quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Respiração Boca-a-Boca


1) Cheque se a via respiratória não está obstruída. Para que o ar possa passar: ponha uma mão na nuca e levante o pescoço; apóie a outra mão na testa e force a cabeça para trás.Em seguida, abra a boca, pressione a língua para baixo e veja se não há algum objeto ou secreção impedindo a passagem de ar. Remova-o com os dedos.

2) Se, com isso, a pessoa não voltar a respirar, afrouxe as roupas, mantenha estendido o pescoço da vítima e comece a respiração artificial.


3) Feche as narinas da vítima usando os dedos da mão que está sobre a testa.

4) Inspire fundo, abra sua boca e coloque-a sobre a boca da vitima (se for uma criança, cubra também o nariz com sua boca).

5) Sopre o ar até que o tórax da vítima se movimente, como em uma respiração normal. Use força com adultos, suavidade com crianças.

6) Retire sua boca, para que a pessoa possa expirar.

7) Mantenha o ritmo de 18 a 20 respirações por minuto, no caso de adultos, e 15 a 18,no caso de crianças. Verifique sempre se a vítima não está recuperando seus movimentos respiratórios.

8) Se vítima voltar a respirar, interrompa a respiração artificial, mas não desvie sua atenção. Ela pode parar de respirar novamente.

Fonte: Portal Terra

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Infarto ou Enfarte do Miocárdio? (terminologia)

Os termos enfarte e infarto tem sido empregados de forma alternativa para designar a necrose ocorrida em conseqüência da supressão de circulação de uma área vascular, e derivados do latim infarctus, que originalmente significava inchaço ou edema de alguma parte do corpo.

O uso da palavra infarto é mais comum no sul do país, com os cardiologistas e outros especialistas procurando adotá-lo oficialmente para a indexação de artigos de revistas científicas, livros e outros tipos de materiais e pesquisas.

Enquanto isso o termo enfarte é o mais usado em outras regiões do Brasil e, de forma quase exclusiva, em Portugal, onde a Associação Portuguesa de Documentação e Informação de Saúde (APDIS) determina a transposição do termo infarto para enfarte, salvaguardando assim as diferenças de terminologia usadas em Portugal e no Brasil.

No Vocabulário da Academia Brasileira de Letras, foi adotado apenas o termo enfarte, não consignando desta forma a palavra infarto, para essa designação.

Na 3ª edição (1960) do Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, editado pelo Ministério da Educação e Cultura, contando com a participação de professores da Universidade de São Paulo, foi dada prevalência ao termo enfarte com o mesmo significado de infarto, não havendo, entretanto, destaque ao último. Posteriormente, este dicionário, na 11ª edição (1980), inverteu sua posição e passou a dar prevalência ao termo infarto para designar a área hemorrágica ou necrótica por falta de circulação.

Os dicionários Houaiss e Aurélio registram ainda o termo enfarto com o mesmo significado de infarto e enfarte. O verbo infartar foi adotado no Houaiss enquanto enfartar foi consignado no Aurélio, com o significado de sofrer um enfarte.

Em Portugal, nos dicionários da Porto Ferreira e da Academia de Ciências de Lisboa, não existem os termos enfartar ou infartar.

A palavra infarte representa uma grafia incorreta de infarto ou enfarte.


Enfartante: um novo estágio, um novo termo!

À partir de 1972, com o desenvolvimento da Teoria Miogênica do Enfarte do Miocárdio por Quintiliano H. de Mesquita, um novo termo veio se juntar aos demais nessa qualificação pois, segundo esse médico e pesquisador, no quadro clínico habitualmente denominado como enfartado agudo, a terapêutica cardiotônica, baseada em sua teoria e prática médica, indicou que se passasse a denominá-lo como Quadro Clínico Enfartante – ou evolvente para o enfarte – uma vez que ele poderia ser evitado, sustado ou, pelo menos atenuado.

Fontes: Instituto de Combate ao Enfarte do Miocárdio;
Livro: Teoria Miogênica do Enfarte do Miocárdio

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Afogamento: Como agir?


1) Chame rapidamente o socorro médico. Lembre-se: no caso de afogamento, cada minuto perdido diminui muito a chance de recuperação.


2) Enquanto a ajuda não chega, coloque em decúbito dorsal (barriga para cima), em um declive, com a cabeça mais baixa que o corpo. Cuidado: não flexione, estenda ou vire o pescoço do afogado.


3) Não tente retirar a água dos pulmões.


4) Descubra se a pessoa está respirando: ouça sua respiração e observe se o tórax se movimenta.
5) Se a vítima não for capaz de respirar, comece, urgentemente, a respiração boca-a-boca.


6) Verifique também os batimentos cardíacos. Para sentir a pulsação, coloque as pontas dos dedos indicador e médio na virilha ou no pescoço da vítima, ao lado da traquéia.


7) Se a pulsação estiver ausente ou a pupila dilatada, o coração deve ter parado. É preciso fazer então uma massagem cardíaca.


8) Intercale duas respirações para cada 15 massagens cardíacas.


9) Insista na ressuscitação pelo máximo de tempo que você for capaz de agüentar. A vítima pode se recuperar mesmo após muito tempo nessa situação.


10) Quando a pessoa recuperar respiração e batimentos, deixe-a deitada de lado, com um braço abaixo da cabeça. Não permita que ela saia do repouso antes da chegada do socorro médico.


11) Aqueça a vítima. Se possível, leve o afogado para um local quente. Retire sua roupa molhada e cubra-a com cobertores, toalhas ou o que estiver à mão. Se a pessoa estiver consciente, ofereça uma bebida morna, doce e não alcoólica. Não tente aquecê-la rapidamente com um banho de água quente para evitar choque térmico. Friccionar braços e pernas pode ajudar a estimular a circulação.


Lembre-se que é preciso muita prática antes que um indivíduo possa agir em uma situação real. Portanto, muito cuidado!!!


Fonte: Portal Terra

domingo, 30 de novembro de 2008

Índice de Conicidade (Índice “C”)





O Índice C é baseado na idéia de que o corpo humano muda do formato de um cilindro para o de um “cone duplo”, com o acúmulo de gordura ao redor da cintura (veja foto ilustrativa).




No início da década de 90, foi proposto o índice de conicidade (índice C) para avaliação da obesidade e distribuição da gordura corporal, considerando que a obesidade central, mais do que a obesidade generalizada, está associada às doenças cardiovasculares, entre elas doença arterial coronariana.

Este índice é determinado com as medidas do peso, da estatura e da circunferência da cintura. É baseado na idéia de que pessoas que acumulam gordura em volta da região central do tronco têm a forma do corpo parecida com um duplo cone, ou seja, dois cones com uma base comum, dispostos um sobre o outro, enquanto aquelas com menor quantidade de gordura na região central teriam a aparência de um cilindro.

Desde a época em que este índice foi proposto, alguns estudos têm sido conduzidos na expectativa de confirmar a possível associação entre o índice C e variáveis consideradas como risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, sobretudo a doença arterial coronariana.

Apesar de existirem algumas controvérsias, o índice C é reconhecido como um bom indicador de obesidade central: a maior limitação para o seu uso como preditor de doenças coronarianas é a inexistência de pontos de corte que possam discriminar alto risco coronariano.

Mais investigações são necessárias para determinar a viabilidade do uso do Índice C para predizer a obesidade abdominal e o risco para a saúde.

O Índice Conicidade tem várias vantagens sobre outras medidas:

  • Tem uma faixa teórica esperada (1,0 a 1,73).

  • Compara a circunferência da cintura do indivíduo à circunferência de um cone perfeito com o mesmo volume corporal, portanto fornece uma medida relativa da obesidade abdominal.

  • Os Índices C dos indivíduos que diferem em peso corporal e altura podem ser comparados.

  • Não requer a medida da circunferência do quadril. Entretanto, até que normas sejam estabelecidas, o Índice C tem aplicabilidade limitada nos ambientes clínicos.



Fonte: Heyward, V.H., Stolarczyk, LM. Applied Body Composition Assessment. Human Kinetics, 1996.


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Simulador de Forças Para Pilotos



Aspirantes a pilotos da Esquadrilha da Fumaça, grupo de profissionais da Força Aérea Brasileira que faz demonstrações de acrobacia aérea, acabam de ganhar um importante atrativo para a fase de treinamentos que antecede as tradicionais apresentações pelos céus do Brasil.

É que pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), no interior paulista, acabam de concluir, no Laboratório de Bioengenharia da entidade, o desenvolvimento de um simulador de forças para o avião Tucano, da Embraer.

O equipamento, criado pelo professor Antônio Carlos Shimano e pelo pesquisador Thiago Augusto Bezerra, simula, por meio de um sistema de molas e de outros acessórios, a força empregada pelos pilotos no manche (o controle manual utilizado para pilotar os aviões) durante a execução das manobras.

Ao medir as forças exercidas em vôo pelos pilotos e avaliar os músculos envolvidos nas manobras, o sistema auxilia na criação de um treinamento físico específico para cada indivíduo, visando ao fortalecimento dos músculos e à diminuição de dores e lesões.

Devido às longas jornadas de vôo, a força empregada no manche e os movimentos de repetição geram lesões importantes, que ocorrem, sobretudo, nos ombros e braços. O simulador poderá contribuir para o aumento da segurança de vôo com a melhora da força muscular dos pilotos.
“Fizemos um simulador o mais próximo possível das situações reais. A estrutura de sua base tem dimensões semelhantes às encontradas na aeronave T-27 [Tucano]. Outras partes importantes, como tamanho e inclinação do assento e a distância entre o assento e o apoio para os pés, também têm as mesmas características da aeronave”, disse Antônio Shimano à Agência FAPESP. O estudo teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio Regular a Pesquisa.



Protótipo e Patente


Shimano conta que no manche do simulador foram fixados sistemas integrados formados por tubos, molas de compressão e células de carga. As medições das forças no manche são realizadas com o auxílio de um analisador de sinal elétrico ligado a todas as quatro células de carga.
“Esse analisador tem a função de codificar, filtrar e digitalizar os sinais elétricos provenientes das células de carga. A leitura e o armazenamento dos dados das forças aplicadas em função do tempo são realizados por um software especialmente desenvolvido para o simulador”, explicou.

Para isso, um computador deve ser ligado ao analisador de sinal elétrico de modo que os dados de força aplicada, ângulo e tempo sejam apresentados na tela e armazenados na forma de gráficos e tabelas. “O procedimento de aquisição e representação gráfica é continuo até que o operador realize o comando de parada, quando o analisador não envia mais dados ao programa”, disse o professor da FMRP.


A validação qualitativa e quantitativa do equipamento foi realizada pelos próprios pilotos da Esquadrilha da Fumaça. “Esses ases da aviação brasileira aprovaram o equipamento quanto às forças envolvidas nas manobras realizadas no manche, que, segundo eles, são parecidas com as realizadas em vôo”, afirmou.


Shimano ressalta que o simulador é voltado para o treinamento muscular e não de vôo. “Para treinamento de vôo panorâmico existe outro equipamento na Academia da Força Aérea no qual os cadetes fazem simulações”, disse o docente, que leciona no Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor da FMRP.


Para cada manobra aérea há variações das forças exercidas no manche, aparelho que, dependendo do tipo e da intensidade da manobra, chega a exigir do piloto uma força até três vezes maior do que o seu próprio peso.“Os cadetes ou pilotos da Força Aérea Brasileira, que são expostos quase que diariamente à força exercida em vôo, conhecida por força G, poderão reproduzir no simulador as manobras para que médicos, educadores físicos e fisioterapeutas possam avaliar as condições de seus membros superiores e realizar um fortalecimento muscular preventivo”, disse Shimano.


O protótipo do equipamento já está em Pirassununga, no interior paulista, para ser utilizado pelos pilotos da Esquadrilha da Fumaça e auxiliar na formação de cadetes da Academia da Força Aérea. Um pedido de patente foi protocolado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) pela Agência USP de Inovação.


Fonte: Agência FAPESP

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Um ovo por dia aumenta risco de diabetes, diz estudo

Pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Harvard.
Risco aumenta em 58% para os homens e 77% para as mulheres.

O risco do diabetes aumenta progressivamente com o consumo de ovos por semana. O efeito é diferente entre homens e mulheres.

No grupo de maior consumo, com um ovo por dia em média, o risco aumenta em 58% para os homens e 77% para as mulheres.

Os ovos são a fonte mais importante de colesterol da dieta humana. Cada unidade contém cerca de 200 mg de colesterol, além de 1,5 g de gordura saturada. Apenas esses dois elementos já aumentam o risco de diabetes.

Esses dados vêm de dois estudos com um número expressivo de participantes. Foram analisados mais de 20 mil homens e 36 mil mulheres, todos profissionais de saúde, saudáveis no início da pesquisa e acompanhados por mais de 20 anos.

Nos dois grupos o número de casos de diabetes, durante o estudo, estava relacionado ao consumo de ovos e altos níveis de colesterol na dieta.

A relação entre os ovos e o diabetes se manteve, apesar dos outros fatores de risco habituais para a doença.

Uma dieta equilibrada está entre os hábitos saudáveis que podem prevenir o aparecimento de doenças crônicas.

Fonte: Diabetes Care

Musculação e o Medo de Ganhar Peso


Você tem medo de aumentar o seu peso com a musculação? Pois saiba que em longo prazo, a musculação é uma das atividades que mais ajuda a emagrecer de forma saudável



Saiba que emagrecer com saúde não significa necessariamente perder peso e sim aumentar a massa magra e diminuir a gordura, que é o que a musculação faz. Afinal, você prefere emagrecer e ficar flácido e fraco ou emagrecer enrijecendo os músculos, ganhando assim um corpo mais bonito, forte e saudável?

O ideal é mudar a composição corporal, perdendo ou não peso na balança (devendo ser feita uma avaliação em cada caso). Em relação ao gasto calórico, numa caminhada moderada de 1 hora você pode eliminar de 200 a 300 kcal. Já em 30 minutos intensos de musculação, pode-se gastar a mesma quantidade de calorias (dependendo de cada metabolismo).

A musculação acelera o metabolismo do seu praticante e favorece a queima de gorduras pelo organismo. Apesar de na musculação você não queimar gordura como fonte de energia, durante o esforço (onde o fósforo, a creatina e a glicose anaeróbia são utilizados), existe um processo chamado gliconeogênese, que é a utilização de gordura para repor as calorias perdidas durante o treino. Com o metabolismo acelerado, você continua queimando a gordura por muito tempo depois da atividade física.

Após o exercício aeróbio nosso organismo leva cerca de 1 hora para voltar ao normal, onde eliminamos entre 10 e 15 calorias. Quem faz musculação tem o metabolismo 12% mais acelerado no pós-treino e até 15 horas depois esta taxa continua 7% mais alta.

Vimos que a musculação aumenta a massa magra. Esta massa magra acelera o metabolismo de 17 a 25 vezes mais do que a massa de gordura. Assim sendo, quanto maior a massa muscular, mais acelerado será o seu metabolismo e o seu gasto calórico.

Para você ter déia, 1 kg a mais de músculos (que não é muito fácil de conseguir) consome 15 kcal extras por dia. Em longo prazo (mais ou menos 10 meses) se você conseguir ganhar 2kg de músculos, poderá perder 9000 calorias. Você poderá eliminar de 2 kg a 3 kg de gordura em 12 semanas, fazendo musculação 3x por semana. É claro que a dieta alimentar também é necessária, tornando o resultado mais rápido.

Fonte: Portal da Educação Física


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Comer Barra de Cereais é um Hábito Saudável?


Não há como negar que as barrinhas de cereais caíram no gosto de muitas pessoas. Elas são fáceis de serem transportadas, podem ser levadas na bolsa, ficar por dias na sua gaveta do escritório, enfim, é um alimento que se adaptou muito bem à correria da vida moderna.

No entanto, é preciso ter cuidados, assim como qualquer outra fonte de energia, a barra de cereais tem que ser consumida com moderação e jamais ser usada para substituir refeições."A barra de cereais não tem qualidades nutritivas para substituir refeições", alerta a nutricionista e professora do Centro universitário São Camilo, Samantha Rhein.

A profissional destaca a propaganda enganosa de pacotes de dietas que prometem perder peso por meio da ingestão apenas de barrinhas salgadas e doces. "O melhor horário para comê-las é entre as refeições", explica Samantha.Assim como as frutas, iogurte ou, ainda, um pedaço de queijo branco, a barra de cereais é indicada para os lanchinhos como uma forma de variar na dieta. No entanto, Mariana Del Bosco Rodrigues, nutricionista da Abeso, ressalta a importância dos alimentos naturais. "Sempre que possível é preferível optar por um lanchinho natural. Isso não quer dizer que os produtos industrializados são ruins, mas é que houve uma inversão que leva a preferência apenas pelos industrializados".

A composição nutricional das barras de cereais depende muito de cada produto, uma vez que a variedade no mercado é bastante ampla. "De modo geral, elas são produtos energéticos, apropriados para o consumo anterior a atividade física, ou então rica em fibras, contribuindo para a regularização do trânsito intestinal. A dica é sempre analisar o rótulo (tabela de composição nutricional e lista de ingredientes)", ensina a nutricionista Adriana Alvarenga, Gerente de Informação Científica da Gold Nutrition.

Para Mariana Del Bosco Rodrigues, as barras de cereais não deveriam ter o rótulo de "produto saudável" uma vez que são fontes de açúcar e gordura. "O ideal de ingestão diária de fibras é entre 25 e 30g e a maioria das barrinhas não têm nem 1g", destaca.Mas, segundo Mariana, não dá para descartar a grande qualidade desse alimento: a praticidade.

A nutricionista Samantha Rhein destaca ainda outros pontos positivos da barra de cereais. "Pelo fato de possuir fibras, é preciso mastigar muito, o que sacia a sensação de fome. E também supre a vontade, principalmente das mulheres, de comer um docinho no meio do dia."Já os produtos indicados como light também possuem ressalvas. "A diferença entre o light e o normal é de cerca de 30 calorias, ou seja muito pouco e desnecessário para quem tem um hábito alimentar controlado", explica Samantha Rhein.

Fonte: Portal Terra

sábado, 22 de novembro de 2008

Fumaça do cigarro pode mudar forma do coração, diz estudo


Um estudo realizado com cobaias nos Estados Unidos indica que a fumaça do cigarro pode causar transformações no formato do coração.

Na pesquisa, os cientistas da Universidade de Illinois usaram dois grupos de ratos, colocando um deles em um ambiente com fumaça de cigarros e o outro em um ambiente com ar limpo.

Depois de cinco semanas, os roedores passaram por ecocardiogramas, e os estudiosos descobriram que os que haviam sido expostos à fumaça do cigarro haviam sofrido mudanças significativas no formato do ventrículo esquerdo.

Amostras do tecido cardíaco das cobaias foram analisadas e confirmaram um aumento nos níveis da forma ativada de uma enzima associada ao crescimento e sobrevivência das células no coração.

De acordo com Mariann Piano, que liderou o estudo, a ativação dessa enzima pode ser chave no surgimento de cardiopatias associadas ao hábito de fumar.


  • Hormônio

Na urina dos animais que inalaram a fumaça também foi verificado o aumento na presença de um hormônio, a neuroepinefrina, que é liberado pelo organismo em situações de estresse e causa uma série de alterações fisiológicas.

Piano diz acreditar que males do coração provavelmente surgem como resultado da interação das substâncias presentes no cigarro.

"A fumaça do cigarro contém mais de 4 mil substâncias químicas diferentes, uma das quais é a nicotina", disse.

"Entretanto, o efeito da nicotina no desencadeamento e evolução de eventos cardiovasculares induzidos pela fumaça do cigarro continua sendo um tema polêmico."

O estudo foi divulgado na edição de novembro da publicação científica European Journal of Heart Failure.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Mulheres Obesas Sofrem Mais Estresse, Diz Pesquisa


Estudo diz que grupo tem mais chance de perder emprego ou ser vítima de crime.
Mulheres que estão acima do peso vivem mais eventos estressantes do que as que têm um peso considerado normal, segundo um estudo realizado por pesquisadores americanos.


O estudo, realizado por uma equipe do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, foi publicado na revista acadêmica Preventive Medicine.Os pesquisadores analisaram 41.217 adultos.


Os resultados mostraram que as mulheres que estão acima do peso têm mais chances de perder o emprego, ser vítimas de crime, cometer crimes ou enfrentar problemas financeiros.


Segundo os pesquisadores, essas mulheres parecem sofrer mais especialmente no trabalho, onde se sentem mais discriminadas do que os colegas homens que estão acima do peso.


Os cientistas dizem que alguns fatores podem explicar a conexão entre peso e eventos estressantes. Discriminação, por exemplo, pode levar a baixa auto-estima, o que faz com que as pessoas afetadas não lutem por seus direitos, perdendo promoções. Obesidade também está ligada a pobreza, o que, por sua vez, está ligado a criminalidade.


A pesquisa classificou indivíduos de acordo com o Índice de Massa Corporal (IMC) em pessoas acima do peso, obesas ou extremamente obesas.


Quando indivíduos obesos ou extremamente obesos foram avaliados, as chances de relatar eventos estressantes foram maiores tanto entre mulheres como homens, em comparação com pessoas de peso considerado normal.


Fonte: www.educacaofisica.com.br

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Rir e cantar, remédios para o coração


Música faz bem para alma, agora sabemos que para o coração e artérias também. Pesquisadores da Universidade de Maryland, em Baltimore estudaram o efeito da música sobre a dilatação das artérias.

O estudo científico avaliou o impacto da música sobre o endotélio, parte mais interna da parede das artérias. O endotélio mais do que o revestimento das artérias faz parte da regulação do diâmetro dos vasos.

Os especialistas queriam determinar o efeito das emoções positivas sobre as artérias. Uma dezena de participantes saudáveis e não-fumantes, com uma média de idade de 36 anos, puderam selecionar 30 minutos de música que gostavam e os deixavam relaxados.

Para que o resultado fosse o melhor possível todos ficaram duas semanas sem escutar as músicas da seleção. Para comparação, também foram indicadas quais músicas os deixavam ansiosos.

Um teste mediu a dilatação da artéria braquial por meio de ultra-som em repouso após 30 minutos de estímulos -- músicas relaxantes, mais agitadas e um videoclipe divertido.

As artérias se dilatavam com as músicas agradáveis e com as risadas do vídeo. Por outro lado, as músicas mais agitadas geravam ansiedade e o estreitamento das paredes das artérias.

Pesquisas como essas demonstram o que era observado. O cérebro, por meio das emoções, participa da regulação da pressão arterial e o estresse não pode ser negligenciado no tratamento dessas doenças.


quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Estudo Liga Tamanho da Cintura à Morte Prematura


As gordurinhas em volta da cintura podem aumentar dramaticamente o risco de morrer mais jovem, mesmo que o peso total da pessoa seja normal, segundo pesquisadores britânicos.

Um estudo envolvendo quase 360 mil pessoas de nove países europeus e publicado na revista acadêmica New England Journal of Medicine descobriu que o tamanho da cintura é um "indicador poderoso" de risco.

Os pesquisadores sugerem que os médicos deveriam medir a cintura de seus pacientes regularmente como uma maneira rápida e barata de avaliar a sua saúde.

A ligação entre gordura ao redor da cintura e problemas de saúde foi estabelecida há algum tempo, mas o tamanho do estudo dá aos cientistas um quadro mais preciso.

Os pesquisadores, incluindo alguns do Imperial College, em Londres, acompanharam voluntários, que tinham em média 51 anos no início da pesquisa, por 10 anos. Nesse período, 14.723 deles morreram.

Massa Corporal e Cintura

A medida padrão de obesidade, o Índice de Massa Corporal (IMC), continua sendo um dado importante ao analisar os riscos à saúde, e, segundo os pesquisadores, aqueles com um índice alto são mais propensos a morrer de doenças cardiovasculares ou câncer.

Mas tanto a proporção quadril/cintura - número produzido ao se dividir o tamanho da cintura pela medida do quadril -, como apenas a medida da cintura, parecem ser bons indicadores para descobrir quem tem um risco ainda maior.

Na pesquisa, algumas pessoas que tinham um IMC normal, mas uma cintura maior do que a média, tinham um risco maior de morte prematura. Nos pontos extremos dos resultados, homens com cinturas com mais de 119 cm tinham o dobro da taxa de mortalidade comparado com aqueles com cinturas com menos de 80 cm.

Um dado semelhante foi verificado em mulheres com cinturas com mais de 99 cm comparado com as que tinham uma cintura com menos de 64,7 cm.

Um aumento do risco de morte podia ser verificado cada vez que a medida aumentava em 5 cm - comparando duas pessoas com o mesmo IMC, cada 5 cm aumentava o risco em 17% em homens e em 13% em mulheres.

"Nós ficamos surpresos de ver que o tamanho da cintura tem um impacto tão poderoso na saúde das pessoas e na morte prematura. Não há muitas características individuais que podem aumentar o risco de uma pessoa ter morte prematura, além de fumar e beber", afirmou.

Um porta-voz da British Heart Foundation disse que os resultados batem com outras pesquisas que concluíram que o risco de doenças do coração é maior quando a gordura está concentrada ao redor da cintura.

Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Diabete gestacional pode afetar desenvolvimento da linguagem no bebê

O diabetes gestacional – um quadro que se desenvolve quando as mulheres não conseguem produzir insulina durante a gravidez – tem sido relacionado a uma variedade de problemas nas crianças, incluindo um risco maior de obesidade e diabetes. Agora, um estudo revela que essas crianças têm duas vezes mais chances de ter retardos no desenvolvimento da linguagem, em comparação a outras crianças.

A análise, que aparece na edição de novembro do "Pediatrics", comparou 221 crianças de mães diabéticas com 2.612 crianças de mães não-diabéticas.

Após controlar fatores como a idade da mãe, nível de instrução, tabagismo, saúde do bebê no nascimento e outros fatores, os pesquisadores descobriram que das crianças que foram mal em pelo menos dois testes de linguagem entre 18 meses e 7 anos, 26% tinham mães diabéticas.

Em todas as idades, concluíram os cientistas, a diabetes gestacional é associada a um déficit nas habilidades lingüísticas, e a associação é ainda mais forte do que com qualquer outro fator, com exceção do nível de instrução da mãe.

Fonte: PEDIATRICS Vol. 122 No. 5 November 2008, pp. e1073-e1079

I Jornada de Anatomia - USP


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Descanso Inadequado = Desempenho Ruim


Parece bem óbvio o que diz o título dessa postagem. Alias, é obvio! Porém, mesmo sabendo disso, a sociedade parece não se importar com as conseqüências de não descansarmos ou dormirmos em uma quantidade satisfatória. Isso afeta sim nosso desempenho e humor seja em qualquer setor ou ramo de atividade.

E quando as pessoas que sofrem desse mal ocupam cargos e desempenham funções que podem salvar vidas? Complicado, não é mesmo?!

Pois é, um estudo – pioneiro – realizado por pesquisadores da Nova Zelândia realizou testes em médicos e médicos residentes, cuja especialidade é Anestesia, para saberem se os plantões e poucas horas de sono estavam afetando diretamente seus desempenhos nessa função importantíssima e delicada.

Foi descoberto um declínio inversamente proporcional à quantidade de horas de sono e descanso no tempo de reação, fadiga e desempenho dos médicos e dos residentes, principalmente em turnos diurnos normais após os plantões noturnos.

Um exemplo dentre vários (caminhoneiros, bombeiros, policiais, e por ai vai!).

Óbvio?! Mas ainda há uma irresponsável indiferença e isso pode custar vidas!

Fonte: Chronobiol Int. 2008 Nov;25(6):1077-91

sábado, 15 de novembro de 2008

Identifique e corrija erros posturais na corrida

Braços e tronco bem-posicionados são fundamentais para sua mecânica de corrida ser eficiente.

A cada prova de corrida de longa distância que acompanho ao vivo ou pela televisão, ou mesmo em parques bem movimentados aos finais de semana, tenho observado o quão diferente é a movimentação de tronco e membros de cada indivíduo em sua prática de corrida.

A individualidade dos movimentos e a biomecânica de cada atleta é uma espécie de impressão digital da corrida. É difícil encontrar dois corredores com os movimentos exatamente iguais. E isso não é motivo para preocupação. Afinal, a corrida deve estimular a naturalidade do corpo.

Para correr bem não é preciso fazer força. Os movimentos não devem ser contraídos, afirmou Mário Sérgio Silva, diretor técnico da Run&Fun.

Ainda que a corrida ideal tenha que ser algo natural e harmônico, existem os erros mais comuns cometidos pelos corredores. Uns são causados por vícios de movimentos, outros por desvios posturais, mas para todos eles existe solução.

Seja por meio de exercícios educativos, estímulo da consciência corporal ou mesmo musculação, é possível melhorar. Muitos corredores ignoram a importância do trabalho de força para melhorar na corrida.

A questão da postura correta é um dos principais motivos para que os exercícios de musculação sejam feitos, disse o Mário Sérgio. O treinador citou como exemplo o fortalecimento do abdômen para melhorar a posição do tronco. Além disso, músculos mais resistentes evitam lesões e protegem o atleta.

Veja quais são os erros de postura mais cometidos pelos corredores e como se livrar deles:

  • Colocar muita força na mão: correr com a mão tensionada, ou seja, fechada com muita força, não é recomendado. Isso faz com que o atleta gaste energia desnecessariamente.O correto é manter a mão relaxada, nem muito fechada nem aberta. Para saber a medida, imagine que está segurando uma garrafa de modo que o dedão fique como se estivesse tampando o gargalo, explicou o treinador.
  • Rotação lateral do tronco: é quando o atleta balança o tronco de um lado para o outro, com o movimento que se assemelha a um lutador de boxe. Esse "gingado" é prejudicial ao rendimento, pois o deslocamento na corrida deve ser para frente e não para os lados. Além disso, a quantidade elevada de repetições deste movimento predispõe a lesões no quadril, alerta Luciane Macias, assistente de conteúdo técnico da O2 e treinadora da assessoria esportiva Infinitum. Para corrigir esse erro, Luciane indica os educativos de corrida. Como, em sua maioria, esses exercícios exigem que se mantenha o quadril alinhado e o tronco completamente ereto, eles ajudam a melhorar a postura nesses casos, completou.
  • Correr sem movimentar os braços: os braços devem formar um pêndulo ao lado do corpo. Quando esses membros não se mexem de maneira harmônica, não há um aproveitamento adequado do movimento. Os braços auxiliam no equilíbrio e até na impulsão da corrida. Como solução para esse problema, o treinador indica que o corredor fique na frente do espelho e faça o movimento da corrida, como se estivesse correndo parado. Os braços devem ficar paralelos ao corpo como se duas linhas puxassem um de cada vez para frente e para trás. Isso melhora a consciência corporal e ajuda o atleta a executar corretamente na hora do treino ou prova.
  • Alinhamento do tronco: a posição correta do tronco durante a corrida é ligeiramente inclinado para frente e não totalmente ereto. Aqueles que correm com o tronco ereto, ou até um pouco para trás, vão contra a mecânica natural do corpo e fazem muito mais esforço, explicou Mário Sérgio. O corredor deve ficar atento à sua postura e se projetar um pouco para frente, mas com a coluna reta. Muitos, na tentativa de corrigir essa posição, acabam por incidir em outro erro que será descrito a seguir.
  • Ombros projetados à frente: em vez de jogar todo o tronco para frente com a coluna alinhada, alguns atletas projetam apenas os ombros, fechando o tórax. Na intenção de corrigir a postura, esse atleta comete outro erro. Além de tensionar desnecessariamente a região do trapézio, o peitoral mais fechado dificulta a captação de oxigênio.
Essas são algumas dicas que tornarão seus treinos ainda mais rendáveis.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/
O2 por minuto - Corrida -

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Vídeo-Games com Jogos Dinâmicos e Ativos vs Prática de Esporte


Pesquisadores ingleses desenvolveram um estudo bastante interessante com crianças de ambos os sexos e idades entre 13 e 15 anos.

O estudo comparou o gasto energético dessas crianças em três atividades diferentes; (1) jogando vídeo-game convencional, (2) jogando vídeo-game “ativo e dinâmico” (Wii Sports), (3) praticando qualquer outro tipo de esporte.

Comparando o vídeo-game convencional com o “ativo e dinâmico”, há um gasto energético significantemente maior (> 50%) quando as crianças jogavam o vídeo-game “ativo e dinâmico”.

No entanto, o mais interessante resultado dessa pesquisa foi a constatação de que até mesmo esse gasto energético maior pelas crianças quando jogavam o vídeo-game “ativo e dinâmico” foi muito menor do que o gasto energético dessas mesmas crianças quando praticavam qualquer esporte.

Além disso, a energia utilizada para jogar o vídeo-game “ativo e dinâmico” não foi intensa o suficiente para contribuir para a quantidade diária recomendável do gasto energético.

Portanto, a prática de uma atividade física ainda é imprescindível para as crianças, independente do esforço das empresas de entretenimento eletrônico em aumentar a atividade da criança através de jogos eletrônicos inovadores e mais avançados.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Atividade Física Para a Terceira Idade


O prolongamento da expectativa de vida exige, inevitavelmente, um cuidado especial com a qualidade de vida dos idosos. A prática regular de atividade física desempenha um importante papel na preservação da qualidade de vida e independência desses idosos, e não apenas na redução da taxa de doenças e mortalidade nessa faixa etária.

Um melhor entendimento desse aspecto nos permite criar diretrizes para a prática regular de atividade física para os idosos.

As reações à prática regular de atividade física nos idosos que não possuem doenças cardiovasculares são similares àquelas de jovens praticantes. Nos homens idosos, o mecanismo de adaptação cardiovascular em resposta ao exercício é principalmente central, enquanto que nas mulheres idosas esse mecanismo é mais periférico.

Já os idosos com doenças cardiovasculares, quando comparados com idosos saudáveis, sofrem de reduções no consumo de oxigênio e no débito cardíaco. Esses idosos se beneficiam de atividades físicas aeróbias, o que culmina na melhora do perfil de fatores de risco nessa idade. Portanto, a inclusão do Treinamento Aeróbio como uma parte integrativa do estilo de vida diário é recomendável.

O Treinamento de Força em idosos de ambos os sexos levam a valores similares ou até maiores para massa muscular e força, além auxiliar na redução da gordura corporal, peso corporal e preservar a massa tecidual ativa.

Vários estudos ainda listam outros benefícios para os idosos que praticam atividade física regular:

Melhora na postura e estabilidade
Melhora na flexibilidade e mobilidade
Melhora na função cognitiva
Nível menor de depressão

Para aqueles ainda mais idosos (acima de 80 anos de idade) e frágeis, a prática regular da atividade física contribui substancialmente para a qualidade de vida através de melhora nas adaptações; metabólicas, fisiológicas e funcionais, melhoras que muitas vezes não são alcançadas com nenhum outro tipo de tratamento.

Em suma, a participação em um programa regular de atividade física é um meio seguro e eficaz para evitar ou reduzir o declínio funcional associado com a idade, acarretando em uma melhora na qualidade de vida. O programa de exercício recomendável é multifatorial e inclui Treinamento Aeróbio e Treinamento de Força, além de exercícios de Propriocepção, Tempo de Reação, Flexibilidade e até Força Explosiva.

Fonte: Harefuah. 2002 Jul;141(7):646-50, 665, 664

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Viver na altitude e treinar ao nível do mar pode melhorar o desempenho de corrida


Por quase 40 anos, cientistas vêm investigando o uso da altitude em uma tentativa de melhorar o desempenho de corredores de elite.

Muitos desses estudos, no entanto, produziram resultados equivocados quanto aos benefícios fisiológicos de tal procedimento. Porém, novos estudos sobre altitude e desempenho estão surgindo novamente. Tais estudos avaliam atletas que vivem na altitude (acima de 2000m e um mínimo de 20 horas ao dia por 4 semanas), mas treinam ao nível do mar, o chamado “live high, train low” (do inglês - viva no alto, treine embaixo).

Esse modelo demonstrou melhora significante no número de glóbulos vermelhos, consumo máximo de oxigênio e consumo de oxigênio no limiar ventilatório - e conseqüente diminuição no tempo total de corrida - em atletas de elite dos 3000m e 5000m.

Os pesquisadores descobriram (através de modelos matemáticos de desempenho em maratonas) que essas melhoras, em decorrência desse tipo de treino, podem também melhorar o tempo de corrida de maratonistas de elite (com uma economia de corrida típica) em 8.5 minutos (ou aproximadamente 5%) em média.

Fonte: Medicina (Kaunas). 2008;44(9):687-93

sábado, 8 de novembro de 2008

Satisfação menor, obesidade maior


Ao saborear um delicioso mikshake de chocolate, o cérebro responde de maneira diferente, dependendo da pessoa. E é essa diferença, cortesia dos genes receptores de dopamina, que pode ajudar a explicar por que alguns engordam e outros não.

Segundo um estudo publicado na revista Science, o cérebro de indivíduos obesos responde a alimentos saborosos com menos intensidade do que o de pessoas mais magras. Isso indicaria que os obesos tendem a comer mais, aumentando a quantidade para compensar a menor resposta na satisfação ao ingerir o alimento.

O estudo, feito por pesquisadores de instituições norte-americanas, indicou uma resposta mais lenta ao alimento em regiões no cérebro conhecidas como “centros de recompensa” em indivíduos com uma variante genética específica.

No cérebro, o estriado dorsal é responsável pela liberação do neurotransmissor dopamina em resposta à ingestão de comida. A quantidade de dopamina liberada corresponde ao grau de satisfação que o alimento traz. Mas em indivíduos obesos, essa resposta tende a ser mais lenta, devido à presença de menos receptores de dopamina.

Na pesquisa, feita com mulheres, as voluntárias com a variante Taq1A1 tinham menos receptores D2 e demoravam mais para se sentirem satisfeitas após a ingestão de um milkshake de chocolate.

Segundo a pesquisa, pessoas com menos receptores D2 necessitam de mais substâncias recompensadores, como alimentos ou drogas, para experimentar o mesmo nível de satisfação do que as demais

Segundo os pesquisadores, a descoberta poderá ajudar no tratamento da obesidade, por meio da identificação de pessoas com a variante Taq1A1, que estariam propensas a ingerir maiores quantidades de alimentos e, por conseqüência, a ganhar mais peso.

Fonte:

Relation between obesity and blunted striatal response to food is moderated by TaqlA1 A1 allele.