segunda-feira, 20 de julho de 2009

Fitness E Bem-Estar: Conceitos E Importância



Há muita confusão envolvendo esses dois termos. Porém, existem muitas definições de fitness e de bem-estar. Tão (ou mais) importante quanto sabermos diferenciá-las é sabermos se estamos no caminho certo para a melhora de nossa saúde.


Fitness

Apesar de suas várias definições, fitness, de acordo com a Associação Médica Americana, é definida como “a capacidade geral de nos adaptarmos e respondermos favoravelmente a um esforço físico”.

Bem-Estar


O bem-estar está relacionado a um esforço contínuo para permanecermos saudáveis e atingirmos o potencial mais alto para saúde geral.


Os aspectos do bem-estar são:


- Segurança
- Sexualidade
- Alimentação Adequada
- Fitness
- Educação e Informação quanto à saúde
- Não uso de drogas
- Prevenção do Câncer
- Parar de Fumar
- Controlar o Estresse
- Reduzir o Risco Cardiovascular

Dentro desta estrutura ampla, os cientistas do esporte vêem o fitness de uma perspectiva relacionada à saúde que envolve 4 componentes básicos; resistência cardiovascular, força e resistência muscular, flexibilidade articular e composição corporal.

Essa abordagem tira a ênfase da avaliação do fitness de cada indivíduo baseado em componentes que avaliam apenas o desempenho motor e atlético (testes de velocidade, potência, equilíbrio e agilidade), focando, então, naquelas medidas de fitness que avaliam capacidades funcionais e que refletem diversos aspectos da boa saúde geral, da prevenção de doenças, ou de ambos.

O desempenho de cada indivíduo em cada componente básico citado acima não permanece fixo; ao invés disso, cada componente melhora significantemente através de um programa regular de atividade física adequado e que objetiva a melhora em cada um desses aspectos.

Dicas do Professor:


Possuir um alto nível nos componentes do fitness relacionados à saúde não necessariamente garante o bem-estar total e consequentemente a saúde geral. Por exemplo, uma pessoa que corre 3k por dia, pratica treinamento de força e flexibilidade regularmente e mantém um nível desejável de gordura corporal está no topo dos aspectos de saúde relacionado ao fitness. Porém, na perspectiva do bem-estar, se essa pessoa é hipertensa, possuí colesterol alto, fuma, têm níveis altos de estresse, essa pessoa está se deparando com um alto risco cardiovascular e, claramente, não seria classificada como estando “bem”.

Está mais do que provado e é sabido que a prática regular da atividade física trás muitos benefícios à nossa saúde. Porém, o maior impacto está relacionado à melhora da “qualidade de vida”.

Portanto, sabendo diferenciar e dar a devida importância tanto ao fitness quanto ao bem-estar, estaremos não só reduzindo nossos problemas funcionais e de saúde durante nossa idade adulta e durante a melhor idade, mas estaremos também no caminho de uma vida muito mais longa.

Fonte: McArdle, Katch & Katch. Essentials of Exercise Physiology 2nd edition. 2000.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Relação Entre Bem-Estar E Comportamento Não-Saudável


É possível predizer a mortalidade prematura através de comportamentos não-saudáveis. A qualidade de vida de certo indivíduo está ligada à doenças crônicas. Portanto, é possível de se imaginar que há uma relação entre comportamentos não-saudáveis e o bem-estar de um indivíduo.

Foi o que pesquisadores da Universidade de Colorado Denver – EUA resolveram investigar em uma análise com mais de 5.000 pacientes de mais de 67 variações em seus estilos de vida.
Eles buscaram examinar a relação entre comportamentos de risco e dias físicos e mentais não-saudáveis.

Foi observado que o fumo, uma alimentação não-adequada e o sedentarismo estavam associados com os dias mais não-saudáveis de acordo com as respostas dos questionários dos próprios pacientes. Sendo que o fumo aumentou estatisticamente a probabilidade de mais dias não-saudáveis.

Através desta pesquisa foi possível concluir que comportamentos não-saudáveis estão associados com um aumento nas chances de dias físicos e mentais não-saudáveis.

Dicas do Professor:

O conteúdo desse post parece bem óbvio para a grande maioria, mas a intenção é de, na verdade, “abrir a mente” das pessoas para que elas possam ter uma abordagem mais ampla na busca pela saúde. Ou seja, não adianta “passar o dia” na academia se fora dela seus hábitos acabam conflitando com o próprio objetivo da prática de sua atividade física.

Devemos entender que o exercício é de suma importância para a saúde, mas que ele, per se, não faz milagre.

O importante é o conjunto de fatores que o levarão a ter uma vida mais longa e com saúde.

Fonte: J Am Board Fam Med. 2009 Jul-Aug;22(4):368-74.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Mulheres Obesas Têm Dificuldade Em Encontrar Prazer Na Atividade Física


Todos sabem dos benefícios oriundos da atividade física, inclusive as mulheres obesas. Mas há, claramente, uma dificuldade encontrada por esse grupo, não tanto para começar a praticar qualquer tipo de atividade física, mas, principalmente, para continuar a atividade por um longo período, sendo que apenas 3% das obesas dão continuidade à sua atividade física. Motivo de tudo isso pode ser parcialmente explicado pela ansiedade, aponta estudo.

Uma pesquisa realizada pela Iowa State University – EUA testou e comparou 2 grupos, um grupo com mulheres dentro do peso ideal e um outro com mulheres obesas. Os objetivos dos cientistas foram:

1 – Analisar a resposta/sentimento emocional geral que o exercício causou nas mulheres.

2 – A relação desse sentimento com a ansiedade.

De maneira interessante, foi descoberto após os testes e re-testes que o sentimento emocional geral não foi diferente entre as mulheres dentro do peso normal e as mulheres obesas. Porém, foi constatado que as mulheres obesas apresentaram valores menores de prazer conforme a intensidade do exercício aumentava, assim como níveis mais baixos de energia logo após o teste quando comparadas com as mulheres dentro do peso.

Além disso, levando em considerações os 2 grupos de mulheres, quanto maior foi o nível de prazer na atividade, menor foi o nível de ansiedade e vice-versa.

Portanto, os baixos níveis de prazer e energia apresentados pelas mulheres obesas devido, em parte, a altos níveis de ansiedade, podem explicar a baixa participação e a adesão dessas mulheres em qualquer tipo de atividade física.

Dicas do professor:

A mudança de hábito/estilo de vida não é um processo imediato. Salvo raras exceções, é extremamente difícil uma pessoa sair de um estado de total sedentarismo e hábitos não muitos saudáveis como beber, fumar e má alimentação e, de repente, querer mudar tudo de uma só vez.

Isso afeta o estado psicológico da pessoa, que acaba se desmotivando rapidamente e retornando aos maus hábitos.

A mudança deve ser gradativa e informativa, dentro dos níveis individuais de tolerância – que também é um aspecto treinável – de cada um. Não é preciso nenhuma medida radical, mas é imprescindível uma dose de força de vontade, disciplina, paciência e mente aberta para melhorar seu autoconhecimento, tudo no seu tempo.

Quando menos perceber, você já está saudável!

Fonte: Obesity (Silver Spring). 2009 Jun 25. [Epub ahead of print]

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Por que temos cãibra enquanto dormimos ou descansamos?



Ataques de cãibra à noite são bastante comuns, especialmente em pessoas mais velhas. Eles podem ser muito dolorosos, apesar de não serem, em geral, perigosos. Na maioria dos casos, não existe causa aparente para as fisgadas nos músculos, geralmente na panturrilha, que não estejam associadas a exercícios vigorosos, dizem autoridades médicas.


A maioria das cãibras noturnas não está associada a doenças graves por trás, mas diabetes e problemas circulatórios estão entre as condições que devem ser excluídas por um médico, especialmente se a cãibra for freqüente e severa. A cãibra também pode ser um efeito colateral de algum remédio prescrito.

Uma explicação popular para as contrações involuntárias envolve redes de nervos superativas nos grandes músculos da perna. Todavia, não existem evidências conclusivas de que isso é verdade, ou quais causas poderiam estar associadas.

Outros pesquisadores sugerem que as cãibras são um efeito da desidratação, conhecida por envolver espasmos após a prática de exercícios. O senso comum sugere beber água o suficiente durante o dia e antes de deitar-se, assim como evitar cobertores pesados que impeçam os dedos do pé de ficarem estirados.


Dicas do professor:

Se você desenvolver cãibra, pode relaxar o músculo fisgado com um leve alongamento e uma massagem; caminhar ou ficar de pé, se você agüentar; e talvez um banho morno.

Tenho observado, entre meus alunos, que as queixas diminuem proporcionalmente com o aumento da aptidão física, portanto um bom plano de treino envolvendo exercícios de alongamento e fortalecimento, dentre outros, podem ajudar na diminuição deste desconforto.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Treinamento De Força Em Superfície Instável


Você já treinou assim? Sabe da importância?

Há vários exemplos, seja na vida diária ou em atividades esportivas, em que exercemos força em superfícies não muito estáveis para o nosso corpo.

Segundo pesquisa realizada no Canadá, a instabilidade pode diminuir o resultado da força de um músculo, porém mantém o músculo altamente ativado.

A manutenção dessa alta ativação muscular no tronco e nos membros enquanto fazemos força em superfícies instáveis, aumenta as funções estabilizadoras de nossos músculos. O aumento nesse estresse associado com a instabilidade promove maiores adaptações neuromusculares, como diminuição das co-contrações, melhora na coordenação muscular e maior confiança na realização de determinada tarefa.

Além disso, o aumento na ativação muscular com menos estresse nas articulações e nos músculos também pode ser benéfica para a saúde músculo-esquelética, como também para reabilitação.

No entanto, a menor produção de força em decorrência da superfície instável pode funcionar de forma negativa para ganhos absolutos de força quando praticamos o treinamento de força. Ainda, alguns estudos mostraram um aumento da co-contração durante o treinamento em superfícies instáveis.

Os efeitos positivos do treinamento em superfícies instáveis para melhora de performance em determinado esporte em específico, segundo os autores, ainda precisam ser melhor quantificados.

Segundo esses autores, a literatura sugere que quando estamos planejando um programa de treinamento de força para saúde dos músculos ou para reabilitação, devemos incluir exercícios em superfícies estáveis e instáveis. Isso proporcionará uma ênfase tanto na força (superfície estável), quanto no equilíbrio e coordenação (superfície instável), estressando o sistema neuromuscular de maneira eficaz e completa.

Fonte: J Strength Cond Res. 2006 Aug;20(3):716-22.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Cuidado com os pés diminui risco de amputação entre diabéticos

Região é vulnerável a infecções, perda de sensibilidade e fluxo de sangue.

Medicação que controla nível de gordura no sangue minimiza problemas.

Os diabéticos sabem que devem cuidar de seus pés. Infelizmente ainda vemos muitos casos de amputações nas extremidades inferiores, dedos e pés. Em nosso país a doença é a primeira causa das amputações não traumáticas de membros inferiores.

Segundo o Ministério da Saúde, o diabetes atinge 5,2% dos adultos acima dos 18 anos, correspondendo a aproximadamente 6 milhões de pessoas. As causas principais das amputações são as infecções e os pequenos ferimentos. Os diabéticos apresentam diminuição da sensibilidade e diminuição da irrigação sanguínea. Esses fatores facilitam a instalação das infecções e dificultam o tratamento.

A prevenção do diabetes e seu tratamento adequado poderiam diminuir o número de pacientes que precisam passar por essas cirurgias mutiladoras. Pesquisadores descobriram que pacientes diabéticos, portadores de diabetes tipo 2, o mais comum, agora têm nova arma contra esse problema. Usar um tipo de medicação que ajuda a controlar as gorduras do sangue chamadas de fenofibratos diminui o risco de amputações nesses pacientes.

A conclusão veio após o acompanhamento de mais de 10 mil diabéticos por cinco anos. A utilização dos fenofibratos cortou em 36% o risco de amputações nos participantes do estudo.

Os especialistas recomendam que, além do tratamento medicamentoso, os diabéticos tomem muito cuidado com seus pés. Após a higiene rigorosa, os pés devem ser mantidos secos e os calçados devem ser sempre confortáveis e bem ajustados.

Fonte: www.g1.com

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Treinamento De Força Pode Alterar Positivamente A Composição Corporal De Crianças Obesas


Estudo Australiano comprova essa tese.


Durante 8 semanas, cientistas Australianos recrutaram e estudaram as respostas de um treinamento periodizado de força em 48 crianças, sendo 26 meninas e 22 meninos.


As crianças treinaram 3 vezes por semana, supervisionadas por profissionais especializados.


Os cientistas mediram as seguintes variáveis:


Composição corporal; antropometria; força; potência.


Após o período de 8 semanas de intervenção, foi constatado uma diminuição média na porcentagem de gordura corporal de 2.6%, sendo que a massa magra apresentou um aumento médio de 5.3%.


Não houve mudança significativa na altura, peso absoluto, índice de massa corporal (IMC), massa de gordura total, e conteúdo mineral ósseo.


A força e potência das crianças também melhoraram significantemente.


Esses resultados demonstraram que um programa de treinamento resistido para crianças obesas altera significantemente a composição corporal, força e potência das mesmas. Os autores enfatizaram que as atividades foram muito bem toleradas por todos os participantes.


É importante frisar, porém, que esse tipo de treinamento para crianças deve ser prescrito apenas por profissionais altamente qualificados nesse quesito.


Fonte: J Strength Cond Res. 2009 Jan;23(1):80-5.


terça-feira, 2 de junho de 2009

Cor da pele afeta o armazenamento da nicotina pelo organismo, diz estudo




Quanto mais escura a pele, maior a absorção de nicotina . Estudo foi feito com poucas pessoas e é tido como "preliminar".

Um novo estudo descobriu que fumantes com pele mais escura podem ser mais afetados pela nicotina do que aqueles de pele mais clara.

Pesquisadores disseram ser possível que a nicotina no tabaco se ligue à melanina, composto que dá cor à pele. Quanto mais escura a pele, maior a quantidade de melanina – e talvez mais nicotina seja armazenada.

Os pesquisadores, cujo estudo aparece na publicação "Pharmacology, Biochemistry and Behavior", apontaram o pequeno número de pessoas utilizadas no estudo e disseram que as descobertas deveriam ser consideradas preliminarmente.

Porém, a pesquisa pode esclarecer o porquê de algumas pessoas aparentemente serem mais afetadas pela nicotina do que outras.

Para o estudo, os pesquisadores, comandados por Gary King, professor de saúde bio-comportamental na Universidade Penn State, examinaram 150 fumantes afro-americanos.

Eles mediram os níveis de melanina e cotinina, um subproduto da nicotina. Eles também fizeram algumas perguntas aos voluntários, para avaliar o quão forte era o hábito de fumar em cada um.

Descobriu-se que as pessoas com mais melanina fumavam mais tinham mais cotinina em seu sistema, além do maior nível de dependência em tabaco, disseram os pesquisadores.

Fonte:

Link between facultative melanin and tobacco use among African Americans


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Treinamento De Força No Tratamento De Diabetes E Obesidade


Uma revisão científica de vários estudos comprova a eficácia do Treinamento de Força em indivíduos nessas condições.

Cientistas da University School Of Medicine de Boston – EUA, realizaram uma pesquisa que teve como objetivo a coleta do maior número possível de artigos científicos que tratassem do treinamento resistido (treinamento de força) no tratamento da Diabetes e da Obesidade.

O estudo desses cientistas buscou, principalmente, artigos que explicassem em detalhes os mecanismos biológicos por trás dos benefícios do treinamento de força para essa população.

Foi descoberto por eles que o treinamento resistido parece mesmo aumentar a sensibilidade à insulina e a melhorar a tolerância à glicose em vários desses estudos.

Além disso, os estudos comprovam que o consumo de glicose não é uma mera conseqüência do típico aumento da massa magra associado ao treinamento resistido, mas sim é um resultado de mudanças qualitativas no músculo treinado nessa modalidade.

Há também provas substanciais de que o treinamento resistido pode alterar de maneira eficaz a composição corporal nos homens e nas mulheres. Esse tipo de treinamento aumenta a massa magra total, força muscular, taxa metabólica basal e, preferencialmente, mobiliza o tecido adiposo visceral e subcutâneo na região abdominal.

Os pesquisadores reforçam a necessidade e a importância do treinamento resistido (além do treinamento aeróbio) para diabéticos e obesos.

Fonte: J Cardiopulm Rehabil Prev. 2009 Mar-Apr;29(2):67-75.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Exercícios Aeróbios Melhoram A Flexibilidade Cognitiva


A prática da atividade física também tem sua influência positiva no cérebro.

Acredita-se que a atividade física previne o declínio cognitivo e pode melhorar a atividade do lóbulo frontal do cérebro. Para testar essa hipótese, cientistas do Masley Optimal Health Center, em São Petersburgo – EUA, recrutaram quase 100 indivíduos e os testaram durante 10 semanas.

Eles foram divididos em 2 grupos, o grupo controle, aonde os participantes eram aerobicamente ativos durante 0 à 2 dias na semana, e o grupo de intervenção, subdividido e 2; metade eram ativos durante 3 à 4 dias na semana e a outra metade durante 5 À 7 dias na semana.

Foram mensurados fatores como memória, velocidade mental, tempo de reação, atenção e flexibilidade cognitiva.

A análise inicial já mostrou melhora significativa na velocidade mental, atenção e flexibilidade cognitiva. Após ajustes para idade, sexo, nível de escolaridade e mudanças na velocidade psicomotora, apenas a flexibilidade cognitiva mostrou melhora significativa.

Os pesquisadores concluíram então que após essas 10 semanas de intervenção, o aumento na freqüência do exercício aeróbio demonstrou estar associado com melhoras no desempenho cognitivo, especialmente na flexibilidade cognitiva.

Fonte: J Clin Psychol Med Settings. 2009 Jun;16(2):186-93. Epub 2009 Mar 28.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Tempo De Reação E Percepção Visual Em Atletas Masculinos E Femininos


Você sabe a diferença nesses aspectos entre os sexos? E entre esportes individuais e coletivos?

Cientistas Turcos realizaram dois testes em uma tentativa de responder tais questões. Os testes foram realizados em quase 50 atletas das seguintes modalidades: Basquete, Handebol, Futebol, Voleibol, Ginástica, Esgrima e Natação.

Os resultados dos testes indicaram que a quantidade de respostas incorretas a dados estímulos pelos atletas masculinos foi menor quando comparado com atletas do sexo feminino.

Foi também constatado que o número de respostas omissas pelos atletas de esportes individuais foi maior do que a dos atletas de esportes coletivos.

Além disso, dependendo da característica específica de cada esporte, o número de respostas omissas foi significantemente diferente entre atletas do sexo masculino e atletas do sexo feminino.

Os resultados desse estudo, segundo os autores, também reforçam a importância do tempo de reação quando em relação à característica de cada esporte.

Fonte: J Sports Med Phys Fitness. 2009 Mar;49(1):91-6.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Avaliação De Fatores Relacionados Ao Prazer Em Se Exercitar


Exercite-se sob a “influência externa” de diferentes fatores, e descubra qual (ou quais) desses fatores o motiva mais.

Todos sabem que a prática da atividade física resulta em diversos efeitos positivos tanto físicos como psicológicos. Mas apesar de estarmos muito ciente disso, a maioria das pessoas não começam a praticar qualquer atividade física e muitas que começam acabam por cessarem pouco tempo depois.

Intrigados com esse cenário, pesquisadores da Western Kentucky University – EUA, levantaram a seguinte questão: “O que motiva uma pessoa a aderir a um programa de atividade física?”
Alguns estudos quantitativos e qualitativos têm mostrado que o prazer em determinada atividade física é um aspecto importante na aderência ao exercício. Apesar dessas descobertas, há, atualmente, poucas pesquisas investigando os fatores que contribuem para o prazer na atividade física.

Os pesquisadores Americanos, então, desenvolveram um estudo que buscou examinar as variáveis que as pessoas acreditam contribuírem para isso, tais variáveis foram:

- A música usada durante a prática da atividade
- Satisfação com o profissional/instrutor/professor/personal trainer
- Identificação com certa atividade física específica

Quase 300 pessoas participaram do estudo.

A maior variância (21%) para o prazer em realizar a atividade física foi pela música usada, seguido pela satisfação com o professor (8%) e por último a identificação com certa atividade física específica (4%).

Portanto, é necessário analisar com mais profundidade os fatores música e satisfação com o professor para que possamos quantificar melhorar a aderência das pessoas seja qual for a atividade física por ela praticada.

Fonte: J Music Ther. 2003 Spring;40(1):57-73.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Efeitos De Um Treinamento De Força De Improvisação Em Dançarinas


O estudo detalhado abaixo é de importância para aqueles que levam a dança a sério


Cientistas do Departamento de Recreação e Dança da Northwest Missouri State University, Maryville, Missouri – EUA desenvolveram um treinamento de força manual para dançarinos que exige improviso dos mesmos. O treinamento que contava com os conceitos básicos de treinamento de força manual, foi uma aplicação da improvisação de contato em um sistemático programa de desenvolvimento de força.


Os cientistas procuraram descobrir os efeitos desse tipo particular na força muscular, nas medidas de circunferência e na porcentagem de gordura corporal de 10 dançarinas em comparação com um grupo controle de 8 dançarinas.


O programa durou 8 semanas, aonde as dançarinas realizavam as atividades 3 vezes por semana. Cada sessão teve a duração de 1 hora.


Após as 8 semanas de intervenção com testes e re-testes, os cientistas concluíram que esse programa, apesar de não alterar significantemente a porcentagem de gordura corporal das dançarinas, permitiu que as mesmas aumentassem sua força muscular geral e também diminuíssem suas (medidas) circunferências.


Fonte: J Strength Cond Res. 2009 May;23(3):718-28.


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Maratonistas: Cuidado Com O Aumento Da Temperatura Corporal E Seus Efeitos!


Você sabia que a desidratação é um dos maiores (se não o maior) inimigos dos maratonistas?

A maratona impõe um desafio mental e físico enorme em atletas de qualquer nível. Aliada ao calor e a alta humidade do ar, não só o desempenho é prejudicado, mas a saúde e o bem-estar também correm sérios riscos.

Os efeitos do calor e do estado de hidratação nos sistemas cardiovascular e termoregulatório são bem conhecidos e explicados pela ciência. Tais efeitos explicam o declínio no desempenho e a sensação de esforço aumentado sob essas circunstâncias de competir no calor. Os praticantes passam por uma elevação da freqüência cardíaca e da temperatura corporal na mesma intensidade em que estão acostumados a correr.

A desidratação em decorrência dessa situação resulta na diminuição do Volume Sistólico, do Débito Cardíaco e da Pressão Arterial, como também faz com que o fluxo sanguíneo para a musculatura mais exigida seja reduzido.

Todo esse cenário afeta diretamente Sistema Nervoso Central (SNC) e, portanto, o cérebro pode contribuir para a fadiga durante a atividade física prolongada debaixo do calor.

Portanto, é imprescindível que os praticantes de maratona estejam bem preparados para uma hidratação eficiente antes, durante e após as provas. Desta forma, evitarão a fadiga mais rápida e até mesmo conseqüências mais séries resultantes de um aumento elevado na temperatura corporal, que pode até levar a morte.

Fonte: Sports Med. 2007;37(4-5):396-9.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Aumento De Força Nos Músculos Da Região Do Quadril Diminui O Risco De Lesão Na Corrida



Essa pergunta vai para você, praticante de corrida: Você se utiliza do treinamento de força para, além de melhorar sua corrida, ajudar na prevenção de lesões?

Pois bem, um estudo realizado pela University of Northern Iowa – EUA examinou minuciosamente os movimentos e a atividade muscular na região do quadril em uma tentativa de determinar se um aumento de força nos músculos dessa região afetaria (e de que forma) a mecânica de corrida nos membros inferiores.


Fizeram parte do estudo 15 mulheres saudáveis que foram testadas antes, durante e após um período de intervenção tanto quanto na força, como na amplitude de articulação do quadril.

A intervenção consistiu em um programa de treinamento para o fortalecimento do quadril como também no ganho de amplitude dessa articulação.

Foi apresentado um aumento de força e de amplitude articular nos abdutores e rotadores externos do quadril o que conseqüentemente levou a uma mudança (re-distribuição mais eficiente) de carga nessa articulação, o que, segundo os autores, pode reduzir o risco de lesão.

Tal intervenção pode também, segundo eles, ser usada na reabilitação de lesões nos membros inferiores.

Fonte: Clin Biomech (Bristol, Avon). 2009 Jan;24(1):26-34. Epub 2008 Nov 14.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Depressão Aumenta A Barriga


Estudo americano explica por que a doença contribui para o acúmulo de gordura no abdômen e males cardiovasculares

Dezenas de pesquisas comprovam: a depressão está associada ao risco de problemas cardiovasculares, como derrames e infartos. A doença, aliás, já é considerada pelos médicos um estopim para os males que atacam o peito. E esse elo estaria relacionado aos quilinhos a mais que se instalam na região abdominal.

É o que confirma um trabalho americano que será publicado na edição de maio do periódico Psychosomatic Medicine. Mais do que constatar o vínculo entre o transtorno psicológico e as artérias entupidas, pesquisadores do Centro Médico da Universidade Rush, nos Estados Unidos, tentam explicar o mecanismo por trás dele.

Segundo Lynda Powell, que conduziu a pesquisa, a culpa seria de componentes inflamatórios produzidos pelo organismo dos deprimidos. Essas substâncias facilitam o acúmulo da gordura visceral, aquela que fica impregnada entre os órgãos do abdômen. Além disso, a depressão faz subir os níveis do hormônio cortisol, aumentando as taxas de glicose no sangue. Ou seja: muito mais gordura estocada – e risco cardiovascular nas alturas.

O pior é que quem sofre do transtorno acaba entrando em um labirinto: a depressão favorece a barriga protuberante, que, por sua vez, ajuda a agravar o quadro depressivo, bagunçando o trabalho de neurotransmissores por trás do bem-estar.

O estudo foi realizado com 409 mulheres que participaram do Women in the South Side Health Project (WISH), um trabalho sobre as alterações que ocorrem no organismo feminino durante a menopausa.


Fonte: abril.com.br


quarta-feira, 13 de maio de 2009

Jovens Ativos Estão Consumindo Suplementos Alimentares Sem Controle


Estudo aponta exagero no consumo de substâncias que provocam dano à saúde se ingeridas sem necessidade.

Pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que 62% dos frequentadores de academias na capital entre 15 e 25 anos consomem algum tipo de suplemento alimentar - substâncias desenvolvidas e indicadas para atletas que precisam repor nutrientes gastos em treinamentos intensos, como proteína, aminoácido e gel de carboidrato. Mais de 80% deles compram e ingerem os produtos sem recomendação médica ou nutricional.

Os dados, obtidos com base em entrevistas com 201 jovens de redes de academias de São Paulo, mostram erros e exageros de todos os tipos no consumo dessas substâncias, que provocam danos à saúde se ingeridas sem necessidade, em doses erradas e por um prazo muito longo - praticamente o que é feito por grande parte dos usuários pesquisados.

Para agravar o quadro, o levantamento indica que quanto mais jovem, maior é o uso de substâncias desse tipo. Homens tendem a consumir mais suplementos do que mulheres, sem contar que muitos deles relataram ter amigos ou familiares que também usam os produtos.

"Trabalhei por muitos anos como coordenadora nutricional de academias e via como o consumo de suplementos alimentares era descontrolado, as pessoas tomam coisas que nem sabem para o quê servem, e muitas delas sem nenhuma comprovação científica", explica a autora da pesquisa, a nutricionista Márcia Daskal. "O jovem que malha quatro vezes por semana, de uma a duas horas, em mais de 90% dos casos não precisa tomar suplemento. Com a própria alimentação ele supre as carências nutricionais."

Os diversos tipos de suplemento existentes no mercado, parte deles nacional, muitos importados e outros sem registro, são indicados para atletas profissionais que têm uma rotina de sete a nove horas de treino diário. No caso deles, que chegam a gastar mais de 5 mil calorias de uma só vez, a reposição por meio de suplementos auxilia a manter o desempenho no esporte de maneira equilibrada. É o caso de maratonistas, nadadores e corredores.

O problema, segundo especialistas, é que os jovens buscam um ideal de corpo muitas vezes inatingível, e para isso acham que a ingestão de suplementos é o melhor caminho. "Os garotos querem ganhar massa muscular rapidamente e as meninas querem emagrecer. Aí tomam esses suplementos que prometem queimar calorias. É comum demais isso", diz o professor de educação física Gessé Carlos Dias Júnior, coordenador de musculação de academia. "Infelizmente, a gente vê muito professor da academia indicando o uso, o que é proibido."

Fonte: estadão.com.br

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Início do mal de Alzheimer impede que pessoas priorizem suas lembranças


Em teste, idosos tinham de memorizar palavras mais e menos importantes. Pessoas com fases iniciais da doença tiveram dificuldade para conseguir.

Mesmo antes de começar a ter sérios problemas envolvendo a memória em geral, pessoas com os estágios iniciais da doença de Alzheimer aparentam ter dificuldades em tomar boas decisões sobre o que se lembrar, relata um novo estudo. Em texto publicado na revista científica "Neuropsychology" pesquisadores afirmam que esses pacientes têm problemas em determinar quais partes da informação são mais importante que outras.

Os cientistas, conduzidos por Alan D. Castel, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, basearam suas conclusões a partir de um estudo envolvendo 109 pessoas com uma média de idade de 75 anos. Algumas delas estavam em estágios iniciais de Alzheimer, enquanto outras estavam cognitivamente saudáveis.

Os voluntários foram solicitados a memorizar uma série de palavras, cada uma com um valor associado. Quanto maior o valor da palavra, mais importante era lembrar-se dela, dizia a regra. Mais tarde, os participantes tiveram 30 segundos para relembrar a maior quantidade de palavras "valiosas" que conseguissem. O objetivo era ganhar o maior número de pontos.

Apesar de voluntários com e sem a doença de Alzheimer terem se lembrado de mais palavras valiosas do que palavras com baixos pontos associados, aqueles com a doença não se saíram tão bem em sua pontuação geral.

Os pesquisadores disseram que, provavelmente, nos estágios iniciais da doença de Alzheimer, o cérebro já estava se tornando menos eficiente em relação à aprendizagem e memorização. Eles acrescentaram ainda a possibilidade de treinar pacientes, a fim de melhorar suas estratégias de memorização.

Leiam o artigo na integra – acesse o link abaixo:

“Memory Efficiency and the Strategic Control of Attention at Encoding:
Impairments of Value-Directed Remembering in Alzheimer’s Disease

Alguns Refrigerantes Contêm Substância Cancerígena


Os casos mais preocupantes foram o da Sukita Zero, que tinha 20 microgramas, e o da Fanta Light, com 7,5 microgramas. Os outros cinco produtos estavam abaixo desse limite. São eles: Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet, Fanta Laranja, Sprite Zero e Sukita.

Fernanda Ribeiro, técnica da Pro Teste, diz que é difícil estudar a relação direta entre o benzeno e o câncer em humanos, mas que já se sabe que a substância tem alto potencial carcinogênico e que, se consumida regularmente, pode favorecer tumores. "Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não há limite seguro para ingestão dessa substância", diz.

A química Arline Abel Arcuri, pesquisadora da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) e integrante da Comissão Nacional Permanente do Benzeno, diz que o composto vem sendo relacionado especialmente a leucemias e, mais recentemente, também ao linfoma.

O fato de entrar em contato com o benzeno não significa necessariamente que a pessoa vá ter câncer --há organismos mais e menos suscetíveis. "Mas não somos um tubo de ensaio para saber se resistimos ou não, e não há limites seguros de tolerância. O ideal, então, é não consumir", diz Arcuri.

O benzeno está presente no ambiente, decorrente principalmente da fumaça do cigarro e da queima de combustível. Na indústria, é matéria-prima de produtos como detergente, borracha sintética e náilon.

Nesse caso, não contamina o consumidor por se transformar em outros compostos. A principal preocupação é proteger o trabalhador da indústria.

O efeito do benzeno é lento, mas, quanto maior o tempo de exposição e a quantidade do composto, maior a probabilidade de desenvolver o tumor.

Fonte: Folha On-line

domingo, 10 de maio de 2009

Reduzir calorias para melhorar a memória


Um estudo feito por um grupo de cientistas da Universidade de Münster, na Alemanha, verificou que uma dieta com menos calorias resultou na melhoria da memória. A pesquisa foi publicada no site na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O trabalho foi feito em 50 pessoas com idade média de 60 anos e confirmou resultados de testes anteriores feitos em animais. Veronica Witte, do Departamento de Neurologia da universidade alemã, e colegas dividiram os participantes em três grupos, que foram acompanhados por três meses.

O primeiro teve reduzida a ingestão de calorias em 30%. O segundo grupo teve aumentado o consumo de ácidos graxos insaturados em 20%. O terceiro grupo, de controle, não teve alteração no padrão alimentar anterior.

Em experimentos anteriores feitos com ratos, os pesquisadores identificaram melhoria na memória dos animais que passaram por restrição calórica e aumento no consumo de ácidos graxos insaturados, como os encontrados em azeite e em peixes.

No estudo feito com humanos, o grupo de dieta com restrição calórica apresentou um aumento nas notas dos testes de memória dados pelos pesquisadores, enquanto os outros dois grupos não mostraram alterações.

Os pesquisadores verificaram no grupo que teve melhoria nos testes de memória diminuição nos níveis de insulina e nos marcadores de inflamação. Segundo eles, os resultados fornecem também um caminho para explorar o papel da insulina e da inflamação no declínio cognitivo em idosos.

O Artigo poderá ser lido no link abaixo:

Caloric restriction improves memory in elderly humans