sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O Poder da Mente


Há uma técnica bastante utilizada pela Psicologia do Esporte que se chama “Imagery” (imagem). É uma técnica que envolve a produção mental bem vívida de experiências pelos processos normais de pensamento, é um processo puramente mental.

É uma técnica versátil e que possui várias utilidades, usada desde o aprendizado e prática de habilidades motoras, até na ajuda na reabilitação de lesões (o indivíduo lesionado imagina suas estruturas lesionadas se curando). Imagery também melhora a concentração, autoconfiança e quanto mais o indivíduo domina a técnica, mais realista as imagens e até os sentidos, é, até os sentidos parecem se manifestar.

Exemplo Prático

O ex-campeão mundial de Fórmula 1, o britânico Damon Hill, era um praticante dessa técnica. Cada volta sua real no circuito de Silverstone durava em torno de 1:19.700. Em uma sessão, a psicóloga pediu a ele, que estava sentado em um sofá, para que fechasse os olhos e imaginasse que estivesse dentro de seu carro em uma volta rápida em Silverstone e que a avisasse quando abrisse e fechasse a volta. A psicóloga estava com um cronômetro em sua mão.

O exercício foi feito duas vezes. Na primeira volta imaginada, Damon Hill cravou na casa dos 1:19.300 e na segunda 1:19.900. Impressionante, não é mesmo?!?!

Imaginemos que o mesmo exercício fosse feito com o saudoso Ayrton Senna!!!

Principais causas do desequilíbrio metabólico


É muito comum as pessoas falarem em metabolismo. Mas, afinal, qual o significado dessa palavra? Se você imaginar que o seu corpo é um carro, pode comparar o metabolismo ao motor. E os alimentos, ao combustível.

O metabolismo transforma os alimentos em energia para você se movimentar, pensar, ler, trabalhar, digerir o que comeu, fazer atividades físicas.

À noite, durante o sono, o ritmo de trabalho é reduzido e o corpo só precisa de energia para suprir o chamado metabolismo basal - para manter o coração, a respiração e os rins funcionando.

O metabolismo é comandado pelo sistema nervoso e pelas glândulas. Eles controlam tudo, dos batimentos cardíacos à renovação celular, passando pela respiração, transpiração, tônus muscular, fome e sede.

Quando algo não vai bem, o ritmo metabólico se altera. Um exemplo é o que ocorre com quem sofre de distúrbios da glândula tireóide.

Quem tem hipotireoidismo apresenta a atividade diminuída e as funções corporais mais lentas. A pessoa fica apática, sonolenta e engorda, porque a redução de gasto energético favorece o acúmulo de gordura.
No hipertireoidismo, ao contrário, o metabolismo se acelera e há um desgaste energético maior. Com isso, ocorre perda de peso, mesmo se a pessoa se alimentar normalmente.

Causas do desequilíbrio:

Idade: À medida que o tempo passa, a massa muscular de quem não pratica atividade física diminui. Quanto menos músculos, menor o metabolismo. O biomédico Roberto Burini explica que, com massa muscular diminuída, o organismo precisa de menos energia para se manter ativo.

Inflamações: quando o corpo sofre com uma inflamação acompanhada de febre, também tem o metabolismo alterado. Isso porque a alta temperatura consome mais energia.

Doenças: determinadas enfermidades, como diabetes, interferem no aproveitamento de nutrientes e, quando isso ocorre, o metabolismo fica acelerado para driblar o prejuízo.

Alterações hormonais: no período pré-menstrual pode acontecer de a mulher sentir mais fome e esse aumento de apetite afeta o metabolismo.

Medicamentos: certos remédios interferem no metabolismo, aumentando a queima de calorias.

Gravidez: nesse período a mulher apresenta um gasto calórico extra, pois precisa formar o bebê. O gasto de energia também aumenta durante a amamentação.

Estresse: acelera o metabolismo, fazendo com que o organismo consuma as reservas de energia

Fumo e álcool: o excesso de bebida alcoólica sobrecarrega o fígado. A nicotina libera substâncias que são produzidas em situações de estresse. Em ambos os casos, o metabolismo é acelerado.

Homens que nunca fumaram vivem mais e melhor, diz estudo


A saúde e a qualidade de vida do homem pioram em proporção direta ao número de cigarros fumados diariamente, mesmo em indivíduos que deixaram de fumar, diz um estudo incluído na mais recente edição da revista científica Archives of Internal Medicine.

O pesquisador Arto Y. Strandberg e colegas da Universidade de Helsinki, na Finlândia, acompanharam 1.658 homens brancos nascidos no país entre 1919 e 1934 que estavam saudáveis em uma primeira avaliação, realizada em 1974.

Em 2000, os participantes receberam questionários pelo correio. As perguntas avaliavam se ainda fumavam, sua saúde e qualidade de vida.

Os pesquisadores entraram em contato com o cartório nacional da Finlândia para obter informações sobre participantes mortos.

Os especialistas constataram que, no intervalo de 26 anos entre as duas avaliações, 372 (22,4%) dos homens morreram.

Os que nunca haviam fumado viveram em média dez anos mais do que os que consumiam mais de 20 cigarros por dia.

Qualidade de vida

Os não-fumantes também tiveram as melhores pontuações em qualidade de vida associada à saúde. Entre os fumantes, a qualidade de vida se deteriorou em proporção direta ao número de cigarros fumados por dia. Fumantes pesados apresentaram um declínio equivalente a dez anos de envelhecimento.

"Embora muitos fumantes tenham deixado de fumar entre a entrevista de base, em 1974, e a segunda avaliação, em 2000, o efeito do status de fumante sobre a mortalidade e a qualidade de vida na velhice continuaram fortes", escreveram os autores.

"No total, os resultados apresentados são preocupantes para os que fumavam mais de 20 cigarros por dia 26 anos antes."

"Apesar de um índice de 68,9% de abandono do hábito no período seguinte, 44,1% dos que mais fumavam morreram e aqueles que sobreviveram até uma idade média de 73 anos apresentaram qualidade de vida relacionada à saúde significativamente menor do que a dos que nunca fumaram."

Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Conexão de risco


Divulgação Científica

Um estudo feito nos Estados Unidos acaba de revelar pela primeira vez uma ligação genética entre obesidade e risco de desenvolver câncer colorretal.

Segundo os autores, a descoberta pode levar à exames mais eficientes para diagnosticar um dos principais tipos de tumores que atingem tanto homens como mulheres.

A pesquisa focou em um gene chamado adipoq, que resulta da formação do hormônio adiponectina, produzido pelo tecido adiposo. Os resultados indicaram que indivíduos que herdaram uma variante genética comum do adipoq têm 30% menos risco de desenvolver câncer colorretal.

Ou seja, aqueles que não têm a variante ou que apresentam níveis elevados de adiponectina no sangue podem ser submetidos a exames que permitam detectar a doença em estágio inicial.

Estudos anteriores demonstraram que a obesidade é influenciada por fatores genéticos, o mesmo ocorrendo com o câncer colorretal. A nova pesquisa é a primeira a fazer uma conexão entre os três pontos: variação genética, obesidade e risco de desenvolver a doença. Um terço das pessoas que desenvolvem câncer colorretal tem histórico familiar da doença.

Os pesquisadores destacam que a relação entre os problemas pode ajudar nos esforços para diminuir a incidência do câncer colorretal por meio de atividades que combatam a obesidade, como exercícios, dieta e alimentação saudável.

O objetivo dos pesquisadores é aprimorar significativamente os exames e a detecção da doença em estágio inicial, permitindo que novos caminhos sejam abertos para compreender melhor os fatores genéticos e do estilo de vida que influenciam o risco do câncer colorretal.

Os resultados da pesquisa serão publicados no Journal of the American Medical Association (Jama).

Fonte: Fapesp


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Açaí : alimento antioxidante


Um importante alimento dos habitantes na Amazônia, que também é consumido de Norte a Sul do Brasil, tem se tornado cada vez mais popular em outros países, como os Estados Unidos: o açaí.

Por ser comercializado como uma “superfruta” em mercados norte-americanos, que destacam os potenciais efeitos benéficos para a saúde, um grupo de pesquisadores da Universidade Texas A&M tem estudado o açaí desde 2001.

O mais recente resultado da pesquisa traz nova boa notícia aos consumidores do fruto da palmeira Euterpe oleracea. Em artigo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, os cientistas descrevem que os antioxidantes contidos no açaí são absorvidos pelo organismo humano.

O estudo envolveu 12 voluntários, que consumiram açaí em polpa e na forma de suco, esta última contendo metade da concentração de antocianinas – pigmentos que dão cor às frutas – do que a versão em polpa. Os dois alimentos foram comparados com sucos sem propriedades antioxidantes, usados como controle.

Amostras do sangue e da urina dos participantes foram tomadas 12 e 24 horas após o consumo e analisadas. Segundo os pesquisadores, tanto a polpa como o suco apresentaram absorção significativa de antioxidantes no sangue após terem sido consumidos.

O açaí tem baixo teor de açúcar e seu sabor é descrito como uma mistura de vinho tinto e chocolate. Ou seja, o que mais podemos querer de uma fruta?

A preocupação dos pesquisadores é que o açaí tem sido vendido como um superalimento. Definitivamente a fruta tem atributos notáveis, mas não pode ser considerada uma solução para doenças. Há muitos outros bons alimentos e que o açaí pode ser parte de uma dieta bem balanceada.

O artigo Pharmacokinetics of anthocyanins and antioxidant effects after the consumption of anthocyanin-rich açai juice and pulp (Euterpe oleracea Mart.) in human healthy volunteers, pode ser lido por assinantes do Journal of Agricultural and Food Chemistry

200 Anos de Anatomia no Brasil

Dia 17/10/2008

Faltam 2 dias para o início do evento. Duração: 1 dia.

O evento “200 Anos de Anatomia no Brasil – Homenagem aos mestres da anatomia brasileira” será realizado no dia 17 de outubro a partir das 10h30, na Sala da Congregação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), na capital paulista.

Com organização da Sociedade Brasileira de Anatomia, da Associação dos Antigos Alunos e da Associação dos Professores Eméritos da FMUSP, o evento é uma homenagem aos professores Alfonso Bovero, Renato Locchi e seus discípulos.

Édson Liberti, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, fará a palestra “A história da anatomia de São Paulo”, e Udo Schumacher, do Hamburg Eppendorf, na Alemanha, falará sobre “Anatomia no século 21”.

Mais informações: sba@icb.usp.br ou (11) 3813-8587.

Leite: A nova bebida esportiva?


Há um número limitado de estudos sobre a ingestão de leite pós-treino, porém, ultimamente, o interesse nesse tema tem crescido bastante.

Ao que tudo indica, o leite parece ser uma bebida efetiva após uma sessão de treinamento de força.

Cientistas explicam que o consumo do leite após a sessão de um treinamento de força resulta em alterações agudas no metabolismo da proteína, aumentando a síntese protéica e levando a um maior balanço protéico muscular total.

Quando o treinamento de força é seguido do consumo de leite por, no mínimo, 12 semanas, é observado um aumento maior da hipertrofia muscular e da massa magra.

Apesar do número limitado de pesquisas, há algumas evidências de que o consumo de leite após exercícios aeróbios também é efetivo e benéfico.

Algumas pesquisas também apontam que o leite desnatado é tão (ou mais) efetivo quando comparado com as bebidas isotônicas disponíveis no hoje no mercado quando a ênfase está na re-hidratação, além de ser uma bebida mais densa em nutrientes.

Portanto, o leite é considerado uma bebida saudável (a não ser para aqueles indivíduos pouco tolerantes à lactose) e efetiva quando consumidas pós-treino (força ou aeróbio/resistência).

J Int Soc Sports Nutr. 2008 Oct 2;5(1):15

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Influência do treinamento de força na flexibilidade de mulheres sedentárias


A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) publicou esse ano um estudo que buscou analisar o efeito de um treinamento de força na flexibilidade de mulheres de meia-idade sedentárias.

Vinte mulheres foram recrutadas para o estudo, algumas fizeram parte do grupo que realizou o treinamento de força, sendo que o restante pertencia a um grupo controle.

Antes e após a intervenção (treinamento de força) os pesquisadores realizaram medidas antropométricas e de flexibilidade de 10 articulações diferentes em todas elas.

Após 10 semanas de intervenção, os pesquisadores constataram que metade das articulações estudadas obteve uma melhora significativa no componente flexibilidade nas mulheres que faziam parte do grupo de treinamento de força, enquanto que o grupo controle, que não realizou nenhum tipo de treinamento de força, não obteve melhora na flexibilidade de nenhuma das 10 articulações estudadas.

J Strength Cond Res. 2008 May;22(3):672-7

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Obesidade na infância

Foi-se o tempo que criança saudável era criança gordinha.

Hoje o cenário é assustador: a obesidade atinge 15% dos pequenos, que estão expostos a riscos de gente grande.

A falta de exercícios e a alimentação inadequada são os grandes culpados pelos quilos a mais.


Só para se ter uma idéia, quando o pequeno devora um pacote de bolacha na hora do lanche, está ingerindo o equivalente a uma refeição completa em calorias.

Os prejuízos são enormes: além do impacto na auto-estima, aumenta a chance de problemas ortopédicos, de infecções respiratórias e de pele, de cirrose hepática por excesso de gordura depositada no fígado - a chamada esteatose.

Pior: uma criança obesa em idade pré-escolar tem 30% de chances de virar um adulto rechonchudo.

O risco sobe para 50% caso ela entre na adolescência gorda.

Explica-se: as células adiposas vão ficando cada vez mais recheadas de gordura até que estouram e se multiplicam, fenômeno mais comum justamente no primeiro ano de vida e na adolescência.

Reverter o quadro depende basicamente de uma coisa: reeducação alimentar.



domingo, 12 de outubro de 2008

Condicionamento Cardiorespiratório vs Sintomas de Depressão


Um estudo muito interessante realizado por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia – EUA investigou e acompanhou durante 12 anos um grupo de mais de 11.000 homens e 3.000 mulheres em uma tentativa de verificar se níveis moderados e altos de condicionamento cardiorespiratório teriam alguma relação com baixa probabilidade de desenvolverem algum sintoma de depressão.

Após todos os ajustes adequados para cada idade, aplicação e re-aplicação de todos os testes necessários, os pesquisadores constataram que:

Em uma comparação com indivíduos de baixo condicionamento cardiovascular, homens e mulheres com níveis moderados de condicionamento cardiorespiratório têm 31% a menos de chance de desenvolverem algum sintoma de depressão. A mesma comparação foi feita com indivíduos com alto nível de condicionamento cardiorespiratório, e as chances de tais indivíduos apresentarem algum sintoma de depressão são 51% menor.

Conclusão

Independente de qualquer outro fator de risco clínico predito, um nível moderado ou alto de condicionamento cardiorespiratório está relacionado com um baixo risco de incidência de qualquer sintoma depressivo.


J Psychiatr Res. 2008 Oct 7. [Epub ahead of print]

Sintomas da Fibromialgia

A fibromialgia é uma doença pouco conhecida pela polulação. Seus sintomas, como dores musculares difusas (pelo corpo todo) e crônicas (recorrente há mais de três meses), distúrbios do sono, fadiga, ansiedade, depressão e problemas gastrointestinais, podem acarretar graves consequências para a qualidade de vida do indivíduo.

Estudo da Faculdade de Medicina (FM), da USP realizado no município de Embu das Artes, em São Paulo, revelou que 24% da população estava propensa a desenvolver a fibromialgia mas nenhum paciente tinha conhecimento sobre a doença.

A pesquisa ressalta que os “fibromiálgicos” e “pré-fibromiálgicos” (que podem desenvolver a doença) muitas vezes vêem seu quadro se agravar por falta de informação, ocasionando uma vida cada vez mais difícil devido às dores difusas e crônicas e ao freqüente quadro depressivo que normalmente é tratado com terapia medicamentosa.

Apesar de ser uma doença cujas causas ainda são desconhecidas, é possível amenizar os sintomas com exercícios aeróbicos, alongamentos, massoterapia, acunpuntura, hidroterapia, laserterapia, entre outros recursos. No entanto, o primeiro passo é identificar o problema.

Fonte: Agência USP de Notícias
http://www.educacaofisica.com.br/

sábado, 11 de outubro de 2008

Colesterol - Vilão ou Mocinho?

Ao contrário do que muitos acreditam, o colesterol – gordura presente em todas as células do organismo, incluindo cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração – é uma substância fundamental para o equilíbrio da saúde.

Ele está envolvido na constituição de uma espécie de capa protetora para os nervos – a bainha de mielina –, é usado na formação da membrana das células do corpo e na produção de alguns hormônios e da vitamina D. Além disso, é um componente fundamental dos sais biliares, que agem na digestão e absorção de muitos nutrientes. Nesse aspecto ressalta-se a absorção da vitamina D e, conseqüentemente, a absorção do cálcio.

O problema é que, quando o colesterol está em excesso, transforma-se num dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Assim como outras gorduras, o colesterol é hidrofóbico, ou seja, não é solúvel em água e, por isso, depende das lipoproteínas para ser solubilizado e transportado pelo sangue. As duas principais são a LDL (low density lipoproteins, ou proteína de baixa densidade) e a HDL (high density lipoproteins, ou proteína de alta densidade). A LDL transporta o colesterol do fígado para os tecidos e a HDL é responsável por transportar as substâncias de volta para o fígado que, por sua vez, processa ou elimina a gordura.

O grande problema relacionado ao colesterol é quando há um nível mais alto do que o desejado da fração LDL, também conhecida como o mau colesterol. Como ela é responsável por levar o colesterol para a circulação, o excesso favorece o seu depósito nas artérias, resultando no entupimento.

Esse problema representa riscos à saúde no decorrer dos anos e atinge, igualmente, homens e mulheres. Se as artérias atingidas pelo acúmulo de colesterol forem aquelas que nutrem o coração, podem causar dores no peito ou até infartos. No cérebro, os danos podem resultar em derrames cerebrais. Em outras regiões do corpo, a formação de placas também provoca transtornos, como dores nas pernas, por exemplo.


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Comportamento da Pressão Arterial e da Freqüência Cardíaca em Fumantes


É sabido, muito divulgado e mais do que comprovado cientificamente que o cigarro, além de causar câncer, é também um fator de risco para doenças cardiovasculares e coronarianas.

Um estudo realizado em Milão – Itália (1) resolveu estudar o comportamento da Pressão Arterial em jovens adultos e adultos fumantes. Para a mesma população, pesquisadores do Instituto Tecnológico Federal da Suíça em Zurique (2) observaram, além da Pressão Arterial, o comportamento da Freqüência cardíaca dos fumantes.

Ambos os estudos detectaram um aumento prolongado na Pressão Arterial dos indivíduos fumantes, tal aumento se estendeu por até 1 hora após o último cigarro.

No estudo Suíço foi observado também um aumento similar na Freqüência Cardíaca dos fumantes, sendo que houve uma diminuição nesse aumento após um período de abstinência.

Isso explica parcialmente o porquê dos riscos cardiovasculares e coronarianos oriundos do hábito de fumar e nos faz reforçar a importância de buscarmos longevidade através de uma vida com hábitos mais saudáveis como a prática regular de atividade física e uma alimentação balanceada, nos distanciando de vícios como o cigarro.

(1)J Hypertens. 1992 May;10(5):495-9

(2) Psychopharmacology (Berl). 1992;106(1):39-44

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Pesquisa mostra alterações de estado de ânimo em jogadores de vôlei

Jogadores de voleibol apresentam estados de ânimo diferentes em função da posição que desempenham na equipe, ou seja, o levantador é emocionalmente muito diferente do atacante.

A pesquisa mostrou que os atacantes sofrem maior variação nos seus estados de ânimo, sendo os homens mais suscetíveis a essas variações do que as mulheres. Por outro lado no decorrer da competição, as mulheres foram mais sensíveis às mudanças emocionais do que os homens.


Outros artigos mostram como as fases de competição podem influenciar esse tal estado, como, por exemplo, sentir necessidade ou sentir orgulho. São estados de ânimo que podem acompanhar uma situação de decisão de campeonato, principalmente no jogo final.


Essas pesquisas são de muita importância para os profissionais da área de ciência do esporte, que prezam por adotar uma postura adequada perante sua equipe, ou perante um atleta, levando em consideração as diversas variáveis relacionadas com seu estado emocional, em função da modalidade esportiva, do gênero dos atletas, da fase do jogo e do local da partida.

Fonte: www.educacaofisica.com.br

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

'Google Earth' da anatomia permite explorar o corpo humano



Visible Body é uma poderosa ferramenta de visualização em 3D da anatomia do corpo humano. O programa funciona como um "Google Earth da Anatomia", já que permite navegar por todas as estruturas do corpo humano.

Desenvolvida por especialistas em Anatomia e Fisiologia, a versão beta traz modelos detalhados e extremamente precisos de todos os sistemas do corpo humano: muscular, digestivo, circulatório, respiratório, urinário, nervoso e ósseo.

O estudo de disciplinas como Anatomia, Biologia e Fisiologia fica bem mais fácil e divertido com a visualização em 3D da estrutura humana. Ideal tanto para professores, profissionais e estudantes da área, além do público em geral que tenha curiosidade sobre o funcionamento do corpo humano.

O Visible Body permite busca por nome de estruturas e/ou órgãos específicos (em inglês), além de rotacionamento das estruturas para facilitar a visualização e o entendimento sobre seu funcionamento, e exibe os nomes de cada parte exibida na tela.

Vale a pena! Faça o download gratuito no site do Baixatudo: Visible Body

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Curiosidades – Rigor Mortis

Sinistro e Curioso, porém a ciência explica!

Já se perguntaram por que os cadáveres ficam rígidos logo após a morte?

Esse “fenômeno” é denominado rigor mortis. É uma condição que, dependendo claro da temperatura ambiente, começa a se manifestar nas primeiras 3 ou 4 horas pós-morte, se manifesta plenamente na 12ª, permanecendo assim aproximadamente até a 36ª hora.

Como e porque acontece?

Basicamente, a contração muscular (produção de movimento) nada mais é do que a transformação de um impulso nervoso (potencial de ação) em energia química, que finalmente se transforma energia mecânica (movimento). Para que isso ocorra é necessário níveis adequados de ATP (fonte de energia) nas fibras musculares.

Quando o potencial de ação é “acionado” para a contração muscular há uma liberação e aumento intracelular de cálcio (energia química) nos músculos. Isso faz com que as proteínas contráteis dos músculos (actina, miosina, troponina, tropomiosina), entrem em ação, produzindo pontes de ligação entre miosina-actina que produzirão a contração muscular (energia mecânica - movimento). Subsequentes contrações requerem mais ATP para que as pontes de ligação actina-miosina sejam desfeitas e refeitas constantemente.

Obviamente, após a morte há falta de ATP nas fibras musculares, a liberação e remoção de cálcio também não ocorrem mais, e sua concentração fica, portanto, elevada. Com isso, as pontes de ligação actina-miosina ficam constantemente anexadas. Assim, o músculo não consegue retornar a um estado de relaxamento, caracterizando o rigor mortis. Após a 36ª hora há uma natural degeneração dos tecidos musculares, acabando assim com o estado de rigor mortis.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

31º Simpósio Internacional de Ciências do Esporte

De 9/10/2008 à 11/10/2008

O 31º Simpósio Internacional de Ciências do Esporte será realizado de 9 a 11 de outubro, em São Paulo, com o tema central “Da teoria à prática: do fitness ao alto rendimento”.

Entre os assuntos discutidos por especialistas nacionais e estrangeiros destacam-se “Envelhecimento e atividade física”, “Nutrição esportiva e de alto rendimento”, “Fisiologia do exercício”, “Influência dos fatores genéticos na promoção da atividade física” e “Psicologia esportiva no fitness e no alto desempenho”.

São convidados internacionais Catrine Tudor-Locke, da Pennington Research Center (Estados Unidos), James Skinner, da Universidade de Indiana (Estados Unidos), Lawrence Frank, da Universidade de Colúmbia Britânica (Canadá), e Stella Volpe, da Universidade da Pensilvânia (Estados Unidos).

O evento é promovido pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, pelo Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs) e pelo programa Agita São Paulo. Na ocasião será realizada ainda a 13ª Feira Internacional de Ciências do Esporte.

Mais informações: www.celafiscs.org.br/simposio

Músculos à prova



Uma pesquisa analisou o equilíbrio muscular dos flexores e extensores de joelho e a relação com a ocorrência de lesões em jogadores de futebol. O objetivo do estudo foi tentar avaliar se e quando, durante vários momentos ao longo da temporada de competição, existiria maior risco de lesões.

Não está clara a associação entre o equilíbrio muscular e a ocorrência de lesões, especialmente no futebol. Essa falta de clareza está associada principalmente às dificuldades envolvidas em estudar atletas. Neste estudo, a relação de equilíbrio muscular se manteve em níveis considerados adequados, o que pode, pelo menos em parte, explicar o baixo índice de lesões.

Participaram dos testes 15 atletas da equipe sub-20 da Ponte Preta, de Campinas (SP), durante um período de 29 semanas. O macrociclo englobou os períodos preparatório e competitivo, divididos em quatro mesociclos: etapa geral, especial, pré-competitiva e etapa competitiva.

Os resultados apontaram a existência de alterações na relação de equilíbrio entre os flexores e extensores durante o macrociclo de 29 semanas. Mas, segundo o estudo, essa alteração está dentro da normalidade. Segundo o autor, os resultados sugerem que, nesse estudo de caso, a carga de treino forçado não afetou a relação de equilíbrio muscular dos flexores e extensores.

As análises indicam que houve aumento da força dos flexores na primeira fase do ciclo de preparação, que se manteve até antes da etapa competitiva. Nessa outra etapa se observou uma diminuição da força dos flexores. Já na força de extensores ocorreu o contrário: ela diminuiu na primeira etapa de preparação e se manteve ao longo da temporada de competição.

Os resultados sugerem que não existem períodos sensíveis para a ocorrência de lesões em virtude de desequilíbrios musculares. Embora exista o aumento na força muscular de flexores ao longo da temporada – o que é extremamente importante para o futebol –, a relação entre as forças de flexores e extensores [equilíbrio] não se altera acentuadamente, possivelmente devido às adequadas cargas de treinamento prescritas.

No estudo publicado, inicialmente fizeram parte da mostra 23 atletas, com entre 17 e 20 anos de idade e quatro a seis anos de prática na modalidade. Mas cinco deles não concluíram os testes por terem saído do clube, e três, por lesões. O estudo foi publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte.

Clique aqui para ler o artigo Variação do equilíbrio muscular durante uma temporada em jogadores de futebol categoria sub-20, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP)

Os riscos da “Falsa Magreza” e a importância da avaliação da composição corporal


Devemos nos atentar e tomar muito cuidado com a interpretação, muitas vezes errônea, do nosso peso corporal total. O seu peso corporal expressado em quilos (kg) na balança, assim como uma boa silhueta, pode não refletir com precisão a real composição corporal do seu corpo.

São vários os estudos comprovando que as pessoas ditas estarem dentro do peso considerado “normal” podem desenvolver doenças oriundas do sobrepeso e da obesidade, como diabetes, colesterol, hipertensão e doenças coronarianas.

Uma má alimentação, fatores genéticos bem como uma vida sedentária contribuem para um aumento importante da gordura corporal em indivíduos magros. Sendo que os fatores genéticos determinam aonde tal gordura se depositará no corpo. Em geral, a gordura se acumula em maior quantidade nos membros inferiores, culote, glúteos e coxas nas mulheres (o que pode acarretar no aparecimento de varizes e/ou celulite), e o predomínio de gordura se dá na região abdominal nos homens.

Portanto, é de fundamental importância uma avaliação da composição corporal no intuito de sabermos exatamente a quantidade de gordura e massa magra em nosso corpo.

O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma ferramenta bastante utilizada pelos profissionais da área da saúde para classificar o indivíduo levando em consideração apenas seu peso corporal e estatura. Porém, o IMC pode mascarar algumas informações importantes, um lutador de boxe, por exemplo; seu IMC provavelmente o colocaria na classificação de sobrepeso ou obeso, quando na verdade, tal indivíduo possui muito pouca gordura corporal, mas uma massa muscular muito bem desenvolvida.

É recomendável então que, além do IMC, seja feita medição da circunferência de vários segmentos corporais, assim como o cálculo da porcentagem de gordura corporal utilizando um método simples, rápido, barato e cientificamente comprovado que é o das dobras cutâneas.

Tais avaliações auxiliarão em uma prescrição adequada de uma atividade física. Sendo assim, uma vida mais ativa aliada a uma alimentação balanceada diminuirá a gordura corporal do indivíduo, prevenindo doenças sérias e muitas vezes irreversíveis.

domingo, 5 de outubro de 2008

Falta de B12 pode prejudicar ação do cérebro

A falta de vitamina B12 em idosos pode estar diretamente ligada ao encolhimento do cérebro.

De acordo com pesquisas inglesas, idosos com baixos níveis da vitamina, encontrada em carnes, peixes e leite, têm seis vezes mais chances de ter seus cérebros reduzidos de tamanho. Esse quadro pode ainda levar a pessoa à demência.

Na primeira fase do estudo, que durou cinco meses, os cientistas analisaram um grupo de idosos - entre 61 e 87 anos. Os voluntários foram divididos em três grupos, de acordo com seus níveis de vitamina B12 no organismo.

Os especialistas perceberam que o grupo com o menor nível da vitamina apresentou um encolhimento cerebral ao longo do tempo em que a pesquisa foi conduzida. Na próxima etapa, os cientistas pretendem tratar os idosos com vitamina B12 e observar se o suplemento poderá conter o encolhimento do cérebro.

A pesquisa está sendo vista na comunidade médica internacional como uma grande porta de esclarecimentos em tratamentos de doenças ligadas à senilidade, como o mal de Alzheimer.

Fonte: www.saudeemmovimento.com.br