segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Visão Influencia Intensidade Da Dor, Diz Pesquisa


Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha indica que a sensação de dor aumenta ou diminui dependendo do estímulo visual que vier associado a ela. Ou seja, ver um ferimento torna a sensação mais desconfortável do que ela seria se não se visse nada.

No estudo realizado pela Universidade de Oxford, os cientistas pediram a pessoas com dor crônica e deficiências em um braço que observassem o membro enquanto faziam uma série de dez movimentos com a mão, de forma a sentir dor na região.

Os participantes do experimento fizeram o que foi pedido de quatro formas diferentes: com nenhum tipo de manipulação na forma como enxergavam o braço; olhando o membro através de lentes que não modificavam a dimensão do braço; usando lentes que duplicavam o tamanho aparente do braço e, por fim, usando lentes que diminuíam o tamanho aparente do membro.

A conclusão foi de que a dor que as pessoas disseram sentir durante os movimentos variou de acordo com o que elas viam.

Os participantes disseram que a dor era maior quando viam o braço maior e menor quando viam o membro visualmente reduzido.

O inchaço provocado pelo movimento também foi menor quando a pessoa olhava o braço através das lentes que o diminuíram.


Percepção de Perigo

Os cientistas não sabem ao certo por que isso acontece no nível das células do cérebro.
Mas uma possível explicação seria que as reações de proteção do corpo, inclusive a dor, são ativadas de acordo com a percepção implícita do cérebro de que há perigo.
"Se parece maior, parece mais dolorido e mais inchado", diz o pesquisador G. Lorimer Moseley, que participou do estudo. "O cérebro é capaz de muitas coisas maravilhosas baseadas na percepção de como o corpo está e dos riscos aos quais o corpo parece estar exposto."

A pesquisa foi divulgada na mais recente edição da publicação científica "Current Biology".

Fonte: BBC Brasil

sábado, 27 de dezembro de 2008

Dedo mindinho dá 50% da força à mão, afirma fisioterapeuta


O dedo mindinho, o humilde dedo número cinco da mão, há muito tempo é visto como um acessório decorativo, um dedinho para levantar delicadamente enquanto tomamos uma xícara de chá. O que perderíamos se não tivéssemos esse dedinho?

"Você perderia facilmente 50% da força da sua mão", afirmou Laurie Rogers, terapeuta ocupacional e terapeuta de mão certificada do Hospital Nacional de Reabilitação em Washington. Ela explicou que apesar dos dedos indicadores e médios, junto com o polegar, funcionarem para pinçar e agarrar objetos – fechando zípers, abotoando botões – os dedos mínimos se juntam ao anelares para dar força à mão.

Aprendi isso sozinha no último mês de abril, quando tropecei enquanto fazia jogging e minha figura de 60 quilos esmagou o osso na base do meu mindinho direito, um osso da largura de um lápis. Eu quebrei minha articulação metacarpofalangeana, MCP, onde o dedo se liga à mão.

Cinco meses depois, o dedinho ainda não era capaz de dobrar sozinho. Não conseguia fechar a mão, manusear uma raquete de tênis com controle, segurar direito um pesinho de musculação ou um aspirador de pó. Pelo fato da lesão ter ocorrido na minha mão dominante, escrever era uma tarefa difícil.

Problema comum

Minha situação estava longe de ser especial. Fraturas do dedo mindinho e do seu metacarpo – o osso que se estende da base do dedo até a mão – são duas vezes mais freqüentes que fraturas em qualquer outra parte do dedo ou do metacarpo, incluindo o polegar. Existem poucos dados confiáveis que monitoram lesões no dedo mindinho nos Estados Unidos; as estatísticas são de um estudo de 2003 do "The Journal of Hand Surgery" (volume britânico e europeu) que analisou o equivalente a um ano de dados de uma emergência hospitalar em Amsterdã, Holanda.

A alta incidência de fraturas pode ser atribuída ao status do mindinho, junto com o dedo indicador, como "dedo de fronteira", um "apoio para livros" em relação aos dedos anelares e médios, explicou Dr. Steven Z. Glickel, diretor do C.V. Starr Hand Surgery Center do t. Luke's-Roosevelt Hospital Center em Nova York e presidente da Sociedade Americana de Cirurgia de Mão.

Apesar do dedo indicador "ser, pelo menos, um pouco protegido por estar adjacente ao polegar", continuou o médico, "o dedo mínimo praticamente não tem nenhuma proteção".

Os ossos do dedo mínimo – as falanges distal, média e próximal – são geralmente quebrados em quedas ou quando o dedo é atingido por algo, como uma bola de basquete.

Apesar da rigidez e do inchaço, muitas pessoas não percebem que o dedo está quebrado, então não procuram tratamento.
Fratura oculta

"As pessoas pensam que se não sentem dor e podem mover o dedo, ele não está quebrado", disse Scott G. Edwards, diretor de cirurgia de mão e cotovelo do Georgetown University Hospital. "Isso simplesmente não é verdade."

Os reparos a um dedo mindinho quebrado podem significar pinos, parafusos e placas. Oito dias após minha queda, dois pinos foram colocados através da minha articulação MCP. O procedimento, realizado por Edwards em cirurgia ambulatorial, conectou novamente minha falange próxima e reforçou a articulação central do mindinho, conhecida como articulação interfalangeal próxima, ou PIP. Um gesso foi aplicado da ponta dos dedos até o cotovelo.

Doze dias depois, o gesso foi removido e a reabilitação foi iniciada. Nunca tinha ouvido falar em terapia de dedo, mas ela existe – e é dolorosa.

"Terapeutas de mão fazem com que pareçamos bonzinhos", disse Leon S. Benson, diretor de cirurgia de mão do Evanston Northwestern Healthcare em Illinois. "Estou no consultório, feliz e contente, então digo ao paciente: 'Agora você vai descer para ver Mary Beth, a terapeuta que vai machucar você'."

Os tratamentos incluem aplicação de calor, ultra-som, estímulos neuromusculares, talas e exercícios manuais. Começar a reabilitação logo – dentro de alguns dias ou semanas após a cirurgia – é de extrema importância; sem isso, o tecido cicatrizado pode se expandir e a inchação pode piorar.

Comecei minha terapia rapidamente, mas o terapeuta que me ajudava era gentil demais para manipular meu dedo. Quando finalmente encontrei um substituto competente, meu dedo estava rígido e a cicatrização parecia estar avançando.

O tecido de cicatrização, um tecido conectivo fibroso formador da ferida, é mais proeminente e problemático nos dedos porque praticamente não existe músculo ali, logo os tendões se acomodam diretamente no osso. Acumular tecido de cicatrização no dedo mindinho é como "injetar cola dentro de um relógio", disse Benson. "Trava tudo".

O inchaço também pode retardar a recuperação. "É como tentar dobrar uma grande salsicha", comparou Edwards.

Um exame de ressonância magnética do meu dedo foi realizado depois dos pinos terem sido removidos. O resultado confirmou que o tecido de cicatrização tinha imobilizado os tendões flexores – eles ficam permitem que os dedos se dobrem, como se fôssemos dar um soco. Além de não receber tratamento eficaz rapidamente, a genética pode ter contribuído, já que algumas pessoas formam tecido de cicatrização mais facilmente que outras. De qualquer forma, meu dedo estava travado.

Em outubro, passei por uma tenólise do tendão flexor, durante a qual Edwards conseguiu meticulosamente liberar os tendões. No dia seguinte à cirurgia, comecei a fazer terapia com Rogers. No início do mês, concluí meu tratamento; meu dedinho agora dobra facilmente e a força voltou à minha mão.

Agora, o dedo mindinho tem todo o meu respeito.


Fonte: www.g1.com.br

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Árbitros Podem Favorecer Atletas Que Vestem Vermelho


Há muito tempo torcidas rivais acusam os árbitros de favorecerem times como os ingleses Manchester United e Liverpool. Agora parece que eles podem ter alguma razão para a queixa - ambas as equipes usam uniformes vermelhos e um novo estudo na Alemanha sugere que isso pode lhes dar uma vantagem em decisões difíceis.


Pesquisadores da Universidade de Münster testaram sua teoria de que os árbitros favorecem incoscientemente competidores vestidos de vermelho em juízes que atuam em lutas de arte marcial do tipo taekwondo. Quarenta e dois árbitros assistiram a vídeos de disputas e deram pontos para a os competidores. Os atletas tinham desempenho muito semelhante e um usava roupa azul e o outro, vermelha. Em seguida, os pesquisadores submeteram novamente os vídeos aos árbitros, mas com as cores das roupas trocadas graças a um truque de computador. Eles deram 13% mais pontos aos atletas que vestiam vermelho, embora a sua atuação fosse exatamente a mesma de antes.


O estudo complementa pesquisa do biólogo que estuda evolução, Russel Hill, e que sugere que roupas vermelhas ajudam os atletas a ter melhor desempenho. Hill disse à BBC que este novo estudo vem de encontro aos resultados de outros esportes Olímpicos de combate, como luta greco-romana e boxe.


Os pesquisadores alemães acreditam que exista um favorecimento também no futebol, mas bem menor do que o verificado em esportes de combate.


Fonte: Portal da Educação Física

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Dor Atinge 71,2% Dos Corredores Amadores No Brasil


Dados da Corpore, a maior organizadora de corridas da América Latina, comprovam o que pode ser visto nas ruas: correr é um esporte cada vez mais popular. Nos últimos cinco anos, aumentou 155% o número de inscrições em provas da instituição --são 4 milhões de corredores no Brasil.
Mas um estudo feito com 7.731 corredores amadores mostra que a maioria tem muitas dores e lesões devido à atividade --e não sabe se prevenir nem se cuidar corretamente.


É a maior pesquisa com corredores amadores do país, que será apresentada hoje no Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, em Porto Alegre. O levantamento foi feito pelo Núcleo de Estudos em Esporte e Ortopedia, com a Corpore e a Sociedade Brasileira de Traumatologia Desportiva, a partir de perguntas por e-mail.

Os resultados mostraram que 71,2% dos entrevistados já sentiram dor em decorrência do esporte e não procuraram um médico e que 53,1% já tiveram lesões, especialmente no joelho, no pé e no tornozelo --tendinite e fascite plantar estão entre as mais citadas.

Quando a dor vem, quase metade diz que só coloca gelo na região, 42% param de correr temporariamente e --o dado que mais assustou os especialistas-- 30,6% já tomaram antiinflatórios sem receita médica. "São remédios que exigem prescrição. Seu uso crônico pode levar a problemas gastrointestinais e cardiovasculares", diz o autor do estudo, o ortopedista Rogério Teixeira da Silva.

Segundo ele, o gelo é um ótimo analgésico, mas o perigo é recorrer a ele sempre e deixar de procurar o médico quando necessário. "A dor pode ser uma manifestação inicial de uma lesão pior", afirma.

O educador físico Mário Sérgio Andrade Silva, diretor técnico da assessoria esportiva Run & Fun, acredita que muita gente não vai ao médico por achar que ele vai suspender o treino. "É inegável que a pessoa, quando toma gosto pelo esporte, não quer ficar sem correr. Muita gente não pensa a longo prazo e se automedica."

Ele diz que muitas pessoas ficam tão motivadas quando começam a correr que acabam querendo pular, por exemplo, de uma prova de 10 km para outra de 15 km imediatamente. "A corrida é muito sedutora. Emagrece, condiciona, favorece a interação, tem eventos bonitos. Mas é um exercício de impacto e, como todo esporte, exige um tempo para evoluir. Ninguém começa a jogar futebol ou a nadar com seis anos e está na Olimpíada aos dez."


Orientação

Segundo Rogério Silva, outro dado ajuda a explicar o alto índice de lesões e dores: mais de 60% correm sem orientação técnica. Aqueles que tinham um técnico de corrida acertaram mais a hora de "aposentar" o tênis, por exemplo.

Enquanto a maioria disse que troca de tênis quando a sola está gasta, só 15,3% seguem a orientação correta: mudar o calçado após percorrer de 500 km a 700 km com ele.

O empresário Gilberto Tarantino, 46, que corre desde 2001, diz que antes de ter orientação comprava tênis "pela moda". "Agora sei que não preciso do mais caro, mas que tem que ser bom para meu tipo de pisada. E que tem vida útil."

Ele conta que chegou a ter dores todo mês e que vivia no fisioterapeuta. "Achava que quem corria tinha que sentir bastante dor. Minha dor "andava" pelo corpo, da perna para a lombar, de lá para outro local."

Gilberto também diz que fazer musculação o ajuda a prevenir problemas --neste ano, não teve lesões-- e conta que aprendeu a "ouvir o próprio corpo". "Se estou muito cansado, treino outro dia. Antes, ia até o fim mesmo com dor."

Para Rogério Silva, o estudo mostra que é preciso informar melhor os corredores, os treinadores e os médicos. "Quando é feita de forma adequada, a corrida é uma atividade muito benéfica e saudável."


Fonte: Folha On-line

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Pessoas Que Roncam Muito Perdem Mais Calorias Ao Dormir


Uma nova pesquisa da Universidade da Califórnia, San Francisco indica que pessoas com problemas respiratórios e ronco pesado durante o sono queimam mais calorias enquanto dormem.
De acordo com os pesquisadores, as pessoas analisadas com os piores casos de apnéia do sono queimaram em média 373 calorias a mais por dia do que aquelas com apenas sintomas leves do problema.

Os cientistas americanos afirmam que mudanças no sistema nervoso desencadeadas pelo problema podem ser as responsáveis pela queima maior de calorias. O estudo foi publicado na revista Archives of Otolaryngology - Head and Neck Surgery.

Mas, apesar de gastar mais energia ao dormir, os pacientes que têm apnéia do sono compensam tudo ao sentir mais desejo por comida e mais preguiça na hora de fazer exercícios, segundo o especialista britânico John Stradling, do hospital John Radcliffe, em Oxford.


Problemas

Os autores da pesquisa, liderada por Eric Kezirian, afirmam que a energia a mais é usada pelo sistema nervoso para responder à baixa qualidade dos padrões de sono das pessoas que roncam muito. Mas o estudo não esclarece a razão por que pessoas obesas também sofrem de apnéia do sono.

A apnéia do sono - que causa o bloqueio parcial ou completo das vias aéreas - faz com que a pessoa não tenha uma boa noite de sono, o que deixa o paciente muito sonolento durante o dia. O problema também está ligado a um risco maior de problemas como pressão alta e doenças cardiovasculares.

Os cientistas da Universidade da Califórnia, San Francisco mediram o número de calorias queimadas "durante o descanso" em 212 pacientes. Em média, os voluntários gastaram 1.763 calorias por dia desta forma, mas aqueles com casos mais graves de apnéia do sono gastaram 1.999 calorias. Os que apresentavam o problema de uma forma menos grave gastaram uma média de 1.626 calorias.As calorias a mais consumidas são equivalentes a 30 minutos de exercício intenso na academia.

Razões

O especialista britânico John Stradling afirma que o estudo americano é "plausível" e combina com as experiências de seus pacientes, que afirmam ser difícil perder peso depois que os sintomas da apnéia melhoram. Para o professor britânico, existem alguns motivos que podem levar os pacientes com apnéia do sono a queimar mais calorias durante a noite.

Segundo Stradling, eles passam menos tempo no estágio de sono profundo, quando a temperatura do corpo cai naturalmente. Além disso, diz o especialista, eles podem gastar mais energia apenas lutando para respirar e, cada vez que o sono é interrompido por problemas respiratórios, o corpo dispara uma dose de adrenalina - queimando ainda mais calorias.

Mas Stradling afirma que os efeitos da apnéia do sono não são uma forma de perder peso. "Se você tem apnéia do sono, você se sente muito sonolento durante o dia e desmotivado para fazer qualquer tipo de exercício", diz o professor. "Também sabemos que a falta de sono aumenta o apetite e diminui a força de vontade."


Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Core Training Para O Swing Do Golfe


O Core Training está se tornando imprescindível entre golfistas profissionais, entre eles, o astro Tiger Woods


Randy Myers, que tem trabalhado com a pontuação de jogadores do PGA e LPGA e agora é diretor de fitness em um resort na Geórgia, EUA, ajudou a desenvolver o Programa GolfPilates no PGA Resort, em Palm Beach Gardens, Florida. Ele diz: “levantar 50 kg em 10 repetições vai proporcionar força e resistência, mas não do tipo necessário para fazer um jogador bater na bola”. Na verdade, músculos encurtados impedem o swing imprescindível para o golf.


Sean Cochran, Personal Trainer do golfista internacional Phil Mickelson, diz que esse tipo de treinamento junto com o levantamento de peso é bastante utilizada pelos jogadores de elite. Os melhores golfistas têm os membros inferiores fortes e estáveis e membros superiores flexíveis e móveis. O swing dos jogadores deve progredir partindo dos membros inferiores, passando pelo tronco, depois ombros e por último chega aos braços.


Para imitar essa seqüência, a maioria dos amadores geralmente precisa trabalhar os músculos e seu centro de força, o core. Faltando força e flexibilidade nessas áreas, o jogador amador compensa usando os braços, o que prejudica o movimento do swing.


A prática regular Core Training desenvolve o core e a força funcional necessária para jogar bem.


As pessoas realmente treinam duro no golfe, mas não melhoram se não trabalharem o desenvolvimento físico. Sem o desenvolvimento do controle físico o corpo não pode fazer o que deve ser feito para um bom swing.


Fonte: Digest Pilates

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Exercício aeróbico inibe apetite, diz estudo



Segundo a pesquisa, publicada na revista da Sociedade Americana de Fisiologia, passar 60 minutos na esteira afeta a liberação de dois dos principais hormônios reguladores do apetite, enquanto 90 minutos de musculação afetam apenas um deles.


O principal autor do estudo, David J. Stensel, da Universidade de Loughborough, diz que a descoberta pode levar a novos e mais eficientes métodos para usar os exercícios físicos no controle do peso.


Há vários hormônios que ajudam a regular o apetite, mas os pesquisadores se concentraram em dos dois principais, o peptídeo YY e a ghrelina. O primeiro inibe o apetite, e o segundo é o único hormônio conhecido por estimulá-lo.
Hormônios


Na experiência britânica, 11 homens jovens realizaram várias rotinas de exercícios, com intervalos de descanso, ao longo de vários dias.


Em vários estágios de cada sessão de exercícios, eles preenchiam um questionário sobre o grau de fome que sentiam, e os cientistas mediam os níveis de ghrelina e de peptídeo YY em cada voluntário.


Os pesquisadores descobriram que as sessões na esteira provocavam uma queda da ghrelina, indicando a supressão do apetite. Os níveis de peptídeo YY não se alterava significativamente.
Apenas com base nos questionários sobre a fome, os cientistas perceberam que tanto os exercícios aeróbicos quanto os anaeróbicos inibiam o apetite, mas o primeiro tipo de atividade apresentavam uma inibição mais duradoura.


Estudos anteriores foram inconclusivos quanto ao grau de produção ou inibição da ghrelina.
Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Idosos Possuem Padrões De Movimentos Diferentes Ao Correr


Ao aderir à corrida de rua para aumentar a qualidade de vida, a população idosa naturalmente adota padrões de movimentos bem diferentes dos adultos mais jovens, que, somados às alterações teciduais decorrentes do envelhecimento biológico, podem deixá-los mais suscetíveis à ocorrência de lesões.


A conclusão é de dissertação de mestrado de Reginaldo Fukuchi, defendida na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP). Um artigo com os resultados do trabalho foi publicado na revista inglesa Journal of Sports Sciences.


Com o objetivo de comparar a cinemática da corrida em adultos e idosos, foram analisados 34 corredores, 17 adultos e 17 idosos com mais de 65 anos de idade. Ao correr em uma esteira ergométrica com diferentes velocidades, eles foram filmados por quatro câmeras de vídeo e o pesquisador realizou, a partir das imagens captadas, a reconstrução das coordenadas em pontos digitalizados.


“As principais diferenças são que os idosos apresentaram maior frequência e menor comprimento de passada, além de terem menor mobilidade nas articulações para flexionar o joelho, menor rotação interna da tíbia [rotação da perna de fora para dentro], que ocorre normalmente quando apoiamos o pé no chão para andar ou correr, e menor coordenação entre os movimentos do tornozelo e do joelho”, disse Fukuchi à Agência FAPESP.


Segundo ele, há um sincronismo de movimentos entre o tornozelo e o joelho quando se apóia o pé no chão para correr. “Esse sincronismo é necessário justamente para evitar lesões no começo do apoio e para ajudar na performance no final do apoio, quando o corredor começa a tirar o pé do chão. Nesse caso, o estudo mostra que os idosos apresentaram menos movimento em alguns planos e menor coordenação entre o joelho e o tornozelo”, disse.


Como a corrida é um dos esportes que mais conquistaram adeptos entre os idosos, que buscam melhor qualidade de vida, Fukuchi aponta que a prescrição de exercícios e as estratégias de prevenção de lesões em idosos corredores devem considerar as diferenças no padrão de corrida identificadas em seu trabalho.


“O aumento do número de idosos praticando corrida de rua também tem levado ao crescimento do número de lesões no Brasil. Em detrimento de alterações teciduais já conhecidas nos idosos, como a perda de força muscular e a diminuição da mobilidade das articulações, o padrão de corrida tem sido alterado também”, explicou.


“Esse resultados são importantes, pois podem direcionar o treinamento desses corredores e ajudar a entender por que eles se lesionam mais do que os adultos”, afirma Fukuchi, que também é pesquisador do Laboratório de Biomecânica do Instituto Vita.


Análise Cinemática Tridimensional


A coleta de dados foi realizada por meio de uma análise cinemática tridimensional dos movimentos dos membros inferiores dos indivíduos durante a corrida. Para isso, foram fixadas marcas pelo corpo do corredor que, com o uso das câmeras de vídeo, puderam ser vistas a partir de diferentes pontos.


Depois de processar as imagens de cada câmera, o pesquisador as reconstruiu por meio de um software próprio de análise de movimento. “Dessa forma, conseguimos conhecer, de modo bastante preciso, os movimentos das articulações em todos os planos”, disse.


De acordo com o pesquisador, já se sabia que alterações teciduais provocam diminuição na mobilidade das articulações. “Ainda não se sabia, no entanto, se tais alterações realmente provocavam mudanças no padrão de movimento da corrida, fato que conseguimos observar no estudo”, afirmou.


"O fato de os idosos serem mais susceptíveis a lesão do que os adultos não quer dizer que eles não devam correr", ressalta Fukuchi. “Pelo contrário, diversos estudos mostram que a prática da corrida ajuda a diminuir a morbidade e prevenir as doenças relacionadas ao envelhecimento.”


Mas, segundo ele, é importante destacar que a abordagem com os idosos corredores deve ser diferente em relação aos mais jovens, principalmente no treinamento. “Outros estudos mostraram, por exemplo, que corredores mais velhos são menos capazes de absorver os impactos e que os calçados para esses corredores deveriam suprir esse quesito”, disse.


Fonte: Agência FAPESP

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Verme Mutante Pode Ser a Chave Para A Cura Da Obesidade


Uma mutação previamente desconhecida em um nematóide comum e que faz com que ele consuma rapidamente sua própria gordura pode abrir caminho para novos tratamentos para a obesidade em seres humanos, dizem pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá.


Os cientistas estudaram o comportamento de vermes da espécie Caenorhabiditis elegans para verificar como eles reagem a períodos de escassez de alimentos.


Normalmente um verme normal reage a períodos prolongados de fome entrando em um estado de quase animação suspensa que torna seu metabolismo mais lento e permite que ele sobreviva por longos períodos sem comida."Eles paralisam tudo o que consome energia, que inclui a busca por alimentos, divisão celular e reprodução, disse Richard Roy, pesquisador do Departamento de Biologia da Universidade McGill.


Ao contrário de outros organismos que hibernam, a Caenorhabidis elegant mantém um grau de mobilidade durante o período de desaceleração metabólica armazenando energia na forma de gorduras (ou lipídios) que são depositadas em células especiais."Isto permite que elas vivam até seis meses sem comer, ao invés das duas semanas que normalmente teriam", explicou Roy.


Já os nematóides com a mutação não conseguem ajustar seu metabolismo como os animais normais da espécie e, embora armazenem lipídios para se manter por seis meses, logo que entram nesse estado de animação suspensa, eles consomem toda a gordura em poucos dias. E acabam morrendo em poucos dias.


Os cientistas explicam que os nematóides mutantes não possuem uma enzima que supostamente regule a lipase, substância responsável pela quebra das moléculas da gordura ingerida. Sem essa regulação, a lipase queima toda a gordura no organismo do verme rapidamente."Eles não conseguem ajustar seu metabolismo corretamente (...) sem esta regulação, a lipase queima toda a gordura que encontra e destrói as reservas de energia do verme", disse Roy.


O próximo passo, dizem os pesquisadores, é começar a observar como esta enzima funciona no organismo humano, e verificar se podem desenvolver drogas que impeçam temporariamente a enzima de regular a lipase, permitindo que a lipase queime rapidamente a gordura acumulada.
Roy e seu colega de equipe, Patrick Narbonne, acreditam, contudo, que antes disso será necessário um volume considerável de pesquisa adicional. O seu estudo foi publicado na revista especializada Nature.

Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Funções Do Ergoespirométrico Mais Moderno Do Mundo Em SP


O que há de mais moderno e sofisticado no mundo para a realização do teste ergoespirométrico – ou cardiopulmonar – está disponível aos pacientes do Hospital São José, unidade integrante do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, maior complexo hospitalar privado da América Latina.


A última versão internacional adquirida do equipamento para a realização do teste ergoespirométrico permite avaliar com precisão digital, e a cada respiração, o desempenho do organismo para as atividades físicas, desde as cotidianas até as de elevado nível atlético.


Durante o teste, além da análise contínua do eletrocardiograma, dos sintomas, da pressão arterial e dos batimentos cardíacos antes, durante e após o exercício. Esta sofisticada tecnologia de precisão verifica diretamente, em cada respiração, o consumo de oxigênio, a produção de gás carbônico e a ventilação pulmonar. Paralelamente, avançados softwares permitem identificar a eficiência ventilatória, o rendimento cardíaco e o tipo de metabolismo utilizado nas diferentes fases do exercício, possibilitando individualizar a melhor prescrição de exercícios, otimizando a performance para as diferentes modalidades esportivas.


Classificado como “padrão ouro”, o exame também é essencial para quem pratica esportes de forma amadora. Afinal, todos devem deixar o sedentarismo de lado, mas com total segurança, e o teste viabiliza a prática criteriosa e eficiente de exercícios físicos. “Com tanta gente morrendo por falta de orientação adequada, o teste ergoespirométrico é a melhor opção para se prevenir muitas tragédias”, lembra o Dr. Almir, que classifica este novo exame como a evolução atual do teste ergométrico clássico que tem limitações diagnósticas.


Mas os benefícios deste teste vão muito além do contexto esportivo. Indispensável em situações de pré e pós-transplante cardíaco, ele também propicia diagnósticos precisos de inúmeras doenças cardíacas, pulmonares, musculares e até psicogênicas que possam interferir na capacidade física e na qualidade de vida das pessoas.


Quando o Teste é Indicado?


- Avaliação e programação de treinamento físico para atletas amadores e profissionais;
- Avaliação do grau de comprometimento físico e metabólico em insuficiência cardíaca;
- Programação de reabilitação cardiovascular em doenças cardíacas;
- Avaliação funcional de doenças pulmonares obstrutivas e restritivas;
- Medida objetiva e direta do consumo de oxigênio em qualquer situação, fornecendo ferramentas para correções e melhorias na sua utilização pelo organismo;
- Diagnóstico diferencial das dispnéias “falta de ar”.

Fonte: Portal da Educação Física

Cortar 10% do sal na comida pode salvar milhares de vidas, mostra estudo


A diminuição em torno de 10% da quantidade de sal ingerida por dia pode salvar a vida de dezenas de milhares de pessoas a cada ano.

Pesquisadores ingleses realizaram uma extensa revisão da literatura médica com relação aos benefícios da redução do sal sobre as doenças cardiovasculares. Os cientistas descobriram que, se a quantidade de sal da dieta diária diminuísse apenas um grama, 52 mil mortes por ano seriam evitadas no Reino Unido.

A pesquisa dos cientistas do Hospital St.George, em Londres, encontra eco em uma campanha, idealizada por ONGs britânicas, que busca mover a indústria de alimentos no sentido de diminuir a quantidade de sal nos produtos industrializados. A quantidade diária ideal de sal está definida em seis gramas. Segundo a mesma pesquisa, no Reino Unido, o consumo médio diário, naquele país está em torno de 11 a 12 gramas.

As doenças cardiovasculares matam milhões de pessoas no mundo a cada ano, vítimas de infartos e acidentes vasculares cerebrais. A conclusão dos médicos britânicos mostra como uma pequena mudança nos hábitos diários pode repercutir no impacto social das doenças cardiovasculares.

Que tal rever a sua ingestão diária de sal? Preste bastante atenção nas embalagens, pois naquelas tabelas está descrito o conteúdo de sal daquele alimento.

O homem descobriu muito cedo na história que o sal poderia ser utilizado para preservação dos alimentos. Essa continua sendo uma de suas aplicações, por isso alem de procurar a quantidade de cloreto de sódio procure também pelos acidulantes pois esses produtos entram na conta do sal presente naquele produto.

Cuide de sua saúde, especialmente nessa época do ano quando os excessos são freqüentes e os eventos lotam nossas agendas.

Fonte: www.g1.com.br/ciencias & saude

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Cientistas Britânicos Desenvolvem "Osso Injetável"


Cientistas da Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha, desenvolveram um material que pode ser injetado em ossos fraturados para ajudar em sua recuperação. A substância tem a textura de um creme dental e forma uma espécie de "molde" biodegradável ao redor do qual o tecido ósseo cresce e se recompõe.

Segundo os pesquisadores, a nova técnica poderia substituir os dolorosos enxertos ósseos que acontecem em muitos casos.

Eles agora devem iniciar os primeiros testes com pacientes na Grã-Bretanha, com esperança de começar a usar o material regularmente nos Estados Unidos dentro dos próximos 18 meses.

Sem cirurgia

De acordo com os cientistas, a vantagem da nova técnica em relação aos preenchimentos tradicionais está no processo de enrijecimento.

O preenchimento convencional esquenta enquanto endurece, destruindo as células próximas, o que impede o seu uso em algumas partes do corpo. Já o polímero desenvolvido na Grã-Bretanha começa a endurecer apenas quando entra em contato com a temperatura do corpo.

Além disso, o próprio processo de inserção é mais fácil, pois não necessita uma incisão cirúrgica, segundo o chefe da pesquisa, Kevin Shakesheff.

Os enxertos tradicionais utilizam pedaços de ossos retirados de outra parte do corpo para preencher as fraturas. "Hoje em dia, além de sofrerem uma cirurgia, os pacientes ficam com uma parte do corpo relativamente danificada. Nosso método evitaria isso", explicou Shakesheff.

"Acreditamos que podemos apenas inserir uma agulha, levá-la ao ponto certo e injetar o polímero, que então vai preencher a área fraturada e endurecer em poucos minutos. Como ele não esquenta, as células ósseas ao redor sobrevivem e conseguem recompor o tecido."

Futuro

O cientista reconhece, no entanto, que o material tem limitações, como a maneira como "cola" ao osso.

Segundo ele, uma fratura grave na perna, por exemplo, ainda necessitaria de pinos para evitar um colapso quando o paciente tentar andar.

Mas Shakesheff lembra que o fato de o polímero não esquentar possibilita que no futuro ele seja usado em outros tipos de processos reparatórios em várias partes do corpo, inclusive o coração.

O novo material rendeu à equipe de Nottingham o prêmio Medical Futures, que honra as invenções médicas mais importantes do ano.

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Teste Nos EUA Pode Identificar Potencial Esportivo Em Crianças


Uma empresa americana está oferecendo um teste que, segundo ela, pode prever as habilidades de uma criança para os esportes.

Por US$ 149 (cerca de R$ 340), a Atlas Sports Genetics, com sede em Boulder, no Estado do Colorado, coleta amostras de células da boca da criança e identifica que variações ela apresenta do gene ACTN3, que, segundo uma pesquisa de 2003, teria um papel importante no desenvolvimento atlético.

Segundo a empresa, dependendo do tipo de gene, a criança teria mais habilidades em esportes de força (como o levantamento de peso) ou de resistência (como a maratona), ou ainda uma combinação dos dois (como o futebol).

"A descoberta de um talento olímpico pode demorar anos. Mas e se nós soubéssemos parte da resposta já no nascimento?", diz a Atlas em seu site.
A empresa alega que o teste poderia ser feito em crianças a partir de um ano de idade.

Preocupação

Especialistas, no entanto, expressaram preocupação com o fato de o resultado acabar incentivando pais a forçar seus filhos a se especializar em um esporte muito cedo ou treinar demais para sua idade.

"Acho preocupante porque muitos pais não terão discernimento em relação a isso", disse William Morgan, autor do livro Why Sports Morally Matter ("Por que os esportes são moralmente importantes", em tradução livre), ao jornal The New York Times. "Esse tipo de teste apenas contribui para a loucura em torno dos esportes."

Outros especialistas acrescentam que são necessários muito mais estudos sobre o ACTN3, e que os resultados de testes como os da Atlas representam apenas parte da equação, na qual outros genes também estão envolvidos no desempenho atlético.

O presidente da empresa, Kevin Reilly, disse ao jornal que esperava que o teste fosse provocar polêmica e reconheceu que ele é apenas uma das inúmeras ferramentas para ajudar a criança a atingir seu potencial nos esportes.

"Não é assim que vamos descobrir o próximo Michael Johnson, mas se você esperar até a adolescência, pode ser tarde demais. O objetivo é identificar as crianças com mais potencial e ajudar os pais a escolher o melhor caminho para elas", afirmou.

Fonte: BBC Brasil

domingo, 7 de dezembro de 2008

Exercícios regulares podem reduzir necessidade de anestesia durante parto

Além de outros benefícios já conhecidos, um estudo revelou que exercícios durante a gravidez podem ajudar as mulheres a reduzir a necessidade de anestesia durante o parto.

Pesquisadores solicitaram a 34 mulheres grávidas que se exercitassem em um programa de aeróbica na água três vezes por semana, cada sessão com duração de 50 minutos, e que outras 37 mulheres grávidas permanecessem sedentárias em um grupo com idade, peso, grau de instrução, partos anteriores e massa corporal similares antes da gravidez.

As mulheres de ambos os grupos eram saudáveis e possuíam boa condição física em geral. O consumo de oxigênio e desempenho cardíaco foi mais elevado em ambos os grupos no segundo trimestre de gestação, retornando aos níveis pré-gravidez durante o terceiro trimestre. O estudo aparece na edição de 21 de novembro da publicação "Reproductive Health".

Não houve diferença entre os dois grupos em relação à duração ou tipo de parto ou saúde do recém-nascido, e o programa não mostrou nenhum efeito sobre a capacidade cardiovascular das mulheres. No entanto, somente 27% das grávidas que praticaram exercícios, em relação a 65% dos controles, tiveram a necessidade de receber medicamentos para dor durante o parto.

"Este estudo aponta uma pequena vantagem em relação à necessidade de anestesia peridural", afirmou a autora principal do estudo, Rosa I. Pereira, da Unicamp. "Mulheres sadias em gravidez de baixo risco devem praticar exercícios físicos moderados regularmente durante a gravidez."

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Massagem Cardíaca


1) Coloque a vitima deitada de costas sobre uma superfície dura.

2) Sem interromper a respiração boca-a-boca, comece a massagem.

3) Para determinar o local em que a massagem deve ser feita, encontre, no meio do tórax, o osso esterno. Ele começa acima do estômago. Sua mão deve ser posicionada na metade inferior (isto é, entre a metade e a base) do osso.

4) Abra suas mãos e coloque uma sobre a outra. Você vai usar só a palma, mantendo os dedos esticados para cima. Em crianças pequenas, ao contrário, use os dedos, apenas. Meça a força de acordo com o tamanho da vítima.

5) Aperte o tórax da vítima, pressionando seu coração, e solte em seguida. Mantenha o ritmo de uma compressão por segundo.

6) Para ajudar a colocar pressão na massagem, deixe seu braços estendidos.

7) A cada parada para fazer a respiração boca-a-boca, verifique se o pulso voltou. Para sentir a pulsação, coloque as pontas dos dedos indicador e médio na virilha ou no pescoço da vítima, ao lado da traquéia.

Fonte: Portal Terra

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Respiração Boca-a-Boca


1) Cheque se a via respiratória não está obstruída. Para que o ar possa passar: ponha uma mão na nuca e levante o pescoço; apóie a outra mão na testa e force a cabeça para trás.Em seguida, abra a boca, pressione a língua para baixo e veja se não há algum objeto ou secreção impedindo a passagem de ar. Remova-o com os dedos.

2) Se, com isso, a pessoa não voltar a respirar, afrouxe as roupas, mantenha estendido o pescoço da vítima e comece a respiração artificial.


3) Feche as narinas da vítima usando os dedos da mão que está sobre a testa.

4) Inspire fundo, abra sua boca e coloque-a sobre a boca da vitima (se for uma criança, cubra também o nariz com sua boca).

5) Sopre o ar até que o tórax da vítima se movimente, como em uma respiração normal. Use força com adultos, suavidade com crianças.

6) Retire sua boca, para que a pessoa possa expirar.

7) Mantenha o ritmo de 18 a 20 respirações por minuto, no caso de adultos, e 15 a 18,no caso de crianças. Verifique sempre se a vítima não está recuperando seus movimentos respiratórios.

8) Se vítima voltar a respirar, interrompa a respiração artificial, mas não desvie sua atenção. Ela pode parar de respirar novamente.

Fonte: Portal Terra

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Infarto ou Enfarte do Miocárdio? (terminologia)

Os termos enfarte e infarto tem sido empregados de forma alternativa para designar a necrose ocorrida em conseqüência da supressão de circulação de uma área vascular, e derivados do latim infarctus, que originalmente significava inchaço ou edema de alguma parte do corpo.

O uso da palavra infarto é mais comum no sul do país, com os cardiologistas e outros especialistas procurando adotá-lo oficialmente para a indexação de artigos de revistas científicas, livros e outros tipos de materiais e pesquisas.

Enquanto isso o termo enfarte é o mais usado em outras regiões do Brasil e, de forma quase exclusiva, em Portugal, onde a Associação Portuguesa de Documentação e Informação de Saúde (APDIS) determina a transposição do termo infarto para enfarte, salvaguardando assim as diferenças de terminologia usadas em Portugal e no Brasil.

No Vocabulário da Academia Brasileira de Letras, foi adotado apenas o termo enfarte, não consignando desta forma a palavra infarto, para essa designação.

Na 3ª edição (1960) do Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, editado pelo Ministério da Educação e Cultura, contando com a participação de professores da Universidade de São Paulo, foi dada prevalência ao termo enfarte com o mesmo significado de infarto, não havendo, entretanto, destaque ao último. Posteriormente, este dicionário, na 11ª edição (1980), inverteu sua posição e passou a dar prevalência ao termo infarto para designar a área hemorrágica ou necrótica por falta de circulação.

Os dicionários Houaiss e Aurélio registram ainda o termo enfarto com o mesmo significado de infarto e enfarte. O verbo infartar foi adotado no Houaiss enquanto enfartar foi consignado no Aurélio, com o significado de sofrer um enfarte.

Em Portugal, nos dicionários da Porto Ferreira e da Academia de Ciências de Lisboa, não existem os termos enfartar ou infartar.

A palavra infarte representa uma grafia incorreta de infarto ou enfarte.


Enfartante: um novo estágio, um novo termo!

À partir de 1972, com o desenvolvimento da Teoria Miogênica do Enfarte do Miocárdio por Quintiliano H. de Mesquita, um novo termo veio se juntar aos demais nessa qualificação pois, segundo esse médico e pesquisador, no quadro clínico habitualmente denominado como enfartado agudo, a terapêutica cardiotônica, baseada em sua teoria e prática médica, indicou que se passasse a denominá-lo como Quadro Clínico Enfartante – ou evolvente para o enfarte – uma vez que ele poderia ser evitado, sustado ou, pelo menos atenuado.

Fontes: Instituto de Combate ao Enfarte do Miocárdio;
Livro: Teoria Miogênica do Enfarte do Miocárdio

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Afogamento: Como agir?


1) Chame rapidamente o socorro médico. Lembre-se: no caso de afogamento, cada minuto perdido diminui muito a chance de recuperação.


2) Enquanto a ajuda não chega, coloque em decúbito dorsal (barriga para cima), em um declive, com a cabeça mais baixa que o corpo. Cuidado: não flexione, estenda ou vire o pescoço do afogado.


3) Não tente retirar a água dos pulmões.


4) Descubra se a pessoa está respirando: ouça sua respiração e observe se o tórax se movimenta.
5) Se a vítima não for capaz de respirar, comece, urgentemente, a respiração boca-a-boca.


6) Verifique também os batimentos cardíacos. Para sentir a pulsação, coloque as pontas dos dedos indicador e médio na virilha ou no pescoço da vítima, ao lado da traquéia.


7) Se a pulsação estiver ausente ou a pupila dilatada, o coração deve ter parado. É preciso fazer então uma massagem cardíaca.


8) Intercale duas respirações para cada 15 massagens cardíacas.


9) Insista na ressuscitação pelo máximo de tempo que você for capaz de agüentar. A vítima pode se recuperar mesmo após muito tempo nessa situação.


10) Quando a pessoa recuperar respiração e batimentos, deixe-a deitada de lado, com um braço abaixo da cabeça. Não permita que ela saia do repouso antes da chegada do socorro médico.


11) Aqueça a vítima. Se possível, leve o afogado para um local quente. Retire sua roupa molhada e cubra-a com cobertores, toalhas ou o que estiver à mão. Se a pessoa estiver consciente, ofereça uma bebida morna, doce e não alcoólica. Não tente aquecê-la rapidamente com um banho de água quente para evitar choque térmico. Friccionar braços e pernas pode ajudar a estimular a circulação.


Lembre-se que é preciso muita prática antes que um indivíduo possa agir em uma situação real. Portanto, muito cuidado!!!


Fonte: Portal Terra

domingo, 30 de novembro de 2008

Índice de Conicidade (Índice “C”)





O Índice C é baseado na idéia de que o corpo humano muda do formato de um cilindro para o de um “cone duplo”, com o acúmulo de gordura ao redor da cintura (veja foto ilustrativa).




No início da década de 90, foi proposto o índice de conicidade (índice C) para avaliação da obesidade e distribuição da gordura corporal, considerando que a obesidade central, mais do que a obesidade generalizada, está associada às doenças cardiovasculares, entre elas doença arterial coronariana.

Este índice é determinado com as medidas do peso, da estatura e da circunferência da cintura. É baseado na idéia de que pessoas que acumulam gordura em volta da região central do tronco têm a forma do corpo parecida com um duplo cone, ou seja, dois cones com uma base comum, dispostos um sobre o outro, enquanto aquelas com menor quantidade de gordura na região central teriam a aparência de um cilindro.

Desde a época em que este índice foi proposto, alguns estudos têm sido conduzidos na expectativa de confirmar a possível associação entre o índice C e variáveis consideradas como risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, sobretudo a doença arterial coronariana.

Apesar de existirem algumas controvérsias, o índice C é reconhecido como um bom indicador de obesidade central: a maior limitação para o seu uso como preditor de doenças coronarianas é a inexistência de pontos de corte que possam discriminar alto risco coronariano.

Mais investigações são necessárias para determinar a viabilidade do uso do Índice C para predizer a obesidade abdominal e o risco para a saúde.

O Índice Conicidade tem várias vantagens sobre outras medidas:

  • Tem uma faixa teórica esperada (1,0 a 1,73).

  • Compara a circunferência da cintura do indivíduo à circunferência de um cone perfeito com o mesmo volume corporal, portanto fornece uma medida relativa da obesidade abdominal.

  • Os Índices C dos indivíduos que diferem em peso corporal e altura podem ser comparados.

  • Não requer a medida da circunferência do quadril. Entretanto, até que normas sejam estabelecidas, o Índice C tem aplicabilidade limitada nos ambientes clínicos.



Fonte: Heyward, V.H., Stolarczyk, LM. Applied Body Composition Assessment. Human Kinetics, 1996.


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Simulador de Forças Para Pilotos



Aspirantes a pilotos da Esquadrilha da Fumaça, grupo de profissionais da Força Aérea Brasileira que faz demonstrações de acrobacia aérea, acabam de ganhar um importante atrativo para a fase de treinamentos que antecede as tradicionais apresentações pelos céus do Brasil.

É que pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), no interior paulista, acabam de concluir, no Laboratório de Bioengenharia da entidade, o desenvolvimento de um simulador de forças para o avião Tucano, da Embraer.

O equipamento, criado pelo professor Antônio Carlos Shimano e pelo pesquisador Thiago Augusto Bezerra, simula, por meio de um sistema de molas e de outros acessórios, a força empregada pelos pilotos no manche (o controle manual utilizado para pilotar os aviões) durante a execução das manobras.

Ao medir as forças exercidas em vôo pelos pilotos e avaliar os músculos envolvidos nas manobras, o sistema auxilia na criação de um treinamento físico específico para cada indivíduo, visando ao fortalecimento dos músculos e à diminuição de dores e lesões.

Devido às longas jornadas de vôo, a força empregada no manche e os movimentos de repetição geram lesões importantes, que ocorrem, sobretudo, nos ombros e braços. O simulador poderá contribuir para o aumento da segurança de vôo com a melhora da força muscular dos pilotos.
“Fizemos um simulador o mais próximo possível das situações reais. A estrutura de sua base tem dimensões semelhantes às encontradas na aeronave T-27 [Tucano]. Outras partes importantes, como tamanho e inclinação do assento e a distância entre o assento e o apoio para os pés, também têm as mesmas características da aeronave”, disse Antônio Shimano à Agência FAPESP. O estudo teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio Regular a Pesquisa.



Protótipo e Patente


Shimano conta que no manche do simulador foram fixados sistemas integrados formados por tubos, molas de compressão e células de carga. As medições das forças no manche são realizadas com o auxílio de um analisador de sinal elétrico ligado a todas as quatro células de carga.
“Esse analisador tem a função de codificar, filtrar e digitalizar os sinais elétricos provenientes das células de carga. A leitura e o armazenamento dos dados das forças aplicadas em função do tempo são realizados por um software especialmente desenvolvido para o simulador”, explicou.

Para isso, um computador deve ser ligado ao analisador de sinal elétrico de modo que os dados de força aplicada, ângulo e tempo sejam apresentados na tela e armazenados na forma de gráficos e tabelas. “O procedimento de aquisição e representação gráfica é continuo até que o operador realize o comando de parada, quando o analisador não envia mais dados ao programa”, disse o professor da FMRP.


A validação qualitativa e quantitativa do equipamento foi realizada pelos próprios pilotos da Esquadrilha da Fumaça. “Esses ases da aviação brasileira aprovaram o equipamento quanto às forças envolvidas nas manobras realizadas no manche, que, segundo eles, são parecidas com as realizadas em vôo”, afirmou.


Shimano ressalta que o simulador é voltado para o treinamento muscular e não de vôo. “Para treinamento de vôo panorâmico existe outro equipamento na Academia da Força Aérea no qual os cadetes fazem simulações”, disse o docente, que leciona no Departamento de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor da FMRP.


Para cada manobra aérea há variações das forças exercidas no manche, aparelho que, dependendo do tipo e da intensidade da manobra, chega a exigir do piloto uma força até três vezes maior do que o seu próprio peso.“Os cadetes ou pilotos da Força Aérea Brasileira, que são expostos quase que diariamente à força exercida em vôo, conhecida por força G, poderão reproduzir no simulador as manobras para que médicos, educadores físicos e fisioterapeutas possam avaliar as condições de seus membros superiores e realizar um fortalecimento muscular preventivo”, disse Shimano.


O protótipo do equipamento já está em Pirassununga, no interior paulista, para ser utilizado pelos pilotos da Esquadrilha da Fumaça e auxiliar na formação de cadetes da Academia da Força Aérea. Um pedido de patente foi protocolado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) pela Agência USP de Inovação.


Fonte: Agência FAPESP

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Um ovo por dia aumenta risco de diabetes, diz estudo

Pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Harvard.
Risco aumenta em 58% para os homens e 77% para as mulheres.

O risco do diabetes aumenta progressivamente com o consumo de ovos por semana. O efeito é diferente entre homens e mulheres.

No grupo de maior consumo, com um ovo por dia em média, o risco aumenta em 58% para os homens e 77% para as mulheres.

Os ovos são a fonte mais importante de colesterol da dieta humana. Cada unidade contém cerca de 200 mg de colesterol, além de 1,5 g de gordura saturada. Apenas esses dois elementos já aumentam o risco de diabetes.

Esses dados vêm de dois estudos com um número expressivo de participantes. Foram analisados mais de 20 mil homens e 36 mil mulheres, todos profissionais de saúde, saudáveis no início da pesquisa e acompanhados por mais de 20 anos.

Nos dois grupos o número de casos de diabetes, durante o estudo, estava relacionado ao consumo de ovos e altos níveis de colesterol na dieta.

A relação entre os ovos e o diabetes se manteve, apesar dos outros fatores de risco habituais para a doença.

Uma dieta equilibrada está entre os hábitos saudáveis que podem prevenir o aparecimento de doenças crônicas.

Fonte: Diabetes Care

Musculação e o Medo de Ganhar Peso


Você tem medo de aumentar o seu peso com a musculação? Pois saiba que em longo prazo, a musculação é uma das atividades que mais ajuda a emagrecer de forma saudável



Saiba que emagrecer com saúde não significa necessariamente perder peso e sim aumentar a massa magra e diminuir a gordura, que é o que a musculação faz. Afinal, você prefere emagrecer e ficar flácido e fraco ou emagrecer enrijecendo os músculos, ganhando assim um corpo mais bonito, forte e saudável?

O ideal é mudar a composição corporal, perdendo ou não peso na balança (devendo ser feita uma avaliação em cada caso). Em relação ao gasto calórico, numa caminhada moderada de 1 hora você pode eliminar de 200 a 300 kcal. Já em 30 minutos intensos de musculação, pode-se gastar a mesma quantidade de calorias (dependendo de cada metabolismo).

A musculação acelera o metabolismo do seu praticante e favorece a queima de gorduras pelo organismo. Apesar de na musculação você não queimar gordura como fonte de energia, durante o esforço (onde o fósforo, a creatina e a glicose anaeróbia são utilizados), existe um processo chamado gliconeogênese, que é a utilização de gordura para repor as calorias perdidas durante o treino. Com o metabolismo acelerado, você continua queimando a gordura por muito tempo depois da atividade física.

Após o exercício aeróbio nosso organismo leva cerca de 1 hora para voltar ao normal, onde eliminamos entre 10 e 15 calorias. Quem faz musculação tem o metabolismo 12% mais acelerado no pós-treino e até 15 horas depois esta taxa continua 7% mais alta.

Vimos que a musculação aumenta a massa magra. Esta massa magra acelera o metabolismo de 17 a 25 vezes mais do que a massa de gordura. Assim sendo, quanto maior a massa muscular, mais acelerado será o seu metabolismo e o seu gasto calórico.

Para você ter déia, 1 kg a mais de músculos (que não é muito fácil de conseguir) consome 15 kcal extras por dia. Em longo prazo (mais ou menos 10 meses) se você conseguir ganhar 2kg de músculos, poderá perder 9000 calorias. Você poderá eliminar de 2 kg a 3 kg de gordura em 12 semanas, fazendo musculação 3x por semana. É claro que a dieta alimentar também é necessária, tornando o resultado mais rápido.

Fonte: Portal da Educação Física


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Comer Barra de Cereais é um Hábito Saudável?


Não há como negar que as barrinhas de cereais caíram no gosto de muitas pessoas. Elas são fáceis de serem transportadas, podem ser levadas na bolsa, ficar por dias na sua gaveta do escritório, enfim, é um alimento que se adaptou muito bem à correria da vida moderna.

No entanto, é preciso ter cuidados, assim como qualquer outra fonte de energia, a barra de cereais tem que ser consumida com moderação e jamais ser usada para substituir refeições."A barra de cereais não tem qualidades nutritivas para substituir refeições", alerta a nutricionista e professora do Centro universitário São Camilo, Samantha Rhein.

A profissional destaca a propaganda enganosa de pacotes de dietas que prometem perder peso por meio da ingestão apenas de barrinhas salgadas e doces. "O melhor horário para comê-las é entre as refeições", explica Samantha.Assim como as frutas, iogurte ou, ainda, um pedaço de queijo branco, a barra de cereais é indicada para os lanchinhos como uma forma de variar na dieta. No entanto, Mariana Del Bosco Rodrigues, nutricionista da Abeso, ressalta a importância dos alimentos naturais. "Sempre que possível é preferível optar por um lanchinho natural. Isso não quer dizer que os produtos industrializados são ruins, mas é que houve uma inversão que leva a preferência apenas pelos industrializados".

A composição nutricional das barras de cereais depende muito de cada produto, uma vez que a variedade no mercado é bastante ampla. "De modo geral, elas são produtos energéticos, apropriados para o consumo anterior a atividade física, ou então rica em fibras, contribuindo para a regularização do trânsito intestinal. A dica é sempre analisar o rótulo (tabela de composição nutricional e lista de ingredientes)", ensina a nutricionista Adriana Alvarenga, Gerente de Informação Científica da Gold Nutrition.

Para Mariana Del Bosco Rodrigues, as barras de cereais não deveriam ter o rótulo de "produto saudável" uma vez que são fontes de açúcar e gordura. "O ideal de ingestão diária de fibras é entre 25 e 30g e a maioria das barrinhas não têm nem 1g", destaca.Mas, segundo Mariana, não dá para descartar a grande qualidade desse alimento: a praticidade.

A nutricionista Samantha Rhein destaca ainda outros pontos positivos da barra de cereais. "Pelo fato de possuir fibras, é preciso mastigar muito, o que sacia a sensação de fome. E também supre a vontade, principalmente das mulheres, de comer um docinho no meio do dia."Já os produtos indicados como light também possuem ressalvas. "A diferença entre o light e o normal é de cerca de 30 calorias, ou seja muito pouco e desnecessário para quem tem um hábito alimentar controlado", explica Samantha Rhein.

Fonte: Portal Terra

sábado, 22 de novembro de 2008

Fumaça do cigarro pode mudar forma do coração, diz estudo


Um estudo realizado com cobaias nos Estados Unidos indica que a fumaça do cigarro pode causar transformações no formato do coração.

Na pesquisa, os cientistas da Universidade de Illinois usaram dois grupos de ratos, colocando um deles em um ambiente com fumaça de cigarros e o outro em um ambiente com ar limpo.

Depois de cinco semanas, os roedores passaram por ecocardiogramas, e os estudiosos descobriram que os que haviam sido expostos à fumaça do cigarro haviam sofrido mudanças significativas no formato do ventrículo esquerdo.

Amostras do tecido cardíaco das cobaias foram analisadas e confirmaram um aumento nos níveis da forma ativada de uma enzima associada ao crescimento e sobrevivência das células no coração.

De acordo com Mariann Piano, que liderou o estudo, a ativação dessa enzima pode ser chave no surgimento de cardiopatias associadas ao hábito de fumar.


  • Hormônio

Na urina dos animais que inalaram a fumaça também foi verificado o aumento na presença de um hormônio, a neuroepinefrina, que é liberado pelo organismo em situações de estresse e causa uma série de alterações fisiológicas.

Piano diz acreditar que males do coração provavelmente surgem como resultado da interação das substâncias presentes no cigarro.

"A fumaça do cigarro contém mais de 4 mil substâncias químicas diferentes, uma das quais é a nicotina", disse.

"Entretanto, o efeito da nicotina no desencadeamento e evolução de eventos cardiovasculares induzidos pela fumaça do cigarro continua sendo um tema polêmico."

O estudo foi divulgado na edição de novembro da publicação científica European Journal of Heart Failure.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Mulheres Obesas Sofrem Mais Estresse, Diz Pesquisa


Estudo diz que grupo tem mais chance de perder emprego ou ser vítima de crime.
Mulheres que estão acima do peso vivem mais eventos estressantes do que as que têm um peso considerado normal, segundo um estudo realizado por pesquisadores americanos.


O estudo, realizado por uma equipe do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, foi publicado na revista acadêmica Preventive Medicine.Os pesquisadores analisaram 41.217 adultos.


Os resultados mostraram que as mulheres que estão acima do peso têm mais chances de perder o emprego, ser vítimas de crime, cometer crimes ou enfrentar problemas financeiros.


Segundo os pesquisadores, essas mulheres parecem sofrer mais especialmente no trabalho, onde se sentem mais discriminadas do que os colegas homens que estão acima do peso.


Os cientistas dizem que alguns fatores podem explicar a conexão entre peso e eventos estressantes. Discriminação, por exemplo, pode levar a baixa auto-estima, o que faz com que as pessoas afetadas não lutem por seus direitos, perdendo promoções. Obesidade também está ligada a pobreza, o que, por sua vez, está ligado a criminalidade.


A pesquisa classificou indivíduos de acordo com o Índice de Massa Corporal (IMC) em pessoas acima do peso, obesas ou extremamente obesas.


Quando indivíduos obesos ou extremamente obesos foram avaliados, as chances de relatar eventos estressantes foram maiores tanto entre mulheres como homens, em comparação com pessoas de peso considerado normal.


Fonte: www.educacaofisica.com.br

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Rir e cantar, remédios para o coração


Música faz bem para alma, agora sabemos que para o coração e artérias também. Pesquisadores da Universidade de Maryland, em Baltimore estudaram o efeito da música sobre a dilatação das artérias.

O estudo científico avaliou o impacto da música sobre o endotélio, parte mais interna da parede das artérias. O endotélio mais do que o revestimento das artérias faz parte da regulação do diâmetro dos vasos.

Os especialistas queriam determinar o efeito das emoções positivas sobre as artérias. Uma dezena de participantes saudáveis e não-fumantes, com uma média de idade de 36 anos, puderam selecionar 30 minutos de música que gostavam e os deixavam relaxados.

Para que o resultado fosse o melhor possível todos ficaram duas semanas sem escutar as músicas da seleção. Para comparação, também foram indicadas quais músicas os deixavam ansiosos.

Um teste mediu a dilatação da artéria braquial por meio de ultra-som em repouso após 30 minutos de estímulos -- músicas relaxantes, mais agitadas e um videoclipe divertido.

As artérias se dilatavam com as músicas agradáveis e com as risadas do vídeo. Por outro lado, as músicas mais agitadas geravam ansiedade e o estreitamento das paredes das artérias.

Pesquisas como essas demonstram o que era observado. O cérebro, por meio das emoções, participa da regulação da pressão arterial e o estresse não pode ser negligenciado no tratamento dessas doenças.


quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Estudo Liga Tamanho da Cintura à Morte Prematura


As gordurinhas em volta da cintura podem aumentar dramaticamente o risco de morrer mais jovem, mesmo que o peso total da pessoa seja normal, segundo pesquisadores britânicos.

Um estudo envolvendo quase 360 mil pessoas de nove países europeus e publicado na revista acadêmica New England Journal of Medicine descobriu que o tamanho da cintura é um "indicador poderoso" de risco.

Os pesquisadores sugerem que os médicos deveriam medir a cintura de seus pacientes regularmente como uma maneira rápida e barata de avaliar a sua saúde.

A ligação entre gordura ao redor da cintura e problemas de saúde foi estabelecida há algum tempo, mas o tamanho do estudo dá aos cientistas um quadro mais preciso.

Os pesquisadores, incluindo alguns do Imperial College, em Londres, acompanharam voluntários, que tinham em média 51 anos no início da pesquisa, por 10 anos. Nesse período, 14.723 deles morreram.

Massa Corporal e Cintura

A medida padrão de obesidade, o Índice de Massa Corporal (IMC), continua sendo um dado importante ao analisar os riscos à saúde, e, segundo os pesquisadores, aqueles com um índice alto são mais propensos a morrer de doenças cardiovasculares ou câncer.

Mas tanto a proporção quadril/cintura - número produzido ao se dividir o tamanho da cintura pela medida do quadril -, como apenas a medida da cintura, parecem ser bons indicadores para descobrir quem tem um risco ainda maior.

Na pesquisa, algumas pessoas que tinham um IMC normal, mas uma cintura maior do que a média, tinham um risco maior de morte prematura. Nos pontos extremos dos resultados, homens com cinturas com mais de 119 cm tinham o dobro da taxa de mortalidade comparado com aqueles com cinturas com menos de 80 cm.

Um dado semelhante foi verificado em mulheres com cinturas com mais de 99 cm comparado com as que tinham uma cintura com menos de 64,7 cm.

Um aumento do risco de morte podia ser verificado cada vez que a medida aumentava em 5 cm - comparando duas pessoas com o mesmo IMC, cada 5 cm aumentava o risco em 17% em homens e em 13% em mulheres.

"Nós ficamos surpresos de ver que o tamanho da cintura tem um impacto tão poderoso na saúde das pessoas e na morte prematura. Não há muitas características individuais que podem aumentar o risco de uma pessoa ter morte prematura, além de fumar e beber", afirmou.

Um porta-voz da British Heart Foundation disse que os resultados batem com outras pesquisas que concluíram que o risco de doenças do coração é maior quando a gordura está concentrada ao redor da cintura.

Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Diabete gestacional pode afetar desenvolvimento da linguagem no bebê

O diabetes gestacional – um quadro que se desenvolve quando as mulheres não conseguem produzir insulina durante a gravidez – tem sido relacionado a uma variedade de problemas nas crianças, incluindo um risco maior de obesidade e diabetes. Agora, um estudo revela que essas crianças têm duas vezes mais chances de ter retardos no desenvolvimento da linguagem, em comparação a outras crianças.

A análise, que aparece na edição de novembro do "Pediatrics", comparou 221 crianças de mães diabéticas com 2.612 crianças de mães não-diabéticas.

Após controlar fatores como a idade da mãe, nível de instrução, tabagismo, saúde do bebê no nascimento e outros fatores, os pesquisadores descobriram que das crianças que foram mal em pelo menos dois testes de linguagem entre 18 meses e 7 anos, 26% tinham mães diabéticas.

Em todas as idades, concluíram os cientistas, a diabetes gestacional é associada a um déficit nas habilidades lingüísticas, e a associação é ainda mais forte do que com qualquer outro fator, com exceção do nível de instrução da mãe.

Fonte: PEDIATRICS Vol. 122 No. 5 November 2008, pp. e1073-e1079

I Jornada de Anatomia - USP


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Descanso Inadequado = Desempenho Ruim


Parece bem óbvio o que diz o título dessa postagem. Alias, é obvio! Porém, mesmo sabendo disso, a sociedade parece não se importar com as conseqüências de não descansarmos ou dormirmos em uma quantidade satisfatória. Isso afeta sim nosso desempenho e humor seja em qualquer setor ou ramo de atividade.

E quando as pessoas que sofrem desse mal ocupam cargos e desempenham funções que podem salvar vidas? Complicado, não é mesmo?!

Pois é, um estudo – pioneiro – realizado por pesquisadores da Nova Zelândia realizou testes em médicos e médicos residentes, cuja especialidade é Anestesia, para saberem se os plantões e poucas horas de sono estavam afetando diretamente seus desempenhos nessa função importantíssima e delicada.

Foi descoberto um declínio inversamente proporcional à quantidade de horas de sono e descanso no tempo de reação, fadiga e desempenho dos médicos e dos residentes, principalmente em turnos diurnos normais após os plantões noturnos.

Um exemplo dentre vários (caminhoneiros, bombeiros, policiais, e por ai vai!).

Óbvio?! Mas ainda há uma irresponsável indiferença e isso pode custar vidas!

Fonte: Chronobiol Int. 2008 Nov;25(6):1077-91

sábado, 15 de novembro de 2008

Identifique e corrija erros posturais na corrida

Braços e tronco bem-posicionados são fundamentais para sua mecânica de corrida ser eficiente.

A cada prova de corrida de longa distância que acompanho ao vivo ou pela televisão, ou mesmo em parques bem movimentados aos finais de semana, tenho observado o quão diferente é a movimentação de tronco e membros de cada indivíduo em sua prática de corrida.

A individualidade dos movimentos e a biomecânica de cada atleta é uma espécie de impressão digital da corrida. É difícil encontrar dois corredores com os movimentos exatamente iguais. E isso não é motivo para preocupação. Afinal, a corrida deve estimular a naturalidade do corpo.

Para correr bem não é preciso fazer força. Os movimentos não devem ser contraídos, afirmou Mário Sérgio Silva, diretor técnico da Run&Fun.

Ainda que a corrida ideal tenha que ser algo natural e harmônico, existem os erros mais comuns cometidos pelos corredores. Uns são causados por vícios de movimentos, outros por desvios posturais, mas para todos eles existe solução.

Seja por meio de exercícios educativos, estímulo da consciência corporal ou mesmo musculação, é possível melhorar. Muitos corredores ignoram a importância do trabalho de força para melhorar na corrida.

A questão da postura correta é um dos principais motivos para que os exercícios de musculação sejam feitos, disse o Mário Sérgio. O treinador citou como exemplo o fortalecimento do abdômen para melhorar a posição do tronco. Além disso, músculos mais resistentes evitam lesões e protegem o atleta.

Veja quais são os erros de postura mais cometidos pelos corredores e como se livrar deles:

  • Colocar muita força na mão: correr com a mão tensionada, ou seja, fechada com muita força, não é recomendado. Isso faz com que o atleta gaste energia desnecessariamente.O correto é manter a mão relaxada, nem muito fechada nem aberta. Para saber a medida, imagine que está segurando uma garrafa de modo que o dedão fique como se estivesse tampando o gargalo, explicou o treinador.
  • Rotação lateral do tronco: é quando o atleta balança o tronco de um lado para o outro, com o movimento que se assemelha a um lutador de boxe. Esse "gingado" é prejudicial ao rendimento, pois o deslocamento na corrida deve ser para frente e não para os lados. Além disso, a quantidade elevada de repetições deste movimento predispõe a lesões no quadril, alerta Luciane Macias, assistente de conteúdo técnico da O2 e treinadora da assessoria esportiva Infinitum. Para corrigir esse erro, Luciane indica os educativos de corrida. Como, em sua maioria, esses exercícios exigem que se mantenha o quadril alinhado e o tronco completamente ereto, eles ajudam a melhorar a postura nesses casos, completou.
  • Correr sem movimentar os braços: os braços devem formar um pêndulo ao lado do corpo. Quando esses membros não se mexem de maneira harmônica, não há um aproveitamento adequado do movimento. Os braços auxiliam no equilíbrio e até na impulsão da corrida. Como solução para esse problema, o treinador indica que o corredor fique na frente do espelho e faça o movimento da corrida, como se estivesse correndo parado. Os braços devem ficar paralelos ao corpo como se duas linhas puxassem um de cada vez para frente e para trás. Isso melhora a consciência corporal e ajuda o atleta a executar corretamente na hora do treino ou prova.
  • Alinhamento do tronco: a posição correta do tronco durante a corrida é ligeiramente inclinado para frente e não totalmente ereto. Aqueles que correm com o tronco ereto, ou até um pouco para trás, vão contra a mecânica natural do corpo e fazem muito mais esforço, explicou Mário Sérgio. O corredor deve ficar atento à sua postura e se projetar um pouco para frente, mas com a coluna reta. Muitos, na tentativa de corrigir essa posição, acabam por incidir em outro erro que será descrito a seguir.
  • Ombros projetados à frente: em vez de jogar todo o tronco para frente com a coluna alinhada, alguns atletas projetam apenas os ombros, fechando o tórax. Na intenção de corrigir a postura, esse atleta comete outro erro. Além de tensionar desnecessariamente a região do trapézio, o peitoral mais fechado dificulta a captação de oxigênio.
Essas são algumas dicas que tornarão seus treinos ainda mais rendáveis.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/
O2 por minuto - Corrida -

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Vídeo-Games com Jogos Dinâmicos e Ativos vs Prática de Esporte


Pesquisadores ingleses desenvolveram um estudo bastante interessante com crianças de ambos os sexos e idades entre 13 e 15 anos.

O estudo comparou o gasto energético dessas crianças em três atividades diferentes; (1) jogando vídeo-game convencional, (2) jogando vídeo-game “ativo e dinâmico” (Wii Sports), (3) praticando qualquer outro tipo de esporte.

Comparando o vídeo-game convencional com o “ativo e dinâmico”, há um gasto energético significantemente maior (> 50%) quando as crianças jogavam o vídeo-game “ativo e dinâmico”.

No entanto, o mais interessante resultado dessa pesquisa foi a constatação de que até mesmo esse gasto energético maior pelas crianças quando jogavam o vídeo-game “ativo e dinâmico” foi muito menor do que o gasto energético dessas mesmas crianças quando praticavam qualquer esporte.

Além disso, a energia utilizada para jogar o vídeo-game “ativo e dinâmico” não foi intensa o suficiente para contribuir para a quantidade diária recomendável do gasto energético.

Portanto, a prática de uma atividade física ainda é imprescindível para as crianças, independente do esforço das empresas de entretenimento eletrônico em aumentar a atividade da criança através de jogos eletrônicos inovadores e mais avançados.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Atividade Física Para a Terceira Idade


O prolongamento da expectativa de vida exige, inevitavelmente, um cuidado especial com a qualidade de vida dos idosos. A prática regular de atividade física desempenha um importante papel na preservação da qualidade de vida e independência desses idosos, e não apenas na redução da taxa de doenças e mortalidade nessa faixa etária.

Um melhor entendimento desse aspecto nos permite criar diretrizes para a prática regular de atividade física para os idosos.

As reações à prática regular de atividade física nos idosos que não possuem doenças cardiovasculares são similares àquelas de jovens praticantes. Nos homens idosos, o mecanismo de adaptação cardiovascular em resposta ao exercício é principalmente central, enquanto que nas mulheres idosas esse mecanismo é mais periférico.

Já os idosos com doenças cardiovasculares, quando comparados com idosos saudáveis, sofrem de reduções no consumo de oxigênio e no débito cardíaco. Esses idosos se beneficiam de atividades físicas aeróbias, o que culmina na melhora do perfil de fatores de risco nessa idade. Portanto, a inclusão do Treinamento Aeróbio como uma parte integrativa do estilo de vida diário é recomendável.

O Treinamento de Força em idosos de ambos os sexos levam a valores similares ou até maiores para massa muscular e força, além auxiliar na redução da gordura corporal, peso corporal e preservar a massa tecidual ativa.

Vários estudos ainda listam outros benefícios para os idosos que praticam atividade física regular:

Melhora na postura e estabilidade
Melhora na flexibilidade e mobilidade
Melhora na função cognitiva
Nível menor de depressão

Para aqueles ainda mais idosos (acima de 80 anos de idade) e frágeis, a prática regular da atividade física contribui substancialmente para a qualidade de vida através de melhora nas adaptações; metabólicas, fisiológicas e funcionais, melhoras que muitas vezes não são alcançadas com nenhum outro tipo de tratamento.

Em suma, a participação em um programa regular de atividade física é um meio seguro e eficaz para evitar ou reduzir o declínio funcional associado com a idade, acarretando em uma melhora na qualidade de vida. O programa de exercício recomendável é multifatorial e inclui Treinamento Aeróbio e Treinamento de Força, além de exercícios de Propriocepção, Tempo de Reação, Flexibilidade e até Força Explosiva.

Fonte: Harefuah. 2002 Jul;141(7):646-50, 665, 664

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Viver na altitude e treinar ao nível do mar pode melhorar o desempenho de corrida


Por quase 40 anos, cientistas vêm investigando o uso da altitude em uma tentativa de melhorar o desempenho de corredores de elite.

Muitos desses estudos, no entanto, produziram resultados equivocados quanto aos benefícios fisiológicos de tal procedimento. Porém, novos estudos sobre altitude e desempenho estão surgindo novamente. Tais estudos avaliam atletas que vivem na altitude (acima de 2000m e um mínimo de 20 horas ao dia por 4 semanas), mas treinam ao nível do mar, o chamado “live high, train low” (do inglês - viva no alto, treine embaixo).

Esse modelo demonstrou melhora significante no número de glóbulos vermelhos, consumo máximo de oxigênio e consumo de oxigênio no limiar ventilatório - e conseqüente diminuição no tempo total de corrida - em atletas de elite dos 3000m e 5000m.

Os pesquisadores descobriram (através de modelos matemáticos de desempenho em maratonas) que essas melhoras, em decorrência desse tipo de treino, podem também melhorar o tempo de corrida de maratonistas de elite (com uma economia de corrida típica) em 8.5 minutos (ou aproximadamente 5%) em média.

Fonte: Medicina (Kaunas). 2008;44(9):687-93