sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Hipertrofia vs Inflamação



A musculatura esquelética possui enorme capacidade de adaptar-se a diversos estímulos, tanto hormonais e nutricionais quanto mecânicos (Zanchi & Lancha-Jr 2008).
De uma forma bastante interessante, a estimulação nutricional parece exercer efeitos agudos sobre a musculatura esquelética, não ocasionando aumento em sua massa, enquanto a estimulação mecânica (treinamento de força) é capaz de induzir uma resposta adaptativa em um prazo maior, acarretando no aumento da massa muscular na presença adequada de nutrientes (Miller 2007).


Estes dados demonstram que o treinamento físico de força é capaz de adaptar a musculatura esquelética a remodelar-se positivamente (hipertrofia), aumentando a possibilidade de geração de força e potência muscular, enquanto que os estímulos nutricionais isoladamente parecem atuar muito mais na manutenção da massa muscular esquelética. O grande mistério é saber de que forma a estimulação mecânica produz tais modificações.


Na literatura científica, observa-se um grande volume de publicações indicando que a ativação de vias inflamatórias possui papel essencial na hipertrofia do músculo esquelético (Bondensen et al. 2006; Otis et al. 2005; Serrano et al. 2008). Tais efeitos parecem ser parcialmente mediados pela ativação de ciclooxigenases, (ex. COX-2), especialmente em músculos de contração lenta (ex. sóleo) (Bondensen et al. 2006).


Estas ações são provavelmente, mas não unicamente, decorrentes da ativação de respostas de reparo induzindo ativação de células inflamatórias, às quais podem exercer influência sobre a ativação de células satélites e sobre o próprio tecido muscular esquelético. Por outro lado, já foi demonstrado que a musculatura esquelética sob contração é capaz de produzir citocinas (Steensberg et al. 2002), em especial a interleucina 6, à qual apresenta incremento circulante de até 100 vezes durante a atividade física (Pedersen & Febraio, 2008).


Essa ação mediada pela musculatura esquelética parece exercer funções autócrinas (nas próprias células em que foram produzidas), parácrinas (em células vizinhas) e até mesmo endócrinas (ação sistêmica). Recentemente, foi demonstrado que a interleucina-6 é capaz de ativar células satélite na musculatura esquelética, participando fundamentalmente do processo de hipertrofia (Serrano et al. 2008).


Tal demonstração nos coloca frente a um paradoxo: Para se obter hipertrofia muscular deve existir lesão? Devemos exercitar nossos músculos sempre a ponto de provocar significante nível de micro-traumatismos? A resposta para tal questão ainda é dúbia.


Se a contração muscular per se é capaz de aumentar a produção de citocinas envolvidas no trofismo, então talvez a inflamação relacionada a sistemas de reparo não seja a única explicação para o fenômeno. Corroborando tal informação, observa-se na literatura científica relatos de hipertrofia muscular após a realização de um programa de treinamento de força, mesmo na ausência de dano muscular e respostas inflamatórias (LaStayo et al. 2007).


Tais dados também foram observados recentemente em um programa de treinamento de força em ratos, com predominância de ações concêntricas foi capaz de aumentar a massa muscular dos músculos exercitados, sem, no entanto, acarretar em dano muscular ou mesmo incremento de parâmetros inflamatórios, os quais foram, na verdade, reduzidos (Zanchi et al, 2008).


Por outro lado, ainda não se sabe se o dano muscular/inflamação não são fatores essenciais, mas sim potencializadores da hipertrofia muscular. Novos estudos com desenhos experimentais que proporcionem minimizar a resposta adaptativa da musculatura esquelética ao treinamento de força devem fornecer boas pistas sobre a importância do fenômeno.


Fonte: Proximus Tecnologia

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Cego Atravessa Labirinto Em Estudo Sobre Sexto Sentido


Cientistas descobriram que uma pessoa cega é capaz de se orientar em um labirinto sem ajuda usando apenas o poder de um "sexto sentido". Em um estudo conduzido pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e publicado na revista especializada Current Biology, os cientistas observaram um homem cego que conseguiu passar por um labirinto com obstáculos sem a ajuda de uma bengala ou de qualquer pessoa.


O homem, identificado apenas como TN, usou sua intuição para andar em um corredor com cadeiras e caixas, sem esbarrar em nenhuma delas, usando mecanismos "escondidos" do cérebro.

O estudo sugere a existência de recursos subconscientes no cérebro que podem ajudar na realização de tarefas que acreditamos não ser possíveis.

TN ficou cego por causa de lesões sofridas no córtex visual nos dois hemisférios do cérebro, após uma série de derrames.

Seus olhos são normais, mas seu cérebro não consegue processar a informação enviada por eles, tornando-o cego.

O paciente, no entanto, já era conhecido por ter o que é chamado de “visão cega” – a habilidade de detectar coisas em um ambiente mesmo sem estar ciente de que consegue vê-las.


Ele responde, por exemplo, às expressões faciais de outras pessoas, mas anda com a ajuda de uma bengala para identificar obstáculos e pede ajuda a outras pessoas quando está dentro de edifícios.

Uma gravação em vídeo mostra TN completando o “circuito de obstáculos” montado pelos cientistas “sem cometer falhas”, e sem a ajuda de uma bengala ou de outra pessoa.

A pesquisadora-chefe do estudo, Beatrice de Gelder, da Tilburg University, na Holanda, e da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, disse que TN “não estava ciente de que estava fazendo nada excepcional” e acreditava que tinha apenas andado em linha reta por um longo corredor.

Essa é uma mensagem importante particularmente para aqueles com lesões no cérebro, disse ela. “Você pode perder toda a sua visão cortical, mas ainda manter alguma capacidade de se mover dentro e fora sem se prejudicar”, disse ela à BBC.

“Isso mostra a importância desses antigos caminhos visuais que evoluíram. Eles contribuem mais do que pensamos para que a gente funcione no mundo real.”

A pesquisa foi realizada em parceria com pesquisadores da Grã-Bretanha, Suíça e Itália.

Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Dieta para emagrecer reduz resistência a gripe, diz estudo

Fazer regime para emagrecer durante o inverno pode afetar a habilidade do organismo de combater o vírus da gripe, adverte um novo estudo realizado nos Estados Unidos.
Cientistas da Universidade Estadual do Michigan descobriram que ratos de laboratório que se submeteram a uma dieta de baixa caloria tiveram maior dificuldade em debelar a infecção do que os que haviam sido colocados em uma dieta normal.

Segundo a equipe, mesmo os ratos submetidos à dieta especial que receberam uma quantidade adequada de vitaminas e minerais ainda não conseguiram produzir a quantidade de glóbulos brancos do sistema imunológico necessárias para combater uma infecção.

Além de uma maior probabilidade de morrer vítima da contaminação por um vírus, os ratos - que consumiam cerca de 40% das calorias dadas aos submetidos a uma dieta normal - levaram mais tempo para se recuperar, perderam mais peso e tiveram outros sintomas de saúde precária.

"Nossa pesquisa mostra que ter um organismo disposto a combater um vírus vai levar a uma recuperação mais rápida e efeitos menos severos que do que se ele está tendo calorias restringidas", disse a autora do estudo.

Vacina

Os especialistas recomendam que mesmo as pessoas vacinadas deveriam evitar dietas para emagrecer quando o clima é frio.

"Se uma variedade de gripe infecta uma pessoa e é diferente da variedade incluída na vacina, então seu corpo vê como uma infecção primária e pode produzir os anticorpos para lutar (contra a infecção)", afirmou Gardner.

Os cientistas afirmam que a pesquisa não deve representar uma carta branca para que as pessoas evitem dietas durante todo o ano, mas para se concentrem na perda de peso nos outros oito meses do ano, quando o vírus da gripe não se prolifera tão facilmente.

Para o professor John Oxford, especialista em gripe da Escola de Medicina e Odontologia Queen Mary, em Londres, o "bom senso" deve prevalecer no inverno.

"Existem muitos vírus e, embora pudesse ser melhor evitar aqueles doces de Natal, esse (o inverno) não é o momento para pensar em dieta", afirmou.

A pesquisa foi publicada na revista especializada Journal of Nutrition.
Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Proteína Em Células-Tronco Musculares Pode Ser Caminho Para Tratar Distrofias


Células-Tronco Musculares


Experiências realizadas in vitro mostraram que a proteína eIF5A (fator de início de tradução de eucariotos 5A) está envolvida com o processo de diferenciação de células-tronco presentes na musculatura esquelética - músculos ligados aos ossos que são responsáveis pela locomoção.
"Diferenciação celular é o processo em que uma célula sofre alterações moleculares e celulares em associação ao desenvolvimento de um novo tipo celular", explica o farmacêutico e bioquímico Augusto Ducati Luchessi.

"Após a ocorrência de uma lesão muscular essas células-tronco, também chamadas de células satélites, são ativadas e se diferenciam para regenerar o tecido lesionado", complementa. Seu estudo acaba de ser publicado no Journal of Cellular Physiology e pode ser um caminho para o tratamento das distrofias musculares.


Proteína Enigmática

Ainda pouco estudada, a proteína eIF5A é conhecida no meio científico como "enigmática", pois é a única descrita na natureza que possui em sua composição um resíduo de aminoácido chamado hipusina.
"A proteína eIF5A foi descoberta em 1976 e está envolvida com o processo de síntese protéica, mas sua função exata ainda é desconhecida", conta Luchessi.

A hipusina é essencial para a atividade de eIF5A e é formada por uma via bioquímica chamada hipusinação, que consiste na transformação enzimática de um resíduo específico do aminoácido lisina em hipusina. Neste processo, é essencial a participação de um composto chamado espermidina.


Diferenciação de Células-Tronco

"Nós levantamos a hipótese de que esta proteína "enigmática" poderia desempenhar uma função importante no controle da diferenciação de células-tronco musculares após tomar conhecimento que a espermidina está envolvida na diferenciação de uma linhagem celular de mioblastos", explica Luchessi.

Para a realização dos testes in vitro, Luchessi removeu alguns músculos esqueléticos de ratos e isolou as células-tronco presentes nestes tecidos. Inicialmente, foi comparado o conteúdo de eIF5A entre as células satélites e o tecido muscular dos animais. Como resultado, foi observado que o tecido muscular apresentava maior quantidade de eIF5A.

Em seguida, as células satélites foram submetidas à diferenciação in vitro e foi verificado que a expressão de eIF5A intensificava-se ao longo do processo de diferenciação. Posteriormente, as células satélites foram tratadas com um composto inibidor da hipusinação (GC7) e foi constatado um bloqueio reversível da diferenciação.


Distrofia Muscular

Luchessi relata que um estudo anterior demonstrou que a suplementação de camundongos distróficos com L-arginina causou uma melhora significativa da doença em função de um possível aumento na produção de óxido nítrico. A suplementação das células satélites com o aminoácido L-arginina causou uma supressão parcial dos efeitos inibitórios de GC7.

"Uma vez que L-arginina é uma molécula precursora de espermidina, essa suplementação também pode aumentar a disponibilidade de espermidina e alterar o padrão de ativação de eIF5A via hipusinação", explica. Segundo o biquímico, esses resultados possibilitam a elaboração de outros estudos, inclusive com vistas ao tratamento das distrofias musculares.

Para o pesquisador, esses achados revelam um importante papel fisiológico de eIF5A no processo de diferenciação muscular.


Fonte: Diário da Saúde

sábado, 3 de janeiro de 2009

Caminhada melhora a qualidade de vida dos cães e de seus donos


Todos sabem que a prática de caminhadas contribui para a prevenção de doenças, auxilia no combate à obesidade, ajuda no controle da pressão arterial, diminui o estresse, auxilia no reforço muscular e ósseo, além de melhorar a auto-estima. Poucos sabem, no entanto, que caminhar ao lado do cão pode ajudar um indivíduo a manter a saúde e a forma física. Uma pesquisa realizada pela University New South Wales, na Austrália, mostrou isso.


O estudo apontou que 41% dos proprietários de cães caminham 18% a mais do que os sem-cachorro. Naquele país, 40% da população têm cães, o que significa um total de 3,1 milhões de caninos, mostrou o levantamento. O simples fato de ter um cachorro, para muita gente, já representa uma melhora significativa no dia-a-dia. A troca de afeto e a convivência com o animal representam, muitas vezes, o ânimo que faltava para conduzir tarefas simples do cotidiano como sair de casa, conversar com vizinhos sobre assuntos amenos e fazer amigos. Os cães unem pessoas numa espécie de confraria.

Deve-se observar que, levar o cão para passear e caminhar, no entanto, são coisas completamente distintas. Enquanto passear é sair com o animal alguns minutos para que faça suas necessidades, caminhar ao lado do animal, especialmente aqueles que vivem em apartamentos, ajuda no processo de socialização, combate à obesidade, osteoartrite, doenças cardiovasculares, doenças hepática e mesmo na resistência à insulina. No animal e no dono.

Exames para ambos antes de sair para as caminhadas, recomendam os especialistas, é necessário que dono e animal passem por avaliações médicas - incluindo exames como eletrocardiograma e hemograma - com atenção especial para diabéticos e hipertensos. Os cães devem ser levados a um veterinário para fazer um eletrocardiograma. Esse exame vai determinar o ritmo das passadas e a condição física do animal. Animais com mais de sete anos, que são considerados idosos, assim como obesos, devem ser submetidos a avaliações criteriosas para checar a existência de doenças pertinentes à condição, como displasia coxo-femural, problemas de coluna e cardíacos.

Há ainda outros cuidados que devem ser tomados, como a escolha do horário mais indicado, de preferência num momento de pouco sol, já que o calor pode machucar as patas dos animais. A respiração ofegante do cão e a resistência em continuar o trajeto devem ser respeitadas.

Para mostrar ao cão a diferença entre passeio e caminhada, é preciso adotar uma postura séria, com comandos mais firmes. As paradas do cão, tão comuns nos passeios, devem ser abolidas para que se mantenha um ritmo adequado ao cachorro e ao dono. Nas caminhadas, fique atento para evitar acidentes com crianças e pessoas idosas. Use sempre os equipamentos de segurança, como coleiras e, no caso de determinadas raças, focinheiras. Manter a vacinação em dia se faz necessário e recolher as fezes do animal é um ato de educação e convívio social.

Para garantir o bem-estar de seu melhor amigo, é importante fazer com que ele beba água em pequenas quantidades e urine antes de começar a caminhada. É importante o dono segurar a coleira de maneira firme, do lado esquerdo, e manter a postura ereta. Não deixe de recompensar o cão após a caminhada com um petisco canino para condicionar o bom comportamento.

Como dicas básicas para os donos, estão o uso de roupas confortáveis e tênis, alongamento antes e depois da caminhada; hidratação antes, durante e após a prática, e a escolha de um local adequado para a caminhada, longe de calçadas esburacadas e ruas movimentadas. O ideal é manter a meta de 30 minutos por caminhada, cinco vezes por semana, pelo menos.

Sedentários devem começar caminhando três vezes por semana, por 30 minutos, para que o corpo se ajuste à nova rotina de exercícios. A partir da segunda semana, o praticante deve aumentar o tempo em 10 minutos, para que, após um mês do início da atividade, chegue a 60 minutos de caminhada por dia.

Lembrem-se: A busca de orientação especializada, se faz necessária, tanto no âmbito clínico como no técnico!


sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Exercícios vs Resfriado


Você pegou o que parece ser um resfriado horrível. Está tossindo e espirrando, e é difícil respirar. Será que deveria fazer exercícios? E se deveria, é recomendado se esforçar ao máximo ou pegar leve? Será que exercícios não terão nenhum efeito ou farão você se sentir melhor, ou pior? Essas são perguntas que muitos fisiologistas e especialistas em doenças infecciosas não respondem.

- Essas questões não foram realmente estudadas - disse Aaron Glatt, porta-voz da Sociedade de Doenças Infecciosas e presidente do Hospital New Island em Bethpage, em Nova York.

Muitos ávidos atletas seguem suas próprias regras, e parece que muitos, como Michael Joyner, pesquisador de exercícios na Mayo Clinic, nadador e corredor, decidem continuar a fazer ginástica se for possível.

- Posso lhe dizer que, a não ser que esteja realmente muito mal, continuo a malhar, mas talvez me contenha um pouco - disse Joyner. - Acho que esta seria a resposta para a maioria dos tipos relativamente obstinados da velha-guarda da malhação. Se estiver com febre evidente e dores musculares, faço muito pouco ou tiro um ou dois dias de descanso, mas eu realmente precisaria estar muito mal para faltar mais do que isso.

Bill Schaffner, chefe do departamento de medicina preventiva na Universidade de Vanderbilt e membro da diretoria da Sociedade de Doenças Infecciosas, disse que não sabia de nenhum estudo que analisasse a questão.

Schaffner descreveu a si mesmo como um corredor que percorre alguns quilômetros por dia e freqüenta academias para treinamento resistido. E continua seus exercícios quanto está resfriado.

Exercício faz com que se sinta melhor, disse. Ele especula que talvez seja porque seus vasos sangüíneos se dilatam quando se exercita.

- Acho que o exercício acelera uma rota de recuperação - destacou Schaffner. - É claro, reconheço que poderia estar a caminho da recuperação de qualquer forma. Mas não consigo pensar num motivo pelo qual o exercício me afetaria de maneira adversa.

Embora não soubessem, as estratégias de pessoas como Schaffner e Joyner são apoiadas por dois estudos pouco conhecidos que foram publicados uma década atrás nas revistas Medicina e Ciência e Esportes e Exercícios. Os resultados dos estudos foram tão favoráveis ao exercício que até os pesquisadores se surpreenderam.

Os estudos começaram, disse Leonard Kaminsky, fisiologista do exercício na Universidade Ball State, quando um treinador da universidade, Thomas Weidner, perguntou o que deveria dizer aos atletas quando pegassem resfriados.

As pesquisas revelaram que não há diferença nos sintomas entre os que se exercitam quando estão resfriados e aqueles que descansam. E não houve diferença no tempo que levaram para se recuperarem do resfriado. Mas quando os que se exercitaram avaliaram seus sintomas, disse Kaminsky, "pessoas disseram que se sentiam bem e, em alguns casos, se sentiam até melhor".


Fonte: Jornal do Brasil

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Carne marinada em álcool reduz risco de câncer, diz estudo

Segundo os pesquisadores, marinar a carne por várias horas antes de fritá-la pode reduzir bastante os níveis de uma substância carcinogênica produzida na carne durante o processo de fritura.

O processo de cozimento dos alimentos aumenta os níveis dos compostos chamados amino-heterocíclicos (HA), que podem provocar tumores cancerígenos.

Segundo a pesquisa, relatada na última edição da revista New Scientist, ao marinar a carne por seis horas em cerveja ou vinho tinto, os níveis de dois tipos de HA após a fritura foram reduzidos em até 90%.

A cerveja foi mais eficiente que o vinho para baixar os níveis de um terceiro tipo de HA, reduzindo significativamente sua concentração após quatro horas, enquanto a mesma redução foi conseguida com o vinho após seis horas.

De acordo com o estudo, publicado originalmente na revista científica Journal of Agricultural and Food Chemistry, a carne marinada com cerveja também apresentou um resultado melhor em testes para avaliar seu cheiro, seu sabor e sua aparência após a fritura.

Alta concentração

Carnes fritas ou grelhadas apresentam normalmente uma alta concentração de compostos HA, formados pela conversão de açúcar e aminoácidos presentes em seu tecido muscular pela ação do calor.

Outras pesquisas já haviam indicado que algumas substâncias como azeite de oliva, suco de limão e alho tinham a capacidade de reduzir a concentração de amino-heterocíclicos em frango grelhado em até 90%.

Também já se conhecia a capacidade do vinho tinto em reduzir os HA em frangos fritos.

Os pesquisadores acreditam que, no caso da carne frita, o álcool teria a capacidade de reduzir a formação de HA ao prevenir que moléculas solúveis em água sejam transportadas para a superfície da carne, onde seriam transformadas no composto carcinogênico no processo de fritura.

Segundo a coordenadora da pesquisa, Isabel Ferreira, da Universidade do Porto, a cerveja, por conter mais açúcares capazes de reter água do que o vinho, teria também uma maior capacidade de impedir o transporte das moléculas para a superfície.

Fonte: BBCBrasil.com

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Chocante: Pais Perdem Filhos Para A Obesidade


Nos dias atuais, os adventos da chamada vida moderna nos proporcionam muito conforto, mesmo para abrir o vidro de um carro basta apertar um simples botão, os espaços para brincadeiras de criança estão cada dia mais restritos, tanto como conseqüência da urbanização, quanto pelo medo da violência por parte dos pais.


As crianças brincam dentro de casa ou dos minúsculos apartamentos em frente aos videogames e computadores, comendo uma tigela de pipoca ou um pacote de bolacha recheada acompanhado de um refrigerante.


Os alimentos mais consumidos por elas são industrializados com grande teor calórico e pouco valor nutritivo, ou seja, os hábitos cultivados por esta geração infanto-juvenil convergem para o acúmulo de gordura corporal, desencadeando o sobrepeso e a obesidade em idades cada vez menores.


Depois de instalada, a obesidade deixa portas abertas para outras morbidades, o colesterol, a hipertensão e o diabetes são os mais preocupantes, pois agem de maneira assintomática por um longo período, danificando órgãos fundamentais. E a convivência com uma dessas co-morbidades da obesidade pode provocar sérias complicações com o passar dos anos.


Uma criança obesa aos oito anos de idade, por exemplo, que desenvolve uma complicação associada ao excesso de peso, não irá perceber os sintomas de imediato, mas seus efeitos maléficos certamente estarão presentes, dificultando o funcionamento de órgãos importantes como rins e coração. Essa mesma pessoa quando estiver com quarenta anos de idade, se não tiver mudado seus hábitos, terá sofrido os efeitos da obesidade e suas complicações por trinta e dois anos consecutivos.


Nas gerações passadas onde a vida sedentária não imperava entre as crianças e a oferta de alimentos industrializados não era exagerada, problemas como hipertensão e colesterol alto se manifestavam por volta da sexta década de vida, sendo inclusive, mais facilmente tratados.
Se atitudes práticas não forem tomadas imediatamente, logo estaremos vivendo uma geração onde muitos filhos morrerão antes dos pais em conseqüência de problemas relacionados á obesidade.


Como diz a música: “alguma coisa está fora da ordem”. É realmente chocante, mas também é uma realidade cada vez mais presente na família brasileira. Esse problema no Brasil já é de saúde pública, ações preventivas se fazem necessárias, inclusive por parte dos governantes.


A consciência do que se deve fazer para evitar o acúmulo de gordura nas crianças é de conhecimento da população em geral, o que falta são ações efetivamente práticas. A obesidade é um problema comportamental, na grande maioria dos casos, portanto não se pode resolvê-la apenas na teoria e sim com mudanças no comportamento.


Fonte: Portal da Educação Física

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Entenda a ressaca e outros 'sobressaltos' de fim de ano


É tempo de ressaca. E não estamos falando de previsões meteorológicas que parecem estar fora do habitual e sim do que comumente acontece nesses tempos de festas e exageros. Com certeza muitas confraternizações e festas estão programadas para os próximos dias com ampla oferta de álcool.

A ressaca é como o leigo costuma se referir aos efeitos indesejados do excesso de álcool sobre o nosso corpo, principalmente sobre o aparelho digestivo e o cérebro.

De uma vez por todas, vamos deixar de culpar o fígado, que quase sempre leva a culpa pelos sintomas, quando na verdade quem foi mais afetado pelo álcool e pelos excessos alimentares foi o estômago.

O álcool é um potente irritante da mucosa gástrica e pode causar de forma variável dor e náuseas após sua ingestão exagerada.

Após entendermos que o fígado não é o culpado, vamos desmascarar outro mito, o de que existem medicamentos capazes de proteger o fígado dos excessos e evitar os sintomas da ressaca.

Os ditos hepatoprotetores são na maioria das vezes uma associação de analgésicos e digestivos, e até mesmo de estimulantes, que podem diminuir os sintomas, porém muitas vezes agravar a irritação do estômago.

O segredo, se é que existe algum segredo para evitar a ressaca, primeiro é não exagerar na bebida: a sensibilidade ao álcool é individual, variando para cada um de nós. Tomar uma boa quantidade de água, enquanto estiver bebendo, pode ajudar. A alimentação deve ser baseada em alimentos leves e de fácil digestão.

Vamos então a algumas dicas para enfrentar esses dias repletos de eventos e comida farta.

Como encarar as mesas de final de ano com tantas coisas gostosas sem perder a linha?

Primeiro, não tente enganar seu corpo “pulando” refeições ou comendo muito pouco durante o dia para contrabalançar uma festa; chegar a uma festa com fome é igual a comer demais.

Não precisamos comer de tudo que estiver oferecido e muito menos comer muito de tudo. Coloque pequenas porções em seu prato e principalmente se afaste da mesa para diminuir a tentação.

Como estamos no verão e as temperaturas andam altas, cuidado com alimentos preparados com antecedência e que não tenham sido armazenados de forma adequada.

Não mude sua rotina, principalmente mantenha as atividades físicas regulares, pois as calorias a mais podem ser queimadas evitando o ganho de peso comum nessa época do ano.


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Visão Influencia Intensidade Da Dor, Diz Pesquisa


Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha indica que a sensação de dor aumenta ou diminui dependendo do estímulo visual que vier associado a ela. Ou seja, ver um ferimento torna a sensação mais desconfortável do que ela seria se não se visse nada.

No estudo realizado pela Universidade de Oxford, os cientistas pediram a pessoas com dor crônica e deficiências em um braço que observassem o membro enquanto faziam uma série de dez movimentos com a mão, de forma a sentir dor na região.

Os participantes do experimento fizeram o que foi pedido de quatro formas diferentes: com nenhum tipo de manipulação na forma como enxergavam o braço; olhando o membro através de lentes que não modificavam a dimensão do braço; usando lentes que duplicavam o tamanho aparente do braço e, por fim, usando lentes que diminuíam o tamanho aparente do membro.

A conclusão foi de que a dor que as pessoas disseram sentir durante os movimentos variou de acordo com o que elas viam.

Os participantes disseram que a dor era maior quando viam o braço maior e menor quando viam o membro visualmente reduzido.

O inchaço provocado pelo movimento também foi menor quando a pessoa olhava o braço através das lentes que o diminuíram.


Percepção de Perigo

Os cientistas não sabem ao certo por que isso acontece no nível das células do cérebro.
Mas uma possível explicação seria que as reações de proteção do corpo, inclusive a dor, são ativadas de acordo com a percepção implícita do cérebro de que há perigo.
"Se parece maior, parece mais dolorido e mais inchado", diz o pesquisador G. Lorimer Moseley, que participou do estudo. "O cérebro é capaz de muitas coisas maravilhosas baseadas na percepção de como o corpo está e dos riscos aos quais o corpo parece estar exposto."

A pesquisa foi divulgada na mais recente edição da publicação científica "Current Biology".

Fonte: BBC Brasil

sábado, 27 de dezembro de 2008

Dedo mindinho dá 50% da força à mão, afirma fisioterapeuta


O dedo mindinho, o humilde dedo número cinco da mão, há muito tempo é visto como um acessório decorativo, um dedinho para levantar delicadamente enquanto tomamos uma xícara de chá. O que perderíamos se não tivéssemos esse dedinho?

"Você perderia facilmente 50% da força da sua mão", afirmou Laurie Rogers, terapeuta ocupacional e terapeuta de mão certificada do Hospital Nacional de Reabilitação em Washington. Ela explicou que apesar dos dedos indicadores e médios, junto com o polegar, funcionarem para pinçar e agarrar objetos – fechando zípers, abotoando botões – os dedos mínimos se juntam ao anelares para dar força à mão.

Aprendi isso sozinha no último mês de abril, quando tropecei enquanto fazia jogging e minha figura de 60 quilos esmagou o osso na base do meu mindinho direito, um osso da largura de um lápis. Eu quebrei minha articulação metacarpofalangeana, MCP, onde o dedo se liga à mão.

Cinco meses depois, o dedinho ainda não era capaz de dobrar sozinho. Não conseguia fechar a mão, manusear uma raquete de tênis com controle, segurar direito um pesinho de musculação ou um aspirador de pó. Pelo fato da lesão ter ocorrido na minha mão dominante, escrever era uma tarefa difícil.

Problema comum

Minha situação estava longe de ser especial. Fraturas do dedo mindinho e do seu metacarpo – o osso que se estende da base do dedo até a mão – são duas vezes mais freqüentes que fraturas em qualquer outra parte do dedo ou do metacarpo, incluindo o polegar. Existem poucos dados confiáveis que monitoram lesões no dedo mindinho nos Estados Unidos; as estatísticas são de um estudo de 2003 do "The Journal of Hand Surgery" (volume britânico e europeu) que analisou o equivalente a um ano de dados de uma emergência hospitalar em Amsterdã, Holanda.

A alta incidência de fraturas pode ser atribuída ao status do mindinho, junto com o dedo indicador, como "dedo de fronteira", um "apoio para livros" em relação aos dedos anelares e médios, explicou Dr. Steven Z. Glickel, diretor do C.V. Starr Hand Surgery Center do t. Luke's-Roosevelt Hospital Center em Nova York e presidente da Sociedade Americana de Cirurgia de Mão.

Apesar do dedo indicador "ser, pelo menos, um pouco protegido por estar adjacente ao polegar", continuou o médico, "o dedo mínimo praticamente não tem nenhuma proteção".

Os ossos do dedo mínimo – as falanges distal, média e próximal – são geralmente quebrados em quedas ou quando o dedo é atingido por algo, como uma bola de basquete.

Apesar da rigidez e do inchaço, muitas pessoas não percebem que o dedo está quebrado, então não procuram tratamento.
Fratura oculta

"As pessoas pensam que se não sentem dor e podem mover o dedo, ele não está quebrado", disse Scott G. Edwards, diretor de cirurgia de mão e cotovelo do Georgetown University Hospital. "Isso simplesmente não é verdade."

Os reparos a um dedo mindinho quebrado podem significar pinos, parafusos e placas. Oito dias após minha queda, dois pinos foram colocados através da minha articulação MCP. O procedimento, realizado por Edwards em cirurgia ambulatorial, conectou novamente minha falange próxima e reforçou a articulação central do mindinho, conhecida como articulação interfalangeal próxima, ou PIP. Um gesso foi aplicado da ponta dos dedos até o cotovelo.

Doze dias depois, o gesso foi removido e a reabilitação foi iniciada. Nunca tinha ouvido falar em terapia de dedo, mas ela existe – e é dolorosa.

"Terapeutas de mão fazem com que pareçamos bonzinhos", disse Leon S. Benson, diretor de cirurgia de mão do Evanston Northwestern Healthcare em Illinois. "Estou no consultório, feliz e contente, então digo ao paciente: 'Agora você vai descer para ver Mary Beth, a terapeuta que vai machucar você'."

Os tratamentos incluem aplicação de calor, ultra-som, estímulos neuromusculares, talas e exercícios manuais. Começar a reabilitação logo – dentro de alguns dias ou semanas após a cirurgia – é de extrema importância; sem isso, o tecido cicatrizado pode se expandir e a inchação pode piorar.

Comecei minha terapia rapidamente, mas o terapeuta que me ajudava era gentil demais para manipular meu dedo. Quando finalmente encontrei um substituto competente, meu dedo estava rígido e a cicatrização parecia estar avançando.

O tecido de cicatrização, um tecido conectivo fibroso formador da ferida, é mais proeminente e problemático nos dedos porque praticamente não existe músculo ali, logo os tendões se acomodam diretamente no osso. Acumular tecido de cicatrização no dedo mindinho é como "injetar cola dentro de um relógio", disse Benson. "Trava tudo".

O inchaço também pode retardar a recuperação. "É como tentar dobrar uma grande salsicha", comparou Edwards.

Um exame de ressonância magnética do meu dedo foi realizado depois dos pinos terem sido removidos. O resultado confirmou que o tecido de cicatrização tinha imobilizado os tendões flexores – eles ficam permitem que os dedos se dobrem, como se fôssemos dar um soco. Além de não receber tratamento eficaz rapidamente, a genética pode ter contribuído, já que algumas pessoas formam tecido de cicatrização mais facilmente que outras. De qualquer forma, meu dedo estava travado.

Em outubro, passei por uma tenólise do tendão flexor, durante a qual Edwards conseguiu meticulosamente liberar os tendões. No dia seguinte à cirurgia, comecei a fazer terapia com Rogers. No início do mês, concluí meu tratamento; meu dedinho agora dobra facilmente e a força voltou à minha mão.

Agora, o dedo mindinho tem todo o meu respeito.


Fonte: www.g1.com.br

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Árbitros Podem Favorecer Atletas Que Vestem Vermelho


Há muito tempo torcidas rivais acusam os árbitros de favorecerem times como os ingleses Manchester United e Liverpool. Agora parece que eles podem ter alguma razão para a queixa - ambas as equipes usam uniformes vermelhos e um novo estudo na Alemanha sugere que isso pode lhes dar uma vantagem em decisões difíceis.


Pesquisadores da Universidade de Münster testaram sua teoria de que os árbitros favorecem incoscientemente competidores vestidos de vermelho em juízes que atuam em lutas de arte marcial do tipo taekwondo. Quarenta e dois árbitros assistiram a vídeos de disputas e deram pontos para a os competidores. Os atletas tinham desempenho muito semelhante e um usava roupa azul e o outro, vermelha. Em seguida, os pesquisadores submeteram novamente os vídeos aos árbitros, mas com as cores das roupas trocadas graças a um truque de computador. Eles deram 13% mais pontos aos atletas que vestiam vermelho, embora a sua atuação fosse exatamente a mesma de antes.


O estudo complementa pesquisa do biólogo que estuda evolução, Russel Hill, e que sugere que roupas vermelhas ajudam os atletas a ter melhor desempenho. Hill disse à BBC que este novo estudo vem de encontro aos resultados de outros esportes Olímpicos de combate, como luta greco-romana e boxe.


Os pesquisadores alemães acreditam que exista um favorecimento também no futebol, mas bem menor do que o verificado em esportes de combate.


Fonte: Portal da Educação Física

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Dor Atinge 71,2% Dos Corredores Amadores No Brasil


Dados da Corpore, a maior organizadora de corridas da América Latina, comprovam o que pode ser visto nas ruas: correr é um esporte cada vez mais popular. Nos últimos cinco anos, aumentou 155% o número de inscrições em provas da instituição --são 4 milhões de corredores no Brasil.
Mas um estudo feito com 7.731 corredores amadores mostra que a maioria tem muitas dores e lesões devido à atividade --e não sabe se prevenir nem se cuidar corretamente.


É a maior pesquisa com corredores amadores do país, que será apresentada hoje no Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, em Porto Alegre. O levantamento foi feito pelo Núcleo de Estudos em Esporte e Ortopedia, com a Corpore e a Sociedade Brasileira de Traumatologia Desportiva, a partir de perguntas por e-mail.

Os resultados mostraram que 71,2% dos entrevistados já sentiram dor em decorrência do esporte e não procuraram um médico e que 53,1% já tiveram lesões, especialmente no joelho, no pé e no tornozelo --tendinite e fascite plantar estão entre as mais citadas.

Quando a dor vem, quase metade diz que só coloca gelo na região, 42% param de correr temporariamente e --o dado que mais assustou os especialistas-- 30,6% já tomaram antiinflatórios sem receita médica. "São remédios que exigem prescrição. Seu uso crônico pode levar a problemas gastrointestinais e cardiovasculares", diz o autor do estudo, o ortopedista Rogério Teixeira da Silva.

Segundo ele, o gelo é um ótimo analgésico, mas o perigo é recorrer a ele sempre e deixar de procurar o médico quando necessário. "A dor pode ser uma manifestação inicial de uma lesão pior", afirma.

O educador físico Mário Sérgio Andrade Silva, diretor técnico da assessoria esportiva Run & Fun, acredita que muita gente não vai ao médico por achar que ele vai suspender o treino. "É inegável que a pessoa, quando toma gosto pelo esporte, não quer ficar sem correr. Muita gente não pensa a longo prazo e se automedica."

Ele diz que muitas pessoas ficam tão motivadas quando começam a correr que acabam querendo pular, por exemplo, de uma prova de 10 km para outra de 15 km imediatamente. "A corrida é muito sedutora. Emagrece, condiciona, favorece a interação, tem eventos bonitos. Mas é um exercício de impacto e, como todo esporte, exige um tempo para evoluir. Ninguém começa a jogar futebol ou a nadar com seis anos e está na Olimpíada aos dez."


Orientação

Segundo Rogério Silva, outro dado ajuda a explicar o alto índice de lesões e dores: mais de 60% correm sem orientação técnica. Aqueles que tinham um técnico de corrida acertaram mais a hora de "aposentar" o tênis, por exemplo.

Enquanto a maioria disse que troca de tênis quando a sola está gasta, só 15,3% seguem a orientação correta: mudar o calçado após percorrer de 500 km a 700 km com ele.

O empresário Gilberto Tarantino, 46, que corre desde 2001, diz que antes de ter orientação comprava tênis "pela moda". "Agora sei que não preciso do mais caro, mas que tem que ser bom para meu tipo de pisada. E que tem vida útil."

Ele conta que chegou a ter dores todo mês e que vivia no fisioterapeuta. "Achava que quem corria tinha que sentir bastante dor. Minha dor "andava" pelo corpo, da perna para a lombar, de lá para outro local."

Gilberto também diz que fazer musculação o ajuda a prevenir problemas --neste ano, não teve lesões-- e conta que aprendeu a "ouvir o próprio corpo". "Se estou muito cansado, treino outro dia. Antes, ia até o fim mesmo com dor."

Para Rogério Silva, o estudo mostra que é preciso informar melhor os corredores, os treinadores e os médicos. "Quando é feita de forma adequada, a corrida é uma atividade muito benéfica e saudável."


Fonte: Folha On-line

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Pessoas Que Roncam Muito Perdem Mais Calorias Ao Dormir


Uma nova pesquisa da Universidade da Califórnia, San Francisco indica que pessoas com problemas respiratórios e ronco pesado durante o sono queimam mais calorias enquanto dormem.
De acordo com os pesquisadores, as pessoas analisadas com os piores casos de apnéia do sono queimaram em média 373 calorias a mais por dia do que aquelas com apenas sintomas leves do problema.

Os cientistas americanos afirmam que mudanças no sistema nervoso desencadeadas pelo problema podem ser as responsáveis pela queima maior de calorias. O estudo foi publicado na revista Archives of Otolaryngology - Head and Neck Surgery.

Mas, apesar de gastar mais energia ao dormir, os pacientes que têm apnéia do sono compensam tudo ao sentir mais desejo por comida e mais preguiça na hora de fazer exercícios, segundo o especialista britânico John Stradling, do hospital John Radcliffe, em Oxford.


Problemas

Os autores da pesquisa, liderada por Eric Kezirian, afirmam que a energia a mais é usada pelo sistema nervoso para responder à baixa qualidade dos padrões de sono das pessoas que roncam muito. Mas o estudo não esclarece a razão por que pessoas obesas também sofrem de apnéia do sono.

A apnéia do sono - que causa o bloqueio parcial ou completo das vias aéreas - faz com que a pessoa não tenha uma boa noite de sono, o que deixa o paciente muito sonolento durante o dia. O problema também está ligado a um risco maior de problemas como pressão alta e doenças cardiovasculares.

Os cientistas da Universidade da Califórnia, San Francisco mediram o número de calorias queimadas "durante o descanso" em 212 pacientes. Em média, os voluntários gastaram 1.763 calorias por dia desta forma, mas aqueles com casos mais graves de apnéia do sono gastaram 1.999 calorias. Os que apresentavam o problema de uma forma menos grave gastaram uma média de 1.626 calorias.As calorias a mais consumidas são equivalentes a 30 minutos de exercício intenso na academia.

Razões

O especialista britânico John Stradling afirma que o estudo americano é "plausível" e combina com as experiências de seus pacientes, que afirmam ser difícil perder peso depois que os sintomas da apnéia melhoram. Para o professor britânico, existem alguns motivos que podem levar os pacientes com apnéia do sono a queimar mais calorias durante a noite.

Segundo Stradling, eles passam menos tempo no estágio de sono profundo, quando a temperatura do corpo cai naturalmente. Além disso, diz o especialista, eles podem gastar mais energia apenas lutando para respirar e, cada vez que o sono é interrompido por problemas respiratórios, o corpo dispara uma dose de adrenalina - queimando ainda mais calorias.

Mas Stradling afirma que os efeitos da apnéia do sono não são uma forma de perder peso. "Se você tem apnéia do sono, você se sente muito sonolento durante o dia e desmotivado para fazer qualquer tipo de exercício", diz o professor. "Também sabemos que a falta de sono aumenta o apetite e diminui a força de vontade."


Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Core Training Para O Swing Do Golfe


O Core Training está se tornando imprescindível entre golfistas profissionais, entre eles, o astro Tiger Woods


Randy Myers, que tem trabalhado com a pontuação de jogadores do PGA e LPGA e agora é diretor de fitness em um resort na Geórgia, EUA, ajudou a desenvolver o Programa GolfPilates no PGA Resort, em Palm Beach Gardens, Florida. Ele diz: “levantar 50 kg em 10 repetições vai proporcionar força e resistência, mas não do tipo necessário para fazer um jogador bater na bola”. Na verdade, músculos encurtados impedem o swing imprescindível para o golf.


Sean Cochran, Personal Trainer do golfista internacional Phil Mickelson, diz que esse tipo de treinamento junto com o levantamento de peso é bastante utilizada pelos jogadores de elite. Os melhores golfistas têm os membros inferiores fortes e estáveis e membros superiores flexíveis e móveis. O swing dos jogadores deve progredir partindo dos membros inferiores, passando pelo tronco, depois ombros e por último chega aos braços.


Para imitar essa seqüência, a maioria dos amadores geralmente precisa trabalhar os músculos e seu centro de força, o core. Faltando força e flexibilidade nessas áreas, o jogador amador compensa usando os braços, o que prejudica o movimento do swing.


A prática regular Core Training desenvolve o core e a força funcional necessária para jogar bem.


As pessoas realmente treinam duro no golfe, mas não melhoram se não trabalharem o desenvolvimento físico. Sem o desenvolvimento do controle físico o corpo não pode fazer o que deve ser feito para um bom swing.


Fonte: Digest Pilates

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Exercício aeróbico inibe apetite, diz estudo



Segundo a pesquisa, publicada na revista da Sociedade Americana de Fisiologia, passar 60 minutos na esteira afeta a liberação de dois dos principais hormônios reguladores do apetite, enquanto 90 minutos de musculação afetam apenas um deles.


O principal autor do estudo, David J. Stensel, da Universidade de Loughborough, diz que a descoberta pode levar a novos e mais eficientes métodos para usar os exercícios físicos no controle do peso.


Há vários hormônios que ajudam a regular o apetite, mas os pesquisadores se concentraram em dos dois principais, o peptídeo YY e a ghrelina. O primeiro inibe o apetite, e o segundo é o único hormônio conhecido por estimulá-lo.
Hormônios


Na experiência britânica, 11 homens jovens realizaram várias rotinas de exercícios, com intervalos de descanso, ao longo de vários dias.


Em vários estágios de cada sessão de exercícios, eles preenchiam um questionário sobre o grau de fome que sentiam, e os cientistas mediam os níveis de ghrelina e de peptídeo YY em cada voluntário.


Os pesquisadores descobriram que as sessões na esteira provocavam uma queda da ghrelina, indicando a supressão do apetite. Os níveis de peptídeo YY não se alterava significativamente.
Apenas com base nos questionários sobre a fome, os cientistas perceberam que tanto os exercícios aeróbicos quanto os anaeróbicos inibiam o apetite, mas o primeiro tipo de atividade apresentavam uma inibição mais duradoura.


Estudos anteriores foram inconclusivos quanto ao grau de produção ou inibição da ghrelina.
Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Idosos Possuem Padrões De Movimentos Diferentes Ao Correr


Ao aderir à corrida de rua para aumentar a qualidade de vida, a população idosa naturalmente adota padrões de movimentos bem diferentes dos adultos mais jovens, que, somados às alterações teciduais decorrentes do envelhecimento biológico, podem deixá-los mais suscetíveis à ocorrência de lesões.


A conclusão é de dissertação de mestrado de Reginaldo Fukuchi, defendida na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP). Um artigo com os resultados do trabalho foi publicado na revista inglesa Journal of Sports Sciences.


Com o objetivo de comparar a cinemática da corrida em adultos e idosos, foram analisados 34 corredores, 17 adultos e 17 idosos com mais de 65 anos de idade. Ao correr em uma esteira ergométrica com diferentes velocidades, eles foram filmados por quatro câmeras de vídeo e o pesquisador realizou, a partir das imagens captadas, a reconstrução das coordenadas em pontos digitalizados.


“As principais diferenças são que os idosos apresentaram maior frequência e menor comprimento de passada, além de terem menor mobilidade nas articulações para flexionar o joelho, menor rotação interna da tíbia [rotação da perna de fora para dentro], que ocorre normalmente quando apoiamos o pé no chão para andar ou correr, e menor coordenação entre os movimentos do tornozelo e do joelho”, disse Fukuchi à Agência FAPESP.


Segundo ele, há um sincronismo de movimentos entre o tornozelo e o joelho quando se apóia o pé no chão para correr. “Esse sincronismo é necessário justamente para evitar lesões no começo do apoio e para ajudar na performance no final do apoio, quando o corredor começa a tirar o pé do chão. Nesse caso, o estudo mostra que os idosos apresentaram menos movimento em alguns planos e menor coordenação entre o joelho e o tornozelo”, disse.


Como a corrida é um dos esportes que mais conquistaram adeptos entre os idosos, que buscam melhor qualidade de vida, Fukuchi aponta que a prescrição de exercícios e as estratégias de prevenção de lesões em idosos corredores devem considerar as diferenças no padrão de corrida identificadas em seu trabalho.


“O aumento do número de idosos praticando corrida de rua também tem levado ao crescimento do número de lesões no Brasil. Em detrimento de alterações teciduais já conhecidas nos idosos, como a perda de força muscular e a diminuição da mobilidade das articulações, o padrão de corrida tem sido alterado também”, explicou.


“Esse resultados são importantes, pois podem direcionar o treinamento desses corredores e ajudar a entender por que eles se lesionam mais do que os adultos”, afirma Fukuchi, que também é pesquisador do Laboratório de Biomecânica do Instituto Vita.


Análise Cinemática Tridimensional


A coleta de dados foi realizada por meio de uma análise cinemática tridimensional dos movimentos dos membros inferiores dos indivíduos durante a corrida. Para isso, foram fixadas marcas pelo corpo do corredor que, com o uso das câmeras de vídeo, puderam ser vistas a partir de diferentes pontos.


Depois de processar as imagens de cada câmera, o pesquisador as reconstruiu por meio de um software próprio de análise de movimento. “Dessa forma, conseguimos conhecer, de modo bastante preciso, os movimentos das articulações em todos os planos”, disse.


De acordo com o pesquisador, já se sabia que alterações teciduais provocam diminuição na mobilidade das articulações. “Ainda não se sabia, no entanto, se tais alterações realmente provocavam mudanças no padrão de movimento da corrida, fato que conseguimos observar no estudo”, afirmou.


"O fato de os idosos serem mais susceptíveis a lesão do que os adultos não quer dizer que eles não devam correr", ressalta Fukuchi. “Pelo contrário, diversos estudos mostram que a prática da corrida ajuda a diminuir a morbidade e prevenir as doenças relacionadas ao envelhecimento.”


Mas, segundo ele, é importante destacar que a abordagem com os idosos corredores deve ser diferente em relação aos mais jovens, principalmente no treinamento. “Outros estudos mostraram, por exemplo, que corredores mais velhos são menos capazes de absorver os impactos e que os calçados para esses corredores deveriam suprir esse quesito”, disse.


Fonte: Agência FAPESP

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Verme Mutante Pode Ser a Chave Para A Cura Da Obesidade


Uma mutação previamente desconhecida em um nematóide comum e que faz com que ele consuma rapidamente sua própria gordura pode abrir caminho para novos tratamentos para a obesidade em seres humanos, dizem pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá.


Os cientistas estudaram o comportamento de vermes da espécie Caenorhabiditis elegans para verificar como eles reagem a períodos de escassez de alimentos.


Normalmente um verme normal reage a períodos prolongados de fome entrando em um estado de quase animação suspensa que torna seu metabolismo mais lento e permite que ele sobreviva por longos períodos sem comida."Eles paralisam tudo o que consome energia, que inclui a busca por alimentos, divisão celular e reprodução, disse Richard Roy, pesquisador do Departamento de Biologia da Universidade McGill.


Ao contrário de outros organismos que hibernam, a Caenorhabidis elegant mantém um grau de mobilidade durante o período de desaceleração metabólica armazenando energia na forma de gorduras (ou lipídios) que são depositadas em células especiais."Isto permite que elas vivam até seis meses sem comer, ao invés das duas semanas que normalmente teriam", explicou Roy.


Já os nematóides com a mutação não conseguem ajustar seu metabolismo como os animais normais da espécie e, embora armazenem lipídios para se manter por seis meses, logo que entram nesse estado de animação suspensa, eles consomem toda a gordura em poucos dias. E acabam morrendo em poucos dias.


Os cientistas explicam que os nematóides mutantes não possuem uma enzima que supostamente regule a lipase, substância responsável pela quebra das moléculas da gordura ingerida. Sem essa regulação, a lipase queima toda a gordura no organismo do verme rapidamente."Eles não conseguem ajustar seu metabolismo corretamente (...) sem esta regulação, a lipase queima toda a gordura que encontra e destrói as reservas de energia do verme", disse Roy.


O próximo passo, dizem os pesquisadores, é começar a observar como esta enzima funciona no organismo humano, e verificar se podem desenvolver drogas que impeçam temporariamente a enzima de regular a lipase, permitindo que a lipase queime rapidamente a gordura acumulada.
Roy e seu colega de equipe, Patrick Narbonne, acreditam, contudo, que antes disso será necessário um volume considerável de pesquisa adicional. O seu estudo foi publicado na revista especializada Nature.

Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Funções Do Ergoespirométrico Mais Moderno Do Mundo Em SP


O que há de mais moderno e sofisticado no mundo para a realização do teste ergoespirométrico – ou cardiopulmonar – está disponível aos pacientes do Hospital São José, unidade integrante do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, maior complexo hospitalar privado da América Latina.


A última versão internacional adquirida do equipamento para a realização do teste ergoespirométrico permite avaliar com precisão digital, e a cada respiração, o desempenho do organismo para as atividades físicas, desde as cotidianas até as de elevado nível atlético.


Durante o teste, além da análise contínua do eletrocardiograma, dos sintomas, da pressão arterial e dos batimentos cardíacos antes, durante e após o exercício. Esta sofisticada tecnologia de precisão verifica diretamente, em cada respiração, o consumo de oxigênio, a produção de gás carbônico e a ventilação pulmonar. Paralelamente, avançados softwares permitem identificar a eficiência ventilatória, o rendimento cardíaco e o tipo de metabolismo utilizado nas diferentes fases do exercício, possibilitando individualizar a melhor prescrição de exercícios, otimizando a performance para as diferentes modalidades esportivas.


Classificado como “padrão ouro”, o exame também é essencial para quem pratica esportes de forma amadora. Afinal, todos devem deixar o sedentarismo de lado, mas com total segurança, e o teste viabiliza a prática criteriosa e eficiente de exercícios físicos. “Com tanta gente morrendo por falta de orientação adequada, o teste ergoespirométrico é a melhor opção para se prevenir muitas tragédias”, lembra o Dr. Almir, que classifica este novo exame como a evolução atual do teste ergométrico clássico que tem limitações diagnósticas.


Mas os benefícios deste teste vão muito além do contexto esportivo. Indispensável em situações de pré e pós-transplante cardíaco, ele também propicia diagnósticos precisos de inúmeras doenças cardíacas, pulmonares, musculares e até psicogênicas que possam interferir na capacidade física e na qualidade de vida das pessoas.


Quando o Teste é Indicado?


- Avaliação e programação de treinamento físico para atletas amadores e profissionais;
- Avaliação do grau de comprometimento físico e metabólico em insuficiência cardíaca;
- Programação de reabilitação cardiovascular em doenças cardíacas;
- Avaliação funcional de doenças pulmonares obstrutivas e restritivas;
- Medida objetiva e direta do consumo de oxigênio em qualquer situação, fornecendo ferramentas para correções e melhorias na sua utilização pelo organismo;
- Diagnóstico diferencial das dispnéias “falta de ar”.

Fonte: Portal da Educação Física

Cortar 10% do sal na comida pode salvar milhares de vidas, mostra estudo


A diminuição em torno de 10% da quantidade de sal ingerida por dia pode salvar a vida de dezenas de milhares de pessoas a cada ano.

Pesquisadores ingleses realizaram uma extensa revisão da literatura médica com relação aos benefícios da redução do sal sobre as doenças cardiovasculares. Os cientistas descobriram que, se a quantidade de sal da dieta diária diminuísse apenas um grama, 52 mil mortes por ano seriam evitadas no Reino Unido.

A pesquisa dos cientistas do Hospital St.George, em Londres, encontra eco em uma campanha, idealizada por ONGs britânicas, que busca mover a indústria de alimentos no sentido de diminuir a quantidade de sal nos produtos industrializados. A quantidade diária ideal de sal está definida em seis gramas. Segundo a mesma pesquisa, no Reino Unido, o consumo médio diário, naquele país está em torno de 11 a 12 gramas.

As doenças cardiovasculares matam milhões de pessoas no mundo a cada ano, vítimas de infartos e acidentes vasculares cerebrais. A conclusão dos médicos britânicos mostra como uma pequena mudança nos hábitos diários pode repercutir no impacto social das doenças cardiovasculares.

Que tal rever a sua ingestão diária de sal? Preste bastante atenção nas embalagens, pois naquelas tabelas está descrito o conteúdo de sal daquele alimento.

O homem descobriu muito cedo na história que o sal poderia ser utilizado para preservação dos alimentos. Essa continua sendo uma de suas aplicações, por isso alem de procurar a quantidade de cloreto de sódio procure também pelos acidulantes pois esses produtos entram na conta do sal presente naquele produto.

Cuide de sua saúde, especialmente nessa época do ano quando os excessos são freqüentes e os eventos lotam nossas agendas.

Fonte: www.g1.com.br/ciencias & saude