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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Ajuda Do Exercício Na Luta Contra O Câncer De Mama



Dentre os diversos benefícios que a prática regular da atividade física fornece, está sua importância para prevenir ou ajudar durante o tratamento do câncer, inclusive o câncer de mama.


Cientistas da escola de medicina de Harvard, em Boston, estudaram uma série de mulheres acometidas com câncer de mama e também fizeram uma revisão das informações científicas relacionadas às reações do organismo à prática de exercícios físicos durante e após o tratamento do câncer de mama.


Eles descobriram que as mulheres que se mantém ativas depois de diagnosticadas com câncer de mama têm de 30% a 50% de chance a menos de terem recorrência ou de virem a óbito por esse tipo de câncer quando comparada às mulheres sedentárias com câncer de mama.


Por esses motivos científicos, grandes entidades como a Sociedade Americana de Câncer e o Colégio Americano de Medicina do Esporte têm encorajado as mulheres com essa doença a se engajarem em atividades físicas de uma maneira segura – ou seja, sempre acompanhada de um profissional de Educação Física capacitado – visando a melhora da qualidade de vida, aumentando assim, a longevidade dessas mulheres.


Dicas do Professor:


O maior empecilho para qualquer pessoa quando diagnosticada com câncer é o medo e o desânimo, que pode levar à depressão. Por isso, e pelo que foi descoberto acima, é de muita importância que as mulheres com câncer de mama considerem a prática assídua de qualquer atividade física – controlada – que as traga prazer, não apenas visando a melhora física, mas também a melhora mental dessas mulheres.


Desta forma, haverá um ganho enorme da auto-estima e do bem-estar, o que facilitará imensamente o tratamento e a recuperação dessas mulheres.


Fonte: J Natl Compr Canc Netw. 2011 Feb;9(2):251-6.


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Os Efeitos Do Treinamento De Força Na Musculatura Do Ombro


Sabemos que muitas pessoas, treinadas ou não, sofrem de dores/incômodos nos ombros. Traduzindo em números 7 à 27% dos indivíduos abaixo dos 70 anos de idade e 13.2 à 26% dos indivíduos acima dos 70 anos de idade sofrem desse problema. O treinamento de força pode ser usado tanto para prevenir como reabilitar algumas lesões oriundas dessa região.


Cientistas Australianos testaram várias pessoas que nunca executaram exercícios específicos para a musculatura dos ombros (especificamente o manguito rotador – conjunto de 4 músculos que ajudam na estabilização dessa região). Essas pessoas foram divididas em 2 grupos; um grupo que treinou 3 vezes por semana especificamente para o manguito rotador e um grupo que não treinou especificamente para essa musculatura.


Os pesquisadores também tinham como objetivo avaliar a perda de força nessa musculatura após um período de redução desse treino específico. O treinamento durou 12 semanas e foi seguido de um período de redução que também durou 12 semanas.


Os testes aconteceram antes, durante e depois desses períodos. Os resultados mostraram que o grupo que não treinou especificamente para o manguito rotador não mostrou ganhos de força nessa região, sendo que o grupo que realizou o treinamento específico obteve melhoras de força nessa musculatura.


A diminuição de 3 para apenas 1 vez por semana de treino específico (redução do treinamento específico) foi capaz de manter os ganhos de força obtidos durante o período em que o treinamento ocorreu com uma freqüência de 3 vezes na semana.


Os pesquisadores concluíram que tal programa específico serve para ganho e manutenção de força, além de prevenirem contra lesões, que são muito comuns nessa região, como também contribuírem na reabilitação da musculatura dessa região.


Dicas do Professor:


Como mencionado previamente nesse blog, muitas pessoas ativas sofrem de dores no ombro, dores que evoluem para lesões mais sérias e que muitas vezes tornam-se casos cirúrgicos.


Isso se dá devido ao fato de que o treinamento dessas pessoas ignora uma construção de um alicerce mais estável nas regiões mais susceptíveis a lesões, como é o caso do ombro.


Um trabalho de estabilização no manguito rotador e ganho de flexibilidade na articulação do ombro deve preceder um trabalho mais intenso de força. Isso fará com que o ombro suporte, de maneira mais segura, cargas mais intensas.


Está sentindo alguma dor e/ou incômodo no ombro avise imediatamente seu professor. Não permita que essa dor e/ou incômodo evolua.


Fontes:


Clin Biomech (Bristol, Avon). 2000;15 Suppl 1:S42-5.


Reumatismo. 2009 Apr-Jun;61(2):84-9.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Idosos – Treinamento De Força Na Pressão Arterial

Estudo revela os efeitos do treinamento de força (musculação) na função cardiovascular de idosos.


Pesquisadores Australianos testaram diversos idosos (faixa etária entre 70 e 80 anos de idade) para saber quais os efeitos que um programa de treinamento de força com duração de 16 semanas teria sobre o sistema cardiovascular dos mesmos.
Mais de 20 idosos foram selecionados e divididos em 2 grupos; grupo do treinamento de força e grupo controle (que não realizou nenhuma atividade física).
Várias variáveis foram testadas e comparadas antes e após os testes.

Os pesquisadores puderam então concluir que após as 16 semanas de um programa de treinamento de força houve uma redução significante na resposta da pressão arterial durante uma atividade aeróbia sub-máxima. Portanto, o treinamento de força (musculação) para essa população, não apenas serviu para um ganho de força e hipertrofia, como também fornece benefícios cardiovasculares significantes para essa faixa etária.
Dicas do Professor:

Esse estudo é apenas mais uma prova de que o treinamento de força (musculação) é benéfico em vários aspectos. Os professores de Educação Física mais atualizados estão em uma luta constante para desmistificar muitas idéias errôneas e que infelizmente estão enraizadas na mente das pessoas sobre a musculação.

O treinamento de força não existe apenas para os “fortões”, ou para te deixar “grande” e “musculoso”, há uma série de outros objetivos relacionados à saúde (melhora da postura, aumento de força, etc.) que também são alcançados através do treinamento de força.

A verdade é que, quando bem “explorado”, adequadamente manipulado e utilizado para cada caso, o treinamento de força é um integrante benéfico e valioso na busca pelo fitness e o bem-estar, seja qual for a sua idade.

Fonte: Blood Press Monit. 2009 Aug;14(4):137-44.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Treinamento De Força Em Superfície Instável


Você já treinou assim? Sabe da importância?

Há vários exemplos, seja na vida diária ou em atividades esportivas, em que exercemos força em superfícies não muito estáveis para o nosso corpo.

Segundo pesquisa realizada no Canadá, a instabilidade pode diminuir o resultado da força de um músculo, porém mantém o músculo altamente ativado.

A manutenção dessa alta ativação muscular no tronco e nos membros enquanto fazemos força em superfícies instáveis, aumenta as funções estabilizadoras de nossos músculos. O aumento nesse estresse associado com a instabilidade promove maiores adaptações neuromusculares, como diminuição das co-contrações, melhora na coordenação muscular e maior confiança na realização de determinada tarefa.

Além disso, o aumento na ativação muscular com menos estresse nas articulações e nos músculos também pode ser benéfica para a saúde músculo-esquelética, como também para reabilitação.

No entanto, a menor produção de força em decorrência da superfície instável pode funcionar de forma negativa para ganhos absolutos de força quando praticamos o treinamento de força. Ainda, alguns estudos mostraram um aumento da co-contração durante o treinamento em superfícies instáveis.

Os efeitos positivos do treinamento em superfícies instáveis para melhora de performance em determinado esporte em específico, segundo os autores, ainda precisam ser melhor quantificados.

Segundo esses autores, a literatura sugere que quando estamos planejando um programa de treinamento de força para saúde dos músculos ou para reabilitação, devemos incluir exercícios em superfícies estáveis e instáveis. Isso proporcionará uma ênfase tanto na força (superfície estável), quanto no equilíbrio e coordenação (superfície instável), estressando o sistema neuromuscular de maneira eficaz e completa.

Fonte: J Strength Cond Res. 2006 Aug;20(3):716-22.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Treinamento De Força Pode Alterar Positivamente A Composição Corporal De Crianças Obesas


Estudo Australiano comprova essa tese.


Durante 8 semanas, cientistas Australianos recrutaram e estudaram as respostas de um treinamento periodizado de força em 48 crianças, sendo 26 meninas e 22 meninos.


As crianças treinaram 3 vezes por semana, supervisionadas por profissionais especializados.


Os cientistas mediram as seguintes variáveis:


Composição corporal; antropometria; força; potência.


Após o período de 8 semanas de intervenção, foi constatado uma diminuição média na porcentagem de gordura corporal de 2.6%, sendo que a massa magra apresentou um aumento médio de 5.3%.


Não houve mudança significativa na altura, peso absoluto, índice de massa corporal (IMC), massa de gordura total, e conteúdo mineral ósseo.


A força e potência das crianças também melhoraram significantemente.


Esses resultados demonstraram que um programa de treinamento resistido para crianças obesas altera significantemente a composição corporal, força e potência das mesmas. Os autores enfatizaram que as atividades foram muito bem toleradas por todos os participantes.


É importante frisar, porém, que esse tipo de treinamento para crianças deve ser prescrito apenas por profissionais altamente qualificados nesse quesito.


Fonte: J Strength Cond Res. 2009 Jan;23(1):80-5.


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Treinamento De Força No Tratamento De Diabetes E Obesidade


Uma revisão científica de vários estudos comprova a eficácia do Treinamento de Força em indivíduos nessas condições.

Cientistas da University School Of Medicine de Boston – EUA, realizaram uma pesquisa que teve como objetivo a coleta do maior número possível de artigos científicos que tratassem do treinamento resistido (treinamento de força) no tratamento da Diabetes e da Obesidade.

O estudo desses cientistas buscou, principalmente, artigos que explicassem em detalhes os mecanismos biológicos por trás dos benefícios do treinamento de força para essa população.

Foi descoberto por eles que o treinamento resistido parece mesmo aumentar a sensibilidade à insulina e a melhorar a tolerância à glicose em vários desses estudos.

Além disso, os estudos comprovam que o consumo de glicose não é uma mera conseqüência do típico aumento da massa magra associado ao treinamento resistido, mas sim é um resultado de mudanças qualitativas no músculo treinado nessa modalidade.

Há também provas substanciais de que o treinamento resistido pode alterar de maneira eficaz a composição corporal nos homens e nas mulheres. Esse tipo de treinamento aumenta a massa magra total, força muscular, taxa metabólica basal e, preferencialmente, mobiliza o tecido adiposo visceral e subcutâneo na região abdominal.

Os pesquisadores reforçam a necessidade e a importância do treinamento resistido (além do treinamento aeróbio) para diabéticos e obesos.

Fonte: J Cardiopulm Rehabil Prev. 2009 Mar-Apr;29(2):67-75.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Efeitos De Um Treinamento De Força De Improvisação Em Dançarinas


O estudo detalhado abaixo é de importância para aqueles que levam a dança a sério


Cientistas do Departamento de Recreação e Dança da Northwest Missouri State University, Maryville, Missouri – EUA desenvolveram um treinamento de força manual para dançarinos que exige improviso dos mesmos. O treinamento que contava com os conceitos básicos de treinamento de força manual, foi uma aplicação da improvisação de contato em um sistemático programa de desenvolvimento de força.


Os cientistas procuraram descobrir os efeitos desse tipo particular na força muscular, nas medidas de circunferência e na porcentagem de gordura corporal de 10 dançarinas em comparação com um grupo controle de 8 dançarinas.


O programa durou 8 semanas, aonde as dançarinas realizavam as atividades 3 vezes por semana. Cada sessão teve a duração de 1 hora.


Após as 8 semanas de intervenção com testes e re-testes, os cientistas concluíram que esse programa, apesar de não alterar significantemente a porcentagem de gordura corporal das dançarinas, permitiu que as mesmas aumentassem sua força muscular geral e também diminuíssem suas (medidas) circunferências.


Fonte: J Strength Cond Res. 2009 May;23(3):718-28.


segunda-feira, 18 de maio de 2009

Aumento De Força Nos Músculos Da Região Do Quadril Diminui O Risco De Lesão Na Corrida



Essa pergunta vai para você, praticante de corrida: Você se utiliza do treinamento de força para, além de melhorar sua corrida, ajudar na prevenção de lesões?

Pois bem, um estudo realizado pela University of Northern Iowa – EUA examinou minuciosamente os movimentos e a atividade muscular na região do quadril em uma tentativa de determinar se um aumento de força nos músculos dessa região afetaria (e de que forma) a mecânica de corrida nos membros inferiores.


Fizeram parte do estudo 15 mulheres saudáveis que foram testadas antes, durante e após um período de intervenção tanto quanto na força, como na amplitude de articulação do quadril.

A intervenção consistiu em um programa de treinamento para o fortalecimento do quadril como também no ganho de amplitude dessa articulação.

Foi apresentado um aumento de força e de amplitude articular nos abdutores e rotadores externos do quadril o que conseqüentemente levou a uma mudança (re-distribuição mais eficiente) de carga nessa articulação, o que, segundo os autores, pode reduzir o risco de lesão.

Tal intervenção pode também, segundo eles, ser usada na reabilitação de lesões nos membros inferiores.

Fonte: Clin Biomech (Bristol, Avon). 2009 Jan;24(1):26-34. Epub 2008 Nov 14.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Treinamento De Força Ajuda Os Hipertensos, Dizem Estudos


Músculos mais fortes diminuem esforço do coração para bombear sangue. Para começar os exercícios, contudo, é bom consultar um médico.


Será que levantar peso é ruim para a pressão sanguínea? Sabe-se que exercícios aeróbicos regulares podem melhorar a circulação e reduzir a pressão do sangue. Porém, o que dizer da musculação?


Durante anos, pessoas com hipertensão foram alertadas a não praticar o esporte, pois os médicos temiam que picos de pressão sanguínea, provocados durante o levantamento de peso vigoroso, pudessem causar problemas perigosos e, no longo prazo, aumentar a pressão. No entanto, estudos não oferecem muitas evidências em relação a isso. Nos últimos anos, grandes pesquisas descobriram o contrário: a musculação reduz a pressão sanguínea, pois, com músculos mais fortes, exige-se menos do coração para as atividades do dia-a-dia.


Por exemplo, uma análise, publicada no periódico "Hypertension", observou 11 exames clínicos comparando 182 adultos praticantes de musculação várias vezes por semana e 138 não praticantes deste tipo de exercício. No geral, o estudo descobriu que a musculação diminuiu a pressão sanguínea sistólica (o maior número num exame de pressão) em até 2%, e a pressão diastólica em cerca de 4% - pequenos benefícios capazes de melhorar enormemente a saúde cardiovascular.


Outro relatório da American Heart Association, publicado na revista científica "Circulation", revelou que apenas duas ou três sessões de levantamento de peso por semana – com exercícios de flexões e pressões – eram suficientes para diminuir a pressão sanguínea.


A associação afirma que o treinamento de resistência pode também beneficiar pacientes cardíacos, mas recomenda uma consulta inicial com um médico, para orientação.
Portanto, o levantamento de peso pode diminuir a pressão sanguínea.


Fonte: G1

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Apenas Um Pouco De Musculação Melhora O Gasto Energético E A Queima De Gordura Diária


É sabido que o praticante de muitos anos do treinamento resistido, cronicamente, aumenta seu gasto diário de energia, como também a queima diária de gordura a um nível suficiente para manter o balanço energético e para prevenir o ganho de peso.



No entanto, ainda não sabemos se o efeito será o mesmo para aqueles que praticam esse mesmo tipo de treinamento, porém de maneira reduzida e há menos tempo.



Para o melhor entendimento dessa questão, cientistas da Universidade de Massachusetts – Boston avaliaram uma população de universitários com sobrepeso, um grupo com alta probabilidade de desenvolver obesidade.



Eles foram divididos em 2 grupos (grupo praticante do treinamento de força e grupo não praticante) e foram avaliados em vários aspectos relacionados a gasto energético e queima de gordura durante 6 meses.



Os cientistas observaram que um programa mínimo de treinamento de força que durava em média 11 minutos por sessão resultou em um aumento crônico no gasto energético diário.


Essa adaptação no gasto energético pode ter um impacto favorável no balanço energético e na queima de gordura suficiente para ajudar na prevenção da obesidade para essa população.


Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2009 Apr 3. [Epub ahead of print]


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Efeitos Do Exercício Aeróbio E Do Exercício De Força Nos Homens Em Tratamento Do Câncer De Próstata


A radioterapia no tratamento do câncer de próstata pode causar mudanças desfavoráveis na fadiga, qualidade de vida e condicionamento físico dos pacientes.


Na tentativa de buscar fatores amenizadores e/ou preventivos para esse cenário, pesquisadores canadenses avaliaram os pacientes entre os anos de 2003 e 2006, dividindo-os em 3 grupos:


(1) Tratamento Tradicional
(2) Tratamento Tradicional + Treinamento de Força
(3) Tratamento Tradicional + Treinamento Aeróbio

Os cientistas observaram os efeitos do tratamento em cada grupo nos seguintes aspectos:


- Fadiga
- Força
- Qualidade de vida
- Condicionamento físico
- Composição corporal
- Níveis de triglicéries
- Testosterona
- Hemoglobina
- Níveis de lipídeo

Comparados com o tratamento tradicional apenas, o treinamento de força e o treinamento aeróbio juntos melhoraram a qualidade de vida, condicionamento físico, força, níveis de triglicéries e de lipídeos e preveniu um aumento da gordura corporal.

Foi então possível que os cientistas concluíssem que em curto prazo, ambos o treinamento de força e o treinamento aeróbio reduziram a fadiga nesses pacientes, sendo que o treinamento de força gerou melhoras em longo prazo na qualidade de vida, força níveis de triglicéries e quantidade de gordura corporal.

Fonte: J Clin Oncol. 2009 Jan 20;27(3):344-51. Epub 2008 Dec 8.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Eficácia Do Supino Reto Executado Em Superfície Instável No Ganho De Força Em Mulheres


O uso da bola suíça como plataforma para o treinamento dos membros superiores vêm ganhando muita atenção recentemente. Porém, a eficácia desse tipo de treino ainda continua pouco estudada.


Por isso, pesquisadores do Ithaca College, nos EUA, decidiram avaliar, através da execução do Supino Reto, a influência de plataformas (estável – banco vs. instável – bola suíça) no ganho de força, na capacidade de trabalho/execução e na força abdominal em mulheres.


As mulheres foram aleatoriamente dividas em 2 grupos durante 3 semanas; (1) Grupo que executou o Supino Reto em superfície estável e (2) Grupo que executou o Supino em superfície instável.


A plataforma não teve influência no ganho de força, porém a capacidade de trabalho/execução foi, inicialmente, 12% menor no grupo que executou a atividade em superfície instável.


Em resposta ao treinamento, os dois grupos apresentaram melhora (sem diferença entre os grupos) no ganho de força e na capacidade de trabalho/execução.


Ambos os grupos também melhoraram a força abdominal frontal, sem diferença entre eles. Porém, não houve melhora na força abdominal lateral.


O estudo concluiu que a superfície instável (no caso, a bola suíça) é uma plataforma eficaz para a execução do Supino Reto.


Fonte: Int J Sports Med. 2007 Oct;28(10):829-35. Epub 2007 May 11.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Efeitos Do Estado De Hidratação E Do Treinamento De Força Em Marcadores De Dano Muscular


É sabido que o Treinamento de Força ocasiona danos musculares, porém o efeito do Treinamento de Força combinado com um estado do pouca hidratação nesses danos musculares não é conhecido.


A mioglobina e a creatina quinase são dois indicadores de danos musculares, sendo que esse fenômeno pode ser atenuado com a ingestão de líquido após o treinamento.


É devido a esses fatores que cientistas americanos resolveram examinar o efeito combinado do Treinamento de Força com o estado de hidratação das pessoas.


Eles examinaram indivíduos treinados em 3 estados diferentes de hidratação:


(1) Bem hidratado
(2) Pouco desidratado – 2.5% da massa corporal
(3) Desidratado – 5% da massa corporal


Com a medição da mioglobina e da creatina quinase antes e após as atividades, os cientistas concluíram que não houve qualquer diferença significativa no comportamento de ambas variáveis em qualquer estado de desidratação quando comparados ao estado hidratado.


Eles concluíram, portanto, que o estado de desidratação não aumenta o dano muscular e então é recomendável que o exercício seja feito em estado de hidratação, até para evitar outros danos decorrentes da desidratação.


Fonte: J Strength Cond Res. 2008 Sep;22(5):1387-93.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Lesões No Ombro De Praticantes de Atividade Física: Um Problema Constante



Problemas no ombro decorrentes da prática inadequada da atividade física são constantemente relatados na literatura e é comum observamos isso em praticantes de academia. Foi pensando nesse problema que cientistas da Flórida – EUA sentiram que havia necessidade de estudar e descrever os riscos de lesões no ombro pertinentes à prática da atividade física.


A articulação e as características dos músculos do ombro de indivíduos freqüentadores de academia foram investigadas para determinar adaptações específicas relacionadas a riscos que podem ocorrer para esses participantes.


Noventa pessoas participaram do estudo, sendo que 60 foram submetidas a diversos exercícios para membros superiores e as outras 30 não foram submetidas a nenhum exercício ou estresse para essa mesma região do corpo.


As variáveis analisadas pelos cientistas foram:


- Amplitude de movimento na articulação do ombro
- Tensão na parte posterior do ombro
- Peso corporal ajustado para os valores de força
- Comparação de força dos músculos agonistas/antagonistas entre os grupos de pessoas


Após a análise estatística dos dados constatou-se:


1 – O grupo de 60 pessoas que participaram de exercícios para os membros superiores diminuiu a mobilidade de todos os movimentos dos ombros (exceto na rotação externa, que foi maior para o grupo de 60 pessoas), comparado com o grupo das outras 30 pessoas.


2 – Os músculos agonistas/antagonistas se apresentaram mais fortes para o grupo de 60 pessoas, porém demonstraram desequilíbrios musculares maiores do que os apresentados para o grupo que não se exercitou.


Tais fatores sugerem que os participantes de atividade física que se exercitam inadequadamente estão predispostos a desequilíbrios de força e mobilidade no ombro como resultado de seus treinamentos. Tais desequilíbrios estão relacionados com problemas/lesões no ombro de indivíduos “normais” ativos e também nos atletas. Então, esses desequilíbrios colocam essas pessoas em risco de lesão no ombro.


Esse problema todo recai no tipo de treinamento que é prescrito a esses indivíduos. A maioria dos treinamentos contém exercícios para grandes grupos musculares, feito de forma multi-articular (ex. Supino), e, na maioria dos casos, o treinamento para os músculos estabilizadores dessa região (ex. Manguito Rotador) é totalmente inexistente.


Portanto, a seleção dos exercícios de uma maneira progressiva é de extrema importância. Não significa que a pessoa não possa estar executando o Supino, por exemplo, significa apenas que ela deve se preparar para poder executar esse (e outros mais complexos) exercício de forma segura.


Deve-se optar, então, por exercícios que atenuam esse desequilíbrio de força e mobilidade visando a prevenção de lesões.


Os responsáveis pela prescrição do treino devem considerar os estresses biomecânicos e as adaptações associadas aos não-atletas praticantes de atividade física quando estão prescrevendo-lhes exercícios, principalmente para as regiões mais suscetíveis a lesões, como a região do ombro.


Fonte: J Strength Cond Res. 2009 Jan;23(1):148-57

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Hipertrofia vs Inflamação



A musculatura esquelética possui enorme capacidade de adaptar-se a diversos estímulos, tanto hormonais e nutricionais quanto mecânicos (Zanchi & Lancha-Jr 2008).
De uma forma bastante interessante, a estimulação nutricional parece exercer efeitos agudos sobre a musculatura esquelética, não ocasionando aumento em sua massa, enquanto a estimulação mecânica (treinamento de força) é capaz de induzir uma resposta adaptativa em um prazo maior, acarretando no aumento da massa muscular na presença adequada de nutrientes (Miller 2007).


Estes dados demonstram que o treinamento físico de força é capaz de adaptar a musculatura esquelética a remodelar-se positivamente (hipertrofia), aumentando a possibilidade de geração de força e potência muscular, enquanto que os estímulos nutricionais isoladamente parecem atuar muito mais na manutenção da massa muscular esquelética. O grande mistério é saber de que forma a estimulação mecânica produz tais modificações.


Na literatura científica, observa-se um grande volume de publicações indicando que a ativação de vias inflamatórias possui papel essencial na hipertrofia do músculo esquelético (Bondensen et al. 2006; Otis et al. 2005; Serrano et al. 2008). Tais efeitos parecem ser parcialmente mediados pela ativação de ciclooxigenases, (ex. COX-2), especialmente em músculos de contração lenta (ex. sóleo) (Bondensen et al. 2006).


Estas ações são provavelmente, mas não unicamente, decorrentes da ativação de respostas de reparo induzindo ativação de células inflamatórias, às quais podem exercer influência sobre a ativação de células satélites e sobre o próprio tecido muscular esquelético. Por outro lado, já foi demonstrado que a musculatura esquelética sob contração é capaz de produzir citocinas (Steensberg et al. 2002), em especial a interleucina 6, à qual apresenta incremento circulante de até 100 vezes durante a atividade física (Pedersen & Febraio, 2008).


Essa ação mediada pela musculatura esquelética parece exercer funções autócrinas (nas próprias células em que foram produzidas), parácrinas (em células vizinhas) e até mesmo endócrinas (ação sistêmica). Recentemente, foi demonstrado que a interleucina-6 é capaz de ativar células satélite na musculatura esquelética, participando fundamentalmente do processo de hipertrofia (Serrano et al. 2008).


Tal demonstração nos coloca frente a um paradoxo: Para se obter hipertrofia muscular deve existir lesão? Devemos exercitar nossos músculos sempre a ponto de provocar significante nível de micro-traumatismos? A resposta para tal questão ainda é dúbia.


Se a contração muscular per se é capaz de aumentar a produção de citocinas envolvidas no trofismo, então talvez a inflamação relacionada a sistemas de reparo não seja a única explicação para o fenômeno. Corroborando tal informação, observa-se na literatura científica relatos de hipertrofia muscular após a realização de um programa de treinamento de força, mesmo na ausência de dano muscular e respostas inflamatórias (LaStayo et al. 2007).


Tais dados também foram observados recentemente em um programa de treinamento de força em ratos, com predominância de ações concêntricas foi capaz de aumentar a massa muscular dos músculos exercitados, sem, no entanto, acarretar em dano muscular ou mesmo incremento de parâmetros inflamatórios, os quais foram, na verdade, reduzidos (Zanchi et al, 2008).


Por outro lado, ainda não se sabe se o dano muscular/inflamação não são fatores essenciais, mas sim potencializadores da hipertrofia muscular. Novos estudos com desenhos experimentais que proporcionem minimizar a resposta adaptativa da musculatura esquelética ao treinamento de força devem fornecer boas pistas sobre a importância do fenômeno.


Fonte: Proximus Tecnologia

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Exercício aeróbico inibe apetite, diz estudo



Segundo a pesquisa, publicada na revista da Sociedade Americana de Fisiologia, passar 60 minutos na esteira afeta a liberação de dois dos principais hormônios reguladores do apetite, enquanto 90 minutos de musculação afetam apenas um deles.


O principal autor do estudo, David J. Stensel, da Universidade de Loughborough, diz que a descoberta pode levar a novos e mais eficientes métodos para usar os exercícios físicos no controle do peso.


Há vários hormônios que ajudam a regular o apetite, mas os pesquisadores se concentraram em dos dois principais, o peptídeo YY e a ghrelina. O primeiro inibe o apetite, e o segundo é o único hormônio conhecido por estimulá-lo.
Hormônios


Na experiência britânica, 11 homens jovens realizaram várias rotinas de exercícios, com intervalos de descanso, ao longo de vários dias.


Em vários estágios de cada sessão de exercícios, eles preenchiam um questionário sobre o grau de fome que sentiam, e os cientistas mediam os níveis de ghrelina e de peptídeo YY em cada voluntário.


Os pesquisadores descobriram que as sessões na esteira provocavam uma queda da ghrelina, indicando a supressão do apetite. Os níveis de peptídeo YY não se alterava significativamente.
Apenas com base nos questionários sobre a fome, os cientistas perceberam que tanto os exercícios aeróbicos quanto os anaeróbicos inibiam o apetite, mas o primeiro tipo de atividade apresentavam uma inibição mais duradoura.


Estudos anteriores foram inconclusivos quanto ao grau de produção ou inibição da ghrelina.
Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Musculação e o Medo de Ganhar Peso


Você tem medo de aumentar o seu peso com a musculação? Pois saiba que em longo prazo, a musculação é uma das atividades que mais ajuda a emagrecer de forma saudável



Saiba que emagrecer com saúde não significa necessariamente perder peso e sim aumentar a massa magra e diminuir a gordura, que é o que a musculação faz. Afinal, você prefere emagrecer e ficar flácido e fraco ou emagrecer enrijecendo os músculos, ganhando assim um corpo mais bonito, forte e saudável?

O ideal é mudar a composição corporal, perdendo ou não peso na balança (devendo ser feita uma avaliação em cada caso). Em relação ao gasto calórico, numa caminhada moderada de 1 hora você pode eliminar de 200 a 300 kcal. Já em 30 minutos intensos de musculação, pode-se gastar a mesma quantidade de calorias (dependendo de cada metabolismo).

A musculação acelera o metabolismo do seu praticante e favorece a queima de gorduras pelo organismo. Apesar de na musculação você não queimar gordura como fonte de energia, durante o esforço (onde o fósforo, a creatina e a glicose anaeróbia são utilizados), existe um processo chamado gliconeogênese, que é a utilização de gordura para repor as calorias perdidas durante o treino. Com o metabolismo acelerado, você continua queimando a gordura por muito tempo depois da atividade física.

Após o exercício aeróbio nosso organismo leva cerca de 1 hora para voltar ao normal, onde eliminamos entre 10 e 15 calorias. Quem faz musculação tem o metabolismo 12% mais acelerado no pós-treino e até 15 horas depois esta taxa continua 7% mais alta.

Vimos que a musculação aumenta a massa magra. Esta massa magra acelera o metabolismo de 17 a 25 vezes mais do que a massa de gordura. Assim sendo, quanto maior a massa muscular, mais acelerado será o seu metabolismo e o seu gasto calórico.

Para você ter déia, 1 kg a mais de músculos (que não é muito fácil de conseguir) consome 15 kcal extras por dia. Em longo prazo (mais ou menos 10 meses) se você conseguir ganhar 2kg de músculos, poderá perder 9000 calorias. Você poderá eliminar de 2 kg a 3 kg de gordura em 12 semanas, fazendo musculação 3x por semana. É claro que a dieta alimentar também é necessária, tornando o resultado mais rápido.

Fonte: Portal da Educação Física


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Atividade física retarda declínio de força muscular respiratória no idoso

A senescência, processo natural de envelhecimento, envolve uma série de modificações fisiológicas no organismo que podem ser tão drásticas e intensas a ponto de se confundirem com eventos patológicos.

Muitas vezes é difícil a diferenciação exata, entre o declínio das funções orgânicas secundárias ao envelhecimento, e os sinais e sintomas de doenças prevalentes nesta fase da vida.


As reservas fisiológicas de importantes sistemas e órgãos, como o aparelho cardiovascular, respiratório, funções hepática e renal, sofrem um inexorável e progressivo declínio, fazendo com que o idoso seja menos complacente às agressões externas, e mais susceptível a complicações, mesmo diante de enfermidades que guardam pequena gravidade.


O avançar da idade também se associa com declínio da força e resistência da musculatura esquelética, incluindo os músculos da respiração, conforme afirmam pesquisadores norte americanos da Northeastern University e Warren Alpert School of Medicine at Brown University, que publicaram um estudo na revista Lung, em Dezembro de 2007.


Os autores defendem a hipótese de que o exercício físico regular, efetuado pelo idoso, atenua a perda da força muscular respiratória, relacionada ao avançar da idade.


Participaram da análise 24 indivíduos sadios, com idade superior a 65 anos, sendo 54% do sexo feminino. Eles foram divididos em dois grupos, com igual número de participantes, sendo um submetido à atividade física regular e o outro composto por idosos sedentários. Não houve diferença de significância estatística, quanto à composição etária dos grupos.


Os resultados apresentados demonstraram que a espessura diafragmática foi maior no grupo de idosos ativos, em comparação aos sedentários (p= 0,011). Da mesma forma, as provas de função pulmonar, como as pressões inspiratória e expiratória máximas, foram superiores no grupo de participantes que efetuava atividade física regular, em relação aos inativos.


O exercício físico regular está positivamente associado à desaceleração no declínio da força e da resistência muscular respiratória.
Lung 2007; 185 (6): 315 – 320 (December)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Leite: A nova bebida esportiva?


Há um número limitado de estudos sobre a ingestão de leite pós-treino, porém, ultimamente, o interesse nesse tema tem crescido bastante.

Ao que tudo indica, o leite parece ser uma bebida efetiva após uma sessão de treinamento de força.

Cientistas explicam que o consumo do leite após a sessão de um treinamento de força resulta em alterações agudas no metabolismo da proteína, aumentando a síntese protéica e levando a um maior balanço protéico muscular total.

Quando o treinamento de força é seguido do consumo de leite por, no mínimo, 12 semanas, é observado um aumento maior da hipertrofia muscular e da massa magra.

Apesar do número limitado de pesquisas, há algumas evidências de que o consumo de leite após exercícios aeróbios também é efetivo e benéfico.

Algumas pesquisas também apontam que o leite desnatado é tão (ou mais) efetivo quando comparado com as bebidas isotônicas disponíveis no hoje no mercado quando a ênfase está na re-hidratação, além de ser uma bebida mais densa em nutrientes.

Portanto, o leite é considerado uma bebida saudável (a não ser para aqueles indivíduos pouco tolerantes à lactose) e efetiva quando consumidas pós-treino (força ou aeróbio/resistência).

J Int Soc Sports Nutr. 2008 Oct 2;5(1):15

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Influência do treinamento de força na flexibilidade de mulheres sedentárias


A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) publicou esse ano um estudo que buscou analisar o efeito de um treinamento de força na flexibilidade de mulheres de meia-idade sedentárias.

Vinte mulheres foram recrutadas para o estudo, algumas fizeram parte do grupo que realizou o treinamento de força, sendo que o restante pertencia a um grupo controle.

Antes e após a intervenção (treinamento de força) os pesquisadores realizaram medidas antropométricas e de flexibilidade de 10 articulações diferentes em todas elas.

Após 10 semanas de intervenção, os pesquisadores constataram que metade das articulações estudadas obteve uma melhora significativa no componente flexibilidade nas mulheres que faziam parte do grupo de treinamento de força, enquanto que o grupo controle, que não realizou nenhum tipo de treinamento de força, não obteve melhora na flexibilidade de nenhuma das 10 articulações estudadas.

J Strength Cond Res. 2008 May;22(3):672-7