quarta-feira, 21 de maio de 2008

A importância de uma avaliação física bem planejada e conduzida

Infelizmente, é muito comum observarmos, em diversos centros de atividade física, certo
descaso com as rotinas de avaliação física.

Os problemas são muitos, mas os mais importantes são: imprecisão na coleta das medidas; equívocos na seleção dos testes, protocolos e fórmulas de cálculo; erros na interpretação dos resultados; utilização inadequada dos dados obtidos.

Em muitos casos, a avaliação física é utilizada apenas como mais uma maneira de aumentar os lucros,não havendo nenhum benefício ao aluno tampouco aos professores que prescreverão seu treino.

Freqüentemente, a pouca importância dada à avaliação física revela-se na precariedade de salas e
equipamentos: salas pequenas, barulhentas, abafadas e desconfortáveis aos alunos podem resultar em alterações nas suas respostas fisiológicas que certamente interferirão nos resultados da avaliação física.

Obviamente, uma avaliação física imprecisa poderá comprometer a eficácia do treinamento ou dificultar a avaliação de seu progresso.

Do mesmo modo, instrumentos de baixa qualidade, mal calibrados ou cuja manutenção não é feita de forma rigorosa também podem prejudicar sobremaneira a acurácia e precisão de uma avaliação física.

A avaliação física inicial é fundamental para averiguar as condições do aluno, suas necessidades, potencialidades e limitações. Somente com base nesses resultados um programa de exercícios sério e efetivo poderá ser planejado.

Sem a avaliação inicial, torna-se impossível definir objetivos, metas e traçar estratégias para alcançá-los. Sem a avaliação inicial,também não há como definir parâmetros chave de qualquer treinamento, como tipo predominante de atividade prescrita, volume, intensidade e sua periodização.

De maneira semelhante, as reavaliações periódicas são imprescindíveis para que seja possível verificar se o treino prescrito está sendo efetivo e se os objetivos estão sendo alcançados. Assim, tem-se uma base concreta para que eventuais mudanças nas variáveis do treino sejam realizadas.

A avaliação física deve ser cuidadosamente planejada e executada. Os cuidados devem envolver desde a escolha do espaço (sala razoavelmente ampla, silenciosa e climatizada), até os equipamentos (boa qualidade, equipamentos testados e validados na literatura científica, manutenção correta) e o treinamento dos avaliadores (devem saber realizar as medidas, interpretá-las e explicá-las aos alunos).

É claro que a avaliação física pode ser uma fonte geradora de recursos, mas não se pode esquecer que a principal função dela é fornecer base científica para o trabalho dos professores,além de permitir ao próprio aluno avaliar se os serviços que ele está contratando estão sendo realmente efetivos. Portanto, vale a pena investir mais na avaliação física para que ela possa melhorar a qualidade dos serviços prestados pelos profissionais de educação física, garantir maior satisfação aos alunos e retorno financeiro.

sábado, 17 de maio de 2008

Por uma vida saudável




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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Estudo sugere que obesos contribuem para crise alimentar

Um estudo conduzido por pesquisadores britânicos sugere que as pessoas obesas estão contribuindo para o agravamento da crise dos alimentos e a degradação do meio ambiente.

Os especialistas, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, calcularam que os obesos têm um consumo de calorias 18% maior do que a média.

Segundo o estudo, eles precisam de 1.680 calorias para sustentar seu nível normal de energia e outras 1.280 para manter o ritmo das atividades diárias - um quinto a mais do que o normal.

O estudo, publicado na revista Lancet, diz que o alto consumo de alimentos tem uma reação em cadeia.
 
A maior demanda por comida faz aumentar a produção, que por sua vez requer mais petróleo para equipamentos agrícolas e meios de transporte.

Por conseqüência, a demanda crescente por combustíveis acarreta no aumento do preço, que acaba sendo repassado para a comida.

Além disso, dizem os especialistas, as pessoas obesas preferem usar transportes motorizados a andar a pé, aumentando a demanda por combustíveis e, por conseqüência, a poluição do meio ambiente.

Segundo os especialistas, como resultado desta matemática, os pobres acabam prejudicados porque não tem dinheiro suficiente para comprar alimentos ao mesmo tempo em que sofrem efeitos das emissões de gases poluentes.

Eles propõem uma solução: "Políticas de transporte urbano que promovam caminhadas e ciclismo, pois, controlariam o preço dos alimentos ao reduzir a demanda global por petróleo. Essas medidas ainda ajudariam a reduzir o número de obesos", disse o co-autor da pesquisa Phil Edwards.

Fonte:BBC Brasil - Ciência e Saúde
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080516_obesidadecrisealimentar_fp.shtml

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Osteoporose

Definição

A Osteoporose é um distúrbio osteometabólico caracterizado pela diminuição da densidade mineral óssea, com deterioração da microarquitetura óssea, levando a um aumento da fragilidade esquelética e do risco de fraturas.

A partir de 1994, a OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou a osteoporose em mulheres da raça branca na pós-menopausa, considerando os valores de densidade óssea, conforme referido em diagnóstico a seguir.

As principais manifestações clínicas da osteoporose são as fraturas, sendo as mais freqüentes as de vértebras, fêmur e antebraço.

Estas têm grande importância na sociedade brasileira considerando o seu envelhecimento progressivo com graves conseqüências físicas, financeiras e psicossociais, afetando o indivíduo, a família e a comunidade.

Atinge homens e mulheres com predominância no sexo feminino com deficiência estrogênica e indivíduos idosos.

Epidemiologia

A prevalência de osteoporose e incidência de fraturas variam de acordo com o sexo e a raça. As mulheres brancas na pós-menopausa apresentam maior incidência de fraturas.

A partir dos 50 anos, 30% das mulheres e 13% dos homens poderão sofrer algum tipo de fratura por osteoporose ao longo da vida.

Estudos realizados no Brasil evidenciam incidência similar, especialmente na população branca; porém, deve-se considerar a grande miscigenação da população brasileira tendo em vista a menor incidência de fraturas nos indivíduos da raça negra.


Diagnóstico

História Clínica:

É fundamental uma investigação minuciosa dos fatores de risco para osteoporose e para fraturas.

Deve-se considerar a avaliação de mulheres na pós-menopausa que apresentem um ou mais fatores clínicos de risco citados anteriormente, após 65 anos independentemente da presença de fatores de risco, e em homens com fatores de risco para fraturas.

Uma fratura por trauma mínimo ou atraumática em adulto (40 a 45 anos de idade ou mais) é de extrema importância clínica, pois estabelece uma susceptibilidade ímpar para fraturas e prediz, fortemente, o potencial para futuras fraturas.

Os fatores de risco para baixa massa óssea não são sensíveis o suficiente para diagnosticar ou excluir a osteoporose.

Apenas as medidas de densidade mineral óssea podem identificar os pacientes com massa óssea reduzida.

No entanto, a avaliação de fatores de risco clínicos pode ser útil para as seguintes situações:

– identificar mulheres de elevado risco para fraturas;
– aumentar a conscientização sobre osteoporose;
– desenvolver estratégias sociais para a prevenção de fraturas e tratamento da osteoporose.

Relacionam-se, abaixo, os fatores de risco clínicos para osteoporose e fraturas:

Fatores Maiores:

– sexo feminino;
– baixa massa óssea ;
– fratura prévia;
– raça asiática ou caucásica;
– idade avançada em ambos os sexos;
– história materna de fratura do colo femoral e/ou osteoporose;
– menopausa precoce não tratada (antes dos 40 anos);
– tratamento com corticóides.

Fatores Menores:

– amenorréia primária ou secundária;
– hipogonadismo primário ou secundário em homens;
– perda de peso após os 25 anos ou baixo índice de massa corpórea
(IMC < 19 kg/m2);
– tabagismo;
– alcoolismo;
– sedentarismo;
– tratamento com outras drogas que induzem perda de massa óssea como a heparina, varfarina, anticonvulsivantes (fenobarbital, fenitoína, carbamazepina), lítio e metotrexate;
– imobilização prolongada;
– dieta pobre em cálcio;
– doenças que induzem a perda de massa óssea.

Fonte:

Consenso Brasileiro de Osteoporose – Rev Bras Reumatol – vol.42- nº 6- Nov/dez 20002

domingo, 11 de maio de 2008

Métodos de Treinamento Aeróbio : Contínuo Uniforme ou Constante



Os métodos de treinamento são as diferentes formas de como os exercícios podem ser realizados.

Segundo Gomes (1999) apud Monteiro (2000), compreendem os vários procedimentos tomados para sistematizar os meios que devem garantir os resultados almejados.

Como exemplo, a corrida pode ser organizada de vários métodos diferentes, dependendo da etapa de treinamento e dos objetivos.

Métodos de treinamento cardiorrespiratório

Método Contínuo

Características:

• Realizam-se sem pausas intermediárias de recuperação
• Têm como finalidade o treinamento da capacidade e potência aeróbia ( volume e intensidade )
• Duas formas: Uniforme e variado

O método contínuo, também chamado de método de duração (Weineck, 1999), apud Monteiro(2000) tem em primeiro plano a melhora da capacidade aeróbia e, dependendo da abrangência e intensidade da carga de resistência, diferentes efeitos são objetivados por esse método.

Sendo fundamental para as atividades ciclicas de longa duração (natação, corrida e ciclismo) e para desenvolver a resistência de base em outras modalidades, utilizando grandes volumes de treino, baixa intensidade e ausência de intervalos.

De acordo com a intensidade, mensurada pelo comportamento da frequência cardíaca (FC), os métodos contínuos podem ser utilizados nas sessões de treinamento de duas formas:

1. Ritmo Constante ou Uniforme
2. Ritmo Variado ou Variativo

Método Contínuo de Ritmo Constante ou Contínuo Uniforme

Esta forma procura manter a intensidade durante toda a realização do exercício. Por exemplo, caminhar 30 minutos, mantendo a intensidade a 140 bpm do início ao final da atividade. Este método admite 3 variantes em relação ao ritmo de execução, podendo ser trabalhado de forma “lenta” (Contínuos extensivo), “Média” e “Rápida” (contínuos intensivos), dependendo da energia exigida em tais modalidades e períodos de treinos.

Métodos Contínuos de Ritmo Uniforme Extensivo “lentos”

Características: Lento, Contínuo extensivo
Duração: 1h até 4 h
Distâncias:
• Corredores de fundo: 15 a 30 km
• Natatação: 2 a 5 km
• Ciclismo: 40 a 80 km

Intensidade:
• 60 a 65% da VAM (Velocidade Aeróbia Máxima)
• Aeróbico ligeiro: RLD(Resistência de Longa Duração) III ;
• 50 a 70% do VO2 MÁX.
• 60 A 80% do LA (limiar Anaeróbio)
• Lactato 1.5 a 4.0 mmol / l
• F.C. 130 – 160 bpm

Objetivo:

Este método tem como objetivo, utilização dos acidos graxos, melhora da circulação periférica, maior porcentagem de fibras ST, maior número de mitocôndria: trabalho regenerativo

Métodos contínuos de ritmo uniforme “ Médios”

Características: médio
Duração: 45 a 90 minutos
Distâncias:
• Corredores de fundo: até 20 km
• Natatação: 2 a 4 km
• Ciclismo: 30 a 60km

Intensidade:
• Até 75% da VAM
• Aeróbico médio; RLD II;
• 70 a 75% do VO2 MÁX.
• 80 a 85 % do LA
• Lactato 3.0 a 7.0 mmol/l
• F.C. 150 – 170 bpm
• Zona de transição aeróbia/Anaeróbia

Objetivo:

Este método tem como objetivo melhorar a capacidade e a potência aeróbia
Cuidados: Esgotamento das reservas de Hidratos de Carbono- Atentar-se às recuperações das sessões

Métodos contínuos de ritmo uniforme “Rápidos”

Características: Rápidos; Contínuo intensivo
Duração: 20 a 45 minutos
Distâncias:
• Corredores de fundo: 6 a 12 km
• Natação: 1 a 2 km
• Ciclismo: 15 a 30km

Intensidade:

• 100% da VAM
• 90 a 100% da VC (velocidade de competição)
• Potência aeróbia e metabolismo anaeróbio (capacidade anaeróbia lática)
• + 80% do VO2 MÁX.
• 85 - 95% do LA
• Lactato: Superior a 7 mmol/l
• F.C: Superior a 170 bpm

Objetivo:

O objetivo deste método é melhorar a potência aeróbia e a capacidade anaeróbia lática. Elevação do limiar anaeróbio, hipertrofia do músculo cardíaco e aumentar a capilarização do músculo esquelético.
Cuidados: Overtraining

Fonte: Monteiro, Artur Guerrini, Treinamento Personalizado: Uma abordagem Didático Metodológica. São Paulo, Phorte, 2000

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O excesso de peso corporal

O excesso de peso está ligado não somente a alta ingestão de alimentos, mas também a influências genéticas, ambientais, ao nível de atividade física, a imagem corporal e, em alguns casos, está ligado também a anormalidades glandulares.

A obesidade nos dias de hoje é considerada uma doença. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) ela afeta 300 milhões de pessoas em todo o mundo e no Brasil a situação não é diferente, a obesidade dobrou nos últimos anos.

Acredita-se que este número tão alto de pessoas com sobrepeso tenha uma explicação bastante simples, a modernização, que trouxe consigo também um aumento do consumo de alimentos ricos em proteínas e gorduras e uma diminuição do tempo gasto com exercícios em função do estresse do cotidiano, e o consumo dos chamados fast food, refeições rápidas e normalmente pouco nutritivas, além de ricas em gordura.

A maior preocupação de especialistas é que a obesidade traz consigo patologias como alguns tipos de câncer, diabetes, doenças coronarianas, ou seja, ela traz riscos à saúde!

As pessoas então devem se preocupar em relação ao sobrepeso não somente por questões de aparência pessoal e estética, mas também por questões de saúde.

A obesidade no entanto é diferente para ambos os sexos, para os homens, por exemplo, a obesidade é denominada andróide – deposição de gordura na região abdominal ou em formato de maça, para as mulheres a obesidade é denominada ginóide – deposição de gordura nas regiões glúteas e femorais ou em formato de pêra.

Para entender melhor como o processo de ganho de peso ocorre temos que as células adiposas, onde as gorduras se armazenam, podem aumentar de 2 formas:

- Os adipócitos existentes aumentam de volume ou se enchem com mais gordura = hipertrofia de células adiposas

- O número total de adipócitos aumenta = hiperplasia de células adiposas

O ganho de peso ocorre então, quando a energia ingerida pelo indivíduo excede a energia gasta pelo organismo, desencadeando o processo acima citado.

Pesquisas feitas em animais mostram que as alterações na dimensão e no número de células de gordura podem ser conseguidas através da modificação da dieta e da atividade física.

O tratamento da obesidade é feito a partir do controle da ingesta de alimentos (dieta individualizada) proposta por nutricionistas e medicamentos que devem ser prescritos por médicos.

Porém em casos não tão graves onde se caracteriza apenas um sobrepeso não chegando o indivíduo a ser obeso, onde o objetivo maior de um programa de emagrecimento é a estética, um tratamento eficiente compreende Dieta e Exercício.

Cerca de 80 % da população brasileira é sedentária, isto quer dizer que apenas uma pequena faixa da população pratica atividade física regularmente. Assim, é de extrema importância o incentivo, independente da faixa etária, à realização de exercícios, contribuindo também para uma vida mais saudável.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

A orientação personalizada evita riscos à saúde.

Nos últimos anos, os exercícios físicos vêm sendo recomendados para prevenir e combater diversos tipos de doenças, que vão do estresse ao câncer e doenças do coração.

Apesar dos benefícios que a atividade física regular oferece a indivíduos de qualquer faixa etária, ultrapassando a dimensão física e biológica, é importante haver uma prescrição cuidadosa, além de acompanhamento e avaliação periódica.

Uma grande parte das lesões de quadril e joelho, entre outras, se agravam após esforços intensos por parte de atletas “de ocasião”.

O risco é ainda maior quando acreditam que a dor intensa que sentem no dia seguinte se deve apenas à falta de hábito ou ao fato de estarem “enferrujados”. A essa altura, já pode ter havido algum deslocamento ou comprometimento mais grave que está sendo negligenciado e precisa de cuidados urgentes.

A decisão de praticar exercícios nunca deve ser tomada de uma hora para outra.

Antes de uma pessoa definir o tipo de treinamento físico que pretende adotar, é preciso definir junto a um profissional habilitado o programa mais adequado à sua saúde, capacidade física e, inclusive, levar em conta seus fatores genéticos.

É fundamental que esse profissional levante o histórico de saúde da pessoa, ponderando sobre eventuais lesões que este já tenha sofrido, doenças existentes, fatores de risco e, por fim, com que objetivo ela precisa de um programa de treinamento físico.

A individualização do programa de treino é importante, pois alguns exercícios podem servir para um e não servir para outro.

Um treinamento envolvendo caminhada para um idoso sedentário certamente trará benefícios para sua aptidão cardiovascular, mas não trará melhoras para um indivíduo já condicionado para esse tipo de exercício, que necessitará de uma intensidade maior, característica de um
trote ou corrida.

Considerando esse mesmo idoso, será que a caminhada será suficiente para reverter perda de massa muscular e óssea (sarcopenia), ou perda de flexibilidade?

Portanto, se faz necessário que o treino seja individualizado e diversificado de forma a atender os diversos componentes da aptidão física para a saúde, como a condição cardiovascular, força muscular, flexibilidade e composição corporal.

Hoje em dia, o trabalho de um personal trainer tem de estar totalmente inserido em um contexto multidisciplinar, já que a “prescrição” de exercícios deve estar alinhada com médicos e fisioterapeutas que eventualmente acompanhem o paciente.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Pequenas atitudes que ajudam evitar problemas posturais

A postura é um fator importante no dia a dia, para que possamos evitar as dores musculares e articulares.

A má postura por si só causa dor, ainda mais se estamos realizando uma tarefa em situação de má postura, dormindo em colchão inadequado, e pior ainda, em posição incorreta.

Situações no dia-a-dia podem evitar diversos fatores que podem gerar lesões ou desvios que, juntamente com a dor, propiciarão desconfortos e problemas futuros.

A má postura pode ser evitada com simples atitudes que serão listadas abaixo:



  1. Ande o mais ereto possível, (imagine-se caminhando equilibrando um livro na cabeça) endireite seu corpo, olhe acima do horizonte ao andar.

  2. Evite dobrar o corpo quando, estando em pé, realizar um serviço sobre uma mesa, balcão, bancada, levante o que está fazendo.

  3. Quando estiver sentado, não cruzar as pernas, manter as costas retas, usar todo o assento e encosto.

  4. Dormir sempre de lado, com as pernas encolhidas, travesseiro na altura do ombro, não muito macio que mantenha a distância do colchão, usar colchões com densidade adequada a seu peso e altura. Para casais, existem colchões com densidades diferentes em cada lado. Cama com estrado firme, e que não deforme com o seu peso.

  5. Evitar levantar pesos do chão, acima de 20 % do seu peso corporal, abaixe-se como um halterofilista.

  6. Não colocar pesos acima dos ombros e cabeça em prateleiras altas, use um banco.

  7. Não carregue bolsas pesadas inutilmente, durante o dia todo. Não carregue bolsas de um mesmo lado, divida o peso, carregando com os dois braços.

  8. Evitar torções do pescoço ou do tronco, evite assistir TV e ler na cama.

  9. Evitar uso prolongado de sapatos altos, eles além de provocar dores nas costas por interferir no centro de equilíbrio do corpo (fig. 9)e conseqüente esforço muscular para equilibrar, (fig.9.a) também sobrecarregam a parte anterior no pé, provocando (especialmente se forem do tipo "bico fino") ou piorando o joanetes, provocando dores por sobrecarga nas cabeças dos metatarsianos (ossos da parte anterior do pé) e também tendinites.

  10. Evitar atender ao telefone ao mesmo tempo em que realiza outras tarefas, provocando torções excessivas e desnecessárias no tronco.




Em caso de dúvida ou continuação da sintomatologia, é recomendável buscar orientação profissional.


Fonte:

http://www.efdeportes.com/efd65/hernia.htm

Índice Glicêmico

O índice glicêmico (IG) é um fator que diferencia os carboidratos, e está relacionado com o nível de açúcar no sangue.

Sempre que ingerimos carboidratos, estes entram na corrente sanguínea com diferentes velocidades. Com base nesse fato, Jenkins e cols, 1981, classificaram os carboidratos através da resposta glicêmica ou do índice glicêmico: quanto mais rápido o seu ingresso, maior será a liberação de insulina pelo pâncreas, pois o corpo tenta equilibrar os níveis de açúcar.

A escala, indicada em percentagens, baseia-se na ingestão do pão branco como comida padrão, assumindo-se IG igual a 100.

Alimentos que afetam pouco a resposta de insulina no sangue são considerados de baixo valor glicêmico, e os que afetam muito, de alto valor glicêmico.

A insulina é um homônio que tem o poder de transportar o açúcar para dentro das células dos músculos, onde se deposita na forma de glicogênio; estes depósitos, entretanto, têm uma capacidade limitada, o que faz com que todo o excesso de glicose no sangue seja convertido em ácidos gordurosos e triglicerídios, que serão armazenados sob a forma de gordura.

Caso o indivíduo continue ingerindo alimentos de alto IG, o seu organismo começa a adquirir resistência à insulina, uma vez que o seu corpo começa a produzir uma quantidade maior de insulina.

Para que haja um equilíbrio da glicemia, o organismo utiliza-se de alguns mecanismos reguladores, elevando rapidamente os níveis de insulina na corrente sanguínea e baixando os níveis de glucagon.

Após as duas primeiras horas da refeição de alto índice glicêmico, não se tem mais absorção, mas os efeitos da hiperinsulinemia persistem, resultando numa brusca queda da glicemia.

É comprovado que fatores genéticos influenciam na resposta pós-prandial (após a refeição) e que esta resposta é geralmente individual. Mas os estudos demonstram que a hipoglicemia pós-prandial seguida de uma refeição de alto índice glicêmico pode ser considerada uma regra.

Esta resposta parece ser ainda mais pronunciada e evidente em obesos. Este dado nos leva a considerar a orientação de dietas de baixo índice glicêmico para os nossos clientes, ainda mais se considerarmos o efeito rebote de fome, conseqüente da baixa circulação de combustíveis no final do perído pós-prandial.

A partir de um estudo de revisão bibliográfica sobre os efeitos do índice glicêmico na manutenção ou ganho de peso, observa-se que 99% dos estudos em humanos comprovam uma menor sensação de saciedade e uma intensificação da fome em dietas de alto índice glicêmico.

Logo, uma dieta equilibrada, com a seleção de alimentos de baixo índice glicêmico, evitaria um desequilíbrio hormonal, preservando a glicemia em níveis aceitáveis e a sua melhor utilização, evitando que haja um aumento da lipidemia (concentração de lipídeos no sangue).

Estes fatores, claramente, têm importante papel na prevenção e no tratamento das doenças crônicas como obesidade, diabetes, doenças cardíacas e até alguns tipos de cânceres.

Deixo em aberto uma possível discussão futura sobre a prática de uma atividade física e sua grande importância nesse processo de regulação e utilização da glicose.

OBS: Clique sobre a tabela para melhor visualização.

Fontes:

Dra Zuleika Salles Cozzi Halpern (Endocrinologista – Secretária da ABESO) e Mariana Del Bosco Rodrigues (Nutricionista). Revista ABESO Ed. 18 -
http://www.abeso.org.br


GALLOP, Rick. A dieta do índice glicêmico, in http://pt.wikipedia.org/ Rio de Janeiro: Sextante, 2006. 144p. tabelas. ISBN 8575422235

Tabela: Food and Agriculture Organization of The United Nations (FAO)

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Exercício físico e função cognitiva: uma revisão

RESUMO

O exercício e o treinamento físico são conhecidos por promover diversas alterações, incluindo benefícios cardiorrespiratórios, aumento da densidade mineral óssea e diminuição do risco de doenças crônico-degenerativas.

Recentemente outro aspecto tem ganhando notoriedade: trata-se da melhoria na função cognitiva.

Embora haja grande controvérsia, diversos estudos têm demonstrado que o exercício físico melhora e protege a função cerebral, sugerindo que pessoas fisicamente ativas apresentam menor risco de serem acometidas por desordens mentais em relação às sedentárias.

Isso mostra que a participação em programas de exercícios físicos exercem benefícios nas esferas física e psicológica e que, provavelmente, indivíduos fisicamente ativos possuem um processamento cognitivo mais rápido.

Embora os benefícios cognitivos do estilo de vida fisicamente ativo pareçam estar relacionados ao nível de atividade física regular, ou seja, exercício realizado  durante toda a vida, sugerindo uma "reserva cognitiva", nunca é tarde para se iniciar um programa de exercícios físicos.

Dessa forma, o uso do exercício físico como alternativa para melhorar a função cognitiva parece ser um objetivo a ser alcançado, principalmente em virtude da sua aplicabilidade, pois se trata de um método relativamente barato, que pode ser direcionado a grande parte da população.

Assim, o objetivo da presente revisão é o de discutir os aspectos associativos entre exercício físico e função cognitiva, permitindo uma ponderação entre o seu uso enquanto alternativa  e elemento coadjuvante.

Arquivo todo em

http://www.portaleducacao.com.br/arquivos/arquivos_sala/media/objeto_de_aprendizagem_funcao_cognitiva.pdf


domingo, 27 de abril de 2008

Controle Motor: músculos globais e locais

Hoje em dia controle motor é a nova “sensação” na área de reabilitação de pacientes com dor lombar crônica, problemas de ombro e também da articulação patelo-femoral (joelho).

Mas o que significa controle motor?

De uma forma simplificada, controle motor é a utilização dos músculos adequados/específicos para um determinado movimento ou função.

Em outras palavras, o sistema neuromuscular esquelético objetiva ser o mais eficiente possível com o recrutamento do menor número de músculos e unidades motoras necessários para uma determinada atividade.

Obviamente, um bom controle motor não só reabilita pacientes mas também previne lesões e melhora o rendimento de atletas.

Músculos globais e locais, também chamados de motores primários e acessórios ou geradores de torque (movimento) ou estabilizadores diferem entre si principalmente em relação a capacidade de produzir torque.

Torque nada mais é do que o produto entre força e a distância que essa força é aplicada em relação ao centro de rotação (T = F x d).

No caso do corpo humano o torque depende da força gerada pelos músculos (com influência também do sistema nervoso) e da distância que essa força é aplicada com relação ao centro de rotação da articulação.

Essa distância é chamada de distância perpendicular do músculo.

Tomemos como exemplo a articulação gleno-umeral (ombro). É de conhecimento de todos que os músculos do manguito rotador (infra-espinhal, supra-espinhal, redondo menor e subescapular) proporcionam estabilidade para essa articulação.

Esses músculos, além de apresentarem menor número de fibras (portanto menor produção de forca) se inserem proximalmante ao centro de rotação da articulação, diminuindo a capacidade de produção de torque significativamente.

Devido à pequena distância perpendicular desses músculos, suas linhas de ação proporcionam compressão da articulação, conseqüentemente proporcionando maior estabilidade. Isto caracteriza os músculos estabilizadores ou músculos locais.

Já os músculos: deltóide, peitoral maior, Latíssimo do Dorso e redondo maior são exemplos de músculos globais da articulação gleno-umeral.

A inserção desses músculos é mais afastada da articulação o que favorece a geração de torque devido a sua maior distância perpendicular.

De que forma esses conceitos básicos de biomecânica se aplicam ao treinamento físico?

Essencialmente, precisamos dos músculos globais para geração de torque para que possamos nadar mais rápido, ter um ataque mais potente no vôlei ou arremessar o dardo o mais longe possível.

Entretanto, se a articulação não for bem estabilizada pelos músculos locais a eficiência e a capacidade de produção de torque dos músculos globais será afetada, pois a articulação estará instável.

Maior instabilidade gera maior variância do centro de rotação da articulação, podendo acarretar lesões e diminuição do rendimento do atleta.

Baseado nos conceito apresentados acima e na minha experiência como preparador físico, acredito firmemente que o treinamento funcional (multidirecional) deve ser incorporado ao treinamento de atletas de alto rendimento, não apenas com o objetivo de prevenir lesões mas também de melhorar o rendimento do atleta.

Fontes:

Wendell P. Liemohn - Measuring Core Stability -The Journal of Strength and Conditioning Research: Vol. 19, No. 3, pp. 583–586.

Robert Stanton and Peter R. Reaburn; The Effect of Short-Term Swiss Ball Training on Core Stability and Running Economy - The Journal of Strength and Conditioning Research: Vol. 18, No. 3, pp.

Paul W.M. Marshall and Bernadette A. Murphy; Increased Deltoid and Abdominal Muscle Activity During Swiss Ball Bench Press - Journal of Strength and Conditioning Research, 2006, 20(4), 745–750 2006 National Strength & Conditioning Association

sábado, 26 de abril de 2008

Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

Hoje é dia de prevenção e combate a hipertensão, reuni aqui algumas informações interessantes a respeito desse problema que atinge uma ampla maioria da população e que é praticamente invisível, só apresentando sintomas quando o problema já esta grave. Portanto ter cuidado e informação é sempre bom!

A hipertensão arterial é a chamada pressão alta. Ocorre quando há um aumento da força com que o sangue circula nos vasos sangüíneos. A hipertensão freqüentemente está associada à obesidade, pois o excesso de peso significa mais esforço para os órgãos.

Na maioria dos casos, a pressão alta não apresenta sintomas. Entretanto, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, dor no peito, sangramento nasal e fraqueza podem ser sinais de alerta. Quando não controlada, pode causar problemas no coração, nos rins, na visão e no cérebro.

Fatores de Risco:

  • O consumo excessivo de sal pode causar o aumento da pressão arterial.
  • O aparecimento da hipertensão é mais comum na fase adulta e em pessoas idosas.
  • O consumo de álcool pode aumentar a pressão arterial, além de dificultar o tratamento.
  • O fumo aumenta o risco de problemas cardiovasculares, principalmente em pessoas hipertensas.
  • A obesidade prejudica o controle da pressão arterial e faz o coração trabalhar mais.
  • Uma vida com stress pode levar a pessoa a desenvolver a hipertensão.
  • A falta de atividade física contribui para o aumento da pressão arterial.
  • Os portadores de diabetes estão mais propensos a desenvolver a hipertensão.

Hipertensão no Brasil: Diagnóstico médico prévio de hipertensão arterial

No sexo masculino, as maiores freqüências foram observadas em Recife (22,5%), Belo Horizonte (22,7%) e Vitória (23,1%) e as menores em Florianópolis (14,9%), Palmas (14,9%) e Brasília (15,5%). Entre mulheres, as maiores freqüências foram observadas em Recife (26,8%), Salvador (27,3%) e Rio de Janeiro (28,0%) e as menores em Palmas (15,3%), Teresina (18,4%) e Manaus (19,2%).

Gênero

O levantamento aponta que mais mulheres (24,4%) do que homens (18,4%) referem o diagnóstico médico prévio de hipertensão arterial. Em ambos os sexos, o diagnóstico de hipertensão arterial se torna mais comum com a idade, alcançando cerca de 5% dos indivíduos entre os 18 e os 24 anos de idade e mais de 50% na faixa etária de 65 anos ou mais de idade.

Dicas para melhorar sua alimentação:

  • Reduzir o consumo de sal, inclusive para as crianças. Retire o saleiro da mesa.
  • Dê preferência aos alimentos frescos, como frutas, legumes e verduras.
  • Utilize temperos naturais, como tomate, cebola, alho cheiro verde, orégano e louro.
  • Evite frituras, alimentos industrializados, salgadinhos.
  • Ao usar adoçante, evite os ciclamatos e sacarinas, porque contém sódio.
  • Verifique sempre o rótulo dos alimentos e observe a presença e quantidade de sódio.

Outras dicas para uma vida mais saudável:

  • Controle seu peso. Procure um nutricionista.
  • Não fume, pois o cigarro aumenta o risco de doenças cardiovasculares.
  • Reduza a ingestão de bebidas alcoólicas, pois o excesso faz a pressão arterial subir.
  • Beba no mínimo dois litros de líquidos por dia, água sem gás, sucos ou refrescos, porém fora das refeições.
  • Faça atividade física regularmente, a caminhada pode ajudar, consulte um profissional habilitado.
  • Não tome remédios e não interrompa sua medicação sem orientação médica.
  • Evite o uso de produtos com bicarbonato de sódio (antiácidos).
  • Coma alimentos ricos em potássio, caso esteja usando medicamento diurético.
  • O stress pode agravar a hipertensão, desta forma, procure uma atividade de relaxamento que lhe dê prazer. Bom humor faz bem a saúde. Sorria!
Fontes:
Ministério da Saúde: “Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão”
Servidor Público.net: “26 de abril dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão

sexta-feira, 25 de abril de 2008

I.M.C versus R.C.Q.


Um amplo estudo tipo caso-controle, envolvendo 27 mil pessoas de 52 países, de todos os continentes, mostrou que a relação cintura-quadril (RCQ) é preditora mais forte do risco de infarto do miocárdio do que o índice de massa corpórea (IMC), mais usado internacionalmente.

O trabalho canadense mostrou que em qualquer etnia, nível de desenvolvimento do país, ou seja, qual for a característica do indivíduo, a RCQ é o marcador mais fortemente relacionado com o evento do primeiro infarto do miocárdio.

O índice de massa corpórea é um bom preditor de risco para doença cardiovascular.

No entanto, para análise do risco de infarto do miocárdio especificamente, a medida da cintura e, principalmente, a razão entre as medidas da cintura e do quadril (a RCQ) correlacionou-se mais fortemente com os eventos de infarto, não importando nem o sexo, nem a idade, região de origem e nem outros marcadores de risco para doença cardiovascular, como os encontrados em exames laboratoriais.

As pessoas com medidas da RCQ no maior quintil tinham 2,52 vezes mais chances de ter infarto, comparados com os que tinham medidas no primeiro quintil (p> 0,0001).

“Já o IMC estava apenas ligeiramente maior nos casos de infarto que nos controles”, comentaram os autores. Isso quer dizer que, além do peso inadequado para a altura, o lugar onde a gordura se deposita é importante.

“Nosso trabalho mostra que a RCQ é a medida antropométrica mais fortemente associada com o risco de infarto, e substancialmente melhor que o IMC. Nossos resultados sugerem que novas análises são necessárias sobre a importância da obesidade para a doença cardiovascular nas diferentes regiões do mundo”.

Fonte :

Yusuf S, Hawken S, Ounpuu S, Bautista L, Franzosi MG, Commerford P, et al. Obesity and the risk of myocardial infarction in 27,000 participants from 52 countries: a case-control study. Lancet. 2005;366(9497):1640-9.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Reabilitação cardíaca

Segundo a Organização Mundial da Saúde, reabilitação cardíaca é o somatório das atividades necessárias para garantir aos pacientes portadores de cardiopatia as melhores condições física, mental e social, de forma que eles consigam, pelo seu próprio esforço, reconquistar uma posição normal na comunidade e levar uma vida ativa e produtiva.

Há quatro décadas, quando esta definição foi estabelecida, os pacientes acometidos de infarto do miocárdio apresentavam grande perda da capacidade funcional, mesmo após serem submetidos ao tratamento daquela época, que implicava até 60 dias de repouso no leito.

Por ocasião da alta hospitalar, os pacientes encontravam-se fisicamente mal condicionados, sem condições para retornar às suas atividades familiares, sociais e profissionais.

 Os programas de reabilitação cardíaca foram desenvolvidos com o propósito de trazer esses pacientes de volta às suas atividades diárias habituais, com ênfase na prática do exercício físico, acompanhada por ações educacionais voltadas para mudanças no estilo de vida.

Atualmente, as novas técnicas terapêuticas permitem que a maioria dos pacientes tenha alta hospitalar precocemente após infarto, sem perder a capacidade funcional.

Excluem-se desta condição os pacientes com comprometimento miocárdico grave e instabilidade hemodinâmica, distúrbios importantes do ritmo cardíaco, necessidade de cirurgia de revascularização miocárdica ou outras complicações não-cardíacas.

 Nos últimos anos, foram descritos inúmeros benefícios do exercício regular para portadores de cardiopatia, além da melhora na capacidade funcional.

 A Sociedade Brasileira de Cardiologia em sua “Diretriz de reabilitação cardíaca” aborda o papel da reabilitação cardíaca com especial ênfase no treinamento físico, ressaltando os seus efeitos cardiovasculares e metabólicos, os seus benefícios, indicações e contra-indicações (ver referência).

Em relação aos aspectos operacionais da reabilitação cardíaca, recomendo a leitura da recente publicação da Sociedade Brasileira de Cardiologia “Normatização dos equipamentos e técnicas da reabilitação cardiovascular supervisionada” 

Fonte:

Arquivos Brasileiros de Cardiologia - Volume 84, nº 5, Maio 2005

segunda-feira, 21 de abril de 2008

A inteligência emocional aplicada ao esporte

Atleta profissional precisa primeiramente conhecer suas emoções para então ter diferencial em seu trabalho
DO SITE
Cidade do Futebol


No livro “Inteligência Emocional”, lançado no Brasil pela editora Objetiva, o psicólogo Daniel Goleman classifica o controle emocional como o diferencial entre sucesso e fracasso na vida de qualquer um. Segundo o autor, “a incapacidade de observar nossos próprios sentimentos nos deixa à mercê deles”. Portanto, a preparação no aspecto psicológico pode ser um fator preponderante para o desempenho esportivo.

“A inteligência emocional caracteriza a maneira como as pessoas lidam com suas emoções e com as das pessoas ao seu redor. Isto implica autoconsciência, motivação, persistência, empatia e entendimento e características sociais como persuasão, cooperação, negociações e liderança. Esta é uma maneira alternativa de ser esperto, não em termos de QI, mas em termos de qualidades humanas do coração”, explica Goleman em seu livro.

Para um atleta atingir um estágio de inteligência emocional, contudo, ele precisa atender a cinco aspectos. Só a partir disso é que ele pode garantir que o lado psicológico não vai ter interferência em seu rendimento em campo.

O primeiro ponto fundamental para a inteligência emocional no futebol é o atleta conhecer seus sentimentos. As pessoas que se conhecem se sentem mais à vontade para tomar decisões e isso só acontece com um processo contínuo de atenção, paciência e dedicação.

Depois de conhecer suas emoções, o atleta profissional precisa saber lidar com isso. A inteligência emocional torna fundamental um controle da irritabilidade e da ansiedade, bem como uma aceitação perante aos problemas ou simplesmente sentimentos negativos.

Outro ponto importante para um atleta atingir um estágio de inteligência emocional é a capacidade de se automotivar. O esportista mais bem sucedido invariavelmente é o que consegue utilizar suas emoções para se aproximar das metas.

É só a partir do controle emocional e da manutenção da motivação que um atleta consegue reprimir a impulsividade e manter a meta como diretriz principal de sua carreira e sua vida.

O quarto aspecto fundamental para a inteligência emocional é a empatia (reconhecer as emoções dos outros). Segundo Goleman, aliás, essa é a aptidão pessoal mais importante para qualquer relacionamento.

A empatia gera altruísmo e faz com que as pessoas estejam muito mais suscetíveis aos problemas dos outros, sempre prontos para manipular as emoções de uma forma positiva.

Para terminar, o quinto ponto importante para a inteligência emocional é admitir as diferenças dos outros e aprender a conviver com essa diferença. A interação entre pessoas psicologicamente distintas sem que aja uma agressão (psicológica) entre elas é um desafio que só pode ser alcançado a partir de um comportamento que possibilite desabafar e ouvir sempre que preciso.

Bibliografia



FRANCO, Gisela Sartori. Psicologia no esporte e na atividade física – uma coletânea sobre a prática com qualidade. São Paulo, 2000.

sábado, 19 de abril de 2008

Doença de Chagas

A doença de Chagas permanece um grave problema de saúda pública na América Latina.

Dados da OMS estimam em 16 a 18 milhões o número de infectados na América Latina, dos quais 5 milhões no Brasil.

Cerca de 30% dos pacientes infectados evoluem para cardiopatia chagásica crônica, forma clínica mais freqüente e de mais elevada morbimortalidade. 

Nesta cardiopatia o grau de acometimento cardíaco é bastante variável, e uma parcela significativa dos pacientes pode evoluir para insuficiência cardíaca (ICC).

Recentemente uma nova classificação da ICC, baseada em estágios, foi proposta pela Associação Americana do coração (AHA) e pelo Colégio Americano de Cardiologia (ACC), e tem recebido grande aceitação.

Nesta classificação, são incluídos nos estágios:

Estágio A os pacientes com fatores de risco para ICC (ex: hipertensão arterial, diabetes mellitus, doença coronariana, abuso de álcool, história familiar de cardiomiopatia), mas ainda sem evidências de cardiopatia estrutural e sem sinais clínicos de ICC;

Estágio B, os pacientes que já desenvolveram cardiopatia estrutural (ex: hipertrofia ou dilatação de Ventrículo Esquerdo, disfunção contrátil de qualquer grau, infarto do miocárdio prévio), mas ainda sem sinais de ICC;

Estágio C, incluídos os pacientes com cardiopatia estrutural que apresentam ou já apresentaram sinais ou sintomas de insuficiência cardíaca; 

Estágio D, os pacientes com insuficiência cardíaca avançada, que permanecem muito sintomáticos apesar da medicação e que requerem intervenções especializadas.

A doença de Chagas, excluída da classificação original da ACC/AHA, ainda carece de uma classificação moderna, com implicações prognósticas e terapêuticas, que possa ser aceita e utilizada por todos.

Pelas características de sua história natural, a doença de Chagas pode ser um bom modelo para aplicação da nova classificação de ICC.


Fonte:

http://www.acc.org

ACC / AHA Guidelines for the evaluation and management of cronic heart failure in the adult. 2001

terça-feira, 15 de abril de 2008

Importância das curvaturas fisiológicas da coluna vertebral

As curvaturas fisiológicas da coluna tem a função de aumentar a flexibilidade e a capacidade de absorver choques e, ao mesmo tempo manter a tensão e a estabilidade adequada das articulações intervertebrais.

Em posição ereta normal a gravidade é suportada pelos arcos anteriores das vértebras, enquanto os arcos posteriores ficam livres de todo o peso, ou seja, o arco anterior tem a função de sustentação.

Sendo assim uma diminuição da curva lombar tem-se uma menor resistência à carga, que é descarregada nos arcos anteriores e nos discos intervertebrais, que ficam sobrecarregados e podem diminuir de espessura.

As curvaturas fisiológicas da coluna aumentam a resistência aos esforços de compressão axial; pois temos que a resistência de uma coluna é proporcional ao quadrado do número de curvaturas mais um.

Possuímos em nossa coluna vertebral três curvaturas móveis (lordose cervical, cifose torácica e lordose lombar) então sua resistência é dez vezes maior que uma coluna retilínea.

Outra forma de medir a importância das curvas fisiológicas da coluna é por meio do índice raquidiano de Delmas, que consiste na relação do comprimento entre o platô da primeira vértebra sacral até o atlas, e a altura entre o platô superior de S1 e o atlas.

Uma coluna vertebral com curvaturas normais possui um índice raquidiano de Delmas de 95%. Uma coluna que possua curvaturas acentuadas (indicativo de tipo funcional dinâmico) possui índice raquidiano de Delmas menor que 94%; e uma coluna com curvaturas pouco acentuadas (caracteriza um tipo funcional estático) possui índice de Delmas maior que 96%.

As curvas se tornam mais móveis quanto mais exageradas, e mais rígidas quanto mais retificadas e existe consenso na literarura que as vértebras de transição entre as curvaturas são normalmente as de maior mobilidade e mais susceptíveis à lesões.

No plano sagital existe quatro curvaturas na coluna vertebral: A mais superior é a lordose cervical, de concavidade posterior; em seguida temos a cifose torácica, de convexidade posterior; e a lordose lombar, de concavidade posterior; por último, temos a curvatura sacral fixa de concavidade anterior.

As cifoses têm a função de proteger os órgãos. Como é o caso da cifose craniana que protege o encéfalo, a cifose torácica que protege os órgãos da caixa torácica, cifose sacral que protege os órgãos da pelve menor, e por último temos a cifose do calcâneo.

As lordoses são diferentes das cifoses, e tem a função de movimento. Por esse motivo, anteriormente, nas lordoses existem músculos potentes. Como é o caso do reto abdominal na frente da lordose lombar, dos músculos flexores do pescoço na frente da lordose cervical, e dos quadríceps na frente do joelho.

As cifoses por serem regiões de pouca mobilidade, servem como ponto fixo das cadeias musculares, ou seja, quando os músculos se contraem eles se fixam nas cifoses para movimentar as lordoses, ou são encarregados de controlar os movimentos das lordoses.

Fontes: 

Okuno, Emico - Desenvolvendo a física do corpo humano. Barueri, SP: Manole, 2003

Settineri, L.C.I - Biomecânica. Noções Gerais. Rio de Janeiro, RJ: Atheneu, 1988

Wirhed, R. - Atlas de anatomia do movimento.  São Paulo, SP: Manole, 1986

Kapandji AI. Coluna Lombar. Fisiologia Articular vol. 3. 5ª ed. São Paulo: Guanabrara Koogan 2000

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Melhor desempenho na ponta da Agulha – ACUPUNTURA.

A palavra acupuntura origina-se das expressões em latim acus (agulha) e punctura (puncionar). Ou seja, é uma técnica milenar baseada na inserção de agulhas na pele, em diferentes profundidades do tecido e em pontos estratégicos do corpo.

Formado pela Santa Casa de São Paulo, diretor da comunicação da Associação Médica Brasileira de Acupuntura e membro do Colégio Médico de Acupuntura, Wilson Tadeu Ferreira trata diversos atletas saudáveis que desejam render mais durante a prática esportiva.

Os pontos ativados liberam endorfina e serotonina, aliviando a dor e aumentando a disposição e desempenho dos atletas de uma maneira indireta.

O especialista Hong Jin Pai, formado pela Faculdade de Medicina da USP e um dos fundadores da SMBA-SP (Sociedade Médica Brasileira de Acupuntura de São Paulo) também destaca que a estimulação de endorfina e serotonina libera o cortisol, hormônio este com efeitos antiinflamatórios.

Logo, uma sessão de acupuntura após o treino, aumentaria a velocidade de recuperação do atleta.

Em um estudo feito com atletas Velocistas de Alto Rendimento (LUNA e FERNANDES FILHO, 2005) submetidos a 2 sessões de acupuntura por semana, obtiveram respostas positivas quanto às variáveis velocidade, resistência anaeróbica, força máxima dinâmica e força explosiva.

Pode-se concluir que a Acupuntura deixou de ser apenas uma técnica utilizada em pacientes com traumas físicos e doenças neuromusculares.

Ela já está bem difundida na rotina atlética de condicionamento físico no Brasil e em outros países.

Fonte:
Revista O2 – Nov. 2007
LUNA, M. P., FILHO, J. F. Acupuntura em Velocistas. Fitness & Performance Journal, Rio de Janeiro, v. 4, n. 4, p. 199 a 214, Julho/Agosto 2005.
http://luna.med.br/artigos.htm

terça-feira, 8 de abril de 2008

Qual o efeito desejado?

Uma das mais importantes tendências contemporâneas na área de atividade física é a do planejamento do treinamento levando em conta as características do indivíduo e de suas atividades do cotidiano, avaliando as exigências diárias e prescrevendo exercícios que tenham impacto positivo sobre as diferentes capacidades necessárias para fazerem frente a essas demandas.

Dentre as diferentes capacidades neuromotoras, a FORÇA MUSCULAR é uma das mais importantes, e deve fazer parte de todo programa de treinamento.

Desnecessário dizer que mesmo nas atividades do cotidiano realizadas por indivíduos não envolvidos com esportes de competição, a força muscular tem um papel central.

Mas todo treinamento de força provoca efeitos similares?

Na verdade, há diferentes MANIFESTAÇÕES DA FORÇA MUSCULAR, cada qual respondendo de maneira diferente a um determinado estímulo de treinamento.

Se considerarmos um continuum que vai da força máxima à força reativa, poderíamos encontrar ao menos seis zonas claramente distintas, representando essas diferentes manifestações.

O que é interessante é a ausência de relação entre elas, o que faz com que a análise das demandas funcionais seja extremamente importante para que se selecione o tipo de treinamento de força mais adequado para cada pessoa.

Particular atenção deve ser dada à técnica de execução, monitoramento do tempo de execução, amplitude de movimento, sequência de exercícios, volume, repouso, respiração, postura correta, entre outras, pois as manifestações desta capacidade se diferenciam através desses fatores.

Qual a posição correta do meu corpo frente ao exercício realizado?

Em que velocidade devo executar tal exercício, em toda sua amplitude de movimento?

Estou respirando corretamente?

Qual o objetivo de três séries de 10 repetições?

Alguém já se preocupou com tais questões?


sábado, 5 de abril de 2008

Índice de Massa Corporal (IMC) e risco de doenças

O IMC, porém, apesar de ter uma acurácia razoável na determinação da presença ou do grau de obesidade frente a inquéritos populacionais, apresenta alguns problemas quando utilizado individualmente.

O IMC não é capaz de distingüir gordura central de gordura periférica, o IMC não distingue massa gordurosa de massa magra, podendo superestimar o grau de obesidade em indivíduos musculosos e mesmo edemaciados (Tabela 1).

De modo geral, esses problemas são facilmente contornados, uma vez que a inspeção e exame físico do aluno cabalmente denotarão se o aumento de massa deve-se a hipertrofia de musculatura ou edema.

Algumas populações asiáticas apresentam aumento de adiposidade e agregam fatores de risco cardiovasculares mesmo na presença de IMC normal.

Por isso, é necessário e prudente obter os limites entre subnutrição, peso saudável e os diversos graus de obesidade para cada população, particularmente frente a diferentes grupos étnicos que podem apresentar biotipo e conformação corpórea distintos.

Tabela 1. Classificação da obesidade segundo o índice de massa corpórea (IMC) e risco de doença (Organização Mundial da Saúde).

IMC (kg/m2)

Classificação

Obesidade grau

Risco de doença

<18,5>

Magreza

0

Elevado

18,5-24,9

Normal

0

Normal

25-29,9

Sobrepeso

I

Elevado

30-39,9

Obesidade

II

Muito elevado

>40,0

Obesidade grave

III

Muitíssimo elevado

Fonte:OBESO – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Sindrome Metabólica.