses avaliaram os pacientes entre os anos de 2003 e 2006, dividindo-os em 3 grupos:


(1) Tratamento Tradicional
(2) Tratamento Tradicional + Treinamento de Força
(3) Tratamento Tradicional + Treinamento Aeróbio

Os cientistas observaram os efeitos do tratamento em cada grupo nos seguintes aspectos:


- Fadiga
- Força
- Qualidade de vida
- Condicionamento físico
- Composição corporal
- Níveis de triglicéries
- Testosterona
- Hemoglobina
- Níveis de lipídeo

Comparados com o tratamento tradicional apenas, o treinamento de força e o treinamento aeróbio juntos melhoraram a qualidade de vida, condicionamento físico, força, níveis de triglicéries e de lipídeos e preveniu um aumento da gordura corporal.

Foi então possível que os cientistas concluíssem que em curto prazo, ambos o treinamento de força e o treinamento aeróbio reduziram a fadiga nesses pacientes, sendo que o treinamento de força gerou melhoras em longo prazo na qualidade de vida, força níveis de triglicéries e quantidade de gordura corporal.

Fonte: J Clin Oncol. 2009 Jan 20;27(3):344-51. Epub 2008 Dec 8.

sexta-feira, 20 de março de 2009

A Influência Do Core Training Na Cinética Da Corrida, Na Estabilidade Da Parte Inferior Do Corpo E No Desempenho De Corredores De 5k


Apesar de muitos acreditarem que os músculos estabilizadores ajudam no desempenho atlético, poucos estudos científicos foram realizados para a identificação da efetividade do Core Training no desempenho esportivo.


Pesquisadores da Barry University, nos Estados Unidos, buscaram estudar os efeitos de 6 semanas de Core Training nos seguintes aspectos:



(1) Força de Reação do Solo
(2) Estabilidade da Parte Inferior do Corpo
(3) Desempenho de Corrida


Para o estudo foram recrutados 28 indivíduos saudáveis e ativos, sendo aleatoriamente distribuídos em 2 grupos; (1) Grupo do Core Training (realizaram o Core Training durante 6 semanas e (2) Grupo Controle (não realizaram nenhum treinamento específico para o Core).


Após o período de 6 semanas, os pesquisadores puderam concluir que o Grupo do Core Training mostrou tempos mais rápidos na corrida de 5k, apesar de não haver direrença entre a força de reação do solo e a estabilidade da parte inferior do corpo entre os dois grupos.


Foi concluído também que o Core Training pode ser um método efetivo de treino para melhorar o desempenho de corredores.


Fonte: J Strength Cond Res. 2009 Jan;23(1):133-40.


quarta-feira, 18 de março de 2009

O Efeito Agudo Do Treinamento Aeróbio E Do Treinamento De Força Na Memória


Foi o que pesquisadores da Universidade de Illinois, nos EUA, tentaram descobrir através desse estudo científico bastante interessante, aonde 21 indivíduos fizeram parte dos testes.


Dentre as variáveis testadas estavam; condicionamento cardiorrespiratório, força máxima, tempo de reação e teste de memória.


O teste de memória foi aplicado antes, imediatamente após e 30 minutos após um treino aeróbio, um treino de força ou inatividade total, dependendo do grupo.


Houve queda no tempo de reação e na memória dos indivíduos que participaram do treino aeróbio imediatamente e 30 minutos após a atividade. Porém, para o grupo do treino de força e para o grupo inativo não houve mudanças nesses aspectos.


Esses resultados indicam que as mudanças no estado cognitivo das pessoas devido ao exercício estão relacionadas desproporcionalmente ao controle da memória e pode ser específico dos exercícios aeróbios.


Vale reforçar que isso ocorre apenas durante e imediatamente após a realização das atividades e que outros estudos (como já postado essa semana) comprovam uma subseqüente melhora no estado cognitivo após o descanso e recuperação da atividade.


Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2009 Mar 7. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 16 de março de 2009

O Efeito Do Exercício À Exaustão Em Curto Prazo Na Função Cognitiva De Mulheres Jovens


Esse estudo Americano examinou se exercícios aeróbios máximos executados até a exaustão afetava os seguintes aspectos em mulheres jovens:

(1) Tempo de Reação
(2) Memória Visual Espacial
(3) Atenção
(4) Memória Curta
(5) Memória Durante Atividades Dinâmicas


Além disso, o estudo também examinou se a intensidade do exercício e a atividade aeróbia crônica afetariam o desempenho cognitivo de mulheres ativas e sedentárias de forma diferente. Os cientistas envolvidos nesse estudo explicam que a escolha por mulheres foi devido ao fato de haver poucos estudos desenhados especificamente para elas.


Depois dos diversos testes e re-testes os cientistas descobriram que o tempo de reação é melhor nas mulheres ativas (mas não foi afetado pelo efeito agudo do exercício), a memória de maneira geral sofreu uma queda durante e imediatamente após a atividade aeróbia intensa, porém, apresentou melhora significativa depois da recuperação do exercício quando comparada com medidas prévias ao exercício.


Os demais aspectos mostraram reações similares à reação demonstrada pela memória.


Fonte: Percept Mot Skills. 2008 Dec;107(3):933-45.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Desempenho Dos Músculos Inspiratórios Dos Atletas De Endurance e De Sedentários


Pesquisadores Australianos procuraram avaliar se um treinamento de resistência geral estava associado com um aumento na força e na resistência dos músculos inspiratórios.


Seis maratonistas e seis indivíduos sedentários foram mensurados nas seguintes valências: Força dos músculos respiratórios; pressão inspiratória máxima e resistência (limiar progressivo de carga dos músculos inspiratórios).


Eles constataram que a pressão inspiratória máxima foi similar entre esses dois grupos, mas o limiar de pressão máxima foi maior nos maratonistas. Durante o aumento de intensidade (limiar progressivo de carga dos músculos inspiratórios), os maratonistas respiravam em uma freqüência menor, com um volume de ar maior, e tinham tempos de inspiração e expiração mais longos.


Quando a intensidade foi máxima para os dois grupos (com a utilização da escala de Borg), a saturação arterial de 02 foi mais baixa nos maratonistas, sendo que a eficiência dos músculos respiratórios foi similar entre os dois grupos.


Foi concluído então que o aumento aparente na resistência dos músculos respiratórios dos atletas de endurance nada mais é do que uma conseqüência da diferença entre os padrões (ritmos) de respiração adotados por cada indivíduo conforme a intensidade do exercício aumenta, ao invés de uma maior força ou eficiência dos músculos respiratórios.


Portanto, isso implica que o mecanismo sensório - e não o condicionamento dos músculos respiratórios - se mostra um mecanismo importante pelo qual a resistência geral é melhorada.


Fonte: Respirology. 2001 Jun;6(2):95-104.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Dor Atinge 71,2% Dos Corredores Amadores No Brasil


Dados da Corpore, a maior organizadora de corridas da América Latina, comprovam o que pode ser visto nas ruas: correr é um esporte cada vez mais popular. Nos últimos cinco anos, aumentou 155% o número de inscrições em provas da instituição --são 4 milhões de corredores no Brasil.
Mas um estudo feito com 7.731 corredores amadores mostra que a maioria tem muitas dores e lesões devido à atividade --e não sabe se prevenir nem se cuidar corretamente.


É a maior pesquisa com corredores amadores do país, que será apresentada hoje no Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, em Porto Alegre. O levantamento foi feito pelo Núcleo de Estudos em Esporte e Ortopedia, com a Corpore e a Sociedade Brasileira de Traumatologia Desportiva, a partir de perguntas por e-mail.

Os resultados mostraram que 71,2% dos entrevistados já sentiram dor em decorrência do esporte e não procuraram um médico e que 53,1% já tiveram lesões, especialmente no joelho, no pé e no tornozelo --tendinite e fascite plantar estão entre as mais citadas.

Quando a dor vem, quase metade diz que só coloca gelo na região, 42% param de correr temporariamente e --o dado que mais assustou os especialistas-- 30,6% já tomaram antiinflatórios sem receita médica. "São remédios que exigem prescrição. Seu uso crônico pode levar a problemas gastrointestinais e cardiovasculares", diz o autor do estudo, o ortopedista Rogério Teixeira da Silva.

Segundo ele, o gelo é um ótimo analgésico, mas o perigo é recorrer a ele sempre e deixar de procurar o médico quando necessário. "A dor pode ser uma manifestação inicial de uma lesão pior", afirma.

O educador físico Mário Sérgio Andrade Silva, diretor técnico da assessoria esportiva Run & Fun, acredita que muita gente não vai ao médico por achar que ele vai suspender o treino. "É inegável que a pessoa, quando toma gosto pelo esporte, não quer ficar sem correr. Muita gente não pensa a longo prazo e se automedica."

Ele diz que muitas pessoas ficam tão motivadas quando começam a correr que acabam querendo pular, por exemplo, de uma prova de 10 km para outra de 15 km imediatamente. "A corrida é muito sedutora. Emagrece, condiciona, favorece a interação, tem eventos bonitos. Mas é um exercício de impacto e, como todo esporte, exige um tempo para evoluir. Ninguém começa a jogar futebol ou a nadar com seis anos e está na Olimpíada aos dez."


Orientação

Segundo Rogério Silva, outro dado ajuda a explicar o alto índice de lesões e dores: mais de 60% correm sem orientação técnica. Aqueles que tinham um técnico de corrida acertaram mais a hora de "aposentar" o tênis, por exemplo.

Enquanto a maioria disse que troca de tênis quando a sola está gasta, só 15,3% seguem a orientação correta: mudar o calçado após percorrer de 500 km a 700 km com ele.

O empresário Gilberto Tarantino, 46, que corre desde 2001, diz que antes de ter orientação comprava tênis "pela moda". "Agora sei que não preciso do mais caro, mas que tem que ser bom para meu tipo de pisada. E que tem vida útil."

Ele conta que chegou a ter dores todo mês e que vivia no fisioterapeuta. "Achava que quem corria tinha que sentir bastante dor. Minha dor "andava" pelo corpo, da perna para a lombar, de lá para outro local."

Gilberto também diz que fazer musculação o ajuda a prevenir problemas --neste ano, não teve lesões-- e conta que aprendeu a "ouvir o próprio corpo". "Se estou muito cansado, treino outro dia. Antes, ia até o fim mesmo com dor."

Para Rogério Silva, o estudo mostra que é preciso informar melhor os corredores, os treinadores e os médicos. "Quando é feita de forma adequada, a corrida é uma atividade muito benéfica e saudável."


Fonte: Folha On-line

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Exercício aeróbico inibe apetite, diz estudo



Segundo a pesquisa, publicada na revista da Sociedade Americana de Fisiologia, passar 60 minutos na esteira afeta a liberação de dois dos principais hormônios reguladores do apetite, enquanto 90 minutos de musculação afetam apenas um deles.


O principal autor do estudo, David J. Stensel, da Universidade de Loughborough, diz que a descoberta pode levar a novos e mais eficientes métodos para usar os exercícios físicos no controle do peso.


Há vários hormônios que ajudam a regular o apetite, mas os pesquisadores se concentraram em dos dois principais, o peptídeo YY e a ghrelina. O primeiro inibe o apetite, e o segundo é o único hormônio conhecido por estimulá-lo.
Hormônios


Na experiência britânica, 11 homens jovens realizaram várias rotinas de exercícios, com intervalos de descanso, ao longo de vários dias.


Em vários estágios de cada sessão de exercícios, eles preenchiam um questionário sobre o grau de fome que sentiam, e os cientistas mediam os níveis de ghrelina e de peptídeo YY em cada voluntário.


Os pesquisadores descobriram que as sessões na esteira provocavam uma queda da ghrelina, indicando a supressão do apetite. Os níveis de peptídeo YY não se alterava significativamente.
Apenas com base nos questionários sobre a fome, os cientistas perceberam que tanto os exercícios aeróbicos quanto os anaeróbicos inibiam o apetite, mas o primeiro tipo de atividade apresentavam uma inibição mais duradoura.


Estudos anteriores foram inconclusivos quanto ao grau de produção ou inibição da ghrelina.
Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Funções Do Ergoespirométrico Mais Moderno Do Mundo Em SP


O que há de mais moderno e sofisticado no mundo para a realização do teste ergoespirométrico – ou cardiopulmonar – está disponível aos pacientes do Hospital São José, unidade integrante do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, maior complexo hospitalar privado da América Latina.


A última versão internacional adquirida do equipamento para a realização do teste ergoespirométrico permite avaliar com precisão digital, e a cada respiração, o desempenho do organismo para as atividades físicas, desde as cotidianas até as de elevado nível atlético.


Durante o teste, além da análise contínua do eletrocardiograma, dos sintomas, da pressão arterial e dos batimentos cardíacos antes, durante e após o exercício. Esta sofisticada tecnologia de precisão verifica diretamente, em cada respiração, o consumo de oxigênio, a produção de gás carbônico e a ventilação pulmonar. Paralelamente, avançados softwares permitem identificar a eficiência ventilatória, o rendimento cardíaco e o tipo de metabolismo utilizado nas diferentes fases do exercício, possibilitando individualizar a melhor prescrição de exercícios, otimizando a performance para as diferentes modalidades esportivas.


Classificado como “padrão ouro”, o exame também é essencial para quem pratica esportes de forma amadora. Afinal, todos devem deixar o sedentarismo de lado, mas com total segurança, e o teste viabiliza a prática criteriosa e eficiente de exercícios físicos. “Com tanta gente morrendo por falta de orientação adequada, o teste ergoespirométrico é a melhor opção para se prevenir muitas tragédias”, lembra o Dr. Almir, que classifica este novo exame como a evolução atual do teste ergométrico clássico que tem limitações diagnósticas.


Mas os benefícios deste teste vão muito além do contexto esportivo. Indispensável em situações de pré e pós-transplante cardíaco, ele também propicia diagnósticos precisos de inúmeras doenças cardíacas, pulmonares, musculares e até psicogênicas que possam interferir na capacidade física e na qualidade de vida das pessoas.


Quando o Teste é Indicado?


- Avaliação e programação de treinamento físico para atletas amadores e profissionais;
- Avaliação do grau de comprometimento físico e metabólico em insuficiência cardíaca;
- Programação de reabilitação cardiovascular em doenças cardíacas;
- Avaliação funcional de doenças pulmonares obstrutivas e restritivas;
- Medida objetiva e direta do consumo de oxigênio em qualquer situação, fornecendo ferramentas para correções e melhorias na sua utilização pelo organismo;
- Diagnóstico diferencial das dispnéias “falta de ar”.

Fonte: Portal da Educação Física

sábado, 15 de novembro de 2008

Identifique e corrija erros posturais na corrida

Braços e tronco bem-posicionados são fundamentais para sua mecânica de corrida ser eficiente.

A cada prova de corrida de longa distância que acompanho ao vivo ou pela televisão, ou mesmo em parques bem movimentados aos finais de semana, tenho observado o quão diferente é a movimentação de tronco e membros de cada indivíduo em sua prática de corrida.

A individualidade dos movimentos e a biomecânica de cada atleta é uma espécie de impressão digital da corrida. É difícil encontrar dois corredores com os movimentos exatamente iguais. E isso não é motivo para preocupação. Afinal, a corrida deve estimular a naturalidade do corpo.

Para correr bem não é preciso fazer força. Os movimentos não devem ser contraídos, afirmou Mário Sérgio Silva, diretor técnico da Run&Fun.

Ainda que a corrida ideal tenha que ser algo natural e harmônico, existem os erros mais comuns cometidos pelos corredores. Uns são causados por vícios de movimentos, outros por desvios posturais, mas para todos eles existe solução.

Seja por meio de exercícios educativos, estímulo da consciência corporal ou mesmo musculação, é possível melhorar. Muitos corredores ignoram a importância do trabalho de força para melhorar na corrida.

A questão da postura correta é um dos principais motivos para que os exercícios de musculação sejam feitos, disse o Mário Sérgio. O treinador citou como exemplo o fortalecimento do abdômen para melhorar a posição do tronco. Além disso, músculos mais resistentes evitam lesões e protegem o atleta.

Veja quais são os erros de postura mais cometidos pelos corredores e como se livrar deles:

  • Colocar muita força na mão: correr com a mão tensionada, ou seja, fechada com muita força, não é recomendado. Isso faz com que o atleta gaste energia desnecessariamente.O correto é manter a mão relaxada, nem muito fechada nem aberta. Para saber a medida, imagine que está segurando uma garrafa de modo que o dedão fique como se estivesse tampando o gargalo, explicou o treinador.
  • Rotação lateral do tronco: é quando o atleta balança o tronco de um lado para o outro, com o movimento que se assemelha a um lutador de boxe. Esse "gingado" é prejudicial ao rendimento, pois o deslocamento na corrida deve ser para frente e não para os lados. Além disso, a quantidade elevada de repetições deste movimento predispõe a lesões no quadril, alerta Luciane Macias, assistente de conteúdo técnico da O2 e treinadora da assessoria esportiva Infinitum. Para corrigir esse erro, Luciane indica os educativos de corrida. Como, em sua maioria, esses exercícios exigem que se mantenha o quadril alinhado e o tronco completamente ereto, eles ajudam a melhorar a postura nesses casos, completou.
  • Correr sem movimentar os braços: os braços devem formar um pêndulo ao lado do corpo. Quando esses membros não se mexem de maneira harmônica, não há um aproveitamento adequado do movimento. Os braços auxiliam no equilíbrio e até na impulsão da corrida. Como solução para esse problema, o treinador indica que o corredor fique na frente do espelho e faça o movimento da corrida, como se estivesse correndo parado. Os braços devem ficar paralelos ao corpo como se duas linhas puxassem um de cada vez para frente e para trás. Isso melhora a consciência corporal e ajuda o atleta a executar corretamente na hora do treino ou prova.
  • Alinhamento do tronco: a posição correta do tronco durante a corrida é ligeiramente inclinado para frente e não totalmente ereto. Aqueles que correm com o tronco ereto, ou até um pouco para trás, vão contra a mecânica natural do corpo e fazem muito mais esforço, explicou Mário Sérgio. O corredor deve ficar atento à sua postura e se projetar um pouco para frente, mas com a coluna reta. Muitos, na tentativa de corrigir essa posição, acabam por incidir em outro erro que será descrito a seguir.
  • Ombros projetados à frente: em vez de jogar todo o tronco para frente com a coluna alinhada, alguns atletas projetam apenas os ombros, fechando o tórax. Na intenção de corrigir a postura, esse atleta comete outro erro. Além de tensionar desnecessariamente a região do trapézio, o peitoral mais fechado dificulta a captação de oxigênio.
Essas são algumas dicas que tornarão seus treinos ainda mais rendáveis.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/
O2 por minuto - Corrida -

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Viver na altitude e treinar ao nível do mar pode melhorar o desempenho de corrida


Por quase 40 anos, cientistas vêm investigando o uso da altitude em uma tentativa de melhorar o desempenho de corredores de elite.

Muitos desses estudos, no entanto, produziram resultados equivocados quanto aos benefícios fisiológicos de tal procedimento. Porém, novos estudos sobre altitude e desempenho estão surgindo novamente. Tais estudos avaliam atletas que vivem na altitude (acima de 2000m e um mínimo de 20 horas ao dia por 4 semanas), mas treinam ao nível do mar, o chamado “live high, train low” (do inglês - viva no alto, treine embaixo).

Esse modelo demonstrou melhora significante no número de glóbulos vermelhos, consumo máximo de oxigênio e consumo de oxigênio no limiar ventilatório - e conseqüente diminuição no tempo total de corrida - em atletas de elite dos 3000m e 5000m.

Os pesquisadores descobriram (através de modelos matemáticos de desempenho em maratonas) que essas melhoras, em decorrência desse tipo de treino, podem também melhorar o tempo de corrida de maratonistas de elite (com uma economia de corrida típica) em 8.5 minutos (ou aproximadamente 5%) em média.

Fonte: Medicina (Kaunas). 2008;44(9):687-93

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Atletas 'queimam mais calorias' mesmo em repouso

Músculos de quem tem bom preparo físico têm metabolismo mais acelerado.

Atletas que têm um bom preparo físico queimam mais calorias do que quem não faz exercícios regularmente mesmo quando estão descansando, segundo um estudo publicado pela revista acadêmica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Isso porque, segundo pesquisadores da Yale University, em Connecticut, nos Estados Unidos, quem passa por treinamento intensivo de resistência têm um metabolismo muscular mais acelerado do que as pessoas que não têm um bom preparo físico mesmo quando não estão se exercitando.

Os pesquisadores compararam os níveis de oxidação e de síntese de ATP (trifosfato de adenosina, molécula responsável por armazenar energia nas células) nos músculos da panturrilha de corredores de longa distância e de pessoas sedentárias durante períodos em que os dois grupos estavam de repouso.

Embora a oxidação tenha se mostrado em média 54% maior nos atletas, as taxas de síntese de ATP durante o descanso eram parecidas nos dois grupos. A oxidação é o processo pelo qual as mitocôndrias, cuja principal função é a geração de energia por meio das moléculas de ATP, consomem material que será transformado em energia - processo também conhecido como a queima de calorias.

O resultado é que, apesar de não produzirem mais energia nos momentos de descanso, os atletas queimam mais calorias. Segundo os pesquisadores, o estudo indica que os músculos dos atletas convertem constantemente mais energia em calor do que os de indivíduos sedentários.

O experimento contou com a participação de oito voluntários que não fazem exercícios físicos regularmente e de sete atletas. A comparação foi feita levando em conta a idade, o peso e a altura dos participantes.

Os resultados também sugerem que exercícios têm ainda mais benefícios contra o diabetes do que se pensava anteriormente.

O treinamento aeróbico intenso é capaz de reverter a resistência à insulina, um fator importante para o desenvolvimento de diabetes.

Segundo os pesquisadores, a nova pesquisa indica que a dissociação da oxidação e da produção de ATP pode representar uma outra forma pela qual o exercício aumenta a sensibilidade à insulina e a queima de calorias em excesso.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Leite: A nova bebida esportiva?


Há um número limitado de estudos sobre a ingestão de leite pós-treino, porém, ultimamente, o interesse nesse tema tem crescido bastante.

Ao que tudo indica, o leite parece ser uma bebida efetiva após uma sessão de treinamento de força.

Cientistas explicam que o consumo do leite após a sessão de um treinamento de força resulta em alterações agudas no metabolismo da proteína, aumentando a síntese protéica e levando a um maior balanço protéico muscular total.

Quando o treinamento de força é seguido do consumo de leite por, no mínimo, 12 semanas, é observado um aumento maior da hipertrofia muscular e da massa magra.

Apesar do número limitado de pesquisas, há algumas evidências de que o consumo de leite após exercícios aeróbios também é efetivo e benéfico.

Algumas pesquisas também apontam que o leite desnatado é tão (ou mais) efetivo quando comparado com as bebidas isotônicas disponíveis no hoje no mercado quando a ênfase está na re-hidratação, além de ser uma bebida mais densa em nutrientes.

Portanto, o leite é considerado uma bebida saudável (a não ser para aqueles indivíduos pouco tolerantes à lactose) e efetiva quando consumidas pós-treino (força ou aeróbio/resistência).

J Int Soc Sports Nutr. 2008 Oct 2;5(1):15