terça-feira, 19 de agosto de 2008

Envelhecer com saúde e com felicidade


Muito tem se falado sobre o aumento dos índices de envelhecimento da população mundial. Dados recentes dão conta de que as pessoas com mais de 65 anos, que eram 3% da população brasileira em 1970, corresponderão a cerca de 19% em 2050. Diante dessa nova realidade, é preciso pensar a respeito da qualidade do nosso envelhecimento e sobre o tipo de vida que estamos preparando para o futuro.

A prática do dia-a-dia revela que muitos idosos têm chegado à terceira idade incapacitados por doenças que na maioria das vezes poderiam ter sido prevenidas. Segundo estudos da Organização Mundial de Saúde, cerca de 60% dos agravos à saúde que ocorrem com a população devem-se à adoção de hábitos insalubres, falta de exercícios físicos, vícios e alimentação em excesso, por exemplo.

Isso reforça a idéia de que nossa saúde depende de escolhas essenciais que fazemos ao longo da vida, como não fumar, comer moderadamente, usar protetor solar e se exercitar de acordo com o recomendável para a faixa etária e para as condições físicas. A receita parece simples (e, inclusive, barata), mas por que não a seguimos?

Todos sabem os males que práticas como o tabagismo podem causar, mas poucos seguem a recomendação de abandonar o vício, mesmo com um risco claro e iminente de um problema sério de saúde, como um enfarto do coração ou diversos tipos de câncer. Há pessoas que acreditam no fator genético como garantia de um envelhecimento sadio, porém é preciso compreender que a genética pode ampliar as fronteiras da idade, mas não garante qualidade de vida.

Envelhecer bem é o prêmio de quem começa a se cuidar mais cedo e, para isso, temos à disposição diversas ferramentas. O desenvolvimento e o acesso à medicina preventiva, novos conhecimentos científicos, descobertas tecnológicas e o mais importante, nossa disposição pessoal, são algumas delas.

Não há uma receita para a conquista da saúde e do envelhecimento saudável, mas se podemos dar um conselho a vocês, leitores do Álvaro Rosa Condicionamento Físico & Performance, peçamos para que cuidem de seus hábitos, descubram múltiplos interesses, leiam, joguem xadrez, montem quebra-cabeças, cantem, dancem, fujam do estresse, sejam felizes (não fiquem esperando um momento ou uma condição para a felicidade) e construam boas relações sociais. Essas pequenas ações podem ser sementes que darão frutos para uma vida longa e saudável.

Lembrem se que, o ser humano não nasceu para ficar parado!

“Quem quer, encontra um meio. Quem não quer, encontra uma desculpa!"


domingo, 17 de agosto de 2008

Fragilidade da idade

É comum ouvirmos falar de idosos que tenham sofrido alguma queda e que tenham tido algum trauma com o ocorrido.

Esse fato muitas vezes está associado com o aumento da dependência, redução da funcionalidade, aumento da mortalidade e internação precoce em asilos e clínicas de repouso.

Neste período da vida, a prevenção torna-se imprescindível. A condição física muda e o local ao nosso redor, o espaço em que vivemos, devem passar por algumas modificações.

Com o envelhecimento, a capacidade que os olhos têm de absorver luz diminui. A mobilidade articular, principalmente de joelhos e quadris, é prejudicada.

Algumas dicas são de extrema importância para que a segurança do idoso ao se locomover, ao realizar suas necessidades individuais, ao menos em sua residência, possam proporcionar-lhes um ambiente mais seguro e menos susceptível a quedas e traumas.

Citamos algumas delas:

  • Manter a casa bem iluminada, com luzes noturnas no quarto, corredor e banheiro;
  • Manter uma lanterna ao lado da cama para fazer uso em caso de queda de energia (quanto menos você andar no escuro, menor será a chance de pisar em falso, bater num móvel ou tropeçar);
  • Desobstruir o caminho que serve de passagem, para que a pessoa não precise ficar desviando de objetos;
  • Retirar fios elétricos e extensões do chão. Nunca colocá-los debaixo de tapetes, pois assim o perigo de tropeços aumenta;
  • Evitar tapetes escorregadios (pode-se resolver o problema passando uma fita adesiva, com borrachas anti-derrapantes próprias para fixar tapetes);
  • Tapetes que ficam no começo e no final da escada devem ser retirados;
  • Instalar barras de apoio dentro do box e outra menor ao lado do vaso sanitário (local esse o de maior risco para quedas devido às superfícies serem lisas e úmidas);
  • Colocar uma cadeira de plástico firme para facilitar o banho caso apresente dificuldades em abaixar-se ou em equilibrar-se;


Siga sempre as orientações de seu médico quanto o uso de bengalas ou andador. Eles facilitam a locomoção e dão maior estabilidade.

Tenha calma ao levantar-se pela manhã ou de madrugada, permanecendo por alguns instantes sentado antes de se levantar. Depois de ficar deitado por um tempo, a pressão demora algum tempo para se adaptar à posição sentada e em pé. Isso pode evitar o surgimento de vertigens.

Mantenha sempre o contato com seu médico e pergunte, sempre, os efeitos colaterais de medicamento que faz uso. Alguns possuem efeitos colaterais que podem contribuir com as quedas.

Dessa forma, você adotará uma rotina preventiva e reduzirá, em grande escala, o risco de se machucar.

Fonte: Informações extraídas do artigo “Guidelines for the Prevention of Falls im Older Persons”, publicado no Journal of the American Geriatrics Society, 49 (2001).

sábado, 16 de agosto de 2008

De gordura a músculo

Com as patas dianteiras agarradas a um varal em miniatura, o camundongo ergue o corpo até que as traseiras também agarrem o arame, evitando assim a queda. O pequeno acrobata é a mais recente esperança do grupo da geneticista Mayana Zatz, do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão financiados pela FAPESP –, para combater a distrofia muscular, doença genética que atinge um em cada 2 mil brasileiros. Ainda sem cura, a distrofia muscular causa a degeneração progressiva dos músculos a partir da infância, levando à perda dos movimentos e à necessidade de aparelhos para auxiliar a respiração.

Nos últimos anos a equipe de Mayana vem testando diferentes tipos de células-tronco adultas, extraídas da gordura descartada na lipoaspiração, de dentes de leite e do cordão umbilical, em modelos animais que desenvolvem um problema semelhante à distrofia muscular humana.

No caso do camundongo acrobata, células-tronco de gordura humana fizeram jus à sua versatilidade e se transformaram em músculo. A equipe da USP usou 21 camundongos, divididos em três grupos. Um deles recebeu células-tronco indiferenciadas, que não foram manipuladas depois de extraídas do corpo humano. No segundo foram injetadas células um pouco mais maduras, tratadas em laboratório para se transformarem em células musculares. O terceiro grupo não recebeu tratamento e serviu para comparação com os outros dois.

O resultado foi surpreendente. A melhora mais marcante se deu nos animais tratados com as células indiferenciadas, segundo dados publicados na revista Stem Cells. “Parece que as células se desenvolvem melhor no organismo do que no laboratório”, comenta Mayana.

O efeito do tratamento pode ser notado até mesmo por quem não é pesquisador. Os camundongos do grupo de controle (não-tratados) permaneceram cerca de um minuto pendurados no varal antes de cair. Já os que receberam injeção de células-tronco se saíam bem no teste – esses animais apresentaram em média um aumento de 15% na força muscular.

Há ressalvas, porém, quanto a usar camundongos como modelo para investigar a distrofia muscular humana. Mutações no gene produtor de distrofina, proteína responsável pela maior parte dos casos da doença em seres humanos, não causam uma fraqueza visível nos roedores. Por isso a equipe da USP usou nos testes camundongos com distrofia muscular causada por deficiência na produção da proteína disferlina, que provoca nos animais os sintomas mais visíveis da doença humana. A melhora não foi só clínica: “As células-tronco humanas se transformaram em músculo e passaram a produzir todas as proteínas musculares, inclusive a disferlina e a distrofina”, conta a geneticista Natássia Vieira, autora principal do trabalho. É um indício de que as proteínas humanas cumprem sua função também em outros mamíferos.

A equipe de Mayana procura superar as restrições dos estudos com camundongos trabalhando, em parceria com o grupo de Maria Angélica Miglino, da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, com cães da raça golden retriever. Esses animais apresentam sinais de distrofia mais próximos aos das crianças que procuram o Centro de Estudos do Genoma Humano. Mas nem tudo é perfeito: os cachorros ocupam mais espaço, comem mais ração e não se reproduzem tão rapidamente quanto os roedores, motivo pelo qual o trabalho com eles é mais lento.

O avanço mais recente no tratamento dos cães já está disponível no site do Journal of Translational Medicine. Encabeçado pela geneticista Irina Kerkis, do Instituto Butantan, e pelo veterinário Carlos Ambrosio, da USP, o grupo comparou o efeito de duas formas distintas de aplicação de células-tronco: diretamente no músculo ou na corrente sangüínea. Irina e Ambrosio aplicaram injeções de células-tronco retiradas de dentes-de-leite humanos em quatro filhotes de golden retriever – dois machos e duas fêmeas – e constataram que as células injetadas no sangue têm mais chances de se incorporar ao músculo do animal afetado.

Mayana ainda não comemora o resultado. Dos quatro animais tratados, só um macho continua vivo e saudável após o final do estudo. “Ele pode estar vivo só por ser parente do Ringo”, reflete a geneticista, referindo-se ao cão que aos 5 anos de idade não tem sintomas apesar de geneticamente ter a doença. Descobrir o porquê pode mudar o combate à distrofia muscular.

Fonte: http://www.revistapesquisa.fapesp.br

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

DEZ PASSOS PARA A ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL


Uma alimentação inadequada aliada à falta de atividades físicas são os principais causadores das doenças crônicas não transmissíveis como a obesidade, doenças cardiovasculares como a hipertensão, diabetes e alguns tipos de câncer, independente da estação do ano.

Hábitos Saudáveis resultam em Longevidade e Qualidade de Vida. As pessoas podem manter-se saudáveis depois dos 70, 80 e 90 anos se adotarem como estilos de vida, comportamentos que promovam a saúde, como uma alimentação saudável, atividade física regular e adequada sempre evitando o consumo de cigarro, álcool e alimentos hipercalóricos.


  • Passo 1: Aumente e varie o consumo de frutas, legumes e verduras. Coma de quatro a cinco vezes por dia. A Organização Mundial da Saúde recomenda um consumo mínimo diário de 400g de frutas e vegetal.
  • Passo 2: Coma feijão pelo menos uma vez ao dia.
  • Passo 3: Reduza o consumo de alimentos gordurosos como carnes com gordura aparente, salsicha, mortadela, frituras e salgadinhos. No máximo duas vezes por semana.
  • Passo 4: Reduza o consumo de sal.
  • Passo 5: Faça pelo menos três refeições e um lanche por dia. Não pule as refeições. Para o lanche prefira frutas.
  • Passo 6: Reduza o consumo de doces, bolos, biscoitos e outros alimentos ricos em açúcar para no máximo três vezes por semana.
  • Passo 7: Reduza o consumo de álcool e refrigerantes. Evite o consumo diário. A melhor bebida é a água.
  • Passo 8: Aprecie a sua refeição. Coma devagar. Faça das refeições um ponto de encontro da família. Não se alimente assistindo TV.
  • Passo 9: Mantenha o seu peso dentro de limites saudáveis. Veja se o seu IMC está entre 18,5 e 24,9 kg/m2 (calcule o seu IMC na coluna à direita e abaixo)
  • Passo 10: Seja ativo. Acumule trinta minutos de atividade física todos os dias. Caminhe pelo seu bairro. Suba escadas. Não passe muitas horas assistindo TV.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Correr atrasa efeitos do envelhecimento, diz estudo


Um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que correr com freqüência pode retardar os efeitos do envelhecimento.

A pesquisa analisou 500 idosos com mais de 50 anos que tinham o hábito de correr, durante um período de 20 anos e comparou a saúde e bem-estar físico desses participantes com um grupo similar de não-corredores.

Depois de 19 anos, os pesquisadores da Stanford University Medical Center identificaram que 34% dos idosos que não corriam haviam morrido, comparados com apenas 15% entre os que corriam com freqüência.

A pesquisa, publicada na edição desta semana da revista científica Archives of Internal Medicine, observou ainda que ambos os grupos passaram a ter mais deficiências físicas com o passar dos anos, mas o início destas deficiências começou 16 anos mais tarde para aqueles que praticavam a corrida.

“O estudo tem uma mensagem que incentiva o exercício. Se você precisa escolher uma coisa para fazer as pessoas ficarem mais saudáveis enquanto envelhecem, seria o exercício aeróbico”, afirmou o professor James Fries, principal autor do estudo.

Benefícios

No início da pesquisa, em 1984, os idosos do grupo dos corredores corriam cerca de quatro horas por semana. Depois de 21 anos, o tempo de corrida diminui para 76 minutos semanais.

Segundo o estudo, mesmo com a redução do tempo, os idosos puderam sentir os benefícios da prática do exercício na saúde e a diferença entre a saúde dos idosos corredores e não-corredores foi observada mesmo depois que os participantes passaram dos 90 anos de idade.

Além de diminuir o batimento cardíaco e as mortes relacionadas com problemas arteriais, a prática da corrida também foi associada com uma redução no número de mortes prematuras causadas por doenças neurológicas, câncer e infecções.

Os pesquisadores analisaram ainda os possíveis danos que correr com freqüência poderia causar nos idosos, como problemas nos ossos ou juntas. No entanto, a pesquisa sugere que não encontrou provas de que os idosos corredores tinham mais chances de sofrer com osteoporose ou problemas no joelho do que os não-corredores.

Segundo Fries, os benefícios do exercício físico “são maiores do que o esperado”.

Vida saudável

A ONG Age Concern, que trabalha com idosos, afirma que muitos não praticam exercícios o suficiente.

De acordo com a instituição, os dados revelam que mais de 90% dos idosos britânicos com mais de 75 anos não seguem a indicação de praticar meia hora de exercícios moderados pelo menos cinco vezes por semana.

“A pesquisa reconfirma os claros benefícios dos exercícios regulares para os idosos”, disse o diretor da ONG, Gordon Lishman.

“O exercício ajuda os idosos a continuarem móveis e independentes, garante a saúde cardíaca, mantém o peso e os níveis de estresse sob controle e ajuda a melhorar o sono”, afirmou.

“Enquanto os jovens recebem bastante incentivo para levar um estilo de vida saudável, as necessidades de saúde dos mais velhos são normalmente negligenciadas”, concluiu.

Fonte: http://www.bbc.co.uk

Ingestão de água durante prática esportiva é caso a caso, alerta médico


A maratona é uma das provas mais aguardadas durante os Jogos Olímpicos, e mais uma vez milhões de pessoas seguirão os atletas pelos duríssimos 42 quilômetros da prova. As condições climáticas de Pequim preocupam as equipes e o calor está entre os fatores mais importantes. Veremos os corredores buscando água nos postos de hidratação ao longo do percurso. Para eles, isso é feito de acordo com uma estratégia cuidadosamente estudada. Mas e quando são amadores correndo uma prova de rua? Quando repor líquido e quanto é preciso?

Pesquisadores americanos acompanharam corredores amadores durante a última edição da Maratona de Boston, considerada uma das mais difíceis e selecionadas do mundo. Os resultados chamaram a atenção para o risco da ocorrência da encefalopatia hiponatrêmica dilucional, principalmente nos atletas amadores. A partir da perda de sódio pelo suor, e por causa da reposição somente de água, as reservas desse sal mineral ficariam baixas e poderiam levar a problemas sérios, como edema cerebral e coma.

Daí a dúvida: quanto repor de água durante os exercícios? As respostas vêm mudando através do tempo. No passado acreditava-se que os atletas não deveriam beber água durante o exercício, porque isso diminuiria sua performance atlética. Anos mais tarde, um artigo exortou-os a fazer o contrário, e a moda da reposição de líquidos começou.

Mudando a pergunta

A questão não é repor ou não os líquidos perdidos durante o exercício, mas, talvez influenciados pelo lançamento das substâncias isotônicas, atletas foram orientados a repor toda a água que perderem ou mesmo toda a água que agüentarem beber, ou até utilizar o volume de 1 litro por hora como padrão.

Alguns fatos devem ser levados em conta e habitualmente não o são. O corpo humano tem uma reserva de até dois litros de água para ser utilizada. A ingestão excessiva de água pode levar a um desequilíbrio na concentração de sódio, que pode até levar à morte. E cada atleta tem uma composição corporal diferente e graus de treinamento também diferentes.

Portanto, a reposição de líquidos deve ser realizada com bom senso e a sede continua sendo o melhor parâmetro para nos guiar na quantidade de água a beber durante a prática desportiva

Fonte: http://g1.globo.com

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Obesidade 'nem sempre faz mal à saúde'

Dois estudos publicados nesta segunda-feira pela revista especializada Archives of Internal Medicine afirmam que nem toda obesidade significa problemas de saúde, e que é possível ser obeso e saudável.

Segundo um dos estudos, liderado pelo médico Norbert Stefan, da Universidade de Tubingen, na Alemanha, é possível ser obeso mas não apresentar resistência à insulina nem sinais de arterioesclerose precoce – que sinalizariam problemas cardíacos e risco de diabetes do tipo 2.

No estudo, Stefan e sua equipe analizaram a gordura de 314 pessoas, divididas em quatro grupos: com peso normal, acima do peso (com índice de massa corporal até 29,9), obesos sensíveis à insulina e obesos resistentes à insulina.

Os cientistas mediram a gordura corporal, visceral, (em torno do abdômen) e subcutânea, com exames de ressonância magnética, e ainda mediram os níveis de gordura no fígado e nos músculos.

Eles concluíram que, enquanto a gordura abdominal é um forte indicativo de resistência à insulina (um dos sinais de risco da diabetes) nos pacientes de peso normal, ou acima do peso, ela não tem tanta importância para determinar os riscos dos pacientes obesos.

Enquanto que os dois grupos de obesos apresentavam semelhantes níveis de gordura abdominal, o grupo resistente à insulina apresentou níveis de gordura muscular e no fígado muito mais altos do que os obesos sensíveis à insulina, que não apresentam maiores riscos de saúde.

Saudáveis

Os cientistas concluíram ainda que entre os obesos sensíveis à insulina, o nível de sensibilidade era equivalente ao dos pacientes com peso normal. Os dois grupos apresentaram também equivalentes espessuras das paredes de suas artérias, afirmando que existe um fenótipo de obesidade benigna.

Stefan afirma que não defende a obesidade, mas sim um exame mais detalhado dos obesos, que meça a gordura no fígado e nos músculos, para identificar os riscos reais.

No outro estudo, a equipe liderada pela médica Rachel Wildman, do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, estudou dados de 5.440 pacientes com fenótipos diferentes para medir até que ponto a gordura é fator determinante de problemas de saúde.

O estudo analisou dados coletados entre 1999 e 2004 de pessoas com peso normal, acima do peso e obesas, com e sem anomalias cardio-metabólicas (que incluem pressão alta, nível elevado de triglicerídeos e o chamado “bom colesterol”).

Os resultados mostraram que 23,5% dos adultos de peso normal apresentavam anomalias, enquanto que 51,3% dos adultos acima do peso e 31,7% dos obesos eram saudáveis “metabolicamente”.

Entre os fatores associados aos problemas de saúde dos adultos com peso normal, estavam a idade avançada, baixos níveis de atividade física e maior circunferência da cintura.

Os pacientes obesos e acima do peso que não apresentavam problemas metabólicos tendiam a ser mais jovens, de etnia negra, mas não hispânica, com altos níveis de atividade física e menor circunferência da cintura.

Segundo o estudo, o resultado mostra que há uma proporção considerável de adultos obesos e acima do peso considerados saudáveis, ao mesmo tempo em que uma considerável proporção de adultos de peso normal apresenta problemas de saúde normalmente ligados à obesidade.

A cientista afirma que “são necessários novos estudos sobre mecanismos comportamentais, hormonais, bioquímicos e genéticos que estão por trás dessas diferentes respostas metabólicas ao tamanho do corpo”, e poderão, no futuro, ajudar na criação de métodos para identificar pacientes em risco.

Fonte: http://www.bbc.co.uk

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Resistência à insulina

O trabalho foi publicado na revista São Paulo Medical Journal, tendo como outros autores os professores Isa de Pádua Cintra e Mauro Fisberg, da Universidade Federal de São Paulo, e Lígia Araújo Martini, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP).

Participaram da pesquisa, resultado da tese de doutorado defendida por Luana na FSP-USP, 49 adolescentes obesos – 12 meninos e 37 meninas – com média de idade de 16,6 anos e média de índice de massa corpórea (IMC) de 35 kg/m². Ficaram de fora jovens com doenças crônicas, que tomassem medicamentos alteradores de peso, glicose e do metabolismo lipídico ou que apresentassem peso acima de 120 quilos.

Segundo o estudo, os resultados permitem relacionar o acúmulo de gordura, sobretudo aquele localizado na região central, com a resistência à insulina.

"Identificamos que a obesidade, mesmo em idades precoces, altera o controle metabólico do organismo e aumenta a possibilidade de desordens como a resistência à insulina", disse Luana, ao destacar que a população de estudo se constituía de adolescentes clinicamente saudáveis e que apresentava excesso de peso ainda sem tratamento.

Mudanças alimentares

De acordo com Lígia Martini, orientadora da pesquisa, a resistência à insulina que acomete os adolescentes é similar à verificada em adultos, inclusive com elevação do risco de ocorrência de diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.

"O problema é mais fácil de ser tratado quanto mais precocemente for verificado e envolve mudança de modos de vida, incluindo a prática de atividade física, e a adoção de uma dieta equilibrada para redução e controle do peso. Em alguns casos, pode ser necessária a inserção concomitante de terapia medicamentosa", disse a professora do Departamento de Nutrição da FSP-USP.

Segundo ela, o aumento da ocorrência da resistência à insulina verificado nas últimas décadas se deve à chamada transição epidemiológica, caracterizada pelo aumento nas taxas de mortalidade específica por doenças transmissíveis e pela redução das não transmissíveis, por mudanças de hábitos alimentares e pelo aumento da obesidade. Além disso, pesou também o acelerado envelhecimento da população e a rápida difusão de hábitos e comportamentos, atribuída ao processo de globalização.

"A mudança dos hábitos alimentares verificada na população brasileira certamente representa o fator de maior impacto nesse quadro, associado ao aumento da inatividade física. Os fatores genéticos também são importantes, mas são responsáveis por menos de 10% dos casos de resistência à insulina", afirmou.

Gorduras localizadas

O estudo avaliou a composição corporal de gordura e músculos. Para medir o consumo de alimentos, os participantes anotaram por três dias não consecutivos os alimentos consumidos, incluindo líquidos e suplementos alimentares. A resistência à insulina foi calculada pelo índice Homa-IR (Homeostasis Model Assessment of Insulin Resistance).

"Essa metodologia foi escolhida considerando os objetivos propostos para o estudo. As limitações eram pequenas, como incapacidade de avaliação de indivíduos com peso superior a 120 quilos ou o esquecimento da anotação de algum alimento no registro alimentar para avaliação do consumo alimentar", explicou Luana.

O maior número de meninas se deveu a maior resposta aos anúncios de divulgação do trabalho. "A obesidade no sexo feminino se caracteriza freqüentemente pela maior deposição de gordura na região glúteo-femural (gordura ginóide), enquanto no sexo masculino a deposição ocorre comumente na região abdominal (gordura andróide). A localização da obesidade na região abdominal está mais relacionada à ocorrência de desordens lipídicas, hipertensão, diabetes e aumento do risco cardiovascular", disse.

Segundo a autora, o estudo prosseguiu com o atendimento interdisciplinar dos adolescentes no Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Unifesp por dez meses, quando se verificou redução significativa da resistência à insulina. Mas os novos dados ainda não foram publicados.

Fonte:

http://www.scielo.br

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Brócolis reduz risco de câncer agressivo na próstata, diz estudo


Comer brócolis e couve-flor regularmente reduz o risco de um homem desenvolver formas agressivas de câncer de próstata, sugere uma pesquisa feita nos Estados Unidos e publicada no Journal of the National Cancer Institute.

Após um estudo que envolveu 1,3 mil voluntários, os cientistas chegaram à conclusão de que essas duas verduras são as que oferecem maior proteção contra tumores agressivos na próstata.

A equipe do National Cancer Institute dos Estados Unidos e do Cancer Care de Ontário, no Canadá, questionou pacientes diganosticados com a doença sobre os seus hábitos alimentares.

De uma forma geral, eles observaram que não havia associação entre a ingestão de frutas e verduras e um decréscimo no risco de um homem ter câncer de próstata.

Por outro lado, eles notaram uma ligação entre um maior consumo de verduras de coloração verde escura e da família das crucíferas, especialmente o brócolis e a couve-flor - que pertencem a essa família, com a diminuição do risco de desenvolver tumores agressivos na próstata.

Uma porção semanal de couve-flor foi associada a uma queda de 52% no risco de desenvolver uma forma agressiva da doença; a mesma quantidade de brócolis levaria a uma queda de 45% nesse risco.

Dieta saudável

A ligação entre o consumo de verduras e a redução no risco de desenvolver câncer de próstata já havia sido demonstrada em outros estudos, mas ainda não haviam sido produzidos resultados consistentes.

Além disso, muitos estudos não haviam analisado especificamente as formas mais letais da doença.

Segundo os cientistas americanos e canadenses, o consumo de espinafre também pareceu estar associado a uma redução no risco de desenvolver câncer de próstata, mas a melhora não parece ter sido significativa para casos de câncer que se espalham para além da próstata.

"O câncer agressivo de próstata é biologicamente virulento e está associado com prognósticos ruins. Se a associação que nós observamos se revelar causal, uma possível forma de reduzir o impacto dessa doença pode ser a prevenção primária por meio do aumento do consumo de brócolis, couve-flor e possivelmente espinafre", disse a responsável pelo estudo, Victoria Kirsch, do Cancer Care Ontario.

Kirsch ressaltou, no entanto, que os homens que queiram prevenir o câncer não devem apenas comer brócolis e couve-flor, mas devem ter um estilo de vida mais saudável de forma geral.

Entidades ligadas à prevenção do câncer também alertaram para a necessidade de se manter uma dieta saudável e não atribuir importância excessiva a um alimento específico.

"Quando o assunto é comida, não há nenhuma 'superfruta' ou 'superverdura' em particular que vai proteger você do câncer"", disse Kat Arney, da britânica Cancer Research UK.

"Especialistas já provaram que a melhor forma de reduzir o seu risco de desenvolver vários tipos de câncer é comer uma dieta balanceada. Isso significa incluir pelo menos cinco porções diárias de uma variedade de fruta e verduras, incluindo brócolis e couve-flor."

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Mulheres com cólicas devem praticar exercícios físicos

Ao contrário do que é pensado mundialmente pelas mulheres, a prática de exercícios físicos pode auxiliar no combate às dores causadas pelas cólicas menstruais.

Esse desconforto é tido como tão grande pelas mulheres que algumas delas têm o dia completamente prejudicado, não conseguindo fazer nada normalmente. Porém, se a situação for possível de suportar, a mulher pode tomar algumas providências para melhorar.

Ao iniciar a atividade física pode se perceber um desconforto comum, mas em seguida a dor melhora gradativamente conforme a circulação sanguínea vai se intensificando – motivo pelo qual se dá a cólica, a falta de circulação na região uterina. Além disso, a liberação de adrenalina faz com que a pessoa se sinta melhor, mascarando a dor.

Outras medidas podem ser tomadas, tais como a regulamentação da alimentação, uma maior hidratação e drenagem linfática, outros fatores que auxiliam a melhorar a circulação nas veias e artérias próximas ao útero.



Fonte: MBPress - Bem-Estar

2º Simpósio Internacional em Educação e Filosofia

O 2º Simpósio Internacional em Educação e Filosofia, com o tema “Experiência, Educação e Contemporaneidade”, será realizado em Marília (SP), de 25 a 29 de agosto.

O evento destina-se à comunidade científica (profissionais, docentes e alunos de graduação e de pós-graduação) interessados na temática a ser abordada e, particularmente, em discutir as relações entre educação e filosofia.

No primeiro dia será realizado o minicurso “O problema da experiência na filosofia de Dewey e Foucault”, com Jim Garrison, da Virginia Tech, Estados Unidos.

A sessão de abertura “La dignidad de un acontecimiento. Acerca de una pedagogía de la despedida” ficará a cargo de Fernando Bárcena Orbe, do Departamento de Teoria e História da Educação da Universidade Complutense de Madri, Espanha.

O simpósio é organizado pelo Grupo de Estudo e Pesquisa Educação e Filosofia (Gepef) da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

A programação completa do evento, que tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Organização de Reunião Científica e/ou Tecnológica, e mais informações estão disponíveis em

http://www.gepef.pro.br/evento.htm

domingo, 3 de agosto de 2008

Atividades leves do dia-a-dia 'não contam como exercício'


Organizações americanas de esportes e saúde lançaram novas recomendações sobre as atividades físicas que devem ser seguidas por adultos entre 18 e 65 anos para que se obtenha um estilo de vida saudável.

O American College of Sports Medicine e a American Heart Association dizem que o objetivo do documento é oferecer informações mais claras e abrangentes sobre o tipo e freqüência dos exercícios recomendados.

Fazer atividades aeróbicas moderadas cinco vezes por semana por pelo menos meia hora ou atividades mais intensas, como correr, três vezes por semana, por 20 minutos, seriam o suficiente para promover uma saúde melhor.

As instituições afirmam que é possível acumular períodos mais curtos de exercício até chegar a 30 minutos por dia, mas esclarecem que uma rápida caminhada até o carro ou subir poucos lances de escada não contam para o objetivo final.

Segundo os especialistas, a mensagem de que exercícios leves também fazem bem à saúde está sendo mal interpretada por algumas pessoas e pode levá-las a fazer menos atividade física do que precisam para se manter saudáveis.

Tempo mínimo

"A atividade aeróbica recomendada (de intensidade moderada ou alta) deve ser realizada como complemento a atividades do dia-a-dia, como cuidado pessoal, caminhadas curtas e compras", diz o documento das entidades americanas.

Para poder ser incluído na meta de meia hora por dia, o exercício precisa durar pelo menos 10 minutos seguidos, numa intensidade constante. Nesse caso, atividades como jardinagem, caminhadas em bom ritmo e carpintaria podem fazer parte do programa.

A nova recomendação também indica a realização de exercícios de musculação pelo menos duas vezes por semana como complemento às atividades aeróbicas.

Segundo as organizações americanas, seguir este programa mínimo reduz o risco de doenças crônicas e morte prematura.

Polêmica

Há controvérsia sobre o tipo e a duração ideais do exercício feito com o objetivo de melhorar a saúde.

A Organização Mundial de Saúde recomenda 30 minutos de exercício leve todos os dias como forma de manter um mínimo de boa forma.

Já um estudo recente da Queen's University, em Belfast, na Irlanda do Norte, concluiu que pessoas que andam por meia hora apenas três vezes por semana alcançam resultados parecidos em termos de forma física e de pressão arterial que aquelas que caminham cinco vezes por semana.

Mas os especialistas alertam que todas as recomendações valem apenas para pessoas saudáveis. Obesos, idosos e mulheres grávidas precisam seguir outros parâmetros para manter a forma.

Fonte:

http://www.bbc.co.uk


Cientistas dos EUA desenvolvem 'pílula da boa forma'



A publicação científica Cell traz um artigo sobre um estudo de pesquisadores americanos que dizem ter testado duas pílulas que conseguiram desenvolver músculos, aumentar o vigor e levar à queima de gorduras.

Eles realizaram testes com camundongos, que conseguiram correr 44% mais após receberem uma das drogas - sugerindo que ela teria efeito semelhante sobre os seres humanos.

A idéia é polêmica porque há temores de que pílulas desse tipo possam ser usadas de maneira inadequada em esportes.

Genes

As duas drogas, chamadas AICAR e GW1516, parecem ter um impacto em um gene envolvido na formação de músculos.

Esse gene - chamado PPAR-delta - tem a habilidade de controlar a atividades de outros genes. Por isso, poderia, em teoria, ter um efeito generalizado na maneira como o corpo funciona.

Nos testes com os camundongos, os pesquisadores inicialmente alteraram geneticamente os animais para aumentar a atividade desse gene, o que levou ao desenvolvimento de músculos com mais propensão para queimar gordura.

A próxima etapa foi produzir efeitos semelhantes aos da alteração genética, mas com o uso de drogas.

A primeira pílula, com a droga GW1516, também teve o efeito de aumentar a queima de gorduras, mas só levou a mudanças no desempenho dos camundongos em exercícios depois que os animais foram submetidos a longas sessões de esteira. Depois disso, eles passaram a correm 77% mais tempo.

A outra droga, AICAR, foi um passo além, agindo de uma maneira diferente sobre o desenvolvimento muscular.

Dessa vez, os animais não precisaram receber treinamento adicional. Depois de apenas quatro semanas recebendo a pílula, eles conseguiram correr 44% mais.

Resultados

Segundo Ronald Evans, pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes e do Instituto Salk, na Califórnia e um dos responsáveis pelo estudo, as duas versões poderiam um dia ser benéfícas aos humanos.

"Se você gosta de exercícios, você vai adorar a idéia de obter mais resultados pelo que faz", disse. "Se você não gosta de exercícios, você vai adorar a idéia de obter os mesmos resultados (de quem faz exercícios) com uma pílula."

No entanto, Colin Palmer, um professor da Universidade de Dundee, disse que a idéia é polêmica.

"Isso é, basicamente, uma droga que aumenta o resultado de um treinamento. O que é suspeito é o conceito de uma droga que melhora o desempenho para esportistas.

Fonte: http://www.bbc.co.uk

terça-feira, 29 de julho de 2008

Casamento com fumante 'eleva em até 72% risco de infarto'

Ter um cônjuge fumante pode aumentar em até 72%, no pior dos casos, o risco de sofrer ataque cardíaco, indicam os resultados de uma pesquisa conduzida na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Analisando os dados de mais de 16 mil pessoas, a investigação estimou que um ex-fumante que se casa com alguém que fuma tem até 72% mais chances de ter um infarto que se fosse casado com um não-fumante.

No caso de pessoas que nunca fumaram, ser casado com fumantes aumenta os riscos em 42%, estimou a pesquisa, que sairá na edição de setembro da revista cientifica American Journal of Preventative Medicine.

Os pesquisadores não observaram aumentos de risco de infarto quando o cônjuge já largou o fumo, eles afirmaram.

Os dados de pessoas com mais de 50 anos foram tirados do levantamento nacional Health and Retirement Study (HRS) de 1992 1993, 1998 e 2004.

A incidência de infartos foi acompanhada em cada pessoa por em média 9.1 anos. Os cientistas ajustaram os modelos anulando outros fatores de risco, como idade, genética, renda, obesidade, uso de álcool e doenças que podem prejudicar o coração.

Embora o fumo passivo seja amplamente aceito como fator de risco para doenças coronárias, poucos estudos investigam a associação entre este fator e os riscos de infartos.

“Os benefícios à saúde de abandonar o fumo provavelmente se estendem para além do fumante individual”, escreveu, no artigo, a pesquisadora M. Maria Glymour, da Escola de Saúde Pública de Harvard.

"Também afeta seus cônjuges, com a potencial multiplicação dos benefícios ao se parar de fumar."

Fonte:

segunda-feira, 28 de julho de 2008

3º Simpósio Retrospectiva e Perspectivas da Fisiologia

Dia 9/9/2008

Faltam 43 dias para o início do evento. Duração: 1 dia

A terceira edição do Simpósio Retrospectiva e Perspectivas da Fisiologia ocorrerá no dia 9 de setembro, na capital paulista, com promoção do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP).

“Histórico da evolução do ensino de fisiologia”, “Pensando no ensino de graduação”, “Estratégias Metodológicas para efetivação dos processos de aprendizagem”, “Futuro do livro na era digital”, “Balanço da educação do século 20” e “Perspectivas da educação no século 21”, serão os temas em pauta no encontro.

O evento é gratuito e será fornecido certificado.

Mais informações: www.fisio.icb.usp.br/eventos/simposios/3srp/

28º Seminário Nacional da Propriedade Intelectual

De 24/8/2008 à 26/8/2008

Faltam 27 dias para o início do evento. Duração: 3 dias

Estão abertas as inscrições para o 28º Seminário Nacional da Propriedade Intelectual, que será realizado de 24 a 26 de agosto, em São Paulo, que debaterá, entre outros temas, o tratamento legal e o estímulo à inovação como instrumento do desenvolvimento social e econômico do Brasil.

Promovido pela Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI), o evento, que marca a comemoração dos 45 anos da ABPI. abordará ainda temas como patentes de medicamentos, de software e de métodos de negócio, acesso a recursos genéticos, direitos autorais e outras tendências referentes à proteção da propriedade intelectual no país e no mundo.

Atividade física é bom para gestante e também para o bebê


No passado, médicos proibiam atividades físicas para gestantes.
Agora, com acompanhamento, elas são até encorajadas.
Durante muito tempo a gestação era um período de inatividade para as mulheres que eram orientadas a evitar as academias ou mesmo atividades como caminhadas ou natação. Segundo o presidente da Associação Alemã de Ginecologia, Christian Albring, a prática de exercícios, desde que liberada pelo obstetra, deve fazer parte da vida da gestante.
  • Os exercícios indicados

A quantidade e o tipo de atividades devem ser adequados ao período da gravidez e ao condicionamento físico prévio da mulher. As atividades de impacto e os esportes competitivos não são indicados às grávidas.Especialmente esportes que envolvam movimento súbitos e aumentos repentinos da frequência cardíaca.

A natação em água com temperatura acima dos 20 graus parece ser a melhor opção, a flutuação do corpo alivia a sobrecarga de peso sobre as articulações. Outra característica interessante das atividades aquáticas é o fato de que a frequência cardíaca não se eleva de forma súbita durante uma sessão de natação, por exemplo.

Esteiras, bicicletas e aparelhos aeróbicos. O uso desses equipamentos pelas grávidas permite que intensidade do esforço seja ajustada individualmente. Acompanhada pelo monitoramento da freqüência cardíca durante o esforço, permite que os limites estabelecidos no planejamento da sessão de exercícios não sejam ultrapassados.

Outra área que sofria limitações até pouco tempo era a musculação para grávidas. Os exercícios de resistência utilizando pesos não estão proibidos para as gestantes. A carga de peso utilzada deve ser diminuída e deve-se selecionar os grupamentos musculares exercitados.

O abdomen obviamente deverá ser poupado, porém trabalhar pernas e braços não apresenta problemas.

A única atividade física realmente probida às grávidas é o mergulho com garrafas. Existe uma correlação direta entre essa atividade e o aparecimento de deformidades fetais.

Se existe uma recomendação geral sobre o tema essa deve ser de que as gestantes devem utilizar a sensação de conforto como medida de segurança.

O aparecimento de qualquer sintoma, tal como, alterações de visão, dor de cabeça, nausea ou vertigem deve levar a grávida a discutir com seu médico sobre os exercícios praticados.

Fonte:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Discrepâncias internacionais

Um estudo conduzido por mais de 100 cientistas em 31 países, entre os quais o Brasil, revelou grandes discrepâncias regionais em relação às taxas de sobrevivência de pessoas com câncer. A pesquisa é a primeira a comparar diretamente dados sobre a doença em um número tão expressivo de países.

O trabalho identificou variações não apenas entre os países, mas dentro deles. Um exemplo destacado foi a diferença observada nas taxas de sobrevivência entre brancos e negros nos Estados Unidos. O estudo, chamado de Concord, foi coordenado por Michel Coleman, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, e será publicado na edição de agosto da revista Lancet Oncology.

Os pesquisadores usaram dados de cerca de 2 milhões de pacientes de 101 bases de dados em cinco continentes para comparar a sobrevida em cinco anos de cânceres de mama, colo-retal e próstata. O Brasil foi o único país da América do Sul no estudo, que incluiu Argélia, Austrália, Cuba, Estados Unidos e Japão – os demais eram europeus.

De 16 dos 31 países, os dados cobriram toda a população. Os pacientes foram diagnosticados com a doença entre 1990 e 1994 e acompanhados até o fim de 1999. Os dados foram ajustados para levar em conta diferenças internacionais em taxas de mortalidade e variações de idade.

As maiores taxas de sobrevivência foram observadas nos Estados Unidos (mama e próstata), Japão (cólon e reto em homens) e França (cólon e reto em mulheres). Índices altos de sobrevida para a maioria dos cânceres foram verificados no Canadá e na Austrália. Na outra ponta ficou a Argélia, com os piores indicadores tanto para homens como para mulheres.

O Brasil ficou em 17º em câncer colo-retal em homens, em 22º em próstata e em 23º em colo-retal em mulheres. A taxa de sobrevida brasileira em câncer de mama só ficou à frente da Eslováquia e da Argélia entre os países avaliados. A parte brasileira no estudo foi conduzida por pesquisadores do Departamento de Epidemiologia da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca e do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Nos Estados Unidos, foram analisados 16 estados e áreas metropolitanas. Nova York apresentou as piores taxas para todos os tipos da doença estudados, com exceção do câncer de reto em mulheres, em que o Wyoming ficou no fim da lista. Os melhores indicadores ficaram com Seattle (próstata), Idaho (reto em homens) e Havaí (todos os demais).

Na comparação entre brancos e negros foi identificado o que os pesquisadores chamaram de “golfo”, com os primeiros apresentando sobreviva de 7% (próstata) a 14% maior (mama).

Na Europa, a França apresentou os melhores resultados em cânceres de reto e cólon, enquanto Suécia ficou em primeiro em mama e Áustria em próstata. As piores taxas de sobrevivência de pacientes foram observadas em nações do leste europeu, como a Eslováquia (reto em homem e mama) e Polônia (os demais).

“Os resultados podem ser atribuídos a diferenças no acesso a serviços de diagnóstico e de tratamento. A variação na Europa, por exemplo, está associada com níveis de desenvolvimento econômicos e com os gastos de cada país com saúde. Outro fator de aumento da sobrevida é o investimento em tecnologia”, destacaram os autores.

Fonte:

terça-feira, 22 de julho de 2008

Células do medo

Um grupo de cientistas da Universidade do Estado de Nova Jersey-Rutgers, nos Estados Unidos, identificou células cerebrais ligadas à sensação de medo. A descoberta pode levar ao desenvolvimento de tratamentos mais eficientes para distúrbios de ansiedade.

O Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos estima que 40 milhões de adultos por ano, no país, sofram de condições debilitadoras como fobias, distúrbio do pânico-estresse pós-traumático. Cerca de 15% dos soldados que retornam do Iraque ou Afeganistão desenvolvem algum problema do tipo, que pode levar a situações como alcoolismo, abuso de drogas, dificuldades no trabalho e suicídio.

A análise de imagens funcionais feitas em veteranos de guerra revelou hiperatividade na amígdala, a estrutura cerebral do lobo temporal com papel importante em situações como medo.

O estudo, coordenado por Denis Paré, professor do Centro de Neurociência Molecular e Comportamental de Rutgers, identificou um componente crítico da rede neural da amígdala normalmente envolvida na eliminação de memórias do medo. Os resultados foram publicados no site da Nature e sairão ainda este mês na versão impressa da revista.

Trabalhos anteriores haviam revelado que em animais e humanos a amígdala está envolvida na expressão de respostas inatas ao medo – como o medo de cobras ou de insetos – e na formação de novas memórias resultantes de experiências, como aprender a sentir medo ao ouvir o som da sirene de um carro de polícia ou de aviso de um bombardeio militar.

Os pesquisadores descobriram que aglomerados de células da amígdala, conhecidos como neurônios intercalados, têm papel fundamental na extinção do medo. Segundo eles, esses neurônios inibem os sinais da amígdala para as estruturas cerebrais que atuam na geração de respostas de medo. Em testes feitos com ratos, o grupo verificou que, quando tais estruturas eram destruídas, a extinção da memória era prejudicada, em comportamento similar ao do estresse pós-traumático.

“A extinção não apaga a memória do medo inicial, mas apenas a suprime em um contexto específico. Pessoas com distúrbios de ansiedade exibem o que podemos chamar de déficit de extinção, ou deficiência para esquecer”, disse Paré.

Fonte:

O artigo Amygdala intercalated neurons are required for expression of fear extinction, de Denis Paré e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

Antidoping consegue pegar medicamento supermoderno no Tour de France


Até aí, nada de novo, pois essa prova tem se mostrado tão conhecida pelo número de atletas flagrados usando substâncias proibidas como por sua tradição.

A novidade ainda não confirmada pela Agência Mundial de Antidoping (WADA) é o fato de que o italiano Riccardo Ricco e os espanhóis Manuel Beltran e Moises Duran estavam usando um medicamento novo para aumentar sua perfomance.

A droga em questão seria a CERA (nome comercial, Micera) uma forma sintética do hormônio Eritropoietina (EPO), proibida pelas autoridades esportivas.

a caçada do gato contra o rato do doping, dessa vez o gato parece ter levado a melhor. Três ciclistas foram pegos pelo teste antidoping no Tour de France deste ano.

O medicamento foi aprovado há um ano na Europa e pouco mais de seis meses nos Estados Unidos. Apesar de sua aprovação, a venda nos EUA está dependendo de uma disputa judicial envolvendo a multinacional Roche e uma agência de pesquisa.

O hormônio eritropoeitina estimula a produção de hemácias, aumentando o transporte de oxigênio para as células. A aplicação médica mais comum do EPO é nos pacientes com doenca renal crônica que apresentam anemia de difícil controle.

Tão logo o laboratório anunciou o lançamento da droga, a WADA se apressou em anunciar sua proibição como substância capaz de aumentar a perfomance dos atletas.

A surpresa não está no fato de que atletas do Tour de France tentem aumentar sua resistência usando o hormônio EPO. A prova ciclística dura quase um mês e os participantes percorrem quase 2 mil quilômetros subindo e descendo os Alpes e os Pirineus.

O que está movimentando os bastidores da corrida é o fato de que, pela primeira vez, as autoridades antidoping tenham desenvolvido um teste de identificação simultaneamente ao desenvolvimento de uma novo medicamento.

Embora a Agência de Controle Antidoping não confirme que exista um teste válido para a detecção do novo medicamento, esse poderá ser o dia em que o gato estava esperando o rato e não correndo atrás dele.


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/