O 8º Congresso Regional de Informação em Ciências da Saúde, que será realizado de 16 a 19 de setembro, no Rio de Janeiro, apresentará estudos em comunicação científica e técnica para a inovação em saúde.
Serão abordados os principais temas contemporâneos relacionados com o desenvolvimento da saúde e a democratização do acesso à informação e intercâmbio de conhecimento científico em saúde.
O evento é organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pelo Ministério da Saúde e pelo Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme).
Um controle mais apurado da freqüência cardíaca pode melhorar o prognóstico de pacientes com doença coronariana. A descoberta vem de uma pesquisa internacional.
O estudo BEAUTIFUL envolveu quase 800 centros de pesquisa, em 33 países, e buscava descobrir o impacto de uma nova droga que atua sobre a freqüência do coração. Os participantes do estudo tinham mais de 55 anos e diagnóstico prévio de doença nas artérias coronarianas, que irrigam os músculo do coração. Apesar de a ivrabadina (nome da substância estudada) não ser capaz de diminuir a mortalidade pela doença coronariana, uma descoberta importante veio a partir dos dados levantados.
A droga é segura, já que praticamente todos os participantes usavam os medicamentos habitualmente utilizados por esses pacientes. Da análise dos resultados surgiu a constatação de que uma freqüência cardíaca acima de 70 batimentos por minuto aumenta o risco nesses pacientes.
Anteriormente o nível de risco para os coronariopatas era uma freqüência cardíaca acima de 75/80 batimentos por minuto. Os resultados do BEAUTIFUL apontam para um aumento de risco a cada 5 batimentos acima dos 70 batimentos por minuto.Esse nível de alerta ainda depende de comprovação posterior por outros estudos. De qualquer forma, os médicos devem estar mais atentos a esse que parece ser um fator de risco independente nesse grupo de pacientes.
Estudo concluiu que, entre indivíduos ativos fisicamente, gene não tem efeito.
A prática de exercícios pode anular os efeitos de uma mutação genética associada à obesidade, segundo um estudo da Universidade de Maryland publicado nesta semana na revista especializada "Archives of Internal Medicine".
Recentemente, foi demonstrada uma forte relação entre a alta massa corporal e variantes de um gene em particular, conhecido como FTO (o gene de massa de gordura e obesidade associadas). Aqueles que carregam duas cópias do FTO têm mais chances de se tornarem obesos, mas o estudo realizado entre 704 integrantes da comunidade amish dos Estados Unidos demonstrou que um estilo de vida ativo parece reduzir este risco.
O grupo foi escolhido por ser considerado geneticamente "puro", o que permite o rastreamento de seus antepassados por até 14 gerações - até os primeiros colonizadores europeus que, no século 18, migraram para os Estados Unidos.
Mutações
As mutações associadas à obesidade estão presentes em 30% das populações européias. Apesar de a dieta e o estilo de vida também influenciarem no peso, não se sabe exatamente como elas interagem com os genes.
Muitas variações genéticas já foram ligadas à obesidade, mas nenhuma é, por si só, responsável por isso. A variação mais comum, entretanto, é a do FTO - estima-se que metade da população européia carregue pelo menos uma cópia do gene.
Não se sabe exatamente como ele influencia o ganho de peso, mas alguns cientistas sugerem que ele pode ter um papel no apetite de um indivíduo. Neste estudo, os movimentos dos voluntários foram medidos através de um "acelerômetro" durante uma semana.
Os cientistas concluíram que, apesar de a esperada ligação entre a mutação do FTO e o alto índice de massa corporal ter sido encontrada entre os voluntários menos ativos fisicamente, a mutação não teve efeito entre os indivíduos que apresentavam altos níveis de atividades físicas - o equivalente a três ou quatro horas diárias de atividades moderadamente intensas.
"Os nossos resultados sugerem fortemente que o aumento do risco de obesidade por conta de suscetibilidades genéticas pode ser anulado através de atividades físicas", disse o médico Soren Snitker, que liderou a pesquisa.
"Alguns desses genes que parecem causar obesidade no nosso ambiente moderno podem não ter tido esse efeito alguns séculos atrás, quando a vida da maioria das pessoas era semelhante à dos atuais fazendeiros da comunidade amish."
Metabolismo da dieta muda para as mulheres com mais de 60 anos.
Exercícios contra resistência (pesos) são recomendados como paliativo.
As mulheres acima dos 65 anos devem malhar mais e comer mais proteínas. Esse é o recado dos pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra. Os cientistas descobriram que as mulheres acima dessa idade apresentam maior fragilidade e estão mais sujeitas a quedas e suas complicações.
Todos nós, homens e mulheres após os 50 anos, se formos sedentários, perderemos massa muscular progressivamente. A diminuição dos músculos diminui a força para as tarefas cotidianas e proteção das articulações e dos ossos contra as quedas. Pela primeira vez os especialistas demonstraram que as mulheres, quando atingem os 60 anos, passam a ter mais dificuldade na transformação das proteínas recebidas na dieta em massa muscular.
Essa diferença se torna mais perigosa a partir do fato que habitualmente as mulheres já têm menos massa muscular no corpo. Essas características as deixam perto do limite de segurança com a perda natural e dificuldade de desenvolvimento dos músculos. Portanto as mulheres passam a ter mais uma razão para tomarem mais cuidado com a dieta e ingerirem mais proteínas.
E para transformar a proteína da dieta em músculos só existe uma receita: exercícios físicos contra resistência, ou seja, musculação sob a supervisão de um profissional de educação física. Os benefícios vão além da manutenção de um corpo melhor. Os exercícios regulares atuam sobre o comportamento e sobre o padrão de socialização, fatores já conhecidos para a prevenção de quadros neurológicos, comuns nos idosos.
Estudos experimentais desenvolvidos na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) demonstraram melhora na estrutura do osso em ratas com osteoporose, após a ingestão de um tipo de hidrolisado de colágeno - produto obtido a partir da gelatina e que tem recebido atenção por suas propriedades no tratamento de doenças osteoarticulares.
A nutricionista Elisa Jackix revela que o interesse surgiu com a grande incidência mundial da enfermidade, caracterizada pela redução da massa óssea, que leva ao aumento da suscetibilidade a fraturas.
"O colágeno compreende em média 95% das proteínas dos ossos e é parcialmente responsável pelas propriedades biomecânicas. Por isso, resolvi aplicar o hidrolisado e analisar seus efeitos", esclarece.
A pesquisa foi orientada pelo professor Jaime Amaya Farfán e contou com dois tipos de suplementação alimentar. O primeiro grupo recebeu apenas gelatina e foi considerado como controle. Já o grupo que ingeriu hidrolisado de colágeno teve percentuais de proteína óssea maiores.
As vértebras do grupo que recebeu a maior dosagem de hidrolisado suportaram carga quatro vezes maior em relação às que receberam gelatina, indicando que o produto pode contribuir para uma maior resistência do osso ao esforço e à pressão, na rata doente.
Não havia nenhum estudo brasileiro que determinasse os níveis dos principais minerais essenciais no mel, alimento bastante consumido pela população pelos benefícios que pode causar no organismo e as várias utilidades. Também não se encontra descrita alguma referência nos rótulos. Por isso, a motivação da biomédica Marina Alvarez Torrezan foi, justamente, identificar as concentrações de ferro, cálcio, magnésio, manganês, zinco, sódio, potássio e cobre em amostras de mel.
A surpresa da pesquisadora, orientada pelo professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) Marcelo Alexandre Prado, foi encontrar pequenas quantidades desses minerais em um alimento com alto valor energético e de vitaminas. Em geral, o mel é utilizado como substituto do açúcar ou consumido in natura. Isto porque é um dos alimentos mais puros da natureza, pois não requer processo industrializado para a sua ingestão. "Mas, o estudo mostrou que em termos de minerais ele não pode ser usado como fonte", destaca Marina.
Ela utilizou, para fundamentar a pesquisa, amostras de mel de laranjeira, silvestre e eucalipto, que são as qualidades mais encontradas nos supermercados de Campinas e Belo Horizonte, sendo esta última a cidade em que concentrou as análises em laboratório. Selecionou dez amostras com lotes diferentes e, em todos os testes, os traços de concentrações foram mínimos.
Os resultados diferem de estudos feitos em outros países em que o produto possui elevadas concentrações de minerais. Uma justificativa, segundo Marina, poderia ser a variedade da vegetação brasileira e a conseqüente diversidade na composição do produto. Não descarta, no entanto, a possibilidade de se realizar análises em um maior número de amostras.
Bebida à base de flocos de abóbora com inulina para suprir carências de vitamina A em crianças em idade pré-escolar é a alternativa estudada no Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
A inulina (frutoligossacarídeo) é um açúcar que, diferentemente dos demais, não é digerido no estômago. De baixa contribuição calórica, seu uso é, em muitos casos, recomendado para diabéticos, uma vez que os frutoligossacarídeos não são aproveitados pelo organismo e, portanto, não aumentam o nível de açúcar no sangue.
Além de apresentar indícios de efeitos prebióticos (de fibras não digeríveis), o estudo revela também que as formulações testadas são adequadas para pequenas refeições de crianças entre 4 e 6 anos. O estudo objetivou testar a bebida e caracterizá-la quanto ao valor nutricional, à aceitação e ao efeito prebiótico nessa faixa etária.
Karina Correia da Silveira, autora do estudo, destaca que grande parte da população infantil e pré-escolar apresenta níveis de vitamina A circulante abaixo do normal.
A abóbora é um vegetal considerado boa fonte de várias frações de carotenóides, especialmente betacaroteno, que podem ser biologicamente transformados em vitamina A.
A inulina é considerada uma fibra dietética solúvel com comprovado efeito bifidogênico. Ela atua no crescimento e na manutenção da população bacteriana saudável e ainda melhora a biodisponibilidade de minerais como cálcio, magnésio e ferro.
A abóbora ou jerimum é a sétima na lista de vegetais mais consumidos no Nordeste e ocupa o quinto lugar em volume de comercialização em Pernambuco. A espécie testada (C. moschata) apresenta mais de 80% de sua composição de carotenóides da fração beta-caroteno além de alfacaroteno, luteína, licopeno, criptoxantina e cis-betacaroteno, precursoras de provitamina A.
O estudo concluiu que as formulações são nutricionalmente adequadas para os lanches das crianças. Pode-se afirmar que a bebida, segundo os autores, supera as recomendações para o lanche em idade pré-escolar.
Os resultados do trabalho foram publicados na Revista de Nutrição, em artigo assinado por Karina e outras cinco pesquisadoras da UFPE.
“A bebida tem muita proteína e alto valor biológico, pois é proveniente do leite integral. E é fonte de fibra, devido à contribuição da inulina, que favorece a melhor absorção de minerais e de vitamina A proveniente do betacaroteno na abóbora”, explicou Karina.
Aceitação por crianças
O estudo utilizou três formulações, a partir de uma fórmula base que consistiu de 6% de flocos de abóbora, 12% de leite em pó integral, 3% de açúcar refinado e 79% de água. Outras duas formulações experimentais (B e C) foram acrescidas, respectivamente, de 0,5 % e 1% de inulina.
Os testes físico-químicos demonstraram que as formulações pouco diferiram quanto à composição centesimal e que a ingestão 200 ml/dia das formulações contribuiu, em média, com 10,8%, 36%, 10,2%, 12,6%, 37,1% e 126,4% da recomendação de ingestão diária de energia, proteínas, carboidratos, lipídios, fibra alimentar e carotenóides, respectivamente.
Os testes de aceitação sensorial, realizados com 49 crianças de duas creches no Recife, com idade entre 4 e 6 anos, apontaram que não houve diferenças significativas. As formulações, segundo o estudo, tiveram a mesma aceitação nas duas creches analisadas, mas a aceitação das formulações na segunda foi superior à primeira.
“Esses resultados podem ser atribuídos às diferentes condições socioeconômicas das creches. Na segunda creche, o cardápio é menos diversificado e, assim, poderia contribuir para uma melhor aceitação de novos produtos”, disse Karina.
A pesquisadora destaca a viabilidade econômica do produto, “embora falte interesse da empresas de produtos infantis, por ser um produto regional”. Para produzir 200 ml da bebida, o custo da matéria não excede R$ 0,55. Com 40 quilos de abóbora pode-se produzir 8 quilos de flocos.
Karina conta que a pesquisa continua em andamento no grupo da UFPE. “Nesta primeira etapa, abordamos os efeitos prebióticos in vitro e a aceitação da bebida. Atualmente, estamos finalizando outra etapa com a avaliação do potencial prebiótico em animais. Posteriormente, pretendemos pesquisar melhor a embalagem e a forma de armazenamento do pó para bebida de modo a monitorar o conteúdo de betacaroteno”, disse.
Para ler o artigo Bebida à base de flocos de abóbora com inulina: características prebióticas e aceitabilidade, disponível na biblioteca on-line SciELO
"Diet and Prevention of Coronary Heart Disease" e "Diet and Breast Cancer: methodological issues in nutritional epidemiology"
Walter Willett, professor da Escola Médica da Universidade Harvard e chefe do Departamento de Nutrição da Escola Harvard de Saúde Pública, ministrará duas conferências no dia 19 de setembro, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista.
Os temas serão: “Diet and prevention of coronary heart disease” e “Diet and breast cancer: methodological issues in nutritional epidemiology”.
Willett, que publicou mais de mil artigos sobre estilo de vida e risco principalmente para doenças coronariana e câncer, falará sobre suas experiências nos últimos 25 anos relacionadas com o desenvolvimento de métodos para estudo dos efeitos da dieta na ocorrência de doenças, incluindo questionários e indicadores bioquímicos.
Haverá tradução simultânea e as duas palestras serão transmitidas ao vivo pela internet (http://iptv.usp.br). O evento é gratuito e as vagas limitadas.
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Exercícios físicos podem ajudar pessoas com 50 anos ou mais a melhorar a memória, sugere um novo estudo.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, fez testes com 138 voluntários nessa faixa etária com dificuldade de lembrar as coisas.
As pessoas desse grupo que seguiram um programa diário de atividades físicas apresentaram melhora na função cognitiva em comparação com os que não participaram do programa.
O foco do estudo eram pessoas com problemas moderados de memória – deficiências que não chegam a causar grandes problemas no dia-a-dia dos pacientes.
Cientistas acreditam que as pessoas com essa desordem têm mais risco de desenvolver demência.
Parte dos voluntários fez três seções de 50 minutos por semana de atividades moderadas, como caminhadas, ao longo de 24 semanas. Os outros voluntários não fizeram nenhuma atividade física específica.
No final, as pessoas que se exercitaram, além de obter resultados melhores em testes de cognição, também tiveram notas menores em uma prova que detecta sinais de demência.
Exames posteriores revelaram que os benefícios persistiram por mais 12 meses depois do fim do programa de exercícios.
Os cientistas dizem que a prática de atividades físicas ajuda o sistema cardiovascular a se manter sadio e pode melhorar funções cognitivas ao aumentar o fornecimento de sangue ao cérebro.
"Ao contrário de medicação - que se avaliou que não teve efeito significativo em problemas moderados de memória em 36 meses -, a atividade física traz benefícios de saúde que não estão restritos apenas às funções cognitivas, como sugerem pesquisas feitas sobre depressão, qualidade de vida, quedas, funções cardiovasculares e deficiências", afirma o estudo.
Maior parte dos casos está na rede particular de ensino. Estudo aponta ainda que uma em cada 10 crianças está obesa.
Não é mais a criança raquítica a principal preocupação das autoridades de saúde pública no Brasil, pois pesquisa feita em escolas de nove grandes cidades do país aponta que uma em cada quatro crianças brasileiras em idade pré-escolar está acima do peso. E uma em cada 10 está obesa. A má alimentação, segundo o estudo, é a vilã desses índices e atinge principalmente os alunos da rede particular de ensino. Para chegar ao diagnóstico, o índice de massa corporal (IMC) é calculado ao se dividir o peso pelo quadrado da altura. IMC entre 25 e 29,9 significa excesso de peso; entre 30 e 39,9 obesidade; e a partir de 40, obesidade mórbida.
O estudo feito pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) mostra que mais de um quarto das crianças brasileiras, entre 2 e 6 anos, tem excesso de peso, e uma em cada 10 é obesa. Dessas, 4,3% apresentam obesidade mórbida.
Estudo inédito mapeou a qualidade nutricional da alimentação de mais de 3 mil crianças em idade pré-escolar em nove cidades do país. Os dados, apresentados no XII Congresso Brasileiro de Nutrologia, fazem parte do estudo Nutribrasil e envolveu 12 instituições de ensino.
O trabalho da Unifesp mostrou que grande parte das crianças em idade pré-escolar tem algum tipo de inadequação nutricional na alimentação, seja de nutrientes em excesso ou em falta. A ingestão de fibras, por exemplo, é deficiente em 95% das crianças de 4 a 6 anos. Essa mesma faixa apresenta, por outro lado, uma ingestão de sal (sódio) seis vezes maior do que a quantidade recomendada pelos médicos e pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O estudo também aponta que a tendência de estar acima do peso é maior em alunos de escolas particulares. Mas os de escolas públicas não ficam tão atrás.
De acordo com o estudo, escolas particulares apresentam taxas maiores de crianças com excesso de peso e obesidade do que escolas da rede pública de ensino. Nas particulares, a média é de 33% de crianças acima do peso ideal, incidência maior que os 27% nas escolas públicas.
Adultos com problemas de memória que participaram de um programa de atividade física em casa experimentaram uma melhoria na função cognitiva em comparação com aqueles que continuaram sedentários. A conclusão é de um estudo publicado esta semana no Journal of the American Medical Association (Jama).
Nicola Lautenschlager, da Universidade de Melbourne, na Austrália, e colegas conduziram um experimento controlado para verificar se a intervenção da atividade física seria capaz de reduzir o declínio cognitivo e o risco de demência entre 138 adultos com mais de 50 anos.
Todos os participantes haviam relatado problemas de memória e foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos, um de cuidados comuns e outro que incluía um programa de 24 semanas de atividades físicas.
O objetivo da intervenção, segundo os pesquisadores, era encorajar os participantes a realizar pelo menos 150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada, divididos em três dias. A atividade mais freqüentemente recomendada foi caminhar.
O programa resultou em 142 minutos a mais de atividades físicas por semana quando comparado com o outro grupo. As funções cognitivas foram medidas por meio de uma escala usada em pacientes com Alzheimer, composta por uma série de testes, durante 18 meses.
Os cientistas verificaram que, ao fim do período, os participantes do grupo que se exercitou apresentaram maiores notas na escala, conhecida como Adas-Cog. Também apresentaram menores notas do que o outro grupo em um índice para medir demência.
“Pelo que sabemos, esse é o primeiro estudo a demonstrar que o exercício melhora a função cognitiva em adultos mais velhos com pequenas perdas cognitivas. Os benefícios da atividade física eram aparentes após seis meses e persistiram por pelos menos 12 meses após a intervenção ter terminado”, descreveram os autores.
“A média de melhoria 0,69 ponto na escala Adas-Cog em 18 meses, em comparação com o outro grupo, é pequena, mas importante potencialmente quando consideramos a quantidade relativamente modesta de atividade física a que os participantes se submeteram”, afirmaram.
Segundo eles, ao contrário de medicamentos, a atividade física tem a vantagem dos benefícios à saúde que não se restringem apenas à função cognitiva, mas em outros pontos como depressão, qualidade de vida, diminuição de quedas e função cardiovascular.
O artigo Physical activity for older adults at risk for Alzheimer disease, de Nicola Lautenschlager e outros, pode ser lido por assinantes da
Um estudo feito por cientistas da Suíça afirma que subir de escada em vez de usar o elevador no trabalho pode aumentar a expectativa de vida.
Abandonar o uso de elevadores e escadas-rolante pode melhorar a condição física, diminuir a gordura corporal, reduzir o tamanho da cintura e diminuir a pressão sangüínea, afirma a pesquisa feita com 69 pessoas.
Isso representaria uma redução de 15% na chance de se morrer prematuramente de qualquer doença, afirma a equipe de cientistas do Hospital Universitário de Genebra.
Os resultados do estudo foram divulgados em uma conferência da Sociedade Européia de Cardiologia, na Alemanha.
Antes do estudo, os 69 participantes tinham um estilo de vida sedentário, com menos de duas horas de exercício ou esporte por semana. Eles também subiam menos de 10 degraus por dia.
Ao longo de 12 semanas, os voluntários, que eram empregados do hospital universitário, usaram exclusivamente as escadas em vez do elevador.
Em média, o número de degraus subidos pelas pessoas aumentou para 23.
Depois de três meses de testes, os resultados mostraram melhor capacidade pulmonar, pressão sangüínea e níveis de colesterol.
O peso, a gordura corporal e a circunferência da cintura também caíram, com a melhora da capacidade aeróbica.
Os cientistas afirmam que a combinação destes resultados representa uma redução de 15% nas chances de se morrer jovem.
"Isso sugere que subir escadas pode ter um impacto significante na saúde pública", afirma Philippe Meyer, cientista que liderou a pesquisa.
Para o consultor em cardiologia britânico Adam Timmis, que assistiu à apresentação do trabalho do hospital universitário suíço, o estudo é pequeno, "mas valioso, porque fornece uma forma prática para pessoas ocupadas melhorarem a sua capacidade de fazer exercícios".
"Apesar de a quantidade de exercício parecer pequena, os benefícios são claros na melhora da condição física e redução da gordura corporal e pressão sangüínea."
Baixo condicionamento físico é sinal de perigo, diz estudo.
Resultados trazem mais uma boa razão para se exercitar.
O teste ergométrico em esteira rolante ou em bicicleta já vem sendo utilizado há muito tempo para avaliar o risco cardiológico dos pacientes. Em tempos de tecnologias que se atualizam muito rápido, esse teste, relativamente simples, vem perdendo espaço para exames mais sofisticados e mais caros.
Um trabalho realizado por cientistas da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, mostra que o teste ergométrico pode ser muito eficaz em detectar o risco da ocorrência de problemas cardíacos em mulheres. O trabalho mostra o acompanhamento por um tempo prolongado, em média por 20 anos, de mais de 2 mil mulheres americanas com idades variando entre 30 anos a 80 anos, sem doenças cardíacas no início do estudo.
A base do teste ergométrico é submeter um paciente a um esforço controlado e acompanhar as mudanças de freqüência cardíaca, pressão arterial e eventuais alterações do eletrocardiograma, que é registrado continuamente durante o exame.
Resultados
O resultado dos testes ergométricos mostrou que a incidência de doenças cardíacas nas mulheres se correlacionava com resultados alterados. Mais do que alterações eletrocardiográficas, parâmetros simples como capacidade aeróbica e o retorno do ritmo cardíaco ao normal após o esforço, sinais de condicionamento físico, podiam prever quais mulheres tem um risco aumentado de sofrer problemas nas artérias do coração.
Aquelas com resultados ruins no aspecto do condicionamento físico nos testes tinham até 13 vezes mais chance de sofrer do coração do que as que se mostraram condicionadas. A relação estatística era tão forte que, quanto menos condicionadas fisicamente, maior o risco.
Essa é mais uma razão para que todas as mulheres não percam tempo e comecem já a praticar exercícios e se condicionar do ponto de vista cardiovascular.
Um dos grandes desafios para o desenvolvimento de ossos artificiais é criar materiais que sejam o mais próximo possível do tecido ósseo natural.
As próteses devem ser réplicas não só na aparência como também nas propriedades biológicas e mecânicas. Essa é uma condição importante para o implante ser bem-sucedido e que não sofra rejeição por parte do organismo. Assim, dois novos materiais para a confecção de ossos artificiais desenvolvidos no campus da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, no interior paulista, se transformam em uma boa notícia para a área de implantes ósseos.
O principal diferencial dessas novas próteses cirúrgicas é sua estrutura superficial porosa e a presença de substâncias em sua composição que lhes conferem atividade biológica. Segundo os pesquisadores envolvidos na descoberta, essas características devem proporcionar a fabricação de implantes ósseos mais eficientes e duráveis.
Os materiais – estruturas cerâmicas de alumina e compostos poliméricos de polimetilmetacrilato (PMMA) – já foram submetidos, com sucesso, a testes in vitro e a ensaios com animais, os testes in vivo.
As primeiras cirurgias em seres humanos estão programadas para agosto. Os dois materiais trabalhados pelo grupo da USP já são conhecidos e homologados pelas autoridades médicas para uso em implantes.
São previsíveis em relação à sua ação no organismo e estáveis biologicamente. O que os pesquisadores fizeram foi modificar as propriedades da cerâmica de alumina e do PMMA.
“Criamos uma peça com diferentes níveis de densidade, com um núcleo denso integrado a uma superfície porosa. Essa porosidade é importante porque facilita a vascularização e acelera a adesão dos tecidos ósseos e musculares ao implante”, explica Benedito de Moraes Purquerio, da Escola de Engenharia de São Carlos da USP. Os poros existentes na superfície da prótese permitem que o osso cresça para dentro do implante, aderindo a ele.
Fonte: Revista Pesquisa FAPESP - Anatomia Humana - 20/08/2008
A alimentação não se delineia enquanto uma "receita" pré- concebida e universal para todos, pois deve respeitar alguns atributos coletivos e individuais impossíveis de serem quantificados de maneira prescritiva. Contudo identifica-se alguns príncipios básicos que devem reger essa relação entre as práticas alimentares e a promoção da saúde e a prevenção de doenças.
Segue nos "links" abaixo algumas dicas da série temática do ministério da saúde
Passamos a maior parte dos dias do ano trabalhando. Então, como transformar esse tempo para manter a saúde? Vamos levantar alguns temas, bastante comuns a quem trabalha em escritórios.
Como não ganhar peso ou mesmo manter uma dieta, no escritório
O hábito de se levar guloseimas ou mesmo dispor de um lanche coletivo é potencialmente destrutivo para a decisão de se manter uma dieta saudável. Que tal juntar quem está tentando manter o peso e mudar os hábitos estimulando a disponibilidade de frutas e lanches saudáveis ao invés dos tradicionais biscoitinhos e doces?
Manter-se hidratado o tempo todo
Por estarmos concentrados no trabalho e muitas vezes por preguiça mesmo, não ingerimos a quantidade de água ideal durante o dia. Aquela moleza que vem no meio da tarde, pode ser sinal de desidratação. A quantidade ideal de água e líquidos a serem ingeridos fica em torno dos dois a três litros por dia de trabalho. Deixe uma garrafa de água em sua mesa para lembrar que devemos tomar em torno de dez copos de água por dia
Movimente-se
O sedentarismo e a falta de exercícios infelizmente são muito comuns e a desculpa de que não podemos nos afastar do trabalho ou que devemos terminar uma tarefa importante não ajudam. Passe a fazer uma caminhada na hora do almoço, arranje companhia entre seus colegas para que um ajude o outro a não desistir. Outra opção simples é a troca do elevador pela utilização das escadas.
O que comer e quanto comer
Não deixe que a necessidade de se alimentar fora de casa signifique uma dieta inadequada, opte por alimentos saudáveis e lembre-se que além de comer alimentos saudáveis, é preciso comer somente o que precisa.
Nem sempre comer um pedaço de pizza ou um sanduíche é um pecado mortal, porém associe um sanduíche menor ou menos pedaços de pizza a uma salada, por exemplo, evitando o excesso de calorias.
Projeto de pesquisa do Hospital das Clínicas (HC) e Faculdade de Saúde Pública (FSP), ambos da USP, convida pacientes com diabetes tipo II para testes. Serão selecionadas pessoas com sobrepeso, acima de 40 anos e que não sejam usuários de insulina.
Durante o estudo, os pacientes passarão fazer exercícios físicos e receberão suplementação de creatina. Nos primeiros três meses, os exercícios terão supervisão de professores de Educação Física. Após a pesquisa, os pacientes receberão orientações nutricionais e um programa de atividade física personalizados.
As atividades se realizarão no HC. Os interessados deverão ter disponibilidade para frequentar as aulas de atividade física três vezes por semana (manhã, tarde ou noite). Para participar do estudo, o interessado deve ligar para (11) 3069-8022 ou escrever para gualano@usp.brEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. . O HC fica na av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 255 - Cerqueira César, São Paulo.
O Ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese (fabricação) das células vermelhas do sangue e no transporte do Oxigênio para todas as células do corpo.
A deficiência de ferro pode apresentar-se em graus variáveis, que vai desde a depleção do ferro, sem comprometimentos orgânicos, até a anemia por deficiência de ferro que afeta vários sistemas orgânicos. A depleção de ferro supõe uma diminuição dos depósitos de ferro, mas a quantidade de ferro funcional pode não estar alterada. Ou seja, indivíduos com depleção de ferro não possuem mais ferro de reserva para ser mobilizado, caso o organismo necessite.
O Ferro pode ser fornecido ao organismo por alimentos de origem animal e vegetal. O ferro de origem animal é melhor aproveitado pelo organismo. São melhores fontes de ferro as carnes vermelhas, principalmente fígado de qualquer animal e outras vísceras (miúdos), como rim e coração; Carnes de aves e de peixe; e mariscos crus. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o leite e o ovo não são fontes importantes de Ferro. Contudo, no mercado já existem os leites enriquecidos com Ferro.
Entre os alimentos de origem vegetal, destaca-se como fonte de ferro os folhosos verde-escuros (exceto espinafre), como agrião, couve, cheiro-verde, taioba; as leguminosas (feijões, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha); grãos integrais ou enriquecidos; nozes e castanhas, melado de cana-de-açúcar, rapadura e açúcar mascavo. Também existem disponíveis no mercado alimentos fortificados com ferro como farinhas de trigo e milho, cereais matinais, entre outros.
A presença de ácido ascórbico, disponível em frutas cítricas, e alimentos ricos em proteínas na refeição melhora a absorção de ferro proveniente de produtos vegetais, como: brócolis, beterraba, couve-flor e outros. Por outro lado, existem alguns fatores (fosfatos, polifenóis, taninos, cálcio) que podem inibir a absorção do ferro, presentes em café, chá, mate, cereais integrais, leite e derivados.
Ressalta-se que o leite materno é considerado fator protetor contra Anemia por Deficiência de Ferro devido à alta biodisponibilidade do ferro existente. Estudos evidenciam associação de anemia em crianças que tiveram pouco tempo de aleitamento materno exclusivo, alimentação prolongada com leite de vaca e com a introdução da alimentação complementar precoce.
Mulheres brasileiras participam dos Jogos Olímpicos desde 1932, mas conseguiram primeira medalha apenas em 1996. Projeto de pesquisa analisa evolução da participação feminina, que em Pequim foi melhor do que a masculina, com dois ouros
A participação das mulheres brasileiras em Jogos Olímpicos começou em 1932, quando a nadadora Maria Lenk representou o país em Los Angeles. Mas a primeira medalha feminina veio apenas em Atlanta, em 1996. E a primeira de ouro em competições individuais demorou 76 anos. Veio somente na última sexta-feira (22/8), quando Maurren Maggi venceu a prova de salto em distância, tornando-se também a primeira brasileira a subir ao pódio no atletismo.
A principal razão para essa evolução ter sido tão lenta, segundo Katia Rubio, professora da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da Universidade de São Paulo (USP), é que as políticas esportivas sempre privilegiaram os homens. E esses privilégios ainda se mantêm, embora as atletas brasileiras venham ganhando mais espaço.
A professora coordena o projeto de pesquisa Mulheres olímpicas brasileiras que, por meio de entrevistas com atletas e ex-atletas, procura reconstruir a trajetória histórica feminina nacional nos Jogos. Um dos objetivos do projeto, que tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio Regular a Pesquisa, é compreender a defasagem da participação feminina no maior evento esportivo do planeta.
O projeto nasceu de um estudo anterior, também apoiado pela FAPESP, que originou o livro Heróis olímpicos brasileiros, lançado em 2004. Ao resgatar a história dos medalhistas brasileiros, Katia se surpreendeu com o fato de nenhuma mulher ter ganhado medalhas entre 1932 e 1996.
A primeira particularidade descoberta pelo estudo se refere à questão de políticas públicas para o esporte feminino. “As mulheres já foram privadas, por lei, de participar de determinadas provas, como lutas ou futebol. As delegações começaram a ter um número equilibrado de mulheres e homens apenas em Sidney, em 2000”, disse a pesquisadora.
De acordo com dados do Comitê Olímpico Internacional, em 1932 o Brasil participou com 67 homens e uma mulher. Em 1972, foram 87 para 4. Em 1996, 142 contra 66. Em 2000, 127 para 101. Este ano, foram 145 homens e 132 mulheres.
Preconceito e conformismo
Além do pouco incentivo, os investimentos sempre foram menores nos treinamentos das mulheres, assim como os prêmios pagos. “Com as entrevistas, estamos constatando que há uma certa acomodação das mulheres com essa situação. Elas tendem a achar natural o predomínio masculino nos jogos. Acham que o prêmio deles deve ser maior mesmo”, disse.
Segundo Katia, a história da mulher no esporte é diferente em outros países, como Estados Unidos ou Inglaterra. “Estamos vendo que essa história no Brasil tem relação direta com a própria compreensão do feminismo no país. As lutas da mulher não são caracterizadas como lutas políticas. Isso se reflete na postura das atletas, que não se referem a qualquer tipo de discriminação, exceto em relação à raça”, afirmou.
O único gesto de inconformismo vem das atletas do futebol, que mencionam episódios de discriminação nas entrevistas. Mas, para Katia, no caso do futebol a diferença de tratamento dada às seleções masculina e feminina é tão gritante que não poderia ser diferente.
“De maneira geral, o que surpreende é a dificuldade das mulheres em referir discriminação, que no entanto é patente. Queremos descobrir se fazem isso por medo de represálias ou se há um discurso de aceitação impregnado”, apontou.
Quando uma situação de exclusão é manifesta, segundo Katia, as mulheres particularizam o fato. “Uma das atletas chorou durante a entrevista, ao se lembrar de situações a que se viu submetida por capricho de um dirigente, que destruiu seu sonho de ir aos Jogos Olímpicos. Mas, em vez de atribuir o caso ao preconceito, ela acreditava que se tratava de uma rixa pessoal”, contou.
A metodologia baseada em histórias de vida, segundo ela, tem a vantagem de inserir no trabalho a dimensão da subjetividade. “Podemos avaliar o mesmo momento histórico sendo interpretado pelo repertório de diversas trajetórias pessoais”, disse Katia, que é presidente da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte.
Apesar das condições desiguais, o desempenho das brasileiras se mostra cada vez melhor. Em 1996 (Atlanta), vieram as primeiras medalhas: ouro e prata em vôlei de praia, prata em basquete e bronze em vôlei. Em 2000 (Sidney), prata e bronze em vôlei de praia e bronze em basquete e vôlei. Em 2004 (Atenas), prata em vôlei de praia e futebol. Em 2008 (Pequim), as mulheres ficaram à frente dos homens, com duas das três medalhas de ouro (salto em distância e vôlei feminino), além da prata no futebol e bronze em judô, taekwondo e vela.
“Olhando os resultados das brasileiras nessa Olimpíada – conquistaram seis das 15 medalhas, sendo duas de ouro e uma de prata – eu diria que as mulheres estão surpreendendo. Isso não quer dizer que elas terão melhores condições para trabalhar daqui em diante. Seria preciso que elas fossem tratadas pelo menos com o mesmo respeito dado ao esporte masculino, que ainda assim também tem muitas dificuldades”, afirmou.
De acordo com Katia, a exclusão das mulheres remonta à origem das Olimpíadas. “O barão de Coubertin, ao instituir os Jogos da era moderna, em 1894, proibiu a participação feminina argumentando que, na Grécia helênica, elas eram barradas por não serem cidadãs. Nas Olimpíadas de Paris, em 1900, com o vigor do movimento feminista, ele foi obrigado a aceitar as mulheres”, disse.
2012 já começou
A pesquisadora considera inadmissível dizer que os atletas brasileiros – homens e mulheres – não tiveram um bom desempenho nos Jogos de Pequim. “Em Olimpíadas não há milagres. Acontece o óbvio: ganham os melhores. Se o Brasil tem poucas medalhas em relação a determinados países, é porque os atletas desses países estão mais bem preparados. Erros e derrotas dramáticas acontecem com todos. Mas nossos atletas tiveram um desempenho coerente com a preparação que tiveram”, disse.
A falta de preparação, para Katia, é decorrente da política esportiva adotada no país. “E não falo apenas de investimento, mas de planejamento. Os Jogos Olímpicos de Pequim acabaram neste domingo. A partir de segunda-feira, os países que mais ganharam medalhas estarão se preparando para Londres em 2012. Mas, seguindo a política do Comitê Olímpico Brasileiro, nossa preparação começará apenas em julho de 2011”, criticou.
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