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- Alimentação saudável para crianças menores de 2 anos
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- Alimentação saudável para pessoas com mais de 60 anos
O hábito de se levar guloseimas ou mesmo dispor de um lanche coletivo é potencialmente destrutivo para a decisão de se manter uma dieta saudável. Que tal juntar quem está tentando manter o peso e mudar os hábitos estimulando a disponibilidade de frutas e lanches saudáveis ao invés dos tradicionais biscoitinhos e doces?
Por estarmos concentrados no trabalho e muitas vezes por preguiça mesmo, não ingerimos a quantidade de água ideal durante o dia. Aquela moleza que vem no meio da tarde, pode ser sinal de desidratação. A quantidade ideal de água e líquidos a serem ingeridos fica em torno dos dois a três litros por dia de trabalho. Deixe uma garrafa de água em sua mesa para lembrar que devemos tomar em torno de dez copos de água por dia
O sedentarismo e a falta de exercícios infelizmente são muito comuns e a desculpa de que não podemos nos afastar do trabalho ou que devemos terminar uma tarefa importante não ajudam. Passe a fazer uma caminhada na hora do almoço, arranje companhia entre seus colegas para que um ajude o outro a não desistir. Outra opção simples é a troca do elevador pela utilização das escadas.
Não deixe que a necessidade de se alimentar fora de casa signifique uma dieta inadequada, opte por alimentos saudáveis e lembre-se que além de comer alimentos saudáveis, é preciso comer somente o que precisa.
Nem sempre comer um pedaço de pizza ou um sanduíche é um pecado mortal, porém associe um sanduíche menor ou menos pedaços de pizza a uma salada, por exemplo, evitando o excesso de calorias.
Da Agência USP
A participação das mulheres brasileiras em Jogos Olímpicos começou em 1932, quando a nadadora Maria Lenk representou o país em Los Angeles. Mas a primeira medalha feminina veio apenas em Atlanta, em 1996. E a primeira de ouro em competições individuais demorou 76 anos. Veio somente na última sexta-feira (22/8), quando Maurren Maggi venceu a prova de salto em distância, tornando-se também a primeira brasileira a subir ao pódio no atletismo.
A principal razão para essa evolução ter sido tão lenta, segundo Katia Rubio, professora da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da Universidade de São Paulo (USP), é que as políticas esportivas sempre privilegiaram os homens. E esses privilégios ainda se mantêm, embora as atletas brasileiras venham ganhando mais espaço.
A professora coordena o projeto de pesquisa Mulheres olímpicas brasileiras que, por meio de entrevistas com atletas e ex-atletas, procura reconstruir a trajetória histórica feminina nacional nos Jogos. Um dos objetivos do projeto, que tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio Regular a Pesquisa, é compreender a defasagem da participação feminina no maior evento esportivo do planeta.
O projeto nasceu de um estudo anterior, também apoiado pela FAPESP, que originou o livro Heróis olímpicos brasileiros, lançado em 2004. Ao resgatar a história dos medalhistas brasileiros, Katia se surpreendeu com o fato de nenhuma mulher ter ganhado medalhas entre 1932 e 1996.
A primeira particularidade descoberta pelo estudo se refere à questão de políticas públicas para o esporte feminino. “As mulheres já foram privadas, por lei, de participar de determinadas provas, como lutas ou futebol. As delegações começaram a ter um número equilibrado de mulheres e homens apenas em Sidney, em 2000”, disse a pesquisadora.
De acordo com dados do Comitê Olímpico Internacional, em 1932 o Brasil participou com 67 homens e uma mulher. Em 1972, foram 87 para 4. Em 1996, 142 contra 66. Em 2000, 127 para 101. Este ano, foram 145 homens e 132 mulheres.
Preconceito e conformismo
Além do pouco incentivo, os investimentos sempre foram menores nos treinamentos das mulheres, assim como os prêmios pagos. “Com as entrevistas, estamos constatando que há uma certa acomodação das mulheres com essa situação. Elas tendem a achar natural o predomínio masculino nos jogos. Acham que o prêmio deles deve ser maior mesmo”, disse.
Segundo Katia, a história da mulher no esporte é diferente em outros países, como Estados Unidos ou Inglaterra. “Estamos vendo que essa história no Brasil tem relação direta com a própria compreensão do feminismo no país. As lutas da mulher não são caracterizadas como lutas políticas. Isso se reflete na postura das atletas, que não se referem a qualquer tipo de discriminação, exceto em relação à raça”, afirmou.
O único gesto de inconformismo vem das atletas do futebol, que mencionam episódios de discriminação nas entrevistas. Mas, para Katia, no caso do futebol a diferença de tratamento dada às seleções masculina e feminina é tão gritante que não poderia ser diferente.
“De maneira geral, o que surpreende é a dificuldade das mulheres em referir discriminação, que no entanto é patente. Queremos descobrir se fazem isso por medo de represálias ou se há um discurso de aceitação impregnado”, apontou.
Quando uma situação de exclusão é manifesta, segundo Katia, as mulheres particularizam o fato. “Uma das atletas chorou durante a entrevista, ao se lembrar de situações a que se viu submetida por capricho de um dirigente, que destruiu seu sonho de ir aos Jogos Olímpicos. Mas, em vez de atribuir o caso ao preconceito, ela acreditava que se tratava de uma rixa pessoal”, contou.
A metodologia baseada em histórias de vida, segundo ela, tem a vantagem de inserir no trabalho a dimensão da subjetividade. “Podemos avaliar o mesmo momento histórico sendo interpretado pelo repertório de diversas trajetórias pessoais”, disse Katia, que é presidente da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte.
Apesar das condições desiguais, o desempenho das brasileiras se mostra cada vez melhor. Em 1996 (Atlanta), vieram as primeiras medalhas: ouro e prata em vôlei de praia, prata em basquete e bronze em vôlei. Em 2000 (Sidney), prata e bronze em vôlei de praia e bronze em basquete e vôlei. Em 2004 (Atenas), prata em vôlei de praia e futebol. Em 2008 (Pequim), as mulheres ficaram à frente dos homens, com duas das três medalhas de ouro (salto em distância e vôlei feminino), além da prata no futebol e bronze em judô, taekwondo e vela.
“Olhando os resultados das brasileiras nessa Olimpíada – conquistaram seis das 15 medalhas, sendo duas de ouro e uma de prata – eu diria que as mulheres estão surpreendendo. Isso não quer dizer que elas terão melhores condições para trabalhar daqui em diante. Seria preciso que elas fossem tratadas pelo menos com o mesmo respeito dado ao esporte masculino, que ainda assim também tem muitas dificuldades”, afirmou.
De acordo com Katia, a exclusão das mulheres remonta à origem das Olimpíadas. “O barão de Coubertin, ao instituir os Jogos da era moderna, em 1894, proibiu a participação feminina argumentando que, na Grécia helênica, elas eram barradas por não serem cidadãs. Nas Olimpíadas de Paris, em 1900, com o vigor do movimento feminista, ele foi obrigado a aceitar as mulheres”, disse.
2012 já começou
A pesquisadora considera inadmissível dizer que os atletas brasileiros – homens e mulheres – não tiveram um bom desempenho nos Jogos de Pequim. “Em Olimpíadas não há milagres. Acontece o óbvio: ganham os melhores. Se o Brasil tem poucas medalhas em relação a determinados países, é porque os atletas desses países estão mais bem preparados. Erros e derrotas dramáticas acontecem com todos. Mas nossos atletas tiveram um desempenho coerente com a preparação que tiveram”, disse.
A falta de preparação, para Katia, é decorrente da política esportiva adotada no país. “E não falo apenas de investimento, mas de planejamento. Os Jogos Olímpicos de Pequim acabaram neste domingo. A partir de segunda-feira, os países que mais ganharam medalhas estarão se preparando para Londres em 2012. Mas, seguindo a política do Comitê Olímpico Brasileiro, nossa preparação começará apenas em julho de 2011”, criticou.
O Sistema de Suporte à Decisão Espacial para o Planejamento Urbano e de Transportes Integrado e Sustentável (Planuts) é resultado da pesquisa de doutorado de Renata Cardoso Magagnin, professora do Departamento de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo da Unesp, em Bauru (SP).
A tese foi defendida no Departamento de Transportes da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, com orientação de Antonio Nelson Rodrigues da Silva. O sistema, projetado para cidades de pequeno e médio porte, está sendo testado em Bauru (SP), que tem 350 mil habitantes.
“A idéia é fazer com que os processos decisórios fiquem mais próximos da realidade da população. Com a ferramenta, os planos de mobilidade poderão ser elaborados com base em avaliações feitas por especialistas e por moradores”
O Planuts, segundo ela, poderá ser utilizado durante a fase de planejamento e desenvolvimento do plano diretor do município, servindo também, mais tarde, para a avaliação do plano implementado. A pesquisadora aponta que a ferramenta ajudará as cidades médias a se adequar à legislação.
“O Ministério das Cidades estabeleceu que todas as cidades com mais de 500 mil habitantes são obrigadas a ter um Plano Diretor de Mobilidade. E o Estatuto das Cidades também estimula a adoção de planos semelhantes por cidades com mais de 100 mil moradores”, afirmou.
A ferramenta permite que os moradores e especialistas avaliem os problemas, necessidades e prioridades da cidade em termos de mobilidade urbana, gerando uma série de indicadores que podem ser usados pelos gestores para traçar o planejamento.
Muito tem se falado sobre o aumento dos índices de envelhecimento da população mundial. Dados recentes dão conta de que as pessoas com mais de 65 anos, que eram 3% da população brasileira em 1970, corresponderão a cerca de 19% em 2050. Diante dessa nova realidade, é preciso pensar a respeito da qualidade do nosso envelhecimento e sobre o tipo de vida que estamos preparando para o futuro.
A prática do dia-a-dia revela que muitos idosos têm chegado à terceira idade incapacitados por doenças que na maioria das vezes poderiam ter sido prevenidas. Segundo estudos da Organização Mundial de Saúde, cerca de 60% dos agravos à saúde que ocorrem com a população devem-se à adoção de hábitos insalubres, falta de exercícios físicos, vícios e alimentação em excesso, por exemplo.
Isso reforça a idéia de que nossa saúde depende de escolhas essenciais que fazemos ao longo da vida, como não fumar, comer moderadamente, usar protetor solar e se exercitar de acordo com o recomendável para a faixa etária e para as condições físicas. A receita parece simples (e, inclusive, barata), mas por que não a seguimos?
Todos sabem os males que práticas como o tabagismo podem causar, mas poucos seguem a recomendação de abandonar o vício, mesmo com um risco claro e iminente de um problema sério de saúde, como um enfarto do coração ou diversos tipos de câncer. Há pessoas que acreditam no fator genético como garantia de um envelhecimento sadio, porém é preciso compreender que a genética pode ampliar as fronteiras da idade, mas não garante qualidade de vida.
Envelhecer bem é o prêmio de quem começa a se cuidar mais cedo e, para isso, temos à disposição diversas ferramentas. O desenvolvimento e o acesso à medicina preventiva, novos conhecimentos científicos, descobertas tecnológicas e o mais importante, nossa disposição pessoal, são algumas delas.
Não há uma receita para a conquista da saúde e do envelhecimento saudável, mas se podemos dar um conselho a vocês, leitores do Álvaro Rosa Condicionamento Físico & Performance, peçamos para que cuidem de seus hábitos, descubram múltiplos interesses, leiam, joguem xadrez, montem quebra-cabeças, cantem, dancem, fujam do estresse, sejam felizes (não fiquem esperando um momento ou uma condição para a felicidade) e construam boas relações sociais. Essas pequenas ações podem ser sementes que darão frutos para uma vida longa e saudável.
Lembrem se que, o ser humano não nasceu para ficar parado!
“Quem quer, encontra um meio. Quem não quer, encontra uma desculpa!"
É comum ouvirmos falar de idosos que tenham sofrido alguma queda e que tenham tido algum trauma com o ocorrido.
Esse fato muitas vezes está associado com o aumento da dependência, redução da funcionalidade, aumento da mortalidade e internação precoce em asilos e clínicas de repouso.
Neste período da vida, a prevenção torna-se imprescindível. A condição física muda e o local ao nosso redor, o espaço em que vivemos, devem passar por algumas modificações.
Com o envelhecimento, a capacidade que os olhos têm de absorver luz diminui. A mobilidade articular, principalmente de joelhos e quadris, é prejudicada.
Algumas dicas são de extrema importância para que a segurança do idoso ao se locomover, ao realizar suas necessidades individuais, ao menos em sua residência, possam proporcionar-lhes um ambiente mais seguro e menos susceptível a quedas e traumas.
Citamos algumas delas:
Siga sempre as orientações de seu médico quanto o uso de bengalas ou andador. Eles facilitam a locomoção e dão maior estabilidade.
Tenha calma ao levantar-se pela manhã ou de madrugada, permanecendo por alguns instantes sentado antes de se levantar. Depois de ficar deitado por um tempo, a pressão demora algum tempo para se adaptar à posição sentada e em pé. Isso pode evitar o surgimento de vertigens.
Mantenha sempre o contato com seu médico e pergunte, sempre, os efeitos colaterais de medicamento que faz uso. Alguns possuem efeitos colaterais que podem contribuir com as quedas.
Dessa forma, você adotará uma rotina preventiva e reduzirá, em grande escala, o risco de se machucar.
Fonte: Informações extraídas do artigo “Guidelines for the Prevention of Falls im Older Persons”, publicado no Journal of the American Geriatrics Society, 49 (2001).


Segundo um dos estudos, liderado pelo médico Norbert Stefan, da Universidade de Tubingen, na Alemanha, é possível ser obeso mas não apresentar resistência à insulina nem sinais de arterioesclerose precoce – que sinalizariam problemas cardíacos e risco de diabetes do tipo 2.
No estudo, Stefan e sua equipe analizaram a gordura de 314 pessoas, divididas em quatro grupos: com peso normal, acima do peso (com índice de massa corporal até 29,9), obesos sensíveis à insulina e obesos resistentes à insulina.
Os cientistas mediram a gordura corporal, visceral, (em torno do abdômen) e subcutânea, com exames de ressonância magnética, e ainda mediram os níveis de gordura no fígado e nos músculos.
Eles concluíram que, enquanto a gordura abdominal é um forte indicativo de resistência à insulina (um dos sinais de risco da diabetes) nos pacientes de peso normal, ou acima do peso, ela não tem tanta importância para determinar os riscos dos pacientes obesos.
Enquanto que os dois grupos de obesos apresentavam semelhantes níveis de gordura abdominal, o grupo resistente à insulina apresentou níveis de gordura muscular e no fígado muito mais altos do que os obesos sensíveis à insulina, que não apresentam maiores riscos de saúde.
Saudáveis
Os cientistas concluíram ainda que entre os obesos sensíveis à insulina, o nível de sensibilidade era equivalente ao dos pacientes com peso normal. Os dois grupos apresentaram também equivalentes espessuras das paredes de suas artérias, afirmando que existe um fenótipo de obesidade benigna.
Stefan afirma que não defende a obesidade, mas sim um exame mais detalhado dos obesos, que meça a gordura no fígado e nos músculos, para identificar os riscos reais.
No outro estudo, a equipe liderada pela médica Rachel Wildman, do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, estudou dados de 5.440 pacientes com fenótipos diferentes para medir até que ponto a gordura é fator determinante de problemas de saúde.
O estudo analisou dados coletados entre 1999 e 2004 de pessoas com peso normal, acima do peso e obesas, com e sem anomalias cardio-metabólicas (que incluem pressão alta, nível elevado de triglicerídeos e o chamado “bom colesterol”).
Os resultados mostraram que 23,5% dos adultos de peso normal apresentavam anomalias, enquanto que 51,3% dos adultos acima do peso e 31,7% dos obesos eram saudáveis “metabolicamente”.
Entre os fatores associados aos problemas de saúde dos adultos com peso normal, estavam a idade avançada, baixos níveis de atividade física e maior circunferência da cintura.
Os pacientes obesos e acima do peso que não apresentavam problemas metabólicos tendiam a ser mais jovens, de etnia negra, mas não hispânica, com altos níveis de atividade física e menor circunferência da cintura.
Segundo o estudo, o resultado mostra que há uma proporção considerável de adultos obesos e acima do peso considerados saudáveis, ao mesmo tempo em que uma considerável proporção de adultos de peso normal apresenta problemas de saúde normalmente ligados à obesidade.
A cientista afirma que “são necessários novos estudos sobre mecanismos comportamentais, hormonais, bioquímicos e genéticos que estão por trás dessas diferentes respostas metabólicas ao tamanho do corpo”, e poderão, no futuro, ajudar na criação de métodos para identificar pacientes em risco.
O trabalho foi publicado na revista São Paulo Medical Journal, tendo como outros autores os professores Isa de Pádua Cintra e Mauro Fisberg, da Universidade Federal de São Paulo, e Lígia Araújo Martini, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP).
Participaram da pesquisa, resultado da tese de doutorado defendida por Luana na FSP-USP, 49 adolescentes obesos – 12 meninos e 37 meninas – com média de idade de 16,6 anos e média de índice de massa corpórea (IMC) de 35 kg/m². Ficaram de fora jovens com doenças crônicas, que tomassem medicamentos alteradores de peso, glicose e do metabolismo lipídico ou que apresentassem peso acima de 120 quilos.
Segundo o estudo, os resultados permitem relacionar o acúmulo de gordura, sobretudo aquele localizado na região central, com a resistência à insulina.
"Identificamos que a obesidade, mesmo em idades precoces, altera o controle metabólico do organismo e aumenta a possibilidade de desordens como a resistência à insulina", disse Luana, ao destacar que a população de estudo se constituía de adolescentes clinicamente saudáveis e que apresentava excesso de peso ainda sem tratamento.
Mudanças alimentares
De acordo com Lígia Martini, orientadora da pesquisa, a resistência à insulina que acomete os adolescentes é similar à verificada em adultos, inclusive com elevação do risco de ocorrência de diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.
"O problema é mais fácil de ser tratado quanto mais precocemente for verificado e envolve mudança de modos de vida, incluindo a prática de atividade física, e a adoção de uma dieta equilibrada para redução e controle do peso. Em alguns casos, pode ser necessária a inserção concomitante de terapia medicamentosa", disse a professora do Departamento de Nutrição da FSP-USP.
Segundo ela, o aumento da ocorrência da resistência à insulina verificado nas últimas décadas se deve à chamada transição epidemiológica, caracterizada pelo aumento nas taxas de mortalidade específica por doenças transmissíveis e pela redução das não transmissíveis, por mudanças de hábitos alimentares e pelo aumento da obesidade. Além disso, pesou também o acelerado envelhecimento da população e a rápida difusão de hábitos e comportamentos, atribuída ao processo de globalização.
"A mudança dos hábitos alimentares verificada na população brasileira certamente representa o fator de maior impacto nesse quadro, associado ao aumento da inatividade física. Os fatores genéticos também são importantes, mas são responsáveis por menos de 10% dos casos de resistência à insulina", afirmou.
Gorduras localizadas
O estudo avaliou a composição corporal de gordura e músculos. Para medir o consumo de alimentos, os participantes anotaram por três dias não consecutivos os alimentos consumidos, incluindo líquidos e suplementos alimentares. A resistência à insulina foi calculada pelo índice Homa-IR (Homeostasis Model Assessment of Insulin Resistance).
"Essa metodologia foi escolhida considerando os objetivos propostos para o estudo. As limitações eram pequenas, como incapacidade de avaliação de indivíduos com peso superior a 120 quilos ou o esquecimento da anotação de algum alimento no registro alimentar para avaliação do consumo alimentar", explicou Luana.
O maior número de meninas se deveu a maior resposta aos anúncios de divulgação do trabalho. "A obesidade no sexo feminino se caracteriza freqüentemente pela maior deposição de gordura na região glúteo-femural (gordura ginóide), enquanto no sexo masculino a deposição ocorre comumente na região abdominal (gordura andróide). A localização da obesidade na região abdominal está mais relacionada à ocorrência de desordens lipídicas, hipertensão, diabetes e aumento do risco cardiovascular", disse.
Segundo a autora, o estudo prosseguiu com o atendimento interdisciplinar dos adolescentes no Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Unifesp por dez meses, quando se verificou redução significativa da resistência à insulina. Mas os novos dados ainda não foram publicados.
Fonte:

Após um estudo que envolveu 1,3 mil voluntários, os cientistas chegaram à conclusão de que essas duas verduras são as que oferecem maior proteção contra tumores agressivos na próstata.
A equipe do National Cancer Institute dos Estados Unidos e do Cancer Care de Ontário, no Canadá, questionou pacientes diganosticados com a doença sobre os seus hábitos alimentares.
De uma forma geral, eles observaram que não havia associação entre a ingestão de frutas e verduras e um decréscimo no risco de um homem ter câncer de próstata.
Por outro lado, eles notaram uma ligação entre um maior consumo de verduras de coloração verde escura e da família das crucíferas, especialmente o brócolis e a couve-flor - que pertencem a essa família, com a diminuição do risco de desenvolver tumores agressivos na próstata.
Uma porção semanal de couve-flor foi associada a uma queda de 52% no risco de desenvolver uma forma agressiva da doença; a mesma quantidade de brócolis levaria a uma queda de 45% nesse risco.
Dieta saudável
A ligação entre o consumo de verduras e a redução no risco de desenvolver câncer de próstata já havia sido demonstrada em outros estudos, mas ainda não haviam sido produzidos resultados consistentes.
Além disso, muitos estudos não haviam analisado especificamente as formas mais letais da doença.
Segundo os cientistas americanos e canadenses, o consumo de espinafre também pareceu estar associado a uma redução no risco de desenvolver câncer de próstata, mas a melhora não parece ter sido significativa para casos de câncer que se espalham para além da próstata.
"O câncer agressivo de próstata é biologicamente virulento e está associado com prognósticos ruins. Se a associação que nós observamos se revelar causal, uma possível forma de reduzir o impacto dessa doença pode ser a prevenção primária por meio do aumento do consumo de brócolis, couve-flor e possivelmente espinafre", disse a responsável pelo estudo, Victoria Kirsch, do Cancer Care Ontario.
Kirsch ressaltou, no entanto, que os homens que queiram prevenir o câncer não devem apenas comer brócolis e couve-flor, mas devem ter um estilo de vida mais saudável de forma geral.
Entidades ligadas à prevenção do câncer também alertaram para a necessidade de se manter uma dieta saudável e não atribuir importância excessiva a um alimento específico.
"Quando o assunto é comida, não há nenhuma 'superfruta' ou 'superverdura' em particular que vai proteger você do câncer"", disse Kat Arney, da britânica Cancer Research UK.
"Especialistas já provaram que a melhor forma de reduzir o seu risco de desenvolver vários tipos de câncer é comer uma dieta balanceada. Isso significa incluir pelo menos cinco porções diárias de uma variedade de fruta e verduras, incluindo brócolis e couve-flor."
O evento destina-se à comunidade científica (profissionais, docentes e alunos de graduação e de pós-graduação) interessados na temática a ser abordada e, particularmente, em discutir as relações entre educação e filosofia.
No primeiro dia será realizado o minicurso “O problema da experiência na filosofia de Dewey e Foucault”, com Jim Garrison, da Virginia Tech, Estados Unidos.
A sessão de abertura “La dignidad de un acontecimiento. Acerca de una pedagogía de la despedida” ficará a cargo de Fernando Bárcena Orbe, do Departamento de Teoria e História da Educação da Universidade Complutense de Madri, Espanha.
O simpósio é organizado pelo Grupo de Estudo e Pesquisa Educação e Filosofia (Gepef) da Universidade Estadual Paulista (Unesp).