quarta-feira, 29 de abril de 2009

Treinamento De Força Ajuda Os Hipertensos, Dizem Estudos


Músculos mais fortes diminuem esforço do coração para bombear sangue. Para começar os exercícios, contudo, é bom consultar um médico.


Será que levantar peso é ruim para a pressão sanguínea? Sabe-se que exercícios aeróbicos regulares podem melhorar a circulação e reduzir a pressão do sangue. Porém, o que dizer da musculação?


Durante anos, pessoas com hipertensão foram alertadas a não praticar o esporte, pois os médicos temiam que picos de pressão sanguínea, provocados durante o levantamento de peso vigoroso, pudessem causar problemas perigosos e, no longo prazo, aumentar a pressão. No entanto, estudos não oferecem muitas evidências em relação a isso. Nos últimos anos, grandes pesquisas descobriram o contrário: a musculação reduz a pressão sanguínea, pois, com músculos mais fortes, exige-se menos do coração para as atividades do dia-a-dia.


Por exemplo, uma análise, publicada no periódico "Hypertension", observou 11 exames clínicos comparando 182 adultos praticantes de musculação várias vezes por semana e 138 não praticantes deste tipo de exercício. No geral, o estudo descobriu que a musculação diminuiu a pressão sanguínea sistólica (o maior número num exame de pressão) em até 2%, e a pressão diastólica em cerca de 4% - pequenos benefícios capazes de melhorar enormemente a saúde cardiovascular.


Outro relatório da American Heart Association, publicado na revista científica "Circulation", revelou que apenas duas ou três sessões de levantamento de peso por semana – com exercícios de flexões e pressões – eram suficientes para diminuir a pressão sanguínea.


A associação afirma que o treinamento de resistência pode também beneficiar pacientes cardíacos, mas recomenda uma consulta inicial com um médico, para orientação.
Portanto, o levantamento de peso pode diminuir a pressão sanguínea.


Fonte: G1

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Microsoft Cria Software Para Personal Trainer


A Microsoft apresenta, durante a 19ª Fitness Brasil Internacional, que acontece entre 30 de abril e 03 de maio em Santos-SP, o Personal S/A, software específico para profissionais da área de personal training.



A solução, que será levada à feira pela CompuBusiness, MS Gold Partner, permite controlar o relacionamento com clientes, além de organizar a área de finanças e possibilitar o acompanhamento do progresso dos alunos.



"O objetivo é fazer com que o profissional administre sua atividades como um negócio e aumente a rentabilidade, o relacionamento e as oportunidades", explica Denis Ferreira, diretor da CompuBusiness.


O Personal S/A pode ser acessado via Internet, além de funcionar como uma rede social entre os personal trainers e outros profissionais do segmento, como médicos e nutricionistas. "Seu funcionamento é similar ao do CRM, porém simplificado", afirma Ferreira.


Fonte: Baguete.com.br


sexta-feira, 24 de abril de 2009

Exercício Em Exagero E Suas Conseqüências


Não compense o sedentarismo com exercícios pesados.


Todos nós procuramos tirar sempre o máximo do que fazemos em nossas vidas. Com a atividade física não é diferente e com bônus: a evolução do treinamento nos deixa mais alerta, com bom humor e disposição para enfrentar as ciladas que o dia nos apresenta. Já que faz tão bem, porque não aumentar? É possível, mas lembre-se que, como tudo na vida, isso também tem um limite e ultrapassá-lo, nesse caso, significa ficar doente.


O exagero na atividade física regular acontece quando a quantidade total de treinamento, ou seja, o produto da freqüência pela intensidade e duração do exercício, exceder a capacidade de adaptação do organismo. As manifestações desses excessos são as mais variadas possíveis.


Para aqueles que controlam a freqüência cardíaca, observar seu aumento quando em repouso é uma delas, freqüente e fidedigna. Fazem parte também deste quadro o cansaço que substitui o bem estar proporcionado pelo exercício regular, noites de sono agitado ou mesmo períodos de insônia, mau humor e irritabilidade no relacionamento de trabalho e familiar, entre outras.


Os músculos, tendões, ossos e articulações também sofrem com a fadiga acumulada pela falta de repouso, que permite a recuperação, necessário a qualquer programa de treinamento.


Uma manifestação comum aos exageros são as tendinites, processo inflamatório que ocorre quando um músculo é solicitado a contrair para executar movimentos repetitivos sem que seus limites sejam respeitados, com sobrecarga de sua ligação com o osso, ou seja, o tendão. As tendinites estão relacionadas com o gesto da atividade física praticada, mudando de localização conforme a região, dos braços na natação para as pernas na corrida, por exemplo.


As associações bem como as mudanças no treinamento devem ser bem planejadas para que os novos limites sejam respeitados. Perder peso, por exemplo, exige uma re-educação alimentar associada ao exercício, impondo uma adaptação ao planejamento inicial, evitando assim exercícios em excesso.


O melhor caminho é, sem dúvida, a prevenção. A decisão de praticar uma atividade física regular pode mudar sua vida e uma avaliação inicial, com aconselhamentos periódicos, pode garantir que esta mudança seja definitiva. Procure um educador físico regularizado e responsável e pratique seu exercício com segurança, obtendo o máximo que ele tem a oferecer.


Fonte: Portal da Educação Física

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ginástica Laboral = Saúde e Disposição


Fazer ginástica no ambiente de trabalho não significa malhação, perda de peso ou ganho de massa muscular. O momento descontrai, previne lesões e integra a equipe. Em Laranjeiras do Sul, várias empresas já aderiram à prática, que melhora a qualidade do trabalho e as relações entre os funcionários, com redução das visitas ao consultório médico e melhor produtividade.


Os colaboradores do Jornal Correio desenvolvem os exercícios três vezes por semana, coordenados pelo massoterapeuta e acadêmico de Educação Física Márcio Geteski. O expediente, que começa às 8h, é iniciado com alongamentos, movimentos marcados e dirigidos à prevenção, especialmente a lesões por esforços repetitivos (LER). "Nosso objetivo é melhoria da postura, fortalecimento fisiológico, redução da ansiedade e maior produtividade, com alívio das dores musculares. O exercício físico também traz benefícios no lazer, no sono e na qualidade de vida", reforça Geteski.


Na equipe de redação, quem mais sentiu o resultado foi a repórter Mariângela de Souza. "Melhora o humor e a disposição para trabalhar. Sinto que mexe nos pontos sensíveis, mais tensos.


Recentemente tive o diagnóstico de Fibromialgia, que é como uma forma mais evoluída da LER, também estou fazendo fisioterapia. Acredito que a ginástica laboral vai ser um reforço no tratamento", afirma ela, que tem o computador como principal ferramenta de trabalho. "Pensar a prevenção é a melhor forma de se evitar futuros problemas de saúde e afastamento do trabalho. A qualidade de vida do funcionário influencia diretamente na sua produção", avaliou o gerente do setor de Recursos Humanos, Fabiano Nesi.


Adesão


Para a fisioterapeuta Kamille Flamarionn Mulineth Fausto, qualquer empresa pode aderir à atividade. "Não são apenas as empresas onde há movimentos repetitivos que precisam deste atendimento", afirma. Tanto que as que mais previnem em Laranjeiras do Sul são as lojas de confecções. "Isso aumentou a auto-estima e melhorou o desempenho no atendimento, com mais facilidade para se movimentar e diminuição das dores musculares e reclamações de cansaço no final do expediente". Nas lojas que abrem às 8 horas, a sessão vai das 7h40 até 7h55. "Este tempo é ideal", afirma Kamille. E os benefícios à empresa já estão começando a aparecer: "aumentou o rendimento mensal, há menos preocupação com afastamento por motivos de doença e motivação de funcionários novos a procurar emprego, por saber que a empresa oferece melhor qualidade de vida", citou.


BENEFÍCIOS


Fisiológicos


- Possibilita melhor utilização das estruturas osteo-mio-articulares, como maior eficiência e menor gasto energético por movimento específico- Promove o combate e prevenção das doenças profissionais.

- Promove o combate e prevenção do sedentarismo, estresse, depressão, ansiedade.

- Melhora da flexibilidade, força, coordenação, ritmo, agilidade e a resistência, promovendo uma maior mobilidade e melhor postura.

- Promove a sensação de disposição e bem estar para a jornada de trabalho - Redução da sensação de fadiga no final da jornada.

- Contribui para a promoção da saúde e da qualidade de vida do trabalhador.

- Propicia através da realização dos exercícios características preparatórias, compensatórias e relaxantes no corpo humano.

- Bem como os principais benefícios fisiológico relacionados ao exercício sobre o sistemas cardíaco, respiratório, esquelético, entre outros bem documentados nas evidências científicas.


Psicológicos


- Motivação por novas rotinas.

- Melhora do equilíbrio biopsicológico.

- Melhora da auto-estima e da auto-imagem.

- Desenvolvimento da consciência corporal.

- Combate as tensões emocionais.

- Melhora da atenção e concentração as atividades desempenhadas Sociais.

- Favorece o relacionamento social e trabalho em equipe- Melhoria das relações interpessoais Empresarias.

- Redução dos gasto com afastamento e substituição de pessoal.

- Diminuição de queixas, afastamentos médicos, acidente e lesões.

- Melhoria da imagem da instituição junto aos empregados e a sociedade.

- Maior produtividade.


Fonte: Jornal Correio do Povo do Paraná – Geral/On-line

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Exercício: Principal Investimento Das Empresas


Uma das apostas mais freqüentes para promover a saúde é a corrida. O Pão de Açúcar tem três mil funcionários correndo no Brasil, sendo 115 na Barra, onde os treinos acontecem na praia.


O programa, financiado com 1% dos salários dos corredores, também banca inscrições em competições. — O exercício me deixa mais bem disposto. Correr em grupo também aumenta a integração no trabalho — conta o atendente de açougue Adriano Alves, de 28 anos.


O laboratório Roche mantém na sua fábrica de Jacarepaguá academia de ginástica, pista de corrida e quadra poliesportiva. As atividades incluem ainda tai-chichuan e ioga.


O Instituto Beleza Natural oferece ginástica laboral, massagem e acupuntura para as funcionárias. Segundo a superintendente de Desenvolvimento Humano, Anna Frei, os exercícios servem para evitar lesões, já que a maior parte da equipe trabalha em pé, fazendo movimentos repetitivos. — Trabalho repondo estoque, carregando peso, abaixando e levantando para pegar caixas de produtos.


A massagem semanal diminui o mal-estar e as dores na coluna — conta a funcionária Marcelle Martins. No Casa Shopping, a idéia é cuidar da mente. Há um ano são oferecidas sessões de coaching, técnica terapêutica que visa a identificar e a fortalecer os pontos fortes e a melhorar os pontos fracos das pessoas.


Segundo a gerente administrativa Carmen Fernandes, a terapia a ajudou a superar a dificuldade de se expor: — Eu era muito retraída. Superei o medo de falar o que penso, e isso melhorou minha vida profissional e pessoal também.


Fonte: O Globo/RJ

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Apenas Um Pouco De Musculação Melhora O Gasto Energético E A Queima De Gordura Diária


É sabido que o praticante de muitos anos do treinamento resistido, cronicamente, aumenta seu gasto diário de energia, como também a queima diária de gordura a um nível suficiente para manter o balanço energético e para prevenir o ganho de peso.



No entanto, ainda não sabemos se o efeito será o mesmo para aqueles que praticam esse mesmo tipo de treinamento, porém de maneira reduzida e há menos tempo.



Para o melhor entendimento dessa questão, cientistas da Universidade de Massachusetts – Boston avaliaram uma população de universitários com sobrepeso, um grupo com alta probabilidade de desenvolver obesidade.



Eles foram divididos em 2 grupos (grupo praticante do treinamento de força e grupo não praticante) e foram avaliados em vários aspectos relacionados a gasto energético e queima de gordura durante 6 meses.



Os cientistas observaram que um programa mínimo de treinamento de força que durava em média 11 minutos por sessão resultou em um aumento crônico no gasto energético diário.


Essa adaptação no gasto energético pode ter um impacto favorável no balanço energético e na queima de gordura suficiente para ajudar na prevenção da obesidade para essa população.


Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2009 Apr 3. [Epub ahead of print]


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Treinamento De Sprint vs Treinamento De Sprint Com Coordenação Para Jogadores De Futebol Adolescentes


Os métodos de treinamento para jovens jogadores de futebol são muitas vezes aqueles que são utilizados para treinar os profissionais adultos.



Na contramão dessa prática, muitos especialistas advogam que o treinamento para os pré-adolescentes deveriam conter apenas aspectos coordenativos.



Isto posto, pesquisadores Italianos procuraram investigar as diferenças entre um treinamento de sprint com coordenação e um treinamento de sprint simples com repetições. E qual o efeito de tais treinamentos no tempo que os atletas demoram a percorrer 20 metros, com ou sem a bola.


Dezesseis jogadores foram divididos em 2 grupo, o grupo de treinou apenas sprint simples com repetições e o grupo que treinou sprint com coordenação.



Os treinamentos ocorreram 2 vezes na semana durante 12 semanas. O primeiro grupo treinavam 20 repetições de sprints de 20 e 10 metros. Enquanto o segundo grupo treinou com a mesma duração, porém com exercícios que exigiam coordenação (ex. subida em escadas).



Ambos os grupos melhoraram o tempo no sprint de 20 metros sem a bola, sem diferenças de desempenho entre os grupos. Os 2 grupos também melhoraram o sprint com a bola, porém o grupo que treinou sprint com coordenação apresentou melhora maior no sprint com a bola do que a melhora apresentada pelo grupo que treinou sprints simples.



Segundo os cientistas, os resultados sugerem que o treino coordenativo melhora a velocidade com a bola mais do que o tradicional treino de sprint simples, provavelmente devido ao aspecto coordenativo que o correr com a bola exige.



Fonte: Int J Sports Physiol Perform. 2008 Dec;3(4):558-62.


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Efeitos Do Exercício Aeróbio E Do Exercício De Força Nos Homens Em Tratamento Do Câncer De Próstata


A radioterapia no tratamento do câncer de próstata pode causar mudanças desfavoráveis na fadiga, qualidade de vida e condicionamento físico dos pacientes.


Na tentativa de buscar fatores amenizadores e/ou preventivos para esse cenário, pesquisadores canadenses avaliaram os pacientes entre os anos de 2003 e 2006, dividindo-os em 3 grupos:


(1) Tratamento Tradicional
(2) Tratamento Tradicional + Treinamento de Força
(3) Tratamento Tradicional + Treinamento Aeróbio

Os cientistas observaram os efeitos do tratamento em cada grupo nos seguintes aspectos:


- Fadiga
- Força
- Qualidade de vida
- Condicionamento físico
- Composição corporal
- Níveis de triglicéries
- Testosterona
- Hemoglobina
- Níveis de lipídeo

Comparados com o tratamento tradicional apenas, o treinamento de força e o treinamento aeróbio juntos melhoraram a qualidade de vida, condicionamento físico, força, níveis de triglicéries e de lipídeos e preveniu um aumento da gordura corporal.

Foi então possível que os cientistas concluíssem que em curto prazo, ambos o treinamento de força e o treinamento aeróbio reduziram a fadiga nesses pacientes, sendo que o treinamento de força gerou melhoras em longo prazo na qualidade de vida, força níveis de triglicéries e quantidade de gordura corporal.

Fonte: J Clin Oncol. 2009 Jan 20;27(3):344-51. Epub 2008 Dec 8.

sábado, 11 de abril de 2009

Vitamina D e risco de gripe


A deficiência de vitamina D pode aumentar o risco de contrair gripes e resfriados, segundo estudo publicado na edição de 23 de fevereiro da revista Archives of Internal Medicine.

O mais abrangente estudo sobre a associação entre vitamina D e infecções respiratórias já feito foi conduzido por pesquisadores da Universidade do Colorado e dos hospitais Geral de Massachusetts e Infantil de Boston, nos Estados Unidos.

A pesquisa examinou quase 19 mil adultos e adolescentes e verificou que aqueles que tinham menores níveis de vitamina D no sangue apresentaram casos de resfriados e gripes com mais freqüência. Os riscos foram ainda maiores para quem tinha problemas respiratórios crônicos, como asma ou enfisema.

A vitamina C é usada na prevenção de resfriados e de outros problemas respiratórios há décadas – seu mais famoso defensor foi Linus Pauling (1901-1994), um dos mais importantes cientistas do século 20 –, mas essa eficiência é sustentada por pouca literatura científica.

Enquanto isso, evidências do papel da vitamina D – que costuma ser mais associada à saúde óssea – no sistema imunológico passaram a se acumular. Estudos anteriores apontaram a relação do aumento de resfriados e gripes no inverno com a produção mais baixa de vitamina D devido à menor exposição ao Sol (que desencadeia a produção da vitamina na pele).

Na nova pesquisa, os participantes com menores níveis de vitamina D no sangue – menos de 10 nano gramas por mililitro – apresentaram 40% mais casos recentes de infecções respiratórias do que aqueles com níveis superiores a 30 nano gramas.

Pacientes com asma e com baixos níveis de vitamina D tiveram cinco vezes mais casos de infecções respiratórias recentes.

Os autores destacam que os resultados do estudo precisam ser confirmados por outras pesquisas e por testes clínicos antes que a vitamina D possa ser recomendada na prevenção de gripes e resfriados. O mesmo grupo planeja iniciar testes clínicos em breve.

Fontes naturais de vitamina D são: salmão, sardinhas, óleo de fígado de bacalhau e alimentos fortificados como leite e alguns tipos de cereais, além da produção da vitamina na pele, através da exposição ao sol.

Fonte: Archives of Internal Medicine

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Pára-quedistas: Lesões Relacionadas A Um Comportamento De Risco


A análise de comportamento de risco vem demonstrando ser uma ferramenta extremamente útil na determinação de lesão em jovens adultos.



Baseados nessa análise, cientistas Australianos buscaram clarificar a relação entre 2 elementos chave no comportamento de risco; (1) Avaliação do Risco e (2) Aceitação do Risco, em pára-quedistas federados.



Foram reunidos 215 pára-quedistas em 3 lugares propícios para a prática do pára-quedismo na Austrália. Eles responderam um questionário analisando 9 lugares aonde um salto de pára-quedas poderia ocorrer. Eles deveriam analisar os lugares e as condições e responderem se saltariam ou não sob tais condições.



Durante a análise dos dados, os cientistas puderam observar que as variáveis que prediziam individualmente a avaliação do risco dos pára-quedistas foram idade, sexo e detalhes dos lugares para o salto.



A avaliação do risco mostrou-se um indicador estatisticamente significante na decisão de saltar, sendo que os homens se mostraram 19% mais propícios a saltarem do que as mulheres, depois de serem divididos e controlados por idade, experiência e avaliação do risco.



Segundo os cientistas, a importância desses resultados é que, através da quantificação da relação entre os 2 elementos chave no comportamento de risco é possível facilitar a formulação de uma discussão mais bem informada sobre o possível papel do comportamento de risco nas causas de lesões oriundas desse esporte.



Fonte: J Sci Med Sport. 2003 Jun;6(2):166-75.


quinta-feira, 9 de abril de 2009

Aulas de natação precoces podem reduzir afogamentos de crianças



Um novo estudo reforça o argumento de que colocar crianças de 1 a 4 anos em aulas de natação pode reduzir a probabilidade de afogamento.

A ideia parece óbvia, mas alguns especialistas em segurança levantaram dúvidas acerca do risco de se ensinar crianças pequenas a nadar.

Eles diziam que o ensino precoce poderia ser perigoso, pois diminuiria nas crianças o medo natural da água ou faria com que os pais ficassem confiantes demais.

A Academia Americana de Pediatria, por exemplo, recomenda aulas de natação para crianças a partir dos cinco anos, mas não assume uma posição sobre aulas para crianças mais novas, pois não se sabe o suficiente sobre seus efeitos.

O estudo, que aparece na publicação especializada "The Archives of Pediatric & Adolescent Medicine", examinou as mortes por afogamento em crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos, naturais de seis estados americanos, durante dois anos. Pesquisadores compararam a experiência em nado das vítimas com aquela de crianças em idades similares do mesmo estado.

Comandados por Ruth A. Brenner, do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano, eles descobriram que as aulas de natação não aumentavam o risco de afogamento para crianças mais novas – na verdade, elas pareciam reduzi-lo. Todavia, os autores avisam que as aulas de natação, sozinhas, “não evitam o afogamento, e que mesmo os nadadores mais experientes podem se afogar”.

Fonte: Ciência & Saúde

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Comportamento Fisiológico De Pilotos De Corrida Em Resposta A Condições De Calor



Apesar do desafio térmico do piloto em desempenhar seu papel em condições de muito calor em seu cockpit, as respostas fisiológicas a tal estresse ainda não são totalmente claras.


Devido a esse cenário, pesquisadores Australianos procuraram descrever os estresses termais, cardiovasculares e perceptivos em pilotos de corrida da categoria V8 Supercar durante competições sob muito calor.


Utilizando de diversas ferramentas para a medição dos aspectos citados acima, foi possível observar a possível mudança antes e após as corridas:


Antes


Temperatura Corporal: 37 a 38.2 ºC
Freqüência Cardíaca: 160 bpm


Após


Temperatura Corporal: 38.4 a 39.7ºC
Freqüência Cardíaca: 170 bpm


Além dos valores acima, houve um aumento significativo no suor e na desidratação dos pilotos.
Todos relataram desconforto com o calor, sendo que a percepção do calor entre os pilotos variou entre muito difícil até muito, muito difícil depois das corridas.


Foi concluído então que, apesar do sistema de resfriamento, os pilotos dessa categoria sofrem muito nos aspectos termais, cardiovasculares e de percepção de esforço mesmo durante corridas de breve duração em ambientes quentes.


Fonte: Int J Sports Physiol Perform. 2007 Jun;2(2):182-91.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Exercícios para o coração



Andar em uma esteira ou pedalar em uma bicicleta ergométrica por apenas meia hora por dia é o suficiente para reduzir o risco de hospitalização ou de morte de pacientes com insuficiência cardíaca, aponta estudo feito por pesquisadores norte-americanos.


A pesquisa, intitulada HF-Action, foi coordenada por Christopher O’Connor, diretor do Centro do Coração da Universidade Duke, e por David Whellan, da Universidade Thomas Jefferson, e publicada na edição de 8 de abril do Journal of the American Medical Association.


O estudo envolveu 2.331 pacientes em 82 locais nos Estados Unidos, Canadá e França, e teve um custo de US$ 32 milhões, financiado pelo Instituto Nacional de Coração, Pulmão e Sangue, um dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.


Os voluntários foram divididos em dois grupos: o primeiro recebeu cuidados-padrão e o segundo, além dos cuidados, foi submetido a um programa de exercícios físicos. O programa começou sob supervisão e depois passou a ser feito pelos próprios pacientes em suas casas.


Dos participantes, 95% tomavam medicamentos como betabloqueadores e inibidores da enzima conversora de angiotensina e 45% usavam dispositivos mecânicos para ampliar a capacidade de bombeamento do coração ou para tratar arritmias. Os pacientes tinham idade média de 59 anos e dois terços eram homens.


Segundo Whellan, estudos anteriores apontaram resultados antagônicos por conta do tamanho limitado da amostragem e dos dados utilizados. “Era preciso um trabalho de maior dimensão para determinar que exercícios não apenas são seguros mas também são efetivos na redução de risco de hospitalização e de morte para pacientes com insuficiência cardíaca”, disse.


A hipótese era que um programa do tipo poderia reduzir significativamente a incidência de mortes e de hospitalização. Mas uma análise inicial baseada em protocolos clínicos-padrão verificou que os exercícios resultaram em uma redução modesta. O cenário se reverteu com uma segunda análise, que levou em conta os principais fatores clínicos ligados à hospitalização e morte.


O programa para pacientes no grupo com exercícios começou devagar e com o objetivo inicial de chegar a três sessões semanais de 30 minutos cada uma. Após 18 sessões, o programa passou dos centros médicos para as residências dos participantes, que tinham como nova meta atingir 40 minutos de esteira ou bicicleta ergométrica por dia, cinco vezes por semana. Os voluntários anotaram os tempos de exercício e frequência cardíaca.


Os integrantes do outro grupo continuaram com o tratamento que estavam recebendo, mas foram encorajados a ser mais ativos. Os membros dos dois grupos tiveram aulas sobre a importância dos exercícios físicos para a saúde e receberam telefonemas frequentes de encorajamento.


Os pesquisadores acompanharam os voluntários por em média dois anos e meio, registrando dados como episódios de hospitalização e de eventos cardíacos e taxas de morte. No período, foram hospitalizados ou morreram 796 (68%) dos pacientes no grupo de tratamento-padrão e 759 (65%) no submetido a programas de exercícios. Uma diferença pequena.


Mas, ao ajustar os resultados para características clínicas fortemente preditivas de episódios cardíacos, como histórico de fibrilação atrial, depressão, fração de ejeção do ventrículo esquerdo e capacidade inicial para a atividade física, os pesquisadores verificaram que os exercícios promoveram uma redução de 11% no risco de hospitalização ou de morte.


Também observaram que o grupo submetido a exercícios apresentou um risco 15% menor de morte por doença cardiovascular e de hospitalização devido a complicações cardíacas.


Fonte: Fapesp

Dias de descanso após malhação aumentam gordura no organismo


Depois da malhação todos querem descanso, muitas vezes merecido. Porém, segundo pesquisadores da Universidade de Missouri-Columbia, esse descanso não deve ser muito grande. Logo após o exercício, o corpo volta a estocar energia sob a forma de gordura nas células adiposas. E, se não voltamos a nos exercitar, essas células voltam a mudar de forma e crescer de novo.


Para avaliar o comportamento das células de gordura e o crescimento de ratos de laboratório, os cientistas acompanharam as mudanças das células após os animais serem submetidos a exercícios físicos e períodos de descanso diferenciados. Durante os períodos de descanso logo após os exercícios, a composição corporal dos ratinhos começava a se modificar.


As mudanças eram muito rápidas. Cinco horas após o término dos exercícios, as células de gordura estavam emitindo sinais para iniciar o depósito de gordura. Em 48 horas, o crescimento das células era de 19%, e o peso do estômago dos ratos estava quase 50% maior.


Segundo os cientistas, essa é uma herança da evolução das espécies. No início, a quantidade de comida disponível era menor, o que levava à necessidade do acúmulo de energia disponível para evitar o desperdício. O problema dos seres humanos começa quando a necessidade de esforço físico diminuiu com a vida moderna e o gasto calórico diário caiu, levando ao aumento da gordura corporal.


Comemos de forma regular, porém não mantemos a atividade física constante. Portanto, nada de descanso de dois dias. O segredo para diminuir a quantidade de gordura no corpo, se é que isso existe, é um só: atividade física diária.


Fonte: g1


segunda-feira, 6 de abril de 2009

Design De Calçados Para Prevenção De Lesões Em Alpinistas


Lesões e deformações nos pés de alpinistas são ocorrências bastante freqüentes no alpinismo de elite.


Infelizmente, esses fenômenos são aceitos como inevitáveis devido ao fato de que as pessoas envolvidas nesse esporte presumirem que, para uma performance adequada em alto nível, é pré-requisito que se use um calçado que é extremamente apertado e não possuí formato natural para os pés dos atletas.


Isso foi um fator de preocupação de cientistas Holandeses, que, baseados em uma análise biomecânica, apresentaram uma abordagem diferente no design de calçados específicos para o alpinismo.


Eles desenvolveram um calçado mais fino na região da sola dos pés, aonde a flexão e extensão dos dedos são extremamente facilitadas. Além disso, a forma do calçado se adapta naturalmente à forma dos pés dos alpinistas. Foi desenvolvido também um tipo diferente e eficaz de fechamento do calçado, assim como um sistema para medir o calçado de acordo com o pé do usuário.


Após o teste dos protótipos, os cientistas concluíram que esse novo calçado pode contribuir para a prevenção de lesões e deformações nos pés dos alpinistas de elite.


Fonte: Appl Ergon. 2001 Aug;32(4):379-87.

domingo, 5 de abril de 2009

Óleo de peixe ajuda a tratar crianças acima do peso, afirma estudo

Ele aumenta níveis de 'colesterol bom' e diminui gorduras e triglicérides.
Efeito não aparece se meninos e meninas só fizerem exercícios e dieta.

Atualmente quase não se fala no óleo de fígado de bacalhau que foi amplamente utilizado desde o século XVIII. Cientistas da Universidade de Nevada (EUA) descobriram que a ingestão de óleo de peixes, rico em ômega-3, pode auxiliar no tratamento de crianças acima do peso.

A epidemia de obesidade que atinge o mundo ocidental vem se estendendo para as crianças. Estimativas atuais apontam que cerca de 15% das crianças americanas estão com peso corporal acima do ideal. O excesso de peso das crianças se traduz por alterações nos níveis de gordura no sangue que, muitas vezes, são semelhantes às de adultos. Em outros países, as crianças que apresentam comportamento social semelhante terminarão por apresentar o mesmo problema. O que está em jogo é o risco do aparecimento de problemas cardiovasculares no futuro.

A pesquisa avaliou o efeito do óleo com ômega-3 sobre o perfil de gorduras no sangue em crianças acima do peso. As crianças e adolescentes estudados, que tinham entre dez e 18 anos, fizeram dieta e exercícios regulares. Um grupo recebeu, além das orientações, doses diárias de óleo de peixe.

Aquelas que receberam o óleo de peixe melhoraram seu perfil de gorduras no sangue de forma significativa, baixaram os níveis de triglicerídeos e aumentaram o colesterol HDL, o bom colesterol. As que não utilizaram o suplemento, apesar da dieta e dos exercícios, melhoraram o peso, porém não os níveis de gorduras sanguíneas.

Fonte: g1