terça-feira, 1 de julho de 2008

Fatores emocionais têm influência em cardiopatias.

Projeto de pesquisa revela que 36,5% de 100 casos de cardiopatia atendidos entre março e setembro de 2007 na Enfermaria da Divisão de Cardiologia do Hospital são influenciados por fatores emocionais.

Esses dados são da pesquisa das psicólogas Fernanda Rizzi Bitondi e Giovana Bovo Facchini intitulado Caracterização Sócio-Demográfica e Psicológica de Pacientes na Enfermaria de Cardiologia do HCFMRP-USP e Avaliação Clínica do Efeito de Intervenção Psicológica.

A metodologia utilizada foi a avaliação de dados sobre hábitos de vida, antecedentes da doença, conhecimento dos fatores de risco e tratamento psicológicos e/ou psiquiátricos prévios, utilizando-se da aplicação do instrumento HAD (Hospital Anxiety and Depression Scale), para sintomas depressivos e ansiosos.

Fatores como estilo de vida, estresse no trabalho, dificuldades em casa e ocorrências de outras doenças, também foram relatados como fazendo parte dos fatores desencadeadores das doenças cardíacas.

O que podemos concluir é que levar uma vida sedentária, inadequada ao bem-estar, com diversos fatores que nos tiram do nosso equilíbrio emocional, além de nos trazer problemas no âmbito cardíaco, nos leva à outros vícios como por exemplo o comer, beber e fumar demasiadamente. Estes, certamente virão carregados de conseqüências difíceis de serem controladas, como a obesidade, os problemas pulmonares, hepáticos e etc.

Fonte:
www.saúdeemmovimento.com.br

sábado, 28 de junho de 2008

Exercícios ou "meios"- Cadeira Extensora


Na linguagem desportiva, o termo “meio” significa o que se utiliza, e o termo “método”, como se utiliza o meio no processo de obtenção do objetivo da preparação. Dessa forma o exercício físico representa o meio e o modo de sua utilização representa o método (Gomes, 2002).

Na qualidade de meio da preparação física, levarei em consideração os aparelhos especiais para o trabalho de força, comuns nas academias (musculação).

Os exercícios ou meios de força, com suas variações, são amplamente utilizados na terapêutica, prevenção ou preparação física desportiva, tal como é possível observar em determinados espaços profissionais em que tem sido empregado.

Sendo assim, pode-se supor que um dos problemas centrais na aplicação cotidiana desses exercícios, talvez resida na forma inadequada de operar sua sistematização individualizada para obtenção dos efeitos morfofuncionais desejados.

Apresentarei aqui no Álvaro Rosa - Condicionamento Físico e performance, a descrição de uma série de exercícios básicos, no tocante a forma de execução, fases do movimento, músculos envolvidos, velocidade de execução e outras observações que achamos pertinentes para maximizar o conteúdo dos profissionais que o utilizam e minimizar os acidentes, agudos e crônicos, causados por uma má execução.

O interesse disso é gerar discussão, científica e prática, entre nós profissionais e a consolidação do conhecimento.

Para abrir essa série de descrições de meios, iniciarei com o exercício abaixo:


Nome do aparelho: Cadeira Extensora (movimento completo bilateral)


Posição inicial: Sentado, com o “arco dos pés” ou dorso apoiados no implemento do aparelho, joelhos flexionados aproximadamente 90º (determinado pelo aparelho) e tronco totalmente apoiado no encosto. As coxas deverão estar apoiadas no acento até a articulação do joelho. Os braços estarão no prolongamento do corpo, junto ao tronco e mãos apoiadas no apoio.

Movimento: Partindo da posição inicial, o movimento começará com o executante fazendo a extensão máxima (180º) das duas pernas simultaneamente (fase de superação). A volta à posição inicial, de uma maneira lenta e controlada é chamada de fase cedente do movimento.

Músculos envolvidos: Quadríceps femoral, constituído do reto femoral, vasto lateral, vasto medial e vasto intermédio. Estudos demonstram que entre 120 e 165 graus de extensão do joelho foi registrado a maior força e os músculos vastos medial e lateral apresentaram maiores potenciais de ação com 150 graus de extensão (Eloranta 1989)

Tipo de respiração: Recomenda-se para este exercício a respiração “passiva” com expiração na fase de superação e inspiração na fase cedente.

Velocidade de execução: Recomenda-se uma velocidade moderada onde o movimento seja conduzido e não lançado (chutar). Isso dependerá muito dos objetivos e da fase de treinamento.

Erros comuns: Projetar o tronco à frente na fase de superação, velocidade e controle de movimento fora do padrão, elevar o quadril na fase de superação, respiração descontrolada ou apnéia respiratória, movimento muito brusco ou “chutar”, entre outros.

Auxílio do professor: O treinador deverá demonstrar a execução do movimento, utilizando-se do auxílio visual (demonstrativo), auxílio verbal para salientar a velocidade e o controle do mesmo.

Algumas possíveis variações:
Movimento completo bilateral, Movimento completo unilateral, Movimento Curto e Lento (M.C.L.) bilateral (últimos 15 a 20 graus de extensão, M.C.L. bilateral com rotação externa, M.C.L. bilateral com rotação interna, M.C.L. unilateral, M.C.L. unilateral com rotação externa, M.C.L. unilateral com rotação interna.


Referências:

Gomes, A.C. Treinamento desportivo: estruturação e periodização. Porto Alegre: Artimed, 2002
Eloranta, V. Coordination of the thigth muscle in static leg extention. Eletromyog Clin Neurophysiol, v. 29, p227-33, 1989.

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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Diabetes não tratado pode causar infertilidade.

O diabetes não tratado desregula o controle hormonal da reprodução masculina e afeta o sistema nervoso autônomo, podendo levar a uma disfunção sexual e, conseqüentemente, à infertilidade. Segundo uma pesquisa realizada na Queen University, de Belfast (Irlanda do Norte), além da quantidade de sêmen produzido por diabéticos ser menor, a doença danifica o material genético do esperma.

Uma pesquisa feita em ratos machos, descreve os mecanismos de ação que levam à associação da infertilidade com o quadro diabético, é o que relata o biólogo Davi Abeid Pontes, em sua dissertação de mestrado apresentada no Instituto de Biologia (IB).

Pontes destaca que os estudos sobre a relação entre o diabetes e a infertilidade não relacionavam os fatores hormonais, de ejaculação e problemas nos testículos e outros órgãos reprodutores, interligados entre si.

Enquanto alguns estudos experimentais apontavam para um determinado fator, outros privilegiavam os distúrbios hormonais. Neste sentido, a pesquisa abre pistas para várias investigações futuras das ligações entre os mecanismos. Essas pistas poderiam gerar, inclusive, propostas de terapêuticas para infertilidade oriunda de doenças como o diabetes e também àquelas relacionadas a distúrbios metabólicos.

O principal achado da pesquisa financiada pela Fapesp será publicado em revista científica e refere-se ao sintoma da degeneração gradual do sistema nervoso autônomo que ocorre com a insuficiência da insulina.

Segundo Davi Pontes, este processo estaria ligado diretamente ao controle da ejaculação. A "ejaculação retrógrada" - ocorre quando o homem, em vez de ejacular para fora, lança o material seminal para dentro da bexiga devido a um distúrbio neurovascular. O tratamento para este caso age na correção do funcionamento do "colo vesical" (saída da bexiga para a uretra), diz Renato Fraietta, médico-assistente do setor de reprodução da Unifesp.

Os testes feitos em dois grupos de animais, um considerado como controle e outro, contaminado com a doença, demonstraram a dificuldade dos ratos doentes na ejaculação. "Quando cruzamos os machos e fêmeas, fizemos as contagens de espermatozóides.

No grupo controle, o volume estava normal, enquanto que nas fêmeas que cruzaram com os ratos diabéticos não constatamos nenhum espermatozóide. Isto significa que os machos não conseguiram ejacular", argumenta.

Pela pesquisa, realizada na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), em Botucatu, o biólogo observou ainda que a reposição de testosterona- tratamento indicado em outros casos de infertilidade - não modificou o quadro de desregulação do sistema hormonal que controla a reprodução.

Como o diabetes promove a diminuição da produção de testosterona, a idéia era que, ao proceder a reposição, haveria uma recuperação deste quadro hormonal, o que não ocorreu. Pelo contrário, em alguns casos, até piorou a condição do animal.

Por outro lado, Pontes observou que a reposição exógena de hormônio melhorou o peso da próstata e da vesícula seminal, órgãos do sistema genitor masculino também degenerados no desenvolvimento do diabetes.

Logo, chamo a atenção para os diabéticos buscarem o controle da glicemia, para que não chegue à um caso clínico grave que não possa ser revertido.

Fonte: Jornal da Unicamp - Publicado em 20/03/2008.
Folha de São Paulo - Cotidiano - Diabetes pode influenciar na fertilidade dos homens. Publicado em 6/5/2007.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Princípios biológicos do treinamento físico (III) - Reversibilidade

O organismo humano, apesar de níveis elevados de redundância, próprios de todos os seres vivos, apresenta um grau elevado de eficiência e economia.

O ferro e os constituintes proteicos dos milhões de células sanguíneas que colapsam diariamente são quase completamente reutilizados para a montagem de novas células.

As proteínas que se tornam desnecessárias deixam de ser sintetizadas, assim como a sua retenção.

A consequência do dinamismo das estruturas orgânicas para o atleta é a rápida reversibilidade das adaptações de treino uma vez interrompida a atividade sistemática de preparação.

O músculo esquelético hipertrofia como resposta a uma determinada atividade regular e contínua e atrofia quando o treino para.

Do mesmo modo, os ganhos em mobilidade articular, obtidos e mantidos ao longo de vários meses de treino regular de flexibilidade perdem-se com a interrupção dos respectivos exercícios.

Todas as alterações do organismo conseguidas através do treino têm uma duração definida. Isto significa que são transitórias e necessitam de um trabalho contínuo de solicitação para se manterem.

É claro que há adaptações mais duradouras que outras, como veremos á seguir. Acontece, também, que muitas das adaptações de treino, principalmente aquelas provenientes dos efeitos acumulados da carga, que implicam alterações estruturais no organismo, têm um certo grau de permanência e, mesmo após períodos relativamente prolongados de “destreino”, não retornam exatamente para nível inicial.

No entanto, níveis elevados de capacidade de desempenho necessitam de uma solicitação contínua dos seus fatores determinantes sob pena de ocorrer perda de uma ou mais capacidades com consequente diminuição da forma desportiva, ou seja, da capacidade de realizar boas marcas em competição.

O princípio da reversibilidade do treino declara que, do mesmo modo que a atividade física regular resulta em adaptações fisiológicas determinadas que permitem melhores desempenhos desportivos, assim interromper ou reduzir de um modo importante o nível de treino leva a uma reversão parcial ou completa destas adaptações, comprometendo a capacidade de desempenho anteriormente mostrada.

Durante um período de interrupção da atividade em atletas bem treinados observam-se alguns efeitos no desempenho, designados por “destreino”, e que constituem processos de reversão das adaptações orgânicas provocadas pelo exercício sistemático. Os efeitos mais óbvios são a rápida redução do VO2max, do desempenho aeróbio e do limiar anaeróbio.

Isto poderá estar dependente da dinâmica das alterações na atividade enzimática e no volume sistólico (Coyle et al., 1984).

Um decréscimo de 12% no volume sistólico pode ocorrer após 2 a 4 semanas de destreino, sendo acompanhado por um decréscimo da atividade das enzimas oxidativas mitocondriais SDH e oxidase citocromica (Wilmore & Costill, 1999).

Em atletas de elite, a densidade capilar mantém-se elevada durante mais tempo, até por volta de 12 semanas, e a densidade mitocondrial só estabiliza na 8ª semana de destreino, mantendo-se, no entanto, acima dos valores pré-treino.

Assim, após 2 meses de interrupção, os atletas de fundo perderão grande parte mas não a totalidade das suas adaptações funcionais.

A perda das adaptações anaeróbias é mais lenta. No que diz respeito às enzimas chave do processo glicolítico, foram registradas diferenças mínimas da sua atividade mesmo após quase 3 meses de destreino.

Isso não significa que o desempenho não sofra quebras significativas, pois este depende de muitas outras variáveis (Mujika & Padilla, 2000).

É provável que muitos atletas consigam manter o fundamental das suas adaptações aeróbias durante um período longo de tempo apesar de uma redução significativa da carga de treino.

Para que isso aconteça, será conveniente manter alguma estabilidade ao nível da intensidade, reduzindo-a não mais de 20%, preservar uma frequência de treinos semanais ainda importante (não reduzir mais de 30%, ou seja, repousar 2 a 3 dias por semana em vez de um) e, deste modo, reduzir significativamente o volume, até 70-80% do que o atleta vinha fazendo no período imediatamente anterior.

Referências:
Verkhoshansky, Y. (2002). Teoría e metodología do trenamento desportivo. Barcelona: Ed. Paidotribo.

Mujika, I., & Padilla, S. (2000). Detraining: loss of training-induced physiological and performance adaptations. Part I: short term insufficient training stimulus. Sports Med.,30(2): 79-87

Coyle, E.F., Martin III,W.H., Bloomfield, S.A., Lowry, O.H., & Holloszy, J.O. (1984). Time course of loss of adaptations after stopping prolonged intense endurance training. J. Appl. Physiol., 57(6): 1857-1864.

domingo, 22 de junho de 2008

Bombados

Em um estudo realizado com grande parcela de 'bombados' nos Estados Unidos, foi constatado que 25% deles sofriam de algum tipo de transtorno de humor, que podiam variar de simples manias, a transtornos obsessivos compulsivos e até depressão profunda. O uso indiscriminado tem correlação com atos agressivos, segundo o estudo, que pode até levar a pessoa a cometer crimes.

Segundo o psicólogo brasiliense Felipe Simões, os efeitos da bomba não são sempre de ordem fisiológica, com alterações químicas no cérebro da pessoa. Apenas o uso exagerado do anabolizante já pode levar a patologias de ordem psicológica, como irritabilidade, raiva , ciúme patológico e sentimentos de invencibilidade.

O psicólogo cita ainda a pouca tolerância à frustrações, especialmente, no caso dos jovens e um provável mau desempenho no sexo devido à queda da libido.

Entre no link abaixo para acessar o artigo Efeitos Psicológicos do Abuso de Anabolizantes, publicado em 2005 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

http://www.cienciasecognicao.org/artigos/v05/m12548.htm

sábado, 21 de junho de 2008

Modelos têm excesso de gordura e são sedentárias, diz estudo do HCor

Modelos se alimentam mal, são sedentárias e, ainda por cima, têm excesso de gordura corporal. Os dados vêm de uma pesquisa do Hospital do Coração de São Paulo, o HCor, com 26 modelos com idades entre 14 e 24 anos que estão desfilando na São Paulo Fashion Week.

O estudo --divulgado ontem durante um café da manhã em que elas aprenderam a comer corretamente-- aponta que a alimentação das jovens é deficiente. Elas consomem, por exemplo, 11 miligramas de ferro diárias, quando o ideal são 18 miligramas, e apenas metade do potássio recomendado por dia, que é de 3,4 gramas.

Os pratos também têm excesso de proteínas: 19% do total calórico, quando o consumo recomendado é de 15%. "As modelos consomem muita proteína e poucas frutas. Por isso, são desnutridas e têm graves problemas intestinais e metabólicos, além de fraquezas e cansaço crônico", afirma o cardiologista e nutrólogo do HCor Daniel Magnoni.

O estudo aponta que apenas 30% das modelos avaliadas fazem exercícios físicos regularmente. "As que não praticam atividade física têm um gasto metabólico menor, além de se alimentarem menos para não engordar", diz Magnoni.

A modelo Marina, 15, se inclui neste grupo. Vida corrida, ela diz que só corre na esteira "quando dá". Também se alimentava mal. "Era uma bagunça, tomava café da manhã e não almoçava, não comia frutas. Agora estou procurando comer de três em três horas e evitar as porcarias [chocolates]", diz ela, 1,68 m e 52 quilos.

Um dado curioso é que metade das meninas pesquisadas tem gordura corporal superior a 20% do total do peso, quando o ideal é que essa taxa varie de 11% a 20%. E todas elas informaram aos médicos peso de menos e altura demais -em média, foram dois quilos a menos e dois centímetros a mais.


Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u414361.shtml

Comer mais no café da manhã ajuda a emagrecer, diz estudo

O café da manhã pode ser realmente a principal refeição do dia para aqueles que estão tentando perder peso, segundo um estudo apresentado nesta semana no encontro anual da Sociedade de Endocrinologia, em San Francisco.

O estudo, conduzido por uma pesquisadora do Hospital de Clínicas de Caracas, na Venezuela, em parceria com a Universidade Virginia Commonwealth, nos Estados Unidos, demonstrou que mulheres obesas que comeram metade de suas calorias diárias logo de manhã por vários meses acabaram emagrecendo mais do que aquelas que comeram menos no café da manhã.

A pesquisadora Daniela Jakubowicz, do Hospital de Clínicas de Caracas, disse aos presentes no encontro de San Francisco que comer pouco no café da manhã pode fazer com que a pessoa sinta necessidade de comer mais durante o dia.

Em um estudo com 94 mulheres obesas e pouco ativas, Jakubowicz comparou os resultados alcançados com uma dieta que incluía café da manhã reforçado com os verificados em uma dieta pobre em carboidratos.

A dieta pobre em carboidratos continha 1.085 calorias por dia - a maioria vinda de proteínas e gorduras. Nessa dieta, o café da manhã era a menor refeição do dia - 290 calorias, com apenas sete gramas de carboidratos.

Já a dieta com o café da manhã reforçado tinha mais calorias - 1.240 - com uma proporção menor de gordura e maior de carboidratos e proteínas. Nessa dieta, o café da manhã tinha 610 calorias, enquanto o almoço tinha 395 e o jantar, 235.

Quatro meses depois, as que estavam na dieta baixa em carboidratos pareciam estar perdendo mais peso do que as outras.

No entanto, oito meses depois, no final do estudo, a situação se reverteu, com aquelas na dieta baixa em carboidrato voltando a engordar, enquanto as que comiam a dieta com um café da manhã reforçado continuavam a perder peso.

Ao final, as que comeram a dieta com um café da manhã rico perderam 21,3% de seu peso, enquanto as outras, apenas 4,5%.

Mais saudável ou mais interessante?

De acordo com Jakubowicz, um café da manhã mais rico é mais eficiente em ajudar a perder peso, porque faz com que as pessoas se sintam mais satisfeitas e saudáveis durante o dia, já que inclui mais fibras e frutas.

Alex Johnstone, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Rowett, em Aberdeen, disse que outros estudos têm mostrado que dietas baixas em carboidrato podem ser uma "boa ferramenta" para reduzir o peso rapidamente, mas não servem "para a vida toda".

Para ela, o fato de as mulheres nessa dieta terem voltado a engordar na pesquisa pode ser explicado pela monotonia do regime.

"Pode ser que seja simplesmente mais fácil para pessoas que comem uma dieta rica em carboidratos seguir o regime por mais tempo", ela afirmou.

Já uma porta-voz da Fundação Britânica de Nutrição disse que há evidências de que um bom café da manhã pode ajudar quem quer perder peso.

"Isso é provavelmente porque quando não comemos um bom café da manhã temos mais chances de ficar com fome antes do almoço e comer alimentos açucarados e gordurosos, como biscoitos ou bolos", ela disse.


Fonte:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/06/080618_cafeobesida

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Músculos envolvidos durante a pedalada

Pesquisas em biomecânica visando à otimização do desempenho de ciclistas tem sido o objetivo de vários pesquisadores nos últimos anos.

Além do estudo das forças envolvidas na pedalada, podem ser analisados os padrões de ativação muscular por meio da eletromiografia (EMG) e, desta forma, compreender qual a contribuição de cada músculo envolvido no movimento da pedalada, bem como as alterações decorrentes dos diferentes ajustes adotados pelo ciclista.

A eletromiografia de superfície (EMG) fornece informações sobre o padrão de ativação muscular e sobre como o sistema nervoso central controla o movimento.

Essa técnica tem sido amplamente utilizada para estudar a atividade muscular e a coordenação neuromuscular no ciclismo.

Comumente, no estudo da pedalada, os padrões de atividade muscular são descritos em relação ao ângulo do pé-de-vela, no qual, em geral, a maior ativação dos músculos ocorre durante a fase propulsiva (0 – 180°), quando grande parte da energia necessária para pedalar é transferida para o pé-de-vela.

Os músculos monoarticulares extensores das articulações do quadril, do joelho e do tornozelo (gluteus maximus - GM, soleus - SOL, vastus lateralis - VL e vastus medialis - VM) apresentam uma grande ativação durante a fase de propulsão; e o tibialis anterior (TA), durante a fase de recuperação da pedalada (180 – 360°).

Já os músculos do grupo posterior da coxa apresentam maior atividade entre 90 e 135° do ciclo da pedalada; enquanto que o rectus femoris (RF) apresenta ativação tanto na fase de propulsão, como um extensor do joelho, como na fase de recuperação, agindo como flexor do quadril.

Segundo alguns estudos o GM e o biceps femoris (BF) atuam no torque extensor do quadril entre 0 e 180° do ciclo da pedalada; o RF, o VM e o VL parecem ter maior atuação no torque extensor do joelho entre 0 e 75°; e o semimembranaceus (SM), o BF, o gastrocnemius medialis (GAM) e o gastrocnemius lateralis (GAL) parecem desempenhar uma importante função no torque flexor do joelho, observado a 180° do ciclo da pedalada.

Os padrões de atividade muscular durante a pedalada dependem dos diferentes ajustes da bicicleta (altura do selim, tamanho do pé-de-vela, tamanho do quadro, etc.), da posição adotada pelo ciclista, da relação de marchas e da técnica da pedalada.

A carga de trabalho e a cadência da pedalada também têm influência direta na atividade muscular.

Entre os ajustes de posicionamento freqüentemente realizados pelos ciclistas, que podem alterar o padrão de ativação muscular, está a regulagem da altura do selim.

As alterações na ativação elétrica ocorrem em detrimento da mudança do ângulo ótimo de produção de força dos músculos envolvidos no movimento da pedalada.

Até o momento, os estudos realizados com EMG em diferentes alturas do selim têm demonstrado resultados variados. Algumas pesquisas apontam um aumento na ativação muscular em função da diminuição da altura do selim, especialmente para os músculos isquiotibiais e quadríceps.

No entanto, estudos apontam uma maior ativação elétrica dos músculos GM, SM, SOL e GAM com o aumento da altura do selim; enquanto outros,com os resultados da EMG apontam uma menor ativação ao pedalar-se com selim em uma posição mais elevada para os mesmos músculos.

A necessidade de se estudar a ativação muscular ao variar-se a posição do ciclista na bicicleta tem uma importância fundamental no momento da escolha do tamanho do quadro da bicicleta, do tamanho do pé-de-vela a ser adotado, da regulagem da altura do selim, do tamanho do avanço e dos demais ajustes do complexo ciclista-bicicleta.

Todas essas alterações afetarão diretamente o desempenho do atleta; no entanto, essa é uma questão difícil de ser generalizada, e talvez existam ajustes relativamente pequenos que podem exercer grande influência nas questões levantadas acima, de maneira distinta para diferentes ciclistas.

Portanto, investigar essa questão de forma individualizada torna-se essencial em se tratando de ciclistas de alto nível.

Fontes:

Diefenthaeler F, Bini RR, Nabinger E, Laitano OL Carpes, FP, Guimarães ACS, et al. Proposta metodológica para a avaliação da técnica da pedalada de ciclistas: estudo de caso. Rev Bras Med Esporte 2007; in press.

Ervilha RM, Amadio AC, Duarte M. Estudo sobre procedimentos de normalização da intensidade do sinal eletromiográfico durante o movimento humano. Anais do VII Congresso Brasileiro de Biomecânica. Campinas: UNICAMP; 1997. p.169-174.

Carmo, J. Análise eletromiográfica da atual posição de ciclismo. Anais do IV Congresso Brasileiro de Biomecânica. São Paulo: USP; 1992. p.172-178.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Prescrição de exercício físico para indivíduos que fazem uso de betabloqueadores

Considerando-se o fato de os betabloqueadores serem bastante utilizados para o tratamento de diversas cardiopatias, a prescrição do exercício físico para os usuários desses medicamentos deve ser feita sempre com muita cautela.

Como a prescrição da intensidade do exercício físico utilizada em programas de prevenção e reabilitação cardíacas baseia-se principalmente na freqüência cardíaca como indicador de intensidade de esforço, deve-se ter maior cuidado com usuários de betabloqueadores, pois estes atuam diretamente na freqüência cardíaca(1, 2), reduzindo-a, ou seja, a freqüência cardíaca máxima em um teste ergométrico e a freqüência cardíaca de repouso de usuários de betabloqueadores estão sempre diminuídas.

Além disso, a competência cronotrópica durante o exercício físico também está diminuída.

Assim, para não haver erro na prescrição do exercício físico para esses indivíduos, é importante que seja realizado teste de esforço sob o uso de betabloqueadores, para que o médico possa avaliar o comportamento das variáveis cardiovasculares durante o esforço e, posteriormente, o professor de educação física possa prescrever adequadamente a intensidade de exercício a ser realizado e a faixa de freqüência cardíaca a ser controlada nas sessões de condicionamento físico.

Dessa forma, o comportamento da freqüência cardíaca durante o treinamento físico será equivalente ao do teste de esforço.

O efeito que o medicamento exerce sobre a freqüência cardíaca durante o teste de esforço, modulando seu aumento, será reproduzido quando o indivíduo estiver se exercitando, fazendo com que, dessa forma, a prescrição esteja adequada.

Depois de obtidos os valores da freqüência cardíaca em repouso e no exercício físico máximo dos usuários de betabloqueadores, a prescrição de treinamento físico pela freqüência cardíaca se dá como citado no texto de 11 de junho de 2008 –Prescrição do exercício físico pela freqüência cardíaca -, ou seja, pela porcentagem da freqüência cardíaca máxima ou reserva (Ver tabela abaixo).

Vale a pena ressaltar que, em portadores de doença cardiovascular, mesmo com bom condicionamento físico, a prescrição de exercício físico deve ser equivalente à de um indivíduo de mesma idade sedentário saudável, ou seja, a intensidade não deve ultrapassar 50% a 70% da freqüência cardíaca de reserva.

Tabela 1. Exemplos de betabloqueadores utilizados na clínica e suas ações.

1ª Geração
Medicamento: Propranolol
Ação: Betabloqueador não-seletivo.

2ª Geração

Medicamento: Bisoprolol, Metoprolol
Ação: Betabloqueadores seletivos para receptores adrenérgicos do subtipo β1.

3ª Geração

Medicamento: Carvedilol, Bucindolol
Ação: Betabloqueadores não-seletivos e com ação vasodilatadora (bloqueio dos receptores α1-adrenérgicos).


É importante salientar o trabalho multidisciplinar nos testes de esforço, em que estão presentes o médico, detectando possíveis anormalidades, o professor de educação física, efetuando a prescrição do exercício físico baseado nos parâmetros obtidos no teste, além de outros profissionais da saúde.

Esses profissionais, trabalhando de forma conjunta, auxiliarão tanto na prevenção como no tratamento das doenças cardiovasculares.

Fonte:

1. Gordon MF, Dunkan JJ. Effect of beta-blockers on exercise physiology: complications for exercise training. Med Sci Sports Exerc. 1991;23:668-76.

2. Wilmore JH, Freund BJ, Joyner MJ, et al. Acute response to submaximal and maximal exercise consequent to beta-adrenergic blockade: implications for the prescription of exercise. Am J Cardiol. 1985;55:135D- 141D.

domingo, 15 de junho de 2008

Entenda os rótulos dos adoçantes

"Anvisa restringiu uso de sacarina e ciclamato devido à presença de sódio. De acordo com a Anvisa, o sódio é inserido nas fórmulas de adoçantes para realçar o sabor dos alimentos. Com isso, o consumo em grandes quantidades seria prejudicial à saúde, principalmente aos hipertensos. A sacarina é proibida no Canadá e o ciclamato nos Estados Unidos"

"A agência autorizou o uso no País dos edulcorantes taumatina, eritritol (ambos adoçantes naturais) e o neotame (adoçante químico artificial) em alimentos. As três novas substâncias juntam-se a outros tipos de adoçantes já utilizados no Brasil, como o aspartame, sucralose (ambos químicos artificiais), frutose e stévia (estes naturais)".

A redução da quantidade máxima de uso de sacarina e ciclamato em alimentos e bebidas do tipo diet e light, determinada recentemente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é um indicativo de que o governo pode estar seguindo regras de outros países com relação ao consumo desses adoçantes químicos artificiais. A sacarina, por exemplo, é proibida no Canadá, e o ciclamato, nos Estados Unidos.

Uma das principais razões que levou à adoção dessa medida pelo órgão foi a alta presença de sódio em ambos os edulcorantes. A substância é condenada pela OMS (Organização Mundial de Saúde). De acordo com a Anvisa, o sódio é inserido nas fórmulas desses adoçantes para realçar o sabor dos alimentos. Com isso, o consumo em grandes quantidades seria prejudicial à saúde, principalmente aos hipertensos.

Adoçantes

Na esteira da restrição de uso da sacarina e do ciclamato, a agência autorizou o uso no País dos edulcorantes taumatina, eritritol (ambos adoçantes naturais) e o neotame (adoçante químico artificial) em alimentos. As três novas substâncias juntam-se a outros tipos de adoçantes já utilizados no Brasil, como o aspartame, sucralose (ambos químicos artificiais), frutose e stévia (estes naturais).

Essa gama de adoçantes no mercado brasileiro é mais uma prova do aumento do consumo no País de produtos mais saudáveis alojados na categoria diet e light - calcula-se em 10% o crescimento anual do consumo de alimentos e bebidas nessa classe de itens.

De fato, a população tem-se preocupado mais, nas últimas décadas, com os alimentos que consome, embora isso não signifique que a grande maioria das pessoas esteja com o peso corporal adequado. Pelo contrário, cresce o número de obesos.

A grande verdade é que, embora preocupadas com o que estão ingerindo, as pessoas também estão mais sedentárias - o que acarreta inevitável ganho de peso. Porém, isso não invalida a preocupação em escolher produtos que contenham edulcorantes.

O adoçante é uma realidade para se ter uma vida mais saudável. E no conjunto de adoçantes disponíveis no mercado, aqueles essencialmente naturais tornam-se ainda mais adequados na busca de melhor qualidade de vida. É o caso da stévia. Na década de 80, o Brasil desenvolveu bastante a extração do poder desta planta, um adoçante natural, fazendo com que ela conquistasse mercado entre os edulcorantes e passasse a ser até exportado para outros países.

Neste universo crescente de adoçantes dietéticos, começa a ser relevante distinguir aqueles que podem ser mais completos à sua saúde. As diferenças estão cada vez mais visíveis.

Fonte: Helena Meneguetti Hizo, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento de um empresa que produz adoçantes
http://www1.uol.com.br/vyaestelar/adocantes01.htm

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Segredo contra hipertensão pode ser manter a cuca fresca

Pesquisadores acompanharam cinco mil pessoas desde 1985.
Os que eram mais estressados foram os que desenvolveram hipertensão.


Hipertensão e stress? O segredo pode estar em se manter a cuca fresca.

Alguns fatores que determinam se um indivíduo será ou não hipertenso, já são conhecidos: sexo, idade, raça, obesidade e sedentarismo são bons exemplos.

Mas será que existe um fator que possa predizer o aparecimento da doença desde a juventude, independente dos já citados?

Na busca desse marcador uma equipe de pesquisadores da Universidade de Pittsburgh vem acompanhando desde 1985 um grupo de mais de cinco mil pessoas.

Em 1987, três quartos dos participantes apresentavam níveis normais de pressão arterial, tinham entre 18 e 30 anos de idade e foram submetidos a testes que avaliavam as alterações da pressão arterial quando submetidos a stress.Os resultados foram registrados e arquivados.

Treze anos após, do grupo estudado mais de trezentos participantes haviam desenvolvido hipertensão.

Os participantes que haviam apresentado maiores variações da pressão arterial ao stress, estavam entre os que desenvolveram hipertensão mais tarde.

A influência do stress no aparecimento e manutenção da hipertensão arterial já é reconhecida pelos médicos e as práticas redutoras de stress ajudam efetivamente no tratamento da pressão alta.

O que está se propondo é que talvez uma resposta hipertensiva precoce ao stress seja um preditor do seu aparecimento no decorrer da vida.

De uma forma ou de outra, procurar manter um estilo de vida mais calmo diante das dificuldades do dia a dia pode ajudar a prevenir o surgimento da pressão alta.

Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL591893-5603,00.html

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Princípios biológicos do treinamento físico (II) Especificidade

Princípio da Especificidade

A natureza da carga associada a um determinado exercício condiciona os sistemas solicitados, a tipologia de recrutamento muscular e a resposta neuroendócrina envolvida.

O núcleo central da resposta do organismo a uma carga de treino passa por 4 níveis básicos (Viru, 1996): a estrutura muscular utilizada, a resposta hormonal específica, a ativação seletiva de órgãos e sistemas e o controle (direto ou indireto) do movimento por parte do sistema nervoso central.

Um exercício de treino tem sempre um impacto definido no organismo do atleta, que depende das suas características no que diz respeito à sua estrutura (movimentos utilizados) e os componentes da carga que lhe estão associados (volume e intensidade, fundamentalmente).

A partir do momento em que o treino desportivo passou a ser considerado como um sistema de implicação global integrando muitos e variados elementos de uma forma estruturada e progredindo para objetivos claramente enunciados, a orientação que a ele preside passou a constituir-se a partir da preocupação da adequação dos exercícios ao sistema energético e ao gesto desportivo utilizados no desempenho competitivo.

O princípio da especificidade é aquele que impõe, como ponto essencial que o treino deve ser concebido a partir dos requisitos próprios do desempenho desportivo em termos de qualidade física interveniente, sistema energético preponderante, segmentos corporais e coordenação motora utilizados.

Este princípio refletir-se-á em duas amplas categorias de fundamentos fisiológicos: os aspectos metabólicos e os aspectos neuromusculares.

De acordo com o princípio da especificidade, as adaptações decorrem das características espaço-temporais do movimento realizado, ou seja, dos grupos musculares mobilizados e dos ângulos articulares utilizados, mas também da intensidade do exercício com a solicitação metabólica que lhe é inerente.

Daqui decorre, naturalmente, que um exercício para o desenvolvimento da força terá uma estrutura diferente de um exercício para a estimulação da velocidade máxima.

A estrutura do movimento utilizado num exercício determina, então, sobre que músculos incidirá o estímulo de treino, em que grau de importância e qual o tipo de recrutamento dos vários tipos de fibras musculares (desempenho neuromuscular).

Em grande parte das disciplinas desportivas, o treino da força muscular é parte integrante dos programas de treino, com o intuito de contribuir para a evolução do desempenho competitivo.

Para que o aumento da força tenha um impacto real no desempenho, no entanto, teremos que assegurar que, pelo menos, parte desses exercícios aproximem-se das condições próprias de execução do ponto de vista muscular e energético.

Só assim poderemos assegurar, para a totalidade do programa de preparação, níveis elevados de transferência das adaptações metabólicas e neuromusculares conseguidas para a eficácia do gesto técnico usado na competição.

Esta será uma preocupação constante de todos os treinadores em qualquer modalidade desportiva.

Dominar o princípio da especificidade na construção de exercícios de treino significa adequar a estrutura e os componentes da carga aos objetivos definidos para esse mesmo exercício.

Neste sentido, é necessário trabalhar com zonas de intensidade bem definidas, estimulando adequadamente os vários sistemas energéticos, as capacidades do atleta que se pretendem desenvolver – a força, a velocidade, a resistência ou a flexibilidade, nas suas várias subdivisões – ou, e outro nível, a técnica e a preparação tática para uma competição.


Fonte:

Viru, A. (1996). Postexercise recovery period - carbohydrate and protein-metabolism. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, 6 (1): 2-14.

Wilmore, J.H. & Costill, D.L. (1994). Physiology of Sport and Exercise. Champaign:
Human Kinetics.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO FÍSICO PELA FREQÜÊNCIA CARDÍACA

A freqüência cardíaca apresenta relação linear com o aumento da intensidade do exercício físico.

Em conseqüência disso, é uma variável muito útil para o controle da intensidade de treino, ressaltando sua fácil mensuração durante o exercício físico, tanto pela palpação do pulso (método palpatório) como pela utilização de freqüencímetros, cujo custo é acessível à maioria das pessoas.

Para uma prescrição de exercício eficaz, faz-se necessária a utilização da freqüência cardíaca obtida no teste ergométrico, a partir da qual obtém-se a freqüência cardíaca máxima de cada indivíduo, que, muitas vezes, pode ser superior ou inferior à predita para a idade.

Além disso, em casos de testes positivos (como, por exemplo, isquemia) a freqüência a ser utilizada como máxima para prescrição deve ser a de positivação do teste.

Por isso, o teste de esforço é altamente recomendável e indispensável para portadores de doenças cardiovasculares.

Basicamente existem duas formas de se prescrever a intensidade do exercício físico pela freqüência cardíaca, segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte(6):

a) por meio do cálculo da porcentagem da freqüência cardíaca máxima obtida no teste;e
b) por meio do cálculo da porcentagem da freqüência cardíaca de reserva.

A prescrição pela porcentagem da freqüência cardíaca máxima é realizada pelo valor obtido no teste ergométrico, a partir do qual, após a obtenção da freqüência cardíaca máxima, calcula-se a porcentagem recomendada para cada população:

de 55% a 65% para cardiopatas,
de 60% a 75% para sedentários, e
de 70% a 85% para indivíduos fisicamente ativos.

A prescrição pela porcentagem da freqüência cardíaca de reserva se dá também pela obtenção da freqüência máxima durante o teste ergométrico, porém devem ser levados em consideração os valores da freqüência cardíaca de repouso para cálculo da intensidade do exercício físico.

A fórmula para o cálculo é a que se segue:

FC de reserva

FC treino = [(FC máx - FC repouso) x porcentual desejado] + FC repouso, em que FC = freqüência cardíaca.

A porcentagem da freqüência cardíaca de reserva recomendada para sedentários é de 50% a 70% e para ativos, de 60% a 80%.

Abaixo observa-se o exemplo de prescrição de exercício físico para indivíduo sedentário de 20 anos de idade, com freqüência cardíaca máxima de 210 bpm e freqüência cardíaca de repouso de 60 bpm.

A freqüência cardíaca de treinamento determinada a partir da fórmula da freqüência cardíaca máxima foi de 126 bpm a 158 bpm e por meio do cálculo da freqüência cardíaca de reserva foi de 135 bpm a 165 bpm.

As faixas de freqüência cardíaca de treino variam dependendo da fórmula utilizada. Recomenda-se, no entanto, o uso da fórmula da freqüência cardíaca de reserva, pois a mesma leva em consideração a freqüência cardíaca de repouso, que sofre influência tanto do condicionamento físico do indivíduo como do uso de betabloqueadores.

Para os exemplos a seguir, considere um indivíduo sedentário aos 20 anos de idade. A freqüência cardíaca (FC) de repouso era de 60 bpm e a máxima atingida no teste ergométrico era de 210 bpm.

Exemplo 1. Prescrição de exercício físico por meio da freqüência cardíaca máxima segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM).

Prescrição pela Prescrição pela freqüência cardíaca máxima
Intensidade recomendada: 60%-75% da FC máxima
Limite inferior: 60% da FC máxima
Limite superior: 75% da FC máxima
FC de treino: 126-158 bpm FC de treino: 135-165 bpm

Exemplo 2. Prescrição de exercício físico por meio da freqüência cardíaca de reserva segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM).

Prescrição pela Prescrição pela freqüência cardíaca de reserva
Intensidade recomendada: 50%-70% da FC de reserva
Limite inferior: [(FC máxima – 210 x 0,6 = 126 bpm FC de repouso) x 0,5] + FC de repouso
[(210 – 60) x 0,5] + 60 = 135 bpm
Limite superior:: [(FC máxima – 210 x 0,75 = 158 bpm FC de repouso) x 0,7] + FC de repouso
[(210 – 60) x 0,7] + 60 = 165 bpm
FC de treino: 126-158 bpm FC de treino: 135-165 bpm

Fonte:
American College of Sports Medicine – ACSM. Manual para Teste de Esforço e Prescrição de Exercício. Rio de Janeiro: Revinter; 2000. p. 3-10.

Estudo indica que 40% dos portadores de apnéia do sono são diabéticos

Doenças causam enormes prejuízos não só à saúde como também à economia global.
Dormir mal pode induzir a obesidade, um dos fatores de risco do diabetes.


Federação Internacional de Diabetes, durante o Congresso da Associação Americana de Diabetes apresentou os resultados da comissão que estudou a relação entre Apnéia do Sono e diabetes.

Os especialistas chamaram a atenção para o fato de que as evidências científicas são de que 40% dos portadores de apnéia do sono sejam diabéticos.

As duas doenças causam enormes prejuízos não só à saúde como também à economia global. Estima-se que o diabetes custe aos Estados Unidos, China, Japão e Índia mais de US$ 200 bilhões por ano.

O custo da apnéia do sono ainda não foi computado pelas autoridades de saúde. Se pensarmos que a doença diminuiu a produtividade e é fator de risco para o aparecimento de várias doenças crônicas esse custo pode ser muito grande.

Trabalhos científicos têm mostrado que o tratamento da apnéia do sono pode diminuir a glicemia de jejum e facilitar o controle a longo prazo do diabetes. A baixa qualidade do sono, nos portadores de apnéia obstrutiva, aumenta o impacto e realimenta dois fatores de risco para o diabetes, a obesidade e as alterações psiquiátricas.

Indivíduos que não dormem bem não conseguem se exercitar e ficam obesos com mais facilidade. E a qualidade do sono é fator desencadeante de stress e depressão que por sua vez podem aumentar a risco da obesidade.

A Federação Internacional do Diabetes recomenda que os pacientes com diabetes tipo 2 tenham seu padrão de sono avaliado para que se possa diagnosticar corretamente a existência de apnéia do sono. Da mesma forma os portadores de Apnéia do Sono devem ser investigados quanto a presença do diabetes.

Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,5603,00.html

terça-feira, 10 de junho de 2008

Ômega-3 pode reduzir risco de doença no olho, diz estudo

O estudo sugere que o ômega-3 pode reduzir em um terço o risco de desenvolver uma doença conhecida como degeneração macular relacionada à idade (DMRI), na qual ocorre um crescimento anormal dos vasos sanguíneos sob a retina.

A mácula é afetada, e o resultado é a queda súbita ou progressiva da visão central.
Pessoas com o problema, geralmente acima dos 60 anos, perdem a habilidade de ver em detalhe e, em casos severos, podem ser registradas como cegas, apesar de ainda terem uma visão periférica.

Dieta

O estudo da Universidade de Melbourne analisou o resultado de nove pesquisas prévias sobre o ácido graxo ômega-3 e a DMRI, envolvendo um total de 88.974 participantes, incluindo mais de 3 mil com a doença.

A adição dos resultados de diferentes estudos dá mais força estatística às conclusões.

Segundo a análise, comer peixe duas vezes por semana foi associado a uma redução no risco de se contrair DMRI.

Uma redução de 38% no risco foi verificada nos que comiam mais ômega-3 em comparação aos que comiam a menor quantidade.

A pesquisadora Elaine Chong, que liderou a pesquisa, disse que o ômega-3 é um componente vital da retina.

Por isso, segundo ela, é possível que uma falta do ácido graxo possa "iniciar" a doença, já que as células da retina são constantemente renovadas.

No entanto, o estudo não chega a recomendar uma mudança na dieta. Segundo os cientistas, as pesquisas analisadas não foram feitas com o objetivo de oferecer provas sólidas que sustentem uma recomendação desse tipo.

"Apesar de essa análise dos estudos sugerir que o consumo de peixes e outros alimentos ricos em ômega-3 pode estar associado a um menor risco de desenvolver DMRI, não há evidência suficiente nos estudos atuais - e nenhum experimento médico aleatório - para recomendar o consumo de ômega-3 para prevenir a doença", afirmou Chong.

Fonte:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/06/080610_visaopeixe_mp.shtml

sábado, 7 de junho de 2008

Princípios biológicos do treinamento físico ( I ) - Sobrecarga

Os princípios biológicos do treino decorrem, como veremos a seguir, dos fenômenos da adaptação e da supercompensação inerentes à aplicação de uma carga de treino.

Princípio da Sobrecarga

O exercício de treino só poderá provocar modificações no organismo dos atletas, melhorando a sua capacidade de desempenho, desde que seja executado numa duração e intensidade suficientes que provoquem uma ativação ótima dos mecanismos energéticos, musculares e mentais.

Implícita na própria noção de “adaptação de treino” está a idéia de que apenas estímulos que perturbem de uma maneira importante o equilíbrio metabólico ou de regulação de uma determinada função serão indutores do processo de reorganização interna conducente ao aparecimento de uma capacidade de resposta superior.

Deste modo, para que haja desenvolvimento de capacidades, o músculo ou o sistema visado, terão que ser solicitados para níveis de atividade não habituais.

Uma carga de treino que procura efeitos máximos de adaptação terá que provocar perturbar o equilíbrio interno de um modo significativo, terá que constituir um fator de “stress” físico relevante.

A ultrapassagem deste limiar criado pelas rotinas de treino será tanto mais difícil quanto mais evoluído for o estado de treino do atleta, daí a procura de cargas mais exigentes, pela sua quantidade, intensidade ou frequência, mas também pela sua especificidade e /ou caráter seletivo.

Assim, por exemplo, se a prescrição do treino da força para um determinado indivíduo é realizar 5 repetições máximas (5 repetições com o máximo de carga possível) e se, na realidade, o peso levantado já não corresponder a essa intensidade, mas possibilitar a realização de, por exemplo, 8 repetições, então os músculos não serão sujeitos a sobrecarga e os efeito do treino não serão os esperados, ou seja, poderá permitir a manutenção de aquisições anteriores, o que é uma estratégia de treino possível, em determinadas circunstâncias, mas falhará o alvo se a intenção for o desenvolvimento da força.

O mesmo se passará com o treino da resistência aeróbia. Para um atleta de fundo, treinar na zona do limiar anaeróbio é condição fundamental para aumentar a sua capacidade de desempenho em nível competitivo.

Se as velocidades de corrida não acompanharem a evolução ocorrida nas adaptações aeróbias e neuromusculares provenientes das semanas anteriores de treino, as cargas tornar-se-ão irrelevantes para o objetivo pré definido.

A noção de sobrecarga implica a adequação das cargas de treino a par e passo com a mutação constante da capacidade máxima do indivíduo, ou seja, leva à organização de uma progressão dos exercícios de treino no que diz respeito às componentes da carga (princípio metodológico da progressão das cargas de treino).

Compreender o princípio da sobrecarga exige levar em consideração o fato do processo de adaptação ao treino incidir e reorientar a dinâmica de renovação contínua das estruturas biológicas. O organismo está em constante deterioração e reparação.

Algumas células, como os eritrócitos, circulam no sangue durante aproximadamente 120 dias, sendo então removidos por macrófagos do sistema retículo-endotelial (ou sistema mononuclear fagocitário). Outras células, como as fibras musculares, têm uma duração longa mas mantêm-se em constante regeneração endógena.

O estímulo de treino provoca danos específicos em alguns tecidos e provoca o desgaste das reservas celulares (substratos energéticos, água, sais minerais, etc.). Quando finalizamos uma sessão de treino e saímos do campo, da pista, ou da piscina, não estamos mais aptos mas mais fracos. O grau de debilidade relativa atingido depende da quantidade e da exigência do exercício.

Após a sessão, no entanto, se for proporcionado um tempo adequado de recuperação, o organismo ajustar-se-á através do processo de supercompensação e preparar-se-á, deste modo, para o próximo estímulo ou conjunto de estímulos.

Existe um nível de carga ótimo, em cada situação, para cada atleta, que será aquele que melhor estimulará o organismo no sentido de obter as adaptações desejadas.

A regra deverá ser de realizar o menor treino possível que permita atingir os objetivos em vista. O treino não é, assim, um fim em si próprio mas um conjunto de procedimentos considerados necessários para elevar a capacidade de desempenho competitivo.

Um nível de carga excessivo é aquele que ultrapassa a capacidade de resposta do atleta nesse momento, implicando níveis muito elevados de fadiga, desmotivação e, muitas vezes, abandono da modalidade.

Níveis de carga fracos não têm provavelmente qualquer efeito. No entanto, por vezes é conveniente aplicar cargas deste tipo como recuperação ativa ou por outras razões.

Existe, no entanto, um nível médio, inferior ao ótimo, que é muito utilizado em treino em tarefas variadas de estabilização das aquisições e do nível de fadiga atingido.

Pode-se dizer que os níveis de carga médio e ótimo, alternam constantemente e constituem a quase totalidade da estimulação de treino.

Fonte:

Platonov, U.V. (1991). La adaptación en el deporte. Barcelona: Ed. Paidotribo.
Verkhoshansky, Y. (2002). Teoría y metodología del entrenamiento deportivo.Barcelona: Ed. Paidotribo.
Matveyev, L. (1986). Fundamentos do treino desportivo. Lisboa: Horizonte.

Hipertensão arterial - consumo excessivo de sal nos alimentos industrializados

Alimentos enlatados, embutidos e molhos em geral contêm alta quantidade de sódio e devem ser evitados, pois podem levar ao aumento da pressão sangüínea.

É preciso conscientizar e alertar a população sobre os riscos da hipertensão arterial, - mais conhecida como o mal da vida moderna e a doença que mais mata no país.

Segundo dados da OMS – Organização Mundial da Saúde – a doença pode atingir aproximadamente 3,5 milhões de crianças e adolescentes no Brasil. A taxa de incidência da hipertensão é de 30% na população brasileira e, como a doença não apresenta sintomas, metade dos hipertensos não sabem que têm o problema.

Atualmente, a hipertensão existe em qualquer idade e atinge 65 em cada 100 idosos, e o seu controle reduz em 40% os riscos de derrame e em 20% o risco de enfarte.

Ela está associada às doenças cérebro-vascular e coronariana - principais causas de morte no Brasil -, com aproximadamente 300 mil óbitos por ano, isto é, a cada dois minutos, ocorre um óbito em função desta doença.

Estudos da OMS revelam, ainda, que a DAC (Doença Arterial Coronária) cresce anualmente devido ao inadequado controle dos principais fatores de riscos cardiovasculares como a hipertensão, diabete e o aumento do colesterol.

E muito importante controlar os fatores de riscos bem como evitar o consumo em excesso de alimentos processados, embutidos e industrializados.

Pessoas que consomem muitos produtos processados (com alto teor de sal) e alguns tipos de fast food, apresentam maior risco de desenvolver hipertensão arterial, pois trocam os alimentos naturais pelos industrializados. E quando se alimentam adequadamente abusam dos saleiros disponíveis nas mesas, o que favorece o aumento da pressão arterial.

Estudos mostram ainda que entre as populações que consomem pouco sal, a pressão arterial não aumenta conforme a idade.

Portanto, fica evidente a necessidade de orientar a população, além de educar continuamente as crianças para consumirem pouco sal desde pequenos.

Atualmente, o sal é consumido numa quantidade duas vezes maior do que o recomendado pelos médicos (4 a 6g) distribuídos por todas as refeições.

Ao contrário disso, consome-se em média, cerca de 12 a 15 gramas por dia, chegando a uma quantidade superior em alguns Estados do Nordeste.

A hipertensão está aumentando progressivamente com a idade, e chega a mais de 50% após os 60 anos, além de aumentar em quatro vezes os riscos de doenças arteriais coronárias quando comparado às mulheres com pressão arterial normal.

Em indivíduos com predisposição genética e estilo de vida inadequado (sedentarismo, dieta hipersódica, hipercalórica e hipergordurosa) a doença se dá mais precocemente e com características de maior resistência ao tratamento.

Havendo um acompanhamento médico e uma dieta adequada pode-se prevenir ou retardar o desenvolvimento da doença.

É importante evitar os alimentos enlatados (ervilhas, massa de tomate, etc), embutidos (salame, salsicha, entre outros), envidrados (palmito, azeitona e molhos em geral), queijos e pães.

Todos estes alimentos contêm sódio (composição do sal de cozinha) e a elevada ingestão dele faz o organismo reter mais líquidos, podendo levar ao aumento da pressão sangüínea e causar a hipertensão - responsável por infarto e acidente vascular cerebral -, além de afetar os rins.

Recomenda-se a utilização do sal somente no preparo dos alimentos, mas com moderação, e retirar os saleiros da mesa. A medida diária de sal fica em torno de 4 a 6 gramas por dia.

Dicas para combater a hipertensão:
• manutenção do peso ideal;
• prática regular de atividade física;
• redução da ingestão de sal;
• evitar a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas;
• seguir dieta saudável que deve conter baixo teor de gordura (principalmente saturadas), baixo teor de colesterol e elevado teor de fibras;
• checar sempre a pressão arterial com um profissional da área de saúde.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Redefinindo critérios de glicemia de jejum


Por Aline M. Swarowsky, Giuseppe Repetto e Márcio Mancini

A Associação Americana de Diabetes (ADA) publicou em 28 de outubro de 2003 no jornal Diabetes Care, a nova definição para glicemia de jejum alterada (Impaired Fasting Glucose), ou seja, um estágio conhecido pela população como “pré-diabetes”.

Pessoas que anteriormente não se enquadravam neste diagnóstico e tinham sua
ficha médica “limpa” passarão a ter diagnóstico de pré-diabetes. Milhões de americanos serão incluídos neste critério de glicemia de jejum alterada.

Atualmente, o screening de diabetes e de pré-diabetes é recomendado pela ADA para os pacientes com fatores associados como obesidade, idade igual ou maior do que 45 anos, história familiar de diabetes ou diabetes gestacional prévia.

Se o teste for normal, é recomendada a retestagem a cada três anos. Se for diagnosticado pré-diabetes ou intolerância à glicose, existe um maior risco do paciente desenvolver diabetes dentro dos próximos 10 anos e já se inicia o tratamento com medidas de dieta e exercícios.

Screening: após passar a noite em jejum se coleta sangue pela manhã, e o valor de glicose no sangue atualmente aceito como normal baixou de 110mg/dl para 100mg/dl (aumentando em 20% o diagnóstico de pré-diabetes). Valores de glicose maiores do que 100mg/dl significam predisposição para o diabetes.
Pré-diabetes, condição que na maioria das vezes precede o diabetes é algo muito sério pois geralmente não causa sintomas. Mesmo assim, estudos recentes já têm evidenciado que mesmo antes do diabetes se manifestar por completo, tanto nas glicemias como nos sintomas, já ocorrem lesões no sistema circulatório e no coração dos indivíduos pré-diabéticos.

Conhecendo o maior risco de desenvolver diabetes, tanto o médico quanto o paciente podem se empenhar no tratamento do pré-diabetes, tomando medidas preventivas para que a condição não evolua e piore, geralmente através de dieta e exercícios.

Perda de peso moderada e exercícios regulares podem previnir ou retardar o desenvolvimento do diabetes do tipo 2 em mais de 58%, baseado nos resultados do estudo DPP (Diabetes Prevention Program) e outros. Esperamos que com isto também se possa reduzir as complicações crônicas associadas ao diabetes.

Referências:

Site: http://www.abeso.org.br/
- Diabetes Care. 2003;26:3160-3167
- ADA Expert Committee Redefines Impaired Fasting Glucose Source: American
Diabetes Association Publication date: 2003-10-28

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Sola de sapato especial ajuda idosos a manter o equilíbrio

Novidade feita em gel avisa a pessoa quando há desequilíbrio.
Solado também pode ser usado por pessoas em profissões arriscadas.

As pessoas idosas tendem a ter mais dificuldade para manter o equilíbrio, portanto se tornam mais vulneráveis a quedas e suas conseqüências.

Um time de pesquisadores da Universidade Harvard em Boston, nos Estados Unidos, desenvolveu um solado especial, que pode ajudar os idosos e pessoas com dificuldade de equilíbrio a evitar problemas.

O equilíbrio, quando estamos de pé, é mantido a partir da noção de que a pressão exercida pelo nosso peso sobre as solas dos pés varia, quando existe a tendência a se cair para um dos lados.

Com a idade, a transmissão dessa sensação diminui, o que aumenta o risco de quedas. Foi a partir dessa constatação que os cientistas pensaram um dispositivo que alertasse ao usuário se acontecesse uma mudança de posição.

A solução tecnológica encontrada foi um solado de gel, no qual foram implantados dispositivos vibratórios que emitiam sinais a partir de mudanças na pressão exercida pelos pés.

As solas vibratórias foram testadas por dois grupos de voluntários, um de jovens com idades entre 15 a 20 anos e outro grupo de idosos.

Os indivíduos eram colocados de pé, com os olhos fechados e com os braços ao longo do corpo, à medida que balançavam para um dos lados o solado alertava com sinais vibratórios o usuário.

O equilíbrio dos dois grupos melhorou sensivelmente, porém os idosos mostraram um ganho maior.

Apesar disso os cientistas acreditam que a técnica pode ajudar indivíduos jovens que por razões profissionais por exemplo corram maiores riscos de quedas, como os profissionais da construção civil.

Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL582573-5603,00-SOLA+DE+SAPATO+ESPECIAL+AJUDA+IDOSOS+A+MANTER+O+EQUILIBRIO.html

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O Processo de adaptação da coluna vertebral a posição sentada


O simples fato de sentar coloca a coluna vertebral numa posição anormal.

Pois quando adota-se a postura sentada, a parte inferior da coluna, a lordose lombar é reduzida, sofrendo uma diminuição ou eliminação de sua curvatura fisiológica, ou seja, a curvatura lombar tende a se tornar reta ou chega mesmo a se inverter.

Com isso, o espaço existente na porção anterior das vértebras diminui e o espaço da porção posterior aumenta, fazendo com que o núcleo pulposo, que estava no centro do disco, seja empurrado para trás quando adota-se esta postura.

De forma gráfica, a figura acima mostra uma série de imagens radiográficas realizadas em várias posturas, as quais mostram as alterações da coluna lombar, quando assumimos diferentes posturas.

A posição .A. da figura refere-se à posição normal de descanso, onde, a curvatura da coluna se encontra numa configuração neutra, em que a articulação do quadril forma um ângulo de 45º com o tronco.

A partir da posição .B., ocorre uma retificação da lordose lombar, o que leva a uma tração dos ligamentos e a uma compressão dos discos.

Quando adota-se a posição .C., a modificação da curvatura é acentuada com vistas à retificação da lordose ou mesmo da cifose lombar.


Fonte:

VIEL, E.; ESNAULT, M. Lombalgias e cervicalgias da posição sentada: conselhos e exercícios. São Paulo : Manole, 2000.