segunda-feira, 28 de julho de 2008

Atividade física é bom para gestante e também para o bebê


No passado, médicos proibiam atividades físicas para gestantes.
Agora, com acompanhamento, elas são até encorajadas.
Durante muito tempo a gestação era um período de inatividade para as mulheres que eram orientadas a evitar as academias ou mesmo atividades como caminhadas ou natação. Segundo o presidente da Associação Alemã de Ginecologia, Christian Albring, a prática de exercícios, desde que liberada pelo obstetra, deve fazer parte da vida da gestante.
  • Os exercícios indicados

A quantidade e o tipo de atividades devem ser adequados ao período da gravidez e ao condicionamento físico prévio da mulher. As atividades de impacto e os esportes competitivos não são indicados às grávidas.Especialmente esportes que envolvam movimento súbitos e aumentos repentinos da frequência cardíaca.

A natação em água com temperatura acima dos 20 graus parece ser a melhor opção, a flutuação do corpo alivia a sobrecarga de peso sobre as articulações. Outra característica interessante das atividades aquáticas é o fato de que a frequência cardíaca não se eleva de forma súbita durante uma sessão de natação, por exemplo.

Esteiras, bicicletas e aparelhos aeróbicos. O uso desses equipamentos pelas grávidas permite que intensidade do esforço seja ajustada individualmente. Acompanhada pelo monitoramento da freqüência cardíca durante o esforço, permite que os limites estabelecidos no planejamento da sessão de exercícios não sejam ultrapassados.

Outra área que sofria limitações até pouco tempo era a musculação para grávidas. Os exercícios de resistência utilizando pesos não estão proibidos para as gestantes. A carga de peso utilzada deve ser diminuída e deve-se selecionar os grupamentos musculares exercitados.

O abdomen obviamente deverá ser poupado, porém trabalhar pernas e braços não apresenta problemas.

A única atividade física realmente probida às grávidas é o mergulho com garrafas. Existe uma correlação direta entre essa atividade e o aparecimento de deformidades fetais.

Se existe uma recomendação geral sobre o tema essa deve ser de que as gestantes devem utilizar a sensação de conforto como medida de segurança.

O aparecimento de qualquer sintoma, tal como, alterações de visão, dor de cabeça, nausea ou vertigem deve levar a grávida a discutir com seu médico sobre os exercícios praticados.

Fonte:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Discrepâncias internacionais

Um estudo conduzido por mais de 100 cientistas em 31 países, entre os quais o Brasil, revelou grandes discrepâncias regionais em relação às taxas de sobrevivência de pessoas com câncer. A pesquisa é a primeira a comparar diretamente dados sobre a doença em um número tão expressivo de países.

O trabalho identificou variações não apenas entre os países, mas dentro deles. Um exemplo destacado foi a diferença observada nas taxas de sobrevivência entre brancos e negros nos Estados Unidos. O estudo, chamado de Concord, foi coordenado por Michel Coleman, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, e será publicado na edição de agosto da revista Lancet Oncology.

Os pesquisadores usaram dados de cerca de 2 milhões de pacientes de 101 bases de dados em cinco continentes para comparar a sobrevida em cinco anos de cânceres de mama, colo-retal e próstata. O Brasil foi o único país da América do Sul no estudo, que incluiu Argélia, Austrália, Cuba, Estados Unidos e Japão – os demais eram europeus.

De 16 dos 31 países, os dados cobriram toda a população. Os pacientes foram diagnosticados com a doença entre 1990 e 1994 e acompanhados até o fim de 1999. Os dados foram ajustados para levar em conta diferenças internacionais em taxas de mortalidade e variações de idade.

As maiores taxas de sobrevivência foram observadas nos Estados Unidos (mama e próstata), Japão (cólon e reto em homens) e França (cólon e reto em mulheres). Índices altos de sobrevida para a maioria dos cânceres foram verificados no Canadá e na Austrália. Na outra ponta ficou a Argélia, com os piores indicadores tanto para homens como para mulheres.

O Brasil ficou em 17º em câncer colo-retal em homens, em 22º em próstata e em 23º em colo-retal em mulheres. A taxa de sobrevida brasileira em câncer de mama só ficou à frente da Eslováquia e da Argélia entre os países avaliados. A parte brasileira no estudo foi conduzida por pesquisadores do Departamento de Epidemiologia da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca e do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Nos Estados Unidos, foram analisados 16 estados e áreas metropolitanas. Nova York apresentou as piores taxas para todos os tipos da doença estudados, com exceção do câncer de reto em mulheres, em que o Wyoming ficou no fim da lista. Os melhores indicadores ficaram com Seattle (próstata), Idaho (reto em homens) e Havaí (todos os demais).

Na comparação entre brancos e negros foi identificado o que os pesquisadores chamaram de “golfo”, com os primeiros apresentando sobreviva de 7% (próstata) a 14% maior (mama).

Na Europa, a França apresentou os melhores resultados em cânceres de reto e cólon, enquanto Suécia ficou em primeiro em mama e Áustria em próstata. As piores taxas de sobrevivência de pacientes foram observadas em nações do leste europeu, como a Eslováquia (reto em homem e mama) e Polônia (os demais).

“Os resultados podem ser atribuídos a diferenças no acesso a serviços de diagnóstico e de tratamento. A variação na Europa, por exemplo, está associada com níveis de desenvolvimento econômicos e com os gastos de cada país com saúde. Outro fator de aumento da sobrevida é o investimento em tecnologia”, destacaram os autores.

Fonte:

terça-feira, 22 de julho de 2008

Células do medo

Um grupo de cientistas da Universidade do Estado de Nova Jersey-Rutgers, nos Estados Unidos, identificou células cerebrais ligadas à sensação de medo. A descoberta pode levar ao desenvolvimento de tratamentos mais eficientes para distúrbios de ansiedade.

O Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos estima que 40 milhões de adultos por ano, no país, sofram de condições debilitadoras como fobias, distúrbio do pânico-estresse pós-traumático. Cerca de 15% dos soldados que retornam do Iraque ou Afeganistão desenvolvem algum problema do tipo, que pode levar a situações como alcoolismo, abuso de drogas, dificuldades no trabalho e suicídio.

A análise de imagens funcionais feitas em veteranos de guerra revelou hiperatividade na amígdala, a estrutura cerebral do lobo temporal com papel importante em situações como medo.

O estudo, coordenado por Denis Paré, professor do Centro de Neurociência Molecular e Comportamental de Rutgers, identificou um componente crítico da rede neural da amígdala normalmente envolvida na eliminação de memórias do medo. Os resultados foram publicados no site da Nature e sairão ainda este mês na versão impressa da revista.

Trabalhos anteriores haviam revelado que em animais e humanos a amígdala está envolvida na expressão de respostas inatas ao medo – como o medo de cobras ou de insetos – e na formação de novas memórias resultantes de experiências, como aprender a sentir medo ao ouvir o som da sirene de um carro de polícia ou de aviso de um bombardeio militar.

Os pesquisadores descobriram que aglomerados de células da amígdala, conhecidos como neurônios intercalados, têm papel fundamental na extinção do medo. Segundo eles, esses neurônios inibem os sinais da amígdala para as estruturas cerebrais que atuam na geração de respostas de medo. Em testes feitos com ratos, o grupo verificou que, quando tais estruturas eram destruídas, a extinção da memória era prejudicada, em comportamento similar ao do estresse pós-traumático.

“A extinção não apaga a memória do medo inicial, mas apenas a suprime em um contexto específico. Pessoas com distúrbios de ansiedade exibem o que podemos chamar de déficit de extinção, ou deficiência para esquecer”, disse Paré.

Fonte:

O artigo Amygdala intercalated neurons are required for expression of fear extinction, de Denis Paré e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

Antidoping consegue pegar medicamento supermoderno no Tour de France


Até aí, nada de novo, pois essa prova tem se mostrado tão conhecida pelo número de atletas flagrados usando substâncias proibidas como por sua tradição.

A novidade ainda não confirmada pela Agência Mundial de Antidoping (WADA) é o fato de que o italiano Riccardo Ricco e os espanhóis Manuel Beltran e Moises Duran estavam usando um medicamento novo para aumentar sua perfomance.

A droga em questão seria a CERA (nome comercial, Micera) uma forma sintética do hormônio Eritropoietina (EPO), proibida pelas autoridades esportivas.

a caçada do gato contra o rato do doping, dessa vez o gato parece ter levado a melhor. Três ciclistas foram pegos pelo teste antidoping no Tour de France deste ano.

O medicamento foi aprovado há um ano na Europa e pouco mais de seis meses nos Estados Unidos. Apesar de sua aprovação, a venda nos EUA está dependendo de uma disputa judicial envolvendo a multinacional Roche e uma agência de pesquisa.

O hormônio eritropoeitina estimula a produção de hemácias, aumentando o transporte de oxigênio para as células. A aplicação médica mais comum do EPO é nos pacientes com doenca renal crônica que apresentam anemia de difícil controle.

Tão logo o laboratório anunciou o lançamento da droga, a WADA se apressou em anunciar sua proibição como substância capaz de aumentar a perfomance dos atletas.

A surpresa não está no fato de que atletas do Tour de France tentem aumentar sua resistência usando o hormônio EPO. A prova ciclística dura quase um mês e os participantes percorrem quase 2 mil quilômetros subindo e descendo os Alpes e os Pirineus.

O que está movimentando os bastidores da corrida é o fato de que, pela primeira vez, as autoridades antidoping tenham desenvolvido um teste de identificação simultaneamente ao desenvolvimento de uma novo medicamento.

Embora a Agência de Controle Antidoping não confirme que exista um teste válido para a detecção do novo medicamento, esse poderá ser o dia em que o gato estava esperando o rato e não correndo atrás dele.


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Baixa umidade causa problemas de saúde


Nessa época do ano é comum a queda nas taxas de umidade relativa do ar em várias regiões do País. Este ano o índice está bem abaixo da casa dos 30%, o que exige estado de atenção.

Todos sofrem com isso, mas o desconforto maior é para quem trabalha ao relento, como os profissionais da construção civil, carteiros entre outros. Nesse período difícil, os médicos recomendam cautela com os exercícios físicos, mas para os trabalhadores braçais e que ficam ao ar livre, o jeito é intercalar o trabalho com alguns minutos de descanso na sombra, muito líquido e alimentação leve.

Conheça os principais problemas causados pela baixa umidade relativa do ar:

a) complicações respiratórias devido ao ressecamento de mucosas;

b) sangramento pelo nariz;

c) ressecamento da pele;

d) irritação dos o-lhos;

e) eletricidade estática nas pessoas e em equipamentos eletrônicos e

f) aumento do potencial de incêndios em pastagens e florestas.


Cuidados

  • Entre 20 e 30% - Estado de atenção.

Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas, umidificar o ambiente por meio de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhar os jardins, etc. Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas, etc.

  • Entre 12 e 20% - Estado de alerta.

Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas, evitar aglomerações em ambientes fechados e usar soro fisiológico para olhos e narinas.

  • Abaixo de 12% - Estado de emergência.

Determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10 e 16 horas, tais como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência, etc. Será necessário determinar também a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados. Manter umidificados os ambientes internos, principalmente quartos de crianças, hospitais, etc.


domingo, 20 de julho de 2008

Princípios Metodológicos do Treino Desportivo

O conhecimento dos objetivos do treino e da lógica que está na base da relação carga-recuperação-adaptação permite definir alguns princípios relativos à distribuição da carga de treino.


Relação ótima entre o exercício e o repouso


O exercício físico, através da estimulação eficaz que realiza sobre o organismo de um atleta, está na origem dos efeitos de treino. A carga, ou seja, o conjunto organizado de exercícios de treino, é o fator complexo e global que provoca as adaptações ou efeitos crônicos do treino.

Mas a carga e os seus efeitos devem ser considerados em ligação direta com os processos de recuperação. A identidade da carga e a sua natureza sofrem modificações com a variação dos tempos de recuperação que lhe estão associados.

A dinâmica carga-recuperação é uma das chaves da totalidade do processo de treino, o que significa que, tal como a carga de treino tem que ser adequada e ajustada individualmente, também a natureza e a duração dos períodos de recuperação deverá ser cuidadosamente pensada, de modo a tornar ótimo o rendimento do atleta em todas as circunstâncias.

O efeito de uma relação entre carga e recuperação poderá ser a acumulação de fadiga que se pode tornar, em certos casos, como um fenômeno crônico, ou seja, de natureza patológica.

A fadiga crônica provocada pelo treino, também chamada de sobretreino, estado que implica uma incapacidade de adaptação e superação por parte do atleta, com uma conseqüente diminuição da capacidade de desempenho em treino e competição e conseqüentes efeitos psicológicos de desmotivação e tendência para o abandono da modalidade, tem como principal razão uma deficiente gestão dos tempos de esforço e de recuperação, ou seja, um mau planejamento do treino.

Uma boa prática de treino engloba tempos de recuperação adequados: suficientemente longos para permitir ao organismo reorganizar-se, adaptando-se, mas não tão longos que provoquem o retorno do organismo em níveis de resposta anteriores.

O princípio da ótima relação entre o exercício e o repouso diz respeito á determinação do tempo de intervalo mais conveniente entre a aplicação de dois exercícios ou de duas sessões de treino. O tempo de recuperação entre a aplicação de duas cargas de treino é determinado pela mútua relação entre os processos de fadiga e o restabelecimento das capacidades funcionais do organismo.

Dependente da etapa de preparação, não será necessário exigir uma recuperação completa entre
cargas, pelo contrário, muitas vezes procurar-se-á a acumulação dos efeitos de treino e a manutenção do atleta em um estado de fadiga controlada.

No entanto, temos que nos assegurar que esse nível de fadiga nunca se torne excessivo nem se prolongue por demasiado tempo, senão corremos o risco de provocar a degradação das potencialidades do praticante, tendo o treino um efeito negativo e perdendo, assim, toda a eficácia. A aplicação de cargas em intervalos ótimos provoca a melhoria progressiva das potencialidades do atleta.


sexta-feira, 18 de julho de 2008

Cuidados com a baixa umidade relativa do ar


É de extrema importância a atenção para uma alimentação saudável na busca da manutenção da saúde e qualidade de vida, especialmente em situações de risco. Por isso orientaremos nossos leitores sobre os tipos de alimentos mais recomendados para esse período crítico de baixa umidade relativa do ar, clima seco com queimadas, sem previsão de chuvas e altas temperaturas.

Neste período, a principal preocupação é manter o organismo hidratado e confortável em relação aos processos digestivos, ou seja, para evitar a desidratação. Aconselha-se a ingestão de líquidos em abundância como: água, água de coco, sucos de frutas naturais e alimentos com alto teor de líquidos e baixa densidade calórica como a melancia, melão, laranja, entre outros.

A alimentação diária deve ser fracionada em pelo menos quatro refeições sempre composta de frutas, verduras e legumes, carne magra, arroz e feijão em pequenas quantidades, com diminuição de gorduras de origem animal, frituras e alta concentração de açúcares.

A desidratação é o principal problema causado nessa época do ano. Crianças e Idosos são os maiores prejudicados. É indicado a ingestão de no mínimo três a quatro litros de água diária. A ingestão de líquidos deve ser aumentada em um terço do que é sugerido como consumo diário dos adultos.

O líquido deve ser oferecido constantemente para as crianças, mas deve-se evitar o uso de refrigerantes porque essas bebidas não hidratam o corpo. Já os sucos, a água de coco ou a água natural devem ser usados sem qualquer restrição, pois a desidratação leva à sérios problemas renais, alertam os especialistas. É importante também a orientação para a diminuição da ingestão de bebidas alcoólicas e do consumo do tabagismo.


As atividades físicas regulares são essenciais para uma qualidade de vida e bom estado da saúde. Em locais com altas temperaturas, recomenda-se não praticar exercícios físicos em que o corpo fique expostos ao sol no período de 10 as 16 horas.

Deve-se atentar principalmente às crianças e aos idosos que são mais propensos a sofrer com o desconforto causado pela baixa umidade do ar, apresentando problemas de saúde por ter uma imunidade mais baixa em relação às outras pessoas.

Quando a umidade relativa do ar estiver abaixo de 15% também se recomenda não praticar nenhum tipo de atividade física.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Fenômeno genético pode criar 'geração de obesos', diz estudo

Cientistas americanos alertaram que a crise de obesidade enfrentada por vários países pode se agravar ainda mais por causa da influência de alterações químicas sobre genes ocorrida no útero de mães grávidas obesas.

Em outras palavras, o aumento na incidência de obesidade entre mães ameaça a saúde de gerações futuras, podendo resultar em uma epidemia de obesidade, disseram os cientistas.

Os pesquisadores constataram, em um estudo realizado com ratos, que mães obesas podem dar à luz filhos que se tornarão ainda mais gordos, resultando no aumento da obesidade através das gerações.

Os cientistas da Faculdade de Medicina Baylor, em Houston, no Estado americano do Texas, descobriram que não os genes em si, mas alterações químicas ocorridas no útero materno e que afetam a forma como os genes se expressam é que seriam responsáveis pelo fenômeno.

Os cientistas conseguiram, entretanto, cancelar o efeito das alterações nos ratos através de uma dieta.

Útero

Nossos genes por si só não explicam totalmente porque somos de um determinado jeito - porque algumas pessoas desenvolvem câncer ou mal de Alzheimer e outras se tornam obesas, por exemplo.

Os cientistas acreditam que as condições no útero podem desempenhar um papel importante sobre o desenvolvimento do feto e determinar sua saúde no futuro.

Nossos genes não podem ser mudados, mas há evidência de que o ambiente do útero pode mudar a forma como eles funcionam, como se expressam.

Especificamente, no útero podem ocorrer alterações químicas que controlam o nível em que determinados genes funcionam - fenômeno conhecido como epigenética.

Há fortes evidências de que o peso da mãe tem um impacto no futuro peso de seus filhos, mas as razões para isto não são totalmente compreendidas pelos cientistas.

Os pesquisadores usaram um tipo de rato que, se alimentado com uma dieta normal, tende a engordar.

Um grupo desses ratos foi alimentado com uma dieta normal e o outro teve uma alimentação fortificada com vitaminas e ácido fólico, formulada para alterar o processo epigenético "silenciando" genes.

Os ratos com uma dieta normal engordaram como era previsto e, gerações sucessivas ficaram progressivamente mais obesas.

Já na linhagem dos animais que receberam a dieta diferenciada não foi verificado um aumento de peso.

"Há uma epidemia de obesidade nos Estados Unidos e isto está sendo cada vez mais reconhecido como um fenômeno mundial", afirmou Robert A. Waterland, que liderou o estudo, publicado no International Journal of Obesity.

"Por que todo mundo está ficando mais e mais pesado? Uma hipótese é que a obesidade materna antes e durante a gestação afeta o estabelecimento de mecanismos reguladores do peso em seu bebê. A obesidade materna pode promover obesidade na geração seguinte", alertou o especialista.


Fonte:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/

sábado, 12 de julho de 2008

Fortaleça os ossos para evitar osteoporose

Osteoporose é uma doença que afeta principalmente mulheres na pós-menopausa. Os especialistas recomendam que os cuidados para afastar a ameaça do problema, como dieta rica em cálcio e exercícios físicos, deve ser postos em prática desde a juventude, quando a massa óssea está se desenvolvendo. A provisão é necessária porque a partir dos 35 anos, os ossos naturalmente perdem massa. Por isso atenuar a formação do osso nesse período permite desenvolver mais reservas para enfrentar as futuras perdas.

O problema geralmente não causa dor. Assim, os doentes só procuram o médico depois da primeira fratura. Um sinal de que a doença está em um estágio avançado. A osteoporose deixa os ossos como uma colméia que aos poucos tem suas paredes corroídas, tornado-se esburacadas, frágeis e quebradiças. Devido a complicações decorrentes de fraturas e provocadas pela imobilidade, estima-se que cerca de 12% dos pacientes morrem no primeiro ano após terem sofrido uma queda.

Mal também afeta os homens

Os homens também devem ficar atentos à saúde dos ossos, pois estão vulneráveis ao mal, que se desenvolve de forma semelhante, porém anos mais tarde. Dados do Ministério da Saúde indicam que um em cada oito homens no Brasil tem o problema depois dos 65 anos. Isso ocorre porque os hormônios masculinos, como a testosterona, que, entre outras coisas, barra o desgaste ósseo, tem suas taxas reduzidas como o avançar da idade, e não bruscamente como ocorre com as mulheres na menopausa. Fumo e álcool em excesso, também são culpados pela osteoporose masculina.

Entenda o intricado processo por trás da produção óssea e como a osteoporose lesa esse mecanismo
O osso sofre microlesões a todo o instante. Elas estimulam células chamadas de osteoblastos a secretarem uma substância o rank ligante, que transforma os pré-osteoclastos em osteoclastos, uma outra categoria celular.
Os osteoclastos produzem enzimas e outras moléculas que desgastam a matriz óssea liberando cálcio para a corrente sanguínea. É a reabsorção óssea.
A reabsorção leva os osteoblastos a expelirem a osteoprotegerina, uma substância que bloqueia o rank ligante. Isso desestimula o trabalho dos osteoclastos. Na mesma hora os osteoblastos começam a produzir proteínas, como colágeno, para preencher os buraquinhos detonados pelos osteoclastos.

As proteínas formadas em todo esse processo são ávidas pelo cálcio presente no sangue, o que facilita a precipitação dos cristais do mineral. Daí, o osso começa a se calcificar.


Prevenção


Fazer exercícios físicos regularmente. Atividades esportivas aeróbicas são as mais recomendadas.
Dieta com alimentos ricos em cálcio - como leite e derivados; verduras, como brócolis e repolho, camarão, salmão e ostra.

Fonte:

http://www.aace.com/

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Estar perto do disparo pode ajudar atleta em largadas de atletismo


Será que a posição do atleta em relação ao disparo da pistola no começo de uma corrida tem alguma importância? Talvez sim, afirma um novo estudo.

Pesquisadores que estudaram os resultados das Olimpíadas de 2004 afirmam que velocistas mais próximos à pistola largaram mais rapidamente, provavelmente porque escutaram o tiro mais alto do que os outros competidores.

O estudo, que aparece na edição de junho do "Medicine & Science in Sports & Exercise", sugere que os organizadores das Olimpíadas consideram estender o uso de armas “silenciosas”, que produzem um som atrás de cada atleta. O autor responsável pelo estudo é Alexander M. Brown, estudante da Universidade de Alberta, no Canadá.

Os pesquisadores observaram o tempo de reação dos velocistas na corrida de 100 metros rasos e 110 metros com obstáculos. Os competidores dessas provas ouvem “em seus lugares”, “preparar”, e um tiro de pistola pelos auto-falantes atrás de cada um deles. O estudo descobriu que corredores na primeira faixa, próximos à pistola que dá início à prova, reagiram mais rapidamente. As diferenças foram mínimas, mas ocorreram em competições onde alguns centésimos de segundos podem fazer a diferença.

Quando os pesquisadores mediram o tempo de reação de voluntários no laboratório, descobriram que quanto mais alto o som do disparo da pistola, mais rápido é o tempo de reação.

O estudo não sugeriu que os resultados das corridas foram afetados. Uma explicação, disse David F. Collins, professor de educação física da universidade, é que nas corridas finais os atletas que tiveram melhor desempenho em eliminatórias tendem a serem posicionados nas faixas centrais.

Fonte:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia

domingo, 6 de julho de 2008

Atividade física protege os homens contra o mal de Parkinson

Os homens que praticaram exercícios físicos intensos de forma regular na juventude têm menos chance de sofrer da doença de Parkinson quando comparados com os que não os praticaram.

Esse é o resultado de uma pesquisa realizada por especialistas da Universidade de Harvard, no Estados Unidos. O estudo acompanhou mais de 48 mil homens e mais de 77 mil mulheres, previamente saudáveis, desde 1968.

Para a coleta, os participantes completavam questionários sobre doenças existentes, hábitos de vida e atividades físicas e de lazer. Os questionários foram revistos a cada dois anos até o ano de 2000.

Nos questionários eram listadas atividades como caminhada, ciclismo, natação, corrida, tênis, squash, exercícios aeróbicos, além de anotações quanto ao número de lances de escada a pé diariamente.

Os homens com atividade física regular desde o início do estudo apresentaram uma diminuição do risco de sofrer de Parkinson de 50%. Praticar atividades físicas intensas regularmente trouxe o benefício de diminuir o risco em 60%.

As mulheres também apresentaram uma diminuição do risco de sofrer de Parkinson, porém essa diminuição não foi estatisticamente significativa. O mal de Parkinson é uma doença neurológica progressiva que atinge as pessoas geralmente após os cinqüenta anos e atinge cerca de1% da população mundial com mais de sessenta anos de idade.


Fonte:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia

sábado, 5 de julho de 2008

A importância da flexibilidade



O bom nível de flexibilidade varia de acordo com a necessidade de cada um, logo, a boa flexibilidade é aquela que permite ao indivíduo realizar os movimentos articulares, dentro da amplitude necessária durante a execução de suas atividades diárias, sem grandes dificuldades e lesões (BLANKE, 1997).

Conforme o American College of Sports Medicine (ACSM, 2003), de particular importância é a manutenção da flexibilidade na região lombossacra e nas regiões posteriores das coxas, pois a falta de flexibilidade nessas áreas pode estar associada com um maior risco para o surgimento de lombalgia crônica.

Posturas habituais e o fatigante trabalho cotidiano, dentro de amplitudes limitadas de movimento, levam a um encurtamento adaptativo dos músculos. Após alguns anos, a falta de flexibilidade tende a se tornar permanente e irreversível, especialmente à medida em que o desenvolvimento da osteoartrite provoca a calcificação dos tecidos próximos às articulações (RASCH e BURKE, 1977).

RIESTRA e FLIX (2003), comentam que não entendem a flexibilidade como uma finalidade em si mesma, abordando-a somente como um problema mecânico, mas sim como uma facilitadora de nossas relações sociais, profissionais e de nossas atividades desportivas, chegando, assim, a um estado de estabilização da saúde.


Fonte:

1. Blanke, D. – Flexibilidade in Mellion, M.- Segredos em Medicina Desportiva; Porto Alegre: Artmed, 1997.

2. Americam College of Sports Medicine – Diretrizes do ACSM para os testes de esforço e sua prescrição; 6ª edição, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

3. Rasch, P. e Burke, R. – Cinesiologia e Anatomia aplicada; 5ª edição, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1977.

4. Riestra, A I. e Flix, J. T. – 1004 Exercícios de Flexibilidade; 5ª edição, Porto Alegre: Artmed, 2003.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Cochilo neural - Aprendizado está relacionado com bom sono

Depois de muitas horas sem dormir, o cérebro parece se tornar incapaz de aprender e absorver - mas depois de várias horas de sono ele volta ao normal.
A maioria das pessoas já passou tal experiência. Mas só agora cientistas conseguiram esclarecer o fenômeno.

Pesquisadoras da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, afirmam que o sono tem um papel fundamental na capacidade do cérebro para reagir ao ambiente. Essa capacidade, conhecida como plasticidade, é central para o aprendizado.

No estudo, publicado na edição on-line da revista Nature Neuroscience, os cientistas utilizaram diversas técnicas para mostrar que as sinapses - conexões entre células nervosas cruciais para a plasticidade cerebral - eram mais fortes em roedores quando eles estavam acordados e mais fracas durante o sono.

A descoberta reforça a hipótese, defendida pelos autores da pesquisa, de que as pessoas dormem para que as sinapses possam diminuir e prepará-las para uma nova rodada de aprendizado e fortalecimento sináptico.

O cérebro humano gasta até 80% de sua energia com as sinapses, constantemente acrescentando e fortalecendo conexões em resposta a todos os tipos de estímulos, de acordo com a autora principal do estudo, Chiara Cirelli, professora associada de psiquiatria.

Como cada um dos milhões de neurônios no cérebro humano realiza milhares de sinapses, esse dispêndio de energia "é imenso e não pode ser mantido."

"Nós precisamos de um período de desligamento em que não fiquemos expostos ao ambiente para, assim, diminuirmos as sinapses", disse Chiara. "Acreditamos que é por isso que todos os organismos vivos dormem. Sem sono, o cérebro chega a um ponto de saturação que cobra seu preço da capacidade de aprendizado", disse.

Para testar a teoria, os pesquisadores realizaram estudos moleculares e eletrofisiológicos em ratos para avaliar a potenciação (fortalecimento) e a depressão (enfraquecimento) das sinapses, acompanhando os estados de sono e vigília.

Numa bateria de experimentos, eles avaliaram fatias do cérebro para medir o número de receptores específicos que se moveram para as sinapses. "Pesquisas recentes mostraram que, enquanto a atividade sináptica aumenta, mais desses receptores glutamatérgicos entram nas sinapses e as deixam maiores e mais fortes", explicou Chiara.

O grupo de Wisconsin ficou surpreso ao descobrir que ratos tinham um aumento de quase 50% dos receptores depois de um período em vigília, em comparação com ratos que haviam dormido.

Homeostase sináptica
Num segundo experimento molecular, os cientistas examinaram como vários dos receptores sofreram fosforilação - outro indicador de potenciação sináptica. Eles encontraram níveis de fosforilação muito mais altos durante a vígilia que durante o sono. Os resultados foram os mesmos quando foram medidas outras enzimas que normalmente estão ativas durante a potenciação sináptica.

Para fortalecer as conclusões, a equipe também realizou estudos em ratos vivos para avaliar sinais elétricos que refletem mudanças sinápticas em diferentes momentos. Esse teste, semelhante à eletroencefalografia, envolveu o estímulo de um lado do cérebro de cada rato com um eletrodo durante o sono e a vigília para medir a "resposta evocada" no lado oposto.

Os estudos novamente mostraram que, com os mesmos níveis de estímulo, as respostas foram mais fortes após um longo período de vigília e mais fracas após o sono, sugerindo que as sinapses devem ter se fortalecido.

"Em conjunto, essas mensurações corroboram satisfatoriamente a idéia de que os circuitos do nosso cérebro ficam progressivamente mais fortes quando estamos acordados e que o sono ajuda a recalibrá-los", disse a pesquisadora.

A teoria desenvolvida e defendida pelo grupo, conhecida como hipótese da homeostase sináptica, contradiz a visão de muitos cientistas sobre como o sono afeta o aprendizado. A noção mais popular autalmente, segundo Chiara, é que durante o sono as sinapses trabalham da mesma maneira, repassando toda a informação adquirida durante as horas anteriores ao sono, consolidando essa informação e ficando ainda mais fortes.

"É diferente do que achamos. Acreditamos que o aprendizado ocorre apenas quando se está acordado e a principal função do sono é manter nosso cérebro e todas as suas sinapses mais eficientes", disse a professora.

Publicado em: 21/01/2008



quarta-feira, 2 de julho de 2008

Princípios biológicos do treinamento físico (IV) - Heterocronismo

O heterocronismo manifesta-se pela diversidade da duração inerente ao processo de evolução dos diferentes componentes do desempenho, em função das transformações ocorridas no organismo, decorrentes da solicitação seletiva de órgãos e sistemas pelas cargas de treino (Verkhoshansky, 2002).

Existem capacidades que necessitam de um tempo longo de estimulação para que ocorra supercompensação, enquanto outras reagem num período de tempo relativamente curto.

Por exemplo, a resistência aeróbia exige, pelo menos, 20 a 40 dias de solicitação sistemática para atingir valores elevados, enquanto que algumas adaptações neuromusculares, como a força rápida, podem sofrer acréscimos importantes num período de tempo mais restrito.

Este fenômeno representado pelos tempos diferenciados exigidos por cada capacidade para que se atinjam níveis de adaptação importantes, é designado por heterocronismo das funções biológicas.

O seu conhecimento, pelo menos nos seus traços gerais, é fundamental para uma correta programação do treino, principalmente em nível da construção da semana de treino (o microciclo) como da concepção da distribuição das cargas de diferente natureza ao longo da etapa competitiva de modo a conseguir efeitos máximos e conjugados de adaptações que terão que estar presentes nos momento mais importante em termos competitivos, ou seja, nos chamados “picos de forma”.

Alguns exemplos que ilustram o heterocronismo das funções biológicas, dizem respeito ao tempo de compensação e restabelecimento de alguns processos metabólicos:
  • A fosfocreatina, composto energético muscular de utilização imediata e que permite a realização de trabalhos muito intensos e de curta duração, reconstitui-se parcialmente, mas numa percentagem elevada, no músculo até aos 30 minutos de recuperação.
  • O glicogênio muscular, fonte energética para todos os desempenhos de duraçãosuperior a alguns décimos de segundo até a uma duração de 1 hora, pode ter as suas reservas corporais reconstituídas apenas 2 a 4 horas após o esforço, embora para esforços de longa duração esse prazo possa prolongar-se até as 48 horas.
  • O metabolismo das proteínas, ou seja, dos componentes estruturais do músculo,entre outros, necessita de um período de 36 a 48 horas para restabelecer um equilíbrio médio.

O heterocronismo dos processos de recuperação e de supercompensação das várias capacidades e funções fisiológicas, surge também na velocidade com que as adaptações se perdem com a interrupção ou a diminuição da carga de treino, temática já referida no âmbito do princípio da reversibilidade.

Por outras palavras, a relação existente entre tempo de aquisição e tempo de regressão depende de capacidade para capacidade.

As aquisições técnicas são aquelas que parecem ser mais estáveis, podendo durar para toda a vida, independentemente do nível das capacidades físicas.

Por outro lado, pode-se considerar como uma regra geral que as capacidades mais facilmente treináveis, ou seja, aquelas cuja evolução é mais rápida em resposta aos estímulos de treino, são também as que se perdem e recuperam com maior facilidade.

Neste contexto, podemos afirmar que:

  • as cargas de grande volume e de pequena intensidade têm um efeito de treino mais prolongado;
  • as cargas de grande intensidade e de pequeno volume têm um efeito mais breve;
  • as aquisições que levam mais tempo a ser obtidas, mantêm-se durante mais tempo;
  • o decréscimo dos efeitos da adaptação da carga será tanto maior, quanto menos consolidados estiverem os níveis de adaptação.

Fonte:

Verkhoshansky, Y. (2002). Teoría y metodología del entrenamiento deportivo. Barcelona: Ed. Paidotribo.

Viru, A. (1996). Postexercise recovery period - carbohydrate and protein-metabolism. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, 6 (1): 2-14.

Wilmore, J.H. & Costill, D.L. (1994). Physiology of Sport and Exercise. Champaign: Human Kinetics.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Fatores emocionais têm influência em cardiopatias.

Projeto de pesquisa revela que 36,5% de 100 casos de cardiopatia atendidos entre março e setembro de 2007 na Enfermaria da Divisão de Cardiologia do Hospital são influenciados por fatores emocionais.

Esses dados são da pesquisa das psicólogas Fernanda Rizzi Bitondi e Giovana Bovo Facchini intitulado Caracterização Sócio-Demográfica e Psicológica de Pacientes na Enfermaria de Cardiologia do HCFMRP-USP e Avaliação Clínica do Efeito de Intervenção Psicológica.

A metodologia utilizada foi a avaliação de dados sobre hábitos de vida, antecedentes da doença, conhecimento dos fatores de risco e tratamento psicológicos e/ou psiquiátricos prévios, utilizando-se da aplicação do instrumento HAD (Hospital Anxiety and Depression Scale), para sintomas depressivos e ansiosos.

Fatores como estilo de vida, estresse no trabalho, dificuldades em casa e ocorrências de outras doenças, também foram relatados como fazendo parte dos fatores desencadeadores das doenças cardíacas.

O que podemos concluir é que levar uma vida sedentária, inadequada ao bem-estar, com diversos fatores que nos tiram do nosso equilíbrio emocional, além de nos trazer problemas no âmbito cardíaco, nos leva à outros vícios como por exemplo o comer, beber e fumar demasiadamente. Estes, certamente virão carregados de conseqüências difíceis de serem controladas, como a obesidade, os problemas pulmonares, hepáticos e etc.

Fonte:
www.saúdeemmovimento.com.br

sábado, 28 de junho de 2008

Exercícios ou "meios"- Cadeira Extensora


Na linguagem desportiva, o termo “meio” significa o que se utiliza, e o termo “método”, como se utiliza o meio no processo de obtenção do objetivo da preparação. Dessa forma o exercício físico representa o meio e o modo de sua utilização representa o método (Gomes, 2002).

Na qualidade de meio da preparação física, levarei em consideração os aparelhos especiais para o trabalho de força, comuns nas academias (musculação).

Os exercícios ou meios de força, com suas variações, são amplamente utilizados na terapêutica, prevenção ou preparação física desportiva, tal como é possível observar em determinados espaços profissionais em que tem sido empregado.

Sendo assim, pode-se supor que um dos problemas centrais na aplicação cotidiana desses exercícios, talvez resida na forma inadequada de operar sua sistematização individualizada para obtenção dos efeitos morfofuncionais desejados.

Apresentarei aqui no Álvaro Rosa - Condicionamento Físico e performance, a descrição de uma série de exercícios básicos, no tocante a forma de execução, fases do movimento, músculos envolvidos, velocidade de execução e outras observações que achamos pertinentes para maximizar o conteúdo dos profissionais que o utilizam e minimizar os acidentes, agudos e crônicos, causados por uma má execução.

O interesse disso é gerar discussão, científica e prática, entre nós profissionais e a consolidação do conhecimento.

Para abrir essa série de descrições de meios, iniciarei com o exercício abaixo:


Nome do aparelho: Cadeira Extensora (movimento completo bilateral)


Posição inicial: Sentado, com o “arco dos pés” ou dorso apoiados no implemento do aparelho, joelhos flexionados aproximadamente 90º (determinado pelo aparelho) e tronco totalmente apoiado no encosto. As coxas deverão estar apoiadas no acento até a articulação do joelho. Os braços estarão no prolongamento do corpo, junto ao tronco e mãos apoiadas no apoio.

Movimento: Partindo da posição inicial, o movimento começará com o executante fazendo a extensão máxima (180º) das duas pernas simultaneamente (fase de superação). A volta à posição inicial, de uma maneira lenta e controlada é chamada de fase cedente do movimento.

Músculos envolvidos: Quadríceps femoral, constituído do reto femoral, vasto lateral, vasto medial e vasto intermédio. Estudos demonstram que entre 120 e 165 graus de extensão do joelho foi registrado a maior força e os músculos vastos medial e lateral apresentaram maiores potenciais de ação com 150 graus de extensão (Eloranta 1989)

Tipo de respiração: Recomenda-se para este exercício a respiração “passiva” com expiração na fase de superação e inspiração na fase cedente.

Velocidade de execução: Recomenda-se uma velocidade moderada onde o movimento seja conduzido e não lançado (chutar). Isso dependerá muito dos objetivos e da fase de treinamento.

Erros comuns: Projetar o tronco à frente na fase de superação, velocidade e controle de movimento fora do padrão, elevar o quadril na fase de superação, respiração descontrolada ou apnéia respiratória, movimento muito brusco ou “chutar”, entre outros.

Auxílio do professor: O treinador deverá demonstrar a execução do movimento, utilizando-se do auxílio visual (demonstrativo), auxílio verbal para salientar a velocidade e o controle do mesmo.

Algumas possíveis variações:
Movimento completo bilateral, Movimento completo unilateral, Movimento Curto e Lento (M.C.L.) bilateral (últimos 15 a 20 graus de extensão, M.C.L. bilateral com rotação externa, M.C.L. bilateral com rotação interna, M.C.L. unilateral, M.C.L. unilateral com rotação externa, M.C.L. unilateral com rotação interna.


Referências:

Gomes, A.C. Treinamento desportivo: estruturação e periodização. Porto Alegre: Artimed, 2002
Eloranta, V. Coordination of the thigth muscle in static leg extention. Eletromyog Clin Neurophysiol, v. 29, p227-33, 1989.

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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Diabetes não tratado pode causar infertilidade.

O diabetes não tratado desregula o controle hormonal da reprodução masculina e afeta o sistema nervoso autônomo, podendo levar a uma disfunção sexual e, conseqüentemente, à infertilidade. Segundo uma pesquisa realizada na Queen University, de Belfast (Irlanda do Norte), além da quantidade de sêmen produzido por diabéticos ser menor, a doença danifica o material genético do esperma.

Uma pesquisa feita em ratos machos, descreve os mecanismos de ação que levam à associação da infertilidade com o quadro diabético, é o que relata o biólogo Davi Abeid Pontes, em sua dissertação de mestrado apresentada no Instituto de Biologia (IB).

Pontes destaca que os estudos sobre a relação entre o diabetes e a infertilidade não relacionavam os fatores hormonais, de ejaculação e problemas nos testículos e outros órgãos reprodutores, interligados entre si.

Enquanto alguns estudos experimentais apontavam para um determinado fator, outros privilegiavam os distúrbios hormonais. Neste sentido, a pesquisa abre pistas para várias investigações futuras das ligações entre os mecanismos. Essas pistas poderiam gerar, inclusive, propostas de terapêuticas para infertilidade oriunda de doenças como o diabetes e também àquelas relacionadas a distúrbios metabólicos.

O principal achado da pesquisa financiada pela Fapesp será publicado em revista científica e refere-se ao sintoma da degeneração gradual do sistema nervoso autônomo que ocorre com a insuficiência da insulina.

Segundo Davi Pontes, este processo estaria ligado diretamente ao controle da ejaculação. A "ejaculação retrógrada" - ocorre quando o homem, em vez de ejacular para fora, lança o material seminal para dentro da bexiga devido a um distúrbio neurovascular. O tratamento para este caso age na correção do funcionamento do "colo vesical" (saída da bexiga para a uretra), diz Renato Fraietta, médico-assistente do setor de reprodução da Unifesp.

Os testes feitos em dois grupos de animais, um considerado como controle e outro, contaminado com a doença, demonstraram a dificuldade dos ratos doentes na ejaculação. "Quando cruzamos os machos e fêmeas, fizemos as contagens de espermatozóides.

No grupo controle, o volume estava normal, enquanto que nas fêmeas que cruzaram com os ratos diabéticos não constatamos nenhum espermatozóide. Isto significa que os machos não conseguiram ejacular", argumenta.

Pela pesquisa, realizada na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), em Botucatu, o biólogo observou ainda que a reposição de testosterona- tratamento indicado em outros casos de infertilidade - não modificou o quadro de desregulação do sistema hormonal que controla a reprodução.

Como o diabetes promove a diminuição da produção de testosterona, a idéia era que, ao proceder a reposição, haveria uma recuperação deste quadro hormonal, o que não ocorreu. Pelo contrário, em alguns casos, até piorou a condição do animal.

Por outro lado, Pontes observou que a reposição exógena de hormônio melhorou o peso da próstata e da vesícula seminal, órgãos do sistema genitor masculino também degenerados no desenvolvimento do diabetes.

Logo, chamo a atenção para os diabéticos buscarem o controle da glicemia, para que não chegue à um caso clínico grave que não possa ser revertido.

Fonte: Jornal da Unicamp - Publicado em 20/03/2008.
Folha de São Paulo - Cotidiano - Diabetes pode influenciar na fertilidade dos homens. Publicado em 6/5/2007.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Princípios biológicos do treinamento físico (III) - Reversibilidade

O organismo humano, apesar de níveis elevados de redundância, próprios de todos os seres vivos, apresenta um grau elevado de eficiência e economia.

O ferro e os constituintes proteicos dos milhões de células sanguíneas que colapsam diariamente são quase completamente reutilizados para a montagem de novas células.

As proteínas que se tornam desnecessárias deixam de ser sintetizadas, assim como a sua retenção.

A consequência do dinamismo das estruturas orgânicas para o atleta é a rápida reversibilidade das adaptações de treino uma vez interrompida a atividade sistemática de preparação.

O músculo esquelético hipertrofia como resposta a uma determinada atividade regular e contínua e atrofia quando o treino para.

Do mesmo modo, os ganhos em mobilidade articular, obtidos e mantidos ao longo de vários meses de treino regular de flexibilidade perdem-se com a interrupção dos respectivos exercícios.

Todas as alterações do organismo conseguidas através do treino têm uma duração definida. Isto significa que são transitórias e necessitam de um trabalho contínuo de solicitação para se manterem.

É claro que há adaptações mais duradouras que outras, como veremos á seguir. Acontece, também, que muitas das adaptações de treino, principalmente aquelas provenientes dos efeitos acumulados da carga, que implicam alterações estruturais no organismo, têm um certo grau de permanência e, mesmo após períodos relativamente prolongados de “destreino”, não retornam exatamente para nível inicial.

No entanto, níveis elevados de capacidade de desempenho necessitam de uma solicitação contínua dos seus fatores determinantes sob pena de ocorrer perda de uma ou mais capacidades com consequente diminuição da forma desportiva, ou seja, da capacidade de realizar boas marcas em competição.

O princípio da reversibilidade do treino declara que, do mesmo modo que a atividade física regular resulta em adaptações fisiológicas determinadas que permitem melhores desempenhos desportivos, assim interromper ou reduzir de um modo importante o nível de treino leva a uma reversão parcial ou completa destas adaptações, comprometendo a capacidade de desempenho anteriormente mostrada.

Durante um período de interrupção da atividade em atletas bem treinados observam-se alguns efeitos no desempenho, designados por “destreino”, e que constituem processos de reversão das adaptações orgânicas provocadas pelo exercício sistemático. Os efeitos mais óbvios são a rápida redução do VO2max, do desempenho aeróbio e do limiar anaeróbio.

Isto poderá estar dependente da dinâmica das alterações na atividade enzimática e no volume sistólico (Coyle et al., 1984).

Um decréscimo de 12% no volume sistólico pode ocorrer após 2 a 4 semanas de destreino, sendo acompanhado por um decréscimo da atividade das enzimas oxidativas mitocondriais SDH e oxidase citocromica (Wilmore & Costill, 1999).

Em atletas de elite, a densidade capilar mantém-se elevada durante mais tempo, até por volta de 12 semanas, e a densidade mitocondrial só estabiliza na 8ª semana de destreino, mantendo-se, no entanto, acima dos valores pré-treino.

Assim, após 2 meses de interrupção, os atletas de fundo perderão grande parte mas não a totalidade das suas adaptações funcionais.

A perda das adaptações anaeróbias é mais lenta. No que diz respeito às enzimas chave do processo glicolítico, foram registradas diferenças mínimas da sua atividade mesmo após quase 3 meses de destreino.

Isso não significa que o desempenho não sofra quebras significativas, pois este depende de muitas outras variáveis (Mujika & Padilla, 2000).

É provável que muitos atletas consigam manter o fundamental das suas adaptações aeróbias durante um período longo de tempo apesar de uma redução significativa da carga de treino.

Para que isso aconteça, será conveniente manter alguma estabilidade ao nível da intensidade, reduzindo-a não mais de 20%, preservar uma frequência de treinos semanais ainda importante (não reduzir mais de 30%, ou seja, repousar 2 a 3 dias por semana em vez de um) e, deste modo, reduzir significativamente o volume, até 70-80% do que o atleta vinha fazendo no período imediatamente anterior.

Referências:
Verkhoshansky, Y. (2002). Teoría e metodología do trenamento desportivo. Barcelona: Ed. Paidotribo.

Mujika, I., & Padilla, S. (2000). Detraining: loss of training-induced physiological and performance adaptations. Part I: short term insufficient training stimulus. Sports Med.,30(2): 79-87

Coyle, E.F., Martin III,W.H., Bloomfield, S.A., Lowry, O.H., & Holloszy, J.O. (1984). Time course of loss of adaptations after stopping prolonged intense endurance training. J. Appl. Physiol., 57(6): 1857-1864.

domingo, 22 de junho de 2008

Bombados

Em um estudo realizado com grande parcela de 'bombados' nos Estados Unidos, foi constatado que 25% deles sofriam de algum tipo de transtorno de humor, que podiam variar de simples manias, a transtornos obsessivos compulsivos e até depressão profunda. O uso indiscriminado tem correlação com atos agressivos, segundo o estudo, que pode até levar a pessoa a cometer crimes.

Segundo o psicólogo brasiliense Felipe Simões, os efeitos da bomba não são sempre de ordem fisiológica, com alterações químicas no cérebro da pessoa. Apenas o uso exagerado do anabolizante já pode levar a patologias de ordem psicológica, como irritabilidade, raiva , ciúme patológico e sentimentos de invencibilidade.

O psicólogo cita ainda a pouca tolerância à frustrações, especialmente, no caso dos jovens e um provável mau desempenho no sexo devido à queda da libido.

Entre no link abaixo para acessar o artigo Efeitos Psicológicos do Abuso de Anabolizantes, publicado em 2005 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

http://www.cienciasecognicao.org/artigos/v05/m12548.htm

sábado, 21 de junho de 2008

Modelos têm excesso de gordura e são sedentárias, diz estudo do HCor

Modelos se alimentam mal, são sedentárias e, ainda por cima, têm excesso de gordura corporal. Os dados vêm de uma pesquisa do Hospital do Coração de São Paulo, o HCor, com 26 modelos com idades entre 14 e 24 anos que estão desfilando na São Paulo Fashion Week.

O estudo --divulgado ontem durante um café da manhã em que elas aprenderam a comer corretamente-- aponta que a alimentação das jovens é deficiente. Elas consomem, por exemplo, 11 miligramas de ferro diárias, quando o ideal são 18 miligramas, e apenas metade do potássio recomendado por dia, que é de 3,4 gramas.

Os pratos também têm excesso de proteínas: 19% do total calórico, quando o consumo recomendado é de 15%. "As modelos consomem muita proteína e poucas frutas. Por isso, são desnutridas e têm graves problemas intestinais e metabólicos, além de fraquezas e cansaço crônico", afirma o cardiologista e nutrólogo do HCor Daniel Magnoni.

O estudo aponta que apenas 30% das modelos avaliadas fazem exercícios físicos regularmente. "As que não praticam atividade física têm um gasto metabólico menor, além de se alimentarem menos para não engordar", diz Magnoni.

A modelo Marina, 15, se inclui neste grupo. Vida corrida, ela diz que só corre na esteira "quando dá". Também se alimentava mal. "Era uma bagunça, tomava café da manhã e não almoçava, não comia frutas. Agora estou procurando comer de três em três horas e evitar as porcarias [chocolates]", diz ela, 1,68 m e 52 quilos.

Um dado curioso é que metade das meninas pesquisadas tem gordura corporal superior a 20% do total do peso, quando o ideal é que essa taxa varie de 11% a 20%. E todas elas informaram aos médicos peso de menos e altura demais -em média, foram dois quilos a menos e dois centímetros a mais.


Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u414361.shtml

Comer mais no café da manhã ajuda a emagrecer, diz estudo

O café da manhã pode ser realmente a principal refeição do dia para aqueles que estão tentando perder peso, segundo um estudo apresentado nesta semana no encontro anual da Sociedade de Endocrinologia, em San Francisco.

O estudo, conduzido por uma pesquisadora do Hospital de Clínicas de Caracas, na Venezuela, em parceria com a Universidade Virginia Commonwealth, nos Estados Unidos, demonstrou que mulheres obesas que comeram metade de suas calorias diárias logo de manhã por vários meses acabaram emagrecendo mais do que aquelas que comeram menos no café da manhã.

A pesquisadora Daniela Jakubowicz, do Hospital de Clínicas de Caracas, disse aos presentes no encontro de San Francisco que comer pouco no café da manhã pode fazer com que a pessoa sinta necessidade de comer mais durante o dia.

Em um estudo com 94 mulheres obesas e pouco ativas, Jakubowicz comparou os resultados alcançados com uma dieta que incluía café da manhã reforçado com os verificados em uma dieta pobre em carboidratos.

A dieta pobre em carboidratos continha 1.085 calorias por dia - a maioria vinda de proteínas e gorduras. Nessa dieta, o café da manhã era a menor refeição do dia - 290 calorias, com apenas sete gramas de carboidratos.

Já a dieta com o café da manhã reforçado tinha mais calorias - 1.240 - com uma proporção menor de gordura e maior de carboidratos e proteínas. Nessa dieta, o café da manhã tinha 610 calorias, enquanto o almoço tinha 395 e o jantar, 235.

Quatro meses depois, as que estavam na dieta baixa em carboidratos pareciam estar perdendo mais peso do que as outras.

No entanto, oito meses depois, no final do estudo, a situação se reverteu, com aquelas na dieta baixa em carboidrato voltando a engordar, enquanto as que comiam a dieta com um café da manhã reforçado continuavam a perder peso.

Ao final, as que comeram a dieta com um café da manhã rico perderam 21,3% de seu peso, enquanto as outras, apenas 4,5%.

Mais saudável ou mais interessante?

De acordo com Jakubowicz, um café da manhã mais rico é mais eficiente em ajudar a perder peso, porque faz com que as pessoas se sintam mais satisfeitas e saudáveis durante o dia, já que inclui mais fibras e frutas.

Alex Johnstone, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Rowett, em Aberdeen, disse que outros estudos têm mostrado que dietas baixas em carboidrato podem ser uma "boa ferramenta" para reduzir o peso rapidamente, mas não servem "para a vida toda".

Para ela, o fato de as mulheres nessa dieta terem voltado a engordar na pesquisa pode ser explicado pela monotonia do regime.

"Pode ser que seja simplesmente mais fácil para pessoas que comem uma dieta rica em carboidratos seguir o regime por mais tempo", ela afirmou.

Já uma porta-voz da Fundação Britânica de Nutrição disse que há evidências de que um bom café da manhã pode ajudar quem quer perder peso.

"Isso é provavelmente porque quando não comemos um bom café da manhã temos mais chances de ficar com fome antes do almoço e comer alimentos açucarados e gordurosos, como biscoitos ou bolos", ela disse.


Fonte:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/06/080618_cafeobesida

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Músculos envolvidos durante a pedalada

Pesquisas em biomecânica visando à otimização do desempenho de ciclistas tem sido o objetivo de vários pesquisadores nos últimos anos.

Além do estudo das forças envolvidas na pedalada, podem ser analisados os padrões de ativação muscular por meio da eletromiografia (EMG) e, desta forma, compreender qual a contribuição de cada músculo envolvido no movimento da pedalada, bem como as alterações decorrentes dos diferentes ajustes adotados pelo ciclista.

A eletromiografia de superfície (EMG) fornece informações sobre o padrão de ativação muscular e sobre como o sistema nervoso central controla o movimento.

Essa técnica tem sido amplamente utilizada para estudar a atividade muscular e a coordenação neuromuscular no ciclismo.

Comumente, no estudo da pedalada, os padrões de atividade muscular são descritos em relação ao ângulo do pé-de-vela, no qual, em geral, a maior ativação dos músculos ocorre durante a fase propulsiva (0 – 180°), quando grande parte da energia necessária para pedalar é transferida para o pé-de-vela.

Os músculos monoarticulares extensores das articulações do quadril, do joelho e do tornozelo (gluteus maximus - GM, soleus - SOL, vastus lateralis - VL e vastus medialis - VM) apresentam uma grande ativação durante a fase de propulsão; e o tibialis anterior (TA), durante a fase de recuperação da pedalada (180 – 360°).

Já os músculos do grupo posterior da coxa apresentam maior atividade entre 90 e 135° do ciclo da pedalada; enquanto que o rectus femoris (RF) apresenta ativação tanto na fase de propulsão, como um extensor do joelho, como na fase de recuperação, agindo como flexor do quadril.

Segundo alguns estudos o GM e o biceps femoris (BF) atuam no torque extensor do quadril entre 0 e 180° do ciclo da pedalada; o RF, o VM e o VL parecem ter maior atuação no torque extensor do joelho entre 0 e 75°; e o semimembranaceus (SM), o BF, o gastrocnemius medialis (GAM) e o gastrocnemius lateralis (GAL) parecem desempenhar uma importante função no torque flexor do joelho, observado a 180° do ciclo da pedalada.

Os padrões de atividade muscular durante a pedalada dependem dos diferentes ajustes da bicicleta (altura do selim, tamanho do pé-de-vela, tamanho do quadro, etc.), da posição adotada pelo ciclista, da relação de marchas e da técnica da pedalada.

A carga de trabalho e a cadência da pedalada também têm influência direta na atividade muscular.

Entre os ajustes de posicionamento freqüentemente realizados pelos ciclistas, que podem alterar o padrão de ativação muscular, está a regulagem da altura do selim.

As alterações na ativação elétrica ocorrem em detrimento da mudança do ângulo ótimo de produção de força dos músculos envolvidos no movimento da pedalada.

Até o momento, os estudos realizados com EMG em diferentes alturas do selim têm demonstrado resultados variados. Algumas pesquisas apontam um aumento na ativação muscular em função da diminuição da altura do selim, especialmente para os músculos isquiotibiais e quadríceps.

No entanto, estudos apontam uma maior ativação elétrica dos músculos GM, SM, SOL e GAM com o aumento da altura do selim; enquanto outros,com os resultados da EMG apontam uma menor ativação ao pedalar-se com selim em uma posição mais elevada para os mesmos músculos.

A necessidade de se estudar a ativação muscular ao variar-se a posição do ciclista na bicicleta tem uma importância fundamental no momento da escolha do tamanho do quadro da bicicleta, do tamanho do pé-de-vela a ser adotado, da regulagem da altura do selim, do tamanho do avanço e dos demais ajustes do complexo ciclista-bicicleta.

Todas essas alterações afetarão diretamente o desempenho do atleta; no entanto, essa é uma questão difícil de ser generalizada, e talvez existam ajustes relativamente pequenos que podem exercer grande influência nas questões levantadas acima, de maneira distinta para diferentes ciclistas.

Portanto, investigar essa questão de forma individualizada torna-se essencial em se tratando de ciclistas de alto nível.

Fontes:

Diefenthaeler F, Bini RR, Nabinger E, Laitano OL Carpes, FP, Guimarães ACS, et al. Proposta metodológica para a avaliação da técnica da pedalada de ciclistas: estudo de caso. Rev Bras Med Esporte 2007; in press.

Ervilha RM, Amadio AC, Duarte M. Estudo sobre procedimentos de normalização da intensidade do sinal eletromiográfico durante o movimento humano. Anais do VII Congresso Brasileiro de Biomecânica. Campinas: UNICAMP; 1997. p.169-174.

Carmo, J. Análise eletromiográfica da atual posição de ciclismo. Anais do IV Congresso Brasileiro de Biomecânica. São Paulo: USP; 1992. p.172-178.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Prescrição de exercício físico para indivíduos que fazem uso de betabloqueadores

Considerando-se o fato de os betabloqueadores serem bastante utilizados para o tratamento de diversas cardiopatias, a prescrição do exercício físico para os usuários desses medicamentos deve ser feita sempre com muita cautela.

Como a prescrição da intensidade do exercício físico utilizada em programas de prevenção e reabilitação cardíacas baseia-se principalmente na freqüência cardíaca como indicador de intensidade de esforço, deve-se ter maior cuidado com usuários de betabloqueadores, pois estes atuam diretamente na freqüência cardíaca(1, 2), reduzindo-a, ou seja, a freqüência cardíaca máxima em um teste ergométrico e a freqüência cardíaca de repouso de usuários de betabloqueadores estão sempre diminuídas.

Além disso, a competência cronotrópica durante o exercício físico também está diminuída.

Assim, para não haver erro na prescrição do exercício físico para esses indivíduos, é importante que seja realizado teste de esforço sob o uso de betabloqueadores, para que o médico possa avaliar o comportamento das variáveis cardiovasculares durante o esforço e, posteriormente, o professor de educação física possa prescrever adequadamente a intensidade de exercício a ser realizado e a faixa de freqüência cardíaca a ser controlada nas sessões de condicionamento físico.

Dessa forma, o comportamento da freqüência cardíaca durante o treinamento físico será equivalente ao do teste de esforço.

O efeito que o medicamento exerce sobre a freqüência cardíaca durante o teste de esforço, modulando seu aumento, será reproduzido quando o indivíduo estiver se exercitando, fazendo com que, dessa forma, a prescrição esteja adequada.

Depois de obtidos os valores da freqüência cardíaca em repouso e no exercício físico máximo dos usuários de betabloqueadores, a prescrição de treinamento físico pela freqüência cardíaca se dá como citado no texto de 11 de junho de 2008 –Prescrição do exercício físico pela freqüência cardíaca -, ou seja, pela porcentagem da freqüência cardíaca máxima ou reserva (Ver tabela abaixo).

Vale a pena ressaltar que, em portadores de doença cardiovascular, mesmo com bom condicionamento físico, a prescrição de exercício físico deve ser equivalente à de um indivíduo de mesma idade sedentário saudável, ou seja, a intensidade não deve ultrapassar 50% a 70% da freqüência cardíaca de reserva.

Tabela 1. Exemplos de betabloqueadores utilizados na clínica e suas ações.

1ª Geração
Medicamento: Propranolol
Ação: Betabloqueador não-seletivo.

2ª Geração

Medicamento: Bisoprolol, Metoprolol
Ação: Betabloqueadores seletivos para receptores adrenérgicos do subtipo β1.

3ª Geração

Medicamento: Carvedilol, Bucindolol
Ação: Betabloqueadores não-seletivos e com ação vasodilatadora (bloqueio dos receptores α1-adrenérgicos).


É importante salientar o trabalho multidisciplinar nos testes de esforço, em que estão presentes o médico, detectando possíveis anormalidades, o professor de educação física, efetuando a prescrição do exercício físico baseado nos parâmetros obtidos no teste, além de outros profissionais da saúde.

Esses profissionais, trabalhando de forma conjunta, auxiliarão tanto na prevenção como no tratamento das doenças cardiovasculares.

Fonte:

1. Gordon MF, Dunkan JJ. Effect of beta-blockers on exercise physiology: complications for exercise training. Med Sci Sports Exerc. 1991;23:668-76.

2. Wilmore JH, Freund BJ, Joyner MJ, et al. Acute response to submaximal and maximal exercise consequent to beta-adrenergic blockade: implications for the prescription of exercise. Am J Cardiol. 1985;55:135D- 141D.

domingo, 15 de junho de 2008

Entenda os rótulos dos adoçantes

"Anvisa restringiu uso de sacarina e ciclamato devido à presença de sódio. De acordo com a Anvisa, o sódio é inserido nas fórmulas de adoçantes para realçar o sabor dos alimentos. Com isso, o consumo em grandes quantidades seria prejudicial à saúde, principalmente aos hipertensos. A sacarina é proibida no Canadá e o ciclamato nos Estados Unidos"

"A agência autorizou o uso no País dos edulcorantes taumatina, eritritol (ambos adoçantes naturais) e o neotame (adoçante químico artificial) em alimentos. As três novas substâncias juntam-se a outros tipos de adoçantes já utilizados no Brasil, como o aspartame, sucralose (ambos químicos artificiais), frutose e stévia (estes naturais)".

A redução da quantidade máxima de uso de sacarina e ciclamato em alimentos e bebidas do tipo diet e light, determinada recentemente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é um indicativo de que o governo pode estar seguindo regras de outros países com relação ao consumo desses adoçantes químicos artificiais. A sacarina, por exemplo, é proibida no Canadá, e o ciclamato, nos Estados Unidos.

Uma das principais razões que levou à adoção dessa medida pelo órgão foi a alta presença de sódio em ambos os edulcorantes. A substância é condenada pela OMS (Organização Mundial de Saúde). De acordo com a Anvisa, o sódio é inserido nas fórmulas desses adoçantes para realçar o sabor dos alimentos. Com isso, o consumo em grandes quantidades seria prejudicial à saúde, principalmente aos hipertensos.

Adoçantes

Na esteira da restrição de uso da sacarina e do ciclamato, a agência autorizou o uso no País dos edulcorantes taumatina, eritritol (ambos adoçantes naturais) e o neotame (adoçante químico artificial) em alimentos. As três novas substâncias juntam-se a outros tipos de adoçantes já utilizados no Brasil, como o aspartame, sucralose (ambos químicos artificiais), frutose e stévia (estes naturais).

Essa gama de adoçantes no mercado brasileiro é mais uma prova do aumento do consumo no País de produtos mais saudáveis alojados na categoria diet e light - calcula-se em 10% o crescimento anual do consumo de alimentos e bebidas nessa classe de itens.

De fato, a população tem-se preocupado mais, nas últimas décadas, com os alimentos que consome, embora isso não signifique que a grande maioria das pessoas esteja com o peso corporal adequado. Pelo contrário, cresce o número de obesos.

A grande verdade é que, embora preocupadas com o que estão ingerindo, as pessoas também estão mais sedentárias - o que acarreta inevitável ganho de peso. Porém, isso não invalida a preocupação em escolher produtos que contenham edulcorantes.

O adoçante é uma realidade para se ter uma vida mais saudável. E no conjunto de adoçantes disponíveis no mercado, aqueles essencialmente naturais tornam-se ainda mais adequados na busca de melhor qualidade de vida. É o caso da stévia. Na década de 80, o Brasil desenvolveu bastante a extração do poder desta planta, um adoçante natural, fazendo com que ela conquistasse mercado entre os edulcorantes e passasse a ser até exportado para outros países.

Neste universo crescente de adoçantes dietéticos, começa a ser relevante distinguir aqueles que podem ser mais completos à sua saúde. As diferenças estão cada vez mais visíveis.

Fonte: Helena Meneguetti Hizo, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento de um empresa que produz adoçantes
http://www1.uol.com.br/vyaestelar/adocantes01.htm

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Segredo contra hipertensão pode ser manter a cuca fresca

Pesquisadores acompanharam cinco mil pessoas desde 1985.
Os que eram mais estressados foram os que desenvolveram hipertensão.


Hipertensão e stress? O segredo pode estar em se manter a cuca fresca.

Alguns fatores que determinam se um indivíduo será ou não hipertenso, já são conhecidos: sexo, idade, raça, obesidade e sedentarismo são bons exemplos.

Mas será que existe um fator que possa predizer o aparecimento da doença desde a juventude, independente dos já citados?

Na busca desse marcador uma equipe de pesquisadores da Universidade de Pittsburgh vem acompanhando desde 1985 um grupo de mais de cinco mil pessoas.

Em 1987, três quartos dos participantes apresentavam níveis normais de pressão arterial, tinham entre 18 e 30 anos de idade e foram submetidos a testes que avaliavam as alterações da pressão arterial quando submetidos a stress.Os resultados foram registrados e arquivados.

Treze anos após, do grupo estudado mais de trezentos participantes haviam desenvolvido hipertensão.

Os participantes que haviam apresentado maiores variações da pressão arterial ao stress, estavam entre os que desenvolveram hipertensão mais tarde.

A influência do stress no aparecimento e manutenção da hipertensão arterial já é reconhecida pelos médicos e as práticas redutoras de stress ajudam efetivamente no tratamento da pressão alta.

O que está se propondo é que talvez uma resposta hipertensiva precoce ao stress seja um preditor do seu aparecimento no decorrer da vida.

De uma forma ou de outra, procurar manter um estilo de vida mais calmo diante das dificuldades do dia a dia pode ajudar a prevenir o surgimento da pressão alta.

Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL591893-5603,00.html

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Princípios biológicos do treinamento físico (II) Especificidade

Princípio da Especificidade

A natureza da carga associada a um determinado exercício condiciona os sistemas solicitados, a tipologia de recrutamento muscular e a resposta neuroendócrina envolvida.

O núcleo central da resposta do organismo a uma carga de treino passa por 4 níveis básicos (Viru, 1996): a estrutura muscular utilizada, a resposta hormonal específica, a ativação seletiva de órgãos e sistemas e o controle (direto ou indireto) do movimento por parte do sistema nervoso central.

Um exercício de treino tem sempre um impacto definido no organismo do atleta, que depende das suas características no que diz respeito à sua estrutura (movimentos utilizados) e os componentes da carga que lhe estão associados (volume e intensidade, fundamentalmente).

A partir do momento em que o treino desportivo passou a ser considerado como um sistema de implicação global integrando muitos e variados elementos de uma forma estruturada e progredindo para objetivos claramente enunciados, a orientação que a ele preside passou a constituir-se a partir da preocupação da adequação dos exercícios ao sistema energético e ao gesto desportivo utilizados no desempenho competitivo.

O princípio da especificidade é aquele que impõe, como ponto essencial que o treino deve ser concebido a partir dos requisitos próprios do desempenho desportivo em termos de qualidade física interveniente, sistema energético preponderante, segmentos corporais e coordenação motora utilizados.

Este princípio refletir-se-á em duas amplas categorias de fundamentos fisiológicos: os aspectos metabólicos e os aspectos neuromusculares.

De acordo com o princípio da especificidade, as adaptações decorrem das características espaço-temporais do movimento realizado, ou seja, dos grupos musculares mobilizados e dos ângulos articulares utilizados, mas também da intensidade do exercício com a solicitação metabólica que lhe é inerente.

Daqui decorre, naturalmente, que um exercício para o desenvolvimento da força terá uma estrutura diferente de um exercício para a estimulação da velocidade máxima.

A estrutura do movimento utilizado num exercício determina, então, sobre que músculos incidirá o estímulo de treino, em que grau de importância e qual o tipo de recrutamento dos vários tipos de fibras musculares (desempenho neuromuscular).

Em grande parte das disciplinas desportivas, o treino da força muscular é parte integrante dos programas de treino, com o intuito de contribuir para a evolução do desempenho competitivo.

Para que o aumento da força tenha um impacto real no desempenho, no entanto, teremos que assegurar que, pelo menos, parte desses exercícios aproximem-se das condições próprias de execução do ponto de vista muscular e energético.

Só assim poderemos assegurar, para a totalidade do programa de preparação, níveis elevados de transferência das adaptações metabólicas e neuromusculares conseguidas para a eficácia do gesto técnico usado na competição.

Esta será uma preocupação constante de todos os treinadores em qualquer modalidade desportiva.

Dominar o princípio da especificidade na construção de exercícios de treino significa adequar a estrutura e os componentes da carga aos objetivos definidos para esse mesmo exercício.

Neste sentido, é necessário trabalhar com zonas de intensidade bem definidas, estimulando adequadamente os vários sistemas energéticos, as capacidades do atleta que se pretendem desenvolver – a força, a velocidade, a resistência ou a flexibilidade, nas suas várias subdivisões – ou, e outro nível, a técnica e a preparação tática para uma competição.


Fonte:

Viru, A. (1996). Postexercise recovery period - carbohydrate and protein-metabolism. Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, 6 (1): 2-14.

Wilmore, J.H. & Costill, D.L. (1994). Physiology of Sport and Exercise. Champaign:
Human Kinetics.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO FÍSICO PELA FREQÜÊNCIA CARDÍACA

A freqüência cardíaca apresenta relação linear com o aumento da intensidade do exercício físico.

Em conseqüência disso, é uma variável muito útil para o controle da intensidade de treino, ressaltando sua fácil mensuração durante o exercício físico, tanto pela palpação do pulso (método palpatório) como pela utilização de freqüencímetros, cujo custo é acessível à maioria das pessoas.

Para uma prescrição de exercício eficaz, faz-se necessária a utilização da freqüência cardíaca obtida no teste ergométrico, a partir da qual obtém-se a freqüência cardíaca máxima de cada indivíduo, que, muitas vezes, pode ser superior ou inferior à predita para a idade.

Além disso, em casos de testes positivos (como, por exemplo, isquemia) a freqüência a ser utilizada como máxima para prescrição deve ser a de positivação do teste.

Por isso, o teste de esforço é altamente recomendável e indispensável para portadores de doenças cardiovasculares.

Basicamente existem duas formas de se prescrever a intensidade do exercício físico pela freqüência cardíaca, segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte(6):

a) por meio do cálculo da porcentagem da freqüência cardíaca máxima obtida no teste;e
b) por meio do cálculo da porcentagem da freqüência cardíaca de reserva.

A prescrição pela porcentagem da freqüência cardíaca máxima é realizada pelo valor obtido no teste ergométrico, a partir do qual, após a obtenção da freqüência cardíaca máxima, calcula-se a porcentagem recomendada para cada população:

de 55% a 65% para cardiopatas,
de 60% a 75% para sedentários, e
de 70% a 85% para indivíduos fisicamente ativos.

A prescrição pela porcentagem da freqüência cardíaca de reserva se dá também pela obtenção da freqüência máxima durante o teste ergométrico, porém devem ser levados em consideração os valores da freqüência cardíaca de repouso para cálculo da intensidade do exercício físico.

A fórmula para o cálculo é a que se segue:

FC de reserva

FC treino = [(FC máx - FC repouso) x porcentual desejado] + FC repouso, em que FC = freqüência cardíaca.

A porcentagem da freqüência cardíaca de reserva recomendada para sedentários é de 50% a 70% e para ativos, de 60% a 80%.

Abaixo observa-se o exemplo de prescrição de exercício físico para indivíduo sedentário de 20 anos de idade, com freqüência cardíaca máxima de 210 bpm e freqüência cardíaca de repouso de 60 bpm.

A freqüência cardíaca de treinamento determinada a partir da fórmula da freqüência cardíaca máxima foi de 126 bpm a 158 bpm e por meio do cálculo da freqüência cardíaca de reserva foi de 135 bpm a 165 bpm.

As faixas de freqüência cardíaca de treino variam dependendo da fórmula utilizada. Recomenda-se, no entanto, o uso da fórmula da freqüência cardíaca de reserva, pois a mesma leva em consideração a freqüência cardíaca de repouso, que sofre influência tanto do condicionamento físico do indivíduo como do uso de betabloqueadores.

Para os exemplos a seguir, considere um indivíduo sedentário aos 20 anos de idade. A freqüência cardíaca (FC) de repouso era de 60 bpm e a máxima atingida no teste ergométrico era de 210 bpm.

Exemplo 1. Prescrição de exercício físico por meio da freqüência cardíaca máxima segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM).

Prescrição pela Prescrição pela freqüência cardíaca máxima
Intensidade recomendada: 60%-75% da FC máxima
Limite inferior: 60% da FC máxima
Limite superior: 75% da FC máxima
FC de treino: 126-158 bpm FC de treino: 135-165 bpm

Exemplo 2. Prescrição de exercício físico por meio da freqüência cardíaca de reserva segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM).

Prescrição pela Prescrição pela freqüência cardíaca de reserva
Intensidade recomendada: 50%-70% da FC de reserva
Limite inferior: [(FC máxima – 210 x 0,6 = 126 bpm FC de repouso) x 0,5] + FC de repouso
[(210 – 60) x 0,5] + 60 = 135 bpm
Limite superior:: [(FC máxima – 210 x 0,75 = 158 bpm FC de repouso) x 0,7] + FC de repouso
[(210 – 60) x 0,7] + 60 = 165 bpm
FC de treino: 126-158 bpm FC de treino: 135-165 bpm

Fonte:
American College of Sports Medicine – ACSM. Manual para Teste de Esforço e Prescrição de Exercício. Rio de Janeiro: Revinter; 2000. p. 3-10.

Estudo indica que 40% dos portadores de apnéia do sono são diabéticos

Doenças causam enormes prejuízos não só à saúde como também à economia global.
Dormir mal pode induzir a obesidade, um dos fatores de risco do diabetes.


Federação Internacional de Diabetes, durante o Congresso da Associação Americana de Diabetes apresentou os resultados da comissão que estudou a relação entre Apnéia do Sono e diabetes.

Os especialistas chamaram a atenção para o fato de que as evidências científicas são de que 40% dos portadores de apnéia do sono sejam diabéticos.

As duas doenças causam enormes prejuízos não só à saúde como também à economia global. Estima-se que o diabetes custe aos Estados Unidos, China, Japão e Índia mais de US$ 200 bilhões por ano.

O custo da apnéia do sono ainda não foi computado pelas autoridades de saúde. Se pensarmos que a doença diminuiu a produtividade e é fator de risco para o aparecimento de várias doenças crônicas esse custo pode ser muito grande.

Trabalhos científicos têm mostrado que o tratamento da apnéia do sono pode diminuir a glicemia de jejum e facilitar o controle a longo prazo do diabetes. A baixa qualidade do sono, nos portadores de apnéia obstrutiva, aumenta o impacto e realimenta dois fatores de risco para o diabetes, a obesidade e as alterações psiquiátricas.

Indivíduos que não dormem bem não conseguem se exercitar e ficam obesos com mais facilidade. E a qualidade do sono é fator desencadeante de stress e depressão que por sua vez podem aumentar a risco da obesidade.

A Federação Internacional do Diabetes recomenda que os pacientes com diabetes tipo 2 tenham seu padrão de sono avaliado para que se possa diagnosticar corretamente a existência de apnéia do sono. Da mesma forma os portadores de Apnéia do Sono devem ser investigados quanto a presença do diabetes.

Fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,5603,00.html

terça-feira, 10 de junho de 2008

Ômega-3 pode reduzir risco de doença no olho, diz estudo

O estudo sugere que o ômega-3 pode reduzir em um terço o risco de desenvolver uma doença conhecida como degeneração macular relacionada à idade (DMRI), na qual ocorre um crescimento anormal dos vasos sanguíneos sob a retina.

A mácula é afetada, e o resultado é a queda súbita ou progressiva da visão central.
Pessoas com o problema, geralmente acima dos 60 anos, perdem a habilidade de ver em detalhe e, em casos severos, podem ser registradas como cegas, apesar de ainda terem uma visão periférica.

Dieta

O estudo da Universidade de Melbourne analisou o resultado de nove pesquisas prévias sobre o ácido graxo ômega-3 e a DMRI, envolvendo um total de 88.974 participantes, incluindo mais de 3 mil com a doença.

A adição dos resultados de diferentes estudos dá mais força estatística às conclusões.

Segundo a análise, comer peixe duas vezes por semana foi associado a uma redução no risco de se contrair DMRI.

Uma redução de 38% no risco foi verificada nos que comiam mais ômega-3 em comparação aos que comiam a menor quantidade.

A pesquisadora Elaine Chong, que liderou a pesquisa, disse que o ômega-3 é um componente vital da retina.

Por isso, segundo ela, é possível que uma falta do ácido graxo possa "iniciar" a doença, já que as células da retina são constantemente renovadas.

No entanto, o estudo não chega a recomendar uma mudança na dieta. Segundo os cientistas, as pesquisas analisadas não foram feitas com o objetivo de oferecer provas sólidas que sustentem uma recomendação desse tipo.

"Apesar de essa análise dos estudos sugerir que o consumo de peixes e outros alimentos ricos em ômega-3 pode estar associado a um menor risco de desenvolver DMRI, não há evidência suficiente nos estudos atuais - e nenhum experimento médico aleatório - para recomendar o consumo de ômega-3 para prevenir a doença", afirmou Chong.

Fonte:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/06/080610_visaopeixe_mp.shtml