
- Essas questões não foram realmente estudadas - disse Aaron Glatt, porta-voz da Sociedade de Doenças Infecciosas e presidente do Hospital New Island em Bethpage, em Nova York.
Fonte: Jornal do Brasil

Segundo os pesquisadores, marinar a carne por várias horas antes de fritá-la pode reduzir bastante os níveis de uma substância carcinogênica produzida na carne durante o processo de fritura. O processo de cozimento dos alimentos aumenta os níveis dos compostos chamados amino-heterocíclicos (HA), que podem provocar tumores cancerígenos.
Segundo a pesquisa, relatada na última edição da revista New Scientist, ao marinar a carne por seis horas em cerveja ou vinho tinto, os níveis de dois tipos de HA após a fritura foram reduzidos em até 90%.
A cerveja foi mais eficiente que o vinho para baixar os níveis de um terceiro tipo de HA, reduzindo significativamente sua concentração após quatro horas, enquanto a mesma redução foi conseguida com o vinho após seis horas.
De acordo com o estudo, publicado originalmente na revista científica Journal of Agricultural and Food Chemistry, a carne marinada com cerveja também apresentou um resultado melhor em testes para avaliar seu cheiro, seu sabor e sua aparência após a fritura.
Alta concentração
Carnes fritas ou grelhadas apresentam normalmente uma alta concentração de compostos HA, formados pela conversão de açúcar e aminoácidos presentes em seu tecido muscular pela ação do calor.
Outras pesquisas já haviam indicado que algumas substâncias como azeite de oliva, suco de limão e alho tinham a capacidade de reduzir a concentração de amino-heterocíclicos em frango grelhado em até 90%.
Também já se conhecia a capacidade do vinho tinto em reduzir os HA em frangos fritos.
Os pesquisadores acreditam que, no caso da carne frita, o álcool teria a capacidade de reduzir a formação de HA ao prevenir que moléculas solúveis em água sejam transportadas para a superfície da carne, onde seriam transformadas no composto carcinogênico no processo de fritura.















Além de outros benefícios já conhecidos, um estudo revelou que exercícios durante a gravidez podem ajudar as mulheres a reduzir a necessidade de anestesia durante o parto.
Pesquisadores solicitaram a 34 mulheres grávidas que se exercitassem em um programa de aeróbica na água três vezes por semana, cada sessão com duração de 50 minutos, e que outras 37 mulheres grávidas permanecessem sedentárias em um grupo com idade, peso, grau de instrução, partos anteriores e massa corporal similares antes da gravidez.
As mulheres de ambos os grupos eram saudáveis e possuíam boa condição física em geral. O consumo de oxigênio e desempenho cardíaco foi mais elevado em ambos os grupos no segundo trimestre de gestação, retornando aos níveis pré-gravidez durante o terceiro trimestre. O estudo aparece na edição de 21 de novembro da publicação "Reproductive Health".
Não houve diferença entre os dois grupos em relação à duração ou tipo de parto ou saúde do recém-nascido, e o programa não mostrou nenhum efeito sobre a capacidade cardiovascular das mulheres. No entanto, somente 27% das grávidas que praticaram exercícios, em relação a 65% dos controles, tiveram a necessidade de receber medicamentos para dor durante o parto.
"Este estudo aponta uma pequena vantagem em relação à necessidade de anestesia peridural", afirmou a autora principal do estudo, Rosa I. Pereira, da Unicamp. "Mulheres sadias em gravidez de baixo risco devem praticar exercícios físicos moderados regularmente durante a gravidez."
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia

