segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Músculos à prova



Uma pesquisa analisou o equilíbrio muscular dos flexores e extensores de joelho e a relação com a ocorrência de lesões em jogadores de futebol. O objetivo do estudo foi tentar avaliar se e quando, durante vários momentos ao longo da temporada de competição, existiria maior risco de lesões.

Não está clara a associação entre o equilíbrio muscular e a ocorrência de lesões, especialmente no futebol. Essa falta de clareza está associada principalmente às dificuldades envolvidas em estudar atletas. Neste estudo, a relação de equilíbrio muscular se manteve em níveis considerados adequados, o que pode, pelo menos em parte, explicar o baixo índice de lesões.

Participaram dos testes 15 atletas da equipe sub-20 da Ponte Preta, de Campinas (SP), durante um período de 29 semanas. O macrociclo englobou os períodos preparatório e competitivo, divididos em quatro mesociclos: etapa geral, especial, pré-competitiva e etapa competitiva.

Os resultados apontaram a existência de alterações na relação de equilíbrio entre os flexores e extensores durante o macrociclo de 29 semanas. Mas, segundo o estudo, essa alteração está dentro da normalidade. Segundo o autor, os resultados sugerem que, nesse estudo de caso, a carga de treino forçado não afetou a relação de equilíbrio muscular dos flexores e extensores.

As análises indicam que houve aumento da força dos flexores na primeira fase do ciclo de preparação, que se manteve até antes da etapa competitiva. Nessa outra etapa se observou uma diminuição da força dos flexores. Já na força de extensores ocorreu o contrário: ela diminuiu na primeira etapa de preparação e se manteve ao longo da temporada de competição.

Os resultados sugerem que não existem períodos sensíveis para a ocorrência de lesões em virtude de desequilíbrios musculares. Embora exista o aumento na força muscular de flexores ao longo da temporada – o que é extremamente importante para o futebol –, a relação entre as forças de flexores e extensores [equilíbrio] não se altera acentuadamente, possivelmente devido às adequadas cargas de treinamento prescritas.

No estudo publicado, inicialmente fizeram parte da mostra 23 atletas, com entre 17 e 20 anos de idade e quatro a seis anos de prática na modalidade. Mas cinco deles não concluíram os testes por terem saído do clube, e três, por lesões. O estudo foi publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte.

Clique aqui para ler o artigo Variação do equilíbrio muscular durante uma temporada em jogadores de futebol categoria sub-20, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP)

Os riscos da “Falsa Magreza” e a importância da avaliação da composição corporal


Devemos nos atentar e tomar muito cuidado com a interpretação, muitas vezes errônea, do nosso peso corporal total. O seu peso corporal expressado em quilos (kg) na balança, assim como uma boa silhueta, pode não refletir com precisão a real composição corporal do seu corpo.

São vários os estudos comprovando que as pessoas ditas estarem dentro do peso considerado “normal” podem desenvolver doenças oriundas do sobrepeso e da obesidade, como diabetes, colesterol, hipertensão e doenças coronarianas.

Uma má alimentação, fatores genéticos bem como uma vida sedentária contribuem para um aumento importante da gordura corporal em indivíduos magros. Sendo que os fatores genéticos determinam aonde tal gordura se depositará no corpo. Em geral, a gordura se acumula em maior quantidade nos membros inferiores, culote, glúteos e coxas nas mulheres (o que pode acarretar no aparecimento de varizes e/ou celulite), e o predomínio de gordura se dá na região abdominal nos homens.

Portanto, é de fundamental importância uma avaliação da composição corporal no intuito de sabermos exatamente a quantidade de gordura e massa magra em nosso corpo.

O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma ferramenta bastante utilizada pelos profissionais da área da saúde para classificar o indivíduo levando em consideração apenas seu peso corporal e estatura. Porém, o IMC pode mascarar algumas informações importantes, um lutador de boxe, por exemplo; seu IMC provavelmente o colocaria na classificação de sobrepeso ou obeso, quando na verdade, tal indivíduo possui muito pouca gordura corporal, mas uma massa muscular muito bem desenvolvida.

É recomendável então que, além do IMC, seja feita medição da circunferência de vários segmentos corporais, assim como o cálculo da porcentagem de gordura corporal utilizando um método simples, rápido, barato e cientificamente comprovado que é o das dobras cutâneas.

Tais avaliações auxiliarão em uma prescrição adequada de uma atividade física. Sendo assim, uma vida mais ativa aliada a uma alimentação balanceada diminuirá a gordura corporal do indivíduo, prevenindo doenças sérias e muitas vezes irreversíveis.

domingo, 5 de outubro de 2008

Falta de B12 pode prejudicar ação do cérebro

A falta de vitamina B12 em idosos pode estar diretamente ligada ao encolhimento do cérebro.

De acordo com pesquisas inglesas, idosos com baixos níveis da vitamina, encontrada em carnes, peixes e leite, têm seis vezes mais chances de ter seus cérebros reduzidos de tamanho. Esse quadro pode ainda levar a pessoa à demência.

Na primeira fase do estudo, que durou cinco meses, os cientistas analisaram um grupo de idosos - entre 61 e 87 anos. Os voluntários foram divididos em três grupos, de acordo com seus níveis de vitamina B12 no organismo.

Os especialistas perceberam que o grupo com o menor nível da vitamina apresentou um encolhimento cerebral ao longo do tempo em que a pesquisa foi conduzida. Na próxima etapa, os cientistas pretendem tratar os idosos com vitamina B12 e observar se o suplemento poderá conter o encolhimento do cérebro.

A pesquisa está sendo vista na comunidade médica internacional como uma grande porta de esclarecimentos em tratamentos de doenças ligadas à senilidade, como o mal de Alzheimer.

Fonte: www.saudeemmovimento.com.br

sábado, 4 de outubro de 2008

Atividade física é bom para gestante e também para o bebê

No passado, médicos proibiam atividades físicas para gestantes.
Agora, com acompanhamento, elas são até encorajadas


Durante muito tempo a gestação era um período de inatividade para as mulheres que eram orientadas a evitar as academias ou mesmo atividades como caminhadas ou natação. Segundo novas publicações, a prática de exercícios, desde que liberada pelo obstetra, deve fazer parte da vida da gestante.

Os exercícios indicados


A quantidade e o tipo de atividades devem ser adequados ao período da gravidez e ao condicionamento físico prévio da mulher. As atividades de impacto e os esportes competitivos não são indicados às grávidas.Especialmente esportes que envolvam movimento súbitos e aumentos repentinos da frequência cardíaca.


A natação em água com temperatura acima dos 20 graus parece ser a melhor opção, a flutuação do corpo alivia a sobrecarga de peso sobre as articulações. Outra característica interessante das atividades aquáticas é o fato de que a frequência cardíaca não se eleva de forma súbita durante uma sessão de natação, por exemplo.


Esteiras, bicicletas e aparelhos aeróbios. O uso desses equipamentos pelas grávidas permite que intensidade do esforço seja ajustada individualmente. Acompanhada pelo monitoramento da freqüência cardíaca durante o esforço, permite que os limites estabelecidos no planejamento da sessão de exercícios não sejam ultrapassados.


Outra área que sofria limitações até pouco tempo era a musculação para grávidas. Os exercícios com resistência utilizando pesos não estão proibidos para as gestantes. A carga de peso utilizada deve ser diminuída e deve-se selecionar os grupamentos musculares exercitados.


O abdomen obviamente deverá ser poupado, porém trabalhar pernas e braços não apresenta problemas.


A única atividade física realmente proibida às grávidas é o mergulho com garrafas. Existe uma correlação direta entre essa atividade e o aparecimento de deformidades fetais.


Se existe uma recomendação geral sobre o tema essa deve ser de que as gestantes devem utilizar a sensação de conforto como medida de segurança.


O aparecimento de qualquer sintoma, tal como, alterações de visão, dor de cabeça, náusea ou vertigem deve levar a grávida a discutir com seu médico sobre os exercícios praticados.



sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Mude 9 hábitos e ganhe mais 14 anos de vida


Você certamente já ouviu que alguns hábitos saudáveis ou não podem refletir em nossa saúde no futuro. Tanto é verdade que uma pesquisa recentemente publicada no Public Library of Science Medicine, afirma que simples mudanças no cotidiano podem refletir em até 14 anos a mais de vida em uma pessoa com bons hábitos, que são:

1 – Fazer exercícios regularmente
2 – Não segurar a vontade de ir ao banheiro
3 – Tente não passar muito tempo na mesma posição
4 – Ingerir bastante água
5 – Cortar o cigarro
6 – Dormir Bem
7 – Ter uma alimentação saudável
8 – Usar protetor solar todos os dias
9 – Evitar beber muito nos finais de semana

Vale lembrar que os hábitos saudáveis englobam não só cuidados com o corpo, mas também com a mente.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Diferenças nos cerébros do homem e da mulher


Mulheres têm menos sinapses


Mulheres e homens são diferentes também com relação às sinapses, o ponto de contato entre neurônios onde ocorre a transmissão de impulsos nervosos.


De acordo com um novo estudo, feito na Espanha, os homens têm maior densidade de sinapses em todas as camadas corticais do neocórtex temporal, região envolvida em funções como memória, linguagem e processamento visual. O trabalho será publicado na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).


Há muito tempo cientistas buscam por características anatômicas no cérebro humano que possam explicar diferenças cognitivas entre mulheres e homens, especialmente nas regiões corticais que controlam a percepção espacial e a linguagem.


Estudos anteriores revelaram diferenças na densidade de neurônios e outras particularidades nas células nervosas de cada gênero, mas nada havia sido relacionado a funções ou a comportamentos.


Na nova pesquisa, os autores do estudo usaram tecido removido logo em seguida a cirurgias realizadas em portadores de epilepsia para explorar as diferenças nos circuitos nervosos entre os sexos.


Os pesquisadores usaram microscópio de elétrons para analisar os tecidos e descobriram que no neocórtex temporal, que também está envolvido em processos sociais e emocionais, as mulheres apresentavam uma densidade sináptica “significativamente menor” que a dos homens.


Considerando todas as camadas da área do cérebro analisada, os homens mostraram uma densidade de sinapses 33% maior do que as mulheres. Em todas as camadas a diferença foi considerável, sendo que na camada de número 5 ela chegou a 57%.


Os pesquisadores espanhóis destacam que pouca atenção tem sido dada às diferenças anatômicas entre os gêneros no nível sináptico, a junção que permite a comunicação entre células. Segundo eles, mais estudos são necessários para entender como essas diferenças influenciam o funcionamento do cérebro.

Fonte: Agência FAPESP

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Dia Internacional do Idoso

Dia 27 de setembro, foi comemorado o dia nacional do idoso, hoje dia 01 de outubro é o dia internacional do idoso. Refletir sobre o idoso é pensar o preconceito em relação às pessoas da terceira idade. Analisarmos o sentimento que alimentamos pelos mais velhos, de forma determinada e corajosa, sem tapar o sol com a peneira.

    Trata-se de tarefa importante. Existe um adesivo de carro que, quem ainda não viu, deveria ter visto. Ele tem uma frase forte, irônica, e de uma inteligência a toda prova. Diz o seguinte: "Velho é o seu preconceito". E não é verdade? Existe coisa mais fora de propósito, mais cheirando a mofo do que isso?

    Devíamos, isso sim, tentar pegar dos mais velhos a experiência e sabedoria de vida que anos de luta e observação os ajudaram a ter. Que tal nos deixarmos contagiar por essa bagagem de conhecimento, para virmos a ser, quem sabe, jovens e adultos mais interessantes e respeitáveis? Respeitar e ouvir o idoso é respeitar a nós mesmos.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Dermatoglifia - Características pessoais através da impressão digital


É o estudo científico das impressões digitais, pelo qual é possível analisar o potencial genético do indivíduo. Através dessa análise é possível descobrir as aptidões esportivas e algumas patologias e defeitos do desenvolvimento. O Estudo da dermatoglifia é realizado com três tipos de desenhos encontrados nas digitais dos dez dedos do indivíduo: arco, presilha e verticilo.

A dermatoglifia vem sendo bastante utilizada na área do desporto, pois através dessa é possível analisar as qualidades físicas de um atleta através das digitais. Dessa forma, é possível direcionar o atleta para a área ou posição que ele tem maior aptidão, entre outros. Para o desporto, os desenhos das digitais têm os seguintes significados:

- Arco: muita força, porém baixo nível de coordenação motora.








- Presilhas: velocidade e explosão.










- Verticilo (rodamoinho): força, velocidade e resistência.










Fonte: http://www.brasilescola.com/curiosidades/dermatoglifia.htm

Lesões mais comuns em praticantes de caminhada e corredores


As caminhadas e as corridas tornaram-se uma das mais populares formas de treinamento e de condicionamento físico. Uma consequência indesejada e negativa decorrente do aumento do interesse tem sido a elevação das lesões relacionadas com essas atividades, principalmente quando realizadas de maneira inadequada.

O uso de calçados inadequados, erros de treinamento, questões ambientais e anormalidades anatômicas que podem predispor os praticantes a certos traumas são algumas das causas mais comuns que levam às lesões.

Com uma orientação correta e adoção dos cuidados recomendados, é possível prevenir entre 60% e 70% desses casos. De início, é sempre necessário realizar um exame médico especializado, verificar as possibilidades e eventuais limites do praticante, orientando o treinador e, principalmente, garantindo que a atividade seja feita com segurança.

As lesões mais comuns em praticantes de caminhada e corredores são:


Nos pés:

Fascite plantar: Inflamação de estrutura de sustentação da sola dos pés. É a principal causa de dor no calcanhar.

Metatarsalgia: Dor na região anterior da sola dos pés.

Fraturas de fadiga: Também chamadas de fraturas de estresse, são ocasionadas por uso repetitivo e sobrecarga de treinamento. O praticante pode apresentar dor insidiosa e persistente, que aos poucos pode se acentuar e impedi-lo até mesmo de andar.

Tendinite o tibial posterior: Inflamação de um tendão na face lateral interna do calcanhar.


Nas pernas:

Fraturas de fadiga: Semelhantes às descritas para os pés.

Síndromes compartimentais: Aumento da pressão em um compartimento muscular da perna, proporcionado por excesso de uso e aumento de volume sanguíneo nesse compartimento.

Tendinite no tendão calcâneo: Os aumentos de milhagem, corrida e os treinamentos em subidas podem desencadeá-la.

Canelite: Ou periostite, nome popular para dor na face anterior da perna.


Nos joelhos:

Dor patelofemoral: Dor de origem insidiosa na patela (rótula) e nos tendões próximos. Uma das queixas mais frequentes em corredores.

Desarranjos internos: Lesões de meniscos, lesões de cartilagem, etc.

Tendinites: Inflamação dos tendões ao redor do joelho.


Na coxa e quadril:

Bursitis: Inflamação da bursa (bolsa) na face lateral do quadril, entre os músculos e o fêmur.

Estiramento dos isquiotibiais: Estiramento (distenção) dos músculos posteriores da coxa.


Na coluna:

Ciática: Dor de comprometimento do nervo ciático, em geral consequente à dor lombar. Pode indicar uma lesão do disco (hérnia) intervertebral.

Entorse lombar: Dor e espasmo em músculos da região lombar.

Estenose de canal: Estreitamento do canal espinal. Caracteriza-se por dor após distância percorrida. Incide em faixa etária mais tardia.

Portanto, procurem sempre a orientação de um profissional de Educação Física formado e com registro no CREF, para que tais lesões não se manifestem em decorrência de orientações inadequadas.


Fonte: Hospital do Coração (HCor - São Paulo).


Corrida pode prevenir aumento não-cancerígeno da próstata, diz estudo

Quanto maior a distância percorrida, menor o risco do problema.
Médicos recomendam exercício para evitar crescimento do órgão.

O aumento begnino da próstata atinge cerca de 50% dos homens acima dos 50 anos e 90% dos que tem mais de 70 anos. A causa do crescimento da glândula até hoje não está completamente esclarecido. As mudanças nos níveis de produção hormonal que acontecem de maneira natural com o envelhecimento parecem estar por trás desse processo.

Uma pesquisa, publicada na edição de outubro da revista "Medicine & Science in Sports & Exercise", mostrou que talvez exista algo que o homens possam fazer para diminuir seu risco de sofrer do problema. Os especialistas acompanharam mais de 28 mil homens durante 8 anos em média para avaliar o impacto da corrida sobre a hiperplasia begnina da próstata. Para evitar a interferência de outros possíveis fatores, todos os participantes eram não-fumantes, não-diabéticos e não-vegetarianos.

A análise da ocorrência de problemas de saúde nos indivíduos participantes no estudo mostrou que existia uma relação direta entre corrida e aumento da próstata. Os participantes que corriam apresentavam um risco diminuído de sofrer do crescimento da próstata. O risco diminuía quanto maior a distancia percorrida por semana e também quanto melhor a performance em um teste de 10 quilômetros.

Aqueles corredores que estavam mais bem condicionados do ponto de vista cardiovascular apresentaram diminuição do risco. Entre os corredores, os mais rápidos diminuíram seu risco em 32% quando comparados aos mais lentos. Um aspecto importante levantado foi que nem idade, índice de massa corporal ou padrões dietéticos eram capazes de modificar o resultado. Fica então o recado para os homens: consulte seu médico e comece a treinar. Seu corpo agradece.

Fonte: Saúde em fóco
Veja o Resumo do estudo

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Dietas ricas em grãos ajudam a perder gordura e a proteger o coração



Um estudo da Universidade da Pensilvânia comprova que a utilização de grãos integrais em uma dieta de emagrecimento além da perda de peso melhora os índices de risco cardiovascular

Os pequisadores avaliaram os efeitos do enriquecimento de uma dieta de perda de peso (diminuição de 500 calorias por dia), com produtos ricos em grãos integrais. O estudo durou 12 semanas e todos os participantes receberam orientação nutricional e de exercícios.

Foram 50 participantes entre mulheres e homens, todos acima do peso e com risco cardiovascular aumentado. Os dois grupos, divididos aleatoriamente, recebiam na dieta somente grãos integrais ou então grãos refinados.

Para estudarem o impacto na saúde dos participantes eram registrados parâmetros como: circunferência abdominal, níveis de gorduras no sangue e dosagem da proteína C, reativa.

No final do estudo o dois grupos apresentaram uma diminuição importante do peso e da circunferência abdominal. Os participantes que fizeram a dieta dos grãos perderam mais gordura na região abdominal.

A dosagem de Proteína C reativa, marcador de atividade inflamatória e de risco cardiovascular foi 38% menor no grupo que somente usou grãos integrais. Não houve diferenças na queda dos níveis de gorduras no sangue entre os dois grupos.

Esse trabalho embora com pequeno número de participantes serve para lembrar a importância dos grãos integrais na dieta do dia-a-dia. Você pode encontrar o estudo e seus resultados na revista American Journal of Clinical Nutrition.

domingo, 28 de setembro de 2008

Quebra de recorde mundial na maratona em Berlim


O etíope, Haile Gebrselassie, que desistiu de disputar a prova nas Olimpíadas de Pequim, supera própria marca e é o primeiro do mundo a correr abaixo de 2h04m.

Ele quebrou o recorde mundial da maratona ao correr a distância em Berlim em 2h03m59s. É a primeira vez que um atleta consegue percorrer os 42,195 km da prova abaixo das 2h04m.


Gebrselassie, de 35 anos de idade, que desistiu de disputar a prova nas Olimpíadas de Pequim, por conta da poluição do ar da capital chinesa, melhorou seu próprio recorde - conquistado há um ano também na capital alemã - que era de 2m04s26. Ele teve a companhia no pódio dos quenianos James Kwambai e Charles Chamati.

No feminino, a alemã Irina Mikitenko fez a festa da torcida local ao vencer com o tempo de 2h19m18s. A etíope Askala Magarsa ficou em segundo, enquanto a queniana Helene Kirop terminou em terceiro lugar.

Ciclistas que ingerem cafeína ainda uma hora antes da realização de exercício de curta duração, em competições, podem ter melhor desempenho na prova.

Este foi o resultado da pesquisa feita pelo profissional de Educação Física Leandro Ricardo Altimari, depois de realizar mais de cem testes físicos, em uma parceria entre os laboratórios de Estudos Eletromiográficos e o de Fisiologia do Exercício, ambos da Faculdade de Educação Física (FEF).


Orientado pelo professor Antonio Carlos de Moraes, Altimari concluiu que a ingestão de seis miligramas de cafeína por quilo de peso corporal aumenta o tempo de exaustão e atenua a taxa de fadiga muscular do atleta. Isto significa que o ciclista se mantém mais tempo fazendo exercício de alta intensidade.

Segundo o educador físico, a ingestão de cafeína por atletas era proibida até 2004 pela Agência Mundial Antidoping. Como a substância está presente em vários alimentos que fazem parte da dieta habitual de muitos países – e também por questões relacionadas ao controle –, acabou sendo liberada sem que sua ingestão seja hoje considerada doping.

Neste sentido, o que se buscou identificar na pesquisa realizada na FEF foi o efeito da substância sobre o desempenho físico, bem como os prováveis mecanismos de ação em exercícios de curta duração – menor que dois minutos – e alta intensidade, uma vez que seus efeitos para melhora da performance em exercício de média e longa duração já são conhecidos.

Os testes foram feitos com 12 ciclistas com idade média de 27 anos, que realizaram exercícios em ciclossimulador importado exclusivamente para avaliar as condições reais de competição.

"Procuramos simular a atividade motora de pedalada o mais próximo do realizado em ambiente externo, ou seja, durante as competições, para obter resultados eficientes", destaca o professor de Educação Física, atualmente do quadro docente da Universidade Estadual de Londrina.

Num primeiro momento foram identificadas as características fisiológicas dos voluntários. Na seqüência, foram propostas atividades, desenvolvidas entre seis e sete semanas. Para efeito de comparação, o grupo de atletas foi testado em duas condições distintas: uma com ingestão de cafeína e outra placebo, por meio de sistema duplo cego, com no mínimo 72 horas de intervalo entre os testes.

O que se observou, ao longo dos testes, foi que a cafeína atua como estimulante sobre o sistema nervoso central. Ela melhora o desempenho nos exercícios de curta duração por meio de aumento na velocidade da condução dos impulsos nervosos para as fibras musculares.

Este aspecto, explica Altimari, causa redução da taxa de fadiga muscular. Outro achado importante foi que os indivíduos iniciaram o exercício com percepção subjetiva de esforço menor após a ingestão da substância.

Segundo o estudo, a cafeína mascara a percepção que o indivíduo tem do esforço que ele realiza em determinado exercício.

Fonte: Jornal da Unicamp