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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Ajuda Do Exercício Na Luta Contra O Câncer De Mama



Dentre os diversos benefícios que a prática regular da atividade física fornece, está sua importância para prevenir ou ajudar durante o tratamento do câncer, inclusive o câncer de mama.


Cientistas da escola de medicina de Harvard, em Boston, estudaram uma série de mulheres acometidas com câncer de mama e também fizeram uma revisão das informações científicas relacionadas às reações do organismo à prática de exercícios físicos durante e após o tratamento do câncer de mama.


Eles descobriram que as mulheres que se mantém ativas depois de diagnosticadas com câncer de mama têm de 30% a 50% de chance a menos de terem recorrência ou de virem a óbito por esse tipo de câncer quando comparada às mulheres sedentárias com câncer de mama.


Por esses motivos científicos, grandes entidades como a Sociedade Americana de Câncer e o Colégio Americano de Medicina do Esporte têm encorajado as mulheres com essa doença a se engajarem em atividades físicas de uma maneira segura – ou seja, sempre acompanhada de um profissional de Educação Física capacitado – visando a melhora da qualidade de vida, aumentando assim, a longevidade dessas mulheres.


Dicas do Professor:


O maior empecilho para qualquer pessoa quando diagnosticada com câncer é o medo e o desânimo, que pode levar à depressão. Por isso, e pelo que foi descoberto acima, é de muita importância que as mulheres com câncer de mama considerem a prática assídua de qualquer atividade física – controlada – que as traga prazer, não apenas visando a melhora física, mas também a melhora mental dessas mulheres.


Desta forma, haverá um ganho enorme da auto-estima e do bem-estar, o que facilitará imensamente o tratamento e a recuperação dessas mulheres.


Fonte: J Natl Compr Canc Netw. 2011 Feb;9(2):251-6.


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Exercício E Educação Alimentar Melhoram O Mecanismo De Respiração Em Homens Obesos



Sabemos que a obesidade altera o mecanismo de respiração durante o exercício. Mas o efeito que a perda de peso, ou, mais precisamente, a perda de massa gorda tem sobre esse mecanismo de respiração ainda é pouco entendida.


Foi por esse motivo que cientistas do Texas – EUA desenvolveram um estudo com vários indivíduos obesos que, durante um período de tempo sofreram uma intervenção rigorosa de exercícios aliados a uma alimentação balanceada.


Apesar das perdas usuais de circunferência, peso absoluto e massa gorda, a distribuição de gordura se manteve igual. Porém, através dos cálculos obtidos sobre os diversos aspectos que foram medidos e avaliados, os cientistas puderam concluir que “a perda modesta de peso e gordura corporal melhorou o mecanismo de respiração durante o exercício dos indivíduos obesos que praticaram atividade física regular e mantiveram uma boa alimentação”. Eles ainda explicam que tal melhora se deve a um acumulo de perda de gordura na região peitoral.


Dicas do Professor:


Às vezes, devido à idade e anos de sedentarismo, um indivíduo obeso pode achar difícil perder muitos quilos (peso absoluto). Porém, os benefícios da perda - mesmo que modesta - de peso e gordura são significativos como aponta o estudo citado acima.


A princípio, tais perdas podem parecer sem importância, mas trazem e continuarão proporcionando benefícios ímpares para a saúde e o bem-estar do obeso a curto, médio e longo prazo.


Esse estudo foca em um benefício mecânico/metabólico do exercício aliado a uma boa alimentação. Não podemos esquecer também dos benefícios funcionais desse bom hábito.


Fonte: Chest. 2011 Jan 27. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Redução de Lesões em Obesos Devido à Caminhada

Recentemente, houve um aumento de indivíduos obesos que deixaram suas vidas sedentárias e começaram algum tipo de atividade física. Uma das atividades físicas mais recomendadas é a caminhada.


Houve, porém, um aumento substancial de lesões nas articulações dos membros inferiores desses indivíduos devido a diversos motivos. Cientistas estão buscando alternativas para prevenir tais lesões.



Pesquisadores americanos estudaram mais de 20 indivíduos obesos no intuito de achar uma alternativa para a caminhada e suas lesões.


Eles mediram diversos aspectos fisiológicos e biomecânicos desses indivíduos e descobriram uma alternativa para a caminhada plana.


Segundo esses cientistas, uma caminhada leve em uma subida (ou inclinação) moderada diminui o risco de lesões nas articulações dos membros inferiores, reduzindo cargas mais severas nos músculos extensores dos joelhos e adutores em 19% e 26%, respectivamente.


Foi concluído, também, que essa estratégia, além de prevenir lesões, ainda fornece um estímulo cardíaco adequado a esses indivíduos.


Dicas do Professor:


Além do descoberto e escrito acima, devemos avaliar e, portanto, conhecer muito bem para quem estamos prescrevendo a caminhada, seja ela no plano, subida ou descida. Nenhuma das alternativas é melhor ou pior que as outras. Todas servem um propósito e devem ser prescritas em seu devido tempo.


A importância do profissional de Educação Física nessas horas é primordial, já que só ele possui o conhecimento do momento exato para prescrever esse ou aquele exercício, desse ou daquele modo.


Devemos nos lembrar também do volume (nesse caso, o tempo) do exercício. Se exagerarmos, até a caminhada leve numa subida moderada que parece inofensiva poderá causar lesões. Parece básico e redundante, mas o número de indivíduos que sofrem lesões por altos volumes é muito grande.


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Bola De Neve Gerada Pelo Sedentarismo


A cada dia que passa surgem novas pesquisas enfatizando a importância da prática da atividade física e alertando para os males da falta dela. Cientistas começam até a nomear os efeitos negativos acumulativos da inatividade física.
Em recente pesquisa realizada na Universidade de Copenhagen – Dinamarca, um cientista publicou que a Diabetes Tipo 2, doenças cardiovasculares, câncer de cólon, câncer de mama, demência e depressão formam um conjunto de doenças que segundo ele se denominam a “doençoma” da inatividade física.

A falta de atividade física e a obesidade abdominal – refletindo na acumulação de gordura visceral – estão associadas com a ocorrência de doenças que fazem parte da “doençoma”. De acordo com esse cientista, a falta de atividade física parece ser um fator de risco forte e independente na acumulação da gordura visceral, que é uma fonte de inflamação sistêmica.
Uma inflamação crônica está envolvida na patogênese da resistência à insulina, na aterosclerose, na degeneração neural e no crescimento de tumores.

Há evidências suficientes que mostram que o efeito preventivo/protetor do exercício pode, até certo ponto, ser explicado pelo efeito anti-inflamatório que a prática regular da atividade física proporciona, que pode ser mediado através de uma redução na gordura visceral e/ou pela indução de um “ambiente anti-inflamatório” com cada sessão de treinamento.

Segundo descobertas recentes a contração muscular produz e libera uma substância chamada “miocina” ou “miokina” que produz efeitos benéficos em vários órgãos de nosso corpo.

Desta forma, o exercício faz com que esse mecanismo de produção e liberação da “miocina” ou “miokina” através da contração muscular exerça efeitos endócrinos na gordura visceral. Além disso, elas podem também trabalhar localmente dentro dos músculos, auxiliando nos caminhos que trabalham na queima de gordura.
Dicas do Professor:

Por mais que esse post contenha alguns termos técnicos, é importante voltarmos nossa atenção para as novas descobertas sobre os benefícios de praticarmos regularmente algum tipo de atividade física e os problemas que aparecem quando NÃO nos exercitamos.

O estudo citado acima não foi desenvolvido por cientistas do esporte e sim pelo departamento de inflamação e metabolismo da Universidade de Copenhagen, ou seja, a bioquímica, a biomedicina e a própria medicina através de seus estudos estão cada vez mais se rendendo aos benefícios advindos da prática da atividade física, tanto na reabilitação como na prevenção de doenças das mais diversas origens, tanto físicas, como psicológicas.

Fonte: J Physiol. 2009 Sep 14. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Qualidade De Vida Dos Adolescentes Obesos


Basta sairmos nas ruas de nossas cidades para notarmos a quantidade de adolescentes que visualmente estão acima de seus pesos ideais. Uma pesquisa feita em São Paulo analisou diversos fatores relacionados à qualidade de vida desses adolescentes e sugere estratégias para mudarmos esse cenário.

Esse estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e avaliou as consequencias – negativas - físicas, sociais e econômicas que a obesidade exerce na qualidade de vida desses adolescentes.


82 adolescentes obesos foram avaliados e tiveram seus hábitos e estilos de vida modificados durante 24 semanas nesses aspectos.


As mudanças, dentre alguns outros aspectos, contou com programas médicos, de nutrição, atividade física regular e acompanhamento psicológico.


Vários questionários cientificamente reconhecidos foram utilizados para avaliação dos seguintes aspectos:


Ansiedade
Depressão
Gula
Insatisfação com o próprio corpo
Qualidade de Vida


Após o período de 24 semanas de intervenção, os pesquisadores concluíram que, nas adolescentes, houve redução nos níveis de depressão e gula, e melhora na satisfação com o próprio corpo e na qualidade de vida. Já nos adolescentes, uma diminuição da ansiedade, gula e melhora na qualidade de vida foi observado.


Foi concluído então que uma mudança interdisciplinar no estilo de vida dos adolescentes obesos é uma maneira eficiente de controlar aspectos psicológicos e para a melhora da qualidade de vida dos mesmos.

Dicas do Professor:


Já sabemos que o número de adolescentes obesos tem crescido nos últimos anos. O mais alarmante é que isso se extrapola para as crianças também. Parte desse fenômeno é advinda da “educação” familiar, ou seja, o que é permitido como alimento dentro de casa, o quanto os pais aceitam o sedentarismo de seus filhos, etc. Já no caso de pais obesos isso se torna mais complicado, já que eles servem de exemplo/referência para seus filhos. O importante é que o filho seja instruído desde cedo sobre os riscos da má alimentação e do sedentarismo e que tenha bons exemplos a serem seguidos de seus próprios pais.

Fonte: Health Qual Life Outcomes. 2009 Jul 3;7:61.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Os Efeitos Do Treinamento De Força Na Musculatura Do Ombro


Sabemos que muitas pessoas, treinadas ou não, sofrem de dores/incômodos nos ombros. Traduzindo em números 7 à 27% dos indivíduos abaixo dos 70 anos de idade e 13.2 à 26% dos indivíduos acima dos 70 anos de idade sofrem desse problema. O treinamento de força pode ser usado tanto para prevenir como reabilitar algumas lesões oriundas dessa região.


Cientistas Australianos testaram várias pessoas que nunca executaram exercícios específicos para a musculatura dos ombros (especificamente o manguito rotador – conjunto de 4 músculos que ajudam na estabilização dessa região). Essas pessoas foram divididas em 2 grupos; um grupo que treinou 3 vezes por semana especificamente para o manguito rotador e um grupo que não treinou especificamente para essa musculatura.


Os pesquisadores também tinham como objetivo avaliar a perda de força nessa musculatura após um período de redução desse treino específico. O treinamento durou 12 semanas e foi seguido de um período de redução que também durou 12 semanas.


Os testes aconteceram antes, durante e depois desses períodos. Os resultados mostraram que o grupo que não treinou especificamente para o manguito rotador não mostrou ganhos de força nessa região, sendo que o grupo que realizou o treinamento específico obteve melhoras de força nessa musculatura.


A diminuição de 3 para apenas 1 vez por semana de treino específico (redução do treinamento específico) foi capaz de manter os ganhos de força obtidos durante o período em que o treinamento ocorreu com uma freqüência de 3 vezes na semana.


Os pesquisadores concluíram que tal programa específico serve para ganho e manutenção de força, além de prevenirem contra lesões, que são muito comuns nessa região, como também contribuírem na reabilitação da musculatura dessa região.


Dicas do Professor:


Como mencionado previamente nesse blog, muitas pessoas ativas sofrem de dores no ombro, dores que evoluem para lesões mais sérias e que muitas vezes tornam-se casos cirúrgicos.


Isso se dá devido ao fato de que o treinamento dessas pessoas ignora uma construção de um alicerce mais estável nas regiões mais susceptíveis a lesões, como é o caso do ombro.


Um trabalho de estabilização no manguito rotador e ganho de flexibilidade na articulação do ombro deve preceder um trabalho mais intenso de força. Isso fará com que o ombro suporte, de maneira mais segura, cargas mais intensas.


Está sentindo alguma dor e/ou incômodo no ombro avise imediatamente seu professor. Não permita que essa dor e/ou incômodo evolua.


Fontes:


Clin Biomech (Bristol, Avon). 2000;15 Suppl 1:S42-5.


Reumatismo. 2009 Apr-Jun;61(2):84-9.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Tendinopatia No Tendão De Aquiles De Corredores


Comparações entre corredores com tendinopatia no tendão de Aquiles e corredores sem tendinopatia mostram, biomecanicamente, diferenças significativas em algumas estruturas-chave colaborativas para esse tipo de lesão. Treinamento adequado para tais estruturas serve como prevenção.

Cientistas americanos dividiram corredores em 2 grupos; (1) grupo de corredores que tiveram tendinopatia. (2) grupo controle de corredores que nunca tiveram tendinopatia.

Após diversas medidas e análises biomecânicas com utilização de câmeras específicas, os cientistas puderam constatar, através de cálculos estatísticos, que os corredores com histórico de tendinopatia no tendão de Aquiles mostraram menor mobilidade na tíbia e no joelho.

Isso se dá, segundo os cientistas, pela diminuição na função dos músculos responsáveis pela mobilidade dessas estruturas, resultando em grande estresse sobre o tendão de Aquiles.

Os cientistas finalizam o estudo sugerindo que uma prescrição de treino que enfatize o fortalecimento dos membros inferiores, como também uma melhora do controle da tíbia, pode reduzir o risco do desenvolvimento da tendinopatia no tendão de Aquiles ou a melhora nessa estrutura para aqueles indivíduos que estão se reabilitando de tal tendinopatia.

Dicas do Professor:

O tendão de Aquiles é uma das estruturas mais lesionadas por aumento de volume nos corredores. Excessiva pronação pode levar a forças rotacionais contraditórias que agem diretamente no tendão de Aquiles. Movimentos conflitantes inter-articulações podem acentuar a rotação desse tendão.

Então, a conclusão dos cientistas se faz importante; é preciso um programa de exercícios que leve em consideração a flexibilidade, estabilização, força e resistência de diversas estruturas direta ou indiretamente ligadas à mecânica de corrida.

Portanto, previna-se antes de correr, principalmente se for correr altos volumes.

Fonte: J Orthop Sports Phys Ther. 2008 Dec;38(12):761-7.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Hipertensão Pode Apresentar Um Sintoma Nada Silencioso


A hipertensão já afeta mais de 20% dos brasileiros. Novos estudos apontam mais um vilão para a doença; a apnéia obstrutiva do sono.

Além dos aspectos contribuintes para a hipertensão já conhecidos; excesso de sal e gordura na alimentação, sedentarismo e tabagismo, um novo aspecto surgiu para aumentar a lista: a apnéia obstrutiva do sono.

Ela é uma pausa respiratória de dez ou mais segundos durante o sono, com queixas freqüentes de ronco.

Vários estudos têm mostrado que 50% dos pacientes com apnéia são hipertensos, o que não significa que toda pessoa que ronca sofre de apnéia, é claro.

Segundo os médicos, uma média de cinco pausas respiratórias por hora já é preocupante, mas alguns pacientes chegam a ter 30 pausas nesse intervalo de tempo. A apnéia causa aumento na freqüência cardíaca e na pressão arterial. Isso acontece porque, com as freqüentes paradas respiratórias, o sangue é menos oxigenado, assim como o cérebro. Logo, o coração dispara, e a pressão sobe. Por isso, é bom estarmos alerta em caso de ronco excessivo.

Dicas do Professor

A chave é a prevenção. Parece redundante, porém vale reforçar: a prática regular de atividade física (orientada por um professor de Educação Física regulamentado), uma alimentação balanceada, descanso suficiente e saúde mental em dia são ingredientes fundamentais para um ótimo nível de saúde.

Para aqueles que já são hipertensos, uma mudança de hábitos (com os ingredientes citados acima) se faz essencial. Essa mudança deve ser acompanhada por um controle constante de exames clínicos para que seja possível observar o comportamento e status atual de sua pressão arterial e outros indicadores de saúde.

Fonte: Fleury Saúde Em Dia, 2009.




segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Alimentação Rica Em Gordura Afeta Aspecto Motor/Cognitivo


Estudo destaca as conseqüências negativas de uma dieta abundante em gordura no desempenho físico/motor, como também na função cognitiva de ratos. Cientistas transferem as conclusões do estudo para humanos.


Pesquisadores da universidade de Oxford – Inglaterra explicam que a eficiência é definida como a quantidade de trabalho produzido por certa quantidade de oxigênio consumido e que é determinante para a capacidade aeróbia, podendo ser alterada pelo fornecimento de substratos metabólicos, aonde os ácidos graxos (gorduras) são menos eficientes que a oxidação da glicose (carboidrato).

Porém, eles afirmam que ainda não é muito claro se o consumo de uma dieta rica em gordura é prejudicial ou benéfica à capacidade de endurance. Eles afirmam, também, que uma dieta rica em gordura, pode, depois de vários meses, levar a um enfraquecimento cognitivo.


O estudo conduzido por esses cientistas demonstrou que ratos que estavam em uma dieta rica em gordura percorreram uma distância menor do que aqueles que estavam em uma dieta com pouca gordura. Além disso, os ratos em dieta rica em gordura realmente tiveram um enfraquecimento cognitivo em um teste de labirinto.


O mais interessante - esses ratos não estavam nessa dieta rica em gordura por vários meses, e sim apenas por 9 dias. Na conclusão do estudo, os cientistas ingleses reiteram a importância de aperfeiçoarmos nossa alimentação para melhorarmos não só nosso desempenho físico, como também nossa função cognitiva.


Dicas do Professor:


Em nosso cotidiano muitas vezes nos sentimos mais estressados, com pouco poder de concentração e absorção de novas informações, nos sentimos mais cansados e com variações de humor, sem nenhum motivo externo aparente. Pois é, às vezes a sua alimentação pode ser a resposta.


Indivíduos ativos, que possuem uma alimentação balanceada e adequada durante a semana e que resolvem “sair da linha” em um dado fim de semana, aumentando a quantidade de gordura ingerida, podem ser vítimas de tais sintomas logo no começo da semana subseqüente. Esses indivíduos acabam sentindo mais o “choque” dessa mudança de hábitos repentina, já que se regram durante a semana.


Já aqueles indivíduos sedentários, cuja alimentação é desbalanceada e contém muita gordura podem não sentir esse “choque” tão intensamente, porém estão, a cada dia que passa e gradualmente, – por isso não percebem tanto os sintomas – a caminho de algum mal maior seja para sua saúde física, mental ou ambas.


Fonte: FASEB J. 2009 Aug 10. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Condicionamento, Adiposidade E Mortalidade Em Hipertensos



Sabendo-se dos variados benefícios oriundos da prática da atividade física, será que um bom condicionamento cardiorrespiratório é um atenuante do risco de mortalidade em homens obesos hipertensos? Um longo estudo americano afirma que sim.


Cientistas da Winston-Salem State University, na Carolina do Norte – EUA acompanharam mais de 13.000 homens com tais características durante 29 anos. Esses homens foram divididos e classificados dentro dos seguintes parâmetros:


1 – Condicionamento Cardiorrespiratório: Baixo, Moderado, Alto
2 – Obesidade: Índice de Massa Corporal (IMC), Circunferência da Cintura, Porcentagem de Gordura Corporal
Durante esse período ocorreram 883 mortes, sendo que 335 delas aconteceram em decorrência de doenças cardiovasculares.
Curiosamente, na análise dos resultados, os cientistas observaram que os indivíduos obesos e hipertensos com o condicionamento cardiorrespiratório alto; fossem eles com o IMC, a circunferência da cintura alta ou a porcentagem de gordura elevados, não apresentaram risco maior de mortalidade quando comparados com indivíduos normais com o condicionamento físico alto.
Conclusão dessa pesquisa: O condicionamento físico é um modificador muito poderoso na associação da adiposidade com a mortalidade em homens obesos hipertensos, anulando todo o risco de mortalidade devido a doenças cardiovasculares.
Dicas do Professor:
Realmente os benefícios de se possuir um nível elevado de condicionamento cardiorrespiratório são indiscutíveis. Esse estudo eleva – individualmente - ainda mais a importância do fitness para a saúde.
Porém, o IMC, a circunferência da cintura, a relação cintura quadril, o índice de conicidade e a porcentagem de gordura quando analisados em conjunto são excelentes indicadores do risco coronariano.
Apesar de o estudo afirmar que o condicionamento físico alto pode anular risco de mortalidade devido a doenças cardiovasculares em obesos hipertensos, devemos saber o que é “condicionamento físico alto” e também lembrar que o fator hereditário também conta muito para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.
Portanto, além de um bom condicionamento físico, devemos sim buscar níveis adequados em todos os outros aspectos relacionados à saúde, nos cercando de todas as variáveis possíveis em nosso caminho ao bem-estar.

Fonte: Am J Hypertens. 2009 Jul 16. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Idosos – Treinamento De Força Na Pressão Arterial

Estudo revela os efeitos do treinamento de força (musculação) na função cardiovascular de idosos.


Pesquisadores Australianos testaram diversos idosos (faixa etária entre 70 e 80 anos de idade) para saber quais os efeitos que um programa de treinamento de força com duração de 16 semanas teria sobre o sistema cardiovascular dos mesmos.
Mais de 20 idosos foram selecionados e divididos em 2 grupos; grupo do treinamento de força e grupo controle (que não realizou nenhuma atividade física).
Várias variáveis foram testadas e comparadas antes e após os testes.

Os pesquisadores puderam então concluir que após as 16 semanas de um programa de treinamento de força houve uma redução significante na resposta da pressão arterial durante uma atividade aeróbia sub-máxima. Portanto, o treinamento de força (musculação) para essa população, não apenas serviu para um ganho de força e hipertrofia, como também fornece benefícios cardiovasculares significantes para essa faixa etária.
Dicas do Professor:

Esse estudo é apenas mais uma prova de que o treinamento de força (musculação) é benéfico em vários aspectos. Os professores de Educação Física mais atualizados estão em uma luta constante para desmistificar muitas idéias errôneas e que infelizmente estão enraizadas na mente das pessoas sobre a musculação.

O treinamento de força não existe apenas para os “fortões”, ou para te deixar “grande” e “musculoso”, há uma série de outros objetivos relacionados à saúde (melhora da postura, aumento de força, etc.) que também são alcançados através do treinamento de força.

A verdade é que, quando bem “explorado”, adequadamente manipulado e utilizado para cada caso, o treinamento de força é um integrante benéfico e valioso na busca pelo fitness e o bem-estar, seja qual for a sua idade.

Fonte: Blood Press Monit. 2009 Aug;14(4):137-44.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Lesões No Joelho Em Consequência Da Corrida


O número de corredores cresce muito cada ano e uma grande parte desses novos corredores praticam essa atividade sem o menor acompanhamento, sem informação e sem nenhum tipo de instrução em vários âmbitos. Resultado; o número de lesões tem aumentado, também. Sendo que o joelho é uma das estruturas mais afetadas, sabe por quê?
Pesquisadores da Wake Forest University – EUA foram atrás da resposta, pois, apesar do mundo científico conhecer bem as lesões decorrentes da corrida, pouco se sabe sobre os fatores de risco que as trazem.

Vários adultos foram avaliados em diversos aspectos físicos e psicológicos que podem aumentar a chance de lesões.

Após todos os testes e suas respectivas análises, os cientistas puderam observar que o peso corporal, a distância percorrida semanalmente e a força (concêntrica) dos quadríceps estavam todos correlacionados com a força compressiva tíbio-femoral. Sendo que a distância percorrida semanalmente e a força dos quadríceps tinham correlações positivas com a força patelo-femoral.

Eles concluíram que uma flexibilidade ruim nos isquiotibiais (posterior da coxa), maior peso corporal, maior distância percorrida semanalmente e muita força nos quadríceps fazem com que haja uma carga maior na articulação do joelho, podendo levar a lesões nessa estrutura.

Dicas do Professor:

Nosso organismo se adapta muito rapidamente, ou seja, quando começamos a praticar atividade física depois de muito tempo inativo, qualquer estímulo será prontamente respondido pelo nosso corpo. Isso não é diferente da caminhada/corrida, é claro! Logo que começamos a andar nos sentimos bem e queremos correr. Porém, as respostas metabólicas (coração, pulmão, etc.) normalmente são mais rápidas que as estruturais (ossos, tendões, etc.), daí a sensação e vontade de correr. Pergunta: será que em tão pouco tempo já posso sair correndo muitos quilômetros por aí, seja na esteira ou nas ruas cheias de desníveis e buracos? Resposta: bom, levando em consideração a explicação que antecedeu a pergunta, acho que vocês já sabem a resposta.

Para evitar as lesões, é imprescindível uma preparação física adequada, que vai prepará-lo progressivamente para a corrida. Portanto, um acompanhamento de um profissional especializado e atualizado é mais do que necessário.

Correr é ótimo, mas exige preparo!

Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2008 Nov;40(11):1873-9.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Fitness E Bem-Estar: Conceitos E Importância



Há muita confusão envolvendo esses dois termos. Porém, existem muitas definições de fitness e de bem-estar. Tão (ou mais) importante quanto sabermos diferenciá-las é sabermos se estamos no caminho certo para a melhora de nossa saúde.


Fitness

Apesar de suas várias definições, fitness, de acordo com a Associação Médica Americana, é definida como “a capacidade geral de nos adaptarmos e respondermos favoravelmente a um esforço físico”.

Bem-Estar


O bem-estar está relacionado a um esforço contínuo para permanecermos saudáveis e atingirmos o potencial mais alto para saúde geral.


Os aspectos do bem-estar são:


- Segurança
- Sexualidade
- Alimentação Adequada
- Fitness
- Educação e Informação quanto à saúde
- Não uso de drogas
- Prevenção do Câncer
- Parar de Fumar
- Controlar o Estresse
- Reduzir o Risco Cardiovascular

Dentro desta estrutura ampla, os cientistas do esporte vêem o fitness de uma perspectiva relacionada à saúde que envolve 4 componentes básicos; resistência cardiovascular, força e resistência muscular, flexibilidade articular e composição corporal.

Essa abordagem tira a ênfase da avaliação do fitness de cada indivíduo baseado em componentes que avaliam apenas o desempenho motor e atlético (testes de velocidade, potência, equilíbrio e agilidade), focando, então, naquelas medidas de fitness que avaliam capacidades funcionais e que refletem diversos aspectos da boa saúde geral, da prevenção de doenças, ou de ambos.

O desempenho de cada indivíduo em cada componente básico citado acima não permanece fixo; ao invés disso, cada componente melhora significantemente através de um programa regular de atividade física adequado e que objetiva a melhora em cada um desses aspectos.

Dicas do Professor:


Possuir um alto nível nos componentes do fitness relacionados à saúde não necessariamente garante o bem-estar total e consequentemente a saúde geral. Por exemplo, uma pessoa que corre 3k por dia, pratica treinamento de força e flexibilidade regularmente e mantém um nível desejável de gordura corporal está no topo dos aspectos de saúde relacionado ao fitness. Porém, na perspectiva do bem-estar, se essa pessoa é hipertensa, possuí colesterol alto, fuma, têm níveis altos de estresse, essa pessoa está se deparando com um alto risco cardiovascular e, claramente, não seria classificada como estando “bem”.

Está mais do que provado e é sabido que a prática regular da atividade física trás muitos benefícios à nossa saúde. Porém, o maior impacto está relacionado à melhora da “qualidade de vida”.

Portanto, sabendo diferenciar e dar a devida importância tanto ao fitness quanto ao bem-estar, estaremos não só reduzindo nossos problemas funcionais e de saúde durante nossa idade adulta e durante a melhor idade, mas estaremos também no caminho de uma vida muito mais longa.

Fonte: McArdle, Katch & Katch. Essentials of Exercise Physiology 2nd edition. 2000.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Relação Entre Bem-Estar E Comportamento Não-Saudável


É possível predizer a mortalidade prematura através de comportamentos não-saudáveis. A qualidade de vida de certo indivíduo está ligada à doenças crônicas. Portanto, é possível de se imaginar que há uma relação entre comportamentos não-saudáveis e o bem-estar de um indivíduo.

Foi o que pesquisadores da Universidade de Colorado Denver – EUA resolveram investigar em uma análise com mais de 5.000 pacientes de mais de 67 variações em seus estilos de vida.
Eles buscaram examinar a relação entre comportamentos de risco e dias físicos e mentais não-saudáveis.

Foi observado que o fumo, uma alimentação não-adequada e o sedentarismo estavam associados com os dias mais não-saudáveis de acordo com as respostas dos questionários dos próprios pacientes. Sendo que o fumo aumentou estatisticamente a probabilidade de mais dias não-saudáveis.

Através desta pesquisa foi possível concluir que comportamentos não-saudáveis estão associados com um aumento nas chances de dias físicos e mentais não-saudáveis.

Dicas do Professor:

O conteúdo desse post parece bem óbvio para a grande maioria, mas a intenção é de, na verdade, “abrir a mente” das pessoas para que elas possam ter uma abordagem mais ampla na busca pela saúde. Ou seja, não adianta “passar o dia” na academia se fora dela seus hábitos acabam conflitando com o próprio objetivo da prática de sua atividade física.

Devemos entender que o exercício é de suma importância para a saúde, mas que ele, per se, não faz milagre.

O importante é o conjunto de fatores que o levarão a ter uma vida mais longa e com saúde.

Fonte: J Am Board Fam Med. 2009 Jul-Aug;22(4):368-74.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Mulheres Obesas Têm Dificuldade Em Encontrar Prazer Na Atividade Física


Todos sabem dos benefícios oriundos da atividade física, inclusive as mulheres obesas. Mas há, claramente, uma dificuldade encontrada por esse grupo, não tanto para começar a praticar qualquer tipo de atividade física, mas, principalmente, para continuar a atividade por um longo período, sendo que apenas 3% das obesas dão continuidade à sua atividade física. Motivo de tudo isso pode ser parcialmente explicado pela ansiedade, aponta estudo.

Uma pesquisa realizada pela Iowa State University – EUA testou e comparou 2 grupos, um grupo com mulheres dentro do peso ideal e um outro com mulheres obesas. Os objetivos dos cientistas foram:

1 – Analisar a resposta/sentimento emocional geral que o exercício causou nas mulheres.

2 – A relação desse sentimento com a ansiedade.

De maneira interessante, foi descoberto após os testes e re-testes que o sentimento emocional geral não foi diferente entre as mulheres dentro do peso normal e as mulheres obesas. Porém, foi constatado que as mulheres obesas apresentaram valores menores de prazer conforme a intensidade do exercício aumentava, assim como níveis mais baixos de energia logo após o teste quando comparadas com as mulheres dentro do peso.

Além disso, levando em considerações os 2 grupos de mulheres, quanto maior foi o nível de prazer na atividade, menor foi o nível de ansiedade e vice-versa.

Portanto, os baixos níveis de prazer e energia apresentados pelas mulheres obesas devido, em parte, a altos níveis de ansiedade, podem explicar a baixa participação e a adesão dessas mulheres em qualquer tipo de atividade física.

Dicas do professor:

A mudança de hábito/estilo de vida não é um processo imediato. Salvo raras exceções, é extremamente difícil uma pessoa sair de um estado de total sedentarismo e hábitos não muitos saudáveis como beber, fumar e má alimentação e, de repente, querer mudar tudo de uma só vez.

Isso afeta o estado psicológico da pessoa, que acaba se desmotivando rapidamente e retornando aos maus hábitos.

A mudança deve ser gradativa e informativa, dentro dos níveis individuais de tolerância – que também é um aspecto treinável – de cada um. Não é preciso nenhuma medida radical, mas é imprescindível uma dose de força de vontade, disciplina, paciência e mente aberta para melhorar seu autoconhecimento, tudo no seu tempo.

Quando menos perceber, você já está saudável!

Fonte: Obesity (Silver Spring). 2009 Jun 25. [Epub ahead of print]

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Treinamento De Força Em Superfície Instável


Você já treinou assim? Sabe da importância?

Há vários exemplos, seja na vida diária ou em atividades esportivas, em que exercemos força em superfícies não muito estáveis para o nosso corpo.

Segundo pesquisa realizada no Canadá, a instabilidade pode diminuir o resultado da força de um músculo, porém mantém o músculo altamente ativado.

A manutenção dessa alta ativação muscular no tronco e nos membros enquanto fazemos força em superfícies instáveis, aumenta as funções estabilizadoras de nossos músculos. O aumento nesse estresse associado com a instabilidade promove maiores adaptações neuromusculares, como diminuição das co-contrações, melhora na coordenação muscular e maior confiança na realização de determinada tarefa.

Além disso, o aumento na ativação muscular com menos estresse nas articulações e nos músculos também pode ser benéfica para a saúde músculo-esquelética, como também para reabilitação.

No entanto, a menor produção de força em decorrência da superfície instável pode funcionar de forma negativa para ganhos absolutos de força quando praticamos o treinamento de força. Ainda, alguns estudos mostraram um aumento da co-contração durante o treinamento em superfícies instáveis.

Os efeitos positivos do treinamento em superfícies instáveis para melhora de performance em determinado esporte em específico, segundo os autores, ainda precisam ser melhor quantificados.

Segundo esses autores, a literatura sugere que quando estamos planejando um programa de treinamento de força para saúde dos músculos ou para reabilitação, devemos incluir exercícios em superfícies estáveis e instáveis. Isso proporcionará uma ênfase tanto na força (superfície estável), quanto no equilíbrio e coordenação (superfície instável), estressando o sistema neuromuscular de maneira eficaz e completa.

Fonte: J Strength Cond Res. 2006 Aug;20(3):716-22.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Cuidado com os pés diminui risco de amputação entre diabéticos

Região é vulnerável a infecções, perda de sensibilidade e fluxo de sangue.

Medicação que controla nível de gordura no sangue minimiza problemas.

Os diabéticos sabem que devem cuidar de seus pés. Infelizmente ainda vemos muitos casos de amputações nas extremidades inferiores, dedos e pés. Em nosso país a doença é a primeira causa das amputações não traumáticas de membros inferiores.

Segundo o Ministério da Saúde, o diabetes atinge 5,2% dos adultos acima dos 18 anos, correspondendo a aproximadamente 6 milhões de pessoas. As causas principais das amputações são as infecções e os pequenos ferimentos. Os diabéticos apresentam diminuição da sensibilidade e diminuição da irrigação sanguínea. Esses fatores facilitam a instalação das infecções e dificultam o tratamento.

A prevenção do diabetes e seu tratamento adequado poderiam diminuir o número de pacientes que precisam passar por essas cirurgias mutiladoras. Pesquisadores descobriram que pacientes diabéticos, portadores de diabetes tipo 2, o mais comum, agora têm nova arma contra esse problema. Usar um tipo de medicação que ajuda a controlar as gorduras do sangue chamadas de fenofibratos diminui o risco de amputações nesses pacientes.

A conclusão veio após o acompanhamento de mais de 10 mil diabéticos por cinco anos. A utilização dos fenofibratos cortou em 36% o risco de amputações nos participantes do estudo.

Os especialistas recomendam que, além do tratamento medicamentoso, os diabéticos tomem muito cuidado com seus pés. Após a higiene rigorosa, os pés devem ser mantidos secos e os calçados devem ser sempre confortáveis e bem ajustados.

Fonte: www.g1.com

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Treinamento De Força Pode Alterar Positivamente A Composição Corporal De Crianças Obesas


Estudo Australiano comprova essa tese.


Durante 8 semanas, cientistas Australianos recrutaram e estudaram as respostas de um treinamento periodizado de força em 48 crianças, sendo 26 meninas e 22 meninos.


As crianças treinaram 3 vezes por semana, supervisionadas por profissionais especializados.


Os cientistas mediram as seguintes variáveis:


Composição corporal; antropometria; força; potência.


Após o período de 8 semanas de intervenção, foi constatado uma diminuição média na porcentagem de gordura corporal de 2.6%, sendo que a massa magra apresentou um aumento médio de 5.3%.


Não houve mudança significativa na altura, peso absoluto, índice de massa corporal (IMC), massa de gordura total, e conteúdo mineral ósseo.


A força e potência das crianças também melhoraram significantemente.


Esses resultados demonstraram que um programa de treinamento resistido para crianças obesas altera significantemente a composição corporal, força e potência das mesmas. Os autores enfatizaram que as atividades foram muito bem toleradas por todos os participantes.


É importante frisar, porém, que esse tipo de treinamento para crianças deve ser prescrito apenas por profissionais altamente qualificados nesse quesito.


Fonte: J Strength Cond Res. 2009 Jan;23(1):80-5.


terça-feira, 2 de junho de 2009

Cor da pele afeta o armazenamento da nicotina pelo organismo, diz estudo




Quanto mais escura a pele, maior a absorção de nicotina . Estudo foi feito com poucas pessoas e é tido como "preliminar".

Um novo estudo descobriu que fumantes com pele mais escura podem ser mais afetados pela nicotina do que aqueles de pele mais clara.

Pesquisadores disseram ser possível que a nicotina no tabaco se ligue à melanina, composto que dá cor à pele. Quanto mais escura a pele, maior a quantidade de melanina – e talvez mais nicotina seja armazenada.

Os pesquisadores, cujo estudo aparece na publicação "Pharmacology, Biochemistry and Behavior", apontaram o pequeno número de pessoas utilizadas no estudo e disseram que as descobertas deveriam ser consideradas preliminarmente.

Porém, a pesquisa pode esclarecer o porquê de algumas pessoas aparentemente serem mais afetadas pela nicotina do que outras.

Para o estudo, os pesquisadores, comandados por Gary King, professor de saúde bio-comportamental na Universidade Penn State, examinaram 150 fumantes afro-americanos.

Eles mediram os níveis de melanina e cotinina, um subproduto da nicotina. Eles também fizeram algumas perguntas aos voluntários, para avaliar o quão forte era o hábito de fumar em cada um.

Descobriu-se que as pessoas com mais melanina fumavam mais tinham mais cotinina em seu sistema, além do maior nível de dependência em tabaco, disseram os pesquisadores.

Fonte:

Link between facultative melanin and tobacco use among African Americans


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Treinamento De Força No Tratamento De Diabetes E Obesidade


Uma revisão científica de vários estudos comprova a eficácia do Treinamento de Força em indivíduos nessas condições.

Cientistas da University School Of Medicine de Boston – EUA, realizaram uma pesquisa que teve como objetivo a coleta do maior número possível de artigos científicos que tratassem do treinamento resistido (treinamento de força) no tratamento da Diabetes e da Obesidade.

O estudo desses cientistas buscou, principalmente, artigos que explicassem em detalhes os mecanismos biológicos por trás dos benefícios do treinamento de força para essa população.

Foi descoberto por eles que o treinamento resistido parece mesmo aumentar a sensibilidade à insulina e a melhorar a tolerância à glicose em vários desses estudos.

Além disso, os estudos comprovam que o consumo de glicose não é uma mera conseqüência do típico aumento da massa magra associado ao treinamento resistido, mas sim é um resultado de mudanças qualitativas no músculo treinado nessa modalidade.

Há também provas substanciais de que o treinamento resistido pode alterar de maneira eficaz a composição corporal nos homens e nas mulheres. Esse tipo de treinamento aumenta a massa magra total, força muscular, taxa metabólica basal e, preferencialmente, mobiliza o tecido adiposo visceral e subcutâneo na região abdominal.

Os pesquisadores reforçam a necessidade e a importância do treinamento resistido (além do treinamento aeróbio) para diabéticos e obesos.

Fonte: J Cardiopulm Rehabil Prev. 2009 Mar-Apr;29(2):67-75.