
domingo, 12 de outubro de 2008
Condicionamento Cardiorespiratório vs Sintomas de Depressão

quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Correr atrasa efeitos do envelhecimento, diz estudo
A pesquisa analisou 500 idosos com mais de 50 anos que tinham o hábito de correr, durante um período de 20 anos e comparou a saúde e bem-estar físico desses participantes com um grupo similar de não-corredores.
Depois de 19 anos, os pesquisadores da Stanford University Medical Center identificaram que 34% dos idosos que não corriam haviam morrido, comparados com apenas 15% entre os que corriam com freqüência.
A pesquisa, publicada na edição desta semana da revista científica Archives of Internal Medicine, observou ainda que ambos os grupos passaram a ter mais deficiências físicas com o passar dos anos, mas o início destas deficiências começou 16 anos mais tarde para aqueles que praticavam a corrida.
“O estudo tem uma mensagem que incentiva o exercício. Se você precisa escolher uma coisa para fazer as pessoas ficarem mais saudáveis enquanto envelhecem, seria o exercício aeróbico”, afirmou o professor James Fries, principal autor do estudo.
Benefícios
No início da pesquisa, em 1984, os idosos do grupo dos corredores corriam cerca de quatro horas por semana. Depois de 21 anos, o tempo de corrida diminui para 76 minutos semanais.
Segundo o estudo, mesmo com a redução do tempo, os idosos puderam sentir os benefícios da prática do exercício na saúde e a diferença entre a saúde dos idosos corredores e não-corredores foi observada mesmo depois que os participantes passaram dos 90 anos de idade.
Além de diminuir o batimento cardíaco e as mortes relacionadas com problemas arteriais, a prática da corrida também foi associada com uma redução no número de mortes prematuras causadas por doenças neurológicas, câncer e infecções.
Os pesquisadores analisaram ainda os possíveis danos que correr com freqüência poderia causar nos idosos, como problemas nos ossos ou juntas. No entanto, a pesquisa sugere que não encontrou provas de que os idosos corredores tinham mais chances de sofrer com osteoporose ou problemas no joelho do que os não-corredores.
Segundo Fries, os benefícios do exercício físico “são maiores do que o esperado”.
Vida saudável
A ONG Age Concern, que trabalha com idosos, afirma que muitos não praticam exercícios o suficiente.
De acordo com a instituição, os dados revelam que mais de 90% dos idosos britânicos com mais de 75 anos não seguem a indicação de praticar meia hora de exercícios moderados pelo menos cinco vezes por semana.
“A pesquisa reconfirma os claros benefícios dos exercícios regulares para os idosos”, disse o diretor da ONG, Gordon Lishman.
“O exercício ajuda os idosos a continuarem móveis e independentes, garante a saúde cardíaca, mantém o peso e os níveis de estresse sob controle e ajuda a melhorar o sono”, afirmou.
“Enquanto os jovens recebem bastante incentivo para levar um estilo de vida saudável, as necessidades de saúde dos mais velhos são normalmente negligenciadas”, concluiu.
Fonte: http://www.bbc.co.uk
Ingestão de água durante prática esportiva é caso a caso, alerta médico

Pesquisadores americanos acompanharam corredores amadores durante a última edição da Maratona de Boston, considerada uma das mais difíceis e selecionadas do mundo. Os resultados chamaram a atenção para o risco da ocorrência da encefalopatia hiponatrêmica dilucional, principalmente nos atletas amadores. A partir da perda de sódio pelo suor, e por causa da reposição somente de água, as reservas desse sal mineral ficariam baixas e poderiam levar a problemas sérios, como edema cerebral e coma.
Daí a dúvida: quanto repor de água durante os exercícios? As respostas vêm mudando através do tempo. No passado acreditava-se que os atletas não deveriam beber água durante o exercício, porque isso diminuiria sua performance atlética. Anos mais tarde, um artigo exortou-os a fazer o contrário, e a moda da reposição de líquidos começou.
Mudando a pergunta
A questão não é repor ou não os líquidos perdidos durante o exercício, mas, talvez influenciados pelo lançamento das substâncias isotônicas, atletas foram orientados a repor toda a água que perderem ou mesmo toda a água que agüentarem beber, ou até utilizar o volume de 1 litro por hora como padrão.
Alguns fatos devem ser levados em conta e habitualmente não o são. O corpo humano tem uma reserva de até dois litros de água para ser utilizada. A ingestão excessiva de água pode levar a um desequilíbrio na concentração de sódio, que pode até levar à morte. E cada atleta tem uma composição corporal diferente e graus de treinamento também diferentes.
Portanto, a reposição de líquidos deve ser realizada com bom senso e a sede continua sendo o melhor parâmetro para nos guiar na quantidade de água a beber durante a prática desportiva
Fonte: http://g1.globo.com
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Baixa umidade causa problemas de saúde
Todos sofrem com isso, mas o desconforto maior é para quem trabalha ao relento, como os profissionais da construção civil, carteiros entre outros. Nesse período difícil, os médicos recomendam cautela com os exercícios físicos, mas para os trabalhadores braçais e que ficam ao ar livre, o jeito é intercalar o trabalho com alguns minutos de descanso na sombra, muito líquido e alimentação leve.
Conheça os principais problemas causados pela baixa umidade relativa do ar:
a) complicações respiratórias devido ao ressecamento de mucosas;
b) sangramento pelo nariz;
c) ressecamento da pele;
d) irritação dos o-lhos;
e) eletricidade estática nas pessoas e em equipamentos eletrônicos e
f) aumento do potencial de incêndios em pastagens e florestas.
Cuidados
- Entre 20 e 30% - Estado de atenção.
Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas, umidificar o ambiente por meio de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhar os jardins, etc. Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas, etc.
- Entre 12 e 20% - Estado de alerta.
Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas, evitar aglomerações em ambientes fechados e usar soro fisiológico para olhos e narinas.
- Abaixo de 12% - Estado de emergência.
sábado, 12 de julho de 2008
Fortaleça os ossos para evitar osteoporose
Osteoporose é uma doença que afeta principalmente mulheres na pós-menopausa. Os especialistas recomendam que os cuidados para afastar a ameaça do problema, como dieta rica em cálcio e exercícios físicos, deve ser postos em prática desde a juventude, quando a massa óssea está se desenvolvendo. A provisão é necessária porque a partir dos 35 anos, os ossos naturalmente perdem massa. Por isso atenuar a formação do osso nesse período permite desenvolver mais reservas para enfrentar as futuras perdas.O problema geralmente não causa dor. Assim, os doentes só procuram o médico depois da primeira fratura. Um sinal de que a doença está em um estágio avançado. A osteoporose deixa os ossos como uma colméia que aos poucos tem suas paredes corroídas, tornado-se esburacadas, frágeis e quebradiças. Devido a complicações decorrentes de fraturas e provocadas pela imobilidade, estima-se que cerca de 12% dos pacientes morrem no primeiro ano após terem sofrido uma queda.
Mal também afeta os homens
Os homens também devem ficar atentos à saúde dos ossos, pois estão vulneráveis ao mal, que se desenvolve de forma semelhante, porém anos mais tarde. Dados do Ministério da Saúde indicam que um em cada oito homens no Brasil tem o problema depois dos 65 anos. Isso ocorre porque os hormônios masculinos, como a testosterona, que, entre outras coisas, barra o desgaste ósseo, tem suas taxas reduzidas como o avançar da idade, e não bruscamente como ocorre com as mulheres na menopausa. Fumo e álcool em excesso, também são culpados pela osteoporose masculina.
Entenda o intricado processo por trás da produção óssea e como a osteoporose lesa esse mecanismo
O osso sofre microlesões a todo o instante. Elas estimulam células chamadas de osteoblastos a secretarem uma substância o rank ligante, que transforma os pré-osteoclastos em osteoclastos, uma outra categoria celular.
Os osteoclastos produzem enzimas e outras moléculas que desgastam a matriz óssea liberando cálcio para a corrente sanguínea. É a reabsorção óssea.
A reabsorção leva os osteoblastos a expelirem a osteoprotegerina, uma substância que bloqueia o rank ligante. Isso desestimula o trabalho dos osteoclastos. Na mesma hora os osteoblastos começam a produzir proteínas, como colágeno, para preencher os buraquinhos detonados pelos osteoclastos.
As proteínas formadas em todo esse processo são ávidas pelo cálcio presente no sangue, o que facilita a precipitação dos cristais do mineral. Daí, o osso começa a se calcificar.
Prevenção
Fazer exercícios físicos regularmente. Atividades esportivas aeróbicas são as mais recomendadas.
Dieta com alimentos ricos em cálcio - como leite e derivados; verduras, como brócolis e repolho, camarão, salmão e ostra.
Fonte:
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Prescrição de exercício físico para indivíduos que fazem uso de betabloqueadores
Como a prescrição da intensidade do exercício físico utilizada em programas de prevenção e reabilitação cardíacas baseia-se principalmente na freqüência cardíaca como indicador de intensidade de esforço, deve-se ter maior cuidado com usuários de betabloqueadores, pois estes atuam diretamente na freqüência cardíaca(1, 2), reduzindo-a, ou seja, a freqüência cardíaca máxima em um teste ergométrico e a freqüência cardíaca de repouso de usuários de betabloqueadores estão sempre diminuídas.
Além disso, a competência cronotrópica durante o exercício físico também está diminuída.
Assim, para não haver erro na prescrição do exercício físico para esses indivíduos, é importante que seja realizado teste de esforço sob o uso de betabloqueadores, para que o médico possa avaliar o comportamento das variáveis cardiovasculares durante o esforço e, posteriormente, o professor de educação física possa prescrever adequadamente a intensidade de exercício a ser realizado e a faixa de freqüência cardíaca a ser controlada nas sessões de condicionamento físico.
Dessa forma, o comportamento da freqüência cardíaca durante o treinamento físico será equivalente ao do teste de esforço.
O efeito que o medicamento exerce sobre a freqüência cardíaca durante o teste de esforço, modulando seu aumento, será reproduzido quando o indivíduo estiver se exercitando, fazendo com que, dessa forma, a prescrição esteja adequada.
Depois de obtidos os valores da freqüência cardíaca em repouso e no exercício físico máximo dos usuários de betabloqueadores, a prescrição de treinamento físico pela freqüência cardíaca se dá como citado no texto de 11 de junho de 2008 –Prescrição do exercício físico pela freqüência cardíaca -, ou seja, pela porcentagem da freqüência cardíaca máxima ou reserva (Ver tabela abaixo).
Vale a pena ressaltar que, em portadores de doença cardiovascular, mesmo com bom condicionamento físico, a prescrição de exercício físico deve ser equivalente à de um indivíduo de mesma idade sedentário saudável, ou seja, a intensidade não deve ultrapassar 50% a 70% da freqüência cardíaca de reserva.
Tabela 1. Exemplos de betabloqueadores utilizados na clínica e suas ações.
1ª Geração
Medicamento: Propranolol
Ação: Betabloqueador não-seletivo.
2ª Geração
Medicamento: Bisoprolol, Metoprolol
Ação: Betabloqueadores seletivos para receptores adrenérgicos do subtipo β1.
3ª Geração
Medicamento: Carvedilol, Bucindolol
Ação: Betabloqueadores não-seletivos e com ação vasodilatadora (bloqueio dos receptores α1-adrenérgicos).
É importante salientar o trabalho multidisciplinar nos testes de esforço, em que estão presentes o médico, detectando possíveis anormalidades, o professor de educação física, efetuando a prescrição do exercício físico baseado nos parâmetros obtidos no teste, além de outros profissionais da saúde.
Esses profissionais, trabalhando de forma conjunta, auxiliarão tanto na prevenção como no tratamento das doenças cardiovasculares.
Fonte:
1. Gordon MF, Dunkan JJ. Effect of beta-blockers on exercise physiology: complications for exercise training. Med Sci Sports Exerc. 1991;23:668-76.
2. Wilmore JH, Freund BJ, Joyner MJ, et al. Acute response to submaximal and maximal exercise consequent to beta-adrenergic blockade: implications for the prescription of exercise. Am J Cardiol. 1985;55:135D- 141D.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO FÍSICO PELA FREQÜÊNCIA CARDÍACA
Em conseqüência disso, é uma variável muito útil para o controle da intensidade de treino, ressaltando sua fácil mensuração durante o exercício físico, tanto pela palpação do pulso (método palpatório) como pela utilização de freqüencímetros, cujo custo é acessível à maioria das pessoas.
Para uma prescrição de exercício eficaz, faz-se necessária a utilização da freqüência cardíaca obtida no teste ergométrico, a partir da qual obtém-se a freqüência cardíaca máxima de cada indivíduo, que, muitas vezes, pode ser superior ou inferior à predita para a idade.
Além disso, em casos de testes positivos (como, por exemplo, isquemia) a freqüência a ser utilizada como máxima para prescrição deve ser a de positivação do teste.
Por isso, o teste de esforço é altamente recomendável e indispensável para portadores de doenças cardiovasculares.
Basicamente existem duas formas de se prescrever a intensidade do exercício físico pela freqüência cardíaca, segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte(6):
a) por meio do cálculo da porcentagem da freqüência cardíaca máxima obtida no teste;e
b) por meio do cálculo da porcentagem da freqüência cardíaca de reserva.
A prescrição pela porcentagem da freqüência cardíaca máxima é realizada pelo valor obtido no teste ergométrico, a partir do qual, após a obtenção da freqüência cardíaca máxima, calcula-se a porcentagem recomendada para cada população:
de 55% a 65% para cardiopatas,
de 60% a 75% para sedentários, e
de 70% a 85% para indivíduos fisicamente ativos.
A prescrição pela porcentagem da freqüência cardíaca de reserva se dá também pela obtenção da freqüência máxima durante o teste ergométrico, porém devem ser levados em consideração os valores da freqüência cardíaca de repouso para cálculo da intensidade do exercício físico.
A fórmula para o cálculo é a que se segue:
FC de reserva
FC treino = [(FC máx - FC repouso) x porcentual desejado] + FC repouso, em que FC = freqüência cardíaca.
A porcentagem da freqüência cardíaca de reserva recomendada para sedentários é de 50% a 70% e para ativos, de 60% a 80%.
Abaixo observa-se o exemplo de prescrição de exercício físico para indivíduo sedentário de 20 anos de idade, com freqüência cardíaca máxima de 210 bpm e freqüência cardíaca de repouso de 60 bpm.
A freqüência cardíaca de treinamento determinada a partir da fórmula da freqüência cardíaca máxima foi de 126 bpm a 158 bpm e por meio do cálculo da freqüência cardíaca de reserva foi de 135 bpm a 165 bpm.
As faixas de freqüência cardíaca de treino variam dependendo da fórmula utilizada. Recomenda-se, no entanto, o uso da fórmula da freqüência cardíaca de reserva, pois a mesma leva em consideração a freqüência cardíaca de repouso, que sofre influência tanto do condicionamento físico do indivíduo como do uso de betabloqueadores.
Para os exemplos a seguir, considere um indivíduo sedentário aos 20 anos de idade. A freqüência cardíaca (FC) de repouso era de 60 bpm e a máxima atingida no teste ergométrico era de 210 bpm.
Exemplo 1. Prescrição de exercício físico por meio da freqüência cardíaca máxima segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM).
Prescrição pela Prescrição pela freqüência cardíaca máxima
Intensidade recomendada: 60%-75% da FC máxima
Limite inferior: 60% da FC máxima
Limite superior: 75% da FC máxima
FC de treino: 126-158 bpm FC de treino: 135-165 bpm
Exemplo 2. Prescrição de exercício físico por meio da freqüência cardíaca de reserva segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM).
Prescrição pela Prescrição pela freqüência cardíaca de reserva
Intensidade recomendada: 50%-70% da FC de reserva
Limite inferior: [(FC máxima – 210 x 0,6 = 126 bpm FC de repouso) x 0,5] + FC de repouso
[(210 – 60) x 0,5] + 60 = 135 bpm
Limite superior:: [(FC máxima – 210 x 0,75 = 158 bpm FC de repouso) x 0,7] + FC de repouso
[(210 – 60) x 0,7] + 60 = 165 bpm
FC de treino: 126-158 bpm FC de treino: 135-165 bpm
Fonte:
American College of Sports Medicine – ACSM. Manual para Teste de Esforço e Prescrição de Exercício. Rio de Janeiro: Revinter; 2000. p. 3-10.
domingo, 11 de maio de 2008
Métodos de Treinamento Aeróbio : Contínuo Uniforme ou Constante

Os métodos de treinamento são as diferentes formas de como os exercícios podem ser realizados.
Segundo Gomes (1999) apud Monteiro (2000), compreendem os vários procedimentos tomados para sistematizar os meios que devem garantir os resultados almejados.
Como exemplo, a corrida pode ser organizada de vários métodos diferentes, dependendo da etapa de treinamento e dos objetivos.
Métodos de treinamento cardiorrespiratório
Método Contínuo
Características:
• Realizam-se sem pausas intermediárias de recuperação
• Têm como finalidade o treinamento da capacidade e potência aeróbia ( volume e intensidade )
• Duas formas: Uniforme e variado
O método contínuo, também chamado de método de duração (Weineck, 1999), apud Monteiro(2000) tem em primeiro plano a melhora da capacidade aeróbia e, dependendo da abrangência e intensidade da carga de resistência, diferentes efeitos são objetivados por esse método.
Sendo fundamental para as atividades ciclicas de longa duração (natação, corrida e ciclismo) e para desenvolver a resistência de base em outras modalidades, utilizando grandes volumes de treino, baixa intensidade e ausência de intervalos.
De acordo com a intensidade, mensurada pelo comportamento da frequência cardíaca (FC), os métodos contínuos podem ser utilizados nas sessões de treinamento de duas formas:
1. Ritmo Constante ou Uniforme
2. Ritmo Variado ou Variativo
Método Contínuo de Ritmo Constante ou Contínuo Uniforme
Esta forma procura manter a intensidade durante toda a realização do exercício. Por exemplo, caminhar 30 minutos, mantendo a intensidade a 140 bpm do início ao final da atividade. Este método admite 3 variantes em relação ao ritmo de execução, podendo ser trabalhado de forma “lenta” (Contínuos extensivo), “Média” e “Rápida” (contínuos intensivos), dependendo da energia exigida em tais modalidades e períodos de treinos.
Métodos Contínuos de Ritmo Uniforme Extensivo “lentos”
Características: Lento, Contínuo extensivo
Duração: 1h até 4 h
Distâncias:
• Corredores de fundo: 15 a 30 km
• Natatação: 2 a 5 km
• Ciclismo: 40 a 80 km
Intensidade:
• 60 a 65% da VAM (Velocidade Aeróbia Máxima)
• Aeróbico ligeiro: RLD(Resistência de Longa Duração) III ;
• 50 a 70% do VO2 MÁX.
• 60 A 80% do LA (limiar Anaeróbio)
• Lactato 1.5 a 4.0 mmol / l
• F.C. 130 – 160 bpm
Objetivo:
Este método tem como objetivo, utilização dos acidos graxos, melhora da circulação periférica, maior porcentagem de fibras ST, maior número de mitocôndria: trabalho regenerativo
Métodos contínuos de ritmo uniforme “ Médios”
Características: médio
Duração: 45 a 90 minutos
Distâncias:
• Corredores de fundo: até 20 km
• Natatação: 2 a 4 km
• Ciclismo: 30 a 60km
Intensidade:
• Até 75% da VAM
• Aeróbico médio; RLD II;
• 70 a 75% do VO2 MÁX.
• 80 a 85 % do LA
• Lactato 3.0 a 7.0 mmol/l
• F.C. 150 – 170 bpm
• Zona de transição aeróbia/Anaeróbia
Objetivo:
Este método tem como objetivo melhorar a capacidade e a potência aeróbia
Cuidados: Esgotamento das reservas de Hidratos de Carbono- Atentar-se às recuperações das sessões
Métodos contínuos de ritmo uniforme “Rápidos”
Características: Rápidos; Contínuo intensivo
Duração: 20 a 45 minutos
Distâncias:
• Corredores de fundo: 6 a 12 km
• Natação: 1 a 2 km
• Ciclismo: 15 a 30km
Intensidade:
• 100% da VAM
• 90 a 100% da VC (velocidade de competição)
• Potência aeróbia e metabolismo anaeróbio (capacidade anaeróbia lática)
• + 80% do VO2 MÁX.
• 85 - 95% do LA
• Lactato: Superior a 7 mmol/l
• F.C: Superior a 170 bpm
Objetivo:
O objetivo deste método é melhorar a potência aeróbia e a capacidade anaeróbia lática. Elevação do limiar anaeróbio, hipertrofia do músculo cardíaco e aumentar a capilarização do músculo esquelético.
Cuidados: Overtraining
Fonte: Monteiro, Artur Guerrini, Treinamento Personalizado: Uma abordagem Didático Metodológica. São Paulo, Phorte, 2000
quarta-feira, 7 de maio de 2008
A orientação personalizada evita riscos à saúde.
Nos últimos anos, os exercícios físicos vêm sendo recomendados para prevenir e combater diversos tipos de doenças, que vão do estresse ao câncer e doenças do coração.
Apesar dos benefícios que a atividade física regular oferece a indivíduos de qualquer faixa etária, ultrapassando a dimensão física e biológica, é importante haver uma prescrição cuidadosa, além de acompanhamento e avaliação periódica.
Uma grande parte das lesões de quadril e joelho, entre outras, se agravam após esforços intensos por parte de atletas “de ocasião”.
O risco é ainda maior quando acreditam que a dor intensa que sentem no dia seguinte se deve apenas à falta de hábito ou ao fato de estarem “enferrujados”. A essa altura, já pode ter havido algum deslocamento ou comprometimento mais grave que está sendo negligenciado e precisa de cuidados urgentes.
A decisão de praticar exercícios nunca deve ser tomada de uma hora para outra.
Antes de uma pessoa definir o tipo de treinamento físico que pretende adotar, é preciso definir junto a um profissional habilitado o programa mais adequado à sua saúde, capacidade física e, inclusive, levar em conta seus fatores genéticos.
É fundamental que esse profissional levante o histórico de saúde da pessoa, ponderando sobre eventuais lesões que este já tenha sofrido, doenças existentes, fatores de risco e, por fim, com que objetivo ela precisa de um programa de treinamento físico.
A individualização do programa de treino é importante, pois alguns exercícios podem servir para um e não servir para outro.
Um treinamento envolvendo caminhada para um idoso sedentário certamente trará benefícios para sua aptidão cardiovascular, mas não trará melhoras para um indivíduo já condicionado para esse tipo de exercício, que necessitará de uma intensidade maior, característica de um
trote ou corrida.
Considerando esse mesmo idoso, será que a caminhada será suficiente para reverter perda de massa muscular e óssea (sarcopenia), ou perda de flexibilidade?
Portanto, se faz necessário que o treino seja individualizado e diversificado de forma a atender os diversos componentes da aptidão física para a saúde, como a condição cardiovascular, força muscular, flexibilidade e composição corporal.
Hoje em dia, o trabalho de um personal trainer tem de estar totalmente inserido em um contexto multidisciplinar, já que a “prescrição” de exercícios deve estar alinhada com médicos e fisioterapeutas que eventualmente acompanhem o paciente.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Exercício físico e função cognitiva: uma revisão
RESUMO
O exercício e o treinamento físico são conhecidos por promover diversas alterações, incluindo benefícios cardiorrespiratórios, aumento da densidade mineral óssea e diminuição do risco de doenças crônico-degenerativas.
Recentemente outro aspecto tem ganhando notoriedade: trata-se da melhoria na função cognitiva.
Embora haja grande controvérsia, diversos estudos têm demonstrado que o exercício físico melhora e protege a função cerebral, sugerindo que pessoas fisicamente ativas apresentam menor risco de serem acometidas por desordens mentais em relação às sedentárias.
Isso mostra que a participação em programas de exercícios físicos exercem benefícios nas esferas física e psicológica e que, provavelmente, indivíduos fisicamente ativos possuem um processamento cognitivo mais rápido.
Embora os benefícios cognitivos do estilo de vida fisicamente ativo pareçam estar relacionados ao nível de atividade física regular, ou seja, exercício realizado durante toda a vida, sugerindo uma "reserva cognitiva", nunca é tarde para se iniciar um programa de exercícios físicos.
Dessa forma, o uso do exercício físico como alternativa para melhorar a função cognitiva parece ser um objetivo a ser alcançado, principalmente em virtude da sua aplicabilidade, pois se trata de um método relativamente barato, que pode ser direcionado a grande parte da população.
Assim, o objetivo da presente revisão é o de discutir os aspectos associativos entre exercício físico e função cognitiva, permitindo uma ponderação entre o seu uso enquanto alternativa e elemento coadjuvante.
Arquivo todo em
domingo, 27 de abril de 2008
Controle Motor: músculos globais e locais
Hoje em dia controle motor é a nova “sensação” na área de reabilitação de pacientes com dor lombar crônica, problemas de ombro e também da articulação patelo-femoral (joelho).
De uma forma simplificada, controle motor é a utilização dos músculos adequados/específicos para um determinado movimento ou função.
Em outras palavras, o sistema neuromuscular esquelético objetiva ser o mais eficiente possível com o recrutamento do menor número de músculos e unidades motoras necessários para uma determinada atividade.
Obviamente, um bom controle motor não só reabilita pacientes mas também previne lesões e melhora o rendimento de atletas.
Músculos globais e locais, também chamados de motores primários e acessórios ou geradores de torque (movimento) ou estabilizadores diferem entre si principalmente em relação a capacidade de produzir torque.
Torque nada mais é do que o produto entre força e a distância que essa força é aplicada em relação ao centro de rotação (T = F x d).
No caso do corpo humano o torque depende da força gerada pelos músculos (com influência também do sistema nervoso) e da distância que essa força é aplicada com relação ao centro de rotação da articulação.
Essa distância é chamada de distância perpendicular do músculo.
Tomemos como exemplo a articulação gleno-umeral (ombro). É de conhecimento de todos que os músculos do manguito rotador (infra-espinhal, supra-espinhal, redondo menor e subescapular) proporcionam estabilidade para essa articulação.
Esses músculos, além de apresentarem menor número de fibras (portanto menor produção de forca) se inserem proximalmante ao centro de rotação da articulação, diminuindo a capacidade de produção de torque significativamente.
Devido à pequena distância perpendicular desses músculos, suas linhas de ação proporcionam compressão da articulação, conseqüentemente proporcionando maior estabilidade. Isto caracteriza os músculos estabilizadores ou músculos locais.
Já os músculos: deltóide, peitoral maior, Latíssimo do Dorso e redondo maior são exemplos de músculos globais da articulação gleno-umeral.
A inserção desses músculos é mais afastada da articulação o que favorece a geração de torque devido a sua maior distância perpendicular.
De que forma esses conceitos básicos de biomecânica se aplicam ao treinamento físico?
Essencialmente, precisamos dos músculos globais para geração de torque para que possamos nadar mais rápido, ter um ataque mais potente no vôlei ou arremessar o dardo o mais longe possível.
Entretanto, se a articulação não for bem estabilizada pelos músculos locais a eficiência e a capacidade de produção de torque dos músculos globais será afetada, pois a articulação estará instável.
Maior instabilidade gera maior variância do centro de rotação da articulação, podendo acarretar lesões e diminuição do rendimento do atleta.
Baseado nos conceito apresentados acima e na minha experiência como preparador físico, acredito firmemente que o treinamento funcional (multidirecional) deve ser incorporado ao treinamento de atletas de alto rendimento, não apenas com o objetivo de prevenir lesões mas também de melhorar o rendimento do atleta.
Fontes:
Wendell P. Liemohn - Measuring Core Stability -The Journal of Strength and Conditioning Research: Vol. 19, No. 3, pp. 583–586.
Robert Stanton and Peter R. Reaburn; The Effect of Short-Term Swiss Ball Training on Core Stability and Running Economy - The Journal of Strength and Conditioning Research: Vol. 18, No. 3, pp.
Paul W.M. Marshall and Bernadette A. Murphy; Increased Deltoid and Abdominal Muscle Activity During Swiss Ball Bench Press - Journal of Strength and Conditioning Research, 2006, 20(4), 745–750 2006 National Strength & Conditioning Association
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Reabilitação cardíaca
Segundo a Organização Mundial da Saúde, reabilitação cardíaca é o somatório das atividades necessárias para garantir aos pacientes portadores de cardiopatia as melhores condições física, mental e social, de forma que eles consigam, pelo seu próprio esforço, reconquistar uma posição normal na comunidade e levar uma vida ativa e produtiva.
Fonte:
Arquivos Brasileiros de Cardiologia - Volume 84, nº 5, Maio 2005
segunda-feira, 3 de março de 2008
Importância do controle nos exercícios aeróbios
Caso os exercícios não sejam adequados ou o indivíduo tenha baixas reservas funcionais, pode ocorrer o fenômeno denominado supertreinamento.
Nessa situação, as reservas funcionais de vários órgãos e sistemas baixam ainda mais, causando sérios prejuízos ao desempenho físico e saúde.
Alguns sintomas e sinais relacionados ao sistema cardiovascular indicam essa condição:
- dor no peito, arritimias cardíacas, palidez, síncope, dificuldades de respiração, distúrbios de coordenação motora, dor de cabeça, confusão mental, náusea e vômito (durante ou imediatamente após o esforço),
- ou dificuldade de respiração, fadiga, insônia, aumento de peso por retenção de água e taquicardia (após esforço tardio) .
Tais sinais pode ser prenúncio de complicações mais sérias, que em casos extremos levam a morte.
É importante destacar que, embora o treinamento aeróbio seja extremamente promissor, quanto a promoção de saúde e o tratamento de várias doenças do homem, também tem suas limitações.
Com relativa frequência, o exercício traz benefícios insignificantes ou efeitos colaterais nocivos à saúde o que torna necessário um ótimo controle dos parâmetros físicos, fisiológicos e metodológicos.
Só assim será possível estabelecer, com segurança as bases científicas do custo-benefício dos programas de treinamento físico.
Literatura consultada:
Verkhoshansky Y., Siff, Mel C. Super Entrenamiento - Barcelona, Pai do Tribo Ed., 2000.