domingo, 3 de agosto de 2008

Atividades leves do dia-a-dia 'não contam como exercício'


Organizações americanas de esportes e saúde lançaram novas recomendações sobre as atividades físicas que devem ser seguidas por adultos entre 18 e 65 anos para que se obtenha um estilo de vida saudável.

O American College of Sports Medicine e a American Heart Association dizem que o objetivo do documento é oferecer informações mais claras e abrangentes sobre o tipo e freqüência dos exercícios recomendados.

Fazer atividades aeróbicas moderadas cinco vezes por semana por pelo menos meia hora ou atividades mais intensas, como correr, três vezes por semana, por 20 minutos, seriam o suficiente para promover uma saúde melhor.

As instituições afirmam que é possível acumular períodos mais curtos de exercício até chegar a 30 minutos por dia, mas esclarecem que uma rápida caminhada até o carro ou subir poucos lances de escada não contam para o objetivo final.

Segundo os especialistas, a mensagem de que exercícios leves também fazem bem à saúde está sendo mal interpretada por algumas pessoas e pode levá-las a fazer menos atividade física do que precisam para se manter saudáveis.

Tempo mínimo

"A atividade aeróbica recomendada (de intensidade moderada ou alta) deve ser realizada como complemento a atividades do dia-a-dia, como cuidado pessoal, caminhadas curtas e compras", diz o documento das entidades americanas.

Para poder ser incluído na meta de meia hora por dia, o exercício precisa durar pelo menos 10 minutos seguidos, numa intensidade constante. Nesse caso, atividades como jardinagem, caminhadas em bom ritmo e carpintaria podem fazer parte do programa.

A nova recomendação também indica a realização de exercícios de musculação pelo menos duas vezes por semana como complemento às atividades aeróbicas.

Segundo as organizações americanas, seguir este programa mínimo reduz o risco de doenças crônicas e morte prematura.

Polêmica

Há controvérsia sobre o tipo e a duração ideais do exercício feito com o objetivo de melhorar a saúde.

A Organização Mundial de Saúde recomenda 30 minutos de exercício leve todos os dias como forma de manter um mínimo de boa forma.

Já um estudo recente da Queen's University, em Belfast, na Irlanda do Norte, concluiu que pessoas que andam por meia hora apenas três vezes por semana alcançam resultados parecidos em termos de forma física e de pressão arterial que aquelas que caminham cinco vezes por semana.

Mas os especialistas alertam que todas as recomendações valem apenas para pessoas saudáveis. Obesos, idosos e mulheres grávidas precisam seguir outros parâmetros para manter a forma.

Fonte:

http://www.bbc.co.uk


Cientistas dos EUA desenvolvem 'pílula da boa forma'



A publicação científica Cell traz um artigo sobre um estudo de pesquisadores americanos que dizem ter testado duas pílulas que conseguiram desenvolver músculos, aumentar o vigor e levar à queima de gorduras.

Eles realizaram testes com camundongos, que conseguiram correr 44% mais após receberem uma das drogas - sugerindo que ela teria efeito semelhante sobre os seres humanos.

A idéia é polêmica porque há temores de que pílulas desse tipo possam ser usadas de maneira inadequada em esportes.

Genes

As duas drogas, chamadas AICAR e GW1516, parecem ter um impacto em um gene envolvido na formação de músculos.

Esse gene - chamado PPAR-delta - tem a habilidade de controlar a atividades de outros genes. Por isso, poderia, em teoria, ter um efeito generalizado na maneira como o corpo funciona.

Nos testes com os camundongos, os pesquisadores inicialmente alteraram geneticamente os animais para aumentar a atividade desse gene, o que levou ao desenvolvimento de músculos com mais propensão para queimar gordura.

A próxima etapa foi produzir efeitos semelhantes aos da alteração genética, mas com o uso de drogas.

A primeira pílula, com a droga GW1516, também teve o efeito de aumentar a queima de gorduras, mas só levou a mudanças no desempenho dos camundongos em exercícios depois que os animais foram submetidos a longas sessões de esteira. Depois disso, eles passaram a correm 77% mais tempo.

A outra droga, AICAR, foi um passo além, agindo de uma maneira diferente sobre o desenvolvimento muscular.

Dessa vez, os animais não precisaram receber treinamento adicional. Depois de apenas quatro semanas recebendo a pílula, eles conseguiram correr 44% mais.

Resultados

Segundo Ronald Evans, pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes e do Instituto Salk, na Califórnia e um dos responsáveis pelo estudo, as duas versões poderiam um dia ser benéfícas aos humanos.

"Se você gosta de exercícios, você vai adorar a idéia de obter mais resultados pelo que faz", disse. "Se você não gosta de exercícios, você vai adorar a idéia de obter os mesmos resultados (de quem faz exercícios) com uma pílula."

No entanto, Colin Palmer, um professor da Universidade de Dundee, disse que a idéia é polêmica.

"Isso é, basicamente, uma droga que aumenta o resultado de um treinamento. O que é suspeito é o conceito de uma droga que melhora o desempenho para esportistas.

Fonte: http://www.bbc.co.uk

terça-feira, 29 de julho de 2008

Casamento com fumante 'eleva em até 72% risco de infarto'

Ter um cônjuge fumante pode aumentar em até 72%, no pior dos casos, o risco de sofrer ataque cardíaco, indicam os resultados de uma pesquisa conduzida na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Analisando os dados de mais de 16 mil pessoas, a investigação estimou que um ex-fumante que se casa com alguém que fuma tem até 72% mais chances de ter um infarto que se fosse casado com um não-fumante.

No caso de pessoas que nunca fumaram, ser casado com fumantes aumenta os riscos em 42%, estimou a pesquisa, que sairá na edição de setembro da revista cientifica American Journal of Preventative Medicine.

Os pesquisadores não observaram aumentos de risco de infarto quando o cônjuge já largou o fumo, eles afirmaram.

Os dados de pessoas com mais de 50 anos foram tirados do levantamento nacional Health and Retirement Study (HRS) de 1992 1993, 1998 e 2004.

A incidência de infartos foi acompanhada em cada pessoa por em média 9.1 anos. Os cientistas ajustaram os modelos anulando outros fatores de risco, como idade, genética, renda, obesidade, uso de álcool e doenças que podem prejudicar o coração.

Embora o fumo passivo seja amplamente aceito como fator de risco para doenças coronárias, poucos estudos investigam a associação entre este fator e os riscos de infartos.

“Os benefícios à saúde de abandonar o fumo provavelmente se estendem para além do fumante individual”, escreveu, no artigo, a pesquisadora M. Maria Glymour, da Escola de Saúde Pública de Harvard.

"Também afeta seus cônjuges, com a potencial multiplicação dos benefícios ao se parar de fumar."

Fonte:

segunda-feira, 28 de julho de 2008

3º Simpósio Retrospectiva e Perspectivas da Fisiologia

Dia 9/9/2008

Faltam 43 dias para o início do evento. Duração: 1 dia

A terceira edição do Simpósio Retrospectiva e Perspectivas da Fisiologia ocorrerá no dia 9 de setembro, na capital paulista, com promoção do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP).

“Histórico da evolução do ensino de fisiologia”, “Pensando no ensino de graduação”, “Estratégias Metodológicas para efetivação dos processos de aprendizagem”, “Futuro do livro na era digital”, “Balanço da educação do século 20” e “Perspectivas da educação no século 21”, serão os temas em pauta no encontro.

O evento é gratuito e será fornecido certificado.

Mais informações: www.fisio.icb.usp.br/eventos/simposios/3srp/

28º Seminário Nacional da Propriedade Intelectual

De 24/8/2008 à 26/8/2008

Faltam 27 dias para o início do evento. Duração: 3 dias

Estão abertas as inscrições para o 28º Seminário Nacional da Propriedade Intelectual, que será realizado de 24 a 26 de agosto, em São Paulo, que debaterá, entre outros temas, o tratamento legal e o estímulo à inovação como instrumento do desenvolvimento social e econômico do Brasil.

Promovido pela Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI), o evento, que marca a comemoração dos 45 anos da ABPI. abordará ainda temas como patentes de medicamentos, de software e de métodos de negócio, acesso a recursos genéticos, direitos autorais e outras tendências referentes à proteção da propriedade intelectual no país e no mundo.

Atividade física é bom para gestante e também para o bebê


No passado, médicos proibiam atividades físicas para gestantes.
Agora, com acompanhamento, elas são até encorajadas.
Durante muito tempo a gestação era um período de inatividade para as mulheres que eram orientadas a evitar as academias ou mesmo atividades como caminhadas ou natação. Segundo o presidente da Associação Alemã de Ginecologia, Christian Albring, a prática de exercícios, desde que liberada pelo obstetra, deve fazer parte da vida da gestante.
  • Os exercícios indicados

A quantidade e o tipo de atividades devem ser adequados ao período da gravidez e ao condicionamento físico prévio da mulher. As atividades de impacto e os esportes competitivos não são indicados às grávidas.Especialmente esportes que envolvam movimento súbitos e aumentos repentinos da frequência cardíaca.

A natação em água com temperatura acima dos 20 graus parece ser a melhor opção, a flutuação do corpo alivia a sobrecarga de peso sobre as articulações. Outra característica interessante das atividades aquáticas é o fato de que a frequência cardíaca não se eleva de forma súbita durante uma sessão de natação, por exemplo.

Esteiras, bicicletas e aparelhos aeróbicos. O uso desses equipamentos pelas grávidas permite que intensidade do esforço seja ajustada individualmente. Acompanhada pelo monitoramento da freqüência cardíca durante o esforço, permite que os limites estabelecidos no planejamento da sessão de exercícios não sejam ultrapassados.

Outra área que sofria limitações até pouco tempo era a musculação para grávidas. Os exercícios de resistência utilizando pesos não estão proibidos para as gestantes. A carga de peso utilzada deve ser diminuída e deve-se selecionar os grupamentos musculares exercitados.

O abdomen obviamente deverá ser poupado, porém trabalhar pernas e braços não apresenta problemas.

A única atividade física realmente probida às grávidas é o mergulho com garrafas. Existe uma correlação direta entre essa atividade e o aparecimento de deformidades fetais.

Se existe uma recomendação geral sobre o tema essa deve ser de que as gestantes devem utilizar a sensação de conforto como medida de segurança.

O aparecimento de qualquer sintoma, tal como, alterações de visão, dor de cabeça, nausea ou vertigem deve levar a grávida a discutir com seu médico sobre os exercícios praticados.

Fonte:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Discrepâncias internacionais

Um estudo conduzido por mais de 100 cientistas em 31 países, entre os quais o Brasil, revelou grandes discrepâncias regionais em relação às taxas de sobrevivência de pessoas com câncer. A pesquisa é a primeira a comparar diretamente dados sobre a doença em um número tão expressivo de países.

O trabalho identificou variações não apenas entre os países, mas dentro deles. Um exemplo destacado foi a diferença observada nas taxas de sobrevivência entre brancos e negros nos Estados Unidos. O estudo, chamado de Concord, foi coordenado por Michel Coleman, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, e será publicado na edição de agosto da revista Lancet Oncology.

Os pesquisadores usaram dados de cerca de 2 milhões de pacientes de 101 bases de dados em cinco continentes para comparar a sobrevida em cinco anos de cânceres de mama, colo-retal e próstata. O Brasil foi o único país da América do Sul no estudo, que incluiu Argélia, Austrália, Cuba, Estados Unidos e Japão – os demais eram europeus.

De 16 dos 31 países, os dados cobriram toda a população. Os pacientes foram diagnosticados com a doença entre 1990 e 1994 e acompanhados até o fim de 1999. Os dados foram ajustados para levar em conta diferenças internacionais em taxas de mortalidade e variações de idade.

As maiores taxas de sobrevivência foram observadas nos Estados Unidos (mama e próstata), Japão (cólon e reto em homens) e França (cólon e reto em mulheres). Índices altos de sobrevida para a maioria dos cânceres foram verificados no Canadá e na Austrália. Na outra ponta ficou a Argélia, com os piores indicadores tanto para homens como para mulheres.

O Brasil ficou em 17º em câncer colo-retal em homens, em 22º em próstata e em 23º em colo-retal em mulheres. A taxa de sobrevida brasileira em câncer de mama só ficou à frente da Eslováquia e da Argélia entre os países avaliados. A parte brasileira no estudo foi conduzida por pesquisadores do Departamento de Epidemiologia da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca e do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Nos Estados Unidos, foram analisados 16 estados e áreas metropolitanas. Nova York apresentou as piores taxas para todos os tipos da doença estudados, com exceção do câncer de reto em mulheres, em que o Wyoming ficou no fim da lista. Os melhores indicadores ficaram com Seattle (próstata), Idaho (reto em homens) e Havaí (todos os demais).

Na comparação entre brancos e negros foi identificado o que os pesquisadores chamaram de “golfo”, com os primeiros apresentando sobreviva de 7% (próstata) a 14% maior (mama).

Na Europa, a França apresentou os melhores resultados em cânceres de reto e cólon, enquanto Suécia ficou em primeiro em mama e Áustria em próstata. As piores taxas de sobrevivência de pacientes foram observadas em nações do leste europeu, como a Eslováquia (reto em homem e mama) e Polônia (os demais).

“Os resultados podem ser atribuídos a diferenças no acesso a serviços de diagnóstico e de tratamento. A variação na Europa, por exemplo, está associada com níveis de desenvolvimento econômicos e com os gastos de cada país com saúde. Outro fator de aumento da sobrevida é o investimento em tecnologia”, destacaram os autores.

Fonte:

terça-feira, 22 de julho de 2008

Células do medo

Um grupo de cientistas da Universidade do Estado de Nova Jersey-Rutgers, nos Estados Unidos, identificou células cerebrais ligadas à sensação de medo. A descoberta pode levar ao desenvolvimento de tratamentos mais eficientes para distúrbios de ansiedade.

O Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos estima que 40 milhões de adultos por ano, no país, sofram de condições debilitadoras como fobias, distúrbio do pânico-estresse pós-traumático. Cerca de 15% dos soldados que retornam do Iraque ou Afeganistão desenvolvem algum problema do tipo, que pode levar a situações como alcoolismo, abuso de drogas, dificuldades no trabalho e suicídio.

A análise de imagens funcionais feitas em veteranos de guerra revelou hiperatividade na amígdala, a estrutura cerebral do lobo temporal com papel importante em situações como medo.

O estudo, coordenado por Denis Paré, professor do Centro de Neurociência Molecular e Comportamental de Rutgers, identificou um componente crítico da rede neural da amígdala normalmente envolvida na eliminação de memórias do medo. Os resultados foram publicados no site da Nature e sairão ainda este mês na versão impressa da revista.

Trabalhos anteriores haviam revelado que em animais e humanos a amígdala está envolvida na expressão de respostas inatas ao medo – como o medo de cobras ou de insetos – e na formação de novas memórias resultantes de experiências, como aprender a sentir medo ao ouvir o som da sirene de um carro de polícia ou de aviso de um bombardeio militar.

Os pesquisadores descobriram que aglomerados de células da amígdala, conhecidos como neurônios intercalados, têm papel fundamental na extinção do medo. Segundo eles, esses neurônios inibem os sinais da amígdala para as estruturas cerebrais que atuam na geração de respostas de medo. Em testes feitos com ratos, o grupo verificou que, quando tais estruturas eram destruídas, a extinção da memória era prejudicada, em comportamento similar ao do estresse pós-traumático.

“A extinção não apaga a memória do medo inicial, mas apenas a suprime em um contexto específico. Pessoas com distúrbios de ansiedade exibem o que podemos chamar de déficit de extinção, ou deficiência para esquecer”, disse Paré.

Fonte:

O artigo Amygdala intercalated neurons are required for expression of fear extinction, de Denis Paré e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

Antidoping consegue pegar medicamento supermoderno no Tour de France


Até aí, nada de novo, pois essa prova tem se mostrado tão conhecida pelo número de atletas flagrados usando substâncias proibidas como por sua tradição.

A novidade ainda não confirmada pela Agência Mundial de Antidoping (WADA) é o fato de que o italiano Riccardo Ricco e os espanhóis Manuel Beltran e Moises Duran estavam usando um medicamento novo para aumentar sua perfomance.

A droga em questão seria a CERA (nome comercial, Micera) uma forma sintética do hormônio Eritropoietina (EPO), proibida pelas autoridades esportivas.

a caçada do gato contra o rato do doping, dessa vez o gato parece ter levado a melhor. Três ciclistas foram pegos pelo teste antidoping no Tour de France deste ano.

O medicamento foi aprovado há um ano na Europa e pouco mais de seis meses nos Estados Unidos. Apesar de sua aprovação, a venda nos EUA está dependendo de uma disputa judicial envolvendo a multinacional Roche e uma agência de pesquisa.

O hormônio eritropoeitina estimula a produção de hemácias, aumentando o transporte de oxigênio para as células. A aplicação médica mais comum do EPO é nos pacientes com doenca renal crônica que apresentam anemia de difícil controle.

Tão logo o laboratório anunciou o lançamento da droga, a WADA se apressou em anunciar sua proibição como substância capaz de aumentar a perfomance dos atletas.

A surpresa não está no fato de que atletas do Tour de France tentem aumentar sua resistência usando o hormônio EPO. A prova ciclística dura quase um mês e os participantes percorrem quase 2 mil quilômetros subindo e descendo os Alpes e os Pirineus.

O que está movimentando os bastidores da corrida é o fato de que, pela primeira vez, as autoridades antidoping tenham desenvolvido um teste de identificação simultaneamente ao desenvolvimento de uma novo medicamento.

Embora a Agência de Controle Antidoping não confirme que exista um teste válido para a detecção do novo medicamento, esse poderá ser o dia em que o gato estava esperando o rato e não correndo atrás dele.


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Baixa umidade causa problemas de saúde


Nessa época do ano é comum a queda nas taxas de umidade relativa do ar em várias regiões do País. Este ano o índice está bem abaixo da casa dos 30%, o que exige estado de atenção.

Todos sofrem com isso, mas o desconforto maior é para quem trabalha ao relento, como os profissionais da construção civil, carteiros entre outros. Nesse período difícil, os médicos recomendam cautela com os exercícios físicos, mas para os trabalhadores braçais e que ficam ao ar livre, o jeito é intercalar o trabalho com alguns minutos de descanso na sombra, muito líquido e alimentação leve.

Conheça os principais problemas causados pela baixa umidade relativa do ar:

a) complicações respiratórias devido ao ressecamento de mucosas;

b) sangramento pelo nariz;

c) ressecamento da pele;

d) irritação dos o-lhos;

e) eletricidade estática nas pessoas e em equipamentos eletrônicos e

f) aumento do potencial de incêndios em pastagens e florestas.


Cuidados

  • Entre 20 e 30% - Estado de atenção.

Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas, umidificar o ambiente por meio de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhar os jardins, etc. Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas, etc.

  • Entre 12 e 20% - Estado de alerta.

Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas, evitar aglomerações em ambientes fechados e usar soro fisiológico para olhos e narinas.

  • Abaixo de 12% - Estado de emergência.

Determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10 e 16 horas, tais como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência, etc. Será necessário determinar também a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados. Manter umidificados os ambientes internos, principalmente quartos de crianças, hospitais, etc.


domingo, 20 de julho de 2008

Princípios Metodológicos do Treino Desportivo

O conhecimento dos objetivos do treino e da lógica que está na base da relação carga-recuperação-adaptação permite definir alguns princípios relativos à distribuição da carga de treino.


Relação ótima entre o exercício e o repouso


O exercício físico, através da estimulação eficaz que realiza sobre o organismo de um atleta, está na origem dos efeitos de treino. A carga, ou seja, o conjunto organizado de exercícios de treino, é o fator complexo e global que provoca as adaptações ou efeitos crônicos do treino.

Mas a carga e os seus efeitos devem ser considerados em ligação direta com os processos de recuperação. A identidade da carga e a sua natureza sofrem modificações com a variação dos tempos de recuperação que lhe estão associados.

A dinâmica carga-recuperação é uma das chaves da totalidade do processo de treino, o que significa que, tal como a carga de treino tem que ser adequada e ajustada individualmente, também a natureza e a duração dos períodos de recuperação deverá ser cuidadosamente pensada, de modo a tornar ótimo o rendimento do atleta em todas as circunstâncias.

O efeito de uma relação entre carga e recuperação poderá ser a acumulação de fadiga que se pode tornar, em certos casos, como um fenômeno crônico, ou seja, de natureza patológica.

A fadiga crônica provocada pelo treino, também chamada de sobretreino, estado que implica uma incapacidade de adaptação e superação por parte do atleta, com uma conseqüente diminuição da capacidade de desempenho em treino e competição e conseqüentes efeitos psicológicos de desmotivação e tendência para o abandono da modalidade, tem como principal razão uma deficiente gestão dos tempos de esforço e de recuperação, ou seja, um mau planejamento do treino.

Uma boa prática de treino engloba tempos de recuperação adequados: suficientemente longos para permitir ao organismo reorganizar-se, adaptando-se, mas não tão longos que provoquem o retorno do organismo em níveis de resposta anteriores.

O princípio da ótima relação entre o exercício e o repouso diz respeito á determinação do tempo de intervalo mais conveniente entre a aplicação de dois exercícios ou de duas sessões de treino. O tempo de recuperação entre a aplicação de duas cargas de treino é determinado pela mútua relação entre os processos de fadiga e o restabelecimento das capacidades funcionais do organismo.

Dependente da etapa de preparação, não será necessário exigir uma recuperação completa entre
cargas, pelo contrário, muitas vezes procurar-se-á a acumulação dos efeitos de treino e a manutenção do atleta em um estado de fadiga controlada.

No entanto, temos que nos assegurar que esse nível de fadiga nunca se torne excessivo nem se prolongue por demasiado tempo, senão corremos o risco de provocar a degradação das potencialidades do praticante, tendo o treino um efeito negativo e perdendo, assim, toda a eficácia. A aplicação de cargas em intervalos ótimos provoca a melhoria progressiva das potencialidades do atleta.


sexta-feira, 18 de julho de 2008

Cuidados com a baixa umidade relativa do ar


É de extrema importância a atenção para uma alimentação saudável na busca da manutenção da saúde e qualidade de vida, especialmente em situações de risco. Por isso orientaremos nossos leitores sobre os tipos de alimentos mais recomendados para esse período crítico de baixa umidade relativa do ar, clima seco com queimadas, sem previsão de chuvas e altas temperaturas.

Neste período, a principal preocupação é manter o organismo hidratado e confortável em relação aos processos digestivos, ou seja, para evitar a desidratação. Aconselha-se a ingestão de líquidos em abundância como: água, água de coco, sucos de frutas naturais e alimentos com alto teor de líquidos e baixa densidade calórica como a melancia, melão, laranja, entre outros.

A alimentação diária deve ser fracionada em pelo menos quatro refeições sempre composta de frutas, verduras e legumes, carne magra, arroz e feijão em pequenas quantidades, com diminuição de gorduras de origem animal, frituras e alta concentração de açúcares.

A desidratação é o principal problema causado nessa época do ano. Crianças e Idosos são os maiores prejudicados. É indicado a ingestão de no mínimo três a quatro litros de água diária. A ingestão de líquidos deve ser aumentada em um terço do que é sugerido como consumo diário dos adultos.

O líquido deve ser oferecido constantemente para as crianças, mas deve-se evitar o uso de refrigerantes porque essas bebidas não hidratam o corpo. Já os sucos, a água de coco ou a água natural devem ser usados sem qualquer restrição, pois a desidratação leva à sérios problemas renais, alertam os especialistas. É importante também a orientação para a diminuição da ingestão de bebidas alcoólicas e do consumo do tabagismo.


As atividades físicas regulares são essenciais para uma qualidade de vida e bom estado da saúde. Em locais com altas temperaturas, recomenda-se não praticar exercícios físicos em que o corpo fique expostos ao sol no período de 10 as 16 horas.

Deve-se atentar principalmente às crianças e aos idosos que são mais propensos a sofrer com o desconforto causado pela baixa umidade do ar, apresentando problemas de saúde por ter uma imunidade mais baixa em relação às outras pessoas.

Quando a umidade relativa do ar estiver abaixo de 15% também se recomenda não praticar nenhum tipo de atividade física.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Fenômeno genético pode criar 'geração de obesos', diz estudo

Cientistas americanos alertaram que a crise de obesidade enfrentada por vários países pode se agravar ainda mais por causa da influência de alterações químicas sobre genes ocorrida no útero de mães grávidas obesas.

Em outras palavras, o aumento na incidência de obesidade entre mães ameaça a saúde de gerações futuras, podendo resultar em uma epidemia de obesidade, disseram os cientistas.

Os pesquisadores constataram, em um estudo realizado com ratos, que mães obesas podem dar à luz filhos que se tornarão ainda mais gordos, resultando no aumento da obesidade através das gerações.

Os cientistas da Faculdade de Medicina Baylor, em Houston, no Estado americano do Texas, descobriram que não os genes em si, mas alterações químicas ocorridas no útero materno e que afetam a forma como os genes se expressam é que seriam responsáveis pelo fenômeno.

Os cientistas conseguiram, entretanto, cancelar o efeito das alterações nos ratos através de uma dieta.

Útero

Nossos genes por si só não explicam totalmente porque somos de um determinado jeito - porque algumas pessoas desenvolvem câncer ou mal de Alzheimer e outras se tornam obesas, por exemplo.

Os cientistas acreditam que as condições no útero podem desempenhar um papel importante sobre o desenvolvimento do feto e determinar sua saúde no futuro.

Nossos genes não podem ser mudados, mas há evidência de que o ambiente do útero pode mudar a forma como eles funcionam, como se expressam.

Especificamente, no útero podem ocorrer alterações químicas que controlam o nível em que determinados genes funcionam - fenômeno conhecido como epigenética.

Há fortes evidências de que o peso da mãe tem um impacto no futuro peso de seus filhos, mas as razões para isto não são totalmente compreendidas pelos cientistas.

Os pesquisadores usaram um tipo de rato que, se alimentado com uma dieta normal, tende a engordar.

Um grupo desses ratos foi alimentado com uma dieta normal e o outro teve uma alimentação fortificada com vitaminas e ácido fólico, formulada para alterar o processo epigenético "silenciando" genes.

Os ratos com uma dieta normal engordaram como era previsto e, gerações sucessivas ficaram progressivamente mais obesas.

Já na linhagem dos animais que receberam a dieta diferenciada não foi verificado um aumento de peso.

"Há uma epidemia de obesidade nos Estados Unidos e isto está sendo cada vez mais reconhecido como um fenômeno mundial", afirmou Robert A. Waterland, que liderou o estudo, publicado no International Journal of Obesity.

"Por que todo mundo está ficando mais e mais pesado? Uma hipótese é que a obesidade materna antes e durante a gestação afeta o estabelecimento de mecanismos reguladores do peso em seu bebê. A obesidade materna pode promover obesidade na geração seguinte", alertou o especialista.


Fonte:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/

sábado, 12 de julho de 2008

Fortaleça os ossos para evitar osteoporose

Osteoporose é uma doença que afeta principalmente mulheres na pós-menopausa. Os especialistas recomendam que os cuidados para afastar a ameaça do problema, como dieta rica em cálcio e exercícios físicos, deve ser postos em prática desde a juventude, quando a massa óssea está se desenvolvendo. A provisão é necessária porque a partir dos 35 anos, os ossos naturalmente perdem massa. Por isso atenuar a formação do osso nesse período permite desenvolver mais reservas para enfrentar as futuras perdas.

O problema geralmente não causa dor. Assim, os doentes só procuram o médico depois da primeira fratura. Um sinal de que a doença está em um estágio avançado. A osteoporose deixa os ossos como uma colméia que aos poucos tem suas paredes corroídas, tornado-se esburacadas, frágeis e quebradiças. Devido a complicações decorrentes de fraturas e provocadas pela imobilidade, estima-se que cerca de 12% dos pacientes morrem no primeiro ano após terem sofrido uma queda.

Mal também afeta os homens

Os homens também devem ficar atentos à saúde dos ossos, pois estão vulneráveis ao mal, que se desenvolve de forma semelhante, porém anos mais tarde. Dados do Ministério da Saúde indicam que um em cada oito homens no Brasil tem o problema depois dos 65 anos. Isso ocorre porque os hormônios masculinos, como a testosterona, que, entre outras coisas, barra o desgaste ósseo, tem suas taxas reduzidas como o avançar da idade, e não bruscamente como ocorre com as mulheres na menopausa. Fumo e álcool em excesso, também são culpados pela osteoporose masculina.

Entenda o intricado processo por trás da produção óssea e como a osteoporose lesa esse mecanismo
O osso sofre microlesões a todo o instante. Elas estimulam células chamadas de osteoblastos a secretarem uma substância o rank ligante, que transforma os pré-osteoclastos em osteoclastos, uma outra categoria celular.
Os osteoclastos produzem enzimas e outras moléculas que desgastam a matriz óssea liberando cálcio para a corrente sanguínea. É a reabsorção óssea.
A reabsorção leva os osteoblastos a expelirem a osteoprotegerina, uma substância que bloqueia o rank ligante. Isso desestimula o trabalho dos osteoclastos. Na mesma hora os osteoblastos começam a produzir proteínas, como colágeno, para preencher os buraquinhos detonados pelos osteoclastos.

As proteínas formadas em todo esse processo são ávidas pelo cálcio presente no sangue, o que facilita a precipitação dos cristais do mineral. Daí, o osso começa a se calcificar.


Prevenção


Fazer exercícios físicos regularmente. Atividades esportivas aeróbicas são as mais recomendadas.
Dieta com alimentos ricos em cálcio - como leite e derivados; verduras, como brócolis e repolho, camarão, salmão e ostra.

Fonte:

http://www.aace.com/

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Estar perto do disparo pode ajudar atleta em largadas de atletismo


Será que a posição do atleta em relação ao disparo da pistola no começo de uma corrida tem alguma importância? Talvez sim, afirma um novo estudo.

Pesquisadores que estudaram os resultados das Olimpíadas de 2004 afirmam que velocistas mais próximos à pistola largaram mais rapidamente, provavelmente porque escutaram o tiro mais alto do que os outros competidores.

O estudo, que aparece na edição de junho do "Medicine & Science in Sports & Exercise", sugere que os organizadores das Olimpíadas consideram estender o uso de armas “silenciosas”, que produzem um som atrás de cada atleta. O autor responsável pelo estudo é Alexander M. Brown, estudante da Universidade de Alberta, no Canadá.

Os pesquisadores observaram o tempo de reação dos velocistas na corrida de 100 metros rasos e 110 metros com obstáculos. Os competidores dessas provas ouvem “em seus lugares”, “preparar”, e um tiro de pistola pelos auto-falantes atrás de cada um deles. O estudo descobriu que corredores na primeira faixa, próximos à pistola que dá início à prova, reagiram mais rapidamente. As diferenças foram mínimas, mas ocorreram em competições onde alguns centésimos de segundos podem fazer a diferença.

Quando os pesquisadores mediram o tempo de reação de voluntários no laboratório, descobriram que quanto mais alto o som do disparo da pistola, mais rápido é o tempo de reação.

O estudo não sugeriu que os resultados das corridas foram afetados. Uma explicação, disse David F. Collins, professor de educação física da universidade, é que nas corridas finais os atletas que tiveram melhor desempenho em eliminatórias tendem a serem posicionados nas faixas centrais.

Fonte:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia

domingo, 6 de julho de 2008

Atividade física protege os homens contra o mal de Parkinson

Os homens que praticaram exercícios físicos intensos de forma regular na juventude têm menos chance de sofrer da doença de Parkinson quando comparados com os que não os praticaram.

Esse é o resultado de uma pesquisa realizada por especialistas da Universidade de Harvard, no Estados Unidos. O estudo acompanhou mais de 48 mil homens e mais de 77 mil mulheres, previamente saudáveis, desde 1968.

Para a coleta, os participantes completavam questionários sobre doenças existentes, hábitos de vida e atividades físicas e de lazer. Os questionários foram revistos a cada dois anos até o ano de 2000.

Nos questionários eram listadas atividades como caminhada, ciclismo, natação, corrida, tênis, squash, exercícios aeróbicos, além de anotações quanto ao número de lances de escada a pé diariamente.

Os homens com atividade física regular desde o início do estudo apresentaram uma diminuição do risco de sofrer de Parkinson de 50%. Praticar atividades físicas intensas regularmente trouxe o benefício de diminuir o risco em 60%.

As mulheres também apresentaram uma diminuição do risco de sofrer de Parkinson, porém essa diminuição não foi estatisticamente significativa. O mal de Parkinson é uma doença neurológica progressiva que atinge as pessoas geralmente após os cinqüenta anos e atinge cerca de1% da população mundial com mais de sessenta anos de idade.


Fonte:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia

sábado, 5 de julho de 2008

A importância da flexibilidade



O bom nível de flexibilidade varia de acordo com a necessidade de cada um, logo, a boa flexibilidade é aquela que permite ao indivíduo realizar os movimentos articulares, dentro da amplitude necessária durante a execução de suas atividades diárias, sem grandes dificuldades e lesões (BLANKE, 1997).

Conforme o American College of Sports Medicine (ACSM, 2003), de particular importância é a manutenção da flexibilidade na região lombossacra e nas regiões posteriores das coxas, pois a falta de flexibilidade nessas áreas pode estar associada com um maior risco para o surgimento de lombalgia crônica.

Posturas habituais e o fatigante trabalho cotidiano, dentro de amplitudes limitadas de movimento, levam a um encurtamento adaptativo dos músculos. Após alguns anos, a falta de flexibilidade tende a se tornar permanente e irreversível, especialmente à medida em que o desenvolvimento da osteoartrite provoca a calcificação dos tecidos próximos às articulações (RASCH e BURKE, 1977).

RIESTRA e FLIX (2003), comentam que não entendem a flexibilidade como uma finalidade em si mesma, abordando-a somente como um problema mecânico, mas sim como uma facilitadora de nossas relações sociais, profissionais e de nossas atividades desportivas, chegando, assim, a um estado de estabilização da saúde.


Fonte:

1. Blanke, D. – Flexibilidade in Mellion, M.- Segredos em Medicina Desportiva; Porto Alegre: Artmed, 1997.

2. Americam College of Sports Medicine – Diretrizes do ACSM para os testes de esforço e sua prescrição; 6ª edição, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

3. Rasch, P. e Burke, R. – Cinesiologia e Anatomia aplicada; 5ª edição, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1977.

4. Riestra, A I. e Flix, J. T. – 1004 Exercícios de Flexibilidade; 5ª edição, Porto Alegre: Artmed, 2003.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Cochilo neural - Aprendizado está relacionado com bom sono

Depois de muitas horas sem dormir, o cérebro parece se tornar incapaz de aprender e absorver - mas depois de várias horas de sono ele volta ao normal.
A maioria das pessoas já passou tal experiência. Mas só agora cientistas conseguiram esclarecer o fenômeno.

Pesquisadoras da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, afirmam que o sono tem um papel fundamental na capacidade do cérebro para reagir ao ambiente. Essa capacidade, conhecida como plasticidade, é central para o aprendizado.

No estudo, publicado na edição on-line da revista Nature Neuroscience, os cientistas utilizaram diversas técnicas para mostrar que as sinapses - conexões entre células nervosas cruciais para a plasticidade cerebral - eram mais fortes em roedores quando eles estavam acordados e mais fracas durante o sono.

A descoberta reforça a hipótese, defendida pelos autores da pesquisa, de que as pessoas dormem para que as sinapses possam diminuir e prepará-las para uma nova rodada de aprendizado e fortalecimento sináptico.

O cérebro humano gasta até 80% de sua energia com as sinapses, constantemente acrescentando e fortalecendo conexões em resposta a todos os tipos de estímulos, de acordo com a autora principal do estudo, Chiara Cirelli, professora associada de psiquiatria.

Como cada um dos milhões de neurônios no cérebro humano realiza milhares de sinapses, esse dispêndio de energia "é imenso e não pode ser mantido."

"Nós precisamos de um período de desligamento em que não fiquemos expostos ao ambiente para, assim, diminuirmos as sinapses", disse Chiara. "Acreditamos que é por isso que todos os organismos vivos dormem. Sem sono, o cérebro chega a um ponto de saturação que cobra seu preço da capacidade de aprendizado", disse.

Para testar a teoria, os pesquisadores realizaram estudos moleculares e eletrofisiológicos em ratos para avaliar a potenciação (fortalecimento) e a depressão (enfraquecimento) das sinapses, acompanhando os estados de sono e vigília.

Numa bateria de experimentos, eles avaliaram fatias do cérebro para medir o número de receptores específicos que se moveram para as sinapses. "Pesquisas recentes mostraram que, enquanto a atividade sináptica aumenta, mais desses receptores glutamatérgicos entram nas sinapses e as deixam maiores e mais fortes", explicou Chiara.

O grupo de Wisconsin ficou surpreso ao descobrir que ratos tinham um aumento de quase 50% dos receptores depois de um período em vigília, em comparação com ratos que haviam dormido.

Homeostase sináptica
Num segundo experimento molecular, os cientistas examinaram como vários dos receptores sofreram fosforilação - outro indicador de potenciação sináptica. Eles encontraram níveis de fosforilação muito mais altos durante a vígilia que durante o sono. Os resultados foram os mesmos quando foram medidas outras enzimas que normalmente estão ativas durante a potenciação sináptica.

Para fortalecer as conclusões, a equipe também realizou estudos em ratos vivos para avaliar sinais elétricos que refletem mudanças sinápticas em diferentes momentos. Esse teste, semelhante à eletroencefalografia, envolveu o estímulo de um lado do cérebro de cada rato com um eletrodo durante o sono e a vigília para medir a "resposta evocada" no lado oposto.

Os estudos novamente mostraram que, com os mesmos níveis de estímulo, as respostas foram mais fortes após um longo período de vigília e mais fracas após o sono, sugerindo que as sinapses devem ter se fortalecido.

"Em conjunto, essas mensurações corroboram satisfatoriamente a idéia de que os circuitos do nosso cérebro ficam progressivamente mais fortes quando estamos acordados e que o sono ajuda a recalibrá-los", disse a pesquisadora.

A teoria desenvolvida e defendida pelo grupo, conhecida como hipótese da homeostase sináptica, contradiz a visão de muitos cientistas sobre como o sono afeta o aprendizado. A noção mais popular autalmente, segundo Chiara, é que durante o sono as sinapses trabalham da mesma maneira, repassando toda a informação adquirida durante as horas anteriores ao sono, consolidando essa informação e ficando ainda mais fortes.

"É diferente do que achamos. Acreditamos que o aprendizado ocorre apenas quando se está acordado e a principal função do sono é manter nosso cérebro e todas as suas sinapses mais eficientes", disse a professora.

Publicado em: 21/01/2008



quarta-feira, 2 de julho de 2008

Princípios biológicos do treinamento físico (IV) - Heterocronismo

O heterocronismo manifesta-se pela diversidade da duração inerente ao processo de evolução dos diferentes componentes do desempenho, em função das transformações ocorridas no organismo, decorrentes da solicitação seletiva de órgãos e sistemas pelas cargas de treino (Verkhoshansky, 2002).

Existem capacidades que necessitam de um tempo longo de estimulação para que ocorra supercompensação, enquanto outras reagem num período de tempo relativamente curto.

Por exemplo, a resistência aeróbia exige, pelo menos, 20 a 40 dias de solicitação sistemática para atingir valores elevados, enquanto que algumas adaptações neuromusculares, como a força rápida, podem sofrer acréscimos importantes num período de tempo mais restrito.

Este fenômeno representado pelos tempos diferenciados exigidos por cada capacidade para que se atinjam níveis de adaptação importantes, é designado por heterocronismo das funções biológicas.

O seu conhecimento, pelo menos nos seus traços gerais, é fundamental para uma correta programação do treino, principalmente em nível da construção da semana de treino (o microciclo) como da concepção da distribuição das cargas de diferente natureza ao longo da etapa competitiva de modo a conseguir efeitos máximos e conjugados de adaptações que terão que estar presentes nos momento mais importante em termos competitivos, ou seja, nos chamados “picos de forma”.

Alguns exemplos que ilustram o heterocronismo das funções biológicas, dizem respeito ao tempo de compensação e restabelecimento de alguns processos metabólicos:
  • A fosfocreatina, composto energético muscular de utilização imediata e que permite a realização de trabalhos muito intensos e de curta duração, reconstitui-se parcialmente, mas numa percentagem elevada, no músculo até aos 30 minutos de recuperação.
  • O glicogênio muscular, fonte energética para todos os desempenhos de duraçãosuperior a alguns décimos de segundo até a uma duração de 1 hora, pode ter as suas reservas corporais reconstituídas apenas 2 a 4 horas após o esforço, embora para esforços de longa duração esse prazo possa prolongar-se até as 48 horas.
  • O metabolismo das proteínas, ou seja, dos componentes estruturais do músculo,entre outros, necessita de um período de 36 a 48 horas para restabelecer um equilíbrio médio.

O heterocronismo dos processos de recuperação e de supercompensação das várias capacidades e funções fisiológicas, surge também na velocidade com que as adaptações se perdem com a interrupção ou a diminuição da carga de treino, temática já referida no âmbito do princípio da reversibilidade.

Por outras palavras, a relação existente entre tempo de aquisição e tempo de regressão depende de capacidade para capacidade.

As aquisições técnicas são aquelas que parecem ser mais estáveis, podendo durar para toda a vida, independentemente do nível das capacidades físicas.

Por outro lado, pode-se considerar como uma regra geral que as capacidades mais facilmente treináveis, ou seja, aquelas cuja evolução é mais rápida em resposta aos estímulos de treino, são também as que se perdem e recuperam com maior facilidade.

Neste contexto, podemos afirmar que:

  • as cargas de grande volume e de pequena intensidade têm um efeito de treino mais prolongado;
  • as cargas de grande intensidade e de pequeno volume têm um efeito mais breve;
  • as aquisições que levam mais tempo a ser obtidas, mantêm-se durante mais tempo;
  • o decréscimo dos efeitos da adaptação da carga será tanto maior, quanto menos consolidados estiverem os níveis de adaptação.

Fonte:

Verkhoshansky, Y. (2002). Teoría y metodología del entrenamiento deportivo. Barcelona: Ed. Paidotribo.

Viru, A. (1996). Postexercise recovery period - carbohydrate and protein-metabolism. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, 6 (1): 2-14.

Wilmore, J.H. & Costill, D.L. (1994). Physiology of Sport and Exercise. Champaign: Human Kinetics.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Fatores emocionais têm influência em cardiopatias.

Projeto de pesquisa revela que 36,5% de 100 casos de cardiopatia atendidos entre março e setembro de 2007 na Enfermaria da Divisão de Cardiologia do Hospital são influenciados por fatores emocionais.

Esses dados são da pesquisa das psicólogas Fernanda Rizzi Bitondi e Giovana Bovo Facchini intitulado Caracterização Sócio-Demográfica e Psicológica de Pacientes na Enfermaria de Cardiologia do HCFMRP-USP e Avaliação Clínica do Efeito de Intervenção Psicológica.

A metodologia utilizada foi a avaliação de dados sobre hábitos de vida, antecedentes da doença, conhecimento dos fatores de risco e tratamento psicológicos e/ou psiquiátricos prévios, utilizando-se da aplicação do instrumento HAD (Hospital Anxiety and Depression Scale), para sintomas depressivos e ansiosos.

Fatores como estilo de vida, estresse no trabalho, dificuldades em casa e ocorrências de outras doenças, também foram relatados como fazendo parte dos fatores desencadeadores das doenças cardíacas.

O que podemos concluir é que levar uma vida sedentária, inadequada ao bem-estar, com diversos fatores que nos tiram do nosso equilíbrio emocional, além de nos trazer problemas no âmbito cardíaco, nos leva à outros vícios como por exemplo o comer, beber e fumar demasiadamente. Estes, certamente virão carregados de conseqüências difíceis de serem controladas, como a obesidade, os problemas pulmonares, hepáticos e etc.

Fonte:
www.saúdeemmovimento.com.br