sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Radicais Livres


Freqüentemente associados ao envelhecimento precoce, os radicais livres são moléculas do organismo que apresentam um elétron instável em sua última camada. Quando um desses elétrons rouba outro elétron de uma molécula próxima, ocorre uma ação oxidativa, o que pode acelerar o envelhecimento ou ainda desencadear doenças.

Explicações científicas à parte, o que acontece é o seguinte: toda vez que há uma reação química oxidativa em nosso organismo, como o simples fato de respirarmos, uma quantia de energia sobra. Essa energia restante pode vir a formar os radicais livres, que causam agressões físicas diversas às células do corpo. "Os radicais livres fazem parte de reações normais do organismo. Quando você corta uma maçã e a deixa fora da geladeira, ela escurece. O que a deixa escura são os radicais livres", detalha a dermatologista Denise Steiner. Segundo a médica, o processo de envelhecimento está também ligado à produção dessas moléculas. "Existem várias implicações no envelhecimento, mas uma que se sabe mais detalhadamente é o processo oxidativo, via radicais livres", comenta Denise.

Quanto mais exposto a fatores que aumentam a produção dos radicais, mais o organismo é atacado por essas moléculas. "Um exemplo claro são os fumantes. A grande maioria tem umas ruginhas na região dos olhos devido ao processo dos radicais livres", explica o endocrinologista Cyro Masci. Mas além das implicações físicas que podem ser vistas a olho nu, como o envelhecimento precoce, a presença em excesso de radicais podem ainda criar um ambiente propício para o aparecimento de algumas doenças. "O câncer de pele é uma doença que pode surgir com o excesso de radicais livres", conta Masci. O sol, assim como o fumo e os poluentes químicos, pode funcionar como um catalisador na produção dos radicais, desequilibrando a quantia natural do organismo. Em excesso, eles estimulam o aparecimento da doença, daí a importância do uso de protetores solares (que funcionam como antioxidantes) e de se evitar uma exposição excessiva ao sol.


Aumentam a produção de radicais livres


- Água contaminada por metais pesados (principalmente mercúrio); - Alimentos com agrotóxicos; - Bolos e pães industrializados; - Carne vermelha e de porco; - Chocolate; - Cigarro (de tabaco); - Doenças; - Exercícios em excesso; - Exposição excessiva ao sol; - Gordura trans e vegetal hidrogenada; - Poluição; - Produtos de limpeza que contenham formol de aldeído.


Fontes de antioxidantes


Alguns alimentos têm a capacidade de neutralizar a formação de radicais livres pelo organismo. No entanto, a dermatologista Denise Steiner afirma que o melhor tratamento é a prevenção. "Deve-se evitar os fatores que estimulam a produção de radicais livres", salienta. No entanto, vale ter à mão uma relação de alimentos que podem lhe auxiliar a evitar essas temidas moléculas. Mesmo porque, as frutas e os vegetais são ótimas fontes de antioxidantes. "Deve-se fazer uma suplementação desses nutrientes diária, com cinco ou seis porções. Pessoas que vivem em cidades grandes e com uma rotina estressante precisam repor nutrientes, mesmo que mantenham uma alimentação balanceada", alerta Masci. Portanto, elencamos a seguir algumas fontes naturais de antioxidantes.


Confira


Castanha do Pará (fonte de vitamina E); - Chá verde; - Frutas descascadas; - Legumes crus; - Polifenóis presentes no vinho e na uva; - Salmão; - Vitamina C (frutas cítricas e vegetais verde-escuros); - Vitamina A (cenoura, abóbora e mamão); - Zinco (peixes, aves e leite).

Fonte: Portal Terra

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Maior perigo de contusão no basquete é no rebote, diz estudo


A forma mais fácil de se machucar em um jogo de basquete é tentar um rebote.

Esta é a conclusão de pesquisadores que observaram níveis de lesões durante dois anos em cem escolas por todo o país.

O rebote, descobriram os pesquisadores, foram responsáveis por um quarto das lesões. Depois, vieram jogadas em geral e a defesa, com jogadores nessa posição com maior probabilidade de sofrer lesões.

O estudo, que está disponível online no "The American Journal of Sports Medicine, foi realizado por pesquisadores do Nationwide Children's Hospita"l em Columbus, Ohio. O autor responsável é Laurel A. Borowski, da Universidade Estadual de Ohio.

Colisões causam a maior parte das lesões, mas jogadores também se machucaram quando pularam e depois pisaram no chão após o salto, quando foram pisados por colegas, quando colegas caíram por cima ou chutaram os atletas.

O estudo descobriu que o tornozelo e o pé foram os que mais sofreram, com 40% das lesões, especialmente nos ligamentos.

À medida que o basquete feminino tem se tornado mais popular, o número de jovens garotas com lesões tem aumentado. Mas existem diferenças nas lesões entre jogadores do sexo masculino e feminino.

As garotas tiveram mais probabilidade de se machucarem, e tiveram duas vezes mais probabilidade de sofrer concussão*** – possivelmente resultantes de pescoços mais frágeis, segundo os pesquisadores. Os garotos tiveram mais chances de sofrer fraturas.

R. Dawn Comstock, do Nationwide, disse que também poderia ser o caso de que os jogadores do sexo masculino tenham menor probabilidade de relatar casos de concussão***, e não que as garotas sofram mais esse tipo de lesão.


***Concussão encefálica
(Comoção Cerebral; Concussão Cerebral; Comoção Encefálica)


Termo não-específico usado para descrever alterações transitórias ou perda de consciência após traumatismos cranianos fechados A duração da inconsciência, geralmente dura alguns segundos, porém podendo persistir por várias horas. As concussões podem ser classificadas como leve, intermediária e severa. Os períodos prolongados de inconsciência (geralmente definidos como maior que 6 horas de duração) podem ser referidos como aoma pós-traumatismo na cabeça

Fonte: Rowland, Merritt's Textbook of Neurology, 9th ed, p418

Açúcar ou Adocante?


Uma dieta saudável não deve abolir açúcares e adoçantes. Esta foi a conclusão a que chegaram especialistas internacionais em setembro de 2007 durante a conferência "Açúcar e adoçantes: seu papel em nossas vidas", organizada pela Oldways (fundação internacional sem fins lucrativos) em conjunto com a Federação Argentina de Graduados em Nutrição.


A novidade é que o açúcar acabou perdendo seu status de vilão entre os alimentos. "O consumo depende de cada caso. Para uma pessoa saudável, o aconselhável é realizar a redução de açúcares para que sejam consumidos de forma balanceada. Mas, se existe um quadro de doença, a opção pode ser por adoçantes", comenta a nutricionista da Unifesp, Veridiana De Rosso.


A especialista destaca que para uma vida saudável não há a necessidade de extinguir o açúcar refinado da dieta e ainda sugere mesclar com um adoçante. "Os açúcares são carboidratos que conferem sabor doce, além de serem a fonte de energia mais rápida porque são facilmente metabolizados pelo organismo. Já os adoçantes não engordam, então pode-se escolher um tipo de adoçante com tranqülidade", explica.
Segundo a nutricionista Mariana Del Bosco Rodrigues, da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), cada grama de açúcar possui quatro calorias. "As pessoas têm de ficar atentas em relação à quantidade consumida, pois os açúcares devem corresponder a 10% da ingestão do valor calórico diário total", explica.


Para exemplificar, Mariana toma como base uma dieta de 1.800 calorias por dia. Portanto, esta pessoa deverá ingerir 180 calorias de açúcares, o que corresponde a 45g. Mas se a preocupação é apenas por uma vida com mais saúde, a alimentação pode contemplar o açúcar refinado. O único cuidado é não exagerar na dose, porque ele é bastante calórico. O segredo é manter uma dieta equilibrada e praticar exercícios para que as calorias adquiridas correspondam às queimadas na atividade física. Os adoçantes podem ser aliados, já que, por não possuírem calorias, facilitam o controle de peso, evitando a obesidade e a diabete.


Vale ressaltar que existem diversos tipos de edulcorantes calóricos (substâncias que constituem os adoçantes), e o mais conhecido deles é o aspartame. "O poder de dulçor do aspartame é de 150 a 200 vezes maior que o açúcar refinado. Isso significa que a pessoa não engordará por consumi-lo já que a ingestão é muito pequena", explica a pesquisadora Lidiane Bataglia da Silva, do ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos).

Fonte: Portal Terra

domingo, 26 de outubro de 2008

Estudo traça as principais causas da enxaqueca infanto-juvenil



Predisposição genética, dieta, alterações hormonais e até mesmo privação de sono estão entre as principais causas de uma doença muito mais freqüente em crianças do que se imagina: a enxaqueca.

Essa constatação é de uma pesquisa realizada no Ambulatório de Cefaléia na Infância do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. O autor é o neurologista Marco Antônio Arruda, um dos pioneiros no estudo das cefaléias na infância do País. Em 1999, concluiu sua tese de doutorado, que consiste no levantamento feito com 417 crianças e adolescentes que sofriam de dor de cabeça.

Durante mais de três anos, a partir do acompanhamento de meninos e meninas, com idade entre 6 e 16 anos, que apresentavam queixas recorrentes de dor de cabeça, o especialista constatou que 94% tinham enxaqueca e apenas 1% dos avaliados apresentava problemas visuais, como por exemplo, miopia e astigmatismo.

Essa dor de cabeça, após longos períodos de esforço visual, era vista por professores, pais e até mesmo pelos médicos, como sendo desencadeada por problemas oftalmológicos, quando que na verdade, eles se mostraram raros no ranking de causas.

Mais de 80% dos pais das crianças que foram estudadas na amostra, também apresentavam enxaquecas, mostrando aí o “peso” da hereditariedade.

Devemos observar as crianças em suas atividades diárias: geralmente as crianças param de pular ou correr quando sentem dor de cabeça. “Há indícios de que as crises costumam ser mais breve na infância, com duração de meia hora ou até menos”, descreve Arruda, orientando que o melhor a fazer nesses momentos é colocar a criança para descansar em um lugar bem ventilado, escuro e silencioso.

Se fizermos um paralelo com os sintomas de enxaqueca relatados em postagens anteriores, notaremos semelhanças. Logo, a batalha começa quando os pais tentam identificar a sua real causa, a intensidade e local dessa dor, coisa que para a criança, é de difícil entendimento.

Fonte: Agência USP de Notícias

sábado, 25 de outubro de 2008

Como evitar acidentes na terceira idade

Acidentes na terceira idade são frequêntes e podem ter como consequência danos físicos graves e irrecuperáveis. Eles aumentam com a idade e, na maior parte dos casos, são quedas ao solo, que acontecem em casa, ao atravessar as ruas e nos ônibus (ao subir ou dentro deles).

As principais causas das quedas são a diminuição da visão, dos reflexos e da coordenação ( o que provoca uma maior tendência à síncopes - perdas súbitas e momentâneas da consciência), os efeitos adversos de medicamentos e o alcoolismo.
Além das quedas, os acidentes com idosos incluem também ferimentos com facas de cozinha, queimaduras e acidentes de trânsito.


Dicas para uma casa mais segura
  • A cama não deve ser muito alta, para que se possa firmar bem os pés antes de levantar.
  • Os interruptores precisam ficar próximos à cama para que não haja necessidade de se movimentar no escuro antes de acender a luz.
  • O piso precisa ser antiderrapante (evite encerá-los). Retire tapetes soltos, móveis baixos e obstáculos no chão.
  • O banheiro (vaso e dentro do box) deve possuir barras ou suportes.
  • Um banquinho no box ajuda na hora de se ensaboar e enxaguar os pés durante o banho.
  • As portas dos banheiros não devem ser trancadas, pois os acidentes são bastante comuns nesse recinto.
  • Adapte as cadeiras. Todas devem ter braços laterais de apoio e encosto.
  • As prateleiras não devem ser muito altas, nem muito baixas, evitando que a pessoa tenha que se esticar ou abaixar para pegar algo.
  • Os degraus devem ser trocados por rampas leves. Não sendo possível, toda escada deve ter corrimão e proteção antiderrapante. Os beirais dos degraus devem ser pintados com cores vivas. Além disso, o idoso deve ser orientado a descer as escadas de lado, sempre mantendo a mão mais firme no corrimão.
  • Ilumine bem todos os ambientes da casa.

Fonte: Coordenadoria do Idoso da Prefeitura Municipal de São Paulo

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Cafeína alivia dores após exercícios


Contra o estresse muscular experimentado depois de atividade intensa, é bom considerar uma xícara de café. Uma pesquisa com universitárias americanas revelou que a cafeína reduziu as dores que surgem no dia seguinte aos exercícios com maior eficiência do que os analgésicos comuns.

A dor muscular de princípio tardio, como é chamada por fisioterapeutas, aparece um ou dois dias depois de atividade física pesada. Pesquisadores da Universidade da Geórgia, nos EUA, observaram o efeito de suplementos de cafeína sobre o problema em nove mulheres.

Durante uma sessão simulada de exercícios, os pesquisadores induziram contrações por choques elétricos nos músculos das coxas das voluntárias. No dia seguinte, repetiram o procedimento. As mulheres tomaram uma pílula com cafeína ou uma sem a substância uma hora antes da atividade física.

As mulheres que tomaram cafeína reclamaram menos de dores durante os exercícios. O suplemento tinha uma quantidade semelhante a de duas xícaras de café.

De acordo com o autor do estudo, Victor Maridakis, o alívio proporcionado pela cafeína é maior do que o conseguido com os analgésicos mais comuns. A substância alivia a dor muscular por bloquear a atividade de um composto químico conhecido como adenosina, liberado como parte da resposta inflamatória num machucado. Maridakis explica que a adenosina ativa receptores celulares à dor.

Contudo, Maridakis recomendou cuidado na avaliação dos efeitos colaterais de beber café enquanto se faz exercícios.
- Os efeitos colaterais são; o aumento da ansiedade, palpitações e da pressão arterial. Enjôo, maior volume de urina e dificuldade para dormir - enumera. - É preciso cautela por causa dos malefícios ao organismo.

Embora a maior parte das pessoas responda normalmente à cafeína, algumas são hipersensíveis. Os que consomem café regularmente também podem não se beneficiar, pois desenvolvem tolerância à substância, alertou ainda Maridakis.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Cientistas criam ranking dos alimentos nutritivos


O que o brócoli, a blueberry (vacínio), o quiabo, a laranja e a vagem têm que o picolé, o chocolate ao leite, o pão branco e o refrigerante não têm?

Cientistas americanos afirmam que os alimentos incluídos no primeiro grupo apresentam a pontuação máxima em uma lista que classifica o valor nutricional dos alimentos em escala de 1 a 100 - ou seja, estão entre os mais nutritivos e saudáveis que existem.

Os alimentos do segundo grupo, por outro lado, ocupam os últimos lugares na lista. Picolés e refrigerantes ganham apenas 1 ponto; o chocolate ao leite ganha 3 pontos e o pão branco, 9 pontos.

Liderada pelo especialista em nutrição David Katz, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, uma equipe com profissionais de diversas instituições criou o ranking de classificação NuVal System (Overall Nutritional Quality Index, ou Índice Geral de Qualidade Nutricional).

Os criadores do índice dizem esperar que o NuVal passe a ser usado por milhares de supermercados nos Estados Unidos como um ponto de referência para orientar o consumidor na compra dos alimentos necessários para uma dieta saudável.

Informações confusas

Katz e seus colegas argumentam que as informações incluídas hoje em embalagens de produtos são confusas e afirmam que o NuVal System pode resolver o problema.

Cada produto recebe uma pontuação. Quanto maior ela for, maior o valor nutritivo do alimento.

Segundo o site do NuVal System, ao aplicar os mesmos critérios para todos os produtos, o índice permite comparações entre alimentos de categorias diferentes.

Ou seja, se você estiver em dúvida entre chupar um picolé ou uma laranja, poderá saber, sem sombra de dúvidas, que a laranja vai deixá-lo melhor alimentado - de acordo com a tabela dos cientistas.

O ranking se baseia em uma fórmula que mede a qualidade nutricional de alimentos e bebidas com base em critérios já estabelecidos por profissionais de nutrição, saúde pública e médicos.

Os critérios são, por exemplo, a tabela de doses recomendadas de nutrientes - do Institute of Medicine, nos Estados Unidos - e o guia para dieta dos americanos - adotado pelo Departamento de Saúde do país.

Informações sobre como bons hábitos alimentares podem auxiliar a saúde e evitar riscos de doenças crônicas divulgadas pelo governo americano também foram levadas em consideração.

Combinadas, essas diretrizes foram usadas para quantificar a presença de mais de 30 componentes - como vitaminas, minerais, fibra e anti-oxidantes, açúcar, sal, gorduras trans, gordura saturada e colesterol - nos alimentos.

O sistema também mede a qualidade da proteína, da gordura e do carbohidrato, assim como as calorias e a presença de gorduras ômega-3.

Índice NuVal

Segundo a fórmula, se um alimento é rico em componentes considerados favoráveis à saúde, sua posição no índex NuVal sobe.

Os componentes "bons" são, entre outros, fibras, vitaminas A, C, D, E, B12, B6, potássio, cálcio, zinco e ferro.

Açúcar, colesterol, sal, gordura saturada e gordura trans, quando presentes em um alimento, baixam sua posição no ranking.

Para os carnívoros, a tabela NuVal indica que uma costelinha de porco soma 25 pontos, mas o peito de peru sem pele alcança quase o dobro, com 48 pontos.

Apesar do índice baixo do chocolate ao leite, que tem 3 pontos, o meio-amargo tem desempenho melhor, com 10 pontos.

A tabela no site do NuVal System não menciona a pontuação de alguns favoritos na dieta dos brasileiros, como o pão de queijo e o brigadeiro

Clique aqui e veja as tabelas

Prevenção de quedas em idosos


A cada ano aproximadamente 30% dos idosos acima de 65 anos que vivem em asilos sofrem algum tipo de queda e apesar de menos de 1 a cada 10 quedas resultarem em fratura, pelo menos 4 em 10 exigem algum tipo de cuidado e atenção médica.

Munidos dessas informações, estudiosos da Inglaterra e da Austrália alertaram para a necessidade de um programa de intervenção (exercícios físicos) em uma tentativa de diminuir e prevenir os riscos de queda para essa faixa etária. Porém, esses pesquisadores desconfiavam que tais idosos, principalmente aqueles sedentários por um longo período, não estariam dispostos a se engajar em um programa “formal” de atividade física em uma academia.

Para terem certeza, eles conduziram uma pesquisa com mais de 5000 idosos e o resultado só veio a confirmar suas suspeitas; apenas 22.6% dos pesquisados se deslocariam para sessões de atividade física em uma academia, 36.4% considerariam realizar as atividades em seus lares e 41% realizariam as atividades em seus lares com absoluta certeza.

Solução Encontrada

Foi desenvolvido então um programa de intervenção baseado em exercícios (acompanhado por profissionais) feitos em casa para essa população. Tal programa, que contou com a participação de 163 idosos, durou 1 ano e focava na melhora do equilíbrio, força muscular e tempo de reação.

Após esse período foi provado que os idosos que participaram assiduamente do programa de intervenção reduziram as quedas em 40% quando comparados àqueles que continuaram sedentários.

Fonte:

Cochrane Database Syst Rev. 2003;(4):CD000340

Age Ageing. 2003 Jul;32(4):407-14

Dieta ocidental é a que mais traz riscos de infarto, diz estudo

Um estudo canadense sobre hábitos alimentares identificou a dieta ocidental como sendo a que mais traz riscos de problemas cardíacos.

Conduzido por pesquisadores da Universidade McMaster e publicado na edição desta terça-feira da revista científica "Circulation", o estudo analisou a dieta de 16 mil pessoas em 52 países e identificou três padrões alimentares globais.

A típica dieta ocidental, rica em gordura, sal e carne, seria responsável por um aumento de 30% no risco de desenvolver doenças cardíacas em qualquer população.

A dieta oriental, rica em tofu, soja e molhos, não teve nenhum impacto no risco de desenvolver problemas do coração.

Já a chamada dieta "prudente", rica em frutas e verduras, reduziria o risco em até 33%.


Riscos

Para realizar o estudo, os pesquisadores formularam um questionário que avaliava as dietas com base em 19 grupos de alimentos.

O questionário foi então respondido por cerca de 5,5 mil pacientes que haviam sofrido ataques cardíacos e 10 mil pessoas saudáveis.

De acordo com os resultados, as pessoas que seguiam a dieta ocidental apresentavam um risco 35% maior de sofrer um ataque cardíaco do que aquelas que comiam pouco ou nenhuma fritura ou carnes.

Estudos anteriores já haviam relacionado a dieta ocidental com o risco de desenvolver doenças cardíacas. O sal presente na dieta pode provocar um aumento na pressão sangüínea e algumas gorduras podem bloquear as veias e artérias.

No entanto, os pesquisadores ressaltam que as mesmas relações entre a dieta e o risco de doenças cardíacas observadas nos países ocidentais existem ainda em outras regiões do mundo.

"Cerca de 30% do risco de doenças cardíacas em uma população pode ser relacionado a uma dieta pobre", disse Romania Iqbal, que coordenou o estudo.

Segundo ela, apesar de alguns componentes da dieta oriental serem prejudiciais ao coração - como o sal no molho de soja, por exemplo - esses elementos são neutralizados por outros que protegem o corpo.

Para Ellen Mason, da Fundação Britânica do Coração, o importante é cuidar da dieta.

"O estudo demonstra que não importa se você mora em Mumbai ou na Inglaterra, ou se você come a culinária britânica, caribenha ou asiática. O vital é reduzir o consumo de comidas salgadas, fritas e gordurosas ao mínimo e aumentar a quantidade de frutas e verduras que você come", afirmou Mason.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Qualidade de vida. Você sabe o quê é?


O termo qualidade de vida, de fato, tem sido muito utilizado ultimamente, mas não há consenso sobre sua definição.

Qualidade de vida é mais do que ter uma boa saúde física ou mental. É estar de bem com você mesmo, com a vida, com as pessoas queridas, enfim, estar em equilíbrio e viver uma vida com qualidade.

A qualidade de vida do ser humano, no sentido amplo da expressão, somente é compreendida se for captada nas suas múltiplas dimensões e isso pressupõe muitas coisas; hábitos saudáveis, cuidados com o corpo, atenção para a qualidade dos seus relacionamentos, balanço entre vida pessoal e profissional, tempo para lazer, saúde espiritual etc. Ser competente na gestão da própria saúde e estilo de vida deveria fazer parte das prioridades de todos.

O grande problema atual é que as pessoas pensam que porque fazem exercícios físicos, estão com uma boa qualidade de vida, e por muitas vezes fazem isso para ocuparem-se e até mesmo como fuga dos problemas sejam eles quais forem.

Reflexões

Como podemos ter qualidade de vida, se vivemos num planeta doente? Longas jornadas de trabalho, compromissos e responsabilidades fazem parte dessa rotina desenfreada dos dias atuais e, além disso, temos que administrar a situação do planeta. Para se ter qualidade de vida ou uma vida de qualidade, necessitamos de ar puro, do azul do céu, da brancura das nuvens e da neve, etc.

Diante das inúmeras situações que exigem elevados padrões de excelência, também somos obrigados a gerenciar nossas emoções! Complexo não é?

Um importante fator de controle da qualidade de vida é a saúde. A saúde é amplamente reconhecida como o maior e o melhor recurso para o desenvolvimento social, econômico e pessoal, assim como uma das mais importantes dimensões da qualidade de vida.

Mas durante toda a vida, todas as pessoas necessitam de água e ar puro, ambiente saudável, alimentação adequada, situações social, econômica e cultural favoráveis, prevenção de problemas específicos de saúde, assim como educação e informação.

Isto quer dizer que fatores políticos, econômicos, sociais, culturais, ambientais, comportamentais e biológicos podem tanto favorecer, como prejudicar a saúde.

Além destes elementos chamados estruturais, que dependem apenas parcialmente da decisão e ação dos indivíduos, a saúde também é decorrência dos fatores comportamentais. Isto é, as pessoas desenvolvem padrões alimentares, de comportamento sexual, de atividade física, de maior ou menor estresse na vida cotidiana e no trabalho, uso de drogas lícitas e ilícitas, entre outros, que também têm grande influência sobre a saúde.

Qualidade de vida, você sabe o que é isso?

Falamos tanto em qualidade de vida, que a palavra já não soa naturalmente em nossas vidas como algo positivo. Virou cobrança. Isso é viver com qualidade?

Buscamos tanto qualidade nas situações e nas circunstâncias, que corremos o risco de perdê-la na simplicidade das coisas. Afinal, o que é a tal, qualidade de vida?

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Atletas 'queimam mais calorias' mesmo em repouso

Músculos de quem tem bom preparo físico têm metabolismo mais acelerado.

Atletas que têm um bom preparo físico queimam mais calorias do que quem não faz exercícios regularmente mesmo quando estão descansando, segundo um estudo publicado pela revista acadêmica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Isso porque, segundo pesquisadores da Yale University, em Connecticut, nos Estados Unidos, quem passa por treinamento intensivo de resistência têm um metabolismo muscular mais acelerado do que as pessoas que não têm um bom preparo físico mesmo quando não estão se exercitando.

Os pesquisadores compararam os níveis de oxidação e de síntese de ATP (trifosfato de adenosina, molécula responsável por armazenar energia nas células) nos músculos da panturrilha de corredores de longa distância e de pessoas sedentárias durante períodos em que os dois grupos estavam de repouso.

Embora a oxidação tenha se mostrado em média 54% maior nos atletas, as taxas de síntese de ATP durante o descanso eram parecidas nos dois grupos. A oxidação é o processo pelo qual as mitocôndrias, cuja principal função é a geração de energia por meio das moléculas de ATP, consomem material que será transformado em energia - processo também conhecido como a queima de calorias.

O resultado é que, apesar de não produzirem mais energia nos momentos de descanso, os atletas queimam mais calorias. Segundo os pesquisadores, o estudo indica que os músculos dos atletas convertem constantemente mais energia em calor do que os de indivíduos sedentários.

O experimento contou com a participação de oito voluntários que não fazem exercícios físicos regularmente e de sete atletas. A comparação foi feita levando em conta a idade, o peso e a altura dos participantes.

Os resultados também sugerem que exercícios têm ainda mais benefícios contra o diabetes do que se pensava anteriormente.

O treinamento aeróbico intenso é capaz de reverter a resistência à insulina, um fator importante para o desenvolvimento de diabetes.

Segundo os pesquisadores, a nova pesquisa indica que a dissociação da oxidação e da produção de ATP pode representar uma outra forma pela qual o exercício aumenta a sensibilidade à insulina e a queima de calorias em excesso.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Reflexo ou Tempo de Reação?


Quantas vezes ouvimos as seguintes frases: “Nossa, essa foi por pouco, desviou por puro reflexo!” ou “O goleiro defendeu no reflexo!”?

Na verdade, isso é um erro conceitual já que os fatos narrados acima não ocorreram devido ao reflexo dos indivíduos envolvidos.

O reflexo nada mais é do que uma resposta rápida e involuntária a um dado estímulo. Por exemplo, quando nosso tendão patelar é atingido pelo “martelinho” no teste do reflexo do tendão patelar, estendemos o joelho involuntariamente em resposta a este estímulo.

Já o tempo de reação é o intervalo entre a apresentação de um estímulo e o começo de nossa reação voluntária ao mesmo, como por exemplo, o tempo que os corredores dos 100m rasos levam para largar a partir do momento em que ouvem o disparo.

Portanto, quando nos desviamos de algo subitamente, quando o goleiro defende uma bola rápida, enfim, quando respondemos voluntariamente a certo estímulo, não devemos dizer que possuímos um bom reflexo e sim um bom tempo de reação, que é um aspecto altamente treinável.

domingo, 19 de outubro de 2008

A famosa "ENXAQUECA"

Muitas pessoas já se depararam ou, literalmente, convivem com uma dor muito incômoda na região da cabeça, na região próxima aos olhos e por aí vai...

Segundo estimativas da Academia Brasileira de Neurologia, a enxaqueca atinge cerca de 18% da população do País.

Essa doença provoca alterações químicas no cérebro que tornarão esse órgão mais sensível a uma série de fatores internos e externos, que acabam por desencadear as crises de dor de cabeça típicas dessa doença.

Entre os fatores externos destacam-se os excessos de luminosidade, determinados alimentos (álcool, chocolate, condimentos e derivados do leite), odores e esforço visual.

Como exemplos de fatores internos, temos as emoções (tanto negativas quanto positivas), a menstruação e as variações do ciclo do sono (privação ou excesso do sono), tão freqüentes hoje em dia nas crianças e adolescentes.

Sintomas: dor breve e pulsante

Os principais sintomas são dores concentradas em um lado da cabeça, náuseas, vômitos, palidez e maior sensibilidade à luz e barulho. É uma dor que pulsa, lateja e piora com o esforço físico.

O que fazer?

Devemos, sempre que possível, “olharmos” para nosso corpo de uma forma íntegra, detectando qual a possível causa dessa tal dor de cabeça.

A procura por um médico ou um bom bate papo com quem sofre desse mesmo mal, é sempre uma boa opção, assim como a realização de algo que lhe traga muito prazer. Faça um teste, é uma experiência fantástica, eu confesso.

Fonte: agência usp de notícias
www.enxaqueca.com.br

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O Poder da Mente


Há uma técnica bastante utilizada pela Psicologia do Esporte que se chama “Imagery” (imagem). É uma técnica que envolve a produção mental bem vívida de experiências pelos processos normais de pensamento, é um processo puramente mental.

É uma técnica versátil e que possui várias utilidades, usada desde o aprendizado e prática de habilidades motoras, até na ajuda na reabilitação de lesões (o indivíduo lesionado imagina suas estruturas lesionadas se curando). Imagery também melhora a concentração, autoconfiança e quanto mais o indivíduo domina a técnica, mais realista as imagens e até os sentidos, é, até os sentidos parecem se manifestar.

Exemplo Prático

O ex-campeão mundial de Fórmula 1, o britânico Damon Hill, era um praticante dessa técnica. Cada volta sua real no circuito de Silverstone durava em torno de 1:19.700. Em uma sessão, a psicóloga pediu a ele, que estava sentado em um sofá, para que fechasse os olhos e imaginasse que estivesse dentro de seu carro em uma volta rápida em Silverstone e que a avisasse quando abrisse e fechasse a volta. A psicóloga estava com um cronômetro em sua mão.

O exercício foi feito duas vezes. Na primeira volta imaginada, Damon Hill cravou na casa dos 1:19.300 e na segunda 1:19.900. Impressionante, não é mesmo?!?!

Imaginemos que o mesmo exercício fosse feito com o saudoso Ayrton Senna!!!

Principais causas do desequilíbrio metabólico


É muito comum as pessoas falarem em metabolismo. Mas, afinal, qual o significado dessa palavra? Se você imaginar que o seu corpo é um carro, pode comparar o metabolismo ao motor. E os alimentos, ao combustível.

O metabolismo transforma os alimentos em energia para você se movimentar, pensar, ler, trabalhar, digerir o que comeu, fazer atividades físicas.

À noite, durante o sono, o ritmo de trabalho é reduzido e o corpo só precisa de energia para suprir o chamado metabolismo basal - para manter o coração, a respiração e os rins funcionando.

O metabolismo é comandado pelo sistema nervoso e pelas glândulas. Eles controlam tudo, dos batimentos cardíacos à renovação celular, passando pela respiração, transpiração, tônus muscular, fome e sede.

Quando algo não vai bem, o ritmo metabólico se altera. Um exemplo é o que ocorre com quem sofre de distúrbios da glândula tireóide.

Quem tem hipotireoidismo apresenta a atividade diminuída e as funções corporais mais lentas. A pessoa fica apática, sonolenta e engorda, porque a redução de gasto energético favorece o acúmulo de gordura.
No hipertireoidismo, ao contrário, o metabolismo se acelera e há um desgaste energético maior. Com isso, ocorre perda de peso, mesmo se a pessoa se alimentar normalmente.

Causas do desequilíbrio:

Idade: À medida que o tempo passa, a massa muscular de quem não pratica atividade física diminui. Quanto menos músculos, menor o metabolismo. O biomédico Roberto Burini explica que, com massa muscular diminuída, o organismo precisa de menos energia para se manter ativo.

Inflamações: quando o corpo sofre com uma inflamação acompanhada de febre, também tem o metabolismo alterado. Isso porque a alta temperatura consome mais energia.

Doenças: determinadas enfermidades, como diabetes, interferem no aproveitamento de nutrientes e, quando isso ocorre, o metabolismo fica acelerado para driblar o prejuízo.

Alterações hormonais: no período pré-menstrual pode acontecer de a mulher sentir mais fome e esse aumento de apetite afeta o metabolismo.

Medicamentos: certos remédios interferem no metabolismo, aumentando a queima de calorias.

Gravidez: nesse período a mulher apresenta um gasto calórico extra, pois precisa formar o bebê. O gasto de energia também aumenta durante a amamentação.

Estresse: acelera o metabolismo, fazendo com que o organismo consuma as reservas de energia

Fumo e álcool: o excesso de bebida alcoólica sobrecarrega o fígado. A nicotina libera substâncias que são produzidas em situações de estresse. Em ambos os casos, o metabolismo é acelerado.

Homens que nunca fumaram vivem mais e melhor, diz estudo


A saúde e a qualidade de vida do homem pioram em proporção direta ao número de cigarros fumados diariamente, mesmo em indivíduos que deixaram de fumar, diz um estudo incluído na mais recente edição da revista científica Archives of Internal Medicine.

O pesquisador Arto Y. Strandberg e colegas da Universidade de Helsinki, na Finlândia, acompanharam 1.658 homens brancos nascidos no país entre 1919 e 1934 que estavam saudáveis em uma primeira avaliação, realizada em 1974.

Em 2000, os participantes receberam questionários pelo correio. As perguntas avaliavam se ainda fumavam, sua saúde e qualidade de vida.

Os pesquisadores entraram em contato com o cartório nacional da Finlândia para obter informações sobre participantes mortos.

Os especialistas constataram que, no intervalo de 26 anos entre as duas avaliações, 372 (22,4%) dos homens morreram.

Os que nunca haviam fumado viveram em média dez anos mais do que os que consumiam mais de 20 cigarros por dia.

Qualidade de vida

Os não-fumantes também tiveram as melhores pontuações em qualidade de vida associada à saúde. Entre os fumantes, a qualidade de vida se deteriorou em proporção direta ao número de cigarros fumados por dia. Fumantes pesados apresentaram um declínio equivalente a dez anos de envelhecimento.

"Embora muitos fumantes tenham deixado de fumar entre a entrevista de base, em 1974, e a segunda avaliação, em 2000, o efeito do status de fumante sobre a mortalidade e a qualidade de vida na velhice continuaram fortes", escreveram os autores.

"No total, os resultados apresentados são preocupantes para os que fumavam mais de 20 cigarros por dia 26 anos antes."

"Apesar de um índice de 68,9% de abandono do hábito no período seguinte, 44,1% dos que mais fumavam morreram e aqueles que sobreviveram até uma idade média de 73 anos apresentaram qualidade de vida relacionada à saúde significativamente menor do que a dos que nunca fumaram."

Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Conexão de risco


Divulgação Científica

Um estudo feito nos Estados Unidos acaba de revelar pela primeira vez uma ligação genética entre obesidade e risco de desenvolver câncer colorretal.

Segundo os autores, a descoberta pode levar à exames mais eficientes para diagnosticar um dos principais tipos de tumores que atingem tanto homens como mulheres.

A pesquisa focou em um gene chamado adipoq, que resulta da formação do hormônio adiponectina, produzido pelo tecido adiposo. Os resultados indicaram que indivíduos que herdaram uma variante genética comum do adipoq têm 30% menos risco de desenvolver câncer colorretal.

Ou seja, aqueles que não têm a variante ou que apresentam níveis elevados de adiponectina no sangue podem ser submetidos a exames que permitam detectar a doença em estágio inicial.

Estudos anteriores demonstraram que a obesidade é influenciada por fatores genéticos, o mesmo ocorrendo com o câncer colorretal. A nova pesquisa é a primeira a fazer uma conexão entre os três pontos: variação genética, obesidade e risco de desenvolver a doença. Um terço das pessoas que desenvolvem câncer colorretal tem histórico familiar da doença.

Os pesquisadores destacam que a relação entre os problemas pode ajudar nos esforços para diminuir a incidência do câncer colorretal por meio de atividades que combatam a obesidade, como exercícios, dieta e alimentação saudável.

O objetivo dos pesquisadores é aprimorar significativamente os exames e a detecção da doença em estágio inicial, permitindo que novos caminhos sejam abertos para compreender melhor os fatores genéticos e do estilo de vida que influenciam o risco do câncer colorretal.

Os resultados da pesquisa serão publicados no Journal of the American Medical Association (Jama).

Fonte: Fapesp


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Açaí : alimento antioxidante


Um importante alimento dos habitantes na Amazônia, que também é consumido de Norte a Sul do Brasil, tem se tornado cada vez mais popular em outros países, como os Estados Unidos: o açaí.

Por ser comercializado como uma “superfruta” em mercados norte-americanos, que destacam os potenciais efeitos benéficos para a saúde, um grupo de pesquisadores da Universidade Texas A&M tem estudado o açaí desde 2001.

O mais recente resultado da pesquisa traz nova boa notícia aos consumidores do fruto da palmeira Euterpe oleracea. Em artigo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, os cientistas descrevem que os antioxidantes contidos no açaí são absorvidos pelo organismo humano.

O estudo envolveu 12 voluntários, que consumiram açaí em polpa e na forma de suco, esta última contendo metade da concentração de antocianinas – pigmentos que dão cor às frutas – do que a versão em polpa. Os dois alimentos foram comparados com sucos sem propriedades antioxidantes, usados como controle.

Amostras do sangue e da urina dos participantes foram tomadas 12 e 24 horas após o consumo e analisadas. Segundo os pesquisadores, tanto a polpa como o suco apresentaram absorção significativa de antioxidantes no sangue após terem sido consumidos.

O açaí tem baixo teor de açúcar e seu sabor é descrito como uma mistura de vinho tinto e chocolate. Ou seja, o que mais podemos querer de uma fruta?

A preocupação dos pesquisadores é que o açaí tem sido vendido como um superalimento. Definitivamente a fruta tem atributos notáveis, mas não pode ser considerada uma solução para doenças. Há muitos outros bons alimentos e que o açaí pode ser parte de uma dieta bem balanceada.

O artigo Pharmacokinetics of anthocyanins and antioxidant effects after the consumption of anthocyanin-rich açai juice and pulp (Euterpe oleracea Mart.) in human healthy volunteers, pode ser lido por assinantes do Journal of Agricultural and Food Chemistry

200 Anos de Anatomia no Brasil

Dia 17/10/2008

Faltam 2 dias para o início do evento. Duração: 1 dia.

O evento “200 Anos de Anatomia no Brasil – Homenagem aos mestres da anatomia brasileira” será realizado no dia 17 de outubro a partir das 10h30, na Sala da Congregação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), na capital paulista.

Com organização da Sociedade Brasileira de Anatomia, da Associação dos Antigos Alunos e da Associação dos Professores Eméritos da FMUSP, o evento é uma homenagem aos professores Alfonso Bovero, Renato Locchi e seus discípulos.

Édson Liberti, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, fará a palestra “A história da anatomia de São Paulo”, e Udo Schumacher, do Hamburg Eppendorf, na Alemanha, falará sobre “Anatomia no século 21”.

Mais informações: sba@icb.usp.br ou (11) 3813-8587.

Leite: A nova bebida esportiva?


Há um número limitado de estudos sobre a ingestão de leite pós-treino, porém, ultimamente, o interesse nesse tema tem crescido bastante.

Ao que tudo indica, o leite parece ser uma bebida efetiva após uma sessão de treinamento de força.

Cientistas explicam que o consumo do leite após a sessão de um treinamento de força resulta em alterações agudas no metabolismo da proteína, aumentando a síntese protéica e levando a um maior balanço protéico muscular total.

Quando o treinamento de força é seguido do consumo de leite por, no mínimo, 12 semanas, é observado um aumento maior da hipertrofia muscular e da massa magra.

Apesar do número limitado de pesquisas, há algumas evidências de que o consumo de leite após exercícios aeróbios também é efetivo e benéfico.

Algumas pesquisas também apontam que o leite desnatado é tão (ou mais) efetivo quando comparado com as bebidas isotônicas disponíveis no hoje no mercado quando a ênfase está na re-hidratação, além de ser uma bebida mais densa em nutrientes.

Portanto, o leite é considerado uma bebida saudável (a não ser para aqueles indivíduos pouco tolerantes à lactose) e efetiva quando consumidas pós-treino (força ou aeróbio/resistência).

J Int Soc Sports Nutr. 2008 Oct 2;5(1):15

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Influência do treinamento de força na flexibilidade de mulheres sedentárias


A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) publicou esse ano um estudo que buscou analisar o efeito de um treinamento de força na flexibilidade de mulheres de meia-idade sedentárias.

Vinte mulheres foram recrutadas para o estudo, algumas fizeram parte do grupo que realizou o treinamento de força, sendo que o restante pertencia a um grupo controle.

Antes e após a intervenção (treinamento de força) os pesquisadores realizaram medidas antropométricas e de flexibilidade de 10 articulações diferentes em todas elas.

Após 10 semanas de intervenção, os pesquisadores constataram que metade das articulações estudadas obteve uma melhora significativa no componente flexibilidade nas mulheres que faziam parte do grupo de treinamento de força, enquanto que o grupo controle, que não realizou nenhum tipo de treinamento de força, não obteve melhora na flexibilidade de nenhuma das 10 articulações estudadas.

J Strength Cond Res. 2008 May;22(3):672-7

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Obesidade na infância

Foi-se o tempo que criança saudável era criança gordinha.

Hoje o cenário é assustador: a obesidade atinge 15% dos pequenos, que estão expostos a riscos de gente grande.

A falta de exercícios e a alimentação inadequada são os grandes culpados pelos quilos a mais.


Só para se ter uma idéia, quando o pequeno devora um pacote de bolacha na hora do lanche, está ingerindo o equivalente a uma refeição completa em calorias.

Os prejuízos são enormes: além do impacto na auto-estima, aumenta a chance de problemas ortopédicos, de infecções respiratórias e de pele, de cirrose hepática por excesso de gordura depositada no fígado - a chamada esteatose.

Pior: uma criança obesa em idade pré-escolar tem 30% de chances de virar um adulto rechonchudo.

O risco sobe para 50% caso ela entre na adolescência gorda.

Explica-se: as células adiposas vão ficando cada vez mais recheadas de gordura até que estouram e se multiplicam, fenômeno mais comum justamente no primeiro ano de vida e na adolescência.

Reverter o quadro depende basicamente de uma coisa: reeducação alimentar.



domingo, 12 de outubro de 2008

Condicionamento Cardiorespiratório vs Sintomas de Depressão


Um estudo muito interessante realizado por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia – EUA investigou e acompanhou durante 12 anos um grupo de mais de 11.000 homens e 3.000 mulheres em uma tentativa de verificar se níveis moderados e altos de condicionamento cardiorespiratório teriam alguma relação com baixa probabilidade de desenvolverem algum sintoma de depressão.

Após todos os ajustes adequados para cada idade, aplicação e re-aplicação de todos os testes necessários, os pesquisadores constataram que:

Em uma comparação com indivíduos de baixo condicionamento cardiovascular, homens e mulheres com níveis moderados de condicionamento cardiorespiratório têm 31% a menos de chance de desenvolverem algum sintoma de depressão. A mesma comparação foi feita com indivíduos com alto nível de condicionamento cardiorespiratório, e as chances de tais indivíduos apresentarem algum sintoma de depressão são 51% menor.

Conclusão

Independente de qualquer outro fator de risco clínico predito, um nível moderado ou alto de condicionamento cardiorespiratório está relacionado com um baixo risco de incidência de qualquer sintoma depressivo.


J Psychiatr Res. 2008 Oct 7. [Epub ahead of print]

Sintomas da Fibromialgia

A fibromialgia é uma doença pouco conhecida pela polulação. Seus sintomas, como dores musculares difusas (pelo corpo todo) e crônicas (recorrente há mais de três meses), distúrbios do sono, fadiga, ansiedade, depressão e problemas gastrointestinais, podem acarretar graves consequências para a qualidade de vida do indivíduo.

Estudo da Faculdade de Medicina (FM), da USP realizado no município de Embu das Artes, em São Paulo, revelou que 24% da população estava propensa a desenvolver a fibromialgia mas nenhum paciente tinha conhecimento sobre a doença.

A pesquisa ressalta que os “fibromiálgicos” e “pré-fibromiálgicos” (que podem desenvolver a doença) muitas vezes vêem seu quadro se agravar por falta de informação, ocasionando uma vida cada vez mais difícil devido às dores difusas e crônicas e ao freqüente quadro depressivo que normalmente é tratado com terapia medicamentosa.

Apesar de ser uma doença cujas causas ainda são desconhecidas, é possível amenizar os sintomas com exercícios aeróbicos, alongamentos, massoterapia, acunpuntura, hidroterapia, laserterapia, entre outros recursos. No entanto, o primeiro passo é identificar o problema.

Fonte: Agência USP de Notícias
http://www.educacaofisica.com.br/

sábado, 11 de outubro de 2008

Colesterol - Vilão ou Mocinho?

Ao contrário do que muitos acreditam, o colesterol – gordura presente em todas as células do organismo, incluindo cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração – é uma substância fundamental para o equilíbrio da saúde.

Ele está envolvido na constituição de uma espécie de capa protetora para os nervos – a bainha de mielina –, é usado na formação da membrana das células do corpo e na produção de alguns hormônios e da vitamina D. Além disso, é um componente fundamental dos sais biliares, que agem na digestão e absorção de muitos nutrientes. Nesse aspecto ressalta-se a absorção da vitamina D e, conseqüentemente, a absorção do cálcio.

O problema é que, quando o colesterol está em excesso, transforma-se num dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Assim como outras gorduras, o colesterol é hidrofóbico, ou seja, não é solúvel em água e, por isso, depende das lipoproteínas para ser solubilizado e transportado pelo sangue. As duas principais são a LDL (low density lipoproteins, ou proteína de baixa densidade) e a HDL (high density lipoproteins, ou proteína de alta densidade). A LDL transporta o colesterol do fígado para os tecidos e a HDL é responsável por transportar as substâncias de volta para o fígado que, por sua vez, processa ou elimina a gordura.

O grande problema relacionado ao colesterol é quando há um nível mais alto do que o desejado da fração LDL, também conhecida como o mau colesterol. Como ela é responsável por levar o colesterol para a circulação, o excesso favorece o seu depósito nas artérias, resultando no entupimento.

Esse problema representa riscos à saúde no decorrer dos anos e atinge, igualmente, homens e mulheres. Se as artérias atingidas pelo acúmulo de colesterol forem aquelas que nutrem o coração, podem causar dores no peito ou até infartos. No cérebro, os danos podem resultar em derrames cerebrais. Em outras regiões do corpo, a formação de placas também provoca transtornos, como dores nas pernas, por exemplo.


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Comportamento da Pressão Arterial e da Freqüência Cardíaca em Fumantes


É sabido, muito divulgado e mais do que comprovado cientificamente que o cigarro, além de causar câncer, é também um fator de risco para doenças cardiovasculares e coronarianas.

Um estudo realizado em Milão – Itália (1) resolveu estudar o comportamento da Pressão Arterial em jovens adultos e adultos fumantes. Para a mesma população, pesquisadores do Instituto Tecnológico Federal da Suíça em Zurique (2) observaram, além da Pressão Arterial, o comportamento da Freqüência cardíaca dos fumantes.

Ambos os estudos detectaram um aumento prolongado na Pressão Arterial dos indivíduos fumantes, tal aumento se estendeu por até 1 hora após o último cigarro.

No estudo Suíço foi observado também um aumento similar na Freqüência Cardíaca dos fumantes, sendo que houve uma diminuição nesse aumento após um período de abstinência.

Isso explica parcialmente o porquê dos riscos cardiovasculares e coronarianos oriundos do hábito de fumar e nos faz reforçar a importância de buscarmos longevidade através de uma vida com hábitos mais saudáveis como a prática regular de atividade física e uma alimentação balanceada, nos distanciando de vícios como o cigarro.

(1)J Hypertens. 1992 May;10(5):495-9

(2) Psychopharmacology (Berl). 1992;106(1):39-44

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Pesquisa mostra alterações de estado de ânimo em jogadores de vôlei

Jogadores de voleibol apresentam estados de ânimo diferentes em função da posição que desempenham na equipe, ou seja, o levantador é emocionalmente muito diferente do atacante.

A pesquisa mostrou que os atacantes sofrem maior variação nos seus estados de ânimo, sendo os homens mais suscetíveis a essas variações do que as mulheres. Por outro lado no decorrer da competição, as mulheres foram mais sensíveis às mudanças emocionais do que os homens.


Outros artigos mostram como as fases de competição podem influenciar esse tal estado, como, por exemplo, sentir necessidade ou sentir orgulho. São estados de ânimo que podem acompanhar uma situação de decisão de campeonato, principalmente no jogo final.


Essas pesquisas são de muita importância para os profissionais da área de ciência do esporte, que prezam por adotar uma postura adequada perante sua equipe, ou perante um atleta, levando em consideração as diversas variáveis relacionadas com seu estado emocional, em função da modalidade esportiva, do gênero dos atletas, da fase do jogo e do local da partida.

Fonte: www.educacaofisica.com.br