segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Hipertensão Pode Apresentar Um Sintoma Nada Silencioso


A hipertensão já afeta mais de 20% dos brasileiros. Novos estudos apontam mais um vilão para a doença; a apnéia obstrutiva do sono.

Além dos aspectos contribuintes para a hipertensão já conhecidos; excesso de sal e gordura na alimentação, sedentarismo e tabagismo, um novo aspecto surgiu para aumentar a lista: a apnéia obstrutiva do sono.

Ela é uma pausa respiratória de dez ou mais segundos durante o sono, com queixas freqüentes de ronco.

Vários estudos têm mostrado que 50% dos pacientes com apnéia são hipertensos, o que não significa que toda pessoa que ronca sofre de apnéia, é claro.

Segundo os médicos, uma média de cinco pausas respiratórias por hora já é preocupante, mas alguns pacientes chegam a ter 30 pausas nesse intervalo de tempo. A apnéia causa aumento na freqüência cardíaca e na pressão arterial. Isso acontece porque, com as freqüentes paradas respiratórias, o sangue é menos oxigenado, assim como o cérebro. Logo, o coração dispara, e a pressão sobe. Por isso, é bom estarmos alerta em caso de ronco excessivo.

Dicas do Professor

A chave é a prevenção. Parece redundante, porém vale reforçar: a prática regular de atividade física (orientada por um professor de Educação Física regulamentado), uma alimentação balanceada, descanso suficiente e saúde mental em dia são ingredientes fundamentais para um ótimo nível de saúde.

Para aqueles que já são hipertensos, uma mudança de hábitos (com os ingredientes citados acima) se faz essencial. Essa mudança deve ser acompanhada por um controle constante de exames clínicos para que seja possível observar o comportamento e status atual de sua pressão arterial e outros indicadores de saúde.

Fonte: Fleury Saúde Em Dia, 2009.




segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Andar Ou Correr Na Rua É O Mesmo Que Na Esteira?


Muito se discute sobre as diferenças entre andar/correr na rua e na esteira. Cientistas advogam que, em termos de biomecânica, não há diferença.


Dois estudos distintos conduzidos pela mesma universidade (University of Virginia – EUA) testaram diversos sujeitos andando (estudo 1) e correndo (estudo 2) na rua e na esteira e utilizaram da tecnologia para tentar detectar possíveis diferenças entre essas duas superfícies, nos seguintes aspectos:


· Passada
· Reação do Solo
· Parâmetros Cinemáticos e Cinéticos


Foram encontradas algumas diferenças em alguns desses parâmetros. Porém, quando analisadas estatisticamente, tais diferenças mostraram-se insignificantes.


Os pesquisadores puderam observar que o caminhar ou andar na esteira é, quantitativamente e qualitativamente, muito parecido com o caminhar ou andar na rua e concluíram que a análise biomecânica do andar ou do correr pode ser feita em um ambiente de laboratório (utilizando a esteira), que reproduzirá de maneira eficaz o andar ou caminhar na rua.


Dicas do Professor:


Deve ficar claro que os artigos expostos acima estão tratando apenas de análise biomecânica do movimento de andar ou de correr. É importante sabermos disso para efeito do tipo de pisada para o tipo de calçado a ser utilizado, etc. Mas não podemos confundir o real objetivo dos estudos e expandir, erroneamente, a conclusão dos cientistas.


Outros fatores como os desníveis (buraco, asfalto irregular), pequenas subidas e descidas, eventuais obstáculos, mudança de ambiente, etc. influenciam outros aspectos de seu desempenho como equilíbrio/estabilização, demanda aeróbia, concentração, etc. Assim, aspectos como estes devem ser levados em consideração na diferenciação do caminhar e do correr na rua e na esteira para a utilização de ambos de maneira proveitosa nos treinos.


Fontes:


Gait Posture. 2007 Jun;26(1):17-24. Epub 2006 Aug 14.

Med Sci Sports Exerc. 2008 Jun;40(6):1093-100.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Alimentação Rica Em Gordura Afeta Aspecto Motor/Cognitivo


Estudo destaca as conseqüências negativas de uma dieta abundante em gordura no desempenho físico/motor, como também na função cognitiva de ratos. Cientistas transferem as conclusões do estudo para humanos.


Pesquisadores da universidade de Oxford – Inglaterra explicam que a eficiência é definida como a quantidade de trabalho produzido por certa quantidade de oxigênio consumido e que é determinante para a capacidade aeróbia, podendo ser alterada pelo fornecimento de substratos metabólicos, aonde os ácidos graxos (gorduras) são menos eficientes que a oxidação da glicose (carboidrato).

Porém, eles afirmam que ainda não é muito claro se o consumo de uma dieta rica em gordura é prejudicial ou benéfica à capacidade de endurance. Eles afirmam, também, que uma dieta rica em gordura, pode, depois de vários meses, levar a um enfraquecimento cognitivo.


O estudo conduzido por esses cientistas demonstrou que ratos que estavam em uma dieta rica em gordura percorreram uma distância menor do que aqueles que estavam em uma dieta com pouca gordura. Além disso, os ratos em dieta rica em gordura realmente tiveram um enfraquecimento cognitivo em um teste de labirinto.


O mais interessante - esses ratos não estavam nessa dieta rica em gordura por vários meses, e sim apenas por 9 dias. Na conclusão do estudo, os cientistas ingleses reiteram a importância de aperfeiçoarmos nossa alimentação para melhorarmos não só nosso desempenho físico, como também nossa função cognitiva.


Dicas do Professor:


Em nosso cotidiano muitas vezes nos sentimos mais estressados, com pouco poder de concentração e absorção de novas informações, nos sentimos mais cansados e com variações de humor, sem nenhum motivo externo aparente. Pois é, às vezes a sua alimentação pode ser a resposta.


Indivíduos ativos, que possuem uma alimentação balanceada e adequada durante a semana e que resolvem “sair da linha” em um dado fim de semana, aumentando a quantidade de gordura ingerida, podem ser vítimas de tais sintomas logo no começo da semana subseqüente. Esses indivíduos acabam sentindo mais o “choque” dessa mudança de hábitos repentina, já que se regram durante a semana.


Já aqueles indivíduos sedentários, cuja alimentação é desbalanceada e contém muita gordura podem não sentir esse “choque” tão intensamente, porém estão, a cada dia que passa e gradualmente, – por isso não percebem tanto os sintomas – a caminho de algum mal maior seja para sua saúde física, mental ou ambas.


Fonte: FASEB J. 2009 Aug 10. [Epub ahead of print]

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Condicionamento cardiovascular pode salvar vidas


Indivíduos com baixos índices de capacidade aeróbica têm um risco de mortalidade geral 70% maior do que os treinados. Se pensarmos somente na doença cardiovascular, o aumento de risco é de cerca de 60%, novamente em comparação com os indivíduos com boa capacidade aeróbica.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores japoneses realizaram uma ampla revisão dos trabalhos já publicados sobre esse tema. Foram identificados mais de 30 artigos científicos, envolvendo mais de 100 mil pessoas. Os participantes tinham idades entre 37 e 57 anos, e o acompanhamento nas pesquisas chegava a 26 anos de duração.

Escala


A capacidade aeróbica é avaliada através de testes de esforço onde se consegue determinar seu máximo e pode ser quantificada em uma unidade chamada MET. Confira a chamada escala de índice de atividade de Duke abaixo:


1 a 4 MET
Atividades caseiras diárias.
Caminhar ao redor da casa.
Caminhar com 1-2 obstáculos no plano a 3-5 km/h.


5 - 9 MET
Subir escadas, caminhar no morro.
Caminhar no plano > 6 km/h.
Correr curtas distâncias.
Atividades moderadas (golfe, dançar, caminhar na montanha).


10 - MET
Esportes extremos (natação, tênis, bicicleta).
Trabalho pesado.


Usando essa padronização os pesquisadores conseguiram definir 3 faixas de condicionamento e seu impacto sobre o risco de morrer. Abaixo de 7,0 MET estava a baixa capacidade aeróbica, de 8,0 a 10 MET estava a faixa intermediária e acima de 10,9 MET estavam os mais condicionados.

Saudáveis, mas sedentários


Indivíduos saudáveis, porém com baixa capacidade aeróbica tem um risco 40% maior de morrer de qualquer causa do que os com capacidade intermediária. O risco de morte por doença cardiovascular é 47% mais alto para os sedentários do que os com capacidade intermediária.


Uma importante descoberta dessa revisão foi a quantificação da melhora de capacidade aeróbica sobre a saúde dos indivíduos. Para cada aumento de 1 MET na capacidade máxima a circunferência abdominal dos indivíduos diminui sete centímetros (7 cm), a pressão arterial sistólica se reduz em 5 mmHg. Os triglicerídeos caem, bem como a glicose em jejum, e ocorre um aumento do colesterol HDL, o bom colesterol.


Como a capacidade aeróbica pode ser determinada por um teste de esforço cardiológico, essa pode ser uma boa ferramenta para os médicos acompanharem seus pacientes, demonstrando os benefícios para motivá-los.

Dicas do professor:

· A Mortalidade de indivíduos sedentários é até 70% maior do que os treinados.

· O ideal é ter atividade física mais intensa, e não mera caminhada. Para isso é importante o acompanhamento de um profissional em educação física.

· É esse profissional que prescreverá os exercícios físicos com suas respectivas intensidades de acordo com as necessidades de cada indivíduo.

· Como a capacidade aeróbica pode ser determinada por um teste de esforço cardiológico, essa pode ser uma boa ferramenta para os professores acompanharem seus alunos, demonstrando os benefícios para motivá-los.

· Testes de campo e avaliações , aplicados pelo professor, indicarão tal intensidade e direcionarão ao objetivo traçado em comum acordo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Condicionamento, Adiposidade E Mortalidade Em Hipertensos



Sabendo-se dos variados benefícios oriundos da prática da atividade física, será que um bom condicionamento cardiorrespiratório é um atenuante do risco de mortalidade em homens obesos hipertensos? Um longo estudo americano afirma que sim.


Cientistas da Winston-Salem State University, na Carolina do Norte – EUA acompanharam mais de 13.000 homens com tais características durante 29 anos. Esses homens foram divididos e classificados dentro dos seguintes parâmetros:


1 – Condicionamento Cardiorrespiratório: Baixo, Moderado, Alto
2 – Obesidade: Índice de Massa Corporal (IMC), Circunferência da Cintura, Porcentagem de Gordura Corporal
Durante esse período ocorreram 883 mortes, sendo que 335 delas aconteceram em decorrência de doenças cardiovasculares.
Curiosamente, na análise dos resultados, os cientistas observaram que os indivíduos obesos e hipertensos com o condicionamento cardiorrespiratório alto; fossem eles com o IMC, a circunferência da cintura alta ou a porcentagem de gordura elevados, não apresentaram risco maior de mortalidade quando comparados com indivíduos normais com o condicionamento físico alto.
Conclusão dessa pesquisa: O condicionamento físico é um modificador muito poderoso na associação da adiposidade com a mortalidade em homens obesos hipertensos, anulando todo o risco de mortalidade devido a doenças cardiovasculares.
Dicas do Professor:
Realmente os benefícios de se possuir um nível elevado de condicionamento cardiorrespiratório são indiscutíveis. Esse estudo eleva – individualmente - ainda mais a importância do fitness para a saúde.
Porém, o IMC, a circunferência da cintura, a relação cintura quadril, o índice de conicidade e a porcentagem de gordura quando analisados em conjunto são excelentes indicadores do risco coronariano.
Apesar de o estudo afirmar que o condicionamento físico alto pode anular risco de mortalidade devido a doenças cardiovasculares em obesos hipertensos, devemos saber o que é “condicionamento físico alto” e também lembrar que o fator hereditário também conta muito para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.
Portanto, além de um bom condicionamento físico, devemos sim buscar níveis adequados em todos os outros aspectos relacionados à saúde, nos cercando de todas as variáveis possíveis em nosso caminho ao bem-estar.

Fonte: Am J Hypertens. 2009 Jul 16. [Epub ahead of print]

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Idosos – Treinamento De Força Na Pressão Arterial

Estudo revela os efeitos do treinamento de força (musculação) na função cardiovascular de idosos.


Pesquisadores Australianos testaram diversos idosos (faixa etária entre 70 e 80 anos de idade) para saber quais os efeitos que um programa de treinamento de força com duração de 16 semanas teria sobre o sistema cardiovascular dos mesmos.
Mais de 20 idosos foram selecionados e divididos em 2 grupos; grupo do treinamento de força e grupo controle (que não realizou nenhuma atividade física).
Várias variáveis foram testadas e comparadas antes e após os testes.

Os pesquisadores puderam então concluir que após as 16 semanas de um programa de treinamento de força houve uma redução significante na resposta da pressão arterial durante uma atividade aeróbia sub-máxima. Portanto, o treinamento de força (musculação) para essa população, não apenas serviu para um ganho de força e hipertrofia, como também fornece benefícios cardiovasculares significantes para essa faixa etária.
Dicas do Professor:

Esse estudo é apenas mais uma prova de que o treinamento de força (musculação) é benéfico em vários aspectos. Os professores de Educação Física mais atualizados estão em uma luta constante para desmistificar muitas idéias errôneas e que infelizmente estão enraizadas na mente das pessoas sobre a musculação.

O treinamento de força não existe apenas para os “fortões”, ou para te deixar “grande” e “musculoso”, há uma série de outros objetivos relacionados à saúde (melhora da postura, aumento de força, etc.) que também são alcançados através do treinamento de força.

A verdade é que, quando bem “explorado”, adequadamente manipulado e utilizado para cada caso, o treinamento de força é um integrante benéfico e valioso na busca pelo fitness e o bem-estar, seja qual for a sua idade.

Fonte: Blood Press Monit. 2009 Aug;14(4):137-44.