sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Mulheres Obesas Sofrem Mais Estresse, Diz Pesquisa


Estudo diz que grupo tem mais chance de perder emprego ou ser vítima de crime.
Mulheres que estão acima do peso vivem mais eventos estressantes do que as que têm um peso considerado normal, segundo um estudo realizado por pesquisadores americanos.


O estudo, realizado por uma equipe do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, foi publicado na revista acadêmica Preventive Medicine.Os pesquisadores analisaram 41.217 adultos.


Os resultados mostraram que as mulheres que estão acima do peso têm mais chances de perder o emprego, ser vítimas de crime, cometer crimes ou enfrentar problemas financeiros.


Segundo os pesquisadores, essas mulheres parecem sofrer mais especialmente no trabalho, onde se sentem mais discriminadas do que os colegas homens que estão acima do peso.


Os cientistas dizem que alguns fatores podem explicar a conexão entre peso e eventos estressantes. Discriminação, por exemplo, pode levar a baixa auto-estima, o que faz com que as pessoas afetadas não lutem por seus direitos, perdendo promoções. Obesidade também está ligada a pobreza, o que, por sua vez, está ligado a criminalidade.


A pesquisa classificou indivíduos de acordo com o Índice de Massa Corporal (IMC) em pessoas acima do peso, obesas ou extremamente obesas.


Quando indivíduos obesos ou extremamente obesos foram avaliados, as chances de relatar eventos estressantes foram maiores tanto entre mulheres como homens, em comparação com pessoas de peso considerado normal.


Fonte: www.educacaofisica.com.br

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Rir e cantar, remédios para o coração


Música faz bem para alma, agora sabemos que para o coração e artérias também. Pesquisadores da Universidade de Maryland, em Baltimore estudaram o efeito da música sobre a dilatação das artérias.

O estudo científico avaliou o impacto da música sobre o endotélio, parte mais interna da parede das artérias. O endotélio mais do que o revestimento das artérias faz parte da regulação do diâmetro dos vasos.

Os especialistas queriam determinar o efeito das emoções positivas sobre as artérias. Uma dezena de participantes saudáveis e não-fumantes, com uma média de idade de 36 anos, puderam selecionar 30 minutos de música que gostavam e os deixavam relaxados.

Para que o resultado fosse o melhor possível todos ficaram duas semanas sem escutar as músicas da seleção. Para comparação, também foram indicadas quais músicas os deixavam ansiosos.

Um teste mediu a dilatação da artéria braquial por meio de ultra-som em repouso após 30 minutos de estímulos -- músicas relaxantes, mais agitadas e um videoclipe divertido.

As artérias se dilatavam com as músicas agradáveis e com as risadas do vídeo. Por outro lado, as músicas mais agitadas geravam ansiedade e o estreitamento das paredes das artérias.

Pesquisas como essas demonstram o que era observado. O cérebro, por meio das emoções, participa da regulação da pressão arterial e o estresse não pode ser negligenciado no tratamento dessas doenças.


quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Estudo Liga Tamanho da Cintura à Morte Prematura


As gordurinhas em volta da cintura podem aumentar dramaticamente o risco de morrer mais jovem, mesmo que o peso total da pessoa seja normal, segundo pesquisadores britânicos.

Um estudo envolvendo quase 360 mil pessoas de nove países europeus e publicado na revista acadêmica New England Journal of Medicine descobriu que o tamanho da cintura é um "indicador poderoso" de risco.

Os pesquisadores sugerem que os médicos deveriam medir a cintura de seus pacientes regularmente como uma maneira rápida e barata de avaliar a sua saúde.

A ligação entre gordura ao redor da cintura e problemas de saúde foi estabelecida há algum tempo, mas o tamanho do estudo dá aos cientistas um quadro mais preciso.

Os pesquisadores, incluindo alguns do Imperial College, em Londres, acompanharam voluntários, que tinham em média 51 anos no início da pesquisa, por 10 anos. Nesse período, 14.723 deles morreram.

Massa Corporal e Cintura

A medida padrão de obesidade, o Índice de Massa Corporal (IMC), continua sendo um dado importante ao analisar os riscos à saúde, e, segundo os pesquisadores, aqueles com um índice alto são mais propensos a morrer de doenças cardiovasculares ou câncer.

Mas tanto a proporção quadril/cintura - número produzido ao se dividir o tamanho da cintura pela medida do quadril -, como apenas a medida da cintura, parecem ser bons indicadores para descobrir quem tem um risco ainda maior.

Na pesquisa, algumas pessoas que tinham um IMC normal, mas uma cintura maior do que a média, tinham um risco maior de morte prematura. Nos pontos extremos dos resultados, homens com cinturas com mais de 119 cm tinham o dobro da taxa de mortalidade comparado com aqueles com cinturas com menos de 80 cm.

Um dado semelhante foi verificado em mulheres com cinturas com mais de 99 cm comparado com as que tinham uma cintura com menos de 64,7 cm.

Um aumento do risco de morte podia ser verificado cada vez que a medida aumentava em 5 cm - comparando duas pessoas com o mesmo IMC, cada 5 cm aumentava o risco em 17% em homens e em 13% em mulheres.

"Nós ficamos surpresos de ver que o tamanho da cintura tem um impacto tão poderoso na saúde das pessoas e na morte prematura. Não há muitas características individuais que podem aumentar o risco de uma pessoa ter morte prematura, além de fumar e beber", afirmou.

Um porta-voz da British Heart Foundation disse que os resultados batem com outras pesquisas que concluíram que o risco de doenças do coração é maior quando a gordura está concentrada ao redor da cintura.

Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Diabete gestacional pode afetar desenvolvimento da linguagem no bebê

O diabetes gestacional – um quadro que se desenvolve quando as mulheres não conseguem produzir insulina durante a gravidez – tem sido relacionado a uma variedade de problemas nas crianças, incluindo um risco maior de obesidade e diabetes. Agora, um estudo revela que essas crianças têm duas vezes mais chances de ter retardos no desenvolvimento da linguagem, em comparação a outras crianças.

A análise, que aparece na edição de novembro do "Pediatrics", comparou 221 crianças de mães diabéticas com 2.612 crianças de mães não-diabéticas.

Após controlar fatores como a idade da mãe, nível de instrução, tabagismo, saúde do bebê no nascimento e outros fatores, os pesquisadores descobriram que das crianças que foram mal em pelo menos dois testes de linguagem entre 18 meses e 7 anos, 26% tinham mães diabéticas.

Em todas as idades, concluíram os cientistas, a diabetes gestacional é associada a um déficit nas habilidades lingüísticas, e a associação é ainda mais forte do que com qualquer outro fator, com exceção do nível de instrução da mãe.

Fonte: PEDIATRICS Vol. 122 No. 5 November 2008, pp. e1073-e1079

I Jornada de Anatomia - USP


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Descanso Inadequado = Desempenho Ruim


Parece bem óbvio o que diz o título dessa postagem. Alias, é obvio! Porém, mesmo sabendo disso, a sociedade parece não se importar com as conseqüências de não descansarmos ou dormirmos em uma quantidade satisfatória. Isso afeta sim nosso desempenho e humor seja em qualquer setor ou ramo de atividade.

E quando as pessoas que sofrem desse mal ocupam cargos e desempenham funções que podem salvar vidas? Complicado, não é mesmo?!

Pois é, um estudo – pioneiro – realizado por pesquisadores da Nova Zelândia realizou testes em médicos e médicos residentes, cuja especialidade é Anestesia, para saberem se os plantões e poucas horas de sono estavam afetando diretamente seus desempenhos nessa função importantíssima e delicada.

Foi descoberto um declínio inversamente proporcional à quantidade de horas de sono e descanso no tempo de reação, fadiga e desempenho dos médicos e dos residentes, principalmente em turnos diurnos normais após os plantões noturnos.

Um exemplo dentre vários (caminhoneiros, bombeiros, policiais, e por ai vai!).

Óbvio?! Mas ainda há uma irresponsável indiferença e isso pode custar vidas!

Fonte: Chronobiol Int. 2008 Nov;25(6):1077-91

sábado, 15 de novembro de 2008

Identifique e corrija erros posturais na corrida

Braços e tronco bem-posicionados são fundamentais para sua mecânica de corrida ser eficiente.

A cada prova de corrida de longa distância que acompanho ao vivo ou pela televisão, ou mesmo em parques bem movimentados aos finais de semana, tenho observado o quão diferente é a movimentação de tronco e membros de cada indivíduo em sua prática de corrida.

A individualidade dos movimentos e a biomecânica de cada atleta é uma espécie de impressão digital da corrida. É difícil encontrar dois corredores com os movimentos exatamente iguais. E isso não é motivo para preocupação. Afinal, a corrida deve estimular a naturalidade do corpo.

Para correr bem não é preciso fazer força. Os movimentos não devem ser contraídos, afirmou Mário Sérgio Silva, diretor técnico da Run&Fun.

Ainda que a corrida ideal tenha que ser algo natural e harmônico, existem os erros mais comuns cometidos pelos corredores. Uns são causados por vícios de movimentos, outros por desvios posturais, mas para todos eles existe solução.

Seja por meio de exercícios educativos, estímulo da consciência corporal ou mesmo musculação, é possível melhorar. Muitos corredores ignoram a importância do trabalho de força para melhorar na corrida.

A questão da postura correta é um dos principais motivos para que os exercícios de musculação sejam feitos, disse o Mário Sérgio. O treinador citou como exemplo o fortalecimento do abdômen para melhorar a posição do tronco. Além disso, músculos mais resistentes evitam lesões e protegem o atleta.

Veja quais são os erros de postura mais cometidos pelos corredores e como se livrar deles:

  • Colocar muita força na mão: correr com a mão tensionada, ou seja, fechada com muita força, não é recomendado. Isso faz com que o atleta gaste energia desnecessariamente.O correto é manter a mão relaxada, nem muito fechada nem aberta. Para saber a medida, imagine que está segurando uma garrafa de modo que o dedão fique como se estivesse tampando o gargalo, explicou o treinador.
  • Rotação lateral do tronco: é quando o atleta balança o tronco de um lado para o outro, com o movimento que se assemelha a um lutador de boxe. Esse "gingado" é prejudicial ao rendimento, pois o deslocamento na corrida deve ser para frente e não para os lados. Além disso, a quantidade elevada de repetições deste movimento predispõe a lesões no quadril, alerta Luciane Macias, assistente de conteúdo técnico da O2 e treinadora da assessoria esportiva Infinitum. Para corrigir esse erro, Luciane indica os educativos de corrida. Como, em sua maioria, esses exercícios exigem que se mantenha o quadril alinhado e o tronco completamente ereto, eles ajudam a melhorar a postura nesses casos, completou.
  • Correr sem movimentar os braços: os braços devem formar um pêndulo ao lado do corpo. Quando esses membros não se mexem de maneira harmônica, não há um aproveitamento adequado do movimento. Os braços auxiliam no equilíbrio e até na impulsão da corrida. Como solução para esse problema, o treinador indica que o corredor fique na frente do espelho e faça o movimento da corrida, como se estivesse correndo parado. Os braços devem ficar paralelos ao corpo como se duas linhas puxassem um de cada vez para frente e para trás. Isso melhora a consciência corporal e ajuda o atleta a executar corretamente na hora do treino ou prova.
  • Alinhamento do tronco: a posição correta do tronco durante a corrida é ligeiramente inclinado para frente e não totalmente ereto. Aqueles que correm com o tronco ereto, ou até um pouco para trás, vão contra a mecânica natural do corpo e fazem muito mais esforço, explicou Mário Sérgio. O corredor deve ficar atento à sua postura e se projetar um pouco para frente, mas com a coluna reta. Muitos, na tentativa de corrigir essa posição, acabam por incidir em outro erro que será descrito a seguir.
  • Ombros projetados à frente: em vez de jogar todo o tronco para frente com a coluna alinhada, alguns atletas projetam apenas os ombros, fechando o tórax. Na intenção de corrigir a postura, esse atleta comete outro erro. Além de tensionar desnecessariamente a região do trapézio, o peitoral mais fechado dificulta a captação de oxigênio.
Essas são algumas dicas que tornarão seus treinos ainda mais rendáveis.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/
O2 por minuto - Corrida -

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Vídeo-Games com Jogos Dinâmicos e Ativos vs Prática de Esporte


Pesquisadores ingleses desenvolveram um estudo bastante interessante com crianças de ambos os sexos e idades entre 13 e 15 anos.

O estudo comparou o gasto energético dessas crianças em três atividades diferentes; (1) jogando vídeo-game convencional, (2) jogando vídeo-game “ativo e dinâmico” (Wii Sports), (3) praticando qualquer outro tipo de esporte.

Comparando o vídeo-game convencional com o “ativo e dinâmico”, há um gasto energético significantemente maior (> 50%) quando as crianças jogavam o vídeo-game “ativo e dinâmico”.

No entanto, o mais interessante resultado dessa pesquisa foi a constatação de que até mesmo esse gasto energético maior pelas crianças quando jogavam o vídeo-game “ativo e dinâmico” foi muito menor do que o gasto energético dessas mesmas crianças quando praticavam qualquer esporte.

Além disso, a energia utilizada para jogar o vídeo-game “ativo e dinâmico” não foi intensa o suficiente para contribuir para a quantidade diária recomendável do gasto energético.

Portanto, a prática de uma atividade física ainda é imprescindível para as crianças, independente do esforço das empresas de entretenimento eletrônico em aumentar a atividade da criança através de jogos eletrônicos inovadores e mais avançados.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Atividade Física Para a Terceira Idade


O prolongamento da expectativa de vida exige, inevitavelmente, um cuidado especial com a qualidade de vida dos idosos. A prática regular de atividade física desempenha um importante papel na preservação da qualidade de vida e independência desses idosos, e não apenas na redução da taxa de doenças e mortalidade nessa faixa etária.

Um melhor entendimento desse aspecto nos permite criar diretrizes para a prática regular de atividade física para os idosos.

As reações à prática regular de atividade física nos idosos que não possuem doenças cardiovasculares são similares àquelas de jovens praticantes. Nos homens idosos, o mecanismo de adaptação cardiovascular em resposta ao exercício é principalmente central, enquanto que nas mulheres idosas esse mecanismo é mais periférico.

Já os idosos com doenças cardiovasculares, quando comparados com idosos saudáveis, sofrem de reduções no consumo de oxigênio e no débito cardíaco. Esses idosos se beneficiam de atividades físicas aeróbias, o que culmina na melhora do perfil de fatores de risco nessa idade. Portanto, a inclusão do Treinamento Aeróbio como uma parte integrativa do estilo de vida diário é recomendável.

O Treinamento de Força em idosos de ambos os sexos levam a valores similares ou até maiores para massa muscular e força, além auxiliar na redução da gordura corporal, peso corporal e preservar a massa tecidual ativa.

Vários estudos ainda listam outros benefícios para os idosos que praticam atividade física regular:

Melhora na postura e estabilidade
Melhora na flexibilidade e mobilidade
Melhora na função cognitiva
Nível menor de depressão

Para aqueles ainda mais idosos (acima de 80 anos de idade) e frágeis, a prática regular da atividade física contribui substancialmente para a qualidade de vida através de melhora nas adaptações; metabólicas, fisiológicas e funcionais, melhoras que muitas vezes não são alcançadas com nenhum outro tipo de tratamento.

Em suma, a participação em um programa regular de atividade física é um meio seguro e eficaz para evitar ou reduzir o declínio funcional associado com a idade, acarretando em uma melhora na qualidade de vida. O programa de exercício recomendável é multifatorial e inclui Treinamento Aeróbio e Treinamento de Força, além de exercícios de Propriocepção, Tempo de Reação, Flexibilidade e até Força Explosiva.

Fonte: Harefuah. 2002 Jul;141(7):646-50, 665, 664

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Viver na altitude e treinar ao nível do mar pode melhorar o desempenho de corrida


Por quase 40 anos, cientistas vêm investigando o uso da altitude em uma tentativa de melhorar o desempenho de corredores de elite.

Muitos desses estudos, no entanto, produziram resultados equivocados quanto aos benefícios fisiológicos de tal procedimento. Porém, novos estudos sobre altitude e desempenho estão surgindo novamente. Tais estudos avaliam atletas que vivem na altitude (acima de 2000m e um mínimo de 20 horas ao dia por 4 semanas), mas treinam ao nível do mar, o chamado “live high, train low” (do inglês - viva no alto, treine embaixo).

Esse modelo demonstrou melhora significante no número de glóbulos vermelhos, consumo máximo de oxigênio e consumo de oxigênio no limiar ventilatório - e conseqüente diminuição no tempo total de corrida - em atletas de elite dos 3000m e 5000m.

Os pesquisadores descobriram (através de modelos matemáticos de desempenho em maratonas) que essas melhoras, em decorrência desse tipo de treino, podem também melhorar o tempo de corrida de maratonistas de elite (com uma economia de corrida típica) em 8.5 minutos (ou aproximadamente 5%) em média.

Fonte: Medicina (Kaunas). 2008;44(9):687-93

sábado, 8 de novembro de 2008

Satisfação menor, obesidade maior


Ao saborear um delicioso mikshake de chocolate, o cérebro responde de maneira diferente, dependendo da pessoa. E é essa diferença, cortesia dos genes receptores de dopamina, que pode ajudar a explicar por que alguns engordam e outros não.

Segundo um estudo publicado na revista Science, o cérebro de indivíduos obesos responde a alimentos saborosos com menos intensidade do que o de pessoas mais magras. Isso indicaria que os obesos tendem a comer mais, aumentando a quantidade para compensar a menor resposta na satisfação ao ingerir o alimento.

O estudo, feito por pesquisadores de instituições norte-americanas, indicou uma resposta mais lenta ao alimento em regiões no cérebro conhecidas como “centros de recompensa” em indivíduos com uma variante genética específica.

No cérebro, o estriado dorsal é responsável pela liberação do neurotransmissor dopamina em resposta à ingestão de comida. A quantidade de dopamina liberada corresponde ao grau de satisfação que o alimento traz. Mas em indivíduos obesos, essa resposta tende a ser mais lenta, devido à presença de menos receptores de dopamina.

Na pesquisa, feita com mulheres, as voluntárias com a variante Taq1A1 tinham menos receptores D2 e demoravam mais para se sentirem satisfeitas após a ingestão de um milkshake de chocolate.

Segundo a pesquisa, pessoas com menos receptores D2 necessitam de mais substâncias recompensadores, como alimentos ou drogas, para experimentar o mesmo nível de satisfação do que as demais

Segundo os pesquisadores, a descoberta poderá ajudar no tratamento da obesidade, por meio da identificação de pessoas com a variante Taq1A1, que estariam propensas a ingerir maiores quantidades de alimentos e, por conseqüência, a ganhar mais peso.

Fonte:

Relation between obesity and blunted striatal response to food is moderated by TaqlA1 A1 allele.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Fatores desencadeantes da enxaqueca


Ao investigar os fatores que desencadeiam a enxaqueca, um novo estudo feito com 200 pacientes revelou que 83,5% apontaram algum fator relacionado à dieta – sendo o jejum mais recorrente, seguido do álcool e do chocolate. Os problemas com o sono foram relatados por 81% dos entrevistados e 64% associaram a enxaqueca ao estresse.


O estudo aponta também que a enxaqueca afeta três vezes mais as mulheres do que os homens, principalmente em decorrência de fatores hormonais. A enxaqueca é um distúrbio neurológico crônico com vários fatores desencadeantes, que geralmente se inicia na infância ou na adolescência e pode acompanhar o paciente por toda a vida. Caracteriza-se por dores de cabeça transitórias e localizadas e atinge 12% da população, chegando a 20% entre as mulheres.


A enxaqueca é mais comum entre mulheres. Ocorre principalmente durante a fase reprodutiva, entre 20 e 50 anos, e tem um importante impacto socioeconômico e sobre a qualidade de vida dos pacientes. Os resultados apontaram que cerca de 53% das mulheres apresentaram fatores hormonais como principais desencadeadores da enxaqueca, sendo o período pré-menstrual o mais freqüente. Fatores desencadeantes


Entre os fatores desencadeantes relacionados à dieta, o jejum foi o mais freqüente, seguido pelo álcool, chocolate, vinho tinto e café. Os resultados mostraram ainda que mulheres têm mais crises de enxaqueca desencadeadas pelo vinho tinto do que os homens.
Com relação aos fatores desencadeados pelo estresse, a preocupação com o trabalho foi o principal fator nos pacientes com enxaqueca. Ao analisar o comportamento do sono (excesso ou falta), o estudo aponta que esse fator parece ter influência na ocorrência da enxaqueca. Pouco mais de 75% dos pacientes apontaram problemas com o sono como principal fator desencadeador.


Merecem destaque também os fatores ambientais, como alergia, poluição, claridade solar, mudanças no tempo, cigarro, ar condicionado, odores de perfumes, produtos de limpeza e gasolina. Cerca de 68,5% dos entrevistados afirmaram sentir os sintomas da enxaqueca após exposição a esses fatores, sendo os odores (36,5%) os mais recorrentes.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Biomecânica de Corrida: Calcanhar Mais Curto = Melhor Economia


Essa foi a descoberta (e o título) de uma pesquisa realizada por cientistas holandeses em corredores de elite de longa distância.

A investigação girou em torno da curiosidade em saber o porquê da variação na economia de corrida entre esses corredores de elite. Os pesquisadores advogam que tais variações podem ocorrer devido à variação no armazenamento e na re-utilização da energia elástica nos tendões. Eles constataram que a quantidade de energia armazenada nos tendões durante um dado movimento depende mais criticamente no braço de momento(1) do que em propriedades mecânicas do tendão, com a quantidade de energia armazenada aumentando na medida em que o braço de momento(1) diminui.

Então, partindo do pressuposto de que há um link entre a re-utilização da energia elástica e o custo metabólico total da corrida, um braço de momento(1) menor deverá, portanto, ser associado com uma economia de corrida superior.

A teoria acima foi comprovada quando 15 corredores de elite de longa distância tiveram seus tendões de Aquiles testados e comparados com suas respectivas economias de corrida, medida em taxa metabólica de consumo de energia na esteira. Os pesquisadores encontraram uma forte correlação entre o braço de momento(1) do tendão de Aquiles e a economia de corrida. Menores braços de momento(1) para um dado músculo correlacionaram com menores taxas metabólicas de consumo de energia.

(1) Braço de Alavanca – A menor distância perpendicular entre a linha de força de ação e o eixo de rotação. Em uma alavanca, o braço de momento da força é frequentemente denominado braço de força e o braço de momento da resistência, braço de resistência.

Fontes: J Exp Biol. 2008 Oct;211(Pt 20):3266-71

Oxford Dictionary of Sports Science and Medicine (2005)

Unifesp recruta voluntários com dor na região lombar


O Ambulatório da Dor, ligado à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), recruta pessoas com dores na região lombar.

Os interessados podem ser de ambos os sexos e não apresentar hérnia de disco. Somente pacientes que tenham 18 anos completos poderão participar do estudo.

Todos os inscritos passarão por uma triagem e, após avaliação, serão convocados. O tratamento é uma combinação de medicamentos e fisioterapia, além de alongamentos específicos para a região.

A pesquisa terá duração de três meses. As inscrições devem ser feitas, ás quartas-feiras, das 09h às 15h, no telefone 5084-7463, com André ou Simone.

Vale a pena participar!!! É uma oportunidade de conhecer mais sobre o assunto e, unindo o útil ao agradável, ter seu quadro de dor diminuído!!!

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Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Assessoria de ImprensaTel.: (11) 5579-1328/ 5085-0279/ 5539-4746/ 5571-4359

Ricardo Viveiros – Oficina de Comunicação Outubro/2008


terça-feira, 4 de novembro de 2008

Remédio para osteoporose prejudica o coração, diz estudo

Um remédio recomendado para pessoas com osteoporose pode aumentar substancialmente as chances do paciente desenvolver uma doença cardíaca grave, a fibrilação atrial.


Segundo pesquisadores americanos, quem se trata com as drogas alendronato e ácido zoledrónico - que servem para desacelerar o avanço da osteoporose - tem duas vezes mais chances de ter problemas cardíacos desse tipo, responsável por fazer com que os batimentos do coração fiquem irregulares.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram três estudos que envolveram mais de 16.000 pacientes que tomavam essas drogas. A partir de análises, os pesquisadores descobriram que aqueles que tomaram a droga tinham duas vezes mais probabilidade de sofrer com fibrilação atrial do que aqueles que não tomavam o remédio.


Entre os sintomas mais conhecidos da doença estão dores no peito, dificuldades para respirar e palpitações. Com a fibrilação atrial o coração bate rápido e sem ritmo. Dessa forma, o sangue passa a ser bombeado de forma ineficaz, ficando acumulado nas câmaras do coração. Como conseqüência, aumenta-se o risco de coágulo sanguíneo, que pode vir a provocar embolia pulmonar, trombose nas pernas e até o acidente vascular cerebral.

De acordo com a Associação Americana do Coração, cerca de 15% dos derrames ocorrem em pessoas com fibrilação atrial. No total, 2,2 milhões de americanos têm esse tipo de arritmia.


Segundo os autores do estudo, a partir de agora, os médicos devem ter cuidado ao prescrever a medicação para pacientes com problemas no coração. A fibrilação atrial pode ser ainda mais grave em pessoas com doenças cardíacas pré-existentes ou pressão arterial elevada, disse a coordenadora do estudo, Jennifer Miranda, médica do Jackson Memorial Hospital, em Miami, nos Estados Unidos.

Fonte: http://www.educaçãofisica.com.br/

Veja online - Saúde

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Emigrantes de chuteiras


Entre os milhões de brasileiros que atualmente residem no exterior, há cerca de 5 mil jogadores de futebol. Um estudo feito na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) traçou o perfil dos emigrantes de chuteiras e constatou que eles vivem em condições tão especiais que não chegam a ser considerados imigrantes nos países de destino.

A pesquisa, publicada na revista Horizontes Antropológicos, aponta ainda que os jogadores emigram cada vez mais jovens, normalmente são os caçulas da família e, em grande parte, são evangélicos.

O ato de emigrar para jogar em clubes do exterior – ou “rodar”, na linguagem futebolística, é classificado como “circulação” no estudo, já que os jogadores estão em outros países de passagem.

Essa circulação ocorre em circuitos particulares, que podem abranger diversos Estados-nações, sem que suas fronteiras sejam especialmente relevantes. A primeira característica que se diferencia esse grupo dos emigrantes é o registro, mais preciso do que nos casos de emigração convencional.

A pesquisa aponta que, não há dados precisos sobre a emigração no Brasil, porque grande parte das pessoas sai sem declarar. No caso dos jogadores de futebol isso não ocorre. Todo esse fluxo é registrado. Embora esses jogadores venham, em grande parte, das camadas médias e subalternas, com perfil parecido dos emigrantes que normalmente saem do país, eles não são vistos como imigrantes lá fora, mas contam com um estatuto especial.

De acordo com a pesquisa, o perfil desses jogadores em nada se aproxima do imigrante que aparece na mídia estrangeira – rótulo geralmente impingido com teor pejorativo. Normalmente, o termo é empregado para designar os trabalhadores braçais e é associado ao crime e à ilegalidade. Em reportagens sobre imigração, os jogadores são invisíveis nas matérias. Nem os próprios jogadores se identificam como imigrantes nos países onde estão jogando.

A pesquisa, iniciada em 2003, partiu da perspectiva dos jogadores brasileiros no exterior. Participaram cerca de 40 jogadores que viviam ou haviam vivido e exercido sua profissão no exterior – muitos deles em mais de dois países. De acordo com a pesquisa, o estudo etnográfico se concentrou nas cidades de Sevilha (Espanha) e Eindhoven, na Holanda.

Caçulas e evangélicos

O estudo aponta que cerca de 90% dos entrevistados que migraram são provenientes de camadas com menores faixas de renda. A maioria dos jogadores entrevistados tinha apenas o primário, e uma parcela de cerca de 10% conseguiu terminar o secundário. Apenas duas entre as esposas concluíram o terceiro grau, mas segundo o estudo “há uma tendência de que as mulheres apresentem uma escolaridade maior do que a dos jogadores”.

O perfil identifica ainda que os jogadores receberam apoio familiar e, em geral, são os caçulas da casa. Um dado que chamou a atenção, segundo Carmen, diz respeito à prática religiosa. “É interessante como Deus – e não a religião – é um valor central na vida deles, em sua grande maioria, evangélicos.”

De acordo com a pesquisadora, uma das hipóteses para explicar a centralidade da fé é que a situação de vida do jogador muda radicalmente em pouco tempo.

Segundo o estudo, é no consumo cotidiano em que se percebe mais claramente a dimensão da “identidade nacional” nesses jogadores. Os altos salários recebidos pelos jogadores na Europa e no Japão não se refletem em consumos ostentatórios. Seus hábitos, afirma o artigo, “aproximam-se mais os de uma camada média-alta do que da faixa dos milionários, que são efetivamente. Não transitam em aviões particulares, não possuem iates, não passam as férias em ilhas particulares, nem freqüentam restaurantes de luxo.”

“Eles moram em casas espaçosas localizadas em bairros nobres – geralmente os que concentram grande número de jogadores de futebol –, mas não vi na decoração das casas nenhuma grande extravagância. Continuam a vestir-se como os jovens de sua idade, com tênis, jeans e camisetas, a comer em casa ou em restaurantes que sirvam comida próxima da brasileira”.

Os únicos consumos de luxo recorrentes entre eles, são “os automóveis, sempre carros novos de luxo, mas às vezes fornecidos pelo próprio clube, os brincos de diamantes ou as invariáveis trousses de toilette Louis Vuitton”.

A autora diz que, ao contrário do que se vê um pouco na mídia ou do que torcedores brasileiros imaginam, esses jogadores não se europeizaram. “Eles continuam sendo muito nacionalistas, tendo o Brasil como principal referência, e no seu cotidiano o país é extremamente presente”.

Para ler o artigo Rodar: a circulação dos jogadores de futebol brasileiros no exterior , de Carmen Silvia Rial, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme)

Atividade física retarda declínio de força muscular respiratória no idoso

A senescência, processo natural de envelhecimento, envolve uma série de modificações fisiológicas no organismo que podem ser tão drásticas e intensas a ponto de se confundirem com eventos patológicos.

Muitas vezes é difícil a diferenciação exata, entre o declínio das funções orgânicas secundárias ao envelhecimento, e os sinais e sintomas de doenças prevalentes nesta fase da vida.


As reservas fisiológicas de importantes sistemas e órgãos, como o aparelho cardiovascular, respiratório, funções hepática e renal, sofrem um inexorável e progressivo declínio, fazendo com que o idoso seja menos complacente às agressões externas, e mais susceptível a complicações, mesmo diante de enfermidades que guardam pequena gravidade.


O avançar da idade também se associa com declínio da força e resistência da musculatura esquelética, incluindo os músculos da respiração, conforme afirmam pesquisadores norte americanos da Northeastern University e Warren Alpert School of Medicine at Brown University, que publicaram um estudo na revista Lung, em Dezembro de 2007.


Os autores defendem a hipótese de que o exercício físico regular, efetuado pelo idoso, atenua a perda da força muscular respiratória, relacionada ao avançar da idade.


Participaram da análise 24 indivíduos sadios, com idade superior a 65 anos, sendo 54% do sexo feminino. Eles foram divididos em dois grupos, com igual número de participantes, sendo um submetido à atividade física regular e o outro composto por idosos sedentários. Não houve diferença de significância estatística, quanto à composição etária dos grupos.


Os resultados apresentados demonstraram que a espessura diafragmática foi maior no grupo de idosos ativos, em comparação aos sedentários (p= 0,011). Da mesma forma, as provas de função pulmonar, como as pressões inspiratória e expiratória máximas, foram superiores no grupo de participantes que efetuava atividade física regular, em relação aos inativos.


O exercício físico regular está positivamente associado à desaceleração no declínio da força e da resistência muscular respiratória.
Lung 2007; 185 (6): 315 – 320 (December)

A Importância da Especificidade da Avaliação Física e do Treinamento


Pesquisadores Australianos realizaram um estudo com mineradores de resgate em Queensland. O objetivo dos cientistas foi de analisar, através de testes físicos gerais e específicos, se as capacidades físicas dos mineradores de resgate (que não eram submetidos à nenhum tipo de treino específico) eram suficientemente adequadas para suprir suas necessidades em caso de um evento de resgate. Foram realizados 10 testes para capacidades físicas gerais e 3 testes específicos de resgate em minas.

Os resultados dos testes gerais mostraram, surpreendentemente, que as capacidades físicas gerais dos mineradores de resgate, que deveriam ser acima da média quando comparadas à de indivíduos “normais”, estavam na média, ou pior, abaixo da média da população normal. Já os testes dos resultados específicos comprovaram que as tarefas específicas de resgate eram extremamente exigentes para a condição física atual desses mineradores.

O estudo concluiu, portanto, que, além do treinamento para capacidades físicas gerais, era de suma importância que os mineradores de resgate treinassem ESPECIFICAMENTE para sua tarefa principal, que é o resgate – SALVAR VIDAS.

Nunca é demais reforçar então que, em muitas ocasiões, uma estratégia correta na avaliação e prescrição de um dado treinamento pode salvar vidas.

Fonte: J Occup Med Toxicol. 2008 Oct 12;3(1):22. [Epub ahead of print]

domingo, 2 de novembro de 2008

Horário de verão aumenta risco de infarto, diz estudo

Adiantar os relógios em uma hora por causa horário de verão aumenta o risco de infartos, alerta um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Karolinska da Suécia

Seguno o estudo, publicado no New England Journal of Medicine, os casos de infarto do miocárdio aumentam cerca de 5% na semana seguinte ao ajuste dos relógios - principalmente nos três primeiros dias.

"A hora de sono perdida e os conseqüentes distúrbios de sono que isto provoca são as explicações mais prováveis", disse Imre Janszky, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

Em entrevista à agência de notícias sueca TT, outro cientista ligado ao estudo chegou a sugerir o fim dos ajustes anuais dos relógios.

"Talvez seja melhor adotar o horário de verão durante todo o ano, em vez de ajustar os relógios duas vezes por ano. Este é um debate que está ocorrendo atualmente", disse o Dr. Rickard Ljung.

Com base no registro de infartos na Suécia desde 1987, os cientistas do Instituto Karolinska chegaram às conclusões do estudo após examinar as variações na incidência de ataques cardíacos durante os períodos de ajuste dos relógios, no início e no fim do horário de verão.

Sono a mais



Os cientistas também observaram que o reajuste dos relógios no fim do horário de verão (que na Suécia ocorre sempre no último domingo do mês de outubro), que é sempre seguido por um dia de uma hora extra de sono, representa uma leve redução do risco de infartos na segunda-feira seguinte.


A redução no índice de ataques cardíacos durante toda a semana que se inicia, no entanto, é significativamente menor do que o aumento registrado no início do horário de verão.


Estudos anteriores demonstram que a ocorrência de infartos é mais comum às segundas-feiras. Segundo os cientistas do Instituto Karolinska, o ajuste dos relógios no horário de verão oferece outra explicação para este fato


"Sempre se pensou que a causa da maior incidência de infartos às segundas-feiras fosse principalmente o estresse relacionado ao início de uma nova semana de trabalho. Mas, talvez outro fator seja a alteração dos padrões de sono ocorrida durante o fim de semana", observou o Dr. Janszky


Os cientistas explicam que os distúrbios do sono produzem efeitos negativos no organismo humano e alertam que níveis elevados de estresse podem desencadear um ataque cardíaco nas pessoas que se situam em grupos de risco.


"Pessoas mais propensas a sofrer um infarto devem viver de maneira saudável, e isto inclui ciclos regulares de sono durante toda a semana", diz Rickard Ljung. "Como um cuidado extra, podem talvez também relaxar mais nas manhãs de segunda-feira", acrescentou ele.


Os cientistas suecos esperam que o estudo possa aumentar a compreensão sobre os impactos que as alterações dos ritmos diários do organismo podem ter sobre a saúde humana.


"Cerca de 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo são expostas todos os anos aos ajustes dos relógios, mas é difícil generalizar a ocorrência de infartos do miocárdio que isto pode provocar", observou Ljung.


sábado, 1 de novembro de 2008

Exercício pesado reduz risco de câncer de mama, diz estudo

Uma nova pesquisa americana afirma que exercícios físicos vigorosos podem proteger mulheres de peso normal que já passaram pela menopausa contra o desenvolvimento de câncer de mama.

O estudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos diz que atividades regulares como corrida, ginástica aeróbica ou mesmo trabalho doméstico pesado estão associadas a uma redução de 30% do risco de desenvolvimento da doença.

Mas, segundo os cientistas, a atividade física pesada só protege mulheres que não estão acima do peso ou obesas, e exercícios leves não têm o mesmo efeito.

"Neste grupo de mulheres que passaram pela menopausa, a redução do risco de câncer de mama parece estar limitada a formas mais vigorosas de atividade física", afirmou o chefe da pesquisa Michael Leitzmann.

"Nossas descobertas sugerem que a atividade física age como apoio a mecanismos biológicos que são independentes do controle de peso do corpo", acrescentou.

O estudo de 11 anos analisou 32 mil mulheres e foi publicado na revista Breast Cancer Research.


  • Faxina

As mulheres avaliadas na pesquisa tiveram que responder a um questionário detalhado sobre o quanto e que tipo de atividade física faziam.

Os pesquisadores consideraram exercício vigoroso tarefas domésticas pesadas como esfregar o chão, lavar janelas, cavar no jardim ou cortar madeira.

Entre as atividades esportivas, as mais vigorosas foram corrida, caminhada rápida, tênis competitivo, aeróbica, bicicleta ao ar livre e dança rápida.

As atividades consideradas mais leves incluíam passar aspirador de pó, lavar roupas, pintura e jardinagem geral. Entre os esportes e exercícios leves estavam caminhada, tênis recreativo e boliche.

Inicialmente, os números indicaram uma redução do risco de câncer de mama muito pequena associada a atividades físicas.

Mas, quando os pesquisadores analisaram os números apenas em mulheres com peso normal, a associação foi bem mais forte.

Para Henry Scowcroft, gerente de informações científicas da organização britânica Câncer Research UK, o estudo adiciona mais provas de que "o câncer de mama é menos comum entre mulheres com um estilo de vida mais ativo, que já passaram pela menopausa".

"Apesar de esta pesquisa sugerir que atividades vigorosas beneficiam mais, vários outros estudos sugerem que atividades menos intensas podem também beneficiar no longo prazo", afirmou.


Fonte: BBC