domingo, 28 de setembro de 2008

Ciclistas que ingerem cafeína ainda uma hora antes da realização de exercício de curta duração, em competições, podem ter melhor desempenho na prova.

Este foi o resultado da pesquisa feita pelo profissional de Educação Física Leandro Ricardo Altimari, depois de realizar mais de cem testes físicos, em uma parceria entre os laboratórios de Estudos Eletromiográficos e o de Fisiologia do Exercício, ambos da Faculdade de Educação Física (FEF).


Orientado pelo professor Antonio Carlos de Moraes, Altimari concluiu que a ingestão de seis miligramas de cafeína por quilo de peso corporal aumenta o tempo de exaustão e atenua a taxa de fadiga muscular do atleta. Isto significa que o ciclista se mantém mais tempo fazendo exercício de alta intensidade.

Segundo o educador físico, a ingestão de cafeína por atletas era proibida até 2004 pela Agência Mundial Antidoping. Como a substância está presente em vários alimentos que fazem parte da dieta habitual de muitos países – e também por questões relacionadas ao controle –, acabou sendo liberada sem que sua ingestão seja hoje considerada doping.

Neste sentido, o que se buscou identificar na pesquisa realizada na FEF foi o efeito da substância sobre o desempenho físico, bem como os prováveis mecanismos de ação em exercícios de curta duração – menor que dois minutos – e alta intensidade, uma vez que seus efeitos para melhora da performance em exercício de média e longa duração já são conhecidos.

Os testes foram feitos com 12 ciclistas com idade média de 27 anos, que realizaram exercícios em ciclossimulador importado exclusivamente para avaliar as condições reais de competição.

"Procuramos simular a atividade motora de pedalada o mais próximo do realizado em ambiente externo, ou seja, durante as competições, para obter resultados eficientes", destaca o professor de Educação Física, atualmente do quadro docente da Universidade Estadual de Londrina.

Num primeiro momento foram identificadas as características fisiológicas dos voluntários. Na seqüência, foram propostas atividades, desenvolvidas entre seis e sete semanas. Para efeito de comparação, o grupo de atletas foi testado em duas condições distintas: uma com ingestão de cafeína e outra placebo, por meio de sistema duplo cego, com no mínimo 72 horas de intervalo entre os testes.

O que se observou, ao longo dos testes, foi que a cafeína atua como estimulante sobre o sistema nervoso central. Ela melhora o desempenho nos exercícios de curta duração por meio de aumento na velocidade da condução dos impulsos nervosos para as fibras musculares.

Este aspecto, explica Altimari, causa redução da taxa de fadiga muscular. Outro achado importante foi que os indivíduos iniciaram o exercício com percepção subjetiva de esforço menor após a ingestão da substância.

Segundo o estudo, a cafeína mascara a percepção que o indivíduo tem do esforço que ele realiza em determinado exercício.

Fonte: Jornal da Unicamp

sábado, 27 de setembro de 2008

Porque praticar o alongamento?


É de conhecimento geral que todas as "atividades físicas" praticadas pelo ser humano demandam os músculos do corpo, tanto os dinâmicos quanto os estáticos. Tais atividades geram um efeito denominado ´contração muscular´. Como consequência desta contração, o gesto passa a ter uma menor amplitude, facilidade, e por consequência, uma menor eficácia.  

Problemas como: tensão muscular, dores e desconforto nas costas, tensão cervical e a sensação de estar carregando o mundo nas costas, são aliviadados e até sanados incluindo na prática de exercícios físicos os exercícios de alongameto.

A pessoa deverá aumentar seu treinamento para manter o mesmo nível, ou simplesmente anular tais inconvenientes, alongando-se. A flexibilidade do músculo permitirá uma melhor contração; logo, sua utilização para executar os movimentos melhorará também.

Os exercícios de alongamento farão com que os efeitos da contração no músculo sejam atenuados, a fim de facilitar o movimento em curto prazo, e diminuir os riscos de desequilíbrio corporal em longo prazo.

O alongamento terá papel também na preparação para o esforço, bem como na criação de possibilidades de recuperação após o esforço.

O relaxamento e o bem estar proporcionados pelos exercícios serão interessantes tanto para atletas profissionais quanto para indivíduos comuns, que também estão vulneráveis ao stress do dia a dia. Não se pode garantir que a prática do alongamento evite todos os riscos de acidentes musculares ou de articulação, mas ela pode reduzir bastante seus riscos.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Exercícios previnem câncer mesmo nos magrinhos, afirma novo estudo

Japoneses demonstram que exercícios fazem bem a pessoas que estão em forma.

Redução do número de tumores malignos chegou a mais de um quarto em mulheres.

A relação entre obesidade e um risco aumentado de câncer já está estabelecida. Nesses casos, a atividade física pode funcionar como estratégia de prevenção diminuindo a massa corporal gorda e o risco dos tumores.

A dúvida era se o efeito protetor dos exercícios se mantinha nos indivíduos magros.

Pesquisadores do governo do Japão realizaram uma pesquisa sobre o impacto dos exercícios sobre o câncer na população japonesa, naturalmente mais magra do que os ocidentais. Durante nove anos, cerca de 80 mil japoneses, que tinham idades entre 45 e 54 anos em 1995, foram acompanhados. Os participantes responderam a questionários sobre sua atividade física.

Os dados recolhidos na pesquisa foram cruzados com os registros nacionais de casos de câncer, para que uma possível relação pudesse ser evidenciada. A quantidade de exercícios está diretamente relacionada à incidência de tumores malignos. A diminuição de risco entre o grupo que mais se exercitava e os menos ativos chegou a 13% nos homens e 27% nas mulheres.

Entre os tumores que tiveram seu risco diminuído estão os de intestino grosso, fígado e pâncreas. Portanto, mesmo que você não esteja acima do peso, não perca tempo e comece logo a se exercitar.

A pesquisa japonesa está publicada na edição de agosto da revista médica "American Journal of Epidemiology".

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

USP, Unicamp e Unesp irão compor universidade virtual

São Paulo irá receber nos próximos meses mais um reforço em seu sistema de ensino a distância: a Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo). O anúncio foi feito no último domingo, 14 de setembro, pelo presidente do comitê científico da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), Waldomiro Loyola. Ele representou o secretário de Ensino Superior do estado de São Paulo, Carlos Vogt, na cerimônia de abertura do 14° CIAED (Congresso Internacional ABED de Educação a Distância), em Santos.

Segundo Loyola, a Univesp não representa uma nova instituição, mas sim uma ação cooperativa que integra cursos de graduação e pós-graduação lato sensu a distância das universidades estaduais paulistas - USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) e Unicamp (Universidade de Campinas).
"O objetivo do projeto é expandir o ensino superior público do estado por meio do uso de tecnologias. Um crescimento não só no aumento das vagas, mas também na ampliação do alcance geográfico", explica ele. A iniciativa se assemelha ao Consórcio Cederj (Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro), órgão que reúne as universidades públicas fluminenses.

A formação da Univesp, de acordo com o presidente do comitê científico da Abed, será integrada. Enquanto a secretaria de Ensino Superior de São Paulo entra com recursos financeiros para que o projeto saia do papel, as instituições paulistas devem oferecer parte de seus recursos humanos, professores e colaboradores, para o desenvolvimento dos cursos que irão integrar a universidade.
"Cada universidade terá um comitê Univesp que será responsável pelo acompanhamento das propostas, suporte na elaboração e proposição dos novos cursos e serviços, e supervisão acadêmica", cita Loyola. "A autonomia das instituições também será preservada nesse projeto", acrescenta ele.

Entre 2007 e 2008, o governo do estado de São Paulo investiu R$ 25 milhões na Universidade Virtual. "Essa verba inclui os custos dos equipamentos para o lançamento do canal digital da TV Cultura, que ajudará disseminar o projeto e seus cursos a comunidade paulista", declara Loyola.
A Univesp, num primeiro momento, irá aproveitar a infra-estrutura já existente do estado. No entanto, as atividades presenciais não se restringirão às cidades onde as três universidades participantes atuam. "Os pólos estarão espalhados por 70 diferentes municípios, isso porque serão aproveitados os campi dos Centros Paula Souza", explica Loyola.

Loyola acredita que os primeiros vestibulares da Univesp serão lançados em breve. "Há alguns cursos que aguardam apenas aprovação do conselho administrativo da universidade para que possam sair do papel", alerta ele. Entre as propostas que esperam os trâmites burocráticos para a implantação estão quatro cursos de graduação: pedagogia (Unesp); Licenciatura em Ciências (USP), Licenciatura em Ciências Biológicas (USP) e Pedagogia (USP).
"Os conselhos universitários de uma universidade pública têm muitas facetas. Portanto, pode ser que a aprovação seja rápida ou pode ser que ainda leve mais algum tempo. Não existe uma previsão", diz o presidente. Ainda não se sabe quantas vagas a Univesp vai oferecer. "Essa é uma peculiaridade que vai depender dos projetos apresentados pelas universidades", declara Loyola.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Hábitos saudáveis aumentam expectativa de vida de mulheres

E o que todo mundo já sabia foi cientificamente confirmado por uma das maiores pesquisas médicas feitas até agora no mundo.

Durante duas décadas, cientistas americanos e britânicos analisaram o estilo de vida do universo feminino.

Quase 78 mil mulheres entre 34 e 59 anos foram estudades durante 24 anos.

O objetivo não era saber, mas confirmar que as mulheres que evitam o cigarro, fazem exercícios regularmente, mantêm o peso sob controle e não consomem bebidas alcoólicas em excesso vivem mais.

A pesquisa conclui que todo cuidado é pouco, mas vale a pena. As mulheres que se cuidaram conseguiram cortar em 44% os riscos de terem qualquer tipo de câncer, e em 72% os riscos de morte por doenças cardiovasculares.

Das quase 78 mil mulheres estudadas, 8.900 morreram prematuramente durante a pesquisa. E 28% das mortes foram provocadas exclusivamente pelo fumo, 55% por uma combinação de cigarro, excesso de peso e de álcool e falta de exercícios.

Foi uma pesquisa num universo feminino, mas os cientistas britânicos admitem que o resultado serve também para os homens. Eles concluíram que ninguém precisa passar fome ou ficar horas levantando pesos para ter uma vida saudável e longa. Basta cuidar do próprio corpo.

Fonte: http://g1.globo.com

sábado, 20 de setembro de 2008

Tratamento de dores musculares

Muitos de nossos alunos em academias, em treinamentos personalizados, levam consigo essa dúvida para casa: como tratar daquela famosa “dor muscular de treino”, que para alguns é tida como um “termômetro” para a intensidade do mesmo, mas para outros, é um martírio.

O consultor de fisioterapia David Homsi, do site WebRun.com.br nos dará algumas dicas de como os atletas profissionais e amadores devem tratar as dores musculares que assolam muitos praticantes de esportes nos dias subseqüentes à prática.

Homsi enumera alguns dos principais tipos de dores que o atleta sofre sem saber diagnosticar ou ao menos diferenciar. A recuperação pode durar desde um dia a algumas semanas, conforme o nível de esforço realizado.

Dentre elas, as mais comuns são:

- Dor tardia: um incômodo muscular localizado, que dura cerca de três dias e pode ser curado com aplicação de bolsas de água quente;

- Mialgia: dor provocada por excesso de trabalho do músculo e pode ser curada com relaxantes musculares;

- Contratura muscular: a mais grave delas, que ocorre quando o músculo endurece por esforço demasiado, ocasionando o rompimento das fibras. Nesta, o tratamento deve ser feito com aplicação de gelo por cerca de 20 minutos, três vezes ao dia, por no mínimo duas semanas.

Apesar dessas dicas importantes, as dores musculares podem ser evitadas com um bom aquecimento e alongamentos antes e após os exercícios, assim como uma boa hidratação e a não-precipitação na volta às atividades físicas.

Vale lembrar que qualquer dor ou desconforto demasiado nas estruturas músculo-esqueléticas devem ser reportadas ao seu treinador para que se faça, se necessário, alterações no programa de treinamento.

Logo, não podemos descartar a visita ao médico especialista para a detecção do problema. Só assim, com exames adequados para cada caso, como vimos na postagem anterior, é que teremos a certeza de como suas estruturas corpóreas se encontram.

Agora, caros leitores, me digam quem nunca passou por isso?!?!?!?

Relatem suas experiências com traumas e lesões e como se safaram delas! Vale até aquelas receitas caseiras!!!

O importante é a troca de informações!
Abraços,
Cibelle Bonani

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Ultra-sonografia pode não diagnosticar uma lesão

Saiba o porquê importantes lesões podem não ser diagnosticadas pelo método da ultra-sonografia.


A versatilidade do trabalho do radiologista envolvido com lesões nos esportes é a possibilidade de dispor de vários métodos de exames de imagem para se obter um diagnóstico definitivo.

Dependendo do tipo de lesão suspeita, utiliza-se uma radiografia, ultra-sonografia (US), tomografia computadorizada ou ressonância magnética (RM).É muito comum realizarem algum outro exame após as chamadas "radiografias iniciais".

A seleção de um ou outro método de diagnóstico por imagem depende da região do corpo a ser estudada e em qual estrutura anatômica há suspeita de lesão. Pode-se usar um exame apenas ou uma combinação de um ou mais deles.

A grande vantagem que a RM apresentava sobre todos os demais métodos de diagnóstico por imagem é que, basicamente, demonstrava com definição e alta sensibilidade detalhes de estruturas anatômicas intra-articulares (meniscos, cartilagem, ligamentos), além de, naturalmente, também analisar as estruturas estudadas pela US (músculos, tendões).

Ainda hoje a US é um excelente método para algumas avaliações em esportistas: controle de lesão muscular, análise de tendões (tenossinovite, tendinopatia), derrame articular, etc.

Contra-indicações - a US tem limitações próprias do método, da sua tecnologia: como a US utiliza ondas ultra-sônicas, estas têm um alcance que depende da resistência física das estruturas do corpo.

Explicando melhor: tecidos moles deixam o feixe acústico do ultra-som "passar", enquanto que estruturas rígidas, como o osso, "barram" esse feixe.Aceitando-se as limitações físicas da US, compreende-se que este método seja utilizado para regiões do corpo acessíveis e para o diagnóstico de estruturas superficiais.

Haverá situações em que a US não conseguirá produzir imagens: estruturas intra-articulares (cartilagem, meniscos, alguns ligamentos), ossos (o osso reflete fortemente a onda ultra-sônica e não permite ver seu restante), etc.

Dessa forma, sabe-se que apesar do ótimo poder de diagnóstico da US para alguns tipos de lesão no esporte, este método é insuficiente para se "fechar o diagnóstico" de importantes tipos de lesões, como por exemplo: lesões meniscais e de outras fibrocartilagens (triangular, lábio glenoidal no ombro e do acetábulo no quadril), lesões de cartilagem articular, como condromalácia patelar no joelho e lesões osteocondrais, osteoartrose, lesão dos ligamentos cruzados do joelho e de alguns do tornozelo, instabilidade no ombro, fraturas, etc.

Assim, um resultado de US "normal" é normal para as estruturas que este método é capaz de diagnosticar. Se naquela região examinada, por exemplo, joelho, houver áreas inacessíveis ao feixe do ultra-som, deve-se ter em mente que várias outras lesões podem estar fora da capacidade de diagnóstico da US.

Nos casos onde houver dúvida sobre o resultado de uma US, ou que a lesão é de estrutura de características especiais ou de localização difícil, o exame de RM é o mais indicado para complementar o diagnóstico.

Um exame de RM abrange toda a articulação e sua definição de imagem permite a identificação e o diagnóstico de praticamente todas as estruturas intra-articulares. Se ainda assim houver casos de dúvida, consulte sempre o seu médico.

Fonte: http://www.webrun.com.br/home/conteudo/noticias/index/id/8494

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Chá de camomila previne complicações do diabetes, diz estudo

Beber chá de camomila diariamente pode ajudar a prevenir algumas das conseqüências da diabetes tipo-2, tais como cegueira, lesões nos nervos e nos rins, de acordo com pesquisadores no Japão e na Grã-Bretanha.

A descoberta pode levar ao desenvolvimento de um novo medicamento derivado de camomila para a doença, cuja incidência vem aumentando em todo o mundo.

No novo estudo, o pesquisador Atsushi Kato, da Universidade de Toyama, ressalta que camomila vem sendo usada há anos como uma cura informal para problemas diversos como estresse, resfriado e cólica menstrual.

Recentemente os cientistas propuseram que o chá da erva pode ser benéfico também no combate à diabetes, mas a teoria não tinha sido testada cientificamente até agora.

Os pesquisadores deram extrato de camomila a um grupo de ratos diabéticos durante 21 dias, e compararam o resultado a um grupo de animais de controle em uma dieta normal.

O nível de glicose no sangue de animais que ingeriram camomila foi significativamente menor do que o dos ratos no grupo de controle, disseram os cientistas.

Também foi registrada uma redução da concentração das enzimas ALR2 e sorbitol. A concentração elevada dessas substâncias está associada a um aumento das complicações relacionadas à diabetes.

A pesquisa foi divulgada na revista Journal of Agricultural and Food Chemistry.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

8º Congresso Regional de Informação em Ciências da Saúde

O 8º Congresso Regional de Informação em Ciências da Saúde, que será realizado de 16 a 19 de setembro, no Rio de Janeiro, apresentará estudos em comunicação científica e técnica para a inovação em saúde.

Serão abordados os principais temas contemporâneos relacionados com o desenvolvimento da saúde e a democratização do acesso à informação e intercâmbio de conhecimento científico em saúde.

O evento é organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pelo Ministério da Saúde e pelo Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme).

Mais informações: http://www.crics8.org/php/index.php

Estudo descobre novo limite de batidas de coração para fator de risco

Um controle mais apurado da freqüência cardíaca pode melhorar o prognóstico de pacientes com doença coronariana. A descoberta vem de uma pesquisa internacional.

O estudo BEAUTIFUL envolveu quase 800 centros de pesquisa, em 33 países, e buscava descobrir o impacto de uma nova droga que atua sobre a freqüência do coração. Os participantes do estudo tinham mais de 55 anos e diagnóstico prévio de doença nas artérias coronarianas, que irrigam os músculo do coração. Apesar de a ivrabadina (nome da substância estudada) não ser capaz de diminuir a mortalidade pela doença coronariana, uma descoberta importante veio a partir dos dados levantados.

A droga é segura, já que praticamente todos os participantes usavam os medicamentos habitualmente utilizados por esses pacientes. Da análise dos resultados surgiu a constatação de que uma freqüência cardíaca acima de 70 batimentos por minuto aumenta o risco nesses pacientes.

Anteriormente o nível de risco para os coronariopatas era uma freqüência cardíaca acima de 75/80 batimentos por minuto. Os resultados do BEAUTIFUL apontam para um aumento de risco a cada 5 batimentos acima dos 70 batimentos por minuto.Esse nível de alerta ainda depende de comprovação posterior por outros estudos. De qualquer forma, os médicos devem estar mais atentos a esse que parece ser um fator de risco independente nesse grupo de pacientes.


Fonte: http://g1.globo.com


segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Prática de exercício pode anular gene da obesidade, diz estudo

Estudo concluiu que, entre indivíduos ativos fisicamente, gene não tem efeito.


A prática de exercícios pode anular os efeitos de uma mutação genética associada à obesidade, segundo um estudo da Universidade de Maryland publicado nesta semana na revista especializada "Archives of Internal Medicine".

Recentemente, foi demonstrada uma forte relação entre a alta massa corporal e variantes de um gene em particular, conhecido como FTO (o gene de massa de gordura e obesidade associadas).
Aqueles que carregam duas cópias do FTO têm mais chances de se tornarem obesos, mas o estudo realizado entre 704 integrantes da comunidade amish dos Estados Unidos demonstrou que um estilo de vida ativo parece reduzir este risco.
O grupo foi escolhido por ser considerado geneticamente "puro", o que permite o rastreamento de seus antepassados por até 14 gerações - até os primeiros colonizadores europeus que, no século 18, migraram para os Estados Unidos.

Mutações

As mutações associadas à obesidade estão presentes em 30% das populações européias. Apesar de a dieta e o estilo de vida também influenciarem no peso, não se sabe exatamente como elas interagem com os genes.

Muitas variações genéticas já foram ligadas à obesidade, mas nenhuma é, por si só, responsável por isso. A variação mais comum, entretanto, é a do FTO - estima-se que metade da população européia carregue pelo menos uma cópia do gene.

Não se sabe exatamente como ele influencia o ganho de peso, mas alguns cientistas sugerem que ele pode ter um papel no apetite de um indivíduo. Neste estudo, os movimentos dos voluntários foram medidos através de um "acelerômetro" durante uma semana.

Os cientistas concluíram que, apesar de a esperada ligação entre a mutação do FTO e o alto índice de massa corporal ter sido encontrada entre os voluntários menos ativos fisicamente, a mutação não teve efeito entre os indivíduos que apresentavam altos níveis de atividades físicas - o equivalente a três ou quatro horas diárias de atividades moderadamente intensas.

"Os nossos resultados sugerem fortemente que o aumento do risco de obesidade por conta de suscetibilidades genéticas pode ser anulado através de atividades físicas", disse o médico Soren Snitker, que liderou a pesquisa.

"Alguns desses genes que parecem causar obesidade no nosso ambiente moderno podem não ter tido esse efeito alguns séculos atrás, quando a vida da maioria das pessoas era semelhante à dos atuais fazendeiros da comunidade amish."

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia

domingo, 14 de setembro de 2008

Idosas têm mais dificuldade para transformar proteína em massa muscular

Metabolismo da dieta muda para as mulheres com mais de 60 anos.

Exercícios contra resistência (pesos) são recomendados como paliativo.

As mulheres acima dos 65 anos devem malhar mais e comer mais proteínas. Esse é o recado dos pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra. Os cientistas descobriram que as mulheres acima dessa idade apresentam maior fragilidade e estão mais sujeitas a quedas e suas complicações.

Todos nós, homens e mulheres após os 50 anos, se formos sedentários, perderemos massa muscular progressivamente. A diminuição dos músculos diminui a força para as tarefas cotidianas e proteção das articulações e dos ossos contra as quedas. Pela primeira vez os especialistas demonstraram que as mulheres, quando atingem os 60 anos, passam a ter mais dificuldade na transformação das proteínas recebidas na dieta em massa muscular.

Essa diferença se torna mais perigosa a partir do fato que habitualmente as mulheres já têm menos massa muscular no corpo. Essas características as deixam perto do limite de segurança com a perda natural e dificuldade de desenvolvimento dos músculos. Portanto as mulheres passam a ter mais uma razão para tomarem mais cuidado com a dieta e ingerirem mais proteínas.

E para transformar a proteína da dieta em músculos só existe uma receita: exercícios físicos contra resistência, ou seja, musculação sob a supervisão de um profissional de educação física. Os benefícios vão além da manutenção de um corpo melhor. Os exercícios regulares atuam sobre o comportamento e sobre o padrão de socialização, fatores já conhecidos para a prevenção de quadros neurológicos, comuns nos idosos.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia


sábado, 13 de setembro de 2008

Hidrolisado de colágeno melhora estrutura óssea

Estudos experimentais desenvolvidos na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) demonstraram melhora na estrutura do osso em ratas com osteoporose, após a ingestão de um tipo de hidrolisado de colágeno - produto obtido a partir da gelatina e que tem recebido atenção por suas propriedades no tratamento de doenças osteoarticulares.

A nutricionista Elisa Jackix revela que o interesse surgiu com a grande incidência mundial da enfermidade, caracterizada pela redução da massa óssea, que leva ao aumento da suscetibilidade a fraturas.
"O colágeno compreende em média 95% das proteínas dos ossos e é parcialmente responsável pelas propriedades biomecânicas. Por isso, resolvi aplicar o hidrolisado e analisar seus efeitos", esclarece.

A pesquisa foi orientada pelo professor Jaime Amaya Farfán e contou com dois tipos de suplementação alimentar. O primeiro grupo recebeu apenas gelatina e foi considerado como controle. Já o grupo que ingeriu hidrolisado de colágeno teve percentuais de proteína óssea maiores.

As vértebras do grupo que recebeu a maior dosagem de hidrolisado suportaram carga quatro vezes maior em relação às que receberam gelatina, indicando que o produto pode contribuir para uma maior resistência do osso ao esforço e à pressão, na rata doente.

Fonte: Jornal da Unicamp

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Concentração de minerais em amostras de mel é avaliada


Não havia nenhum estudo brasileiro que determinasse os níveis dos principais minerais essenciais no mel, alimento bastante consumido pela população pelos benefícios que pode causar no organismo e as várias utilidades. Também não se encontra descrita alguma referência nos rótulos. Por isso, a motivação da biomédica Marina Alvarez Torrezan foi, justamente, identificar as concentrações de ferro, cálcio, magnésio, manganês, zinco, sódio, potássio e cobre em amostras de mel.

A surpresa da pesquisadora, orientada pelo professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) Marcelo Alexandre Prado, foi encontrar pequenas quantidades desses minerais em um alimento com alto valor energético e de vitaminas.
Em geral, o mel é utilizado como substituto do açúcar ou consumido in natura. Isto porque é um dos alimentos mais puros da natureza, pois não requer processo industrializado para a sua ingestão. "Mas, o estudo mostrou que em termos de minerais ele não pode ser usado como fonte", destaca Marina.

Ela utilizou, para fundamentar a pesquisa, amostras de mel de laranjeira, silvestre e eucalipto, que são as qualidades mais encontradas nos supermercados de Campinas e Belo Horizonte, sendo esta última a cidade em que concentrou as análises em laboratório. Selecionou dez amostras com lotes diferentes e, em todos os testes, os traços de concentrações foram mínimos.

Os resultados diferem de estudos feitos em outros países em que o produto possui elevadas concentrações de minerais. Uma justificativa, segundo Marina, poderia ser a variedade da vegetação brasileira e a conseqüente diversidade na composição do produto. Não descarta, no entanto, a possibilidade de se realizar análises em um maior número de amostras.
Fonte: Jornal da Unicamp

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Bebida à base de flocos de abóbora


Bebida à base de flocos de abóbora com inulina para suprir carências de vitamina A em crianças em idade pré-escolar é a alternativa estudada no Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A inulina (frutoligossacarídeo) é um açúcar que, diferentemente dos demais, não é digerido no estômago. De baixa contribuição calórica, seu uso é, em muitos casos, recomendado para diabéticos, uma vez que os frutoligossacarídeos não são aproveitados pelo organismo e, portanto, não aumentam o nível de açúcar no sangue.

Além de apresentar indícios de efeitos prebióticos (de fibras não digeríveis), o estudo revela também que as formulações testadas são adequadas para pequenas refeições de crianças entre 4 e 6 anos. O estudo objetivou testar a bebida e caracterizá-la quanto ao valor nutricional, à aceitação e ao efeito prebiótico nessa faixa etária.

Karina Correia da Silveira, autora do estudo, destaca que grande parte da população infantil e pré-escolar apresenta níveis de vitamina A circulante abaixo do normal.

A abóbora é um vegetal considerado boa fonte de várias frações de carotenóides, especialmente betacaroteno, que podem ser biologicamente transformados em vitamina A.

A inulina é considerada uma fibra dietética solúvel com comprovado efeito bifidogênico. Ela atua no crescimento e na manutenção da população bacteriana saudável e ainda melhora a biodisponibilidade de minerais como cálcio, magnésio e ferro.

A abóbora ou jerimum é a sétima na lista de vegetais mais consumidos no Nordeste e ocupa o quinto lugar em volume de comercialização em Pernambuco. A espécie testada (C. moschata) apresenta mais de 80% de sua composição de carotenóides da fração beta-caroteno além de alfacaroteno, luteína, licopeno, criptoxantina e cis-betacaroteno, precursoras de provitamina A.

O estudo concluiu que as formulações são nutricionalmente adequadas para os lanches das crianças. Pode-se afirmar que a bebida, segundo os autores, supera as recomendações para o lanche em idade pré-escolar.

Os resultados do trabalho foram publicados na Revista de Nutrição, em artigo assinado por Karina e outras cinco pesquisadoras da UFPE.

“A bebida tem muita proteína e alto valor biológico, pois é proveniente do leite integral. E é fonte de fibra, devido à contribuição da inulina, que favorece a melhor absorção de minerais e de vitamina A proveniente do betacaroteno na abóbora”, explicou Karina.

Aceitação por crianças

O estudo utilizou três formulações, a partir de uma fórmula base que consistiu de 6% de flocos de abóbora, 12% de leite em pó integral, 3% de açúcar refinado e 79% de água. Outras duas formulações experimentais (B e C) foram acrescidas, respectivamente, de 0,5 % e 1% de inulina.

Os testes físico-químicos demonstraram que as formulações pouco diferiram quanto à composição centesimal e que a ingestão 200 ml/dia das formulações contribuiu, em média, com 10,8%, 36%, 10,2%, 12,6%, 37,1% e 126,4% da recomendação de ingestão diária de energia, proteínas, carboidratos, lipídios, fibra alimentar e carotenóides, respectivamente.

Os testes de aceitação sensorial, realizados com 49 crianças de duas creches no Recife, com idade entre 4 e 6 anos, apontaram que não houve diferenças significativas. As formulações, segundo o estudo, tiveram a mesma aceitação nas duas creches analisadas, mas a aceitação das formulações na segunda foi superior à primeira.

“Esses resultados podem ser atribuídos às diferentes condições socioeconômicas das creches. Na segunda creche, o cardápio é menos diversificado e, assim, poderia contribuir para uma melhor aceitação de novos produtos”, disse Karina.

A pesquisadora destaca a viabilidade econômica do produto, “embora falte interesse da empresas de produtos infantis, por ser um produto regional”. Para produzir 200 ml da bebida, o custo da matéria não excede R$ 0,55. Com 40 quilos de abóbora pode-se produzir 8 quilos de flocos.

Karina conta que a pesquisa continua em andamento no grupo da UFPE. “Nesta primeira etapa, abordamos os efeitos prebióticos in vitro e a aceitação da bebida. Atualmente, estamos finalizando outra etapa com a avaliação do potencial prebiótico em animais. Posteriormente, pretendemos pesquisar melhor a embalagem e a forma de armazenamento do pó para bebida de modo a monitorar o conteúdo de betacaroteno”, disse.

Para ler o artigo Bebida à base de flocos de abóbora com inulina: características prebióticas e aceitabilidade, disponível na biblioteca on-line SciELO

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Conferências interessantes sobre saúde

"Diet and Prevention of Coronary Heart Disease" e "Diet and Breast Cancer: methodological issues in nutritional epidemiology"

Walter Willett, professor da Escola Médica da Universidade Harvard e chefe do Departamento de Nutrição da Escola Harvard de Saúde Pública, ministrará duas conferências no dia 19 de setembro, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista.

Os temas serão: “Diet and prevention of coronary heart disease” e “Diet and breast cancer: methodological issues in nutritional epidemiology”.

Willett, que publicou mais de mil artigos sobre estilo de vida e risco principalmente para doenças coronariana e câncer, falará sobre suas experiências nos últimos 25 anos relacionadas com o desenvolvimento de métodos para estudo dos efeitos da dieta na ocorrência de doenças, incluindo questionários e indicadores bioquímicos.

Haverá tradução simultânea e as duas palestras serão transmitidas ao vivo pela internet (http://iptv.usp.br). O evento é gratuito e as vagas limitadas.

Mais informações: www.fsp.usp.br ou telefone 3061-7818

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Dica de Site


Portal Periódicos (CAPES)

Professores, pesquisadores, alunos e funcionários de 163 instituições de ensino superior e de pesquisa em todo o País têm acesso imediato à produção científica mundial atualizada através deste serviço oferecido pela CAPES.

O Portal .periodicos. CAPES oferece acesso aos textos completos de artigos de mais de 11.419 revistas internacionais, nacionais e estrangeiras, e a mais de 90 bases de dados com resumos de documentos em todas as áreas do conhecimento. Inclui também uma seleção de importantes fontes de informação acadêmica com acesso gratuito na Internet.

O uso do Portal é livre e gratuito para os usuários das instituições participantes. O acesso é realizado a partir de qualquer terminal ligado à Internet localizado nas instituições ou por elas autorizado.

Todos os programas de pós-graduação, de pesquisa e de graduação do País ganham em qualidade, produtividade e competitividade com a utilização do Portal que está em permanente desenvolvimento.

http://www.periodicos.capes.gov.br

sábado, 6 de setembro de 2008

Exercício 'melhora memória de idosos', diz estudo

Exercícios físicos podem ajudar pessoas com 50 anos ou mais a melhorar a memória, sugere um novo estudo.


Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, fez testes com 138 voluntários nessa faixa etária com dificuldade de lembrar as coisas.

As pessoas desse grupo que seguiram um programa diário de atividades físicas apresentaram melhora na função cognitiva em comparação com os que não participaram do programa.

O foco do estudo eram pessoas com problemas moderados de memória – deficiências que não chegam a causar grandes problemas no dia-a-dia dos pacientes.

Cientistas acreditam que as pessoas com essa desordem têm mais risco de desenvolver demência.

Parte dos voluntários fez três seções de 50 minutos por semana de atividades moderadas, como caminhadas, ao longo de 24 semanas. Os outros voluntários não fizeram nenhuma atividade física específica.

No final, as pessoas que se exercitaram, além de obter resultados melhores em testes de cognição, também tiveram notas menores em uma prova que detecta sinais de demência.

Exames posteriores revelaram que os benefícios persistiram por mais 12 meses depois do fim do programa de exercícios.

Os cientistas dizem que a prática de atividades físicas ajuda o sistema cardiovascular a se manter sadio e pode melhorar funções cognitivas ao aumentar o fornecimento de sangue ao cérebro.

"Ao contrário de medicação - que se avaliou que não teve efeito significativo em problemas moderados de memória em 36 meses -, a atividade física traz benefícios de saúde que não estão restritos apenas às funções cognitivas, como sugerem pesquisas feitas sobre depressão, qualidade de vida, quedas, funções cardiovasculares e deficiências", afirma o estudo.

Uma em cada 4 crianças da pré-escola está acima do peso, segundo pesquisa

Maior parte dos casos está na rede particular de ensino.
Estudo aponta ainda que uma em cada 10 crianças está obesa.

Não é mais a criança raquítica a principal preocupação das autoridades de saúde pública no Brasil, pois pesquisa feita em escolas de nove grandes cidades do país aponta que uma em cada quatro crianças brasileiras em idade pré-escolar está acima do peso. E uma em cada 10 está obesa. A má alimentação, segundo o estudo, é a vilã desses índices e atinge principalmente os alunos da rede particular de ensino.

Para chegar ao diagnóstico, o índice de massa corporal (IMC) é calculado ao se dividir o peso pelo quadrado da altura. IMC entre 25 e 29,9 significa excesso de peso; entre 30 e 39,9 obesidade; e a partir de 40, obesidade mórbida.

O estudo feito pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) mostra que mais de um quarto das crianças brasileiras, entre 2 e 6 anos, tem excesso de peso, e uma em cada 10 é obesa. Dessas, 4,3% apresentam obesidade mórbida.

Estudo inédito mapeou a qualidade nutricional da alimentação de mais de 3 mil crianças em idade pré-escolar em nove cidades do país. Os dados, apresentados no XII Congresso Brasileiro de Nutrologia, fazem parte do estudo Nutribrasil e envolveu 12 instituições de ensino.

O trabalho da Unifesp mostrou que grande parte das crianças em idade pré-escolar tem algum tipo de inadequação nutricional na alimentação, seja de nutrientes em excesso ou em falta. A ingestão de fibras, por exemplo, é deficiente em 95% das crianças de 4 a 6 anos. Essa mesma faixa apresenta, por outro lado, uma ingestão de sal (sódio) seis vezes maior do que a quantidade recomendada pelos médicos e pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O estudo também aponta que a tendência de estar acima do peso é maior em alunos de escolas particulares. Mas os de escolas públicas não ficam tão atrás.

De acordo com o estudo, escolas particulares apresentam taxas maiores de crianças com excesso de peso e obesidade do que escolas da rede pública de ensino. Nas particulares, a média é de 33% de crianças acima do peso ideal, incidência maior que os 27% nas escolas públicas.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Exercícios para memória

Adultos com problemas de memória que participaram de um programa de atividade física em casa experimentaram uma melhoria na função cognitiva em comparação com aqueles que continuaram sedentários. A conclusão é de um estudo publicado esta semana no Journal of the American Medical Association (Jama).

Nicola Lautenschlager, da Universidade de Melbourne, na Austrália, e colegas conduziram um experimento controlado para verificar se a intervenção da atividade física seria capaz de reduzir o declínio cognitivo e o risco de demência entre 138 adultos com mais de 50 anos.

Todos os participantes haviam relatado problemas de memória e foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos, um de cuidados comuns e outro que incluía um programa de 24 semanas de atividades físicas.

O objetivo da intervenção, segundo os pesquisadores, era encorajar os participantes a realizar pelo menos 150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada, divididos em três dias. A atividade mais freqüentemente recomendada foi caminhar.

O programa resultou em 142 minutos a mais de atividades físicas por semana quando comparado com o outro grupo. As funções cognitivas foram medidas por meio de uma escala usada em pacientes com Alzheimer, composta por uma série de testes, durante 18 meses.

Os cientistas verificaram que, ao fim do período, os participantes do grupo que se exercitou apresentaram maiores notas na escala, conhecida como Adas-Cog. Também apresentaram menores notas do que o outro grupo em um índice para medir demência.

“Pelo que sabemos, esse é o primeiro estudo a demonstrar que o exercício melhora a função cognitiva em adultos mais velhos com pequenas perdas cognitivas. Os benefícios da atividade física eram aparentes após seis meses e persistiram por pelos menos 12 meses após a intervenção ter terminado”, descreveram os autores.

“A média de melhoria 0,69 ponto na escala Adas-Cog em 18 meses, em comparação com o outro grupo, é pequena, mas importante potencialmente quando consideramos a quantidade relativamente modesta de atividade física a que os participantes se submeteram”, afirmaram.

Segundo eles, ao contrário de medicamentos, a atividade física tem a vantagem dos benefícios à saúde que não se restringem apenas à função cognitiva, mas em outros pontos como depressão, qualidade de vida, diminuição de quedas e função cardiovascular.

O artigo Physical activity for older adults at risk for Alzheimer disease, de Nicola Lautenschlager e outros, pode ser lido por assinantes da

Jama em http://jama.ama-assn.org