quarta-feira, 15 de abril de 2009

Treinamento De Sprint vs Treinamento De Sprint Com Coordenação Para Jogadores De Futebol Adolescentes


Os métodos de treinamento para jovens jogadores de futebol são muitas vezes aqueles que são utilizados para treinar os profissionais adultos.



Na contramão dessa prática, muitos especialistas advogam que o treinamento para os pré-adolescentes deveriam conter apenas aspectos coordenativos.



Isto posto, pesquisadores Italianos procuraram investigar as diferenças entre um treinamento de sprint com coordenação e um treinamento de sprint simples com repetições. E qual o efeito de tais treinamentos no tempo que os atletas demoram a percorrer 20 metros, com ou sem a bola.


Dezesseis jogadores foram divididos em 2 grupo, o grupo de treinou apenas sprint simples com repetições e o grupo que treinou sprint com coordenação.



Os treinamentos ocorreram 2 vezes na semana durante 12 semanas. O primeiro grupo treinavam 20 repetições de sprints de 20 e 10 metros. Enquanto o segundo grupo treinou com a mesma duração, porém com exercícios que exigiam coordenação (ex. subida em escadas).



Ambos os grupos melhoraram o tempo no sprint de 20 metros sem a bola, sem diferenças de desempenho entre os grupos. Os 2 grupos também melhoraram o sprint com a bola, porém o grupo que treinou sprint com coordenação apresentou melhora maior no sprint com a bola do que a melhora apresentada pelo grupo que treinou sprints simples.



Segundo os cientistas, os resultados sugerem que o treino coordenativo melhora a velocidade com a bola mais do que o tradicional treino de sprint simples, provavelmente devido ao aspecto coordenativo que o correr com a bola exige.



Fonte: Int J Sports Physiol Perform. 2008 Dec;3(4):558-62.


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Efeitos Do Exercício Aeróbio E Do Exercício De Força Nos Homens Em Tratamento Do Câncer De Próstata


A radioterapia no tratamento do câncer de próstata pode causar mudanças desfavoráveis na fadiga, qualidade de vida e condicionamento físico dos pacientes.


Na tentativa de buscar fatores amenizadores e/ou preventivos para esse cenário, pesquisadores canadenses avaliaram os pacientes entre os anos de 2003 e 2006, dividindo-os em 3 grupos:


(1) Tratamento Tradicional
(2) Tratamento Tradicional + Treinamento de Força
(3) Tratamento Tradicional + Treinamento Aeróbio

Os cientistas observaram os efeitos do tratamento em cada grupo nos seguintes aspectos:


- Fadiga
- Força
- Qualidade de vida
- Condicionamento físico
- Composição corporal
- Níveis de triglicéries
- Testosterona
- Hemoglobina
- Níveis de lipídeo

Comparados com o tratamento tradicional apenas, o treinamento de força e o treinamento aeróbio juntos melhoraram a qualidade de vida, condicionamento físico, força, níveis de triglicéries e de lipídeos e preveniu um aumento da gordura corporal.

Foi então possível que os cientistas concluíssem que em curto prazo, ambos o treinamento de força e o treinamento aeróbio reduziram a fadiga nesses pacientes, sendo que o treinamento de força gerou melhoras em longo prazo na qualidade de vida, força níveis de triglicéries e quantidade de gordura corporal.

Fonte: J Clin Oncol. 2009 Jan 20;27(3):344-51. Epub 2008 Dec 8.

sábado, 11 de abril de 2009

Vitamina D e risco de gripe


A deficiência de vitamina D pode aumentar o risco de contrair gripes e resfriados, segundo estudo publicado na edição de 23 de fevereiro da revista Archives of Internal Medicine.

O mais abrangente estudo sobre a associação entre vitamina D e infecções respiratórias já feito foi conduzido por pesquisadores da Universidade do Colorado e dos hospitais Geral de Massachusetts e Infantil de Boston, nos Estados Unidos.

A pesquisa examinou quase 19 mil adultos e adolescentes e verificou que aqueles que tinham menores níveis de vitamina D no sangue apresentaram casos de resfriados e gripes com mais freqüência. Os riscos foram ainda maiores para quem tinha problemas respiratórios crônicos, como asma ou enfisema.

A vitamina C é usada na prevenção de resfriados e de outros problemas respiratórios há décadas – seu mais famoso defensor foi Linus Pauling (1901-1994), um dos mais importantes cientistas do século 20 –, mas essa eficiência é sustentada por pouca literatura científica.

Enquanto isso, evidências do papel da vitamina D – que costuma ser mais associada à saúde óssea – no sistema imunológico passaram a se acumular. Estudos anteriores apontaram a relação do aumento de resfriados e gripes no inverno com a produção mais baixa de vitamina D devido à menor exposição ao Sol (que desencadeia a produção da vitamina na pele).

Na nova pesquisa, os participantes com menores níveis de vitamina D no sangue – menos de 10 nano gramas por mililitro – apresentaram 40% mais casos recentes de infecções respiratórias do que aqueles com níveis superiores a 30 nano gramas.

Pacientes com asma e com baixos níveis de vitamina D tiveram cinco vezes mais casos de infecções respiratórias recentes.

Os autores destacam que os resultados do estudo precisam ser confirmados por outras pesquisas e por testes clínicos antes que a vitamina D possa ser recomendada na prevenção de gripes e resfriados. O mesmo grupo planeja iniciar testes clínicos em breve.

Fontes naturais de vitamina D são: salmão, sardinhas, óleo de fígado de bacalhau e alimentos fortificados como leite e alguns tipos de cereais, além da produção da vitamina na pele, através da exposição ao sol.

Fonte: Archives of Internal Medicine

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Pára-quedistas: Lesões Relacionadas A Um Comportamento De Risco


A análise de comportamento de risco vem demonstrando ser uma ferramenta extremamente útil na determinação de lesão em jovens adultos.



Baseados nessa análise, cientistas Australianos buscaram clarificar a relação entre 2 elementos chave no comportamento de risco; (1) Avaliação do Risco e (2) Aceitação do Risco, em pára-quedistas federados.



Foram reunidos 215 pára-quedistas em 3 lugares propícios para a prática do pára-quedismo na Austrália. Eles responderam um questionário analisando 9 lugares aonde um salto de pára-quedas poderia ocorrer. Eles deveriam analisar os lugares e as condições e responderem se saltariam ou não sob tais condições.



Durante a análise dos dados, os cientistas puderam observar que as variáveis que prediziam individualmente a avaliação do risco dos pára-quedistas foram idade, sexo e detalhes dos lugares para o salto.



A avaliação do risco mostrou-se um indicador estatisticamente significante na decisão de saltar, sendo que os homens se mostraram 19% mais propícios a saltarem do que as mulheres, depois de serem divididos e controlados por idade, experiência e avaliação do risco.



Segundo os cientistas, a importância desses resultados é que, através da quantificação da relação entre os 2 elementos chave no comportamento de risco é possível facilitar a formulação de uma discussão mais bem informada sobre o possível papel do comportamento de risco nas causas de lesões oriundas desse esporte.



Fonte: J Sci Med Sport. 2003 Jun;6(2):166-75.


quinta-feira, 9 de abril de 2009

Aulas de natação precoces podem reduzir afogamentos de crianças



Um novo estudo reforça o argumento de que colocar crianças de 1 a 4 anos em aulas de natação pode reduzir a probabilidade de afogamento.

A ideia parece óbvia, mas alguns especialistas em segurança levantaram dúvidas acerca do risco de se ensinar crianças pequenas a nadar.

Eles diziam que o ensino precoce poderia ser perigoso, pois diminuiria nas crianças o medo natural da água ou faria com que os pais ficassem confiantes demais.

A Academia Americana de Pediatria, por exemplo, recomenda aulas de natação para crianças a partir dos cinco anos, mas não assume uma posição sobre aulas para crianças mais novas, pois não se sabe o suficiente sobre seus efeitos.

O estudo, que aparece na publicação especializada "The Archives of Pediatric & Adolescent Medicine", examinou as mortes por afogamento em crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos, naturais de seis estados americanos, durante dois anos. Pesquisadores compararam a experiência em nado das vítimas com aquela de crianças em idades similares do mesmo estado.

Comandados por Ruth A. Brenner, do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano, eles descobriram que as aulas de natação não aumentavam o risco de afogamento para crianças mais novas – na verdade, elas pareciam reduzi-lo. Todavia, os autores avisam que as aulas de natação, sozinhas, “não evitam o afogamento, e que mesmo os nadadores mais experientes podem se afogar”.

Fonte: Ciência & Saúde

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Comportamento Fisiológico De Pilotos De Corrida Em Resposta A Condições De Calor



Apesar do desafio térmico do piloto em desempenhar seu papel em condições de muito calor em seu cockpit, as respostas fisiológicas a tal estresse ainda não são totalmente claras.


Devido a esse cenário, pesquisadores Australianos procuraram descrever os estresses termais, cardiovasculares e perceptivos em pilotos de corrida da categoria V8 Supercar durante competições sob muito calor.


Utilizando de diversas ferramentas para a medição dos aspectos citados acima, foi possível observar a possível mudança antes e após as corridas:


Antes


Temperatura Corporal: 37 a 38.2 ºC
Freqüência Cardíaca: 160 bpm


Após


Temperatura Corporal: 38.4 a 39.7ºC
Freqüência Cardíaca: 170 bpm


Além dos valores acima, houve um aumento significativo no suor e na desidratação dos pilotos.
Todos relataram desconforto com o calor, sendo que a percepção do calor entre os pilotos variou entre muito difícil até muito, muito difícil depois das corridas.


Foi concluído então que, apesar do sistema de resfriamento, os pilotos dessa categoria sofrem muito nos aspectos termais, cardiovasculares e de percepção de esforço mesmo durante corridas de breve duração em ambientes quentes.


Fonte: Int J Sports Physiol Perform. 2007 Jun;2(2):182-91.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Exercícios para o coração



Andar em uma esteira ou pedalar em uma bicicleta ergométrica por apenas meia hora por dia é o suficiente para reduzir o risco de hospitalização ou de morte de pacientes com insuficiência cardíaca, aponta estudo feito por pesquisadores norte-americanos.


A pesquisa, intitulada HF-Action, foi coordenada por Christopher O’Connor, diretor do Centro do Coração da Universidade Duke, e por David Whellan, da Universidade Thomas Jefferson, e publicada na edição de 8 de abril do Journal of the American Medical Association.


O estudo envolveu 2.331 pacientes em 82 locais nos Estados Unidos, Canadá e França, e teve um custo de US$ 32 milhões, financiado pelo Instituto Nacional de Coração, Pulmão e Sangue, um dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.


Os voluntários foram divididos em dois grupos: o primeiro recebeu cuidados-padrão e o segundo, além dos cuidados, foi submetido a um programa de exercícios físicos. O programa começou sob supervisão e depois passou a ser feito pelos próprios pacientes em suas casas.


Dos participantes, 95% tomavam medicamentos como betabloqueadores e inibidores da enzima conversora de angiotensina e 45% usavam dispositivos mecânicos para ampliar a capacidade de bombeamento do coração ou para tratar arritmias. Os pacientes tinham idade média de 59 anos e dois terços eram homens.


Segundo Whellan, estudos anteriores apontaram resultados antagônicos por conta do tamanho limitado da amostragem e dos dados utilizados. “Era preciso um trabalho de maior dimensão para determinar que exercícios não apenas são seguros mas também são efetivos na redução de risco de hospitalização e de morte para pacientes com insuficiência cardíaca”, disse.


A hipótese era que um programa do tipo poderia reduzir significativamente a incidência de mortes e de hospitalização. Mas uma análise inicial baseada em protocolos clínicos-padrão verificou que os exercícios resultaram em uma redução modesta. O cenário se reverteu com uma segunda análise, que levou em conta os principais fatores clínicos ligados à hospitalização e morte.


O programa para pacientes no grupo com exercícios começou devagar e com o objetivo inicial de chegar a três sessões semanais de 30 minutos cada uma. Após 18 sessões, o programa passou dos centros médicos para as residências dos participantes, que tinham como nova meta atingir 40 minutos de esteira ou bicicleta ergométrica por dia, cinco vezes por semana. Os voluntários anotaram os tempos de exercício e frequência cardíaca.


Os integrantes do outro grupo continuaram com o tratamento que estavam recebendo, mas foram encorajados a ser mais ativos. Os membros dos dois grupos tiveram aulas sobre a importância dos exercícios físicos para a saúde e receberam telefonemas frequentes de encorajamento.


Os pesquisadores acompanharam os voluntários por em média dois anos e meio, registrando dados como episódios de hospitalização e de eventos cardíacos e taxas de morte. No período, foram hospitalizados ou morreram 796 (68%) dos pacientes no grupo de tratamento-padrão e 759 (65%) no submetido a programas de exercícios. Uma diferença pequena.


Mas, ao ajustar os resultados para características clínicas fortemente preditivas de episódios cardíacos, como histórico de fibrilação atrial, depressão, fração de ejeção do ventrículo esquerdo e capacidade inicial para a atividade física, os pesquisadores verificaram que os exercícios promoveram uma redução de 11% no risco de hospitalização ou de morte.


Também observaram que o grupo submetido a exercícios apresentou um risco 15% menor de morte por doença cardiovascular e de hospitalização devido a complicações cardíacas.


Fonte: Fapesp

Dias de descanso após malhação aumentam gordura no organismo


Depois da malhação todos querem descanso, muitas vezes merecido. Porém, segundo pesquisadores da Universidade de Missouri-Columbia, esse descanso não deve ser muito grande. Logo após o exercício, o corpo volta a estocar energia sob a forma de gordura nas células adiposas. E, se não voltamos a nos exercitar, essas células voltam a mudar de forma e crescer de novo.


Para avaliar o comportamento das células de gordura e o crescimento de ratos de laboratório, os cientistas acompanharam as mudanças das células após os animais serem submetidos a exercícios físicos e períodos de descanso diferenciados. Durante os períodos de descanso logo após os exercícios, a composição corporal dos ratinhos começava a se modificar.


As mudanças eram muito rápidas. Cinco horas após o término dos exercícios, as células de gordura estavam emitindo sinais para iniciar o depósito de gordura. Em 48 horas, o crescimento das células era de 19%, e o peso do estômago dos ratos estava quase 50% maior.


Segundo os cientistas, essa é uma herança da evolução das espécies. No início, a quantidade de comida disponível era menor, o que levava à necessidade do acúmulo de energia disponível para evitar o desperdício. O problema dos seres humanos começa quando a necessidade de esforço físico diminuiu com a vida moderna e o gasto calórico diário caiu, levando ao aumento da gordura corporal.


Comemos de forma regular, porém não mantemos a atividade física constante. Portanto, nada de descanso de dois dias. O segredo para diminuir a quantidade de gordura no corpo, se é que isso existe, é um só: atividade física diária.


Fonte: g1


segunda-feira, 6 de abril de 2009

Design De Calçados Para Prevenção De Lesões Em Alpinistas


Lesões e deformações nos pés de alpinistas são ocorrências bastante freqüentes no alpinismo de elite.


Infelizmente, esses fenômenos são aceitos como inevitáveis devido ao fato de que as pessoas envolvidas nesse esporte presumirem que, para uma performance adequada em alto nível, é pré-requisito que se use um calçado que é extremamente apertado e não possuí formato natural para os pés dos atletas.


Isso foi um fator de preocupação de cientistas Holandeses, que, baseados em uma análise biomecânica, apresentaram uma abordagem diferente no design de calçados específicos para o alpinismo.


Eles desenvolveram um calçado mais fino na região da sola dos pés, aonde a flexão e extensão dos dedos são extremamente facilitadas. Além disso, a forma do calçado se adapta naturalmente à forma dos pés dos alpinistas. Foi desenvolvido também um tipo diferente e eficaz de fechamento do calçado, assim como um sistema para medir o calçado de acordo com o pé do usuário.


Após o teste dos protótipos, os cientistas concluíram que esse novo calçado pode contribuir para a prevenção de lesões e deformações nos pés dos alpinistas de elite.


Fonte: Appl Ergon. 2001 Aug;32(4):379-87.

domingo, 5 de abril de 2009

Óleo de peixe ajuda a tratar crianças acima do peso, afirma estudo

Ele aumenta níveis de 'colesterol bom' e diminui gorduras e triglicérides.
Efeito não aparece se meninos e meninas só fizerem exercícios e dieta.

Atualmente quase não se fala no óleo de fígado de bacalhau que foi amplamente utilizado desde o século XVIII. Cientistas da Universidade de Nevada (EUA) descobriram que a ingestão de óleo de peixes, rico em ômega-3, pode auxiliar no tratamento de crianças acima do peso.

A epidemia de obesidade que atinge o mundo ocidental vem se estendendo para as crianças. Estimativas atuais apontam que cerca de 15% das crianças americanas estão com peso corporal acima do ideal. O excesso de peso das crianças se traduz por alterações nos níveis de gordura no sangue que, muitas vezes, são semelhantes às de adultos. Em outros países, as crianças que apresentam comportamento social semelhante terminarão por apresentar o mesmo problema. O que está em jogo é o risco do aparecimento de problemas cardiovasculares no futuro.

A pesquisa avaliou o efeito do óleo com ômega-3 sobre o perfil de gorduras no sangue em crianças acima do peso. As crianças e adolescentes estudados, que tinham entre dez e 18 anos, fizeram dieta e exercícios regulares. Um grupo recebeu, além das orientações, doses diárias de óleo de peixe.

Aquelas que receberam o óleo de peixe melhoraram seu perfil de gorduras no sangue de forma significativa, baixaram os níveis de triglicerídeos e aumentaram o colesterol HDL, o bom colesterol. As que não utilizaram o suplemento, apesar da dieta e dos exercícios, melhoraram o peso, porém não os níveis de gorduras sanguíneas.

Fonte: g1

sexta-feira, 27 de março de 2009

Eficácia Do Supino Reto Executado Em Superfície Instável No Ganho De Força Em Mulheres


O uso da bola suíça como plataforma para o treinamento dos membros superiores vêm ganhando muita atenção recentemente. Porém, a eficácia desse tipo de treino ainda continua pouco estudada.


Por isso, pesquisadores do Ithaca College, nos EUA, decidiram avaliar, através da execução do Supino Reto, a influência de plataformas (estável – banco vs. instável – bola suíça) no ganho de força, na capacidade de trabalho/execução e na força abdominal em mulheres.


As mulheres foram aleatoriamente dividas em 2 grupos durante 3 semanas; (1) Grupo que executou o Supino Reto em superfície estável e (2) Grupo que executou o Supino em superfície instável.


A plataforma não teve influência no ganho de força, porém a capacidade de trabalho/execução foi, inicialmente, 12% menor no grupo que executou a atividade em superfície instável.


Em resposta ao treinamento, os dois grupos apresentaram melhora (sem diferença entre os grupos) no ganho de força e na capacidade de trabalho/execução.


Ambos os grupos também melhoraram a força abdominal frontal, sem diferença entre eles. Porém, não houve melhora na força abdominal lateral.


O estudo concluiu que a superfície instável (no caso, a bola suíça) é uma plataforma eficaz para a execução do Supino Reto.


Fonte: Int J Sports Med. 2007 Oct;28(10):829-35. Epub 2007 May 11.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Efeitos Antecipatórios Na Carga Sobre A Articulação Do Joelho Durante A Corrida E Mudanças Bruscas De Direção


Cientistas do Esporte Australianos estudaram como a performance esportiva que exige mudanças bruscas de direção afetou a carga na articulação do joelho e seu potencial risco para uma lesão ligamentar.


Utilizando-se de modelos biomecânicos avançados, eles analisaram a corrida com mudanças bruscas de direção durante atividades que eram previamente explicadas para os sujeitos e também durante atividades inesperadas, em que o sujeito não podia antecipar o que iria acontecer, tendo assim que reagir bruscamente de maneira imediata para responder ao estímulo externo.


Eles observaram que a flexão e extensão dos joelhos não diferiram nas duas atividades. No entanto, a magnitude dos momentos varos e valgos e das rotações internas e externas era dobrada nas atividades inesperadas quando comparadas com as atividades já pré-estabelecidas e conhecidas pelos sujeitos.


Esse fenômeno aumenta o risco de lesão sem contato no ligamento do joelho. Isso provavelmente ocorre devido ao tempo reduzido que essa tarefa permite para a reação do praticante, ou seja, há pouco tempo para um ajuste postural adequado a fim de se executar o movimento de maneira mais segura, como a posição do pé no chão em relação ao centro da massa do corpo.


Portanto, o treinamento para esse tipo de atividade inesperada deve envolver rotinas que familiarizem o praticante com esse perfil de movimentos e estímulos inesperados. As sessões de treino também devem ser compostas de treinamento pliométrico, como também focadas na melhora da interpretação dos estímulos visuais para aumentar o tempo disponível para planejar o próximo movimento de maneira mais adequada e segura.


Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2001 Jul;33(7):1176-81.

Anabolizantes maquiados


Um estudo feito no Estado de São Paulo pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) concluiu que um em cada quatro produtos comercializados em academias de ginástica como suplementos nutricionais para praticantes de atividade física tem substâncias de natureza esteroidal não declaradas nos rótulos.

O trabalho analisou 111 produtos comercializados na capital e no interior paulista, apreendidos pelos serviços de vigilância sanitária locais. As análises, realizadas por meio de técnica conhecida por screening por cromatografia em camada delgada, foram realizadas no Laboratório de Antibióticos e Hormônios do Instituto Adolfo Lutz, órgão vinculado à Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.
Do total de 28 amostras (25,5%) que apresentaram substâncias esteroidais destinadas ao desenvolvimento de massa muscular, 7% tinham sais de testosterona em suas fórmulas. A identificação dos sais indica que esses produtos contêm esteróides anabolizantes e estão sendo vendidos ilegalmente. 
Em contrapartida, 18,5% dos suplementos analisados também apresentaram substâncias de natureza esteroidal, mas que não pudemos identificar com precisão devido à falta de padrões de comparação com outras substâncias puras.
Esteróides anabolizantes são drogas fabricadas para substituir a testosterona, o hormônio masculino fabricado pelos testículos que ajuda no crescimento dos músculos (efeito anabólico) e no desenvolvimento das características sexuais masculinas (efeito androgênico).
A importância do estudo está na demonstração dos riscos que muitos atletas no Brasil correm ao consumir substâncias desconhecidas, ainda mais se tratando de drogas perigosas que oferecem efeitos colaterais muito variados.
O levantamento também apontou que 85,6% dos suplementos analisados não apresentavam informações de procedência e, das demais amostras, 5,4% eram nacionais e 9%, importadas. O trabalho mostrou ainda que a forma mais frequente de apresentação dos produtos foi a de cápsula, representando 41% do total de amostras analisadas, por apresentar uma maior facilidade na manipulação e incorporação de outras substâncias farmacologicamente ativas. 

Consumo popular
De acordo com o trabalho, alguns dos fatores que contribuem para a explosão de consumo dessas substâncias são o apelo da publicidade, a prática do fisiculturismo e o culto exagerado ao corpo, que enfatiza o desenvolvimento muscular conhecido como vigorexia.

Além disso, a disponibilidade e o livre acesso pela internet aos suplementos nutricionais no comércio internacional e, no Brasil, o consumo nas academias de ginásticas sem orientação de profissionais de saúde resultaram na popularização do uso desses produtos por atletas profissionais e amadores.

Segundo o Dietary Supplement Health and Education (DSHEA) os suplementos dietéticos são aqueles que suprem as necessidades de um ou mais nutrientes, como vitaminas, minerais e enzimas. Além dessas substâncias, são permitidos extratos vegetais, aminoácidos, melatonina e precursores da testosterona, chamados de pró-hormônios, entre os quais a androsteniona, a dehidroepiandrosterona e o androstenediol.
Os pesquisadores destacam que, quando ingeridas sem orientação médica, essas substâncias podem causar problemas como impotência sexual, desordens menstruais, insônia, dor de cabeça, acne, aumento dos níveis de colesterol, problemas cardíacos, crescimento indevido de pelos, aumento de agressividade, engrossamento da voz, aumento da pressão sanguínea e até infarto do miocárdio. 

Fonte: Revista Fapesp

segunda-feira, 23 de março de 2009

Cinética Da Articulação Patelo-Femoral Durante O Agachamento Com Ou Sem Carga Externa


O agachamento, apesar de muito usado na reabilitação, principalmente com pouca profundidade para evitar forças maiores sobre a articulação associadas com o aumento na flexão dos joelhos, necessita de critérios objetivos sobre quais angulações devemos usar para esse exercício ainda não foram bem estabelecidos.


Foi pensando nesse cenário que cientistas americanos testaram indivíduos na execução do agachamento nas seguintes condições:


(1) Fase concêntrica à 90 a 0 graus de flexão
(2) Fase excêntrica à 0 a 90 graus de flexão


O exercício foi executado sem carga e também com carga externa de 35% do peso corporal do indivíduo.


Eles então mediram vários aspectos como força de reação do solo e modelos biomecânicos da articulação patelo-femoral em uma tentativa de quantificar o estresse sobre essa articulação em vários ângulos de execução do agachamento.


Nas duas fases (concêntrica e excêntrica) a reação de força patelo-femoral, o comportamento dos extensores do joelho e o estresse na articulação patelo-femoral cresceram significantemente na medida em que os ângulos de execução foram aumentando, sendo que o estresse maior ocorreu no ângulo de 90 graus.


O estresse sobre essa articulação nos ângulos de 45, 60, 75 e 90 graus durante a flexão de joelhos na fase excêntrica, e nos ângulos de 75 e 90 graus na fase concêntrica foi significantemente maior com a carga externa do que quando o exercício foi executado sem carga alguma.


Essas descobertas sugerem que para limitarmos o estresse na articulação patelo-femoral durante o agachamento, devemos considerar impormos um limite para a angulação maior (no caso, 90 graus), como também na carga externa.


Fonte: J Orthop Sports Phys Ther. 2002 Apr;32(4):141-8.

sexta-feira, 20 de março de 2009

A Influência Do Core Training Na Cinética Da Corrida, Na Estabilidade Da Parte Inferior Do Corpo E No Desempenho De Corredores De 5k


Apesar de muitos acreditarem que os músculos estabilizadores ajudam no desempenho atlético, poucos estudos científicos foram realizados para a identificação da efetividade do Core Training no desempenho esportivo.


Pesquisadores da Barry University, nos Estados Unidos, buscaram estudar os efeitos de 6 semanas de Core Training nos seguintes aspectos:



(1) Força de Reação do Solo
(2) Estabilidade da Parte Inferior do Corpo
(3) Desempenho de Corrida


Para o estudo foram recrutados 28 indivíduos saudáveis e ativos, sendo aleatoriamente distribuídos em 2 grupos; (1) Grupo do Core Training (realizaram o Core Training durante 6 semanas e (2) Grupo Controle (não realizaram nenhum treinamento específico para o Core).


Após o período de 6 semanas, os pesquisadores puderam concluir que o Grupo do Core Training mostrou tempos mais rápidos na corrida de 5k, apesar de não haver direrença entre a força de reação do solo e a estabilidade da parte inferior do corpo entre os dois grupos.


Foi concluído também que o Core Training pode ser um método efetivo de treino para melhorar o desempenho de corredores.


Fonte: J Strength Cond Res. 2009 Jan;23(1):133-40.


quarta-feira, 18 de março de 2009

O Efeito Agudo Do Treinamento Aeróbio E Do Treinamento De Força Na Memória


Foi o que pesquisadores da Universidade de Illinois, nos EUA, tentaram descobrir através desse estudo científico bastante interessante, aonde 21 indivíduos fizeram parte dos testes.


Dentre as variáveis testadas estavam; condicionamento cardiorrespiratório, força máxima, tempo de reação e teste de memória.


O teste de memória foi aplicado antes, imediatamente após e 30 minutos após um treino aeróbio, um treino de força ou inatividade total, dependendo do grupo.


Houve queda no tempo de reação e na memória dos indivíduos que participaram do treino aeróbio imediatamente e 30 minutos após a atividade. Porém, para o grupo do treino de força e para o grupo inativo não houve mudanças nesses aspectos.


Esses resultados indicam que as mudanças no estado cognitivo das pessoas devido ao exercício estão relacionadas desproporcionalmente ao controle da memória e pode ser específico dos exercícios aeróbios.


Vale reforçar que isso ocorre apenas durante e imediatamente após a realização das atividades e que outros estudos (como já postado essa semana) comprovam uma subseqüente melhora no estado cognitivo após o descanso e recuperação da atividade.


Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2009 Mar 7. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 16 de março de 2009

Mortalidade por infartos caiu 50% nos Estados Unidos, afirma estudo



A mortalidade por infartos, bem como a ocorrência de complicações graves dos infartos, vem caindo nos Estados Unidos.

Essas são as conclusões de uma análise estatística do Estudo de Framingham, que vem acompanhando por mais de quatro décadas quase 10 mil pessoas. A prevenção primária é a principal responsável pela diminuição entre 40% e 50% das mortes por doença cardiovascular de 1968 a 2000.

A descoberta dos fatores de risco e da importância de seu controle são os frutos mais importantes do estudo de Framingham. As campanhas de prevenção e a mobilização das sociedades científicas parecem ter conseguido levar a informação ao público americano.

Outro estudo, publicado na mesma edição da revista "Circulation", mostra a evolução da principal complicação do infartos do coração. Essa pesquisa avaliou mais de 13 mil pacientes de infarto agudo internados na região de Worchester. Nesse grupo a ocorrência do choque cardiogênico também vem declinando nos últimos 30 anos. Essa medida mostra o sucesso do tratamento adequado e precoce do infarto, especialmente com a utilização das técnicas de revascularização por angioplastia.

Uma surpresa, ficou por conta do número de internações por infartos, que se mantém estável e até mesmo crescendo nesse período de tempo. Uma análise mais atenta constatou que o método de diagnóstico dos infartos, com a descoberta dos marcadores de infarto no sangue é o responsável por esse efeito. A utilização do eletrocardiograma como critério único de diagnóstico passou a ser complementada pelas dosagens de enzimas no sangue e pelo ecocardiograma precoce.

Essa pesquisa, que está publicada na revista "Circulation", mostra a importância da prevenção e a organização dos serviços de atendimento de emergência cardiológica para salvarmos vidas.

O Efeito Do Exercício À Exaustão Em Curto Prazo Na Função Cognitiva De Mulheres Jovens


Esse estudo Americano examinou se exercícios aeróbios máximos executados até a exaustão afetava os seguintes aspectos em mulheres jovens:

(1) Tempo de Reação
(2) Memória Visual Espacial
(3) Atenção
(4) Memória Curta
(5) Memória Durante Atividades Dinâmicas


Além disso, o estudo também examinou se a intensidade do exercício e a atividade aeróbia crônica afetariam o desempenho cognitivo de mulheres ativas e sedentárias de forma diferente. Os cientistas envolvidos nesse estudo explicam que a escolha por mulheres foi devido ao fato de haver poucos estudos desenhados especificamente para elas.


Depois dos diversos testes e re-testes os cientistas descobriram que o tempo de reação é melhor nas mulheres ativas (mas não foi afetado pelo efeito agudo do exercício), a memória de maneira geral sofreu uma queda durante e imediatamente após a atividade aeróbia intensa, porém, apresentou melhora significativa depois da recuperação do exercício quando comparada com medidas prévias ao exercício.


Os demais aspectos mostraram reações similares à reação demonstrada pela memória.


Fonte: Percept Mot Skills. 2008 Dec;107(3):933-45.


sexta-feira, 13 de março de 2009

Um Modelo Neuromuscular Biomecânico Para Entender A Carga No Ligamento Do Joelho


Esse foi o título de um estudo realizado por pesquisadores Australianos sobre o uso da Eletromiografia na identificação dos mecanismos de estabilização do joelho.



A eletromiografia pode ser utilizada para estabelecer quais padrões de ativação as pessoas usam para estabilizarem seus joelhos. O que, no entanto, não revela a efetividade desses padrões. Os modelos baseados na eletromiografia fornecem comparações quantitativas da efetividade de diferentes padrões de ativação da estabilização do joelho.



Nesse estudo os pesquisadores conseguiram observar padrões específicos de ativação muscular para suportar momentos varos e valgos dos joelhos.



O padrão de mais potente para estabilizar o joelho é quando os quadríceps ou os isquiotibiais são exigidos nos movimentos de extensão e flexão de joelho, respectivamente. Sendo que o segundo padrão mais potente ocorre na co-contração desses mesmos músculos, nesses mesmos movimentos.



Os pequenos músculos bi-articulares do joelho forneceram o menor suporte para os momentos varos e valgos.



Foi também possível observar que os músculos representam a defesa principal contra lesões ligamentares no joelho, especialmente em atividades esportivas de deslocamento brusco e repentino.



Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2005 Nov;37(11):1939-47.


quarta-feira, 11 de março de 2009

Efeitos Do Estado De Hidratação E Do Treinamento De Força Em Marcadores De Dano Muscular


É sabido que o Treinamento de Força ocasiona danos musculares, porém o efeito do Treinamento de Força combinado com um estado do pouca hidratação nesses danos musculares não é conhecido.


A mioglobina e a creatina quinase são dois indicadores de danos musculares, sendo que esse fenômeno pode ser atenuado com a ingestão de líquido após o treinamento.


É devido a esses fatores que cientistas americanos resolveram examinar o efeito combinado do Treinamento de Força com o estado de hidratação das pessoas.


Eles examinaram indivíduos treinados em 3 estados diferentes de hidratação:


(1) Bem hidratado
(2) Pouco desidratado – 2.5% da massa corporal
(3) Desidratado – 5% da massa corporal


Com a medição da mioglobina e da creatina quinase antes e após as atividades, os cientistas concluíram que não houve qualquer diferença significativa no comportamento de ambas variáveis em qualquer estado de desidratação quando comparados ao estado hidratado.


Eles concluíram, portanto, que o estado de desidratação não aumenta o dano muscular e então é recomendável que o exercício seja feito em estado de hidratação, até para evitar outros danos decorrentes da desidratação.


Fonte: J Strength Cond Res. 2008 Sep;22(5):1387-93.